DEPUTADO “PEDRO TOBIAS DE AGUIAR” : Vocês, policiais militares, podem contar comigo como porta-voz da categoria na Assembleia Legislativa 12

Deputado do PSDB, contribuindo para acirrar ainda mais as diferenças entre as polícias; em vez de colaborar com o governo ele bota lenha na fogueira puxando o saco dos coxinhas, eles se merecem. Vejam:

Por ser do PSDB e votar com a maioria, Pedro Tobias (PSDB) disse que votará a favor do Projeto de Lei 577/2008, que proíbe o consumo de cigarros em locais públicos, mas afirma que a lei não se aplicará às periferias. “Quem vai fiscalizar”, questionou o deputado. “Como sou minoria dentro do partido, votarei a favor da lei, mas não acredito em sua aplicação”, reforçou o parlamentar, que ainda falou sobre os consequentes escândalos no âmbito da segurança pública e criticou a Polícia Civil que, de acordo com ele, apura apenas 3% dos crimes onde não há flagrante. “Quem só apura 3% dos crimes não tem direito de reclamar do salário”, disse. (TB)
O deputado Pedro Tobias (PSDB) participou nesta quarta-feira, 8/4, da cerimônia de inauguração da nova sede do 1º Grupamento da Polícia Militar no município de Piratininga.
Durante o evento, o deputado elogiou o árduo trabalho executado pela corporação para garantir segurança à população. “Fico muito feliz em falar numa cerimônia da PM, pois, na maioria das vezes, os policiais sacrificam suas próprias vidas para defender a sociedade, mesmo sendo vítimas e enfrentando muitos problemas sociais. Vocês, policiais militares, podem contar comigo como porta-voz da categoria na Assembleia Legislativa. E espero ajudar a viabilizar novas unidades da PM para a nossa região, principalmente para os municípios que já doaram área para a construção, como Duartina e Paulistânia”, ressaltou Pedro Tobias, ao lado do comandante da CPI-4 coronel PM José Guerra Júnior, e do comandante do 4º BPMI, tenente-coronel Benedito Roberto Meira.
Em seu discurso, o deputado também defendeu a liberação de jogos considerados ilegais atualmente como forma de diminuir a corrupção. “Hoje temos muitas coisas proibidas, como jogos de bingos, cassinos e máquinas caça-níqueis que, na prática, incentivam a corrupção. Acredito que tudo isso deveria ser liberado, pois cairia a corrupção, uma vez que a intensa fiscalização e a rigidez sobre esses jogos acabam aumentando a corrupção”, avaliou Pedro Tobias, na presença dos prefeitos de Piratininga, Agudos, Borebi, Bauru, Paulistânia, Duartina, Espírito Santo do Turvo, Iacanga, Cabrália Paulista e Avaí.

ptobias@al.sp.gov.br

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO: BLOGOSFERA POLICIAL CRESCE NO PAÍS E VIRA ESTUDO DA ONU 9

[ 10 de abril de 2009 – 11h00 ]

Blogosfera policial cresce no País e vira estudo da ONU

 

São Paulo – O número de blogs feitos por policiais vem aumentando expressivamente no País. Desde 2006, ano da criação do primeiro deles, o “Diário de um PM”, do policial Alexandre Souza, já entraram no ar 65 sites, ainda hoje ativos, segundo levantamento do blog “Abordagem Policial”, espalhados por 14 Estados brasileiros. Entre os motivos da proliferação desses blogs estão a dificuldade que os policiais têm para se manifestar dentro da estrutura rígida de disciplina e hierarquia da corporação e a facilidade da construção dos diários virtuais. O crescimento chamou atenção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que resolveu fazer um estudo para ver no que esses blogs podem contribuir para a discussão de soluções para a segurança pública. O trabalho está em andamento e é feito em parceria com Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro. 

“Já era blogueiro, então já conhecia o meio. E havia uma necessidade de expressão e não encontrávamos um ambiente próprio”, conta Danillo Ferreira, um dos autores do blog “Abordagem Policial”. De acordo com a socióloga Silvia Ramos, que está coordenando a pesquisa da parceria com a Unesco, esse é o primeiro estudo sobre essa nova tendência na cobertura de assuntos relativos à segurança e à criminalidade. “O que me chamou a atenção foi a maneira como muitos blogs se posicionavam. Eles queriam falar, chamar a palavra, dar a versão deles sobre os acontecimentos”, explica a socióloga. “Queremos entender como o fenômeno dos blogs pode ajudar na definição da agenda de discussões sobre segurança, qual o poder multiplicador por trás deles”, explica Guilherme Canela Godoi, coordenador do setor de comunicação e informação da representação da Unesco no Brasil.

 

Uma característica marcante do movimento de blogueiros policiais é a busca pela integração. Praticamente todos os blogs policiais têm os outros policiais blogueiros como público. Souza, o pioneiro, cunhou a expressão “Blogosfera Policial” para denominar o conjunto de blogs cujos autores são policiais, e a contagem dos blogs ativos é compilada pelo “Abordagem Policial”. “Acho que em nenhuma outra profissão há essa ligação e união entre os blogueiros, como entre os policiais”, aponta Ferreira. Para Silvia Ramos, há ainda outra explicação para o fenômeno crescente: “Há um choque entre os policiais novos entrando nas corporações e a tradição da polícia”, afirma.

 

Além da necessidade de expressão, a repercussão possibilitada pela internet é também motivadora. “Queria dar mais visibilidade à minha visão sobre a administração da Segurança Pública no Rio, ainda na época do Marcelo Itagiba (deputado federal e secretário de segurança durante o governo Rosinha Garotinho)”, afirma o major Wanderby Medeiros, do blog com seu nome.

 

O blog de Wanderby é um dos mais ácidos nas críticas à administração do Rio. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, é alvo de diversas críticas no blog. As enquetes feitas por Wanderby também são fortemente críticas: questões propostas variam desde “Houve fraude na eleição de (Eduardo) Paes?” a “O delegado Beltrame deve ser exonerado?”. Sobram farpas para o governador Sérgio Cabral. O major foi denunciado por críticas ao chefe do Estado Maior, coronel Antônio Carlos Suárez David, e ao comandante-geral da PM do Rio, Gilson Pitta Lopes. “Meu blog é um retrato do que eu penso”, afirma.

 

Embora a pesquisa da Unesco ainda esteja no começo, duas tendências já se destacam entre os blogs de policiais, segundo Silvia Ramos: existem blogs mais rebeldes, com críticas ao comando e revolta por salários e condições de trabalho, e aqueles que privilegiam “serviços”. “No blog ‘Diário de um PM’, por exemplo, há muitos comentários em postagens sobre concursos da PM e cursos voltados aos policiais”, afirma. Ela também observa que vários dos blogs de policiais acabam se limitando a reproduzir notícias veiculadas na imprensa. “Não há em alguns deles uma produção própria”, observa.

 

Censura

 

A temática dos blogs é variada, embora a discussão da questão salarial seja um fator em comum na maioria deles. Outro tema recorrente é a censura a que são submetidos os blogs policiais. O Blog “Abordagem Policial”, por exemplo, tem posts discutindo as restrições a que são submetidos os militares e defendendo maior liberdade de manifestação. O capitão da PM do Rio Luiz Alexandre também discorre sobre o tema, embora com tom mais crítico. Luiz Alexandre, que já foi chamado a prestar esclarecimentos à Corregedoria da PM por conta de postagens no blog, não poupa críticas a Beltrame em sua página. O governo do Rio também é duramente criticado em páginas mantidas anonimamente por policiais. A maioria dos blogueiros policiais, contudo, assume nome e posição na corporação. Há ainda o blog “Depoimento Anônimo”, cujo autor se identifica apenas como “um escrivão de polícia”. A temática de seu site é contar casos do cotidiano de um escrivão.

 

Sobram também críticas para a cobertura que a imprensa faz sobre assuntos de polícia, como no blog “Crônicas de um Sargento de Polícia”, que também fala bastante das situações difíceis encontradas pelos policiais durante sua atuação profissional. Além de notícias sobre concursos da polícia e sobre eventos e cursos disponíveis para policiais, o blog “Diário de um PM” tem como um diferencial a contagem dos PMs mortos no Rio no ano. Já o “Diário do Stive” (com “i” mesmo) mantém uma tabela com dados sobre os salários de policiais pelo Brasil, abastecida com informações pelos agentes de todos os Estados.

 

“Desde que fiz meu blog pude conhecer PMs do Brasil inteiro”, afirma o soldado Robson Niedson, do blog “Diário do Stive”. Ele também tem um fórum dedicado às discussões relevantes para a categoria, como a questão salarial. “Ainda não tem a movimentação que eu esperava”, admite. No seu Estado, Goiás, a própria Polícia Militar tem um blog corporativo (o primeiro da América Latina), e o comandante-geral da PM do Estado, coronel Carlos Antônio Elias, também é blogueiro. “Isso acaba com a visão de que a liderança é ausente e traz um reflexo positivo da figura do comandante, reforçando o princípio comunitário da polícia. Estou tendo uma boa resposta da tropa”, afirma o coronel, sobre seu blog pessoal. Sobre a página corporativa, ele aponta que surgiu da necessidade de aproximar a PM do cidadão, criando um ambiente mais interativo. “Queremos implementar a polícia comunitária, mais próxima da população”, diz. Para Danillo Ferreira, é importante estimular mais policiais a usarem a ferramenta da internet para manifestação de opiniões.

 

Estudo

 

Para realizar o estudo, previsto para ser concluído em novembro deste ano, as pesquisadoras Silvia Ramos e Anabela Paiva vão estudar cada um dos blogs, analisando o conteúdo. Também estão previstos encontros de discussão: o primeiro foi realizado no dia 27 de março, organizado pelas embaixadas de Canadá e Estados Unidos, no Rio de Janeiro. O estudo será completado com entrevistas com os blogueiros. A Unesco financiará o projeto. De acordo com Godoi, coordenador do setor de comunicação e informação da representação da Unesco no Brasil, a organização lançou um edital para a escolha do pesquisador que seria responsável por coordenar o estudo.

 

“Recebemos cerca de 15 a 20 interessados, e a professora Silvia foi a escolhida por causa do seu currículo e de seus estudos sobre relação entre mídia e violência”, explica Godoi. Segundo ele, os resultados obtidos na pesquisa irão ajudar a Unesco a determinar suas novas ações sobre discussão de segurança pública no País. (Mário Sérgio Lima)

__________________________

“Vários dos blogs de policiais acabam se limitando a reproduzir notícias veiculadas na imprensa. “Não há em alguns deles uma produção própria”, observa. “

Embora empregando material da imprensa formal, certamente não é o cao do FLIT.

Aliás,  muito mais destacado pela produção julgada “IMPRÓPRIA”.

Contudo é de se salientar: um BLOG, especialmente sobre as Polícias, será sempre inseparável da imprensa formal. Ora complementando – na forma de comentários –  a produção jornalística, ora servindo como fonte. 

Mas, falando em  improdutivos e sem sabor, há  blogues  que servem apenas para cultuar as tradições  e interesses de uma certa classe de notáveis policiais.

De uma certa  carreira em que só encontramos homens ilibados, cultos, vocacionados e amigos dos profissionais ocupantes das outras classes policiais.

A GRANDE IMPRENSA PRESTANDO ATENÇÃO PARA A CENSURA IMPOSTA PELOS GOVERNOS ESTADUAIS AOS BLOGS POLICIAIS 3

10/04/09 – 11h14 – Atualizado em 10/04/09 – 11h15

https://www.estadao.com.br/noticias/geral,policiais-blogueiros-denunciam-censura-e-ate-prisao,352940

Policiais blogueiros denunciam censura e até prisão

Da Agência Estado

Se um dos motivos da proliferação dos blogs feitos por policiais foi a possibilidade de ter liberdade de expressão, a experiência mostrou que, no caso deles, até na internet há censura. Policiais que se aventuram a manifestar suas insatisfações e críticas a comandantes na “Blogosfera Policial”, além de manifestações políticas, convivem com a possibilidade de sanções que vão de repreensões a até prisões. Não há, oficialmente, nenhuma regra no regimento policial militar que proíba o agente de segurança de manter um diário virtual na internet. Como qualquer cidadão, ele tem direito a se expressar livremente. Agora, quando se identifica como PM, está sujeito às punições previstas em regimento da corporação.

“Existe uma limitação à expressão de militares”, afirma Danillo Ferreira, do blog “Abordagem Policial”. Em um vídeo publicado no site YouTube e reproduzido em diversos dos blogs policiais, o coronel Ronaldo de Menezes comenta sobre os quatro dias em que cumpriu prisão disciplinar no 4º Comando de Policiamento de Área, segundo ele por ter publicado artigo na internet sobre a segurança pública no Rio. O deputado estadual Flávio Bolsonaro denunciou em discurso na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro que o capitão Luiz Alexandre da Costa ia ser transferido de posto ao manifestar solidariedade ao coronel preso. Sua transferência acabou não sendo confirmada. Em seu blog, “Luiz Alexandre – Capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro”, o capitão acabou não comentando o fato, embora desde a denúncia, no dia 17 de março, tenha ficado quase 20 dias sem atualizar a página – ele explica que por problema de saúde de pessoa próxima à família. Procurado por telefone e e-mail, o Comando-Geral da PM do Rio não retornou para falar sobre os casos específicos de punições a policiais.

De acordo com o artigo 166 do Código Penal Militar – aplicado tanto na PM como no Exército – é proibida a manifestação pública de críticas a superiores por parte do militar. Segundo a socióloga Silvia Ramos, da Universidade Cândido Mendes, que está fazendo uma pesquisa sobre os blogs policiais, há um receio muito grande por parte dos PMs de se manifestarem. “Imagine que uma crítica no caso deles pode levar à prisão, então é complicado”. Ela admite inclusive que tem encontrado obstáculos na sua pesquisa para chegar aos blogueiros policiais para obter entrevistas. “Muitos deles não aceitam falar, precisam de autorização superior, e acabam tendo muito receio”, conta. Até mesmo a participação de alguns policiais blogueiros no Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi proibida.

No Regimento Disciplinar da Polícia Militar do Rio de Janeiro, de 2002, não há uma proibição expressa à manifestação de policiais em blogs. Contudo, o artigo 3 do documento diz que “a hierarquia e a disciplina são a base institucional da Polícia Militar”. Assim, entre as infrações disciplinares consideradas graves estão “ofender, provocar ou desafiar seu superior, igual ou subordinado, com palavras, gestos ou ações” e “publicar ou fornecer dados para publicação de documentos em que seja recomendado o sigilo sem permissão ou ordem da autoridade competente”, delitos em que, dependendo de análise da autoridade militar, podem ser enquadrados os policiais que manifestarem opiniões críticas publicamente, caso da web.

A punição aos policiais é estabelecida em processos administrativos internos da corporação. Como não há uma determinação expressa sobre a internet, cada caso é avaliado individualmente e, se o comando julgar que há razões para a instauração do processo, o policial é comunicado e tem acesso a ampla defesa. Entre as penas, além da prisão, há a possibilidade de afastamento.

Um caso emblemático é o do major Wanderby Medeiros, que em seu blog se define como “‘criminoso militar’ em série confesso”. Ele já recebeu diversas repreensões por postagens em seu blog e agora foi denunciado, com base no artigo 166 do Código Penal Militar, por críticas ao chefe do Estado Maior, coronel Antônio Carlos Suárez David, e ao comandante-geral da PM do Rio, Gilson Pitta Lopes.

“Fui excluído do quadro de acesso a promoções e agora posso ser transferido para a inatividade sob alegação de ‘insuficiência moral'”, denuncia Wanderby, que afirma que seu caso é inédito. “É um sentimento grande de injustiça, mas não tenho medo. Em hipótese nenhuma deixaria de escrever o que escrevo”, afirma. Sua página reúne diversos textos e enquetes com ácidas críticas ao comando da PM, ao secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, e até ao governador Sérgio Cabral (PMDB). “Sem o direito à manifestação de opinião não há democracia plena”, diz.

Civis

As punições a PMs que se aventuram a dar opiniões na internet acabam chamando mais a atenção por conta da rigidez, dada a estrutura hierárquica militar. Contudo, policiais civis também podem sofrer sanções por conta do que publicam na web.

 Em São Paulo, ficou marcado o caso do blog “Flit Paralisante”, do delegado da Polícia Civil Roberto Conde Guerra, que trazia críticas ao governo estadual.

Blog muito ativo durante a greve da Polícia Civil paulista no ano passado, teve de retirar conteúdo do ar por ordem judicial. Como a estrutura das duas polícias é diferente, o policial civil não está submetido ao Código Penal Militar.

________________________

O Governador de São Paulo José Serra foi um homem perseguido e marcado para morrer em razão de seus manifestos contra a ditadura.

O Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral – por sua vez – é filho de um dos fundadores do Pasquim, ou seja, filho de quem sofreu censura e perseguição por militares. 

POBRE VÍTIMA DE “INVEJOSOS” e “CAGUETAS” 30

mauro-reinaldoDemitido ex-delegado de Itaquá
 


INESPERADA A decisão pegou de surpresa Mauro, também acusado de usar placa fria em picape

LAÉRCIO RIBEIRO

 

 

O vice-governador em exercício Alberto Goldman demitiu a bem do serviço público o delegado de polícia Mauro Reinaldo Ricardo e o escrivão Íris Penna Júnior após aceitar em parte as acusações da Secretaria da Segurança Pública contidas no Processo DGP (Delegacia Geral de Polícia) de número 8.964 – 04, volume de I a XXVIII. A decisão foi publicada na edição de terça-feira do jornal O Diário Oficial do Estado, na seção Atos do Governador. Assim, Mauro Reinaldo e Íris Penna, que já estavam suspensos, perdem o cargo após a sentença imposta após conclusão do processo administrativo iniciado em 20 de julho de 2004. Nesta data Mauro era o titular da Delegacia Central de Itaquaquecetuba e Íris o seu escrivão chefe. Na ocasião a Unidade foi cercada por equipes, da Corregedoria da Polícia Civil e do Gecep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Polícia), do Ministério Público.

A finalidade era atender a denúncia de desvio de carros furtados e roubados, que eram apreendidos, mas os proprietários não eram avisados pela Polícia. A partir daí, levando o plano adiante, os automóveis acabavam leiloados em Itaquá.

Para se ter uma idéia, a sogra de Mauro, Célia Regina, que cuidava de sua pousada em Peruíbe, arrematou um Corsa no leilão por mil reais. A revelação na época foi feita pelo deputado Hidekazu Takayana, relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que esteve em Itaquá para investigar irregularidades cometidas por policiais.

O então delegado Mauro Reinaldo e Íris sempre negaram a participação no esquema. Independente do processo administrativo, já concluído pela Corregedoria da Polícia Civil, que resultou em demissão, os dois acusados ainda respondem criminalmente pelas denúncias. O procedimento paralelo ainda tramita no Fórum de Itaquaquecetuba e envolveu o delegado Álvaro Endo, já aposentado, e outras pessoas.

No começo de março último, o governador José Serra já havia demitido o investigador de Polícia Luis Carlos Ferreira e punido com suspensão de 90 dias o delegado Mauro Reinaldo Ricardo, a carcereira Maria Aparecida Novaes e o agente policial Ewerton Paiva. Foram acusados de usar placas frias em veículos particulares. A situação de Luis se agravou, pois respondeu também por falsidade ideológica, já que teria apresentado um auto de depósito com assinatura falsa de um delegado de polícia. Mauro usava a picape de sua esposa, com placa sem cadastro, que trazia na porta a inscrição: “Pousada 7 Mares – Praia do Costão”. Até terça-feira, Mauro, já sem arma e distintivo, cumpria serviços burocráticos na Delegacia de Ferraz de Vasconcelos.

___________________

INESPERADA E DE SURPRESA…

ISSO É QUE PODEMOS CHAMAR DE ACREDITAR NA IMPUNIDADE…

ALIÁS, PARA MUITOS IMPUNIDADE É SINÔNIMO DE JUSTIÇA.

 

EXPERIÊNCIA, COMPETÊNCIA E HONESTIDADE SÃO OS REQUISITOS EXIGIDOS PELO NOVO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA 3

Mário Jordão é o novo diretor do Dipol
Conforme publicação no Diário Oficial do Estado em 27 de março, Mário Jordão Toledo Leme assumiu como novo diretor do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol).
Mário Jordão atuou como delegado geral no ano de 2007, quando também foi eleito presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil do Brasil. Em seus mais de vinte anos de carreira policial, trabalhou em diversos departamentos como o extinto Degran (Departamento Estadual das Delegacias Regionais de Polícia da Grande São Paulo), Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo) e Corregedoria da Polícia Civil.
O delegado também atuou na 1ª Delegacia Seccional (Centro), onde procurou incorporar nas delegacias daquela região as inovações que vinham acontecendo nas delegacias participativas: entrada diferenciada para vítimas/testemunhas e presos, salas de espera e pré-atendimento.
Agora, à frente do Dipol, Mário Jordão administrará um importante departamento da Polícia Civil, responsável pelos projetos de tecnologia da informação e pelo Cepol (Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil), que atua nas comunicações entre bases e viaturas.
O Dipol foi criado em 2002, em substituição ao Detel (Departamento de Telemática da Polícia Civil). Entre as inovações criadas estão o Serviço Técnico de Monitoramento Legal de Telecomunicações (Setel) e o funcionamento de Unidades de Inteligência Policial nos diversos departamentos da Polícia Civil. Porém, o departamento ainda teve uma denominação anterior: antes de ser Detel, era Dinfor (Departamento de Informática da Polícia Civil), sendo este extinto em 1997.
O Dipol ainda controla a intranet da Polícia Civil, o Projeto Omega, que aprimorou as investigações através de pesquisas em um banco de dados, a Delegacia Eletrônica e o Projeto Phoenix, que visa a identificação fotográfica e de voz dos suspeitos e indiciados na investigação policial.

Por Silvia Freitas

DGP – Assessoria de Imprensa

_____________________

EXIGIDOS PARA CARREGAR O PIANO…

NÃO PARA MANOBRAR NO COMANDO.

POLÍCIA CIVIL CADA VEZ MAIS DOENTE 27

Delegado baleado por escrivão morre no ABC Ricardo Jean Maluf levou um tiro no abdômen na segunda, em Diadema.

Para a polícia, sumiço de cheque pode ter motivado o crime.

Do G1, com informações do Bom Dia São Paulo

O delegado Ricardo Jean Maluf, de 49 anos, que levou um tiro na barriga dentro de uma delegacia de Diadema, no ABC, morreu na noite desta segunda-feira (6).

O delegado foi baleado por um escrivão no início da tarde, depois de uma discussão sobre um cheque que tinha sumido. Veja o site do Bom Dia São Paulo

O crime ocorreu na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes, onde os dois trabalhavam. Segundo a polícia, os dois já vinham discutindo sobre o cheque, que o delegado acreditava ter sido pego pelo escrivão.

 saiba mais

Cheque pode ter motivado tentativa de assassinato em delegacia Escrivão atira em delegado de polícia em Diadema, no ABC

Na segunda, o autor do tiro entrou na sala do delegado e os dois brigaram.

Logo depois, o escrivão sacou a arma e deu um tiro à queima-roupa, com uma pistola ponto 40 na barriga do delegado titular.

A bala perfurou o intestino e atingiu o pâncreas.

Os policiais encontraram o delegado caído na sala. Ele foi levado para o hospital e passou por uma cirurgia, mas morreu no fim da noite.

O escrivão foi preso levado para depor na Delegacia Seccional de Diadema.

A Corregedoria da Polícia Civil foi chamada. “Ele foi autuado em flagrante, recolhido para o presídio da Polícia Civil e vai ficar à disposição do Judiciário”, explicou o delegado seccional Paulo Fernando Fortunato

DELEGACIA OU MERCADO? 35

Delegacia de SP que apreendia carros ilegalmente também comercializava caça-níqueis apreendidos

Plantão | Publicada em 04/04/2009 às 12h18m

SPTV, Jornal NacionalSÃO PAULO – Uma nova denúncia contra policiais do distrito de Vila Rica, na zona leste de São Paulo, chegou ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Civil. Além de apreensões irregulares de carros no pátio da delegacia, que depois sumiam, os policiais também são acusados de vender os caça-níqueis apreendidos para os antigos donos.

Os policiais tiravam das máquinas o circuito eletrônico e comercializavam apenas a carcaça, para não levantar suspeitas. O MP agora quer saber quantas máquinas caça-níqueis foram comercializadas.

Nesta sexta-feira, a entrada do pátio da delegacia foi bloqueada para apurar a denúncia de que os policiais estavam fazendo apreensão clandestina de carros.

 

Durante o bloqueio, um ex-escrivão, que havia sido demitido, tentou escapar pelos fundos da delegacia, mas acabou detido. Uma revista revelou que ele andava com equipamentos da polícia e quase R$ 30 mil. Os promotores ainda encontraram um carro que não poderia rodar no pátio do distrito policial. O veículo deve quase R$ 20 mil de multas e não foi licenciado.

Durante 15 dias, a equipe do Jornal Nacional monitorou o pátio da delegacia e descobriu que carros com documentação irregular são comuns por ali, apesar de que deveriam estar formalmente apreendidos. Alguns dos veículos sumiram depois de passar dias no pátio, sem que nenhum tipo de registro oficial tenha sido feito.

Segundo o MP, 21 carros que deveriam estar apreendidos sumiram do pátio. Dois foram encontrados nos arredores da delegacia. Um deles, abandonado com munição dentro. O outro estava sendo usado por um policial.

Os chefes dos investigadores, os escrivães e o delegado titular não resistiram à auditoria e foram afastados nesta sexta-feira.

TITULAR IELO NADA SABIA SOBRE OS VEÍCULOS 1

Policiais civis são suspeitos de apreender carros ilegalmente

Denúncia é de que carros eram vendidos por quadrilha em SP.
O delegado titular e o chefe dos escrivães foram afastados.

A Corregedoria da Polícia de São Paulo e o Ministério Público acabaram com um esquema de apreensão ilegal de carros em uma delegacia na Zona Leste da capital paulista.  A denúncia é que veículos eram apreendidos sem formalização nenhuma no 41° Distrito Policial e depois, revendidos.
Durante a ação, um ex-escrivão, demitido da corporação, foi detido quando tentava fugir da delegacia. A revista revelou que ele andava com equipamentos da polícia e R$ 30 mil.  

Durante 15 dias a reportagem monitorou o pátio da delegacia. Foram descobertos carros com documentação irregular que deveriam estar formalmente apreendidos. Alguns, inclusive, ficaram um tempo na delegacia e depois desapareceram. Saíram do mesmo jeito que entraram: sem nenhum tipo de registro oficial.

Segundo a promotoria, vinte e um carros sumiram do pátio. Dois foram encontrados nos arredores da delegacia. Um deles, abandonado com munição dentro. O outro estava sendo usado por um policial.

Os chefes dos escrivães, dois investigadores e o delegado titular não resistiram à auditoria. Foram afastados nesta sexta-feira

POSSE DO DOUTOR EDUARDO HALLAGE 2

Toma posse o novo diretor do Denarcposse-denarc
Em 27 de março, o delegado Everardo Tanganelli Junior passou o comando da diretoria do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) ao seu novo diretor, Eduardo Hallage.
A transferência e assinatura do termo de posse aconteceram na sede do Denarc, onde estiveram presentes funcionários e autoridades daquele departamento.
Hallage já exerceu a função de diretor em vários departamentos da Polícia Civil, entre eles o extinto Decon (Departamento de Polícia do Consumidor), Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), Acadepol (Academia de Polícia Civil “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”) e Dap (Departamento de Administração e Planejamento).
O Denarc foi criado em 1987, conforme Decreto nº 27.409/87, que também regularizou a Dise (Divisão de Investigações sobre Entorpecentes), que pertencia anteriormente ao Deic. Na mesma ocasião foi criado a Dipe (Divisão de Prevenção e Educação), que faz o trabalho de auxiliar na prevenção ao uso de entorpecentes e encaminha dependentes ao tratamento. É na Dipe que se encontra o Museu de Entorpecentes e uma biblioteca especializada sobre o assunto.
Além dessas divisões, o Denarc ainda conta com a Diap (Divisão de Inteligência e Apoio Policial), que comanda o Serviço Técnico de Inteligência e Informações (STII), importante setor que trabalha com dados para a investigação policial; e o Nape (Núcleo de Apoio e proteção à Escola), que como o próprio nome diz, trabalha com o fator entorpecentes em núcleos escolares.

Por Silvia Freitas

DGP – Assessoria de Imprensa eduardo-hallage

LÍDER CERTO NO DEPARTAMENTO CERTO…CERTO! 1

Chefe de Tuma Jr. E Naief é exonerado

ANDRÉ LOZANO Sílvia CORRÊA ‘ Da Reportagem Local

0 diretor do Dird (Departamento de Investigação e Registros Diversos), Eduardo Hallage, chefe dos, delegados que investigam a máfia da propina Romeu Tuma. Jr. e Naief Saad Neto foi exonerado ontem à noite do cargo.
A decisão foi tomada após reunião do secretário da Segurança Pública, Marco Vinicio Petrelluzzi, com o delegado geral da Polícia Civil, Marco Antônio Desgualdo.
Segundo Petrelluzzi, o afastamento de Hallage ocorreu em razão da “desarmonia” dele com as orientações do delegado-geral (leia texto ao lado). Durante a tarde, o delegado Romeu Tuma Jr. anunciou que deixaria as investigações da máfia. 0 anúncio causou surpresa na Delegacia Geral. De acordo com o delegado-geral Marco Antônio Desgualdo, Tuma Jr. permanece à frente do caso até que comunique sua decisão por escrito e ela seja aceita, o que não ocorreu ontem.
“Funcionário público tem de fazer o trabalho para o qual foi designado e não aquele que quer”, disse o secretário PetrefluM’ Formalmente, Turna Jr. disse que estava saindo porque tinha recebido ordens de não investigar tudo o que soubesse, o que lhe expunha ao risco da prevaricação.
Aos amigos, disse que decidiu, se afastar por estar se sentindo e prestigiado e pressionado. Até seu pai, o senador Romeu Tuma já te ria recebido ligações de malufistas recomendando cautela, “É como você regar uma árvore e, quando ela cresce, ver os outros comendo os frutos”, disse.
Tuma Jr. se refere a uma mensagem. de* telex enviada na última terça por Desgualdo a Hallage, .na qual o delegado-geral determina que todas as novas denúncias -sobre o caso sigam para o delegado Itagiba Franco, da Diprocom (Divisão de Polícia de Polícia Comunitária). Pela ordem, Tuma jr. Saad Neto se limitariam a mexer com as regionais deixando a Itagiba a investigação das secretarias, onde surgem nomes do alto escalão.

CARTA DE REPÚDIO…mudanças no sentido que tenhamos à frente dos departamentos as verdadeiras lideranças que há muito estão esquecidas…O Governador leu, obedeceu e nomeou Domingos, Desgualdo, Hallage, entre outros 1

Diante de tantas notícias sobre corrupção que, drasticamente envolvem a Polícia Civil do Estado de São Paulo, nós profissionais de segurança pública nos sentimos extremamente angustiados, pois com as mãos atadas, sem quaisquer condições de desenvolver ações anti-crimes na defesa da sociedade, ficamos a mercê daqueles que hoje a comandam. Basta, estamos cansados de esperar mudanças que possam alterar este quadro caótico, pois já não somos o que fomos. No passado a polícia era respeitada, admirada pela sociedade, respeitada pelos demais poderes. Éramos eficientes, persistentes ao extremo, até temida pelos criminosos, pois aqueles que nos comandavam por si só impunham respeito, davam valor àqueles que tinham mais experiências, aos mais antigos porque traziam consigo a maturidade e conhecimentos que, aliados aos mais jovens, tornávamos rigorosos quando preciso dentro da legalidade.Em hipótese alguma se tolerava qualquer modalidade de corrupção. A nossa Corregedoria era extremamente forte, ágil e, antes mais preventiva do que repressiva, porque havia critérios para a escolha dos mais capazes, procurando na medida do possível designar o homem certo para o lugar mais adequado ao seu perfil. Hoje, embora tenhamos um profissional altamente preparado, quer  administrativa e criminalmente no comando da Corregedoria Geral, pela nossa experiência sabemos que sofre pressões e ingerências,apesar não ser do seu perfil aceitar essas atitudes, mesmo assim acabam, de certa forma, prejudicando muito os trabalhos desenvolvidos por aquele importante departamento.
A falta de lideranças nas últimas administrações é  extremamente preocupante, pois os valores não são reconhecidos, excluindo-se obviamente alguns poucos que lá estão e atados a uma filosofia de trabalho não condizente com a realidade. Hoje, infelizmente, nem todos que estão no comando representam lideranças, há exceções e, os poucos, em parte, se agarram no poder e se calam. Seus cargos até parecem vitalícios, eis que se perpetuam  onde estão, quando não trocam apenas de cadeiras, o que de certa forma acredita-se que as ingerências políticas estão presentes. Assim, quando das indicações aos cargos de confiança, a nossa vida
pregressa era uma das primeiras recomendações, além de outros requisitos que todos conhecemos.  Os Secretários de Segurança são periodicamente substituídos, ora porque mudou o governo, ora porque não corresponderam aos anseios de ambas as policias, ora porque não deram conta do recado. Tudo isso é conseqüência de colocar homens que não são do ramo,razão pela qual somos de opinião de que devam ser escolhidos não só pelo saber jurídico, mas como já dissemos que conheçam os sistemas de segurança e administração públicas.
Com referencia aos que têm a responsabilidade de comandar a Polícia Civil, quando das escolhas, há que se terem critérios,avaliações, capacidade de administrar, habilidade, perfil adequado ao desempenho da missão e, acima de tudo, lealdade para com a Instituição, a ponto de, embora sem quebrar a hierarquia e com respeito, dizer não a quem de direito, com intuito de alertar que algo não vai bem, que algo está errado, assim por diante… Finalmente, se não houver uma ação efetiva do governo, virá o caos, que é o que não queremos. Senhor Governador, palavras não resolvem, sim ações. Procure conhecer os homens antes de designá-los. Queremos colaborar, queremos defender a sociedade, mas, antes de tudo, mudanças no sentido que tenhamos à frente dos departamentos as verdadeiras lideranças que há muito estão esquecidas. Vossa Excelência é homem de visão e tem o livre arbítrio de tomar decisões. Nós policiais, tenho certeza que somos a maioria, queremos mudanças, para que Vossa Excelência possa se orgulhar de ter uma polícia civil ágil, eficiente, respeitada e, acima
de tudo, honesta.

ROBERTO FRENANDES
Delegado de Polícia de Classe Especial

Clique para acessar o CARTADEREPUDIO2.pdf

FONTE: SITE DA ADPESP
:: OPINIÃO – 09/03/2009

Roberto Fernandes é subordinado ao secretário de Segurança, Ronaldo Bretas Marzagão, advogado pessoal de Camarinha e nomeado político do governador José Serra.

29/08/2007 00:00:00

Delegado seccional é ligado ao PMDB e a grupo político

O delegado seccional de Polícia Civil Roberto Fernandes, envolvido em escândalo de influência política sobre sua gestão, acumula experiência de vida partidária…

O delegado seccional de Polícia Civil Roberto Fernandes, envolvido em escândalo de influência política sobre sua gestão, acumula experiência de vida partidária.Além de sua nomeação e atitudes de caráter político, o delegado foi candidato a deputado federal em 2006, pelo PMDB, o ex-partido de Abelardo Camarinha, com apoio do ex-governador Orestes Quércia.

Roberto Fernandes perdeu a eleição. Recebeu 3.495 votos e após meses de afastamento para a campanha eleitoral retomou atividade como policial.

E foi assim, vinculado ao PMDB, a Quércia e seus apoiadores, que ele virou delegado seccional para abafar crise política na cidade.

A campanha eleitoral e os vínculos com o PMDB e o ex-governador Quércia reforçaram a discussão sobre envolvimento político do delegado, que chegou a Marília para abafar crise política entre o ex-prefeito Abelardo Camarinha e a Polícia Civil.

Fernandes foi nomeado delegado seccional para substituir José Henrique Gomes dos Santos, afastado sob pressão política do grupo do ex-prefeito.

Antes de José Henrique, Camarinha atacou outros dois delegados na seccional: Roberto Terraz e Antonio Almeida.

Todos recusaram privilégios ao ex-prefeito e determinaram investigações isentas e transparentes sobre grupo político ou punições a delegados ligados a Camarinha suspeitos de ilicitudes.

Os ataques acabaram com a nomeação de Roberto Fernandes. A vinculação política foi agravada na última semana, quando Roberto Fernandes chegou a anunciar internamente mudanças que desagradavam a Camarinha e depois voltou atrás nas decisões e prejudicou os desafetos do ex-prefeito.

Pior. No dia de implantar as mudanças recebeu Camarinha durante 20 minutos em reunião a portas fechadas com outros delegados, dentro da DIG. Flagrada a relação política, Fernandes passou a atacar o Diário.

Não bastasse essa relação de bastidores, Fernandes é subordinado ao secretário de Segurança, Ronaldo Bretas Marzagão, advogado pessoal de Camarinha e nomeado político do governador José Serra.

O deputado Vinícius Camarinha tem usado a Assembléia para pressão contra delegados desafetos do grupo político, que esteve investigado nos últimos anos por envolvimento no atentado ao Diário, situações de ameaças e agressões.

Roberto Fernandes chegou a ter um site pessoal como candidato, mas a página foi tirada do ar. Permanece o registro do PMDB e do suporte a Orestes Quércia com algumas informações sobre o delegado – incluindo a foto, com ele mais novo – e algumas propostas.

O candidato Fernandes, por exemplo, criticava investigações dirigidas pelo Ministério Público, uma das medidas mais defendidas por juristas que criticam a influência política sobre a Polícia Civil.

( DIÁRIO DE MARÍLIA )

A CARTA DO DELEGADO ROBERTO FERNANDES

25/08/2007 00:00:00

Veja “carta” do delegado seccional

A matéria publicada no jornal Diário de Marília, no dia 21 de agosto do corrente ano, na coluna denominada “Colírios e Cotonetes” – “Modelos Errados”, demonstra por parte de quem a escreveu desconhecimento total, distorcida propositalmente da realidade, completamente absurda sob todos os aspectos, a considerar, principalmente, a falta de ética, de respeito às autoridades, da formação profissional, da moral e cívica.Sutilmente maldosa, com o intuito de criar um clima desfavorável entre os Poderes, visando proveito próprio na defesa de seus mesquinhos interesses, levando ao leitor menos avisado, a aceitar suas mirabolantes alucinações.

Pois bem senhor repórter, se assim posso chamá-lo – creio que não. Pessoas sem qualquer formação usam a arma que têm – imprensa cinza. Arma dos fracos e covardes. Usam-na, lamentavelmente, como último recurso na busca de uma fachada que, por detrás dela, o povo já conhece.

O direito de resposta cabe aos homens de bem. Fui ofendido em minha dignidade profissional e moral. Quiseram, com esse artigo, denegrir a imagem de uma Instituição Policial que no momento, por causa de alguns, acusam-na de corrupta e gerenciada por políticos.

Devo esclarecer a você repórter, embora não a mereça, mas principalmente a população que vive e sobrevive na lama das diferenças pessoais, que a polícia civil de Marília não é subserviente a quem quer que seja.

Sou homem público e tenho o dever de defender o direito de quem está prestes a sofrer uma má e ilícita ação, fato que culminou com a ida do deputado Camarinha naquela repartição.

Não houve reunião política, não se falou mal de ninguém. Não tratamos de assuntos institucionais. Não somos iguais a você.

Não consigo encontrar uma razão que justifique sua atitude insana e irresponsável. Tenho a impressão que pretende desestabilizar a Instituição Policial Civil, a qual, com muita honra sirvo há 40 anos.

O policial sempre foi e é tido como homem de coragem, de forma moral, de opinião formada, capaz de assumir a responsabilidade de seus atos e, conseqüentemente, respeitado por seu caráter.

Por estes motivos, repudio veementemente seu artigo.

Sou homem de personalidade sadia, não aceito corrupção, o desonesto, o injusto. Quando tiver que punir o farei, porém, sempre respeitando a lei, não pré-julgando quem quer que seja.

É dever de todo policial denunciar fatos que venham a denegrir as pessoas, a Instituição e seus membros, bem como apurá-las com isenção, dentro dos preceitos legais.

Quando for preciso e necessário o farei de forma verdadeira, transparente e adulta, numa postura digna como convém a um verdadeiro homem, não de maneira mentirosa, insidiosa e pérfida, repleta de intenções mesquinhas e inconfiáveis, como convém a um ser inferior.

Finalmente, por tudo isso, todos temos que reagir e lutar, não permitindo, em hipótese alguma, que o mal sobreponha ao bem, não nos deixando contaminar e para não perdermos nossa identidade, bem precioso que ainda nos resta.

Democracia não é sinônimo de anarquia. O seu direito termina onde começa o meu.

 

Roberto Fernandes – Delegado Seccional de Polícia