| .11.2010 – 09:19 | ||||||||
| Reestruturação das polícias volta a ser discutida hoje | ||||||||
| Cristiane Bomfim – editornet@liberal.com.br | ||||||||
Região – O delegado seccional de Americana, João José Dutra, participa hoje de uma reunião no Deinter 9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), em Piracicaba, para discutir a reestruturação da Polícia Civil na RPT (Região do Polo têxtil). O encontro acontece ao mesmo tempo em que a Corregedoria orienta que todos os servidores municipais emprestados pela Prefeitura e Câmara de Hortolândia lotados nos distritos policiais e na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) sejam “devolvidos”. Embora não confirme a unificação das delegacias, Dutra afirma que a reestruturação seria uma possibilidade de se fazer segurança com mais recursos, uma vez que aproveitaria melhor a mão de obra dos profissionais, estando em um único local. No entanto, a unificação das delegacias sofre resistência na RPT. Na ocasião em que foi mencionada essa possibilidade, o promotor de Justiça os Direitos Humanos e do Patrimônio Público e Social de Americana, Sérgio Claro Buonamici, ajuizou uma ação civil pública contra o Governo do Estado de São Paulo, solicitando suspensão da liminar do projeto de reestruturação, no qual seriam fechados oito distritos da região. Após grande pressão popular e política, o governo voltou atrás e suspendeu o projeto, que entra na pauta de discussões após as eleições. Um delegado da região ouvido pela reportagem afirmou que a unificação dos distritos deve acontecer ainda no governo de Alberto Goldman (PSDB), para que o sucessor tucano Geraldo Alckmin não tenha que passar por “desgaste”. Segundo o presidente da Câmara de Hortolândia, George Burlandy (PR), a atitude da Secretaria de Segurança Pública do Estado em orientar a “devolução” dos servidores municipais à serviço da Polícia Civil pode ser considerada “irresponsável”. “Concordo que não deveria ter funcionários emprestados, mas a secretaria não se estruturou e a população não pode pagar o preço pela falta de investimentos no setor”, avalia. Em relação a essa questão, Dutra afirma que a Corregedoria deve ter visto alguma situação que destoa de outros municípios, estranhando a situação que a levou a fazer a orientação. No entanto, o delegado assegura que, para fazer isso, é preciso ter recursos. “Se tirar esses funcionários, vai virar um caos na estrutura das delegacias do município”, diz. DÉFICIT |
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