A POLÍCIA CIVIL É LEGALISTA, ORDEIRA E MUITO OBEDIENTE…GOSTA DE PERNAMBUCANOS, DE PRETOS E DOS POBRES 18

Advogado vê ação política em blitz na casa de Netinho

01 de outubro de 2010 | 0h 00

Adriana Carranca – O Estado de S.Paulo

Investigado pela Polícia Civil e pela Justiça por suposta fraude na declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral, o candidato do PC do B ao Senado, Netinho de Paula, protestou ontem contra a ação policial na casa dele. “São Paulo vive um “estado de sítio, a polícia age como quiser”, protestou, durante comício em São Bernardo, no ABC. Segundo o advogado de Netinho, Alexandre Rollo, a busca policial na casa do candidato, no condomínio Alphaville 8, terça-feira, foi motivada por interesses políticos. 

Rollo entrou com representação na Corregedoria da Polícia Civil pedindo a apuração sobre a conduta dos policiais e também com um pedido de providências na procuradoria eleitoral contra a promotora eleitoral da 386ª zona, Bárbara Valéria Cury e Cury, responsável pela abertura da investigação criminal.

“Além de a diligência ter sido esdrúxula, quem tem competência para investigar eventual crime eleitoral é a Polícia Federal. Portanto, a promotora errou ao encaminhar o caso para a Polícia Civil”, disse o advogado. Ele atribuiu o caso a interesses políticos. “A dois dias da eleição é claro que o que estão tentando fazer é prejudicar a candidatura de Netinho”. O candidato do PC do B lidera as pesquisas de intenção de voto ao Senado, segundo as últimas pesquisas. A presidente do PC do B em São Paulo, Nádia Campeão, também falou em motivação eleitoral.

VOTE EM ALOYSIO MERCADANTE: SÃO PAULO MERECE UM BOM “SUJEITO” COMO GOVERNADOR 12

30/09/2010 21h31 – Atualizado em 30/09/2010 21h31

Em palanque de Mercadante, Lula faz último comício da campanha

‘Não temos que aceitar nenhuma provocação nesses dias’, diz presidente.
Ato em São Bernardo do Campo reuniu chapa majoritária do PT em SP.

Roney Domingos Do G1, em São Bernardo do Campo

Entre os candidatos ao Senado Netinho e Marta Suplicy, o presidente Lula com máscara de Mercadante em comício nesta quinta (30)Entre os candidatos ao Senado Netinho (PCdoB) e
Marta Suplicy (PT), o presidente Lula com máscara
de Aloizio Mercadante em comício nesta quinta (30)
(Foto: Cesar Ogata/Divulgação)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na noite desta quinta-feira (30), em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) de seu último comício de campanha no primeiro turno.

Com a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) no Rio de Janeiro para o debate entre presidenciáveis da TV Globo, Lula subiu no palanque de Aloizio Mercadante, candidato petista ao governo de São Paulo.

O presidente dedicou seu discurso a exaltar realizações de seu governo. Lendo dados em um papel, citou indicadores como desemprego, criação de empregos formais e renda do trabalhador para contrapor a gestão do PT no Planalto ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002).

“O Brasil vivia assustado com o FMI [Fundo Monetário Internacional]. Hoje uma coisa que me dá orgulho: não só a gente não deve nada ao FMI como eles devem US$ 14 bilhões para a gente”, afirmou o presidente, repetindo argumento comum em seus discursos e nos de Dilma.

O presidente pediu votos para Mercadante e se referiu a Geraldo Alckmin (PSDB), rival do petista na disputa estadual, como “sujeito”.

“Acho que hoje, Aloizio, nós temos garantido o segundo turno [na eleição em SP]. E o segundo turno é olho no olho. Em 2006 fui para o segundo turno com esse sujeito que está disputando com você. E o dado concreto é que cresci 12 milhões de votos e ele perdeu 3 milhões de votos”, disse Lula.

O presidente também citou rapidamente a decisão desta quinta (30) do Supremo Tribunal Federal que derrubou, em ação movida pelo PT, a exigência de apresentar dois documentos no dia da votação.

“Hoje houve uma decisão judicial e com só um documento com fotografia a pessoa pode votar”, afirmou o presidente, que nesta campanha dedicou trechos de discursos a orientações sobre documentos necessários para votar.

Lula afirmou ao público que “não temos que aceitar nenhuma provocação nesses dias” e pediu votos para Dilma somente em sua última intervenção.

“Nós levamos cinco séculos para votar em um metalúrgico, e depois de eleger um metalúrgico vamos eleger uma mulher presidente da República nesse país”, afirmou.

Netinho aponta motivação política em ação da polícia em sua casa
Candidato ao Senado na chapa do PT em São Paulo, Netinho (PCdoB) apontou, em discurso no comício, motivação política na ação da Polícia Civil realizada em sua casa na quarta-feira (28).

A polícia paulista abriu inquérito para apurar se Netinho omitiu bens em sua declaração à Justiça Eleitoral. O candidato vive em uma casa avaliada em cerca de R$ 2 milhões em um condomínio na Grande São Paulo, mas não declarou o imóvel. A polícia diz ter estado no local para fazer fotos externas.

“Essa semana foram na minha casa com a polícia, porque falaram que tem uma dívida fiscal. A polícia invadiu minha casa, mandou abrir. […] Tudo isso pelo seguinte: deve estar incomodando o negrão que vai para o Senado. E nós vamos incomodar mais”, disse Netinho, que apontou “emparelhamento” (aparelhamento) do estado pelo PSDB.

Em discurso, Lula também fez menção ao episódio. “Do que você foi vítima hoje eu sou vítima há muito tempo. Não permita que a agressao que sua família sofreu seja motivo para você baixar a cabeça.”

Supremo derruba exigência de dois documentos para votar 1

Por 8×2, ministros votam por apenas um documento oficial com foto na hora do voto, como a carteira de identidade ou o passaporte

iG São Paulo | 30/09/2010 14:41

A três dias da eleição, o Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira (30) que o eleitor só precisa apresentar um documento oficial com foto na hora do voto.

Oito ministros aceitaram Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo PT, que pedia fim da exigência anterior para apresentação do título de eleitor e mais um documento oficial nas eleições. Segundo a ministra Ellen Gracie, relatora do caso, agora o eleitor pode levar apenas um documento com foto, como a carteira de identidade, o passaporte, a carteira nacional de habilitação, a carteira de trabalho e a carteira de resevista.

O julgamento começou na quarta-feira (29) e quem iniciou a interpretação foi a relatora Ellen Gracie, que votou pela apresentação de apenas um documento e foi acompanhada, no primeiro dia, pelos ministros Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Cármem Lúcia.

Para Ellen Gracie, o eleitor precisa somente da apresentação de um documento oficial com foto para exercer o direito de voto. “A presença do título, que é praxe, não é tão indispensável como o documento com fotografia. Cada urna conhece seus eleitores. Cada uma tem no máximo 400 eleitores. Se outra pessoa tentar votar ali não será possível. O caderno de voto também contém dados de identificação dos eleitores, com data de nascimento e filiação”.

Com sete votos favoráveis ao fim da exigência, o ministro Gilmar Mendes pediu vista na ação. Com isso, o julgamento foi retomado nesta quinta-feira (30).

Mendes abriu seu pronunciamento queixando-se de interferências de posições eleitoreiras no posicionamento do tribunal. Ele afirmou que “lei pode ser inconveniente, mas não é inconstitucional” e votou pelo indeferimento da medida cautelar apresentada pelo PT, o que mantém exigência de dois documentos. Na sequência, o ministro Celso de Mello acompanhou a relatora do caso, Ellen Gracie, e votou pela apresentação de apenas um documento com foto. Depois, o presidente do STF, Cezar Peluso, concordou com Gilmar Mendes e votou pela exigência de dois documentos.

Peluso disse que deveríamos nos cercar de todas as garantias para “preservar o direito cível mais importante e garantir a legitimidade e autenticidade do processo eleitoral”. Ele afirmou que o título de eleitor acaba sendo documento “totalmente dispensável” e ministra Ellen Gracie pediu a palavra e afirmou que título de eleitor serve como comprovante de votação e que funcionários públicos devem apresentar documento para comprovar sua condição de eleitor e concluiu que título não é “inútil, na verdade é indispensável”. Ela reafirmou que ausência do título de eleitor “não pode impedir o cidadão de exercer seu direito de votar”.

NETINHO: “Nos últimos dias eu senti na pele o ódio da elite paulistana e de uma parte da imprensa, que inventa mentiras” 10

30/09/2010 – 20h50

Netinho ataca a imprensa e se diz vítima da elite

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

Netinho de Paula (PC do B), candidato ao Senado na chapa do PT, fez ataques na noite de hoje ao que chamou de “elite paulistana” e “parte da imprensa”.

Durante discurso em comício em São Bernardo do Campo, ao lado do presidente Lula e do candidato ao governo do Estado pelo PT, senador Aloizio Mercadante, Netinho disse que estava sendo perseguido.

“Nos últimos dias eu senti na pele o ódio da elite paulistana e de uma parte da imprensa, que inventa mentiras”, afirmou.

Netinho citou Lula no discurso, dizendo que imaginava o que “o presidente havia sofrido”. Lula também fez críticas à imprensa, em discursos em prol da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência.

O candidato narrou aos militantes episódio da última terça-feira, quando a Polícia Civil esteve em sua casa, em Alphaville, e fotografou a área externa do imóvel. Netinho é alvo de inquérito aberto a pedido do Ministério Público Eleitoral de Barueri, que investiga se o cantor omitiu bens em sua declaração á Justiça Eleitoral.

Ele vive em uma casa avaliada em R$ 2 milhões, que não está em sua declaração. “Todo mundo aqui sabe de onde vem o meu dinheiro. Eles foram na minha casa, bateram na porta e disseram: ‘É a polícia’. Meu filho perguntou se eles tinham mandado. E eles não tinham”, disse Netinho.

Segundo a Polícia Civil, apenas a área externa da casa foi fotografada, por conta da investigação promovida pelo Ministério Público, e portanto não haveria necessidade de mandado.

O candidato disse que está sendo alvo de ataques porque “o negrão está incomodando”. “Mas vai incomodar muito mais. Eu não vou responder com ódio. Vou ser um bom senador para eles [a elite e a imprensa]”, ressaltou, ao final.

SOLIDARIEDADE

Marta Suplicy (PT), que também concorre ao Senado e está no evento, disse ser solidária a Netinho.

“O adversário liga para o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir uma votação. Agora eles invadem um lar. E isso não está sendo feito por petista. Se o presidente fosse antidemocrático, ele estaria disputando o terceiro mandato e vencendo a eleição”, afirmou Marta.

A petista estava se referindo ao telefonema dado por José Serra (PSDB), candidato à Presidência, ao ministro Gilmar Mendes, do STF, às vésperas de votação de ação inciada pelo PT. O telefonema foi alvo de reportagem publicada hoje pela Folha.

O comício de hoje é o último da campanha de Mercadante. O presidente Lula ainda não discursou

FRAUDES NA CIRETRAN DE PERUÍBE TIRAVA PONTO DE CNHs 6

Delegado, funcionária e despachantes são alvos de operação do DETRAN; além de limpar os pontos, grupo cancelava multas

Marcelo Godoy, de O Estado de S. Paulo

Mais uma Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) foi alvo de uma operação deflagrada pelo Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN). Desta vez, a operação flagrou a unidade de Peruíbe (SP) como centro de um esquema criminoso de transferência de pontos e anulação de multas que contaria com a participação de policiais, funcionários da Ciretran e despachantes.

Por enquanto, os homens do DETRAN e o promotor Cássio Conserino, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), conseguiram encontrar provas contra cerca de 400 motoristas que pagaram para retirar pontos de suas carteiras. Todos devem responder a processo por corrupção passiva.

O DETRAN descobriu que uma funcionária da Ciretran era uma das principais “hospedeiras” de pontos no Estado. Hospedeiros são pagos para assumir infrações de outras pessoas. “Nosso setor de inteligência verificou no sistema que ela tinha 10 mil pontos na carteira”, afirmou o delegado Carlos José Paschoal de Toledo, diretor do DETRAN.

Quando o esquema foi detectado, em maio, o delegado responsável pela Ciretran, Bruno Jacinto de Almeida Junior, foi afastado. Mas as fraudes continuaram. Os investigadores continuaram vigiando a funcionária Cláudia Maria Gavazzi.

Até que ontem (29) de manhã, com ordem judicial, a força-tarefa do DETRAN, Gaeco e da Corregedoria da Polícia Civil fez buscas na Ciretran e nas casas dos delegado e da funcionária. Pelo que foi apurado até agora, Cláudia usaria a senha do delegado para transferir pontos para sua CNH e anular multas – sabe-se até agora que R$ 115 mil em multas foram canceladas dessa forma. Cláudia e o delegado negam as fraudes.

Nas buscas na casa do delegado, foram encontradas escrituras de imóveis comprados e registrados em nome do delegado e de sua mulher no período em que supostamente as fraudes ocorreram – 2009 e 2010. Para os investigadores, a compra dos imóveis pode ser o modo de lavar o dinheiro do esquema.

A força-tarefa também apura a inserção de dado falso no sistema do DETRAN, crime punido com pena de 2 a 12 anos de prisão, falsificação de documento público e uma possível formação de quadrilha

Globo promove hoje, às 22h30, o último – e mais importante – debate presidencial na TV 12

Por AE, estadao.com.br, Atualizado: 30/9/2010 8:15

Debate de hoje na TV é a última chance para candidatos

A dois dias das eleições, e num cenário em que a candidata Dilma Rousseff (PT) se empenha em garantir sua vitória já no primeiro turno, a TV Globo promove hoje, às 22h30, o último – e mais importante – debate presidencial na TV. A mediação será feita pelo apresentador William Bonner. Lá estarão, além de Dilma, seus rivais José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

Para Serra e Marina, é a última e decisiva chance de crescer junto ao eleitorado, plantar armadilhas para que Dilma cometa erros e tentar, assim, levar a disputa para o segundo turno. Tudo indica, pelo que se viu nas últimas semanas, que terão pela frente uma rival mais preparada que nos primeiros debates. É de esperar, também, que Marina bata mais forte nos dois e que Serra não repita as críticas e cobranças fortes que, nos debates anteriores, só o prejudicaram.

Mesmo à frente nas pesquisas, a candidata petista achou, assim como sua equipe, que era mais prudente comparecer, não repetindo o que fez há quatro anos atrás o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no debate equivalente – o último do primeiro turno. Favorito para a reeleição, Lula tomou, na época, a decisão de não aparecer.

Foi cobrado e criticado por cerca de duas horas pelos rivais, entre os quais Geraldo Alckmin (PSDB), Anthony Garotinho (PDT) e Heloísa Helena (PDT). A razão maior das críticas era o escândalo dos aloprados, divulgado nas semanas finais da campanha. Por pequena diferença, Lula não conseguiu maioria absoluta e a decisão ficou para o segundo turno.

Cinco blocos

O debate terá cinco blocos. O primeiro e o terceiro terão temas determinados; o segundo e o quarto, temas livres. O último será dedicado às considerações finais. As perguntas serão feitas sempre de candidato para candidato. Cada uma terá 30 segundos. A resposta, dois minutos. A réplica terá um minuto, mesmo tempo da tréplica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

JOSÉ SERRA POR MEIO DE TELEFONEMA A GILMAR MENDES OBSTRUI JULGAMENTO 24

Após falar com Serra, Mendes para sessão

Ministro do STF adiou julgamento que pode derrubar exigência de dois documentos na hora de votar, pedida pelo PT

Candidato e ministro negam conversa, que foi presenciada pela Folha; julgamento sobre se lei vale continuará hoje

MOACYR LOPES JUNIOR

CATIA SEABRA

DE SÃO PAULO

 

Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo.

 

A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista (mais prazo para análise), adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT). A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menos escolaridade.

A lei foi aprovada com apoio do PT e depois sancionada por Lula, sem vetos.

 

“MEU PRESIDENTE”

Ontem, após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens, que o informou que Mendes estava na linha.

Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como “meu presidente”. Durante a conversa, caminhou pelo auditório. Após desligar, brincou com os jornalistas: “O que estão xeretando?”

Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.

Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.

Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.

O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.

Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.

À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

 

CONSENSO

Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.

Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.

“A apresentação do título não é tão indispensável quanto a do documento com foto”, disse Ellen Gracie.

O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha seu título de eleitor. “Procurei em minha residência o meu título”, disse. “Felizmente, sou minimamente organizado.”

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.

O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.

O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um “excesso”. “Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança”, disse.

Colaboraram FELIPE SELIGMAN e LARISSA GUIMARÃES , da Sucursal de Brasília

TRIBUNAL DE JUSTIÇA GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA 1

29/09/2010
TJSP garante liberdade de imprensa

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e a secretária da Educação da cidade, Cleuza Rodrigues Repulho, tiveram negada liminar que pedia a proibição de comentários envolvendo seus nomes no Hoje Jornal, veículo de imprensa da região do ABC.
        Marinho e Cleusa foram mencionados em uma matéria do jornal que abordava irregularidades em processo licitatório e superfaturamento de obras. Com o recurso, eles pretendiam impedir a veiculação de seus nomes em matérias relacionadas aos fatos.
        Em sua decisão o desembargador Walter Piva Rodrigues, da 9ª Câmara de Direito Privado do TJSP, afirma que a censura não vigora mais no país. Para ele, se a Justiça aceitasse o pedido “estaria rompida a tradição democrática que tanto aproxima os órgãos desse Poder (Judiciário) do seu povo”.
        O mérito do recurso, um agravo de instrumento, ainda será julgado.

        Agravo de Instrumento nº 990.10.385498-5

        Assessoria de Imprensa TJSP – CA (texto) / AC (foto)

AUGUSTO PEÑA REGISTROU SUPOSTA AMEAÇA QUE LHE FEZ O EX-DELEGADO DE MOGI CARLOS JOSÉ RAMOS DA SILVA, O CAZÉ; ATÉ HOJE AGUARDA PROVIDÊNCIAS…O EX-SECCIONAL EGRESSO DO PEPC – QUE SE DIZ “33” – PODE AMEAÇAR E COMETER CORRUPÇÃO IMPUNEMENTE? 18

———- Mensagem encaminhada ———-
De: augusto augusto

Data: 29 de setembro de 2010 23:55
Assunto: DR. CONDE GOSTARIA QUE JA FICASSE COM A COPIA DESTES DOCUMENTOS –
Para: CONDE GUERRA

DR CONDE
GOSTARIAQUE FICASSE COM A CÓPIA DOS DOCUMENTOS ENCAMINHADOS EM ANEXO
OS COMENTÁRIOS A RESPEITO SERÃO REALIZADOS
SÓ PEÇO QUE AGUARDE ATÉ AMANHÃ PELOS COMENTÁRIOS , POIS DEPENDO DE UMA ÚLTIMA INFORMAÇÃO
 
 
ENTRETANTO UM COMENTÁRIO JÁPODE SER REALIZADO
 
ESTA É NOSSA CORREGEDORIA
PARECE QUE TUDO É ENGAVETADO , POIS ATÉ O PRESENTE , SEQUER FUI NOTIFICADO PARA TER DECLARAÇÕES COLHIDAS
 
 
É ISSO AI
O SECCIONAL CARLOS JOSÉ RAMOS DA SILVA ( MOGI DAS CRUZES ) PODE AMEAÇAR E COMETER CORRUPÇÃO ATIVA QUE NADA OCORRE
 
DELEGADOS DA CÚPULA PODEM COMETER CRIMES E NADA ACONTECE
 
FAVOR LER O BOLETIM DE OCORRÊNCIA 25/2009
 
 
AUGUSTO PEÑA
UM GRANDE ABRAÇO

Serra marca final da campanha no primeiro turno com ato esvaziado em São Paulo 1

PM/09/29 às 22:47 – REPÓRTER AÇO

Serra marca final da campanha no primeiro turno com ato esvaziado em São Paulo

29/09/2010 – 22h25 |
do UOL Eleições
Do UOL Eleições
Em São Paulo

Em um evento com público inferior ao previsto e sem a presença de figuras nacionais da oposição, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, realizou na noite desta quarta-feira (29) um de seus últimos compromissos públicos antes da votação de 3 de outubro.

Em segundo lugar nas pesquisas, ele tenta forçar um segundo turno contra Dilma Rousseff (PT), preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O tucano participou do encontro em uma casa de espetáculos no bairro onde nasceu, a Mooca, na zona leste da capital paulista. A organização esperava a presença de três mil pessoas, mas havia vários clarões no local, que se esvaziou rapidamente cerca de duas horas após o início do evento.

As campanhas eleitorais vão até a meia noite de quinta para sexta-feira (1º). O tucano ainda deve caminhar por ruas do Rio de Janeiro horas antes do último debate antes do primeiro turno, na TV Globo.

Estiveram presentes ao ato o governador de São Paulo, Albert Goldman (PSDB), o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM), os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin (PSDB), e ao Senado, Aloysio Nunes (PSDB), além de outros políticos locais.

Ausências

De fora do Estado, compareceram o deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA) e Roberto Freire, presidente do PPS, que recentemente trocou seu domicílio eleitoral de Pernambuco para São Paulo. Os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra, do DEM, Rodrigo Maia, e do PTB, Roberto Jefferson, que integram a aliança em torno do tucano, não apareceram. O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso também não compareceu.

Ao chegar, Serra se disse “confiante” em um segundo turno contra Dilma e pediu publicamente a seus aliados que sigam engajados depois da votação do próximo domingo. “Descanso da campanha só em novembro. Vamos ter outubro inteiro para fazer campanha pelo Brasil”, afirmou aos jornalistas.

Em seus discursos, repetiu a convocação “para quem esteja eleito ou não”. Depois de uma série de elogios aos políticos paulistas no palanque, Serra insistiu para que seus simpatizantes buscassem votos entre os indecisos e fez piadas. “Hoje, eu topo qualquer coisa. Quer que eu elogie o Corinthians?”, afirmou o candidato do PSDB, torcedor do Palmeiras.

O último comício de Dilma foi realizado na segunda-feira ao lado de Lula, no sambódromo da capital paulista.

Fim de Comédia/Infidelidade

Elizeth Cardoso

Composição: Ataulfo Alves//Ataulfo Alves/Américo Seixas

Este amor quase tragédia
Que me fez um grande mal
Felizmente esta comédia
Vai chegando ao seu final
Já paguei todos pecados meus
E o meu pranto já caiu demais
Só te peço, pelo amor de Deus
Deixe-me viver em paz
E eu não quero me fazer de inocente
Porém não sou tão má como disseram por aí
Eu quero é meu sossego tão somente
Cada um trate de si

Aquele que considera
O amor uma quimera
Vive longe do sofrer
Tem sempre os olhos enxutos
Crê no amor de dez minutos
E nelas não devem crer
São falsas na maioria
E quando um homem confia em tudo que a mulher diz
Eis a traição consumada
Uma vida desgraçada
Um lar a mais infeliz
Gostei de uma criatura
Sem moral, sem compostura
Sem coração, sem pudor
Era o dono do negócio
Sem saber que havia um sócio
Na firma do nosso amor
Felizmente ainda alegra
Saber-se que em toda regra
Tem sempre a sua exceção
Não, não julgo todas por uma
Pode ser que haja alguma
Com pudor e coração

Delegados de São Paulo protestam na praça da Sé 23

Delegados protestam na Praça da Sé por melhorias estruturais e na carreira
29/09/2010
 
Cerca de cem delegados de polícia se reuniram na tarde desta quarta-feira (29/9), na Praça da Sé, no centro de São Paulo, para cobrar melhorias na carreira e de condições de trabalho. O mote da campanha foi o pior salário do País — pago aos delegados paulistas — e o Projeto de Reestruração da Policia Civil, que tramita há mais de 10 anos sem solução.
De acordo com a presidente da Associação, Marilda Pansonato Pinheiro, o projeto moderniza a Polícia Civil e implica diretamente numa prestação de serviço de mais qualidade à sociedade, mas, segundo ela, falta motivação política para que isso aconteça. Também lembra que o Estado sofre com a falta de delegados, já que 31% das cidades não contam com titulares.
“Além disso, o acúmulo de funções prejudica o atendimento à sociedade. Há delegados que atuam como escrivães, motoristas e até carcereiros. O regime atual é de escravidão e a Segurança Pública em SP está falida”, protestou a presidente da entidade.
Marilda acrescentou, ainda, que o Estado está carente de delegados: são apenas 3,2 mil para 42 milhões de habitantes. “Isso sem contar que, dos 180 delegados que ingressaram no último concurso em novembro do ano passado, 20 já deixaram a carreira. Muitos preferem prestar concurso em estados vizinhos que oferecem salários maiores e deixar São Paulo”, conclui.
Ainda durante a manifestação, os delegados fizeram uma passeata até a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), localizada na Rua Libero Badaró, também na região central, com apitos, faixas com o personagem Pinóquio e nariz de palhaço.

Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno 2

Por Jose Roberto de Toledo, estadao.com.br, Atualizado: 29/9/2010 12:48

Na média de Ibope, Sensus e Datafolha, Dilma tem 54% dos válidos (fora a confusão)

Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.

Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.

Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.

Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de ‘zona de confusão’, que se soma à margem de erro.

No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.

O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.

O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.

Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.

Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.

PM vai com traveco para motel, mas a noite termina em tiro 16

Muito sururu nos meios policiais esta tarde, aqui nesta grande São Paulo. Tudo porque um policial militar estaria supostamente namorando com um travesti dentro de um motel da capital.
Segundo relato do 23o. DP, o PM Everton Martins Fonseca está sendo procurado, suspeito de balear, na madrugada desta quarta-feira, o travesti José Amaro Caetano da Silva, dentro do Motel Delirius, na Rua Doutor EdgarTeotônio Santana, 46, no bairro da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

http://cabecadebacalhau.wordpress.com/2010/09/29/pm-vai-com-traveco-para-motel-mas-a-noite-termina-em-tiro/

Policiais civis protestam em SP para pressionar governo a aprovar reestruturação 11

29/09/2010 – 18h23

Policiais civis protestam em SP para pressionar governo a aprovar reestruturação

JOW, DE SÃO PAULO

Cerca de cem policiais participaram na tarde desta quarta-feira de um protesto no centro de São Paulo que tinha como objetivo pressionar o governo a aprovar o projeto de reestruturação da Polícia Civil.

O evento, organizado pela Associação dos Delegados de Polícia de SP, começou na praça da Sé e terminou em frente ao prédio da Secretaria da Segurança Pública.

A quatro dias das eleições, os delegados descartaram o caráter partidário do protesto. “É uma manifestação política institucional. Queremos mostrar para a sociedade quais são as dificuldades que nós delegados passamos”, afirmou a presidente da associação, Marilda Pansonato Pinheiro.

Entre os pedidos dos delegados estão reajuste salarial, extinção de algumas carreiras da Polícia Civil e que seja implantada a inamovibilidade do profissional. Ou seja, que os policiais não sejam transferidos por decisões unilaterais.

“Os promotores e os magistrados já tem esse benefício. Eles têm autonomia para atuar. No nosso caso, não temos. Podemos ser transferido por uma questão política”, disse o delegado Geraldo Caputo, um dos que participou do protesto.

Para tentar atrair a atenção da população, os policiais contrataram ao menos 15 pessoas para distribuir folhetos, segurar placas de protesto e fazer uma apresentação teatral.

Quatro atores vestidos de palhaços fizeram a encenação de um programa de TV em que três entrevistadores questionavam um político, chamado Pinóquio, sobre questões relacionadas à segurança pública. Ao final de cada promessa, os manifestantes vaiavam, apitavam ou chamavam o palhaço de mentiroso.

A reportagem constatou que ao menos dois delegados que participavam da manifestação estava armados. Entretanto, o protesto foi pacífico, sem confrontos.

OUTRO LADO

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública disse que o projeto de reestruturação da Polícia Civil está tramitando no governo. O órgão não estipulou um prazo para que eventuais mudanças sejam aplicadas.

Sobre reajuste salarial, a secretaria informou que não há nenhuma discussão neste momento, já que os projetos de segurança pública visam atender todas as carreiras policiais, não apenas a de delegados.

Cerca de cem policiais civis participaram de protesto na região central da cidade de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/806779-policiais-civis-protestam-em-sp-para-pressionar-governo-a-aprovar-reestruturacao.shtml