Comando da Polícia Civil vai mexer nas delegacias especializadas 79

Enviado em 20/05/2011 as 14:25 – JOW

Publicao em 20/05/2011 às 05h57

Comando da Polícia Civil vai mexer nas delegacias especializadas

Divisão antisequestro voltaria para delegacia de homicídios

João Varella, do R7.Texto: ..
Daia Oliver/R7
Reformulação no Decap começa no mês que vem
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..O departamento especializado da Polícia Civil vai passar por reformulações depois que as mudanças nas delegacias gerais estiverem estabelecidas, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, em entrevista ao R7 nesta quinta-feira (19). Questionado, ele não deu detalhes.

– Primeiro, vamos otimizar o atendimento nas delegacias do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital). Depois vamos enfocar nas delegacias operacionais, mas tudo ainda é muito prematuro para divulgar.

Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), Denarc (Departamento de Narcóticos) e DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) devem passar por essas reformulações. O R7 apurou que uma das propostas é que os casos de sequestro sejam apurados pelo DHPP. Atualmente, esse tipo de crime é apurado por uma delegacia especializada, a Deas (Delegacia Antissequestro).

No começo do mês que vem deve começar a mexer com as delegacias gerais da capital paulista. Entre as mudanças previstas, está a retirada de presos das delegacias de São Paulo, que passariam a ser encaminhados para “polos” em cada uma das seccionais – a quantidade desses locais ainda não está definida – e a meta de fazer boletins de ocorrência em até 20 minutos.

Carneiro já adiantou que não haverá construção de novas delegacias.

– Nosso objetivo é otimizar a estrutura atual, tanto os recursos humanos quanto naturais

Horário

Em termos de recursos humanos, o delegado-geral diz querer acabar com os turnos de 12 horas de serviço por 24 horas de descanso. Para Carneiro, isso prejudica a saúde e a vida particular dos policiais. As equipes terão horário fixo de segunda a sexta-feira, mas com a mesma carga horária mensal.

Em geral, as delegacias terão uma equipe das 7h às 15h e outra das 15h às 22h com uma hora de tolerância.

Também haverá uma redistribuição da força policial.

Confira também
Reforma prevê BO em 20 minutos

Furtos e roubos de veículos aumentam
…– Atualmente, tratamos desiguais de forma igual. Uma delegacia que faz 2.000 boletins por ano tem a mesma estrutura de uma que faz 15 mil. Vamos equilibrar isso.

Delegacia eletrônica

No mês que vem, a Polícia Civil deve enfatizar a melhoria no atendimento. Os registros das ocorrências pela Polícia Militar e pela delegacia eletrônica serão divulgados para fazer a população relatar os crimes, o que subsidia o trabalho de inteligência da polícia.

Uma melhoria que deve acontecer ainda neste ano na delegacia eletrônica – página na internet que permite ao cidadão registrar um caso sem precisar ir até uma delegacia – deve passar a aceitar o registro de furtos de objetos de pequeno valor, como bicicletas.

Atualmente, o sistema permite somente o relato de furtos de veículos e placas, celulares, desaparecimento de pessoas e perda ou furto de documento.

Visita

O delegado-geral da Polícia Civil visitou nesta quinta-feira a Rede Record para gravar uma participação no programa Cartão de Visita, apresentado por Débora Santilli, na Rádio Record AM.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/comando-da-policia-civil-vai-mexer-nas-delegacias-especializadas-20110520.html

COMOÇÃO NA ELITE BANDEIRANTE: MAIS UM LATROCÍNIO 52


JORNALISMO

 

Quinta-feira, 19 de maio de 2011
Alckmin determina trabalho conjunto entre Segurança Pública e USP
Para Alckmin, um trabalho integrado com a PM poderia, no mínimo, ter dificultado a fuga do assassino
Da Rádio Bandeirantes

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, determinou nesta quinta-feira um trabalho conjunto entre a SSP (Secretaria de Segurança Pública) e a reitoria da USP (Universidade de São Paulo). A ordem foi dada após o assassinato do estudante Renato Ramos de Paiva, de 24 anos.

O governador diz, no entanto, que a entrada da Polícia Militar na Cidade Universitária não depende dele. A autonomia da USP engloba os setores pedagógico, financeiro e administrativo, que inclui as normas de segurança.

Ainda assim, Alckmin admite que um trabalho integrado com a PM poderia, no mínimo, ter dificultado a fuga do assassino.


“Essa é a maior Cracolândia do Brasil. Então, emblematiza a visita a todas as cracolândias do Brasil”…Vixit, em Sampa tudo é maior; quase nunca melhor! 17

Enviado em 19/05/2011 as 23:55 – CHICLETE

Deputados vão à Cracolândia, mas não descem do ônibus
Vinte e um deputados federais desembarcaram nesta terça-feira em SP.
Denarc pede criação de lei que permita internação de usuários reincidentes.
Do G1 SP

 Um grupo de deputados federais da Comissão de Combate às Drogas veio nesta quinta-feira (19) a São Paulo para ver de perto a região no Centro que ficou conhecida como Cracolândia.

Há dois meses, eles se reúnem com especialistas em prevenção, repressão e tratamento. Mas para os 21 deputados federais que desembarcaram em São Paulo a viagem à Cracolânida era o ponto alto no roteiro da comissão do combate ao crack e outras drogas. “Essa é a maior Cracolândia do Brasil. Então, emblematiza a visita a todas as cracolândias do Brasil”, diz o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS).

Na primeira parada da comitiva, a ação estava na tela. Policiais do 3º DP, responsáveis pela região de consumo de crack mais famosa do país, mostraram flagrantes de tráfico e responderam perguntas. Depois da visita à delegacia e da conversa com os policiais, os deputados foram conhecer de perto a realidade da Cracolândia, para onde seguiram de ônibus.

O veículo, protegido por policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), passou a um ritmo seguro pelas ruas do Centro. O que era visto pela janela impressionava os deputados.

“O Brasil não pode mais suportar esse inferno que as pessoas estão vivendo e aumentando”, diz a deputada federal Sandra Rosado (PSB-RN).

A realidade no lugar realmente tem pressa e exige medidas urgentes para que um dia se torne apenas lembrança de uma viagem. O Denarc fez uma proposta aos deputados de criar uma lei que permita a internação compulsória de usuários reincidentes de drogas. Atualmente, só pode ser tratado quem quiser.

Painel do Servidor – 19/05/2011: Adicional de Insalubridade pode ser solicitado até 30/5 16

 

 

Subject: Painel do Servidor – 19/05/2011
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Servidor público, conheça seus direitos na 160ª edição do Painel do Servidor. Visite nossa
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17/5/2011  Adicional de Insalubridade pode ser solicitado até 30/5

Os servidores públicos que exercem funções que oferecem algum risco à saúde, têm direito ao Adicional de Insalubridade. Este benefício deve ser calculado sobre o valor-base de dois salários mínimos vigentes. O Estado de São Paulo, no entanto, havia congelado o valor do cálculo do Adicional de Insalubridade com base no salário de 2009, ignorando o reajuste de 2010. Este congelamento foi suspenso pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, mas os atrasados não serão pagos administrativamente. Os interessados devem, portanto, entrar com medida judicial para fazer valer os seus direitos. A Advocacia Sandoval Filho alerta que o prazo para o envio da procuração se esgota no dia 30 de maio de 2011. Para mais informações, entre em contato com  Escritório pelo telefone (11) 3638.9800.

12/5/2011  Servidores públicos estão recebendo menos do que deveriam

O artigo 129 da Constituição Estadual estabelece que, os servidores públicos do Estado de São Paulo devem receber o benefício da sexta-parte, e que este deve ser calculado tendo como base os vencimentos integrais. No entanto, vêm recebendo um valor inferior ao que têm direito. “Isto acontece porque o governo do Estado de São Paulo calcula o valor da sexta-parte com base apenas no salário base e no adicional por tempo de serviço”, explica o sócio Renato Elias Marão (foto). Veja a íntegra do artigo escrito pelo advogado.

12/5/2011  Adicional por tempo de serviço está sendo calculado de forma errada

Os servidores públicos do Estado de São Paulo têm direito ao Adicional por Tempo de Serviço, que deve ser calculado com base nos vencimentos integrais, conforme artigo 129 na Constituição Estadual. No entanto, tal benefício vem sendo calculado de maneira equivocada. “O governo não está respeitando a Constituição, na medida em que calcula o Adicional por Tempo de Serviço tendo apenas o salário base como forma de cálculo”, explica o sócio Renato Elias Marão. Veja a íntegra do artigo escrito pelo advogado.

O Painel do Servidor sempre traz notícias relevantes para o servidor público.

Envie comentários ou sugestões para:
revista@sandovalfilho.com.br

 

EMENDA PIOR QUE O SONETO: André Sanchez confessa ter utilizado o termo “Gangster” inadequadamente, pois na atividade futebolística as partes apenas, de forma natural, tentam obter maior lucro LANÇANDO MÃO DE TODAS AS CARTAS QUE POSSUEM…Hehe, eis o termo escorreito em bom brasileiro: PCC do FUTEBOL! 3

Nota Oficial: Andrés Sanchez

Sport Club Corinthians Paulista

18/05/11 18h34

O presidente Andrés Sanchez faz questão de vir a público esclarecer que não teve intenção de ofender ninguém quando, inadvertidamente, usou a palavra “Gângster”, em reunião do Clube dos 13.

O termo não foi utilizado na sua acepção injuriosa, mas sim como uma tentativa de descrever que, nas negociações acerca dos direitos de transmissão do futebol, as partes negociantes, entre elas as emissoras de televisão, tentam, como é natural, tirar o maior proveito comercial de todas as negociações, LANÇANDO MÃO DE TODAS AS CARTAS QUE POSSUEM.

De qualquer forma, logo no dia seguinte, ao constatar que a expressão inglesa não era a mais adequada, o presidente entrou em contato com a TV Globo que, com esses esclarecimentos, constatou não ter havido qualquer intenção ofensiva.

Saiba mais no Blog do Paulinho.

FOTO DE ERICK MARQUES BARBOZA PROCURADO PELA MORTE INVESTIGADOR NERI 42

COLEGAS POLICIAISNO DIA 03/05/2011 AS 10:00 HORAS, NO BAIRRO AGENOR DE CAMPOS EM MONGAGUÁ/SP, O INVESTIGADOR DE POLÍCIA NERI DE OLIVEIRA DA GUIA, 53 ANOS DE IDADE FOI EXECUTADO QUANDO DILIGENCIAVA JUNTAMENTE COM O POLICIAL MOISES OBJETIVANDO A PRISÃO DE INDIVÍDUO “FORAGIDO” DA JUSTIÇA. TRATAVA-SE DE UMA DENUNCIA ANÔNIMA VIA 0800.

NA TENTATIVA DE ENCONTRAR O CRIMINOSO ERICK MARQUES BARBOZA, ENVIO EM ANEXO FOTOGRAFIA E QUALIFICAÇÃO DO MESMO.

ERICK MARQUES BARBOZA, RG 29.920.806 – SSP/SP
DATA DE NASCIMENTO: 26/12/78

HÁ INFORMAÇÕES DE QUE O MESMO RESIDIA ANTERIORMENTE NA ZONA LESTE DE SÃO PAULO/SP.

PROCURADO PELA MORTE DO POLICIAL

Nota manchada pode ser dinheiro roubado. Saiba o que fazer 15

17/05/2011 • 18:49

Dispositivo é usado em caixas eletrônicos para coibir roubos. Ele mancha a nota quando o caixa eletrônico é violado. Quem receber uma delas pode trocá-la no banco

 
Uma das alternativas dos bancos para tentar combater as explosões de caixas eletrônicos é usar um dispositivo que mancha as notas quando o equipamento é danificado. Com o aumento da prática, notas com marcas da tinta começaram a aparecer no comércio. Segundo a polícia e o Banco Central, quem receber uma dessas cédulas pode procurar uma delegacia para ajudar nas investigações sobre os roubos, e ir até uma agência bancária para trocá-la.

O Banco Central informou que as cédulas manchadas são consideradas danificadas, mas continuam valendo. Apesar disso, os comerciantes podem se recusar a recebê-las.

Segundo a polícia, receber uma nota como essa não é crime, mas quem estiver com ela pode ajudar nas investigações, identificando, por exemplo, de onde veio o dinheiro. 

A pessoa que receber uma cédula dessas pode se dirigir até uma delegacia de polícia ou trocá-la em um banco. De acordo com o Banco Central, as agências são obrigadas a fazer a troca. Apesar do uso da tinta em caixas eletrônicos ser recorrente, o Banco Central afirma que o sistema ainda precisa ser regulamentado.

OIT encaminha denúncia de perseguição contra policiais federais sindicalistas para Genebra 9

http://fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/33249

Nacional

 

13/05/2011

Sindical

OIT encaminha denúncia de perseguição contra sindicalistas para Genebra 

 
 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT)  encaminhou a denúncia da Federação Nacional dos Policiais Federais em relação  à perseguição praticada dentro do Departamento de Polícia Federal contra sindicalistas para sua sede  em Genebra. Em ofício encaminhado à Fenapef (Leia aqui) a Organização destaca que a denúncia será examinada e as providências cabíveis adotadas.

A Federação Nacional dos Policiais Federais denunciou a perseguição  aos agentes federais e líderes sindicais Josias Fernandes, diretor de Comunicação da Fenapef, e Rejane Peres Teixeira, presidente do Sindicato dos Policiais Federais na Bahia. No documento (veja aqui) a Fenapef  relata as ações revanchistas e perseguições contra os dois. “Esses atos tem se concretizado em atitudes que visam restringir o exercício da atividade sindical de legítimos representantes dos servidores da Polícia Federal”, denuncia a Federação.

 Além da OIT, a Federação levou ao conhecimento das presidências da Câmara e do Senado o que está acontecendo dentro do DPF. Ministério da Justiça,  Casa Civil, Secretaria Geral da Presidência da República, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, OAB, CGU, MPT, Conselho Federal da OAB também receberam a denúncia.

Fonte: Agência Fenapef

Justiça proibe Polícia Militar de fazer escuta telefônica em três estados 23

Enviado em 18/05/2011 as 16:25 – CÓDIGO 13

VIVA O ESTADO DEMOCRATICO DE DIREITO.

18/05/2011 – Justiça proibe Polícia Militar de fazer escuta telefônica em três estados

Decisões do governo e da Justiça em três estados brasileiros proíbem a Polícia Militar de fazer investigações e usar grampos
Maria Clara Prates. A Reportagem é de O Correio Braziliense.

A Polícia Militar está proibida de fazer escutas telefônicas. Pelo menos de acordo com uma resolução do governo de Mato Grosso do Sul, que pretende fazer valer a Constituição — o documento atribui às polícias judiciárias essa função. O Executivo local determinou ainda que investigações da corporação realizadas pelo setor de inteligência devem se ater exclusivamente aos inquéritos.

Há dois anos, o Rio de Janeiro adotou a mesma medida para pôr fim à farra dos grampos. De acordo com a legislação estadual, somente a Polícia Civil pode usar o equipamento de monitoramento de comunicações em sistemas de informática, telefônicos e de escuta feita por meio de microfone. Em Minas, a Justiça de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, também apelou ao texto constitucional e negou, no mês passado, um pedido de expedição do mandado de busca e apreensão apresentado pela PM mineira para a apuração de crimes naquela cidade, apesar do parecer favorável do Ministério Público Estadual.

As decisões, entretanto, geram polêmicas e dividem especialistas em segurança pública. Para alguns deles, os limites de atuação das forças policiais foram afrouxados a partir da necessidade de enfrentamento da crescente criminalidade em todo o país. Entretanto, o Rio optou pela rigidez na conduta. Ao editar a norma, justificou que, ao concentrar a ação na Polícia Judiciária, garante ao Ministério Público e ao Poder Judiciário o poder de fiscalizar e o direito de requisitar as escutas quando julgarem necessário. “Isso permite que aqueles que estão à margem da lei sejam colocados atrás das grades”, afirmou o autor do projeto de lei, deputado Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio.

Farra
O delegado da Polícia Federal (PF) Getúlio Bezerra Santos, professor da Academia da PF e ex-diretor de Combate ao Crime Organizado, é enfático: “Precisa-se acabar com a farra (dos grampos)”. Para ele, as escutas telefônicas são um material sensível que deve estar sob controle do Ministério Público e é preciso, sim, definir claramente as funções da corporação. “Já acabou o deslumbramento com as escutas telefônicas e usar devidamente esse instrumento é uma vitória da cidadania e dos direitos individuais.”

EXCELÊNCIA, SE MARCHAR PRÓ MACONHA PODE, FLITAR TAMBÉM PODE!…DEVOLVA NOSSOS DIREITOS! 35

Enviado em 18/05/2011 as 9:21 by O HOMEM QUE SABIA DEMAIS

Juiz libera a Marcha da Maconha em SP
17 de maio de 2011 | 18h07 | Jornal da Tarde

O juiz Davi Capelatto, do Departamento de Inquéritos Policiais e Corregedoria da Polícia Judiciária da capital, liberou a Marcha da Maconha em decisão que beneficia 17 integrantes do movimento que acionaram a Justiça de forma preventiva para evitar que o enquadramento nos delitos de apologia ao crime e indução ao uso de drogas. A marcha está marcada para o próximo sábado, dia 21, no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

Ao conceder o habeas corpus preventivo, o juiz afirma que “não há nada que se comprove a finalidade ilícita do movimento, ou seja, a instigação ou a indução ao uso de substância entorpecente”, interpretando a manifestação como um estímulo para o debate sobre a legalização da maconha e as políticas públicas existentes sobre o tema.

Para exemplificar o princípio democrático da livre manifestação, o magistrado cita a defesa pública da descriminalização das drogas feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em várias ocasiões. “O ex-presidente da República frequentemente defende essa ideia (…) e em nenhum momento se cogitou de instauração de inquérito policial para apuração de eventual apologia ao crime”, escreve. “Não se pode impedir nenhuma pessoa de manifestar sua opinião sob pena de censura por parte do Judiciário.”

Ao final, o juiz Davi Capelatto pede que sua decisão seja comunicada ao secretário de Segurança Pública do Estado, ao prefeito de São Paulo e ao comando da Polícia Militar, mas deixa claro que não está autorizado o porte ou o uso de drogas durante o evento, dizendo que tais ações pedem a “imediata intervenção das autoridades públicas.”

Embora tenha sido considerada uma vitória pelos integrantes da Marcha da Maconha, a decisão foi levada ao Tribunal de Justiça com o pedido que seja extensivo aos outros participantes do movimento. Nos últimos três anos, a marcha foi proibida em São Paulo, inviabilizada por ações judiciais movidas pelo Ministério Público Estadual.

Em 2010, após acordo costurado com a Polícia Militar, os manifestantes conseguiram levar adiante uma passeata, mas sem cartazes e faixas em que constavam a palavra “maconha”, o que será possível neste ano diante desta decisão judicial – pelo menos para os 17 beneficiados pelo habeas corpus preventivo.

O movimento, que é nacional, já foi permitido em outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e Recife. “A mesma lei é interpretada de forma diferente em várias partes do Brasil. Em São Paulo, há esta resistência”, diz Júlio Delmanto, uma das 17 pessoas listadas na decisão do juiz Capelatto.

O Ministério Público Estadual, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou desconhecer a decisão e mantém a possibilidade de ingressar com ação para proibir o evento.

RECLAMAÇÕES DOS DEPUTADOS 14

Enviado em 17/05/2011 as 22:21 – CHICLETE

AS RECLAMAÇÕES DOS DEPUTADOS QUANTO A MAZELA DO GOVERNO DO PSDB DE SÃO PAULO.

Números conflitantes

Olimpio Gomes (PDT) refutou declaração do secretário de Segurança de que os componentes de facção criminosa paulista seriam 30, e que todos estariam presos. Segundo o Ministério Público Estadual, disse Gomes, a facção reúne atualmente 21 mil membros, e gira cerca de R$ 5 milhões por mês com o tráfico de drogas. “Seria bom que o secretário estivesse certo, mas temos de parar de enganar a população”, disse o deputado, que apontou o déficit de 70 mil vagas no sistema prisional paulista e que a anunciada redução de homicídios ocorreu em todo país, e por diversos fatores, como a redução da miséria e o controle das drogas. (MF)

Compensação para cidades

Um dos sintomas da incompetência e desmandos na segurança pública em São Paulo é o crescimento de 76% no número de roubos de carros na região da avenida Paulista, na capital, disse João Antonio (PT). Outro problema é o aumento da criminalidade em todas as cidades do interior, onde se instalou presídios, sendo que em pequenas cidades, como Lavínia, há mais presos que moradores. Segundo o deputado, as prefeituras deveriam ter alguma compensação financeira ao abrigarem unidades prisionais. Ele criticou ainda o desvio de função dos policiais militares, que recebem da prefeitura paulistana para trabalhar na chamada Operação Delegada. (MF)

Pires na mão

José Bittencourt (PDT) somou-se à defesa das compensações às cidades com presídios, pois as prefeituras têm de atender à população carcerária e à família dos detentos que lá residem, principalmente nas áreas de educação e saúde. Há mais de um PL em tramitação que coloca uma rubrica no Orçamento específica para isso, disse o deputado, mas “que não é votada, porque se prefere que as prefeituras fiquem com pires na mão esperando o bel-prazer do governo”. É preciso que sejam estabelecidas políticas de Estado para todos os setores do governo, para que, com a alternância do poder, a população não seja prejudicada. (MF)

Greve anunciada

As 5.300 escolas ligadas à Secretaria da Educação estão em crise, falou Carlos Giannazi (PSOL), que considerou uma farsa o aumento anunciado pelo governador, que além de ser parcelado em quatro anos, não repõe as perdas salariais dos professores. E as Etecs e Fatecs estão com greve anunciada, pois são mantidas em estado de sucateamento pelo governo, e os professores recebem apenas R$ 10 por hora/aula. Além do mais, continuou o deputado, não há plano de carreira nem concurso para o cargo de diretor, o que é uma antiga reivindicação, e os alunos não têm aulas de sociologia e filosofia, como previsto na Lei de Diretrizes de Bases da Educação, nem merenda nas Etecs. (MF)

Representatividade policial

Olimpio Gomes (PDT) comentou a realização de uma audiência pública organizada pelos policiais militares em Guarujá, com a intenção de resgatar a representatividade policial. De acordo com o deputado, os policiais só podem se filiar aos partidos políticos a 90 dias da eleição. “Dessa forma o policial não pode dar força ao partido, participar como deveria. O permitido hoje é no máximo fazer parte de uma associação”, reclamou. Gomes opinou que uma maior participação política por parte dos policiais poderia combater o descaso que sofrem, como os baixos salários e o desrespeito com a data-base. “A representatividade tem que ser estimulada”. (DV)

Precatórios

Em vista da notícia de que cerca de R$ 3 bilhões depositados pelo governo na conta do Tribunal de Justiça para pagamento de precatórios alimentares em 2010 estão parados porque o órgão não tem capacidade técnica e humana para efetuar os pagamentos, Carlos Giannazi (PSOL) disse que “quando a pessoa tem precatório a receber, é porque já ganhou o direito na Justiça”, e não há razão para mais essa demora. Os credores de precatórios, a maioria aposentados e pensionistas, já veem seu direito sendo subtraído pela demora do governo em cumprir as decisões, o que foi agravado pela Emenda 62, que modificou o sistema de pagamento no Estado. (OT)

Marcha da Maconha

Adilson Rossi (PSC) informou ter estado no Tribunal de Justiça de São Paulo, onde foi recebido, em companhia do deputado federal Paulo Freire e da vereadora Marta Costa, pelo presidente do Poder Judiciário paulista, Fernando Grella Vieira. A finalidade da visita foi, segundo ele, requerer a proibição da Marcha da Maconha – movimento que visa a descriminalização do uso do entorpecente -, que deve acontecer no próximo dia 21/5, na capital. Segundo ele, a marcha, que ocorrerá em diversas cidades no decorrer do mês, constitui apologia ao crime e a legalização da droga é indefensável. Para Rossi, “conhecemos os males que as drogas têm causado em nossa sociedade”. (OT)

PM MARAVILHA: Nos últimos dez anos, a Polícia Militar de São Paulo reduziu a criminalidade do estado em 70%. 83

Enviado em 17/05/2011 as 22:34 – LEALDADE E CONSTÂNCIA

Está na Revista Você RH, da Editora Abril

Comando militar

Os 100 000 homens e mulheres da Polícia Militar do Estado de São Paulo seguem as ordens e os processos com uma disciplina de causar inveja às empresas. Agora, eles aprendem a se aproximar da sociedade

Por Tatiana Sendin Foto de Omar Paixão

Quando um policial militar perde a motivação, ele é identificado pelos companheiros por ter o “olho de vidro” — aquele olhar embaçado, que nada vê. Quando isso acontece, a qualquer momento ele pode confundir um motoqueiro com um assaltante e matar um inocente.

Hoje, de 2 000 a 2 500 policiais deixam o trabalho por ano; alguns se aposentam, outros morrem e uns 500 são expulsos por mau comportamento. É pouco perto dos 100 000 homens e mulheres que trabalham na Polícia Militar do Estado de São Paulo, mas é demais para o tipo de polícia que o coronel Alvaro Batista Camilo, o comandante-geral da PM de São Paulo, quer. Ele persegue o conceito da polícia comunitária, que age próxima à sociedade, estabelece confiança com o cidadão, ouve suas queixas e trabalha para prevenir as ocorrências. Para colocar esse conceito em prática, ele precisa de soldados e oficiais educados, treinados, confiantes no seu julgamento e preparados para lidar com a sociedade. Ele precisa de policiais humanos — não apenas que sigam ordens.

A PM de São Paulo tem uma administração que muitas organizações invejariam. Desde 1996, os comandantes adotaram uma gestão por qualidade, mapearam processos e definiram metas. Hoje, existem 1 500 procedimentos administrativos e 200 operacionais, incluindo instruções de como o policial deve abordar um suspeito na rua: analise o local, estude o sujeito, peça reforço se necessário, aguarde o reforço. Com tanto formalismo, a ordem sai do comando-geral e chega até a ponta facilmente. “Se mando uma viatura parar na esquina, uma viatura estaciona ali em poucos minutos”, afirma o coronel Camilo, de sua sala no quartel-general da PM, na Avenida Tiradentes, na capital paulista. Em compensação, se ele disser que existem 100 bolsas de estudos para uma universidade, a informação morre ali.

Desde que assumiu o cargo, em 2009, o coronel Camilo tem aumentado as universidades com as quais a PM tem parceria. Conseguiu, por exemplo, que o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) ofereça bolsas integrais para os policiais e está tentando descontos em escolas de inglês. Quanto mais o policial estudar, melhor indivíduo ele será, e conviverá melhor com a família, com o cidadão e com o trabalho.

No ano passado, cerca de 98 000 pessoas se inscreveram para entrar na instituição, mas apenas 10% passaram para as últimas fases de seleção. Depois do teste de conhecimentos gerais, os aprovados enfrentam mais três provas — a de aptidão física elimina mais da metade dos finalistas. Por último, uma investigação social, na qual é avaliado o comportamento do candidato em relação aos vizinhos, nas redes sociais e até mesmo com os gastos financeiros, tudo com o objetivo de garantir que só os melhores entrem na corporação.
Para formar seu pessoal, a Polícia Militar de São Paulo conta com seis escolas, sendo cinco reconhecidas pelo Ministério da Educação como curso superior: a de soldados, a de sargentos, a de bombeiros, a de educação física e a de oficiais (a do Barro Branco). A sexta escola, de mestrado e doutorado, que forma os aspirantes a cargos de major e coronel, ainda não tem o selo da Capes (órgão que regula os cursos de mestrado e doutorado), mas o coronel Camilo está atrás disso.

Além da possibilidade de frequentar universidades, os policiais recebem cinco treinamentos durante o ano. Um deles acontece de manhã, antes de os soldados saírem às ruas. O superior os reúne numa sala para discutir, em grupo, o tema da vez, que pode ser desde a revisão do processo de abordagem até uma nova modalidade de crime. Além disso, eles têm uma semana inteira de palestras, durante as quais reveem as normas e ouvem sobre qualidade de vida, gestão financeira, motivação e cuidados com a saúde. E podem ainda escolher entre outros 200 cursos, realizados durante o horário de trabalho, de graça. Na educação dos homens e mulheres da PM entra até aula de ioga e cultos religiosos. “Um policial lida com as piores coisas da vida. Por isso, ele precisa desses apoios para se manter no caminho”, diz o comandante.

Mas nada disso garante a motivação de um funcionário. Para combater o tal olho de vidro e manter a motivação, o coronel investe no reconhecimento. Desde que ele assumiu o comando, os soldados passaram a receber as láureas (medalhas de premiação) em praça pública. A cada 15 dias, um grupo é convidado para participar do Café da Manhã com o Comandante. No dia do aniversário, os soldados recebem um e-mail com os parabéns; os oficiais recebem uma ligação do chefe. Aliás, todos os PMs que trabalharam na virada de 2010-2011 se surpreenderam ao ouvir a voz do comandante nos rádios das viaturas, desejando um bom trabalho e bom ano a todos.

O coronel incentivou que os policiais (incluindo os veteranos e pensionistas) cadastrassem um e-mail para receber suas mensagens. E a PM ganhou perfil no Twitter, no Facebook e até um blog do comandante. O coronel Camilo é informatizado. Além de iPad, iPod, celular e notebook, ele tem na sala um monitor, uma grande TV de LCD, que serve como extensor do monitor, e um aparelho de videoconferência conectado ao gabinete do secretário de Segurança. O gosto por tecnologia o incentivou a comprar notebooks para os comandantes e planejar a instalação de totens para os soldados. “Oitenta por cento da nossa força fica na rua e não tem acesso a PC. Por isso, queremos fazer uma inclusão digital aqui dentro.”

Para combater a exclusão, ele criou um conselho de veteranos, para que os policiais aposentados repassem seu conhecimento aos que estão na ativa. O próximo passo, ele diz, é conseguir que os cursos e treinamentos extras realizados pelos policiais sirvam como pontos nos concursos públicos e promoções — é o começo de uma cultura de meritocracia. A estratégia, pelo menos segundo os registros da PM, parece estar dando certo. Nos últimos dez anos, a Polícia Militar de São Paulo reduziu a criminalidade do estado em 70%. Em 2010, realizou 11 milhões de revistas pessoais (ante 9,8 milhões em 2008). A cada 1 000 revistas, conseguiu prender dez criminosos (em 2008, foram oito), recuperar seis veículos roubados, aprender duas armas de fogo e quatro quilos de drogas. Pelos comentários, diz o coronel, os soldados também têm gostado da nova gestão de pessoas. Só falta convencê-los a se candidatarem às bolsas nas faculdades com a mesma prontidão com que saem para uma blitz arriscada nas ruas.

A PM de São Paulo em números:

A Corporação está entre os maiores empregadores do país

100 000 funcionários
Mais de 43 000 veteranos
39 000 pensionistas
7 800 000 000 de reais é o orçamento de 2011
260 câmeras na cidade de São Paulo
28 aeronaves
16 000 viaturas
450 cavalos
430 cães
30 000 ligações por dias no 190
120 batalhões
60 coronéis, 3 são mulheres
452 embarcações
2 navios de combate

http://revistavocerh.abril.com.br/noticia/conteudo_624435.shtml