SECRETÁRIO CONFESSA: O PSDB DURANTE 12 ANOS – de 1995 a 2006 – LOTEAVA OU PERMITIA O LOTEAMENTO DE CARGOS 13

“O governador José Serra incumbiu-me de implementar mudanças de cultura. Há profissionalização e meritocracia, não loteamento de cargos.
Uma mudança de cultura não é absorvida facilmente. Há sempre resistências a essas mudanças e não será por causa dessas resistências que iremos mudar nosso caminho, que já está traçado e é irreversível”, diz Marzagão.
Segundo ele, as ingerências políticas não afetam mais escolhas para os cargos mais importantes na hierarquia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Todavia será que ele poderia nos explicar como avaliam a tal meritocracia?
Pois, das últimas promoções verificamos – entre os promovidos e depois comissionados aos cargos mais importantes – alguns cujo único mérito é o laço de sangue com políticos ( do PSDB).

AQUI COPIAMOS AO REVÉS: identificam-se os "melhores" corruptos…EM VEZ DE BÔNUS PARA OS BONS, O DIREITO DE BUTIM AOS MAUS 4

Entrevista: Rudolph (“Rudy”) W. Giuliani
“Os policiais que produzem bons resultados devem ser premiados, receber bônus gordos em dinheiro”
Afastem os corruptos

O político que livrou Nova York da Máfia e das quadrilhas de drogas diz que para vencer o crime o essencial é afastar os maus policiais.
Depois de uma carreira brilhante de promotor em que acabou com o poder da Máfia em Nova York, Rudolph (“Rudy”) W. Giuliani, 58 anos, tornou-se prefeito da cidade em 1994.
Tomou posse à meia-noite de 1º de janeiro e, às 3 da madrugada, já estava num hospital visitando dois policiais feridos em confrontos com bandidos. O que parecia demagogia de prefeito recém-eleito transformou-se na marca registrada de um dos mais bem-sucedidos homens públicos dos Estados Unidos em todos os tempos. Reeleito em 1997, Giuliani foi durante oito anos um líder onipresente, vigilante e autoritário na maior metrópole americana. Sob seu comando o crime desabou, áreas antes dominadas pelo tráfico de drogas e pela prostituição, como a famosa Times Square, foram saneadas, iluminadas e devolvidas à cidade como pontos de atração turística. A mística de Giuliani, cujo novo livro, O Líder, foi recentemente publicado no Brasil, chegou a seu ponto máximo após os ataques terroristas às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001.
Sua firmeza e sua serenidade renderam-lhe uma comparação com o primeiro-ministro britânico Winston Churchill na Londres bombardeada pelos nazistas. Giuliani falou a VEJA no escritório da Giuliani Partners, empresa de consultoria em segurança e administração de crise que criou depois de sair da prefeitura de Nova York.

Veja – Como promotor e prefeito o senhor fez uma bela faxina em Nova York. Sua receita de tolerância zero contra o crime, as drogas e a prostituição é aplicável nas capitais pobres do Terceiro Mundo?

Giuliani – Sim. O primeiro passo é ter em mente que a cidade pode melhorar. A pior atitude de uma sociedade é dizer que “não podemos fazer nada para sair dessa situação”. O segundo passo é saber que não é possível acabar totalmente com todos os tipos de crime. A filosofia que adotamos foi que os pequenos crimes não podem ser tolerados para que não sirvam de terreno fértil para os grandes criminosos. Decidimos simplesmente que não deixaríamos nossa cidade nas mãos de traficantes, ladrões e prostitutas. A expressão “tolerância zero” não se aplica muito ao que fizemos em Nova York. Prefiro a teoria que chamamos de “janela quebrada” – ou seja, uma casa com um rombo na vidraça é convite para que seja alvo de crimes mais graves. Portanto, decidimos que tentaríamos sempre, em qualquer ocasião, impedir as “janelas quebradas”, ou seja, prevenir os crimes menos perigosos mas muito visíveis.
Veja – Como passar da teoria à prática?

Giuliani – Cobrar resultados dos policiais é essencial. Deve-se computar não o número de prisões feitas, mas quanto cada policial conseguiu reduzir os crimes em sua área geográfica de atuação. Caso não se obtenha o resultado esperado, é preciso investigar a razão do fracasso. A resposta pode ser que os policiais não estão fazendo o que devem por incompetência ou corrupção, o que do ponto de vista de prejuízo ao cidadão dá no mesmo. Se for corrupção, o que se tem a fazer é tirar o corrupto do sistema policial. Se for incompetência, é necessário afastá-lo das ruas.
Veja – No Brasil, o policial tende a ser uma pessoa excluída de outros mercados de trabalho, que recebe salários que não compensam os riscos impostos pela profissão. Como resolver isso?

Giuliani – Na Cidade do México, para a qual estou dando consultoria atualmente, a melhor resposta que estamos obtendo é com o pagamento de incentivo aos bons policiais. Isso deve funcionar também no Brasil. Paguem mais àqueles que estejam exercendo bem sua tarefa. Ao mesmo tempo, esforcem-se em descobrir quais são os corruptos. Eles precisam ser eliminados da corporação. Por mais disseminada que esteja a corrupção, sempre haverá policiais honestos. É fácil identificá-los. Eles são os que produzem melhores resultados práticos. É preciso criar prêmios para esses bons soldados. Eles devem receber bônus gordos em dinheiro.
Veja – Mas como combater a corrupção quando a maioria dos policiais e de seus chefes é de corruptos?

Giuliani – Montamos uma “operação de negócios internos” na própria polícia com os indivíduos que sabemos ser honestos na Cidade do México. Essa força monitora a operação dos demais policiais. Em Nova York tínhamos uma equipe de monitoramento com centenas deles. Um grupo desses talvez não seja capaz de eliminar a corrupção, mas poderá reduzi-la drasticamente ao restringir o número de policiais corruptos em ação.
Veja – O presidente Lula reconheceu publicamente, há duas semanas, que o crime organizado se infiltrou no sistema judiciário, entre políticos e empresários brasileiros. O que fazer em uma situação assim?

Giuliani – Quando se chega a esse ponto a saída é desenvolver uma nova força policial especializada em atacar o crime organizado. Um bom modelo é o que o FBI fez nos Estados Unidos há vinte anos. Um exemplo ainda mais adequado talvez seja o adotado pela Itália para desmantelar a Máfia na década de 80. O governo italiano teve de reconstituir a força policial, adotar novas diretrizes, trazer gente nova e, além disso, contou com a adesão de um grupo de magistrados honestos. O fundamental é identificar as pessoas honestas e trabalhar com elas.
Veja – Como evitar a violência policial?

Giuliani – Condenando os infratores. Policiais que em minha administração foram acusados de torturar um imigrante estão na cadeia cumprindo longa sentença. Para evitar erros terríveis como esse é preciso treinar a polícia da melhor maneira possível. Isso é crucial para reduzir negligências, erros e acidentes. Em um grupo de 41 000 policiais, sempre haverá, no entanto, pessoas más. Isso faz parte da natureza humana.
Veja – Como os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 modificaram o senhor pessoalmente?

Giuliani – Eu fiquei muito mais consciente da fragilidade da vida humana, da importância dos relacionamentos e da necessidade de ter e cultivar amizades sólidas. Também me conscientizei da necessidade de defender a democracia. Não podemos mais acreditar que a democracia exista naturalmente. Ela precisa ser defendida. A liberdade política e religiosa e as oportunidades econômicas que as pessoas desfrutam nos Estados Unidos são conquistas pelas quais temos de estar dispostos a lutar. Pelo que vimos em 11 de setembro, sempre haverá gente disposta a destruir essas conquistas.
Veja – O senhor já disse que a batalha contra o câncer de próstata teve mais impacto sobre sua vida que os ataques terroristas. De que maneira?

Giuliani – O câncer veio primeiro. Lidar com a doença me colocou num enquadramento filosófico que me deu suporte para lidar com o 11 de setembro – fui obrigado a encarar a mortalidade. Tive câncer, meu pai morreu de câncer. Quando passamos por isso, vivemos todos os medos. A doença me fortaleceu. Então, quando veio o 11 de setembro e passei por tudo aquilo, eu já possuía uma compreensão maior da mortalidade, o que me ajudou a ter uma empatia maior pelas vítimas dos eventos que presenciei.
Veja – Após uma breve onda de compaixão pelos Estados Unidos em seguida aos ataques, o sentimento antiamericano tem crescido em diversas partes do mundo. A que o senhor atribui esse sentimento?

Giuliani – O antiamericanismo é fruto de preconceito, de estereótipos. Somos um país com enorme devoção à liberdade e à democracia. Não temos intenção de controlar o mundo. Não temos colônias, nunca as tivemos e não queremos tê-las agora. Não podemos ser descritos como imperialistas porque nossas ações externas resultam em garantir a autodeterminação dos povos. Isso para nós é uma garantia de paz. A multiplicação das democracias pelo mundo serve a nossos interesses nacionais. As democracias se estruturam de maneira ordenada, são capazes de suportar a discordância e de chegar à conciliação. O risco real para o mundo são os regimes totalitários, absolutistas, com líderes que oprimem seus povos e patrocinam o terrorismo. Os Estados Unidos são um experimento social aberto que atrai mais imigrantes que qualquer outra nação do planeta.
Veja – Por quê?

Giuliani – As pessoas vêm em busca de liberdade, oportunidades econômicas e respeito pelos direitos individuais. Eram esses valores que meu avô buscava quando veio da Itália para os Estados Unidos. Na virada do século XIX para o XX, dizia-se com exagero que os Estados Unidos tinham ruas pavimentadas com ouro. Quando desembarcaram aqui, os imigrantes viam que a situação não era bem assim. Mas, com o passar do tempo e as oportunidades de trabalho, milhões deles alcançaram o sucesso que tanto almejavam. E continua sendo assim.
Veja – O senhor acredita que as relações dos Estados Unidos com França, Alemanha e Rússia, abaladas por causa da guerra no Iraque, voltarão ao normal?

Giuliani – Nossas alianças e amizades com esses países são mais fortes que a discordância sobre um aspecto em particular. A relação com a França é bastante antiga. Compartilhamos uma longa história de democracia, o que nos dá o direito de discordar um do outro. Até nos Estados Unidos discordamos entre nós. As pessoas enxergam o mundo de maneiras distintas. Fui a favor da guerra no Iraque, achei-a necessária e acredito que ela teve um resultado muito bom. O presidente George W. Bush lidou com essa situação melhor do que qualquer pessoa pudesse antecipar. Nossos amigos no mundo têm todo o direito de discordar da maneira como Bush agiu e ainda assim continuar sendo nossos amigos. Acho que logo, na nossa relação com a França, a Alemanha e a Rússia, vão predominar as questões sobre as quais concordamos.
Veja – Os Estados Unidos podem ser tão bem-sucedidos na tarefa de reconstruir o Iraque quanto o foram na invasão militar?

Giuliani – Temos um ótimo histórico como construtores de nações. Basta lembrar o exemplo do Japão e da Alemanha depois da II Guerra Mundial. Ajudamos muito esses países a desenvolver democracias, governos fortes e bem-sucedidos.
Veja – Qual o desafio imediato dos americanos no Iraque agora que a etapa militar foi superada?

Giuliani – Desenvolver instituições democráticas. Uma vez que elas estejam estabelecidas, será imperativo colocar o poder nas mãos dos iraquianos. Isso é o que entendemos por democracia, o regime em que as pessoas decidem como querem ser governadas. Quanto ao tempo em que devemos permanecer por lá, a questão é mais complexa. Não podemos ficar além do necessário, mas permanecer o suficiente para que as instituições democráticas se consolidem e afastem o fantasma do passado totalitário. Isso vai exigir sabedoria e um apurado senso de cálculo de nossa parte para saber o exato momento da retirada.
Veja – Logo depois dos ataques terroristas de 2001, o senhor disse que Nova York sairia da crise como uma cidade ainda melhor. Nova York é uma cidade melhor hoje?

Giuliani – Nova York está espiritualmente mais forte. Foi isso que eu quis dizer naqueles dias. A cidade teve de lidar com o pior ataque da história do país e precisou buscar maneiras de sobreviver. Ao não se deixar destruir, Nova York sobreviveu, cresceu e vai continuar a crescer em todos os sentidos. A força de espírito das pessoas desta cidade é incrível. Os nova-iorquinos ainda estão feridos por causa do ataque terrorista. As pessoas na cidade sabem avaliar a monstruosidade do episódio. Mas sabem também que devem ser fortes, seguir em frente e garantir uma vida melhor para elas e para seus filhos.
Veja – Os Estados Unidos voltarão a ser o mesmo país de antes dos ataques terroristas?

Giuliani – Não. Este país nunca mais será o mesmo. A consciência dos perigos a que estamos expostos não vai se dissipar nunca mais.
Veja – Até que ponto o governo americano pode interferir na privacidade das pessoas para combater o terrorismo sem sacrificar a tolerância e a liberdade, justamente as qualidades que fizeram dos Estados Unidos um grande país?

Giuliani – Não acho que a liberdade tenha de ser afetada em nenhum aspecto essencial em benefício de nossa segurança. Acredito que a liberdade de eleger nossos governantes, de seguir uma religião, a liberdade de expressão e o respeito pelos direitos humanos continuarão intactos. Por outro lado, admito que tentaremos saber tudo o que pudermos sobre as pessoas que chegam a este país. De fato, isso terá algum impacto sobre a liberdade dos visitantes e imigrantes. Mas essas ações são necessárias e não vão afetar fundamentalmente a vida das pessoas. A orientação geral dos Estados Unidos também não muda. Continuamos querendo atrair imigrantes e visitantes, desejamos que os americanos permaneçam abertos e receptivos. Mas isso não significa que estaremos desprevenidos.
Veja – Como foi ser prefeito de uma cidade com a diversidade étnica, cultural, religiosa e social de Nova York?

Giuliani – A diversidade nos força a aprender mais sobre os variados grupos. Temos de gostar de gente de todo tipo e não temer as diferenças. Numa cidade como Nova York, onde a todo momento lidamos com pessoas de origens distintas, acabamos descobrindo que nas relações humanas existem mais similaridades que diferenças. Os indivíduos, no fundo, seja de que nacionalidade forem, são movidos pelas mesmas necessidades básicas.
Veja – Além de assistir às partidas dos Yankees (time de beisebol de Nova York), o que o senhor mais gosta de fazer na cidade?

Giuliani – Adoro andar pelas ruas. Temos a melhor cidade do mundo para caminhar. Você é capaz de dar uma volta ao mundo somente andando a pé por Nova York. A cidade exerce sobre mim um fascínio sem fim. A ópera é outra paixão. Já sonhei em ser o dirigente do Metropolitan Opera.
Veja – O senhor ainda tem planos na política, como concorrer à Presidência dos Estados Unidos?

Giuliani – Não tenho planos políticos, mas certamente tenho opções políticas. Talvez eu queira concorrer no futuro, mas não tenho nenhum plano concreto no presente.

Advogados querem punição para deputado que criticou Polícia Civil 17

Associação dos criminalistas apresentou pedido à Assembléia Legislativa
ROGÉRIO PAGNANDA REPORTAGEM LOCAL
A Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo apresentou ontem à Assembléia Legislativa um pedido de punição ao deputado Pedro Tobias (PSDB) pelas críticas feitas contra a Polícia Civil.
Anteontem, em seu discurso no plenário da Assembléia, o deputado disse que tinha “mais medo da Polícia Civil do que da facção criminosa PCC” e que a greve dos policiais civis era benéfica para população porque reduzia a corrupção.
“A polícia não faz falta, e nunca fez, porque há menos corrupção quando há greve. Se vocês ficarem em greve, é melhor para população”, disse o tucano, falando para o grupo de policiais civis que estava na galeria para acompanhar as discussões dos projetos enviados pelo governo para melhoria salarial da categoria, em greve há 54 dias no Estado.
O presidente do conselho da associação dos advogados, Ademar Gomes, disse que o deputado desrespeitou uma instituição que “sacrifica suas vidas em prol da população”.
“A imunidade parlamentar não serve de desculpa para ofender quem quer seja, muito menos uma instituição tão gloriosa quanto à Polícia Civil.”
O líder do governo, Barros Munhoz, do mesmo partido do deputado, disse ter certeza de que Tobias incorreu em “grave e lamentável equívoco”.
A Folha procurou o deputado Pedro Tobias, mas não o encontrou.

GAERCO PEDE PRISÃO DE DELEGADOS DE CAMPINAS 11

SOB SUSPEITA
Gaerco pede prisão de delegados de Campinas
Suposta fraude na Ciretran motivou o Ministério Público Estadual a pedir preventiva de 12 pessoas
Marco Antonio – Campinas
Allisson Roberto/Todo Dia Imagem
Gaerco não revela a susposta fraude cometida na Ciretran de Campinas
O MPE (Ministério Público Estadual) pediu à Justiça que seja decretada a prisão de 12 pessoas, entre elas seis delegados de polícia que atuaram na 7ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), em Campinas. Entre os denunciados estão também funcionários da repartição e despachantes. Os nomes dos acusados não foram divulgados. “Eles foram denunciados pela prática prevista nos artigos 288 e 317 do Código Penal, que são crimes de formação de quadrilha ou bando e corrupção passiva”, disse ontem a promotora Luciana Ribeiro Guimarães, do Gaerco (Grupo de Apoio e Repressão ao Crime Organizado) do MPE. A 6ª Vara Criminal de Campinas analisa o pedido desde o dia 3 deste mês. Nenhum prisão foi decretada até o momento.
A promotora não explicou quais são os tipos de irregularidades constatadas nas investigações. A 7ª Ciretran é responsável pela emissão de documentos de carros e por emissão das carteiras de habilitação. As investigações que resultaram nos pedidos foram conduzidas pelo promotor Gaspar Pereira da Silva Júnior, que não integra mais o Gaerco de Campinas.
“O MPE aguarda o retorno do processo, que deve acontecer no início da próxima semana, para saber se cabe algum recurso, uma nova manifestação, ou se irá prosseguir os trabalhos com os réus soltos”, disse a promotora. Quando o processo voltar da Justiça os promotores vão tomar conhecimento da decisão e depois disso começa o procedimento criminal.
O delegado seccional de Campinas, Paulo Tucci, admitiu ter conhecimento da existência da denúncia. “Não há condenação alguma. Alguns dos policiais já solicitaram o desligamento da 7ª Ciretran”, disse o delegado. Tucci afirmou que não há qualquer medida administrativa a ser tomada porque a Justiça não condenou ninguém. “A partir de agora é esperar o andamento do processo e em ocorrendo alguma condenação será feito procedimento administrativo”, disse. Tucci lembrou que a 2ª Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil também acompanha o caso.
FERRAZ DE VASCONCELOS
Em junho deste ano, no município de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, o MPE denunciou 22 pessoas acusadas de falsificar carteiras de habilitação. Foi o resultado da Operação Carta Branca, cujas investigações começaram em maio de 2007. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa tinha sede na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, e comercializava as Carteiras Nacionais de Habilitação para vários outros Estados. O juiz da 1ª Vara Distrital de Ferraz de Vasconcelos decidiu pela prisão preventiva de 19 acusados.
As denúncias de participação da Corregedoria do Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) no esquema fez com que o diretor do órgão anunciasse mudanças nas Ciretrans (Circunscrições Regionais de Trânsito) paulistas. A Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Civil, o Detran e a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados de São Paulo) decidiram também promover mudanças na forma de emissão das CNHs no Estado. Entre elas, a exigência da presença do próprio candidato a motorista nas Ciretrans, com documentos comprovando sua qualificação e endereço. A investigação começou depois de denúncia da Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul. Por meio de interceptações telefônicas ficou revelado que a falsificação das CNHs era realizada, em sua totalidade, em São Paulo, especialmente em Ferraz de Vasconcelos.

É PARA RIR: HOMENAGEANDO "ATÉ INVESTIGADORES" 10

Por isso, Sr. Presidente, encaminhei um ofício para o Secretário de Segurança homenageando toda a equipe de anti-seqüestro, os delegados, escrivãs, até investigadores, porque muitas vezes criticamos quando há falha, mas não elogiamos quando fazem o serviço bem feito.
E esse serviço, apesar de toda a dificuldade por que passa a polícia, foi excelente.
Parabéns à policia.
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“Até os Investigadores”…
Pela ordem natural , considerando o trabalho de identificação do cativeiro e resgate do seqüestrado ( íntegro ) , em confronto armado, deveria ser: toda a equipe de anti-seqüestro, os Investigadores( Agentes, inclusos), os Delegados, até as Escrivãs.
Ele não gosta é dos Investigadores…
Aí tem!
Entende!

TÁ EXPLICADO: " A DGP DEPOIS MANDOU A FATURA DOS SERVIÇOS PARA O DEPUTADO"…ELE ACHOU QUE FICARIA MAIS EM CONTA TER PAGO O RESGATE AO PCC 5

O SR. PEDRO TOBIAS – PSDB –
Sr. Presidente, Srs. Deputados, esta é a primeira vez que assomo à tribuna depois do recesso mas vou contar uma história que aconteceu durante o recesso.
Veio um aluno de Ciência Política da Unicamp para acompanhar um pouco a minha rotina para saber como é a política na vida real. Começávamos às 7 horas e terminávamos às 11 horas da noite. E ele estranhou o recesso porque muita gente usa o termo recesso demagogicamente. Ele estranhou que somos mal julgados devido ao recesso. Muitas vezes para mim é muito mais leve fazer discurso, participar de uma comissão do que fazer trabalho de base. Falo com toda honestidade. Durante o recesso trabalhei muito mais do que aqui.
Mas a minha vinda aqui hoje é para homenagear a polícia. Um parente meu foi seqüestrado recentemente e a família começou a negociar, não queria envolver a polícia. Quando descobri pressionei a família e ela foi até a Polícia Anti-Seqüestro. Não demorou mais do que dois dias e eles chegaram ao cativeiro e graças a Deus salvaram a pessoa seqüestrada e mataram dois seqüestradores. Deviam matar quatro. O único erro é que deveriam ter matado quatro porque tirariam quatro bandidos dos assaltos, dos seqüestros. Fazia parte da quadrilha um prestador de serviços do seqüestrado. Se tivessem pagado o resgate teriam, sem dúvida nenhuma, matado o seqüestrado.
Por isso faço um apelo à população para que procure a polícia se houver seqüestro. A polícia tem problema? Tem, mas a equipe de anti-seqüestro tem que ser elogiada. Fomos bem recebidos e em três, quatro dias salvaram um homem inocente. Não vi ninguém dos Direitos Humanos para defender um senhor seqüestrado de 70 anos. Daqui a pouco, eles reclamam, criticam, ou processam a polícia por ter matado dois bandidos.
Por isso, Sr. Presidente, encaminhei um ofício para o Secretário de Segurança homenageando toda a equipe de anti-seqüestro, os delegados, escrivãs, até investigadores, porque muitas vezes criticamos quando há falha, mas não elogiamos quando fazem o serviço bem feito. E esse serviço, apesar de toda a dificuldade por que passa a polícia, foi excelente. Parabéns à policia. Cumprimento toda a Policia Militar, a Polícia Civil em nome do Secretário Saulo de Castro, e, em especial, o pessoal do grupo anti-seqüestro.
Na agenda dos próximos candidatos à Presidência da República, espero que a segurança seja prioridade porque ela não é só competência do governo do estado, do município, mas também do governo federal. Esses bandidos, conforme me contaram, estavam munidos de metralhadoras. Metralhadoras não se fabricam aqui, vieram de contrabando. São armas de fabricação estrangeira. O nosso candidato vai dar prioridade à segurança, porque hoje é mais importante que o emprego, até mesmo que uma casa popular.
Preocupo-me muito também com a área da saúde. Dizem que o Governo Federal quer 60 programas no lugar de três ou quatro que estavam funcionando bem, como do programa de catarata, varizes, retinoplastia e próstata porque essa foi a marca registrada do ex-ministro, atual Prefeito José Serra. O PT quer acabar. O meu medo é que alguém diga: “Tiraram o que estava funcionando”. Esses programas que o PT quer criar não funcionarão. Vale lembrar que muitos idosos vão cobrar caro dessa administração federal, pois muitos deles foram operados de próstata e de catarata na gestão de FHC. Espero que não destruam o que está funcionando.
Sr. Presidente, passo a ler o referido ofício que encaminhei ao Secretário de Segurança Pública: “Senhor Secretário
Através do presente expediente, queremos parabenizar o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública, considerando a acentuada queda de homicídios no nosso Estado.
Enfatizamos que é com grande satisfação que temos presenciado a constante presença de policiais nas ruas, a boa qualidade nos serviços de inteligência e o aumento nos números de prisões.
Queremos enfatizar ainda, as sucessivas soluções de seqüestros ocorridos no nosso Estado, agradecendo especialmente pela bem sucedida operação ocorrida em 30 de janeiro, com o resgate de um empresário libanês, pessoa de nosso relacionamento e muito querido, que ficou 19 dias nas mãos dos seqüestradores. Foi espancado no cárcere, mas felizmente saiu salvo.
Sem a atuação impecável da polícia, esse caso não teria tido um feliz desfecho, uma vez que foi sob a orientação dos policiais, que acompanharam o seqüestro, que a família negociou e colaborou para o fim desse drama não só da família, mas de toda a sociedade.
Assim sendo, queremos reiterar nossos cumprimentos pelo incessante e árduo trabalho dos nossos policiais, lembrando todo risco que esses profissionais e seus familiares estão sujeitos em seu dia-a-dia e aproveitar para mais uma vez, reconhecer os bons resultados na área de segurança do Governo Alckmin, na pessoa do Senhor Secretário de Segurança Pública, Doutor Saulo de Castro Abreu Filho, agradecer e assim estender nossos cumprimentos a todos os profissionais que prestam serviços à Segurança Pública do Estado e em especial aos seguintes colaboradores:
Doutor Marco Antônio Desgualdo, Delegado Geral da Polícia Civil;

"JOÃO CORAGEM" ( ASSUMIU A NOSSA EQUIPE EM 90 )… 8

19/02/2004 – 12h24
Novo presídio vai esvaziar Cadeia de Diadema, diz Alckmin
Folha Online do Agora

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quinta-feira que um novo CDP (Centro de Detenção Provisória) será entregue em Diadema, na Grande São Paulo, para absorver os presos da superlotada cadeia pública da região.”Entregaremos em breve o CDP de Diadema. O problema será solucionado. É questão de semana”, disse.

O diretor da cadeia pública, delegado João Alves de Almeida, 45, criticou o governador e os secretários Saulo de Castro Abreu Filho (Segurança Pública) e Nagashi Furukawa (Administração Penitenciária) por causa da superlotação e de outros problemas do local.
Minutos depois de saber das declarações do delegado, o diretor do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), Nelson Guimarães, chefe do delegado, afastaram-no do cargo de diretor da prisão e o passaram para um posto de assistente na delegacia seccional local.

“Ele [Almeida] está muito estressado e foi injusto ao falar assim do doutor Saulo.

Por isso, vai passar por um remanejamento administrativo. Não é uma punição”, disse Guimarães.

Abreu Filho e Furukawa foram chamados pelo delegado Almeida de “príncipes”; Alckmin, de “rei”. “Eles estão descumprindo uma decisão judicial. Por isso os classifico assim”, afirmou Almeida.

Segundo o delegado, Alckmin, Abreu Filho e Furukawa “sentem-se semideuses” porque desde 17 de dezembro uma decisão judicial determinou que a cadeia fosse interditada por problemas graves, mas, mesmo assim, o local continua recebendo presos.

Os problemas na cadeia de Diadema são tantos que, há mais de seis meses, os presos circulam, dia e noite, pelo pátio interno e não são trancados nas celas –elas não têm mais grades, arrancadas durante rebeliões. Há também remendos nas paredes, e o chão ameaça afundar por causa dos túneis.


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Ex-diretor da cadeia de Diadema presta esclarecimentos

João Alves teria dirigido críticas ao governo porque se sentiu acuado
A Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa ouviu, no dia 24 de março, o ex-diretor da Cadeia Pública de Diadema, Dr. João Alves de Almeida.
O delegado falou sobre sua atuação frente a unidade prisional e o período em que o local foi palco de fugas e mortes de presos.
Almeida foi afastado de sua função no dia 19 de fevereiro após denunciar a precariedade da cadeia e responsabilizar publicamente o governo do Estado e duas Secretarias – Segurança Pública e Administração Penitenciária – pelas péssimas condições da cadeia.
João Alves presta esclarecimentos
A Secretaria de Segurança Pública abriu processo para expulsá-lo da corporação, porque o delegado teria dado atributos de realeza ao governador e dois secretarios, ao chamá-los de “rei” e “príncipes”.

A exoneração do delegado seria baseada no artigo 62 da lei orgânica da Polícia Civil, que prevê tal procedimento em caso de desrespeito a superior.
O delegado afirmou que assumiu o cargo de diretor em setembro de 2001 e já naquela ocasião passou a notar irregularidades na cadeia.

Almeida teria comunicado seus superiores por meio de ofícios, até solicitar a interdição do local, em janeiro de 2002, devido a superlotação e falta de infra-estrutura.

Entretanto, a cadeia só foi interditada, por ordem judicial, em dezembro de 2003.
“Tivemos 370 presos onde deveria ter 60”
O delegado lembrou que a partir dessa data os presos deveriam ser transferidos, no prazo de 90 dias, e nenhum outro detento poderia ser aceito na unidade.

O ex-diretor observou que o estabelecimento chegou a ter seis vezes mais detentos do que comportava. “Tivemos 370 presos onde deveria ter apenas 60”, declarou.

Almeida oficiou os superiores sobre a interdição e solicitou ao secretário de Administração Penitenciária a indicação de um novo local para abrigar os presos, porém não obteve resposta.
O ex-diretor da cadeia admitiu que se excedeu ao criticar o governo.

“Indignei-me. Exagerei nos pronunciamentos, apontando secretários como ‘príncipes’ e o governador como ‘rei’.

Foi um ato de defesa”, desabafou Almeida.
“Indignei-me. Mas foi um ato de defesa”
Almeida salientou que recebeu novos presos durante a interdição porque seu cargo não tinha competência legal para transferir ou enviá-los para outros locais.

A Comissão de Segurança decidiu acompanhar de perto todo o processo e visitar a Cadeia Pública de Diadema.
Na reunião, também foi aprovado um requerimento solicitando a cópia de toda a ação judicial envolvendo João Alves.
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JOÃO QUE ESTEJA NA PAZ DO CRIADOR…
Mas não cometeste quaisquer exageros.
Apenas faltou complemento aos atributos…
O Rei, Princípes e Mercenários do Reino de HÁ VILÃO…
Todos morrerão afogados…
Uns nos votos( dados aos adversários)…
Outros afogados pelo descrédito e indiferença dos pares de carreira…
Também afogados na cobiça…
Por ora, afogam os prejuízos no copo de pinga escocesa.

POR AFOGAREM O "JOÃO CORAGEM" DE DIADEMA ESTÃO SENDO AFOGADOS (mas na lama)

João Alves de Almeida ficou conhecido como “João Coragem” quando,após um resgate de presos onde metralharam uma Delegacia de Policia e alguns presos conseguirem fugir, recusou-se a cumprir ordens do DGP de atuar em flagrante os tiras que ficavam na muralha(a PM se recusava e picou a mula, dai sobrou pros tiras).
Ele que já vinha lutando quase que isoladamente visto que só tinha o apoio dos policiais locais resolveu convocar a imprensa e dar detalhes do que ocorria naquela DP, dái despertou toda a ira do Governo.
O final da historia é muito triste.
Em seu sepultameno só se via seus orfãos amigos.
A cúpula devia estar festejando em algum requitando restaurante paulistano.
( anônimo)

MANIFESTAÇÃO EM ITANHAEM 16

Cerca de 150 policiais civis, nesta tarde, participaram de manifesto na Seccional de Itanhaem, protestando contra ato de dois Delegados.
As autoridades, por razões ignoradas, abandonaram a greve.
Um direito deles, aliás.
Contudo passaram a impor o cumprimento de tarefas não essências; não relacionadas na cartilha da greve elaborada pelos Sindicatos.
A verdade é uma só: alguns Delegados demonstram ter muito a perder mantendo-se em greve.
Lamentável para classe em geral, pois não poderíamos sobrepor nossos interesses e sentimentos aos de milhares de policiais.
Por tudo, cada vez mais, resta evidente o nosso desprestígio pela falta de compromisso coletivo.

LIDERANÇA DO PSDB ENCAMINHA NOTA à IMPRENSA 25

NOTA À IMPRENSA

A liderança do PSDB na Assembléia Legislativa de São Paulo lamenta a declaração do deputado estadual Pedro Tobias com relação aos policiais civis.

Trata-se de uma manifestação isolada que não reflete a opinião do nosso partido.

Reconhecemos a importância e o valoroso trabalho da Polícia Civil, que é considerada a melhor do país e integra um sistema de segurança pública que tem sido responsável, nos últimos anos, pela redução dos índices de criminalidade em todo o estado.

A bancada do PSDB tem atuado intensamente na Assembléia, no sentido de buscar rapidamente uma solução que contemple as expectativas das entidades ligadas à Polícia Civil, do governo do Estado e, principalmente, as expectativas da sociedade.

Nosso esforço é para que o impasse seja solucionado, restabelecendo a normalidade dos serviços.

Reafirmamos nosso profundo respeito pelo trabalho da Polícia Civil.

Deputado Estadual Samuel Moreira

Líder da bancada do PSDB na Assembléia Legislativa de São Paulo
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SE UM POLICIAL OFENDER A ASSEMBLÉIA SERÁ DEMITIDO.
E PARA UM DEPUTADO QUE OFENDE UM ÓRGÃO ESTATAL SOB CHEFIA DO PARTIDO PELO QUAL ELE FOI ELEITO, QUAL A MERECIDA PUNIÇÃO?
SE TEM IMUNIDADE PARA DIZER QUE NÃO FAZEMOS FALTA, POIS SOMOS TODOS CORRUPTOS…
ENTÃO TAMBÉM PODEREMOS AFIRMAR QUE ELE NÃO FAZ FALTA, O GOVERNADOR NÃO FAZ FALTA; NENHUM POLÍTICO FAZ FALTA.
QUE NADA FAZEM…
NADA MELHORAM…
ENFIM, SEM POLÍTICOS A VIDA DO BRASILEIRO MELHORARIA…E MUITO!
SOBRARIA MAIS DINHEIRO CIRCULANTE.
E POR CERTO – SEM POLÍTICOS E OS RESPECTIVOS APADRINHADOS NA POLÍCIA – A CORRUPÇÃO PRATICAMENTE SERIA ELIMINADA.

NOVOS TEMPOS DE SEMPRE

( pelotão antiignorância )

Novos Tempos de Sempre
Escrito em 05/11/2008, por Eduardo/RJ — Categoria: Em QAP
O medo e as ações violentas daqueles que temem o exercício da liberdade de expressão e da livre informação, sem o controle dos bastidores da imprensa tradicional, está gerando efeitos colaterais contrários. Apagam um blog policial, surgem 5. Sem querer descobri o blog O Tira, e o blog do Ligeirinho, este um leitor do Caso de Polícia quase desde que foi criado.

Em harmonia com eles, segue o post.

7 mil policiais protestam em SP
Em 28 de outubro passado, os policiais civis de São Paulo realizaram mais uma grande manifestação, desta vez na Praça da Sé. Neste dia, conforme anunciado, policiais do Rio viajaram para Sampa, e também participaram e oficializaram o apoio dos policiais do Rio.
Foram nada mais, nada menos, que 7 mil policiais presentes, demonstrando que não são apenas um “bando de sindicalistas”, como os governos gostam de afirmar nestas ocasiões em que cai a máscara.
Desta vez o “grupamento de contenção de manifestações populares democráticas pacíficas” foi mantido afastado. Mas se fosse para lá, os manifestantes já estavam preparados:
anti ignorância
Brincadeiras à parte, em homenagem à medida judicial que retirou um blog policial do ar somente porque seu editor denuncia irregularidades que “pegam mal” pro governo, vamos fazer como antigamente, os mais velhos lembram. No lugar do texto que seguiria, censurado, vai uma receita culinária. Vai de pizza? ………
Ahhh, os velhos tempos. Esses eu nem peguei, mas tem gente que não esquece. http://www.casodepolicia.com/2008/11/05/novos-tempos-de-sempre/

PARA GRANDES E PEQUENOS DE 68

DIVINO MARAVILHOSO -(Caetano Veloso)
Atenção
Ao dobrar uma esquina
Uma alegria
Atenção, menina
Você vem
Quantos anos você tem?

Atenção
Precisa ter olhos firmes
Pra este sol
Para esta escuridão

Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão

É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte

Atenção
Para a estrofe, para o refrão
Pro palavrão
Para a palavra de ordem

Atenção
Para o samba exaltação
Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão

É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte

Atenção
Para as janelas no alto
Atenção
Ao pisar no asfalto mangue
Atenção
Para o sangue sobre o chão

É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte

Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão

É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte

NÃO TEMOS TEMPO DE TEMER A MORTE…NADA É DIVINO …NADA É MARAVILHOSO

É preciso estar atento e forte
20/10 – 13:59
Em setembro de 2004 Fernando Gouveia, que assina seus posts no Imprensa Marrom com o pseudônimo de Gravatai Merengue, teve o seu blog retirado do ar por causa de uma liminar judicial. E o motivo desse imbróglio não foi nenhum texto que ele havia escrito. O autor do processo, o dono de uma empresa de recolocação profissional que já havia ameaçado anteriormente outros blogueiros, processou Fernando por causa de um comentário que havia sido deixado em um post antigo do Imprensa Marrom. Na época, Gouveia fez a seguinte declaração: “Muito cuidado com os comments que vão ao ar. Apaguem tudo que pareça minimamente ofensivo, pois alguém pode optar por, em vez de pedir a retirada do comentário, simplesmente processar o blog”. Devido às conseqüências desse caso, passei a moderar previamente todos os comentários do meu blog pessoal, a fim de me proteger de possíveis ações judiciais. Não queria passar pelos mesmos perrengues amargados por Fernando, que além de ter tido seu blog tirado do ar, ainda teve de aturar um pedido de indenização por danos morais por causa de um comentário que, vale a pena ressaltar, havia sido postado por uma pessoa anônima. E, mais estranho ainda, em um post antigo, que havia sido publicado há mais de seis meses, em um espaço no qual dificilmente seria lido.
Quase dois anos depois, em agosto de 2006, a juíza Ana Paula Theodosio de Carvalho, de São José dos Campos, proferiu a primeira sentença sobre o caso: Fernando foi condenado a pagar 10 salários mínimos ao tal empresário. O processo continua correndo na justiça. De qualquer modo, o perigoso precedente foi aberto, e a conclusão não foi nada favorável aos blogueiros, que para não serem punidos se viram obrigados a limitar a liberdade de seus leitores de expressarem o que desejassem no espaço dos comentários de seus blogs.
Muitos outros casos atingindo blogueiros surgiram desde então. Uma das vítimas mais notórias foi a jornalista e blogueira amapaense Alcinéa Cavalcante, que em setembro de 2006 escreveu diversos posts de teor crítico à campanha de José Sarney ao Senado naquele ano, lançando a campanha “Xô Sarney” na blogosfera brasileira. O pai da Roseana não gostou de ser criticado na internet, a ponto de ter acionado advogados de sua coligação para processarem até mesmo o Google, solicitando que o site de buscas tirasse de seu arquivo quaisquer matérias que veiculassem conteúdos negativos à sua pessoa. Quem chega ao ponto de querer acionar o Google na justiça não pouparia uma blogueira, e foi o que aconteceu: Sarney moveu mais de 20 processos contra o blog de Alcinéa, que chegou a ser tirado do ar. Todos os processos ainda correm na lenta justiça brasileira; se Alcinéa for condenada, terá que pagar mais de meio milhão de reais.
No início de setembro deste ano, um caso surreal: o blog Twitter Brasil, mantido pelo trio Fernando Souza, Gabriela Zago e Raquel Camargo, que compartilha em seus posts dicas e novidades sobre o site de microblogging Twitter, foi tirado do ar por determinação judicial. Por engano. A coligação que apoiou a candidatura à reeleição de Luizianne Lins, prefeita de Fortaleza, havia entrado com uma ação contra o Twitter porque havia um perfil falso da política petista no site. Por causa da solicitação da retirada do ar do perfil fake, a justiça cearense acabou por acionar, equivocadamente, o blog Twitter Brasil, e o resultado é que um site que não tinha nada a ver com a história saiu do ar devido à incompreensão que juizes ainda possuem com relação à internet.
No mês seguinte, o caso mais estarrecedor até agora: o major Roberto Cavalcante Vianna, da polícia militar da cidade do Rio de Janeiro, foi preso. Seu crime: ter deixado um comentário no blog do major Wanderby manifestando publicamente solidariedade a uma punição por indisciplina, pelo fato de o major Wanderby ter sido um dos líderes do movimento de reinvindicações salariais na PM. Por causa do seu comentário em um blog, o major Roberto Cavalcante Vianna foi condenado a 12 dias de prisão.
Enquanto a justiça brasileira dá repetidas provas de que não entende ainda a internet, e a lei proposta pelo senador mineiro Eduardo Azeredo quer cercear o direito que os brasileiros possuem de informar-se pela rede, ao menos uma sábia decisão merece ser destacada. O juiz Carlos Francisco Gross, da 9ª Vara Criminal de Porto Alegre, acabou de recusar queixa-crime apresentada pelo jornalista Polibio Braga contra o blog político A Nova Corja. A decisão proferida pelo juiz, que está disponível para leitura no site Consultor Jurídico, é uma luz. Será que chegará o dia em que advogados, juízes e promotores compreenderão a natureza da internet e o modo como informações são compartilhadas na rede?

Cruzemos os dedos.

Alexandre Inagaki

JUSTIÇA RETIRA BLOG POLICIAL DO AR 3

O agregador de feeds da Blogosfera Policial esteve mais silencioso nas últimas horas. Não tinha mais as sequências furiosas, simples e diretas da metralhadora do Conde Guerra, Delegado da Polícia Civil de São Paulo, autor do blog Flit Paralisante.
Acabei de saber pelo Cultcoolfreak que Flit foi caçado e retirado do ar por força judicial. Mais um retrocesso da Justiça Brasileira, que já mostrou que não sabe lidar com a Internet.
O Alexandre Inagaki fez ótimo resgate histórico da relação trabalhada da justiça tupiniquim com os blogs, em sua coluna no Yahoo Posts. Conta o caso do Imprensa Marrom, retirado judicialmente do ar por causa de um texto que não foi o autor do blog que escreveu, mas um comentarista. O caso da Alcinéa Cavalcante, que em setembro de 2006 escreveu críticas à campanha de José Sarney ao Senado naquele ano, lançando a campanha “Xô Sarney” na blogosfera brasileira. O site chegou a sair do ar, e os mais de 20 processo seguem. O caso da justiça cearense, que ao tentar a retirada do ar de um perfil fake no Twitter, acionou, equivocadamente, o blog Twitter Brasil. O blog que não tinha nada a ver com a história saiu do ar.
Inagaki lembrou também do caso que classificou como o “mais estarrecedor até agora”: o Major Roberto Cavalcante Vianna, da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, foi preso por 12 dias por comentar blog do Major Wanderby manifestando publicamente solidariedade a uma punição por indisciplina, foi condenado a 12 dias de prisão, conforme contei aqui e repercutiu no Global Voices, um guardião incansável da democracia na blogosfera.
Enquanto isso, tramita no Senado uma lei proposta pelo senador mineiro Eduardo Azeredo, que praticamente proíbe o uso da internet.
Isso tudo é estarrecedor!
Vejo o Conde Guerra como alguém que está para a Polícia Civil de São Paulo assim como o Major Wanderby está para a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ambos foram pioneiros no uso dos blogs para falar e expôr tudo que veêm de errado nas Corporações e para com elas. Ambos, líderes, agregaram apoio de vários policiais de bem agoniados pelo sistema. Seus blogs são totalmente livres e independentes. E cada um defende sua instituição, ainda que alfinetando a outra. O blog ter saído do ar é uma perda para a blogosfera, para a Polícia Civil de São Paulo, para a democracia.
Também torço para que a palavra do Guerra volte à cena!

BLOGOSFERA POLICIAL SOB ATAQUE 1

Escrito em 03/11/2008, por Eduardo/RJ — Categoria: Em QAP
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O caso mais recente de ataque à chamada Blogosfera Policial aconteceu em São Paulo, não por acaso o “olho do furacão” da atual onda de inquietação que se instalou em todas as polícias estaduais do país.
O blog Flit Paralisante, criado pelo delegado de polícia de SP Roberto Conde Guerra, foi retirado do ar por determinação judicial. Em um processo em trâmite na justiça paulistana, o juiz intimou o Google, responsável pelo portal de blogs Blogspot, a retirar o blog do ar sob pena de multa diária.
Fato inusitado é que o processo foi instruído sem mesmo que se percebesse o endereço url (domínio) onde efetivamente o blog era hospedado. Isto porque, quando o editor criou o blog em 2007, devido à um erro de digitação, ao invés de ficar “flitparalisante” ficou “flitparasilante”, peculiaridade não observada no processo judicial, o que levou o juízo a cogitar tratar-se de uma artimanha para desrespeitar a ordem. Lamentável. Lamentável também porque, assim como ocorreu no caso do erro judicial que tirou do ar um blog sobre a rede Twitter, outro blog – que não era do delegado – se deu mal dessa vez.
Ainda não consegui saber os pormenores do processo, nem quais foram as motivações para esta medida de censura, a não ser as irregularidades denunciadas pelo delegado que subscreve os posts do Flit Paralisante, ou sua persistência na defesa da moralidade na administração. Todavia, é uma evidência irrefutável do medo daqueles que defendem com todos os meios possíveis (ou não) suas cadeiras e cargos comissionados, e o que mais estiver agregado à estes.
Dizem que o site da ADESP também sofreu ataques, e ainda diversos vídeos que estavam hospedados no site Youtube foram removidos. Vídeos estes que documentavam a confusão entre a tropa do governo e policiais civis e militares que realizavam uma passeata, um retrato da falta de capacidade administrativa do governo de SP.
Não foi a primeira vez, e esperamos que tenha sido a última, que o Poder Judiciário é utilizado para alcançar resultados repressivos, distintos do que se espera em uma sociedade democrática, com uma Constituição que prevê direitos e deveres como a do Brasil, dentre eles o da livre manifestação não anônima.
Se o entendimento é de que o autor do blog cometeu algum crime, que se apure isto no processo, mas impedir a livre circulação da informação, ferindo o direito dos leitores que debatiam naquele espaço, é intolerável. O blog Flit Paralisante cumpria (ainda cumpre, felizmente) com maestria o papel de propagador da informação, daquelas que não estão na imprensa e sobre as quais o governo não consegue controlar. A informação verdadeira, diga-se.
Que o nobre e combativo delegado não desanime, e que reúna forças para continuar esta brilhante campanha de união, inédita na PCSP, e informes para os colegas d’além dos limites do estado de São Paulo.
Mais notícias no Cultcoolfreak e no Diário de um PM.
http://www.casodepolicia.com/2008/11/03/blogosfera-policial-sob-ataque/