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DELEGADO DE POLÍCIA SERGIO ROQUE, DEPUTADO ESTADUAL 65880 – PCdoB 17
É CLARO QUE O DOUTOR SÉRGIO ROQUE MERECE NOSSO APOIO E ESFORÇOS…MAS NÃO ESTÁVAMOS INFORMADOS ACERCA DESSA CANDIDATURA 27
Caro “Flit”, não está na hora de deixar de lado as indiferenças e dar apoio ao candidato a deputado Sergio Roque para que tenhamos na Assembléia alguém que já lutou por nós quando estava na ADPESP?
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Eu não cultivo nenhuma “diferença”, “indiferença”, desapreço, mágoa ou quaisquer sentimentos negativos pelo nosso ex-Presidente.
PESSOAL, O GOVERNO DIVULGA A MÉDIA SALARIAL DOS DELEGADOS QUE RECEBEM O NEFASTO, SAFADO E DESONESTO “G.A.T.” – GRATIFICAÇÃO POR ACÚMULO DE TITULARIDADE 6
MENTIROSO O SERRA E SO VER OS CONTRA CHEQUES DO DELEGADOS E POLICIAIS CIVIS ESTA TUDO DOCUMENTADO E EM DOCUMENTOS OFICIAIS ASSINADOS POR ELE E SEUS RESPONSÁVEIS
Serra caiu nos Estados que mais visitou – EU BEM QUE PEDI PARA O MEU GOVERNADOR JOSÉ SERRA CONTINUAR SENDO O NOSSO GOVERNADOR…CAIU NA ARMADILHA ALCKMISTA! 10
JANIO DE FREITAS
Sinais da reviravolta
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Resta a Serra introduzir alguma perspectiva capaz de seduzir aspirações frustradas do eleitorado |
A COINCIDÊNCIA DOS programas de propaganda eleitoral, a se iniciarem nesta semana, com a ultrapassagem de Dilma Rousseff sobre José Serra agora constatada também pelo Datafolha, oferece duas deduções.
Quanto a Dilma, mais significativa do que a conquista da liderança, cedo ainda, a propaganda de TV e rádio é a oportunidade de forçar a continuidade do seu impulso atual e, com uns poucos pontos a mais, alcançar logo a indicação de vitória no primeiro turno.
Essa condição funciona, em geral, como atrativo de votos mais numerosos e mais protetores. É o que se dá, a esta altura, com Eduardo Campos e Sérgio Cabral, com suas crescentes possibilidades de vencer em Pernambuco e no Rio no primeiro turno.
Para Serra, fica evidente que está em sua última oportunidade, ou muito perto dela, de indicar ao eleitorado o motivo de sua candidatura. Que sentido tem, afinal? O que Serra pretendeu a ponto de deixar o governo de São Paulo para lançar-se na disputa pela Presidência?
Sob o peso da aprovação popular de Lula, o próprio Serra diz que não é candidato de oposição, e de fato não se mostra como tal. Adversário da candidata do governo, também não é governista. Logo, o que lhe sobra é uma fímbria pela qual introduzisse algo novo, uma perspectiva capaz de seduzir e convencer aspirações frustradas do eleitorado.
Mas nem vislumbre de alguma ideia assim, até agora. Trata-se de uma candidatura que não se sabe o que representa nem o que pretende além de uma intenção pessoal.
As pequenas lantejoulas que revestem a candidatura de Serra, do tipo “vou duplicar o Bolsa Família” (sem ao menos explicar se em valor ou em beneficiados), ou “vou criar o Ministério da Segurança”, “vou restabelecer os mutirões da saúde”, e outros “vou” que não chegam a lugar algum, prestam-se a ampliar a impressão de vazio dada na improdutiva preferência de sua campanha pelos minúsculos corpo a corpo.
Ocupar-se tanto em criticar Dilma por estar “na garupa” de Lula? Serra e seus marqueteiros poderiam perceber que assim só confirmam o que é a principal bandeira de sua adversária. Façamos justiça: a candidatura de Dilma e seu êxito são produtos de Lula, como Gilberto Kassab foi de Serra, mas o PSDB e seu candidato não têm regateado facilidades e outras colaborações à candidata governista.
O horário eleitoral traz em ocasião oportuna um recurso que tanto pode ser decisivo para Dilma como para Serra. Os três minutos a mais no tempo da aliança petista não alteram a equivalência das oportunidades: em TV e em rádio, sete minutos – tempo de Serra – já são um arremedo de eternidade.
Oneroso, nesse item, é o minutinho de Marina Silva, cujo sucesso nas palestras não se reproduz em mais do que 10% dos eleitores pesquisados, mas talvez o fizesse, em boa parte, com maior tempo de TV. O horário gratuito segue a regra fundamental brasileira: mais renda concentrada em quem já a tem alta.
Para preencher o tempo até o início da nova fase de propaganda, uma boa especulação é a das causas da queda forte de Serra, quatro pontos em três semanas, e do grande ganho de Dilma, com os cinco pontos que a elevaram a 41 contra 33. O debate na Bandeirantes e as pequenas e ruins entrevistas na Globo não convencem como causa de tamanha reviravolta, até porque já insinuada, antes dos programas, em outras pesquisas.
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Serra caiu nos Estados que mais visitou
Tucano concentrou campanha no Sudeste, mas perdeu seis pontos no Rio, quatro em Minas e três em São Paulo
Desde abril, tucano já foi 13 vezes a Minas e 10 vezes ao Rio de Janeiro; ele ficou estável no DF, local que não visitou
SILVIO NAVARRO
BRENO COSTA
DE SÃO PAULO
O desempenho do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, caiu nos três Estados que ele mais visitou nas últimas três semanas, segundo o último Datafolha.
No intervalo entre as duas últimas pesquisas, de 23 de julho até anteontem, Serra teve pelo menos sete agendas de campanha em São Paulo, cinco em Minas Gerais e três no Rio de Janeiro.
Com 56 milhões de eleitores, os três Estados são os maiores colégios eleitorais do país.
Serra apareceu pela primeira vez atrás de Dilma Rousseff no Datafolha, com 33% das intenções de voto no país ante os 41% da petista.
No Rio, onde esteve três vezes nos últimos 20 dias, o tucano perdeu seis pontos percentuais -foi de 31% a 25%, e a petista ganhou quatro pontos, chegando a 41%.
O Estado é base eleitoral do vice na sua chapa, o deputado federal Indio da Costa (DEM), que tem percorrido o interior, visitando pelo menos nove municípios.
O Rio de Janeiro foi palco de desentendimento entre o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e a campanha tucana na semana passada. Maia criticou Serra por não socorrer financeiramente o candidato ao governo Fernando Gabeira (PV), que está a 43 pontos do líder Sérgio Cabral (PMDB).
MINAS
O tucano caiu quatro pontos percentuais (de 38% para 34%) em Minas, onde teve cinco eventos de campanha nas últimas semanas, e foi superado por Dilma (35% a 41%). Em Belo Horizonte, a queda foi de nove pontos.
O grosso do material de campanha de Antonio Anastasia (PSDB), apoiado por Aécio Neves na disputa pelo governo mineiro, não contém a imagem de Serra.
Em São Paulo, base eleitoral do tucano e Estado que administrou até março, ele caiu três pontos -foi de 44% para 41%, mas ainda mantém vantagem de sete pontos sobre Dilma. Ao mesmo tempo, o candidato do seu partido ao Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin (PSDB), aumentou sua vantagem em cinco pontos, atingiu 54% e venceria no primeiro turno se as eleições fossem hoje.
Como na capital paulista Serra (40%) aparece em empate técnico na margem de erro com Dilma (37%), oscilando um ponto positivo nesse período, a conclusão é que o ex-governador estaria perdendo terreno no interior.
Desde o início da pré-campanha ao Palácio do Planalto em abril, Minas (13 vezes) e Rio (10 vezes) foram os dois itinerários mais recorrentes.
Nos Estados pesquisados pelo Datafolha, Serra registrou a maior queda em Pernambuco (nove pontos). Na Bahia, foram seis. Único local em que não pisou no período, o Distrito Federal não registrou queda -tem 27%
PERÍCIA CRIMINAL NO BRASIL BEIRA A INDIGÊNCIA…O INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO É EXEMPLO DA FICÇÃO QUE É A ESTRUTURA DO ÓRGÃO DE PERÍCIAS FORENSES DA POLÍCIA CIVIL…ASSÉPTICO, FUTURISTA E BELO SÓ NA CAPITAL (EM FOTO DE MANCHETE) 8
Pública aí Dr. Guerra.
Agencia Estado, Atualizado: 15/8/2010 8:15
Perícia criminal no País é extremamente precária
Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo em todo o País constatou que a perícia criminal – salvo raríssimas exceções – é tão precária que beira a indigência. A polícia não tem a parafernália tecnológica da ficção do seriado de TV CSI, nem possui o estritamente necessário. Não há maletas para perícia de local de crime, câmaras frias decentes para conservação de corpos, reagente químico ou laboratório para os exames mais elementares.
Em todo o País, existem apenas 60 Institutos de Criminalística e de Medicina Legal (ICs e IMLs) para examinar causas de mortes e produzir provas criminais. Para atender aos 5.560 municípios, seriam necessárias 360 unidades desse tipo, ou seis vezes mais, uma média de um instituto para cada 15 municípios. Existem pouco mais de 12 mil peritos para atender a todos os Estados nas 32 especialidades de perícia criminal adotadas no País. A correlação recomendada por organismos internacionais é de 1 perito para cada 5 mil habitantes. Para todo o território, seriam necessários 38 mil profissionais, o triplo do quadro atual.
Em alguns Estados, as velhas geladeiras dos IMLs estavam quebradas, produzindo mau cheiro e cenas degradantes. Há locais em que, nos acidentes de trânsito, os corpos das vítimas ficam até dez horas na estrada à espera de remoção. Por falta de câmaras frias, pessoas são sepultadas às pressas, sem autópsia, e só depois exumadas para conclusão de exames que vão detectar se a morte derivou de crime, acidente ou causas naturais.
A reportagem do Estado enviou nas últimas duas semanas às 27 unidades da federação um questionário perguntando se as polícias tinham ao menos os itens essenciais para a realização de perícias criminais: a maleta com kit de varredura de locais de crime (notebook, GPS, trena a laser, máquina fotográfica digital, etc), exame de DNA, exame de balística (com microcomparador), câmaras frias (para preservação de corpos), cromatógrafos gasosos, luz forense, laboratório de fonética, reagente químico e luminol. Sem eles, é impossível produzir prova científica cabal para esclarecimento de crimes.
Na média nacional, a perícia criminal brasileira foi reprovada porque apenas 37% das respostas foram positivas. De um total de 207 itens – 9 para cada um dos 23 Estados que responderam ao questionário -, só 78 foram assinalados “sim”. Os 63% restantes responderam “não” (45%) e “parcialmente” (84%). Em muitos casos, parcialmente é quase nada.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Dilma já mostra força em capitais que antes eram redutos de Serra, como São Paulo (37%) e Belo Horizonte (34%) 14
PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010
Metade do eleitorado crê na vitória de Dilma
Entre os brasileiros que aprovam o governo Lula, candidata petista abre 22 pontos de vantagem sobre Serra
Dilma já mostra força em capitais que antes eram redutos de Serra, como São Paulo (37%) e Belo Horizonte (34%)
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
Além de ter se isolado à frente na pesquisa Datafolha para presidente, Dilma Rousseff (PT) ampliou entre os eleitores a percepção de que será a vitoriosa em 3 de outubro. Para 49% a petista vencerá, contra 25% que apostam no êxito de José Serra (PSDB). A margem máxima de erro é de dois pontos.
Há 20 dias, 41% achavam que Dilma se elegeria, contra 30% que apontavam Serra.
É comum haver assimetria entre a expectativa de vitória e a intenção de voto. Segundo a pesquisa do Datafolha feita de 9 a 12 deste mês, Dilma tem 41%, e Serra, 33%. A diferença de oito pontos na intenção de voto se converte em 24 pontos quando se trata da expectativa de vitória.
Outro indicador mostra o viés de alta de Dilma. Dos que optam por Dilma, 80% dizem que seu voto a favor da petista está “totalmente decidido” e 19% ainda admitem mudar. Dos eleitores de Serra, 70% estão totalmente decididos e 28% admitem mudar. No eleitorado de Marina, só 59% se dizem decididos.
Esses percentuais indicam que os votos em Marina e em Serra são menos sólidos do que os de Dilma. Essa maior volatilidade entre serristas e marinistas indica haver um potencial para baixas na intenção de votos de ambos.
LULISMO
Encomendada pela Folha e pela Rede Globo, a pesquisa Datafolha revela um crescimento de Dilma após meses de estabilidade entre os eleitores que aprovam Lula.
A intenção de voto de Dilma entre esses lulistas saiu de 43% na pesquisa de 20 a 23 de julho para 49% agora. Já Serra tinha 32% há 20 dias e agora recuou para 27%.
Dilma também já mostra força em capitais importantes, antes redutos serristas. Em Belo Horizonte, há 20 dias, Serra vencia com 41% contra 31% da petista. Agora, Dilma foi a 34% e ele recuou para 32%. O mesmo ocorreu em São Paulo. Ele vencia Dilma por 39% a 34% em julho. Agora, o tucano está com 40% e a petista obteve 37%, situação também de empate.
Nas regiões metropolitanas, Dilma e Serra estavam empatados há 20 dias, cada um com 35%. Agora, ela foi a 40% e ele caiu para 30%.
Durou dois dias o entusiasmo gerado na campanha de José Serra pela entrevista do candidato na bancada do “JN”. 8
Painel
RENATA LO PRETE – painel@uol.com.br
Efeito combinado
Durou dois dias o entusiasmo gerado na campanha de José Serra pela entrevista do candidato na bancada do “JN”. O Datafolha em que Dilma Rousseff aparece oito pontos à frente do tucano e com possibilidade concreta de liquidar a eleição no primeiro turno atingiu o PSDB associado a um outro resultado desalentador: o da manutenção da dianteira de 26 pontos de Hélio Costa (PMDB) sobre Antonio Anastasia em Minas. Analisados em conjunto, os resultados nacional e mineiro desenham para a oposição, às vésperas do início da propaganda de TV, um quadro alarmante do qual apenas São Paulo e Paraná escapam.
Marco Na simulação de segundo turno, Dilma tem hoje os mesmos 49% que Serra registrava em dezembro do ano passado, no primeiro Datafolha presidencial da atual série histórica.
Meio a meio Em SP, a fortaleza tucana que permanece em pé, Geraldo Alckmin se permite o luxo de dividir com Aloizio Mercadante o eleitorado petista: tem 37% entre os simpatizantes do partido; o senador, 36%.
Geracional 1 Mercadante obtém o pior desempenho entre os eleitores mais jovens: 8%, metade de seu resultado geral. Com Alckmin acontece o contrário: ele pontua 65% na faixa de 16 a 24 anos, e 54% na média.
Geracional 2 Marta Suplicy escapa da má sorte de seu correligionário entre os jovens: registra 42% nessa faixa, contra 32% no geral.
Sem público Por essas e outras, no próprio PT há quem considere que Mercadante erra ao adotar, como fez no debate da Band, o discurso de que nada funciona no governo de São Paulo e de que o eleitor “quer mudar”. Assim como ocorre com a avaliação do governo federal petista, não há sinal de tal insatisfação no Estado administrado pelos tucanos.
Passa lá Serra foi ao debate da Band atendendo a convite de Alckmin.
Não dá liga A vantagem de 12 pontos aberta por Beto Richa (PSDB) na disputa pelo governo do Paraná parece dar razão aos que viram constrangimento do eleitorado antigo de Osmar Dias (PDT) por vê-lo desfilando em Curitiba ao lado de Lula.
Locação Lula gravou ontem às margens do rio Madeira um depoimento para o programa eleitoral de Dilma Rousseff, no ar a partir da próxima terça. Na fala, o presidente exalta a “segurança energética” que teria sido alcançada em sua gestão.
Fila No embalo, Lula grava hoje a primeira leva de depoimentos de apoio a candidatos aliados aos governos dos Estados e ao Senado. A lista dos contemplados estava ontem em elaboração.
Camuflado A despeito de um calor de lascar em Rondônia, o presidente visitou as usinas de Santo Antonio e Jirau vestindo jaqueta marrom de mangas compridas. Ele machucou o braço esquerdo numa pescaria e não pode tomar sol na lesão.
Twister Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, o vento impressionou a comitiva de Dilma. “Ventania arretada aqui em Porto Alegre. Derrubou a cobertura do ponto de táxi em frente ao hotel”, disse no Twitter o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Memória seletiva Em busca de novo mandato, Renan Calheiros (PMDB-AL) conta no site da campanha que o “ápice” de sua carreira se deu em 2005, quando foi eleito presidente do Senado. Nenhuma palavra sobre o fato de ter renunciado ao cargo para não ser cassado
DECISÃO DO STJ – PRINCÍPIOS E TEORIA GERAL DO PROCESSO ADMINISTRATIVO: NULA A PUNIÇÃO EM PAD EM QUE FUNCIONARAM OU TESTEMUNHARAM AUTORIDADES E SERVIDORES COM INTERESSE NA MATÉRIA OU ALGUM LITÍGIO JUDICIAL OU ADMINISTRATIVO COM O ACUSADO Resposta
Para serem válidos, testemunhos em PAD devem ter a veracidade garantida
O servidor José Gomes Meira teve sua aposentadoria cassada por portaria ministerial, em razão de acusação de conduta desidiosa, prevista no artigo 117, inciso XV, da Lei n. 8.112/1990. Foi instaurado um PAD e aplicada a pena de cassação da aposentadoria. Entretanto, o processo foi aberto por Mário Sérgio Araújo, que era investigado pela Controladoria-Geral da União por supostas irregularidades quando ocupou o cargo de gerente regional de administração do Ministério da Fazenda, na Paraíba.
No mandado impetrado no STJ, a defesa do réu alegou que os princípios da imparcialidade e da impessoalidade foram feridos, já que a autoridade que iniciou o PAD tinha interesse pessoal na questão, pois também estava sendo investigada. Afirmou, ainda, que o servidor não foi intimado para participar dos atos instrutórios do processo. Por fim, argumentou que as testemunhas não teriam prestado o compromisso de dizer a verdade, pois também estavam sob investigação.
No seu voto, o ministro Napoleão Maia Filho apontou que a imparcialidade e a independência são determinantes na apuração de um processo, sendo inclusive previstas nas Leis n. 8.112/1990 e 9.784/1999, que regulam o PAD. O magistrado destacou que o artigo 18 da Lei n. 9.784/99 impede que servidores ou autoridades que tenham interesse na matéria ou que tenham algum litígio judicial ou administrativo com o interessado atuem no processo administrativo. Também ressaltou o artigo 19 da mesma lei, que obriga a autoridade ou servidor a informar se houver algum impedimento
O ministro disse, ainda, que uma das testemunhas estava sendo investigada pelas mesmas supostas irregularidades. Ele também destacou que as outras testemunhas não teriam prestado o compromisso de dizer a verdade. Com essa fundamentação, o ministro acatou o pedido, observando, entretanto, que outro PAD pode ser aberto, se necessário.
PARABÉNS PRA GENTE DO PODER JUDICIÁRIO PELA COESÃO E DETERMINAÇÃO: Greve atingiu na sexta-feira (13/08) 109 dias e é a maior paralisação da história do Judiciário paulista 6
Greve no Judiciário deixa 1 milhão de ações paradas
Greve atingiu na sexta-feira (13/08) 109 dias e é a maior paralisação da história do Judiciário paulista
14/08/2010 – 09h46 . Atualizada em 14/08/2010 – 09h57
Renan Magalhães
Agência Anhangüera de Notícias
Grevistas pedem aumento salarial
(Foto: Janaína Maciel/AAN)Pela primeira vez desde o início da greve, que ontem (13/08) completou 109 dias, os servidores judiciários de todos os cartórios da Cidade Judiciária de Campinas se reuniram em assembleia para debater o andamento da mais longa paralisação da categoria na história. A greve ainda segue sem prazo para terminar. Com o impasse, a subseção de Campinas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pretende marcar para a próxima semana, na Assembleia Legislativa, uma audiência pública com a presidência do Tribunal de Justiça (TJ-SP) de São Paulo para tentar forçar a solução.
A presidente da subseção da OAB-Campinas, Tereza Doro, ressaltou que a audiência pública está sendo agilizada por meio da deputada estadual Ângela Perugini (PT) e que estão sendo colhidas assinaturas de deputados. “É muito importante que esse impasse se resolva. As eleições estão se aproximando e cresce o medo de que a situação se estenda até o ano que vem.”
De acordo com as projeções da OAB, mais de um milhão de processos em todo o Estado estão parados por causa da greve. “É um número muito grande, quase impossível de se calcular. Não dá para continuar desse jeito”, disse Tereza.
Grevistas e não grevistas estiveram presentes na assembleia e questionaram a posição do Tribunal que afirma não ter dinheiro para o aumento. “Eles (TJ-SP) alegam que seria preciso uma verba de R$ 156 milhões por mês para dar um reajuste de 4,77%, mas esse cálculo está errado. Um aporte de R$ 11 milhões já seria o suficiente para tanto”, garantiu o diretor de divisão André Morais.
Mesmo sem estar em greve, Morais convocou a assembleia com o intuito de promover a união entre os servidores, já que o relacionamento está mais tenso com a paralisação. “Não há motivos para brigas. Todos querem o dissídio salarial”, disse.
SALÁRIO DE DELEGADO PAGO PELA FACÇÃO “PMDB-PSDB” PAULISTA – DESDE ORESTES QUÉRCIA A JOSÉ SERRA NEM SEQUER COMPRA QUARTO-E-SALA “VELHO” EM SÃO VICENTE…DESDE 1994 INFLAÇÃO OFICIAL CERCA DE 250%, DOS IMÓVEIS DE 700 a 1000%…SALÁRIO DA POLÍCIA: 150% 10
Doug para dipol@flitparalisante.com
Bom dia…..Dr. Guerra por favor publica essa
olha o bom dia de hoje. O “”Jenio da Sabedoria” mais uma vez com suas pérolas…..daqui a pouco ele vai dizer que Higienópolis…. escreve-se com “J” de “Jenio”……
HiJienópolis, isto é o reflexo da burguesia malfadada, aposto que ele nunca passou as férias em São Vicente e nunca brincou de polícia e ladrão……….rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Serra diz que Dilma mentiu sobre salário de delegados de SP ( vídeo )
Candidato tucano vai a Salvador lançar Plano Nacional de Segurança, mas anuncia apenas o que ele chamou de “ideias”
Adriano Ceolin, enviado a Salvador | 13/08/2010 19:25
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse nesta sexta-feira em Salvador que Dilma Rousseff (PT) mentiu ao afirmar que os delegados da Polícia Civil de São Paulo têm os salários mais baixos do País.
Dilma diz que salário de delegado paulista é ‘uma vergonha’
A candidata à Presidência pelo PT deu declarações horas antes de o ex-governador paulista lançar o que chamou de “ideias” para a área de segurança pública em Salvador (BA). Serra também disse que suas propostas têm sido copiadas.
“É mentira”, disse, ao responder sobre a declaração de Dilma feita mais cedo. Depois, diante da insistência dos jornalistas, ele resumiu: “Não é verdade (que os salários dos delegados paulistas são os baixos do País). Isso é bobagem”. ( DE FATO: UMA BOBAGEM )
Serra diz que Dilma mentiu
Serra foi a Salvador para lançar seu “Programa Nacional de Segurança Pública”, cuja principal proposta é a criação de um ministério exclusivo para área. A ideia da nova pasta já havia sido anunciada na fase de pré-campanha.
“Nós não vamos aumentar o número de ministérios. Nós vamos enxugar. Tem ministério demais no Brasil. Tem até uma tal de Sealopra”, disse. “É um negócio de estudos estratégicos, que pode ser um departamento do Ipea”, completou.
O tucano, no entanto, não apresentou um plano detalhado. Ele mesmo disse que estava lançando “ideias, propostas”. Um resumo com três páginas foi distribuído à imprensa.
Nos papéis, foram apresentados quatro pontos que mais parecem críticas do que propostas: combate à circulação de drogas; falta de documento de identidade nacional; cadastro de veículos deficiente; registro de foragidos frágil e parcial.
Durante discurso sobre as propostas, Serra disse que suas propostas têm sido copiadas. “Está havendo cópia de propostas. Eu fiz a policlínicas, que o nome em São Paulo é Ame (Ambulatório de Especialidade)]. Agora uma das candidatas está propondo fazer os Ames”, completou.
ESSE BANDO DE F.D.P – 90% DOS SENHORES POLÍTICOS EM GERAL – ESCONDERAM A INFLAÇÃO DOS PREÇOS DOS IMÓVEIS – E RESPECTIVOS ENCARGOS – DESDE A EXISTÊNCIA DO REAL…
700% a 1000% – DE SETECENTOS A MIL POR CENTO…
Quem duvidar pegue o holerite antigo, as contas de luz , telefone, do gás, iptu e condomínio, dê uma olhada nas imobiliárias…Depois que fizer seus cálculos…
MANDE O SERRA, A DILMA, O LULA e O GERALDO ALCKMIN: T.N.C.
O PSDB PAULISTA TEM COMO ÚNICO OBJETIVO ELEGER “GERALDO ALCKMIN”…SERRA, ALOYSIO NUNES E A BANCADA FEDERAL: EXPLODAM-SE! 13
Um tucano bom de bico
Quem é e como agia o engenheiro Paulo Vieira de Souza, acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha
Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira

POSIÇÃO ESTRATÉGICA
Paulo Vieira de Souza na obra do Rodoanel, que custou R$ 5 bilhões
Nas últimas semanas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza tem sido a principal dor de cabeça da cúpula tucana. Segundo oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTOÉ, Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra. Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial. “Ele arrecadou por conta própria, sem autorização do partido. Não autorizamos ninguém a receber dinheiro de caixa 2. As únicas pessoas autorizadas a atuar em nome do partido na arrecadação são o José Gregori e o Sérgio Freitas”, afirma o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB. “Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”, confirma um ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência.


Segundo dois dirigentes do primeiro escalão do partido, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. “Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”, afirmou à ISTOÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido, na quarta-feira 11.
O suposto desvio de recursos que o engenheiro teria promovido nos cofres da campanha tucana foi descoberto na segunda-feira 2. Os responsáveis pelo comitê financeiro da campanha de Serra à Presidência reuniram-se em São Paulo a fim de fechar a primeira parcial de arrecadação, que seria declarada no dia seguinte à Justiça Eleitoral. Levaram um susto quando notaram que a planilha de doações informava um montante muito aquém das expectativas do PSDB e do esforço empenhado pelos tucanos junto aos doadores: apenas R$ 3,6 milhões, o equivalente a um terço do montante arrecadado pela candidata do PT, Dilma Rousseff. Ciosos de seu bom trânsito com o empresariado, expoentes do PSDB não imaginavam ter recolhido tão pouco. Sinal de alerta aceso, deflagrou-se, então, um processo de consulta informal às empresas que já haviam se comprometido a contribuir. O trabalho de checagem contou com a participação do tesoureiro José Gregori e até do candidato José Serra e logo veio a conclusão: Paulo Preto teria coletado mais de R$ 4 milhões, mas nenhum centavo foi destinado aos cofres do partido, oficialmente ou não. Iniciava ali o enredo de uma história nebulosa com potencial para atingir o seio do PSDB às vésperas das eleições presidenciais. “Além de representar uma quantia maior do que a arrecadada oficialmente até agora, o desfalque poderá atrapalhar ainda mais o fluxo de caixa da campanha”, explica um tucano de alta plumagem, que já disputou quatro eleições pelo partido. Segundo ele, muitas vezes as grandes empreiteiras não têm como negar contribuições financeiras, mas, nesse caso, ganharam um forte argumento: basta dizer que já contribuíram através do engenheiro, ainda que não o tenham feito.
Até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo. Ele atuou como diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias do País, entre elas o Rodoanel, empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido. No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato, determina quanto a ser pago às construtoras e quando. No Diretório Estadual do partido, nove entre dez tucanos apontam a construção do eixo sul do Rodoanel como a principal fonte de receita de Paulo Preto. Outro político ligado ao Diretório Nacional do PSDB explica que a função do engenheiro na Dersa aproximou Paulo Preto de empreiteiras como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

ELO POLÍTICO
Aloysio Nunes Ferreira é amigo de Paulo há mais de 20 anos e seu contato com o PSDB
Losacco, um dos coordenadores das campanhas de Serra e de Geraldo Alckmin em 2006, afirma que o elo principal de Paulo Preto com o PSDB é Aloysio Nunes Ferreira, ex-secretário da Casa Civil de Serra e atual candidato do partido ao Senado por São Paulo. O próprio engenheiro confirma uma amizade de mais de 20 anos com Aloysio (leia entrevista abaixo). De acordo com um importante quadro do PSDB paulista, desde 2008 Paulo Preto estava “passando o chapéu” visando ao financiamento da pré-candidatura de Aloysio ao governo do Estado. “Não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o ‘interlocutor’ do Aloysio junto aos empresários”, disse à ISTOÉ o diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel. Geraldo Alckmin acabou se impondo e obtendo a legenda para disputar o governo estadual, mas até a convenção do partido, em junho, a candidatura de Aloysio era considerada uma forte alternativa tucana, pois contava com o apoio do então governador José Serra e da maioria dos secretários. O engenheiro, segundo um membro da Executiva Nacional do partido, agia às claras junto a empresários e a prefeitos do interior de São Paulo. Falastrão, contava vantagens aos companheiros e nos corredores do Palácio dos Bandeirantes. Prometia mundos e fundos num futuro governo Aloysio. E quando Aloysio deixou a Casa Civil de Serra, muitos passaram a torcer por sua exoneração, o que aconteceu sob a batuta do governador Alberto Goldman.

CÚPULA TUCANA
Baixa arrecadação despertou suspeita de desvio de dinheiro na campanha
Losacco, que foi secretário-geral do PSDB paulista até 2007, afirma que desde 2008 alertava a cúpula do partido sobre os movimentos de Paulo Vieira na Dersa. “Esse tipo de pessoa existe na administração pública. Tem a facilidade de achacar e não tem o menor controle. Todo mundo já sabia há muito tempo disso”, conta o dirigente tucano. Diante desses alarmes, a cúpula do partido chegou a cogitar a saída dele da estatal rodoviária há mais de um ano. Mas recuou. “O motivo (do recuo) eu não sei. Deve ter um motivo. Mas no governo às vezes você não consegue fazer tudo o que você quer. Você tem contingências que o obrigam a engolir sapo. E eu acho que esse deve ter sido o caso. Agora, de alguma maneira essa coisa toda vai ter que ser apurada. Sabemos da seriedade que o governo tem, mas infelizmente fica sujeito a esse tipo de gente”, acrescentou Losacco. Segundo o tesoureiro-adjunto do PSDB, o empresário acaba cedendo, pois “entende que o cara tem a caneta e que pode atrapalhar os negócios”. Os motivos que teriam levado Paulo Preto a dar o calote no PSDB ainda estão envoltos em mistério. Mas, entre os tucanos, circula a versão de que o partido teria uma dívida com o engenheiro contraída em eleições passadas. Na entrevista concedida à ISTOÉ, Paulo Preto nega que tenha feito qualquer tipo de arrecadação e desafia os caciques tucanos a provar essas denúncias.
“Acho muito pouco provável que isso tenha acontecido sem que eu soubesse”, disse Aloysio à ISTOÉ. “Não posso falar sobre uma coisa que não existiu, que é uma infâmia”, completou. No PSDB, porém, todos pelo menos já ouviram comentários sobre o suposto desvio praticado por Paulo Preto nos cofres tucanos. “Fiquei sabendo da história desse cara ontem”, disse o deputado José Aníbal (SP), ex-líder do partido na Câmara, na terça-feira 10. “Parece mesmo que ele sumiu. Desapareceu. Me falaram que ele foi para a Europa. Vi esse cara na inauguração do Rodoanel.” De fato, depois de deixar a Dersa, o engenheiro esteve na Espanha e só voltou ao Brasil há poucos dias. Na cúpula do PSDB, porém, até a semana passada poucos sabiam que Paulo Preto havia retornado e o tratavam como “desaparecido”.
As relações de Aloysio e Paulo Preto são antigas e extrapolam a questão política. Em 2007, familiares do engenheiro fizeram um empréstimo de R$ 300 mil para Aloysio. No final do ano passado, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que usou o dinheiro para pagar parte do apartamento adquirido no bairro de Higienópolis e que tudo já foi quitado. Apontado como um profissional competente e principal responsável pela antecipação da inauguração do rodoanel, Paulo Vieira de Souza chegou a ser premiado pelo Instituto de Engenharia de São Paulo em dezembro de 2009. O engenheiro não é filiado ao PSDB, mas tem uma história profissional ligada ao setor público e há 11 anos ocupa cargos de confiança nos governos tucanos. No segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi assessor especial da Presidência e trabalhou quatro anos no Palácio do Planalto, como coordenador do Programa Brasil Empreendedor. Em São Paulo, também atuou na linha 4 do Metrô e na avenida Jacu Pêssego, ambas obras de grande porte e também cartões-postais das campanhas tucanas, a exemplo do rodoanel e da marginal Tietê.



CARTÕES-POSTAIS
Grandes obras como o Rodoanel, a Marginal e a Jacu Pêssego são vitrines da campanha tucana
Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel, ao lado dos principais líderes do partido. A portaria, publicada no “Diário Oficial” em 21 de abril, não explica os motivos da demissão do engenheiro, mas deputados tucanos ouvidos por ISTOÉ asseguram que foi uma medida preventiva. O nome do engenheiro está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa entre 2008 e 2009. No inquérito estão planilhas que listam valores que teriam sido pagos pela construtora ao engenheiro. Seriam pelo menos quatro pagamentos de R$ 416,5 mil entre dezembro de 2007 e março do ano seguinte. Apesar de o relatório de inteligência da PF citar o nome do engenheiro inúmeras vezes, Paulo Preto não foi indiciado e, em janeiro, o inquérito da Operação Castelo de Areia foi suspenso por causa de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça. O temor dos tucanos é que durante a campanha eleitoral a liminar seja suspensa e a Operação Castelo de Areia volte ao noticiário.
Outro episódio envolvendo o ex-diretor da Dersa foi sua prisão em flagrante, em junho deste ano, na loja de artigos de luxo Gucci do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Solto um dia depois, ele passou a responder em liberdade à acusação de receptar um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil. Paulo Preto e o joalheiro Musab Fatayer foram à loja para avaliar o bracelete, que pretendiam negociar. Desconfiado da origem da joia, o gerente da loja, Igor Augusto Pereira, pediu para que o engenheiro e Fatayer aguardassem. Ao cruzar informações sobre o bracelete negociado, o gerente da Gucci descobriu que aquela joia havia sido furtada da loja em 7 de maio. Em seu depoimento, o gerente da Gucci disse para a polícia que foi Paulo Preto quem entregou o bracelete para que ele o avaliasse. O ex-diretor da Dersa alegou ter recebido a joia de Fatayer e que estava disposto a pagar R$ 20 mil por ela.
O eventual prejuízo provocado por Paulo Preto pode não se resumir ao caixa da campanha. Um dos desafios imediatos da cúpula tucana é evitar que haja também uma debandada de aliados políticos, que pressionam o comando da campanha em busca de recursos para candidaturas regionais e proporcionais. Além disso, é preciso reconquistar a confiança de eventuais doadores, que se tornarão mais reticentes diante dos arrecadadores do partido.
“Gente como eu tem prazo de validade”
Por Delmo Moreira
Aos 62 anos, Paulo Vieira de Souza está em plena forma. Ele é triatleta, já disputou 40 maratonas, nove ironman (modalidade que junta ciclismo, natação e corrida), 35 meia-ironman e duas ultramaratonas (prova com percurso superior a 42 quilômetros). Desde que foi exonerado da Dersa, em abril, acelerou seus treinos físicos para disputar, em Florianópolis, as provas seletivas para o Ironman mundial, que será realizado no Havaí. “Só fora do governo para fazer um treinamento desses”, diz ele. Mas está confiante: “Pela minha personalidade, não tenho medo de dizer: vou ganhar essa porra.” Este estilo direto de falar, segundo Souza, é responsável pelos problemas que vem colecionando: “Pareço arrogante e por isso incomodo muita gente.” Souza é suspeito de levar propina de empreiteiras, foi envolvido no estranho caso da compra de uma joia possivelmente roubada e acabou acusado de desviar recursos da campanha tucana à Presidência da República. Ele refutou todas essas acusações numa conversa de quase uma hora com ISTOÉ. A seguir, os principais trechos da entrevista:
ISTOÉ – O sr. é apontado como responsável pelo desvio de recursos arrecadados para a campanha do PSDB. O que o sr. tem a dizer sobre isto?
Paulo Vieira de Souza – Tem gente dizendo que sou responsável, mas desafio qualquer um a mostrar que tive qualquer atitude, em qualquer campanha em andamento, que coloquei o pé em alguma empresa, que pedi a alguém alguma coisa. Eles estão em campanha. Querem me eleger como bode expiatório porque estou fora. Mas eu não serei. Nunca trabalhei para a campanha deles.
ISTOÉ – Por que seu nome aparece no caso, então?
Souza – Empresário só ajuda quem ele quer. Acho que tem alguém querendo R$ 4 milhões de ajuda e não está conseguindo. Acho que alguém não foi atendido. Isto é uma briga interna do partido. Nunca fiz parte do PSDB e nunca farei.
ISTOÉ – O sr. nunca foi arrecadador do partido?
Souza – Nunca arrecadei. Não sei nem onde fica o comitê de campanha. Querem dizer que sou maluco? Que apareçam para dizer.
ISTOÉ – Mas o sr. já participou de campanhas políticas do PSDB.
Souza – Da campanha do Aloysio (Aloysio Nunes Ferreira Filho) eu participei. Mas não na gestão. Eu participava da logística, da compra de material, de impressos, da distribuição de material. Eu sempre fiz parte da logística das campanhas dele.
ISTOÉ – Qual é o seu relacionamento com Aloysio?
Souza – Sou amigo pessoal do Aloysio há 21 anos. Amigo de família mesmo. Ele conhece minhas filhas desde pequenas. E eu sempre ajudei como podia o Aloysio nas campanhas.
ISTOÉ – O sr. ainda é amigo do Aloysio?
Souza – Sempre.
ISTOÉ – Vocês ainda se falam?
Souza – Sempre.
ISTOÉ – Qual foi a última vez que o sr. o encontrou?
Souza – Foi hoje (quarta-feira 11) pela manhã. Ele ia fazer a gravação do programa dele à tarde ou à noite. Meu relacionamento no governo do Estado sempre foi com o Aloysio e com o Luna, o secretário do Planejamento, que era o coordenador dos convênios entre Estado e prefeitura. Sou amigo pessoal do Aloysio e isso não vou negar nunca. Não sei o que ele vai falar. Mas sou amigo pessoal dele. Só não estou na campanha agora porque pedi para não participar. Não queria dar nenhum problema, em função daquele caso recente que aconteceu comigo.
ISTOÉ – O sr. está sendo processado como receptador de joias roubadas?
Souza – Jamais eu compraria alguma coisa roubada. Só ainda não dei a minha versão porque não tranquei o processo, que está entrando agora em juízo, com minha defesa. Depois vou falar. A tese é de receptação, mas eu não comprei. Por isso é que fui na Gucci. Alguém que quer vender joia roubada vai lá? Eu levei uma joia para verificar a autenticidade e o valor. Agora, você vai comprar um carro, o carro tem problema e você acaba preso? É uma aberração. Eu não fui preso no Iguatemi. O “Estadão” também diz que eu estava vendendo a joia. É mentira.
ISTOÉ – O seu nome também aparece na investigação da operação Castelo de Areia, da PF, sob acusação de receber propina da construtora Camargo Corrêa. Foi outro engano? Não é muito azar?
Souza – Eu não sei como colocaram meu nome lá, com que propósito ou baseado em quê. Vi que tem uma lista de ajuda política, para deputado estadual, federal. Tem até o Carvalho Pinto! Vi que colocaram meu nome na lista: Paulo de Souza, coordenador do Rodoanel. Acho que adotaram um critério dentro da Camargo Corrêa de colocar o nome dos coordenadores relacionados a cada obra.
ISTOÉ – Ao lado de seu nome aparecem valores: quatro parcelas de R$ 416 ,5 mil em quatro datas seguidas. O que são esses valores?
Souza – Não sei. A mim nunca ninguém entregou absolutamente nada. O lote da Camargo Corrêa na obra era de R$ 700 milhões e a obra foi entregue no prazo, só com 6,52% de acréscimo. É o menor aditivo que já houve em obra pública no Brasil. Se isso desagradou a alguém, não sei.
ISTOÉ – Por que o sr. saiu da Dersa?
Souza – Eu fui exonerado pelo atual governador no dia 9 de abril. Até hoje não me informaram o motivo. Minha exoneração foi uma decisão de governo. Eu não pedi as contas.
ISTOÉ – O sr. nem imagina as razões de sua exoneração?
Souza – Acho que tem a ver com a forma como sempre agi nesses cinco anos em que trabalhei no governo. Tem a ver com meu estilo. Sou de tomar atitudes, de decisão, de falar o que penso. Fui premiado por meu trabalho como gestor público. Eu criei muito ciúme no governo.
ISTOÉ – Quem tinha ciúme do sr.?
Souza – Acho que pessoas como eu têm prazo de validade. O Rodoanel foi a primeira obra pública que tinha dia e hora para terminar. É meu estilo de gestão e nem todo governante gosta desta forma de agir. Na engenharia da Dersa quem mandou fui eu. Não sou mais uma jovem promessa. Sou uma ameaça para os incompetentes.
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O conjunto da matéria , alimentada por Alckmistas e desafetos de Serra e Aloysio ( José Anibal, por exemplo ), direciona conclusões falaciosas:
Do dinheiro arrecadado por Paulo Preto, R$ 4.000.000,00 desapareceram.
Paulo Preto é da confiança de Aloysio que é da confiança de José Serra.
Paulo Preto toma dinheiro do empresariado; que paga “por medo da caneta” atrapalhar os negócios.
Paulo Preto é denunciado por membros do PSDB, mas o Governo “por contingências” o mantém firme e forte.
Paulo Preto é da confiança do primeiro escalão; há anos pertence a estrutura de governos do PSDB.
MAS NEM SEQUER É AFILIADO DO PSDB.
A nossa conclusão: PAULO PRETO NÃO ARRECADAVA “ESSA PORRA” DE DINHEIRO.
Os “oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTO É” : MENTIRAM!
PAULO PRETO JÁ GANHOU ESSA PORRA…
A absolvição pela suposta receptação, a maratona e a “parada administrativa”
O resto ficará por conta do leitor…
O DOUTOR JOSÉ SERRA DEVERIA SER PERGUNTADO ACERCA DA INFLAÇÃO IMOBILIÁRIA NO ESTADO DE SÃO PAULO…VOCÊS SABEM O QUANTO AUMENTOU EM MENOS DE TRÊS ANOS? 12
Serra diz que Dilma mentiu sobre salário de delegados de SP
Candidato tucano vai a Salvador lançar Plano Nacional de Segurança, mas anuncia apenas o que ele chamou de “ideias”
A candidata à Presidência pelo PT deu declarações horas antes de o ex-governador paulista lançar o que chamou de “ideias” para a área de segurança pública em Salvador (BA). Serra também disse que suas propostas têm sido copiadas.
“É mentira”, disse, ao responder sobre a declaração de Dilma feita mais cedo. Depois, diante da insistência dos jornalistas, ele resumiu: “Não é verdade (que os salários dos delegados paulistas são os baixos do País). Isso é bobagem”.
http://adpesp.org.br/vencimentos/nacional
COM A PALAVRA OS DELEGADOS DE POLICIA DO ESTADO DE SÃO PAULO
A FOLHA FAZ LEMBRAR ASSIS CHATEUBRIAND QUANDO CINICAMENTE FALAVA A SAMUEL WAINER: MEU JORNAL É PUBLICADO PARA ÚNICO ASSINANTE…(O GOVERNADOR DE SÃO PAULO) 11
Datafolha: Alckmin venceria 1º turno com 54% dos votos
Pesquisa Datafolha de intenções de voto para o governo de São Paulo mostra que, se as eleições fossem hoje, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, venceria a disputa no primeiro turno. De acordo com a mostra, divulgada nesta noite e encomendada pela Rede Globo e Folha de S. Paulo, o tucano possui 54% das intenções de voto, enquanto seu principal adversário, o senador Aloizio Mercadante (PT), tem 16%. Na última edição do levantamento, divulgada no dia 26 de julho, Alckmin tinha 49% e Mercadante, 16%.
Pela pesquisa divulgada hoje, o candidato Celso Russomanno, do PP, tem 11% das intenções de voto, seguido por Paulo Skaf (PSB), com 2%, e pelos candidatos Fabio Feldmann (PV) e Paulo Bufalo (PSOL), com 1% cada. Os demais candidatos ao governo de São Paulo não pontuaram. O total de votos brancos e nulos ficou em 6% e 8% não sabem ou não responderam em quem vão votar. No cenário para um eventual segundo turno, Alckmin venceria a disputa contra Mercadante por 65% a 25%.
A pesquisa foi realizada com 2.040 eleitores em 58 municípios paulistas entre os dias 9 e 12 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo nº 22.761/2010.
DILMA ABRE 8 PONTOS DE VANTAGEM 2
Datafolha aponta Dilma 8 pontos à frente de Serra
SÃO PAULO (Reuters) – O Datafolha confirmou a liderança da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, na corrida presidencial. Na pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Rede Globo, a petista está oito pontos à frente de José Serra (PSDB).
Pelo levantamento, Dilma tem 41 por cento das intenções de voto, Serra aparece com 33 por cento e Marina Silva (PV) tem 10 por cento.
A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Na pesquisa anterior, divulgada em 24 de julho, o Datafolha mostrava empate técnico entre Dilma e Serra. O tucano tinha 37 por cento e a petista aparecia com 36 por cento. Marina Silva também estava com 10 por cento.
Os outros candidatos não chegaram a 1 por cento cada. Brancos e nulos somaram 5 por cento e os que não sabem, 9 por cento.
Segundo o Datafolha, excluindo-se os indecisos, brancos e nulos e considerando-se apenas os votos válidos, Dilma estaria a três pontos percentuais de vencer no primeiro turno.
Em um eventual segundo turno, Dilma teria 49 por cento e Serra, 41 por cento.
Na pesquisa Ibope, divulgada na sexta-feira passada, Dilma liderava com cinco pontos de vantagem em relação a Serra. Ela tinha 39 por cento e ele, 34 por cento. Marina aparecia com 8 por cento.
O Datafolha avaliou ainda o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o instituto, houve estabilidade. Os que acham o governo ótimo ou bom somaram 77 por cento; regular, 18 por cento; e ruim ou péssimo, 4 por cento.
Foram feitas 10.856 entrevistas em 382 municípios entre os dias 9 e 12 de agosto.
(Reportagem de Carmen Munari



