João Alkimin: é necessário que a sociedade que depende da Polícia se una em prol da valorização do Policial Civil. 31

Absolutamente estarrecedor o dito pelo Ministro Peluzzo a respeito a
tentativa de homicidio de um jovem no Amazonas “…e o jovem se salvou
por má pontaria e incompetência policial”.
Incompetência Senhor Ministro? Desde quando tentativa de homicidio é
incompetência? Ou má pontaria? Houve sim por parte da PM do Amazonas
uma clara e evidente vontade de matar, em São Paulo noticias dão conta
de que o DHPP apura 100 mortes que teriam sido cometidas por PMs. É
hora de se dar um basta a isso. Não é mais possível continuarmos com
essa matança desenfreada,assim como também não é possível quererem
transformar o Secretário de Segurança Pública em vítima de uma suposta
banda podre que o teria espionado, senão vejamos, quando os grandes
jornais noticiam é furo de jornalismo, haja visto a noticia do jornal
O Estado de São Paulo dando conta que o Procurador Geral da Republica
manteve encontro secreto com o ex Governador Arruda, isso é furo,
quando noticiei o encontro do Secretário de Segurança de São Paulo com
o jornalista Mario Cesar Carvalho, do jornal Folha de São Paulo é
espionagem.
Vossa Excelência também afirma no jornal O Estado de São Paulo que a
união das Policiais Civil e Militar não o repugna, acho que a nenhum
de nós brasileiros mas a mim particularmente preocupa, pois uma é
voltada para a investigação e outra infelizmente ainda com treinamento
militar inclusive de sobrevivência na selva, e lembro a V. Excelência
o massacre de Eldora dos Carajás, da Candelária no Rio de Janeiro, da
Detenção em SP, foi a Policia Civil senhor Ministro? E por falar em
detenção gostaria de relembrar uma história:  nos anos de chumbo uma
parte da tropa de choque era baseada no DOPS em SP e lá trabalhava o
então tenente Chiari e segundo historiadores foi quem informou a
Eduardo Leite o ‘ bacuri’ que o mesmo já estava morto conforme noticia
publicada em jornal do grupo Folha,do grupo Folha senhor Ministro,
posteriormente já como capitão esse mesmo oficial da PM foi processado
por racismo e mais tarde processado pelo massacre da detenção,
promovido a Coronel PM foi destacado para Comandante da Assessoria
Policial Militar do Tribunal de Justiça, Tribunal que V. Excelência
fazia parte e passou a conviver e a ser responsável pela segurança
daqueles que iriam julgá-lo, sem fazer nenhum juizo de valor relembro
que esse oficial e o Coronel Ubiratan foram condenados em 1º instância
a mais de 400 anos de prisão e na apelação o órgão especial do TJ
absolveu-os tendo os Desembargadores mediunicamente afirmado que os
jurados não queriam dizer o que disseram, isso a mim repugna.
Muito se fala em banda podre, ora, como já dise reiteradas vezes,
banda podre existem em qualquer lugar a saber: Justiça Federal – todos
em disponibilidade, Ministério Público – todos os que estão em
disponibilidade, Magistratura Estadual – todos os que estão em
disponibilidade, Ordem dos Advogados do Brasil – todos que tiveram seu
registro cassado.
Mas é necessário que se diga que quando um Juiz ou um Promotor comete
um ilicito, são colocados em disponibilidade quer dizer, não trabalham
mas continuam a receber seus salários, já Policiais e Advogados não.
É necessário que se banda podre existe e é obvio que existe, se dê
nomes, não se generalize, eu mesmo fui vitima da banda podre quando
fui baleado por matérias contra máquinas caça níqueis e, fui
processado por vários Delegado e o inquerito arquivado, mas não posso
dizer que todos fizessem parte da banda podre.
É hora e darmos um basta em ataques gratuitos contra a Policia Civil.
Dou como exemplo aos senhores o seguinte: as Policias mais violentas e
corruptas eram as de NY e LA,partiu-se então em NY para o programa
Tolerância Zero, o que ninguém diz é que embutido nesse programa
estava a vaorização profissional do Policial, o pagamento de salários
dignos, a elevação da auto-estima, portanto primeiro é necessário que
o Governo do Estado de SP valorize o homem, não adianta a compra de
viaturas novas, armas, sem se investir em salários dignos, em LA
aconteceu a mesma coisa.
Não sou ingênuo para acreditar que o simples aumento do salário acabe
com a corrupção pois em alguns ela já é inata, mais que diminuiria,
diminuiria. Vejamos, a Policia Federal hoje tão elogiada nos anos 70 e
80 era citada em todos os livros da Ditadura Militar como corrupta e
torturadora,hoje é tida como exemplo, entre outros fatores pela
valorização profissional e pagamento de salários dignos.
É necessário respeito aos operacionais da Policia Civil,
investigadores, carcereiros, agentes policiais, papiloscopistas,
talvez com a instauração da carreira única, não se justifica várias
carreiras para o mesmo fim.
É óbvio que existem perseguições dentro da Policia Civil,não tem
cabimento que um Policial de qualquer uma das carreiras como já
conheci vários que more em São José do Rio Preto, Ribeirão, ou outro
local seja por “castigo” transferido para longe da onde mora, quem
paga seu transporte? Sua alimentação? Sua hospedagem? Isso é no minimo
imoral, se não for criminoso, e um desrespeito não só ao Policial como
a propria população. O Policial que e obrigado a se deslocar de sua
residência as vezes viajando 3,4h já chega em seu local de trabalho
cansado,irritado e desmotivado.Quem paga?Todos.
É estarrecedor vermos Delegados de 2º Classe em Plantões de Distritos
e as vezes um 3º Classe Comissionado em Classe superior respondendo
pela titularidade. Isso no minimo é improbidade administrativa gerando
gastos desnecessários ao erario.
Cansei como cidadão de ver policiais doentes sendo obrigados a
trabalhar pois tem familia para sustentar e, se aposentar ou tirar
licença saude seu salário cairá. Isso é imoral, é desumano, é
criminoso.
Talvez fosse necessário que os cardeais da Policia tivessem menos
apego a suas cadeiras e olhassem para a Instituição. Hoje infelizmente
parece que não existem mais Mauricio Henrique Guimarães Pereira e
Kfoury.É imprescindivel que se olhe para o macro, que parem de olhar
só para si mesmos e olhem para a coletividade e para a Instituição.
O cargo de Governador ou Secretário de Segurança é passageiro, no
máximo 8 anos, já o Policial é concursado,só sai aos 70 se quiser.
Portanto, é hora dos Policiais se unirem, deixarem pelo menos por ora
suas diferenças e ódios de lado e se unirem pelo bem maior.
Talvez eu seja um visionário ou um estupido,alguns devem pensar “esse
João Alkimin atacou a Policia,levou tiros e agora a defende”, ocorre
que nunca ataquei a Instituição e a Defesa que faço é dos bons
Policiais que graças a Deus são a maioria.
Qual a saida?Greve?Não creio. Os prejudicados seriam os próprios
grevistas e em ultima analise ou talvez primeira a população
principalmente a carente, pois a Delegacia de Policia é muitas vezes o
ultimo local para se encontrar auxilio.
Contou-me um Delegado de Policia hoje, Juiz de Direito aposentado que
nos anos 80 quando plantonista no 4º Distrito da Capital havia um
senhor que vivia na rua e quando percebia que teria um ataque
epiletico ia para a Delegacia e lá encontrava auxilio, esse Delegado
que tenho orgulho de chamar de amigo é o Doutor Paulo Roberto da Silva
Passos, hoje emprestando seu brilho a Advocacia.
Policia é isso, combate sem treguas a marginalidade e auxilio a sociedade.
A Policia Civil em todas suas carreiras é tão boa quanto a Policia
Militar e tem que ser respeitada na mesma medida,não entendo, não
aceito e não admito por ser filho de Delegado de Policia que conseguiu
chegar a Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de SP essa
odiosa discriminação.
Portanto, é necessário que a sociedade que depende da Policia se una
em prol da valorização do Policial Civil.

João Alkimin

SE GRITAR PEGA LADRÃO…não fica um meu irmão 19

28/03/2011 – 07h35

‘Nunca vi coisa tão séria’, afirma ministra sobre fraudes de juízes

FREDERICO VASCONCELOS
DE SÃO PAULO

“Em 32 anos de magistratura, nunca vi uma coisa tão séria”, diz a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, ao falar das investigações que descobriram um esquema de empréstimos fictícios comandado por magistrados.

“O caso me deixa preocupada, porque está caminhando para a impunidade disciplinar. Mas é emblemático. É muito grave e deixa à mostra a necessidade do Poder Judiciário se posicionar”, diz.

Os desvios patrocinados por um grupo de juízes federais a partir de empréstimos concedidos pela Fundação Habitacional do Exército foram objeto de investigação dos próprios magistrados.

Ricardo Lima/Folhapress
'Nunca vi coisa tão séria', afirma ministra sobre fraudes
‘Nunca vi coisa tão séria’, afirma ministra sobre fraudes

Reportagem da Folha revelou que contratos foram celebrados em nome de associados fantasmas da Ajufer e juízes que desconheciam ter feito qualquer empréstimo.

Documentos mostram que, de 2000 a 2009, a Ajufer (Associação dos Juízes Federais da 1ª Região) assinou 810 contratos com a fundação. Cerca de 700 foram fraudados. Ao menos 140 juízes tiveram os nomes usados sem saber, aponta apuração da própria Ajufer.

Folha – Como começou a investigação na corregedoria?
Eliana Calmon – Tive conhecimento com a ação de cobrança. Chamei o dr. Moacir. Ele me disse que tinha havido vários empréstimos e que colegas não pagaram. Chamei a presidente que o antecedeu, dra. Solange [Salgado]. Então, tive ideia dos desmandos na administração da Ajufer.

Quem mais foi ouvido?
Conversei com o general Burmann [Clovis Jacy Burmann, ex-presidente da fundação do Exército]. Ele me disse que a única pessoa que cuidou dos empréstimos foi o dr. Moacir. Voltei a ele, que me disse tudo. A partir da hora em que ele me confirmou que tinha usado indevidamente o nome dos colegas eu não tive a menor dúvida.

Ele admitiu a fraude?
Ele admitiu tudo. E que os antecessores e diretores da Ajufer não participaram

O que a levou a determinar o afastamento do juiz [decisão suspensa pelo STF]?
Os juízes estavam nervosíssimos. Um queria dar queixa na Polícia Federal, o outro queria entrar com uma ação. Teve juiz que chegou a dizer que ia mandar matar o dr. Moacir. Enfim, eu teria que tomar uma posição.

O que a sra. temia?
Meu temor é que ele ocultasse provas ou fizesse incursões. Ele mandou me entregar uma mala de documentos. Os juízes auxiliares ficaram estupefactos de ver os os contratos, empréstimos de R$ 300 mil, R$ 400 mil. Causou muita perplexidade encontrar talonários de cheques já assinados pela presidente que o antecedeu.

Por que o TRF-1 não afastou o dr. Moacir, em janeiro, com base na investigação?
O corregedor votou pelo afastamento, mas o tribunal entendeu que era injusto afastá-lo e não afastar os demais envolvidos.

Alguns juízes temem que haja impunidade.
Doutor Moacir era uma pessoa muito simpática e o tribunal tinha dele o melhor conceito. Ficam com “peninha” dele. “Coitadinho dele”. Não é coitadinho, porque ele fez coisa gravíssima.

Entre os suspeitos há algum desembargador?
Há ao menos um desembargador envolvido, tomou empréstimo alto, me disse dr. Moacir, e não pagou.


MANIFESTO PELA DEMOCRACIA NA ADPESP…solicitam os Delegados de Polícia associados a mesma atenção dispensada pela presidente ao Senhor Secretário da Segurança Pública 274

MANIFESTO PELA DEMOCRACIA

OS DELEGADOS DE POLÍCIA, ASSOCIADOS EFETIVOS DA
ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO –
ADPESP, com amparo no art.14, inc.IV, c/c art.15, inc.I, III e IV, de nosso Estatuto
Social, convidam todos os Delegados de Polícia a participarem, no dia 31 de março,
às 11h30, na diretoria da entidade, sediada no 11º andar da Av. Ipiranga, n.º 919, nesta
capital paulista, DO MANIFESTO PELA DEMOCRACIA, oportunidade em que a Ilma.
Sra. Presidente será cobrada acerca de informações não prestadas à classe, bem como
sobre deliberações da diretoria que até a presente data não foram cumpridas.

A ADPESP passa por um momento jamais visto, em que além do
desprezo que a Administração Pública dispensa à classe, em especial, ao aposentado e
colegas com mais experiência, vigora o descaso da presidência em relação a inúmeros
colegas inativos, que sequer conseguem ter acesso à direção da entidade, com a
finalidade de serem ouvidos. Por pior que fossem os tempos, os aposentados sempre
se sentiram em casa, quando se encontravam na ADPESP, entretanto, hoje, as pessoas
que fizeram a história da Polícia Civil são tratadas como números dentro da entidade de
classe. A atual diretoria trata a querida Associação como uma empresa que necessita
apenas dar lucro, desprezando-se, em muitas oportunidades, a figura do associado.

A atual diretoria da ADPESP, desde que assumiu, em janeiro
de 2010, vem elitizando certos sócios em detrimento de outros, munindo-os com
informações que, via de regra, não são estendidas à classe. Em meio às inúmeras
reuniões a portas fechadas com o primeiro escalão do governo tucano, vem segurando
a classe num verdadeiro jogo de contra-informação. Prova disso foi o recente anúncio
de greve em abril, cuja publicidade foi feita através do site, ao mesmo tempo que
cultiva uma promessa de valorização salarial para o fim deste primeiro semestre, após
nova reunião a portas fechadas, gerando a total desmobilização da classe. Pior, sob a
justificativa de uma perfeita articulação, “jamais vista na história desta entidade”, tem
criado animosidade entre os associados, propalando que alguns não querem o bem
classe, pois possuem interesses políticos.

Não bastassem os prejuízos que a classe vem suportando com essa
política sectária praticada pela presidente da atual diretoria, que oprime os que pensam
de forma diferente, como se não fossem Delegados de Polícia ou como se fossem
inimigos da classe, insiste a mandatária, através de atos unilaterais, em descumprir o
deliberado em reunião da diretoria. Com isso, contrata e demite quem quer, adotando
políticas estratégicas à revelia de grande parte da classe.

Com base no exposto, acreditando que aqueles que não concordam
com a atual política não podem se calar, sendo obrigação do associado exigir que o
Estatuto Social seja cumprido, solicitam os Delegados de Polícia associados a mesma
atenção dispensada pela presidente ao Senhor Secretário da Segurança Pública, nos
últimos meses.

QUEM VAI QUERER O BACALHAU DA MARILDA PENSONATO

A Operação Delegada, o “bico oficial” em que policiais militares trabalham para a Prefeitura nas horas vagas, vai ser ampliada para toda a capital paulista 31

Operação Delegada alcança toda SP e 3.500 PMs poderão fazer ”bico oficial”

Ampliação para as 31 subprefeituras e acréscimo de 1/3 no efetivo ocorre em abril; ação já permitiu retirada de 15 mil camelôs das ruas

29 de março de 2011 | 0h 00

Paulo Saldaña – O Estado de S.Paulo

A Operação Delegada, o “bico oficial” em que policiais militares trabalham para a Prefeitura nas horas vagas, vai ser ampliada para toda a capital paulista. Até o fim de abril, as 31 subprefeituras contarão com PMs para atuar no combate ao comércio ilegal nas ruas. Neste ano, o orçamento já aprovado para a atividade é de R$ 100 milhões – quatro vezes maior do que o de 2010.

A ampliação começa no dia 4 e, de forma gradativa, alcançará as 17 subprefeituras que ainda não contavam com a parceria entre Município e o governo do Estado. A cidade ainda vai receber mais 850 policiais militares nessa nova fase. Contando os que já atuam na atividade, serão cerca de 3.500 homens empenhados até o mês que vem. “No ano passado, dobramos nossa capacidade de fiscalização para 280 mil sacos de produtos ilegais por ano. Queremos chegar a 300 mil”, disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo.

A secretaria estima que cerca de 15 mil ambulantes foram banidos das ruas, principalmente na região central, onde o problema era mais grave. “Quase 7 mil vendedores irregulares atuavam na área da Rua 25 de Março (importante centro de comércio popular) na época do Natal. Neste ano, esse movimento foi praticamente nulo.”

Desde 2005, a Prefeitura restringiu significativamente o número de autorizações para vendedores ambulantes. Hoje, o Município não emite novos Termos de Permissão de Uso (TPU) e revogou cerca de 4 mil nos últimos quatro anos. Os vendedores ambulantes se queixam. “Eles dizem que a gente é ilegal, mas não dão opção de legalidade. A Prefeitura não dá alternativa”, diz Jomh Wallis, presidente da Comissão Organizadora Trabalhadora Ambulante (Cotasp), que reúne 2,5 mil ambulantes.

A operação foi iniciada em 2 de dezembro de 2009. Cerca de 250 policiais militares, divididos em três turnos, começaram a patrulhar a região da 25 de Março. Naquele ano, o “bico oficial” estava só em três subprefeituras: Sé, Mooca e Santo Amaro. No ano passado, outras 11 receberam o mesmo esquema.

Com a expansão do convênio, agora em abril, a Subprefeitura da Penha contará com fiscalização também ambiental. No fim de 2009, a Prefeitura já havia acordado com a PM para combater invasões que ocorram em áreas de proteção ambiental ou de risco na região da várzea do Tietê, especialmente em áreas da Subprefeitura de São Miguel.

Criminalidade. A operação é vista com entusiasmo tanto pela Prefeitura quando por governo do Estado e Polícia Militar. Além de praticamente extinguir o comércio ambulante, visto como um problema paulistano histórico, a presença de mais policiais na cidade tem refletido nos índices de criminalidade. Segundo o comando da PM, nas áreas onde existe a operação, os roubos em geral diminuíram 59%. Os furtos caíram 20% e houve diminuição de 29% no furto de veículos.

O bico oficial também é visto como uma ótima opção para os policiais. Por mês, os PMs podem trabalhar até 96 horas na atividade. A remuneração, paga pela Prefeitura, pode chegar a cerca de R$ 1.600 por mês. Além do aumento na renda, o policial evita fazer “bico” fora da corporação. A Prefeitura ainda não descarta aumentar o número de policiais na atividade. Nos próximos três meses, isso será avaliado.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, afirmou que a violência e a corrupção policial no país são uma “questão crônica’’ e defendeu a unificação das polícias estaduais 94

Corrupção policial é crônica, afirma o presidente do STF

26 de março de 2011 às 09:09
Índice da edição - Edição 23,631
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, afirmou hoje que a violência e a corrupção policial no país são uma “questão crônica’’ e defendeu a unificação das polícias estaduais.

Peluso participava de um seminário de segurança pública promovido pela Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo, com parte da plateia composta por policiais.

Ele havia citado três casos de “graves problemas na área da segurança’’, entres eles o de um grupo de PMs de Manaus que atirou contra um adolescente desarmado e já dominado e o de policias paulistas que “teriam sido flagrados fiscalizando o secretário da Segurança’’, Antonio Ferreira Pinto.

Mesmo dizendo que não falaria dos “problemas de segurança, como a questão crônica da violência e corrupção policial’’, o ministro citou outro caso de corrupção. “Por mera coincidência, lembrei-me de que alguns anos atrás, o Amazonas foi obrigado a extinguir a Polícia Civil. Porque o grau de corrupção era tal que era impossível recuperar os agentes. Não sei como está hoje, mas foi uma tentativa’’, afirmou.

Peluso fez nova crítica à polícia, indiretamente dirigindo-se à Polícia Civil, ao falar de seu apoio à ideia de unificá-la à Polícia Militar. “Não me repugna, em princípio, pensar em unificação das carreiras policiais. Porque o ingrediente da disciplina, que é fundamental em quase todas as atividades humanas, me parece que, às vezes falte, para colocar um pouco de ordem em algumas instituições policiais’’, disse.

O secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, também presente, disse ver essa hipótese distante. “Particularmente eu sou a favor, mas acho que nós estamos longe disso. Muito longe. Acho que precisa debater, acho que isso tem que ser discutido. Cada polícia precisa saber o que vai perder, o que vai ganhar. Precisa efetivamente mostrar para sociedade o que é melhor.’’

Presídios – O discurso mais incisivo de Peluso foi dirigido ao sistema prisional brasileiro que, para ele, vive um “fracasso incontestável, senão da falência mesmo’’. Para ele há um “desprezo’’ do poder público pelas regras mínimas e “475 mil encarcerados’’ vivem em “condições sub-humanas’’. “Que eu diria até medievais. Em alguns casos eu comparo até com as masmorras medievais.’’

Ontem, no mesmo evento, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também citou o sistema como um dos problemas de segurança no país. “Temos nas nossas penitenciárias hoje verdadeiras escolas de formação de delinquentes. A reinserção social não é uma característica do nosso sistema.’’

http://www.jornalpequeno.com.br/2011/3/26/corrupcao-policial-e-cronica-afirma-o-presidente-do-stf-150259.htm

“Não passava por minha cabeça existir bandido usando farda” 26

DEPOIMENTO

“Não passava por minha cabeça existir bandido usando farda”

DE SÃO PAULO

Filho de Elza Pinheiro dos Santos, o motoboy Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, 30, foi torturado num quartel e morto por PMs em abril de 2010, segundo investigações. Leia depoimento dado ao repórter André Caramante:
“Minha dor hoje é maior. Me sinto com o coração mais despedaçado do que no primeiro dia. Porque só hoje vejo que ele não vai mais voltar.
Sou mãe de três filhos. Foi uma decepção saber que quem torturou meu caçula até a morte foi alguém que o povo paga do próprio bolso.
As coisas têm de mudar. Não podemos pagar por esse tipo de serviço. A população aprende a ter medo de bandido. Nunca passou pela minha cabeça existir bandido de farda. O Eduardo era pai de uma menina que está prestes a fazer três aninhos.
Após a morte do meu filho, recebi carta do comandante-geral da PM, o coronel Álvaro Batista Camilo. Vejo a carta como a posição de um chefe de família. Um chefe tem as suas responsabilidades. Mas não é isso o que ele espera dos seus subordinados. O comandante Camilo é um homem cristão. Essa carta trouxe para mim, de certa forma, um certo alívio. Como quem diz “nem tudo está perdido”.
Apesar de minha tristeza ter aumentado, minha esperança não morreu. Confio em Deus e continuo acreditando nas autoridades. Penso que o crime não vai ficar impune.
O fato de todos os PMs estarem soltos é uma falha da Justiça. Quem cometeu o crime não podia estar solto.
Não sei quem foi exatamente que fez isso. Sei que foram 12. Quem realmente torturou meu filho eu não sei.
Espero que a Justiça me dê a resposta. E digo mais: eles estão perdoados. Esse é um exercício diário do meu coração. Não vou deixar meu coração ser contaminado com o sentimento de falta de perdão, de desejo de vingança.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2503201103.htm

Relatório da Polícia Civil paulista aponta grupos de extermínio formados por PMs como responsáveis pelo assassinato de 150 pessoas na capital entre 2006 e 2010 24

Relatório atribui a PMs 150 assassinatos

Polícia Civil aponta dois grupos de extermínio na capital paulista; acusados negam envolvimento nos crimes

Abuso de autoridade, vingança, tráfico, jogo ilegal e até “limpeza” são motivadores das mortes, diz documento

Apu Gomes-13.mai.2010/Folhapress
 

Elza dos Santos, mãe de moto boy morto por PMs da zona norte, chora durante ato de ONGs em maio de 2010, em São Paulo

ANDRÉ CARAMANTE

DE SÃO PAULO

Relatório da Polícia Civil paulista aponta grupos de extermínio formados por PMs como responsáveis pelo assassinato de 150 pessoas na capital entre 2006 e 2010.
Entre as vítimas, 61% não tinham antecedentes criminais. Outras 54 pessoas foram feridas em atentados em que PMs são suspeitos -69% sem passagem pela polícia.
O relatório foi produzido no ano passado e aponta motivações para os assassinatos: 20% por vingança; 13% por abuso de autoridade; 13% pelo que o relatório chama de “limpeza” (assassinato de viciados em drogas, por exemplo); 10% por cobranças ligadas ao tráfico e 5% por cobranças de jogo ilegal; 39% sem razão aparente.
Alguns PMs da lista estão presos. Eles negam os crimes. O Comando-Geral da corporação não se manifestou nem informou exatamente quantos homens já puniu.
A investigação, a cargo do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), aponta dois grupos de extermínio de PMs: um da zona norte, outro da zona leste.
Cerca de 50 PMs são suspeitos de formar e unir os grupos para assumir o controle do tráfico de drogas e explorar jogos de azar.
O grupo da zona norte é conhecido como “Matadores do 18”, pois os acusados atuavam no 18º Batalhão. Esses PMs são suspeitos da morte, em 2008, do coronel José Hermínio Rodrigues, comandante da PM na área.
Pascoal dos Santos Lima e Lelces André Pires de Moraes são apontados como membros do grupo. Eles sempre negaram as acusações. Ontem, seus advogados não foram localizados pela Folha.
Preso em 2010, Valdez Gonçalves dos Santos, do 21º Batalhão, é considerado o chefe do grupo na zona leste.
Celso Machado Vendramini, advogado de Santos, diz que “ele não integra grupo de extermínio” e que “as acusações contra seu cliente não passam de pura maldade por parte do departamento de homicídios”. Santos será julgado em maio deste ano.
Doze mortes atribuídas ao grupo de extermínio “Os Highlanders”, que decapitava as vítimas, não estão no relatório. Esse terceiro grupo jogava os corpos em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, segundo investigações. O relatório da Polícia Civil computou só mortes na capital

DECAP : A GRANDE PASTELARIA DA POLÍCIA 86

…….DECAP : A GRANDE PASTELARIA DA POLÍCIA……. 

Já vou avisando : aquele que se candidatar para o próximo concurso de delegado, deve se conscientizar para depois não ficar falando na minha orelha já extenuada de tanto ouvir reclamação dos novatos.

 

-aqui você chora e, a mãe , o pai, o padrasto, amante, filhos choram juntos.

-você passará o natal, ano novo, carnaval, festas, aniversário, finais de semana, atendendo bêbados, putas, travecos e doidos, além dos PMS enlouquecidos pelos estresse.

-você receberá O PIOR SALÁRIO DO BRASIL, e após os descontos variados, o líquido não chegará ao que ganha um motorista de ônibus.

 

-você ouvirá nos plantões todos os desaforos que jamais ouviu em sua vida, proferidos por pessoas que nunca frequentaram um banco de escola, mas que têm ao lado uma coisa chamada corregedoria,ouvidoria, imprensa e outros paraquedistas em busca de fama ou voto popular.

-Aqui nessa terra de ninguém, nesse deserto sem dono, chamado de DECAP, você chega para trabalhar as oito da manhã e não tem hora para sair.Chega com 10 reais no bolso e sai sem nenhuma moeda porque tem de comprar água para tomar, dar dinheiro para vítima pegar o ônibus ou comprar ração para os cachorros que infestam as delegacias, muitos deles “estimação” das chefias.

 

-Nenhuma Portaria é obedecida no DECAP!

Então se prepare, pois as ESCALAS SÃO TODAS FALSAS !

Trabalhamos em 04 equipes, o assistente mentirosos só faz plantão diurno, os demais fazem diurnos nos finais de semana, feriados e todos noturnos, tudo EM CONIVÊNCIA COM OS TITULARES.

 

-NO DECAP NÃO EXISTE HIERARQUIA !

-Você, se for pobre, zica, não puxar o saco, enxergar além do umbigo, VAI FICAR 25 ANOS NO PLANTÃO DO DECAP, usando moletas, fraldão, tomando tarja preta, remédio pra diabete e pressão alta.

Mostre para seus pais,esposa e filhos este alerta se vc for inteligente, mas se não for, entre na fila de inscrição.

 

-Escrivão e investigador de terceira classe são chefes, enquanto aqueles de primeira classe fazem plantões e os delegados são obrigados a aguentar a revolta e os xingamentos desses policiais, por acaso, cheios de razão mas não são machos o suficiente para fazer valer os direitos.

 

-Você, novato, bem intencionado, vocacionado ou paraquedista que vai usar o salário apenas para pagar o cursinho do MP ou judiciário, se prepare e depois não me venha com choramingos, porque

se você não passar rápido no outro concurso, vai arrumar trocentas piças, além de vários empréstimos no Banco do Brasil.Seu nome vai rapidinho para o SPC, Serasa e então a corró vai te chamar devido a “lista negra” ou a “ lista de Scheeling” feita internamente pela Gestapo.

 

-Aqui no Decap tem também um estelionato continuado chamado “Bonde”.

O ex-Delegado geral, Dr.Domingos, único que ajudou a polícia, procurou resgatar sua dignidade, mas foi ceifado pelos poderes ocultos e explícitos, porque todo aquele que procura ajudar a polícia é exterminado, foi o autor da portaria que acabava com o bondeamento, porém…A PORTARIA NÃO É OBEDECIDA, pois bolaram um “ convite” para burlara descaradamente.

 

-O “ chefe” chama o policial e fala com a cara de sem vergonha “ olha…preciso trazer um amigo, um irmão, e preciso mandar alguém no lugar dele…quero que vc assine a permuta…vc sabe né ? Trabalhar com quem não conhecemos é problema…, etc, etc, o titular então tá pedindo pra você aceitar na boa, senão ele justifica e então pode ficar pior…”

 

-No Decap você irá registrar em média 30 ocorrências por plantão, dentre eles alguns flagrantes ou termos circunstanciados, o que te proporcionará uma grande chance de sempre ter de comparecer na corró nos seus dias de folga , considerando as reclamações por demora no atendimento do povão e,

na corró ninguém sabe o que é um plantão, a não ser aquele que é para prender polícia.

 

No Decap, as leis estaduais também não são obedecidas.Você pede férias ou licença prêmio e só consegue, algumas vezes, mediante ameaça de Mandado de Segurança, porque aqui é TERRA SEM LEI E SEM XERIFE !

 

-No entanto existe uma saída para você calouro na Polícia : antes do ingresso já arrume um padrinho.Com o padrinho, você sai da Academia e já é encostado em uma delegacia de departamento especializado onde fará de tudo, menos função policial.Vai registrar protocolados, mensagens, anotações em livros, arrumar a mesa do chefe, catalogar as viaturas, vigiar o serviço das faxineiras, fofocar e entregar os colegas.

-Feitos estes avisos, que depois não me venha pedir socorro nos plantões, reclamar das ocorrências, o salário, falar mal da polícia, do chefe, etc,etc, senão eu vou mandar você ir se foder.

 

-Ilustríssimo Senhor Doutor Diretor do DECAP, por favor, encarecidamente, não se deixe enganar pelas falsas e mentirosas escalas feitas pelos distritos policiais, estamos trabalhando em quatro ou três equipes, o assistente quando vem para o plantão é apenas no diurno, o titular fala que está substituindo delegado nos plantões, porém, são só dois (2) dias por semana, o que nos prejudica ainda mais, pois perdemos todos finais de semana.

Outra coisa, é muito delegado comissionado em classe superior, enquanto tem outros encostados e sem função.A moral e a transparência na administração pública não aceita mais a discricionaridade divorciada da justificativa.

 

-Não existe nenhuma alma boa, santo, exu, diretor, delegado geral, governador, que possam ajudar a polícia civil de São Paulo ?

-Vamos ter de repetir 2008, quando municiamos a imprensa com os escândalos para conseguirmos alguma mudança, ou novamente teremos de deflagrar a greve para o desgaste de todos ?

 

NÃO ESTAMOS PREOCUPADOS COM NENHUM SECRETÁRIO DA SEGURANÇA, porque não precisamos de secretários,para nós pouco importa se for o Mussoline ou o Lampeão, queremos condições de trabalho, salário, boa e justa administração da polícia, delegado geral que zele pela administração policial e que não faça jamais o jogo de políticos ou secretários, QUEREMOS UM DELEGADO GERAL QUE CUIDE DA POLÍCIA E QUE FAÇA OBEDECER AS PORTARIA EDITADAS ANTERIORMENTE !!!!

-ENTENDERAM ?

Ass: Exorcista de Plantão

Desabafo de Delegado da Polícia Civil de São Paulo – Delegado de Matão reclama da segurança pública 82

Desabafo de Delegado da Polícia Civil de São Paulo

26mar2011 Em: Polícia Civil, Polícia e Política, Ronda, Vídeos Policiais Autor: Danillo Ferreira

Um delegado da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP) resolveu desabafar publicamente sobre os desafios enfrentados no cotidiano da sua instituição: salários aquém dos desejados, efetivo reduzidíssimo (segundo ele, 31% das cidades do estado estão sem delegados) e falta de estrutura e equipamentos para trabalhar. No final do vídeo, um presidente do PSDB local, partido do Governador de SP, ratifica e reconhece a situação denunciada pelo policial.


http://abordagempolicial.com/2011/03/desabafo-de-delegado-da-policia-civil-de-sao-paulo/

bandidos fardados 50

———- Mensagem encaminhada ———-
De: WAGNER NUNES LEITE GONCALVES
Assunto: bandidos fardados
Para: dipol@flitparalisante.com

Bom dia Dr. Guerra segue editorial do jornal Agora de hoje(26/03/11)
 
 

Editorial
26/03/2011

Bandidos fardados

“Nunca passou pela minha cabeça existir bandido de farda.” A frase, de uma mãe de um motoboy torturado e morto num quartel da Polícia Militar, exprime toda a surpresa e a revolta diante de um fato absurdo.

Não se trata, porém, de um caso raríssimo, como seria de esperar. De 2006 a 2010, umas 150 pessoas foram assassinadas por PMs na cidade de São Paulo sem justificativa, segundo levantamento da Polícia Civil.

As motivações dos crimes revelam bem que se trata de bandidagem: 20% foram por vingança, 15% por cobrança de ligadas ao tráfico ou ao jogo ilegal, 13% por abuso de autoridade e 13% por “limpeza” (como a morte de viciados).

Para piorar ainda mais o que já é bem ruim, seis em cada dez vítimas não tinham antecedentes criminais. O fato de a maior parte dos mortos terem a ficha limpa reforça a sensação de desamparo. Passa a ideia de que qualquer um pode ser a próxima vítima.

Os principais culpados por esses crimes são dois grupos de extermínio, um na zona norte e outro na zona leste. O objetivo é explorar o tráfico de drogas, o jogo ilegal, oferecer proteção e “limpar” a área, como se os policiais militares matadores fossem menos criminosos que os bandidos que eles matam. Não são.

O controle sobre a polícia é fundamental para que a sociedade possa confiar nas forças de segurança. Para isso, é importante que os responsáveis por esses desvios –a minoria na corporação– sejam exemplarmente punidos. Senão, fica difícil deixar de sentir medo na hora em que a polícia chega.

 

OFÍCIO DA REPRESENTAÇÃO COLETIVA AO EXMO GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN 176

 

De: WAGNER NUNES LEITE GONCALVES

Data: 26 de março de 2011 10:04
Assunto: OFÍCIO AO GOVERNADOR
Para: dipol@flitparalisante.com

BOM DIA DR. GUERRA, OS COLEGAS DA REPRESENTAÇÃO COLETIVA  RECONHECEDORES DO EXECELENTE TRABALHO REALIZADO PELO SENHOR EM SEUS BLOG, SOLICITAM A GENTILEZA DE DIVULGAR O OFÍCIO ENCAMINHADO AO GOVERNADOR DE NOSSO ESTADO EM 24/03/2011.
UM ABRAÇO!

 

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O governador Geraldo Alckmin anunciou um plano de reforma das delegacias de polícia de São Paulo. 45

Governo do Estado vai reformar distritos policiais
Em 26/03/2011
 

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta semana um plano de reforma das delegacias de polícia de São Paulo. O objetivo é melhorar o atendimento à população e as condições de trabalho dos policiais. Levantamento preliminar do DAP (Departamento de Administração e Planejamento) da Polícia Civil i ndica que 168 unidades policiais necessitam de reformas. Há 1.333 delegacias de polícia no Estado.
Durante evento na 4ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia Militar, em Ermelino Matarazzo, zona leste da Capital, o governador e o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, asseguraram recursos para reformar as delegacias.
Alckmin frisou que serão empenhados grandes esforços de recuperação física, recursos humanos e informatização dos distritos. O Governo do Estado vai investir o que for necessário para melhorar as condições de trabalho e atendimento à população nos distritos policiais: “Tudo isso está sendo levantado, distrito por distrito, orçamento, obra física, aluguel que precisa ser trocado, prédio próprio que precisa ser reformado, informatização, totem, equipamento, recursos humanos”.
O secretário Ferreira Pinto disse que as reformas começarão por Guarulhos, onde, segundo ele, as delegacias estão em estado “deprimente” e não oferecem nenhuma condição de trabalho. Ferreira visitou algumas delegacias da cidade e contou o que viu: “Você passa por corredores com máquinas caça-níqueis apreendidas dos dois lados. Eu presenciei uma escrivã que na hora que ela levantou caiu o encosto da cadeira. Eu perguntei a ela como era difícil trabalhar ali. Então veja bem que situações degradantes que têm em algumas delegacias de polícia”.
A reforma começa por Guarulhos, a segunda maior cidade do Estado, com 1,3 milhão de habitantes e nove distritos policiais, além de seis delegacias especializadas. O secretário disse que um levantamento do Deinter também já foi feito e as reformas serão amplas: “Aquilo que é alugado é mais difícil de intervir, nós vamos ter que alugar outros imóveis, e aqueles que forem do Estado nós vamos reformar. O governador faz disso uma prioridade a partir de agora”.
A orientação do Governo do Estado é de melhorar as condições de trabalho e atendimento à população. Para isso, é preciso reformar, readequar, equipar, verificar os DPs que estão em prédios alugados e precisam ser transferidos para outros locais, além de integrar ao patrimônio da SSP novas edificações. As delegacias, para o governo, são um cartão de visita da Polícia Civil e devem estar adequadamente preparadas para receber a população, proporcionar condições de trabalho e melhor a atuação dos policiais.
Guarulhos
Depois da visita do secretário Antonio Ferreira Pinto para avaliar as condições das delegacias, o secretário-adjunto, Arnaldo Hossepian Junior, percorreu, na semana passada, dois distritos policiais da cidade de Guarulhos, acompanhado pelo diretor do DAP, Silvio Balangio Junior, e do delegado seccional de Guarulhos, Marco Antonio Pereira Santos.

O prédio acanhado do 7º DP, sem garagem para viaturas, foi o primeiro a ser inspecionado por Hossepian. No reduzido espaço do plantão, três pessoas aguardavam a vez de registrar uma ocorrência – o distrito já contabiliza 2.000 BOs este ano.
O prédio é pequeno para o número de policiais que lá atuam, em salas separadas por divisórias de madeira que não vão até o teto. Eles dividem espaço com grande número de máquinas caça-níqueis apreendidas, à espera de decisão judicial. “A situação até que melhorou, depois que 280 máquinas foram removidas para um galpão da prefeitura”, conta o delegado titular, Sidney Muniz dos Santos, que assumiu o distrito há duas semanas.
O delegado Sidney apresentou um imóvel situado na rua Itaparantim, que poderá receber as novas instalações do 7º DP de Guarulhos. O local é adequado pelo tamanho da área e tem capacidade para organizar as salas e para o estacionamento de viaturas.
De lá, o secretário foi à Vila Galvão, onde constatou as limitações do prédio que sedia o 2º DP.  Mais de 10 motos apreendidas compartilham o espaço de trabalho e passagem dos policiais. Não há estacionamento para visitantes nem para viaturas. O banheiro do térreo, onde as pessoas esperam para ser atendidas, não funciona.
O delegado José Humberto Xavier, responsável pelo DP, levou Hossepian até um prédio na avenida Eugenia Machado da Silva, cotado para uma possível mudança. O imóvel é grande e tem uma boa divisão de salas, além de possuir um amplo estacionamento. Requer apenas algumas obras de acabamento para se tornar a nova sede do 2º DP. Também foi aprovado pelo secretário-adjunto, pelo delegado seccional e pelo diretor do DAP.
Dos nove distritos de Guarulhos, pelo menos quatro serão reformados ou transferidos para outros prédios com melhores instalações. No plano traçado, a Prefeitura deve colaborar com as obras em dois DPs: 3º e 8º. Os investimentos no 7º e no 2º DP correrão por conta do Estado, afirmou Hossepian.

http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=20180

São Paulo não esclarece a maioria dos crimes 64

Em 2010, 46,1% dos homicídios foram esclarecidos. Dos carros roubados no 1º semestre, 41,5% foram recuperados

Daniel Torres, iG São Paulo | 24/03/2011 10:26

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O Estado de São Paulo ainda comemora a queda nos números de homicídios e outros índices de criminalidade retirados dos últimos balanços trimestrais da Secretaria de Segurança Pública do Estado e do Mapa da Violência 2011. Apesar disso o Estado sofre para modernizar seus procedimentos e tentar dar o próximo passo no combate à violência: a resolução dos crimes.

Para que um crime faça parte das estatísticas oficiais, são necessárias três etapas sucessivas: o crime deve ser detectado, notificado às autoridades policiais e, por último, registrado no boletim de ocorrência. Se isso acontecer, ele estará nas estatísticas estaduais, que até hoje era publicado a cada trimestre e começará a ser divulgado mensalmente.

Como os índices de resolução dos crimes não são divulgados, o iG apurou alguns dados referentes aos últimos anos diretamente com delegacias especializadas e outros órgãos. Nesse levantamento, a reportagem apurou que em 2010, apesar de ter havido 1.196 homicídios registrados na cidade de São Paulo, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHHP) trabalhou com 1.569 inquéritos policiais abertos, já que os crimes cometidos nos anos anteriores também foram investigados em 2010.

Desse total, segundo a polícia, 724 foram esclarecidos. Isso dá um índice de 46,1% de esclarecimentos. Ou seja, a maioria dos homicídios no Estado que melhor combate esse tipo de crime ainda fica sem solução.

Foto: Flávio Torres

São Paulo tenta evoluir os métodos de investigação para apresentar melhores índices de resolução

 

“Em alguns países a taxa de sucesso é de 60% ou 70%. Mas esses números são relativos a homicídios em uma delegacia especializada de São Paulo. Esse número de 46% é certamente muito maior do que nas delegacias de bairro e do interior”, afirma Sérgio Adorno, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da universidade. Para Adorno, que fez uma detalhada pesquisa sobre o trabalho policial nos anos 90, os índices gerais de solução dos crimes no Estado são muito piores que os divulgados nos casos de homicídios.

 

O comandante geral da Polícia Civil de São Paulo, delegado Marcos Carneiro Lima, que assumiu o cargo no início deste ano e é responsável por um efetivo de 34.653 policiais civis que atuam em mais de 2,5 mil distritos policiais, entende que existem gargalos na investigação criminal, mas defende que mudanças realizadas nos últimos anos melhoraram a qualidade do trabalho policial.

“Temos de colocar nossos esforços para fortalecer a atividade principal da policia que é a investigação. Precisamos diminuir a burocracia, diminuir as chefias desnecessárias e fazer com que os delegados foquem a concentração no policial que está fazendo o trabalho de investigação.”

Apesar dos números ainda não serem satisfatórios, a evolução da investigação é apontada pelas estatísticas, que também revelam como os números de crimes caíram na última década. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, em 2002, os agentes de investigação estiveram em 1.952 locais de crimes, resolvendo apenas 23,1% dos casos. Em 2010, quando a taxa foi de 46,1%, foram investigados 540 locais de crimes. Mesmo assim, os índices de resolução dos crimes nos últimos anos foram instáveis. Foi de 46,9% em 2007, 43,7% em 2008 e 36,1% em 2009.

 

Foto: Divulgação Ampliar

Marcos Carneiro Lima, comandante geral da Polícia Civil de São Paulo

Delegado titular da Delegacia de Homicídios de 2001 até 2007, e retornando ao cargo no início de 2011, Armando de Oliveira Costa Filho – que participou da investigação de vários casos complexos, como a chacina de 11 mendigos no centro de São Paulo, e os assassinatos do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, dos pais de Suzane von Richthofen, do pai de Gil Rugai, e do Coronel Ubiratan Guimarães – acredita que é o trabalho de inteligência e os investimentos nas equipes de investigação que são capazes de fazer com que os crimes sejam resolvidos.

“Nosso plano se baseou em três estratégias básicas: a melhoria da investigação policial, por meio da utilização dos instrumentos que a tecnologia nos oferecia; o entrosamento entre todas as unidades policiais envolvidas e a sociedade civil; e a cessação do sentimento de impunidade da população através da prisão dos autores. A Polícia Civil depende muito das informações passadas pela sociedade e pelas vítimas. E é só transmitindo uma sensação de mais segurança é que a sociedade irá retornar com informações que nos são úteis”, afirma.

Impunidade e descrédito

O descrédito da população com o trabalho policial não é algo novo ou difícil de encontrar. Em uma pesquisa realizada pelo Ibope para a Rede Nossa São Paulo divulgada no começo do ano, a satisfação média dos paulistanos com a segurança na cidade recebeu uma nota de 4,7 em 2011, em uma escala de 1 a 10. O índice é melhor que os 4,3 de 2010, mas ainda indica a insatisfação da população. Para a pergunta “pensando no seu dia-a-dia, que situações mais fazem com que você sinta medo na cidade de São Paulo?”, as respostas mais citadas foram: violência em geral, assalto e roubo, tráfico de drogas, e sair à noite.

Carros estão entre os bens que mais são recuperados pela polícia. Mesmo assim, o índice é menor que a resolução de homicídios. Segundo dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, que faz balanços anuais sobre o número de veículos furtados e roubados em todo o País, a média de veículos levados por bandidos que foram recuperados no primeiro semestre de 2010 no Estado de São Paulo foi de 40,5%. Em 2009, esse índice foi 40,9%; em 2008 foi de 31% e em 2008 foi de 33%. Os números mostram a tendência de evolução na recaptura, apesar dos números de furtos/roubos de 2010 ser menor que em 2009, mas maior do que 2007 e 2008.

“Quando analisamos a taxa de investigação de crimes contra o patrimônio vemos que o número é mínimo mesmo. Em geral, quando há o registro de uma ocorrência que não tenha muitos dados para a investigação, ela não vai para frente. O volume de casos é muito grande e não há recursos humanos que permitam dar conta de uma parte significativa dos casos”, analisa o professor Adorno.

Além dos crimes contra o patrimônio mais comuns, os delitos passam por fases cíclicas com os crimes da moda. Atualmente, a polícia de São Paulo luta para combater dois tipos que ganham o noticiário com frequência: crimes contra os condomínios residenciais e contra joalherias, especialmente as localizadas dentro de shoppings. Os dois modos de crimes fizeram com que o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (DEIC) criasse duas delegacias especializadas para essas modalidades de crime.

 

Foto: Divulgação

Assalto a joalherias de shoppings centers fez a polícia criar uma delegacia especializada em São Paulo

Para o delegado Júlio César Teixeira, titular da Delegacia de Repressão a Roubo de Joias, o número de 17 assaltos realizados contra joalherias em shopping centers da capital em 2010 deve cair porque, apesar de ter havido um ‘boom’ de casos, os assaltantes começam a ter dificuldades de conseguir bons valores nas peças roubadas.

Nos casos dos roubos a condomínios, que em 2010 foram cerca de 20, a dificuldade de rastrear os objetos roubados é maior ainda porque, na maioria das vezes, são levados dinheiro e eletrônicos. “Não posso garantir que esse tipo de crime vai diminuir nos próximos meses. Estamos trabalhando muito na delegacia para encontrar essas quadrilhas. São grupos que se especializaram nesse tipo de ação. Prendemos uma quadrilha no ano passado que só com ela conseguimos esclarecer quase metade dos casos”, afirma o delegado Mauro Fachini, titular da Delegacia de Repressão a Roubo a Condomínios.

Outro crime que está tendo atenção da polícia é o arrastão a restaurantes. Só este mês, seis estabelecimentos foram invadidos por bandidos na zona oeste de São Paulo. O padrão é o mesmo: homens armados roubam bolsas, celulares, relógios, carteiras, entre outros pequenos objetos, de clientes e proprietários, em ações que duram cerca de cinco minutos.

“Várias quadrilhas já foram presas. E amanhã (sexta-feira) uma boa notícia. Nós vamos amanhã ter a formatura de 2.457 novos soldados. E a maior parte deles vai ficar na região metropolitana. Vamos fortalecer a Rocan (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas), que é o policiamento com moto, que é muito rápido e tem uma presença muito forte também. Então é polícia na rua e combater o crime. Isso é uma guerra, que tem que vencer batalha todo dia”, afirmou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na manhã desta quinta-feira. 

 

Crimes Total de casos Solucionados
Homicídio –  2010 1.569 724
Roubo/furto de carros – 1º semestre de 2010  93.347  37.819