A proposta de emenda constitucional nº 89/2003, aprovada pelo Senado e que ainda deverá ser votada pela Câmara dos Deputados, PRETENDE ACABAR COM A VITALICIEDADE DA MAGISTRATURA 5

FOLHA DE SÃO PAULO

Gabriel Wedy

O bode expiatório (ou a culpa é do juiz)

 

A aprovação da proposta de emenda constitucional nº 89 pelo nosso Senado não tem precedente nem nos tempos negros da ditadura militar

Desde o começo da história do homem sempre existiu a necessidade de se achar um culpado. Na tradição hebraica, por exemplo, os sacerdotes sorteavam um bode, que era abandonado no deserto para levar os pecados do povo de Israel. Daí a expressão “bode expiatório”. Há algum tempo que a magistratura, de maneira geral, tem sido usada dessa forma.

O acúmulo de processos pelo excesso de recursos previstos em lei que lotam os tribunais… é culpa do magistrado. O criminoso que é libertado porque a legislação assim determina e que volta a transigir… é culpa do magistrado.

Tem sido assim nos últimos anos; por isso, são comuns propostas que retirem direitos e garantias constitucionais de magistrados.

A proposta de emenda constitucional nº 89/2003, aprovada pelo Senado e que ainda deverá ser votada pela Câmara dos Deputados, é um desses casos. Definitivamente, foi uma decisão infeliz. Ela pretende acabar com o direito do magistrado de só perder definitivamente o cargo de juiz por sentença judicial com trânsito em julgado.

É claro que a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) é contra a impunidade em qualquer esfera da sociedade, inclusive no Judiciário. Mas isso não pode significar o fim de garantias e direitos que permitem ao magistrado agir com independência e autonomia.

Foi com esse fim que o constituinte criou salvaguardas que protegem quem exerce a magistratura contra abusos de terceiros. Tais salvaguardas são vitais para manter a estrutura da República que nasceu com a Constituição de 1988.

O magistrado não pode ter receio de condenar o réu, quando presentes as provas nos autos, seja ele um poderoso político ou um rico empresário.

A decisão do Senado não tem precedente nem nos tempos negros da ditadura militar que flagelou nosso país por mais de 20 anos. É completamente inconstitucional! A má vontade demonstrada pelos senadores mais parece uma retaliação às recentes decisões da Justiça, principalmente da Justiça Eleitoral, e da campanha da Ficha Limpa. O juiz, para julgar com imparcialidade, deve estar acima de qualquer tipo de pressão.

O texto agora será encaminhado à Câmara para votação. A Ajufe e os magistrados federais esperam daqueles representantes do povo bom senso e respeito às normas constitucionais; dessa forma, espera que o projeto seja rejeitado por lá.

Se isso não ocorrer, esta associação ingressará com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, onde temos certeza de que esta injustiça será corrigida.

GABRIEL WEDY, 36, é juiz federal, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

CONTEXTURANDO AS MATÉRIAS DO JORNAL O ESTADO: PRESIDENTE DO STF IRRADIA VETUSTO CORPORATIVISMO DA MAGISTRATURA BRASILEIRA MATERIALIZADO PELA BLINDAGEM DAS TRANSGRESSÕES DE SEUS MEMBROS E AVIDEZ DE BENESSES 1

Ao completar cinco anos, CNJ enfrenta divisão ideológica

Cenário: Luiz Alberto Weber – O Estado de S.Paulo 

Sintoma de uma patologia política, o hiperpresidencialismo brasileiro é topicamente controlado pela ação do Supremo Tribunal Federal. Nesse processo de segura-daqui-estica-dali, restaura-se uma espécie de equilíbrio dinâmico entre os Poderes. A ideia é manter a balança equilibrada.

Para ganhar musculatura e enfrentar a máquina governamental, potencializada às vezes por maiorias parlamentares, a sociedade “delegou” um mandato ao STF de até mesmo “errar” em suas decisões.

A tentativa do STF de fazer ressuscitar o gatilho salarial – que dispararia a cada 12 meses, recompondo perdas inflacionárias, bastando para isso uma penada do presidente da Corte e não uma lei aprovada pelo Congresso – é um “erro” que joga areia no sistema de freios e contrapesos.

Mesmo apontado como peça de ficção, o Orçamento público tem regras que impedem concessões indiscriminadas ou automáticas de aumentos e reajustes: deve se guardar a regra de um olho no peixe outro no gato em matéria de finanças.

Irradiado assim do STF, o corporativismo materializado nos aumentos, é mimetizado pelos demais órgãos . Ao completar 5 anos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidido pelo chefe do STF, vive um momento de divisão ideológica. 

De um lado, parte dos conselheiros defende uma atuação ostensiva do órgão. São partidários da tese de que o Conselho precisa ocupar seu espaço, marcar sua posição e atacar o esprit de corps.

Do outro lado do plenário, conselheiros, agora liderados pelo presidente Cezar Peluso, defendem uma retração do Conselho. Para estes, o CNJ deveria se ater a processos menos midiáticos, como o de punições de magistrados corruptos, para cuidar de temas da magistratura, como benefícios trabalhistas. O erro se propaga. 

Peluso aumenta controle de processos e abre crise no CNJ

Presidente do Supremo propõe votações secretas, diminui número de sessões e irrita[br]conselheiros

BRASÍLIA 

Criado sob críticas de juízes e como remédio contra o corporativismo da magistratura, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) dá sinais de estar sofrendo da mesma doença. Comandado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, crítico de primeira hora do CNJ, o órgão, como acusam alguns conselheiros, padece de um processo de esvaziamento.

Os sinais dessa crise são muitos, reforçados, conforme conselheiros, diariamente e desde que Peluso assumiu a presidência do órgão. No início do mês, por exemplo, Peluso propôs que o conselho passasse a julgar em sessões secretas os processos administrativos e disciplinares abertos contra magistrados. Hoje, os julgamentos são públicos, como determina a Constituição.

Peluso queria que o processo contra Paulo Medina, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acusado de envolvimento num esquema de venda de sentença, fosse sigiloso. Os demais conselheiros reagiram e o julgamento acabou sendo aberto. Medina foi condenado à pena máxima: aposentadoria compulsória.

Para exercer esse comando sobre o CNJ, Peluso passou a presidir todas as sessões. A questão é que, para conciliar a agenda com o STF, ele reduziu a quantidade de sessões. Antes, os conselheiros se reuniam quinzenalmente, às terças e, se necessário, também às quartas-feiras. O então presidente, Gilmar Mendes, presidia a sessão do STF e deixava o plenário do CNJ julgando. Na atual gestão, as sessões são quinzenais e apenas às terças-feiras.

Conselheiros pediram a Peluso que o plenário se reunisse também às quartas para que os processos não se acumulem. Nesses dias, o ministro Gilson Dipp, corregedor Nacional de Justiça, presidiria as sessões. Peluso não aceitou. Conselheiros sugeriram então que as sessões não fossem quinzenais, mas semanais. Peluso poderia presidir todas as sessões e a pauta não travaria. A proposta também foi rejeitada.

No mesmo sentido, o presidente quis aumentar o controle sobre os processos que seriam incluídos na pauta das sessões. Ao chegar ao Conselho, imaginou que teria o mesmo poder que tem no STF. No tribunal, a pauta é feita por ele. No CNJ, os conselheiros poderiam livremente levar os casos para a sessão e colocá-los em julgamento.

Conselheiros reclamam ainda que Peluso quer prestigiar as corregedorias dos tribunais de justiça estaduais e evitar a concentração de casos julgados pela Corregedoria Nacional de Justiça. O ministro argumenta que o CNJ deve atuar como subsidiário das corregedorias, não como o único censor a desvios praticados pelos magistrados.

O problema é que nos últimos dois anos as inspeções feitas pelo CNJ mostraram que as corregedorias locais, em sua maioria, não funcionavam. Via de regra, o corporativismo predominava e impedia que juízes fossem punidos pelos seus atos. O próprio Peluso já admitiu isso. / F.R. e M..G.

SERVENTUÁRIO DO JUDICIÁRIO FAZ JUSTA GREVE, MAS – “NO MOLE” – É MAGISTRATURA A BENEFICIÁRIA DE MAIORES GANHOS Resposta

Conselho amplia benefícios de juízes federais

Magistrados, que já gozam de dois meses de férias por ano, podem agora “vender” 20 dias e embolsar uma quantia a mais por ano

Mariângela Gallucci, Felipe Recondo / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo 

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que os magistrados federais devem ter as mesmas vantagens que já são garantidas a integrantes do Ministério Público Federal (MPF).

Por detrás dessa medida com fisionomia técnica, há uma ampliação de privilégios. Em consequência da decisão, assim como os membros do Ministério Público, os juízes, que já gozam de dois meses de férias por ano, poderão “vender” 20 dias e embolsar uma quantia considerável a mais por ano.

Além da possibilidade de vender um terço das férias, a simetria entre as duas carreiras garante aos magistrados direito a outros benefícios, como auxílio alimentação, licença-prêmio e licença sem remuneração para tratar de assuntos particulares.

No próprio CNJ há quem acredite que, se a decisão do conselho for questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), há grandes chances de a corte suspendê-la. Há uma súmula do STF segundo a qual o Judiciário não tem função legislativa e, portanto, não cabe a esse Poder aumentar vencimentos de servidores sob fundamento de isonomia.

A decisão do CNJ, tomada por 10 votos a 5, ocorreu seis dias depois de o STF ter encaminhado ao Congresso Nacional um projeto de lei para reajustar os salários do Judiciário da União em 14,79%.

Se o projeto for aprovado da forma como foi proposto, a remuneração dos ministros do STF, que estão no topo da carreira, deve passar dos atuais R$ 26.723 para R$ 30.675.

Argumentos. O advogado Luís Roberto Barroso, que defendeu os interesses da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), autora do pedido julgado pelo CNJ, afirmou ontem que a simetria entre as duas carreiras está prevista na Constituição. O mesmo argumento foi apresentado pelo conselheiro Felipe Locke, autor do voto que prevaleceu no julgamento no CNJ, ocorrido na terça-feira.

Legislação. A decisão do conselho foi criticada em Brasília. Para os contrários, o CNJ legislou. De acordo com eles, vantagens como a possibilidade de venda de parte das férias somente poderiam ser concedidas por meio de uma lei. Nunca por intermédio de uma decisão do CNJ.

“Ainda que não existindo a lei própria, o regime jurídico não pode ser diferente. As carreiras são simétricas. São duas carreiras típicas de Estado, que têm as mesmas garantias (como a vitaliciedade). Logo, o tratamento não poderia ser diverso”, disse Locke.

A tese de que seria necessária a aprovação de uma lei para equiparar as vantagens das duas carreiras foi contestada pelo advogado Barroso em um memorial encaminhado aos conselheiros no início da semana. “Ao contrário do que uma leitura apressada poderia sugerir, o que se pede no presente processo administrativo não é a criação de benefícios sem a intervenção do legislador, mas sim a aplicação direta de um conjunto de normas constitucionais que impõem a simetria entre as carreiras da Magistratura e do Ministério Público.”

Aplauso. A Ajufe divulgou ontem uma nota na qual o presidente da entidade, Gabriel Wedy, afirma que a decisão representou uma conquista “histórica e sem paradigmas”.

“Muitos colegas já estavam deixando a carreira pelo fato de os magistrados gozarem de menos prerrogativas do que as carreiras jurídicas e do que os seus próprios subordinados hierárquicos. Há setores da magistratura federal, a exemplo do ocorrido na Espanha e Portugal, que cogitam fazer paralisações ou greve, devido à insatisfação”, disse o presidente da Ajufe.

Em março, um mês antes de tomar posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça, o ministro Cezar Peluso disse que a corte deveria propor a redução de 60 para 30 dias das férias dos juízes, apesar de pessoalmente defender a prerrogativa. Até agora a proposta não foi feita.

 

Fiscal

O CNJ foi criado em 2004 pela Emenda Constitucional nº 45, para exercer o controle da atuação administrativa e financeira dos órgãos do Judiciário, bem como supervisionar o cumprimento dos deveres funcionais dos juízes.

 

 

Projeto do Supremo ressuscita gatilho salarial para ministros

Dispositivo incluído na proposta prevê reajuste automático por ato administrativo com base no IPCA a partir de 2012

BRASÍLIA

 

Projetos de lei encaminhados ao Congresso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Procuradoria-Geral da República podem ressuscitar a política do gatilho salarial, mecanismo vigente na época da inflação por meio do qual os salários eram reajustados automaticamente com base em índices oficiais.

Atualmente, para conseguir um aumento, o Judiciário e o Ministério Público têm de encaminhar projetos ao Congresso. Nas propostas enviadas na semana passada, no entanto, foi incluído um dispositivo segundo o qual a partir de 2012 o reajuste seria feito por um ato administrativo com base na variação do IPCA.

Na justificativa do projeto, o STF afirmou que o mecanismo “dispensará a necessidade de remessa anual de projetos de lei ao Congresso Nacional, o que tornará o processo legislativo mais célere”. “Terá por base índices anuais projetados pelo governo federal”, diz o projeto que propõe o reajuste dos salários dos ministros do STF dos atuais R$ 26.723 para R$ 30.675.

Cascata. Se a proposta for aprovada pelo Congresso, além do gatilho salarial, ela provocará um aumento em cascata nos salários dos magistrados e do funcionalismo público em geral. Isso ocorre porque a remuneração dos ministros do STF é o teto para o serviço público. Toda vez que ela é reajustada, ocorrem aumentos em todo o funcionalismo.

Há previsão de que o projeto terá impacto de pouco mais de R$ 2 milhões no âmbito do STF e de R$ 446,7 milhões no Judiciário da União.

Ontem, o ministro do Supremo Tribunal de Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, recusou-se a comentar a proposta de reajuste com base no IPCA. Após participar de reunião no Senado para discutir mudanças no código eleitoral, Toffoli reagiu irritado à pergunta se concordava ou não com a proposta enviada ao Congresso pelo presidente do STF, Cezar Peluso. “Aqui não é assunto da comissão. Não vou comentar assunto que não seja da comissão. Estou no Senado e não no Supremo Tribunal”, disse, visivelmente irritado.

Em 2007, quando a Câmara quis aumentar o salário dos parlamentares, o Supremo decidiu que era necessário uma lei e que, portanto, reajustes salariais não poderiam ser concedidos por ato da Mesa. / COLABOROU ANA PAULA SCINOCCA

MAGISTRATURA AFIRMA: ” Somos a única categoria que não conta com recomposição total da inflação” 8

O DIA – ON LINE

Justiça: reajuste de servidor tem que ser anual e pela inflação 

Rio – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) encaminharam à Câmara dos Deputados projeto de lei que visa reajustar o subsídio dos magistrados todos os anos com base na inflação. A proposta prevê que os ganhos sejam reindexados ao IPCA. A expectativa de economistas é que o Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo chegue aos 4,8% no ano que vem.

A medida garantiria, por meio da lei, que a remuneração da categoria fosse reajustada pela inflação, o que, de acordo com a classe, não vem acontecendo de maneira total desde 2005. “O subsídio tem que ser revisado, anualmente, desde que haja condições orçamentárias. Somos a única categoria que não conta com recomposição total da inflação”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), Luciano Athayde.

De acordo com o magistrado, além de acelerar a aprovação do reajuste, que estaria ligado à Lei de Diretrizes Orçamentárias, a proposta permitiria também ao funcionalismo do Executivo, Judiciário e Legislativo ter aumentos baseados na inflação. Isso porque, com a mudança no subsídio do STF, altera-se o teto salarial do funcionalismo público.

Apesar de já estar em tramitação, a proposta encaminhada à Câmara só será analisada e votada pela Casa depois das eleições. Se aprovada, elevará a R$ 30.675,48 os ganhos de juízes e desembargadores, inclusive no âmbito estadual — que hoje é de R$ 26.723,13. A medida vai provocar impacto nos cofres da União de R$ 446 milhões, com aumento de R$ 2 milhões apenas no STF. 

Congresso discute MAIS UMA QUADRILHA DO PAÍS: PEC que transforma agentes penitenciários em corporação. Tema é polêmico e causou até pancadaria 19

SEGURANÇA CARCERÁRIA

Mais uma polícia no país

Congresso discute PEC que transforma agentes penitenciários em corporação. Tema é polêmico e causou até pancadaria

Renata Mariz

 

No último esforço concentrado do Congresso Nacional antes das eleições, um acordo entre os líderes partidários pode garantir a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) recheada de polêmicas. Prevista para entrar hoje na pauta da Câmara dos Deputados, a PEC n° 308/2004, que transforma agentes penitenciários em policiais penais no Brasil, causou tumulto e até pancadaria ontem nas dependências da Casa. Onze ônibus trouxeram profissionais dos quatro cantos do país para reivindicar a aprovação da matéria. Em outra frente, pelo menos 25 entidades ligadas ao tema da Justiça e dos direitos humanos no país divulgaram manifesto contrário e fizeram contato com parlamentares para dissuadi-los da votação. Ao se encontrarem no Congresso ontem, houve confronto, mas ninguém se feriu. Ao governo federal, que já tornou público seu descontentamento com a proposta, só resta lamentar.

“Já nos manifestamos contrários, mostramos que essa ideia é absurda e representa um atraso institucional. Não existe nada parecido no mundo. Então, se mesmo assim vão votar, fazer o quê?”, resigna-se Airton Michels, diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça. Apesar das lamentações, o relator do projeto, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), garante que existe acordo para aprovar a matéria hoje, com a apresentação de um novo texto. É que a proposta original trazia, além da criação da Polícia Penal, suas atribuições, entre elas investigação dentro das prisões, captura de foragidos e combate ao narcotráfico direcionado às cadeias. “Não havia consenso, então fui procurado por agentes de várias cidades para fazer uma nova redação, que apenas cria a Polícia Penal. O funcionamento será resolvido por lei complementar”, afirma o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), autor do novo texto.

Para Teixeira, que concordava com a redação anterior, a saída foi a possível. “Em busca do ótimo, a gente perde o bom”, filosofa o parlamentar. Não é essa, entretanto, a avaliação do presidente da Associação Brasileira de Ciências Criminais (IBCCrim), Sérgio Mazina Martins. “Se dentro do próprio Congresso não há consenso sobre as atribuições dessa nova polícia, por que criá-la? A questão tem que ser debatida não só com os agentes, em âmbito corporativista. Mas sim com os operadores da Justiça, com as universidades, com as outras polícias.”

João Rinaldo, presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (Sifuspesp), onde estão quase 30 mil dos 100 mil agentes penitenciários do país, pensa diferente. “Sermos reconhecidos na Constituição nos dará força para exigir uma capacitação melhor. Hoje, o curso que recebemos ao ingressar na carreira é muito fraco”, alega Rinaldo. Presidente do Sindicato dos Técnicos Penitenciários do Distrito Federal, Gustavo Alexim defende a aprovação da matéria, enfatizando que o trabalho seria feito de uma forma melhor. “Hoje, ficamos muito amarrados e dependendo das forças policiais para atividades simples, como recaptura de presos e questões disciplinares”, enumera.

 

Agentes da lei

Conheça as atribuições das corporações existentes no país:

Polícia Militar

Faz o policiamento ostensivo para prevenir a ocorrência de crimes e manter a ordem pública. Cada estado e o Distrito Federal tem a sua corporação.

 

Polícia Civil

Tem a tarefa de apurar crimes, por meio de inquéritos, exceto as infrações de natureza militar. Também é ligada aos estados e ao Distrito Federal.

 

Polícia Federal

Mantida pela União, apura infrações contra a ordem política e social de interesse da União. Ou ainda crimes de repercussão interestadual e internacional. Cuida também do tráfico de drogas, contrabando e infrações tributárias. Emite passaportes e atua nas fronteiras.

 

Polícia Rodoviária Federal

Faz o patrulhamento das rodovias federais, atuando na questão do ordenamento do trânsito e também no combate ao contrabando, ao tráfico de drogas e à prostituição.

Polícia Legislativa

Trabalha no Senado e na Câmara dos Deputados em atividade ostensiva para manter a ordem e zelar pelo patrimônio. Também apura infrações penais ocorridas nas dependências das duas Casas.

 

Polícia do Exército

Responsável por zelar o cumprimento dos regulamentos militares. Atua apenas no âmbito das Forças Armadas.

 

Polícia Ferroviária Federal

Atua no patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.

Vox Populi dá 45% a Dilma e 29% a Serra 8

Vox Populi dá 45% a Dilma e 29% a Serra 

BRASÍLIA. Pesquisa do instituto Vox Populi, divulgada ontem, mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 45% das intenções de voto, contra 29% do candidato tucano, José Serra, e 8% da candidata do PV, Marina Silva.

Com esse resultado, Dilma venceria no primeiro turno, já que para isso basta que o total de votos válidos contabilizados por um candidato seja maior do que a soma dos votos obtidos por seus concorrentes.

Os demais candidatos não atingiram 1% das intenções de voto. Entre os entrevistados, 5% declararam voto em branco ou nulo, e 12% estão indecisos. A pesquisa foi feita entre os dias 7 e 10 de agosto com 3 mil pessoas em 219 cidades de todos os estados, exceto Roraima.

A região onde Dilma está mais bem colocada é o Nordeste.

Em Pernambuco, terra do presidente Lula, ela teria 66% dos votos, contra 19% de Serra.

O pior desempenho da petista é no Sudeste. Já Serra tem seu melhor desempenho no Sul e o pior, no Nordeste. Em São Paulo, onde foi governador até decidir se candidatar à Presidência, Serra teria 40% dos votos, contra 33% da petista.

Na última pesquisa Vox Populi, publicada em 22 de julho, Dilma tinha 41%, contra 33% de Serra e 8% de Marina. Outros 4% declararam votar em branco ou anular e 13% estavam indecisos.

O levantamento divulgado ontem foi registrado no TSE sob o número 22.956/10. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos.

 

A+ = “ALTAMENTE RECOMENDADOS”…VALE DIZER: um amigo ou parente “CONTRIBUINTE”… 7

Conforme a Folha revelou no final do ano passado, candidatos ligados a funcionários do IC foram aprovados irregularmente num concurso que teve 17,6 mil inscritos. Após a reportagem, o secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, anulou a segunda fase do concurso.

Os concorrentes “altamente recomendados” tinham um “A+” no verso do prontuário e aprovação praticamente garantida. Um “A” significava ser um amigo ou parente. Cruzamento feito pela Corregedoria revelou que 75 concorrentes receberam nota “A+”. Desses, 95% deles foram aprovados.

Procurado, Perioli, que continua como chefe da Polícia Científica, não quis falar. Além dele, outros quatro policiais são citados como envolvidos no caso. O então diretor do IC, José Domingos Moreira das Eiras, é um deles. Ele perdeu o cargo após a Folha revelar a fraude –um parente dele estava entre os beneficiados.

O colapso da polícia científica 2

O colapso da polícia científica

 

Enquanto no plano político dirigentes governamentais acenam com a possibilidade de construção do trem-bala e de outros projetos de duvidosa prioridade que exigem investimentos vultosos da União e dos governos estaduais, no cotidiano de algumas áreas da administração pública a situação é de carência de recursos humanos, de infraestrutura adequada e de equipamentos modernos. Isso pode ser visto nas escolas públicas, na rede médico-hospitalar e na área de segurança.

Reportagem publicada domingo no Estado mostra que, em matéria de perícia criminal, o quadro é sombrio. Em quase todo o País, a polícia científica não dispõe de maletas com kit de varredura de locais de crime e acidentes. Os peritos carecem de notebook, trena a laser, máquina fotográfica digital e até de material para exame de DNA e exame de balística com microcomparador. Sem esses equipamentos, é quase impossível produzir provas documentais para esclarecimento de homicídios e latrocínios. Muitas vezes, os peritos são obrigados a trabalhar somente com lápis e papel.

Em vários Estados, a polícia científica também não conta com laboratórios nem com reagentes químicos para fazer os exames mais elementares com o objetivo de identificar causas de mortes e produzir provas materiais. Faltam ainda cromatógrafos gasosos, luz forense, luminol e laboratório de fonética.

Por falta de veículos, há municípios em que os corpos de vítimas de acidentes de trânsito ficam até dez horas à espera de remoção. E as câmaras frias para a conservação de corpos têm mais de 30 anos de funcionamento e vivem quebrando. E, como também não há geladeiras em número suficiente, muitas vezes os corpos têm de ser sepultados às pressas, sem a realização de autópsia – e depois, havendo necessidade de apurar se a morte derivou de crime, acidente e causas naturais, é preciso exumar o corpo.

Para atender os 5.560 municípios brasileiros, existem somente 60 Institutos de Criminalística e Institutos de Medicina Legal. Segundo os especialistas, seriam necessárias, no mínimo, mais 300 unidades. A média considerada adequada é de um instituto para cada 15 cidades.

Para atuar nas 32 especialidades de perícia criminal adotadas pelo Brasil, conforme a legislação penal, existem cerca de 12 mil peritos. Como pelas recomendações dos organismos internacionais a média adequada é de 1 perito para cada 5 mil habitantes, o País tem uma carência de 26 mil peritos.

Os serviços mais precários estão no Norte e Nordeste e os mais eficientes, no Sul e Sudeste. E as deficiências mais graves estão nos Estados de Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão e Roraima, nos quais a maioria dos equipamentos para a realização de perícias e exames científicos está faltando.

Na falta de câmaras frigoríficas, por exemplo, os IMLs do Maranhão utilizam geladeiras comuns para guardar corpos. Em vez de luz forense multiespectral, a polícia científica sergipana utiliza nas análises uma precária luz ultravioleta – e ela está queimada. Em Pernambuco, o Instituto de Criminalística não está preparado para fazer exame de DNA e as poucas maletas de perícia não dispõem de notebook digital. Já o Rio Grande do Norte conta com laboratório de DNA, mas não tem funcionários para operá-lo. Em Roraima, como faltam equipamentos laboratoriais e reagentes químicos, determinadas perícias somente são concluídas se houver empréstimo de material pela iniciativa privada. Embora não disponha de laboratório de DNA, câmaras frias no IML, cromatógrafos e luz forense, o Piauí conta com um microcomparador balístico, que compartilha com o Maranhão e o Ceará.

A consequência inevitável do sucateamento da polícia científica no País é o baixo índice de esclarecimento de homicídios. A média nacional é de 25 crimes esclarecidos a cada 100. Mas nos Estados onde a perícia criminal praticamente inexiste, o índice cai para 2,8%.

Para reduzir a violência não basta só a repressão – acima de tudo, é preciso inteligência, equipamentos de ponta e uma polícia científica preparada e devidamente equipada. Sem isso, não há como debelar a crise de segurança pública.

Aumenta chance de Dilma vencer no 1º turno, diz Ibope 1

Aumenta chance de Dilma vencer no 1º turno, diz Ibope

Petista chega a 43% das intenções de voto, contra 41% dos adversários somados; Serra só lidera no Sul

 

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, entra no horário eleitoral pela TV com 11 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra. Com 43% das intenções de voto, ela poderia vencer no primeiro turno se a eleição fosse realizada hoje, segundo pesquisa do Ibope encomendada pelo Estado e pela TV Globo. Serra tem 32%, e Marina Silva (PV), 8%. Juntos, outros candidatos chegam a 1%. Ou seja, a petista (43%) e os adversários somados (41%) estão empatados dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. A pesquisa, concluída às vésperas do início do horário eleitoral, é a primeira a captar os efeitos das entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos, entre 9 e 11 de agosto. No dia 5, data do levantamento anterior do Ibope, a petista tinha 39%, e o tucano, 34%. Dilma deve a liderança ao eleitorado mais pobre. Entre os que têm renda familiar de até um salário mínimo, a vantagem sobre Serra chega a 22 pontos (48% a 26%). Na divisão por regiões, Serra só se mantem à frente no Sul (44% a 35%).

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, abriu 11 pontos de vantagem sobre o tucano José Serra. Com 43% das intenções de voto, ela poderia vencer no primeiro turno se eleição fosse realizada hoje, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo.

Serra tem 32% e Marina Silva (PV), 8%. Juntos, outros candidatos chegam a 1%. Ou seja, a petista (43%) e os adversários somados (41%) estão empatados dentro da margem de erro.

Levando-se em conta apenas os votos válidos (sem contar os brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 51% das preferências, enquanto Serra tem 38%. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter pelo menos 50% dos votos válidos mais um.

A pesquisa, concluída às vésperas do início do horário eleitoral, é a primeira a captar inteiramente os efeitos da série de entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos, entre os dias 9 e 11 de agosto. No dia 5, data do levantamento anterior do Ibope, a petista tinha 39% e o tucano, 34%.

“Dilma se consolidou como favorita e tem na pesquisa espontânea o que Serra só alcança na estimulada”, disse Márcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope. “Aumentaram as chances de vitória no primeiro turno, mas é preciso fazer a ressalva de que o horário eleitoral nem começou.”

A candidata petista deve a posição de liderança ao eleitorado mais pobre. Entre os que têm renda familiar de até um salário mínimo, a vantagem sobre Serra chega a 22 pontos porcentuais (48% a 26%). Na faixa de um a dois salários mínimos, a diferença entre os dois é de 15 pontos (45% a 30%).

Já nos segmentos de renda maior, de cinco a dez salários mínimos e acima de dez, Serra empata e lidera (41% a 41% e 48% a 29%, respectivamente).

Dilma conseguiu ultrapassar Serra no eleitorado feminino (39% a 33%) e, entre os homens, ampliou de 10 para 17 pontos porcentuais sua vantagem sobre o tucano. A petista perdia entre as mulheres até junho. Em julho, empatou com o adversário, situação que perdurou até a pesquisa do início de agosto.

Considerando o nível de instrução dos eleitores, Dilma mantém um melhor desempenho na parcela do eleitorado com escolaridade média,. Serra lidera apenas no eleitorado com ensino superior (40% a 34%), faixa na qual cresceu nove pontos.

Geografia do voto. Na divisão do eleitorado por regiões, Serra só se mantém na liderança no Sul. onde praticamente não houve variação nos índices de intenções de voto desde o dia 5. O tucano vencia por 42% a 34% e agora lidera por 44% a 35%.

No Nordeste, Dilma avançou de 46% para 53% e ampliou sua vantagem de 19 para 29 pontos porcentuais.

A principal mudança ocorreu no Sudeste, onde se concentra a maioria do eleitorado do País. Dilma saiu de uma situação de empate técnico (35% a 35%) para uma vantagem de nove pontos (41% a 32%).

Entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos, a candidata do PT tem vantagem de 13 pontos (46% a 33%). Na pesquisa anterior, havia um empate técnico nesse segmento. Nas faixas etárias acima de 25 anos, Dilma também lidera, mas por margens menores.

Outro item em que a petista leva vantagem é na expectativa de vitória. Agora, a maioria absoluta do eleitorado (51%) acredita que a ex-ministra da Casa Civil será a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 29%, Serra vencerá a eleição. No Nordeste, os índices dos dois são de 59% e 22%, respectivamente.

Rejeição e segundo turno. Os índices de rejeição dos dois principais candidatos seguem estáveis desde o início de junho. Enquanto 27% dos eleitores declaram que não votariam em José Serra de jeito nenhum, a rejeição a Dilma é de 19%.

Na pesquisa espontânea, modalidade em que os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Dilma aparece com 31%, 12 pontos à frente do presidenciável tucano. Pouco mais de um terço dos eleitores (35%) declara-se indeciso sobre sua intenção de voto (eram 44% na pesquisa anterior) e 7% têm intenção de votar em branco ou anular o voto.

Na eventualidade de ocorrer um segundo turno entre os candidatos do PT e do PSDB, a petista venceria por 48% a 37% se eleição fosse realizada hoje.

 

Dados técnicos

Foram entrevistados 2.506 eleitores em 174 municípios, entre 12 e 15 de agosto. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23548/2010

Serra: ‘picaretas’ hoje estão com Dilma 13

Serra: ‘picaretas’ hoje estão com Dilma

Tucano lembra declaração dada por Lula em 1993 sobre Congresso e critica ainda apadrinhamento em estatais

João Guedes* e Chico Luz* 

 

PORTO ALEGRE e NOVO HAMBURGO (RS). Durante o lançamento de um movimento suprapartidário de apoio à sua candidatura em Porto Alegre, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, lembrou, para alfinetar a presidenciável petista, Dilma Rousseff, uma famosa frase do presidente Lula. Serra ironizou a maioria governista na Câmara, mencionando sentença de Lula, que, em 1993, disse que o Congresso tinha 300 picaretas.

— Eu não sou daqueles que dizem que o Congresso tem 300 vigaristas ou picaretas. Teve alguém que disse isso. Hoje estão todos com a outra candidata.

O comentário foi feito quando Serra criticava concessão de cargos em estatais a apadrinhados: — Os Correios foram privatizados.

Sua diretoria não serve aos Correios, mas a partidos e setores de partidos. Nunca o patrimonialismo e a fisiologia avançaram tanto. Nunca o governo foi tão usado para fins privados como é hoje no Brasil.

Serra foi recebido numa churrascaria na capital gaúcha por militantes, vereadores, prefeitos e deputados de PSDB, DEM, PPS, PP, DEM, PTB e PMDB, que lançaram o grupo suprapartidário Gaúchos com Serra.

Depois, Serra foi a Novo Hamburgo, tradicional polo coureirocalçadista, onde visitou uma fábrica de calçados e deu entrevista a uma rádio e a um jornal.

Ao falar sobre carga tributária a empresários, o tucano defendeu redução dos gastos públicos para que os impostos caiam e voltou a alfinetar Dilma: — A desoneração tributária pedida aqui tem a ver com os gastos públicos, que estão crescendo demais. Dilma diz que a carga atual é boa, mas não é: é muito alta. É a maior entre todos os emergentes — disse, antes de criticar a taxa de câmbio. — A taxa de câmbio nos faz perder combatividade. Ela estimula o Brasil a importar, não a exportar, e o setor coureiro-calçadista sofre com essas condições macroeconômicas.

O tucano, porém, afirmou que o câmbio deve continuar flutuante, “mas de verdade”.

Na entrevista, Serra disse que o governo Lula se recusa a fazer concessões com a parceria privada e que “por isso o setor aeroportuário está paralisado”. ¡ (*) Especial para O GLOBO

CORREGEDORIA APONTA CELSO PERIOLI COMO ENVOLVIDO NA FRAUDE DO CONCURSO DE FOTÓGRAFOS POLICIAIS…MAS CAUTELOSAMENTE – COMO DETERMINA A JUSTA RAZÃO – AGUARDARÁ A OPINIÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA FORMAL INDICIAÇÃO CRIMINAL…O LADO INFELIZ: IDÊNTICA CAUTELA NÃO É ADOTADA EM RELAÇÃO AOS POLICIAIS CIVIS MENOS EMINENTES E VALOROSOS 6

http://cabecadebacalhau.wordpress.com/2010/08/17/corregedoria-conclui-que-chefe-da-policia-cientifica-de-sp-participou-de-fraude-em-concurso/

Procurado, Perioli, que continua como chefe da Polícia Científica, não quis falar.
Além dele, outros quatro policiais são citados como envolvidos no caso.
O então diretor do IC, José Domingos Moreira das Eiras, é um deles. Ele perdeu o cargo após a Folha revelar a fraude -um parente dele estava entre os beneficiados.
No documento enviado à Promotoria, a Corregedoria confirma a existência da fraude, recomenda o cancelamento da fase do concurso, mas não indicia ninguém -apesar de citar os nomes dos envolvidos.
A Folha apurou que caberá aos promotores o indiciamento (acusação formal) de parte da banca.

Segundo informações da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo houve fraude no concurso público para contratação de fotógrafos para o Instituto de Criminalística (IC) e as irregularidades tiveram participação do chefe da Polícia Científica, Celso Perioli. 7

Corregedoria liga chefe da Polícia Científica a fraude em concurso
17 de agosto de 2010 08h53  

Segundo informações da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo houve fraude no concurso público para contratação de fotógrafos para o Instituto de Criminalística (IC) e as irregularidades tiveram participação do chefe da Polícia Científica, Celso Perioli. Candidatos ligados a funcionários do IC foram aprovados irregularmente num concurso que teve 17,6 mil inscritos. O secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, anulou a segunda fase do concurso. Eles foram selecionados com altas notas entre os 128 aprovados, mesmo não respondendo a grande parte das questões da prova oral. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Uma senha irregular guiava a fraude. Notas de “A” a “C” foram registradas clandestinamente durante uma entrevista secreta realizada minutos antes da prova oral. O “A+” era aprovação praticamente garantida. Cruzamento feito pela Corregedoria revelou que 75 concorrentes receberam nota “A+”. Desses, 95% deles foram aprovados. A Corregedoria confirmou a existência de senhas nos testes de todos os 343 candidatos submetidos à entrevista, sendo 25% anotados por Perioli, que continua como chefe da Polícia Científica. Outros quatro policiais são citados como envolvidos no caso. O então diretor do IC, José Domingos Moreira das Eiras, é um deles. Ele perdeu o cargo. Caberá aos promotores o indiciamento de parte da banca.

 
redação Terra

RECORDANDO: A DELEGACIA GERAL CONSIDEROU O “DELEGADO SERGIO MARCOS ROQUE” MENTIROSO…O GOVERNO AMIGO, O SECRETÁRIO AMIGO, A PM “MAIS AMIGA AINDA” ( dias depois baixou a porrada em grevistas desarmados ) 22

1 de outubro de 2008 11:16
assunto[FLIT PARALISANTE – Jornal da Polícia.] QUARTA-FEIRA tem um comentário novo.

ocultar detalhes 01/10/08

SÉRPICO deixou um novo comentário sobre a sua postagem “QUARTA-FEIRA”:

DECLARAÇAO DOS DIRETORES – PC
SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA

POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO

CONSELHO DA POLÍCIA CIVIL

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Egrégio Conselho da Polícia Civil, integrado pelos delegados de polícia Diretores

de Departamento, em reunião realizada hoje, sob a presidência do Delegado Geral de

Polícia, tendo em vista a entrevista concedida à Folha de S. Paulo pelo delegado Sergio

Marcos Roque, presidente da Associação dos Delegados de Polícia, com o objetivo de

restabelecer a verdade, vem a público informar que o governador José Serra em nenhum

momento permitiu ingerências indevidas, de quem quer que seja, nos destinos da

Instituição responsável pela apuração das infrações penais.

Outrossim, cabe esclarecer que, quanto aos recursos materiais tidos como

insuficientes pelo entrevistado, os policiais civis operacionais são testemunhas de que,

em tempo algum, tiveram tantos equipamentos como armas, munições, coletes e viaturas

para o desempenho de suas funções.

Por outro lado, é descabida a assertiva segundo a qual o Secretário da Segurança

trata os policiais como se fossem “marginais”. É de domínio público o tratamento lhano,

cortês e sempre respeitoso que o Doutor Ronaldo Marzagão dispensa a todas as pessoas

com as quais convive. Ressalte-se que o Secretário, com equilíbrio e coerência,

qualidades fundamentais para liderar o processo de modernização da Polícia paulista,

tem apoiado todos os projetos apresentados pelos integrantes deste Conselho,

notadamente os voltados para a área de Tecnologia da Informação e de Inteligência

Policial.

A relação com a Polícia Militar é a mais cordial possível, haja vista os cursos

integrados, como o Superior de Polícia e de Piloto de Helicópteros.

DR. MAURICIO JOSÉ LEMOS FREIRE

DELEGADO GERAL DE POLÍCIA

DR. PAULO AFONSO BICUDO

DELEGADO GERAL DE POLÍCIA ADJUNTO

DR. GEORGE HENRY MILLARD

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO INTERIOR –
DEINTER 3 – RIBEIRÃO PRETO

DR. RUY ESTANISLAU SILVEIRA MELLO

DIRETOR DO DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO – DETRAN

DR. MARCO ANTONIO MARTINS RIBEIRO DE CAMPOS

DIRETOR DA ASSISTÊNCIA POLICIAL CIVIL DO GABINETE DO SECRETÁRIO

SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA

POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO

CONSELHO DA POLÍCIA CIVIL

DR. RENATO CRUZ SWENSSON

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO INTERIOR –

DEINTER 4 – BAURU

DR. MARCO ANTONIO PEREIRA NOVAES DE PAULA SANTOS

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DA CAPITAL – DECAP

DR. WALDOMIRO BUENO FILHO

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO INTERIOR –

DEINTER 6 – SANTOS

DR. ELSON ALEXANDRE SAYÃO

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DA MACRO SÃO PAULO –

DEMACRO

DR. JOSÉ CARNEIRO DE CAMPOS ROLIM NETO

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO INTERIOR –

DEINTER 9 – PIRACICABA

DR. WELDON CARLOS DA COSTA

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO INTERIOR –

DEINTER 7 – SOROCABA

DR. GAETANO VERGINE

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE INTELIGÊNCIA DA POLÍCIA CIVIL – DIPOL

DRª ANA PAULA BATISTA RAMALHO SOARES

DIRETORA DO DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO DA

POLÍCIA CIVIL – DAP

DR. CARLOS JOSE PASCHOAL DE TOLEDO

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE HOMICÍDIOS E PROTEÇÃO À PESSOA – DHPP

DR. YOUSSEF ABOU CHAHIN

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES SOBRE CRIME ORGANIZADO –

DEIC

DR. KLEBER ANTONIO TORQUATO ALTALE

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO INTERIOR –

DEINTER 2 – CAMPINAS

SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DA SEGURANÇA PÚBLICA

POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO

CONSELHO DA POLÍCIA CIVIL

DR. DIRCEU JESUS URDIALES

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO INTERIOR –

DEINTER 8 – PRESIDENTE PRUDENTE

DR. EVERARDO TANGANELLI JÚNIOR

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE INVESTIGAÇÕES SOBRE NARCÓTICOS –

DENARC
DR. ANTONIO MESTRE JÚNIOR

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DE SÃO PAULO INTERIOR –

DEINTER 5 -SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

DR. TABAJARA NOVAZZI PINTO

DIRETOR DA ACADEMIA DE POLÍCIA – ACADEPOL

DR. PEDRO HERBELLA FERNANDES

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE IDENTIFICAÇÃO E REGISTROS DIVERSOS –

DIRD

DR. GODOFREDO BITENCOURT FILHO

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DO INTERIOR – DEINTER 1 –

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

DR. ALBERTO ANGERAMI

DIRETOR DA CORREGEDORIA GERAL DA POLÍCIA CIVIL – CORREGEDORIA

Postado por SÉRPICO no blog FLIT PARALISANTE – Jornal da Polícia. em 1 de Outubro de 2008 11:16

VENDE-SE A POLÍCIA CIVIL…(EU COMPRO, MAS SÓ A PARTE QUE CHAMAM DE “RESTO” E OS “AMOTINADOS”) 12

CAPITULINO

para”dipol@flitparalisante.com” <dipol@flitparalisante.com>

data15 de agosto de 2010 20:17
assuntoVende-se a Polícia Civil
assinado porgmail.com

ocultar detalhes 20:17 (3 horas atrás)

Vende-se a Polícia Civil
Instituição com pouco mais de 100 anos, que em tese, seria a Polícia Judiciária, gera grandes “lucros” bom “baixo” investimento e gastos.

Bem localizada, sempre ha alguma por perto, seus funcionários se viram com pouco, acostumados a humilhações e não são exigentes.

Abaixo veja o quadro e suas características:

Delegado: Os cardeais são fiéis, como fantoches de seu dono e até com a PM. Os demais, parte vivem reclamando e nada fazem, outros, complementam seu salário com outras atividades, sendo também esses, fantoches. Bem domesticáveis, não se voltam contra seus superiores e donos.

Escrivão: Boa parte é acostumada a trabalhar em péssimas condições de trabalho, saúde e convivência. Alguns com problemas com alcool, outros nem ao menos sabem fazer um BO, porém, são exímios carimbadores e xerocopiadores.

Investigador: Trabalham em condiçoes precárias também, boa parte é o grande braço direito do Delegado, sendo grandes profissionais em buscar lanches e alimentos. Alguns são exímios contatores e economistas, outros, vivem de remédios para depressão e ficar acordado, pois, complementam sua renda em outras funções.

Agente de Telecomunicações: Grandes controladores de rádio, trabalham em condições sub-hamanas, quando não operam rádio, fazem com excelência e maestria seu trabalho de repassar e-mails, jornada de 6 horas.

Os demais: Tida como “resto” pela cúpula e alguns profissionais das carreiras acima descritas, é um grande coringa. Fazem a função desde Investigador a Escrivão, quando o chefe se cansar deles, ou, eles se rebelarem ou questionarem alguma ordem, basta falar que eles estão ali de favor, que é carreira de 1° Grau e humilha-los perante a todos, execrando eles de onde trabalham. Principais carreiras deste quadro, CARCEREIRO e AGEPOL.

E não é só isso

De brinde ainda leva a Polícia Científica que se acha “outra” Polícia, mas estão na mesma situação da Polícia Civil, dotados de Peritos e Médicos Legistas e os demais (parecido com o acima citado)
 
Principais ferramentas:

Boletim de Ocorrência (BO): Principal ferramente e serviço da Policia Civil, é o âmago da Instituição, já foi de ocorrências de cunho Criminal, porém hoje, qualquer assunto é caso de BO, estamos prontos para atende-lo, encaminha-lo a perícias que seriam particular, mas fazemos isso para você. Fonte de nossas estatísticas, podemos até maquiar sua natureza, por exemplo, um FURTO QUALIFICADO pode virar Estelionato e até BO Não Criminal, reduzindo assim o registro de furto, logo, podendo dizer que DIMINUIMOS O CRIME DE FURTO.

Inquérito Policial: Em sua grande maioria é um mero juntado de papeis, que não apontam ninguém e é meramente estatística. Quando esse aponta e prende alguém, é todo refeito no Judiciário, porém seus donos, Delegados, acham que peça fundamental.

Em ambos os casos acima, o Escrivao pode fazer com maestria, ou não, sem a participação efetiva de um Delegado, podendo assim, economizar em contratações, e o melhor de tudo, que o Escrivão não irá ganhar nada a mais por isso, logo, assim como os Delegados, sao bem domesticáveis.

Relatório de Investigação: Assim como os BO´s, muitos não chegam e nem apontam ninguém. Quando chegam será mais papel no Inquérito Policial e caso haja qualquer´dúvida, será encaminhado a Corregedoria.

Ordem de Serviço: É a maneira mais fácil de transformar um Investigador em Carteiro.

Laudo Pericial: Elaborado pelo Perito, segue o mesmo ritual do BO.

Corregedoria: Caso alguns dos seus funcionários, quiserem fazer motim, reclamar, pedir melhorias, basta acionar essa grande ferramente, que funciona como na época dos navios, os “chicoteadores” dos remadores do navio. Reclamou, CORRÓ Neles. Todos domesticáveis.

Ainda, o grande Marketing da PC, são os “Bad Boys” do GER, que são playboys e adoram se fantasiarem de policais amando fotos, fazendo isso com o proprio dinheiro deles.

Esta aberto o leilão!