Os sinais de apoio aos bombeiros e de reprovação a Cabral se espalham das ruas às redes sociais 21

12/06/2011 – 08h40

Governador do Rio perde apoio com crise dos bombeiros

RODRIGO RÖTZSCH
DO RIO

Acostumado a capitalizar crises e a transformá-las em notícias positivas para o governo –como no caso dos ataques a ônibus em novembro do ano passado que desencadearam a ocupação do Complexo do Alemão–, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), vai perdendo a batalha da opinião pública para o Corpo de Bombeiros.

Embora ainda faltem pesquisas para apontar o nível de corrosão da popularidade do político, os sinais de apoio aos bombeiros e de reprovação a Cabral se espalham das ruas às redes sociais.

Na internet, ele chegou a ser chamado de Sérgio Gaddafi, em referência ao ditador líbio. Também foi comparado o salário dos bombeiros para “salvar vidas” ao dado ao governador para “ferrar com nossa vida”.

Nas ruas, os bombeiros fizeram das fitas vermelhas símbolo de apoio em antenas e retrovisores de carros.

Talvez mais do que a prisão dos bombeiros, pesaram contra Cabral as duras palavras usadas por ele após a invasão do quartel central da corporação, quando qualificou de “vândalos” e “irresponsáveis” os detidos.

“Os bombeiros são uma das poucas instituições que têm o apreço da população. Transformá-los em bandidos por um erro episódico não se justifica. Nessa queda de braço, claramente a população ficou a favor dos bombeiros”, diz o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-RJ.

Eduardo Naddar/Folhapress
Manifestação de apoio a bombeiros diante da Assembleia; crise com corporação faz governador perder apoio
Manifestação de apoio a bombeiros diante da Assembleia; crise com corporação faz governador perder apoio

VÍDEO

Cabral parece ter subestimado esse apreço. Em vídeo na internet gravado por atores da Globo, Elizabeth Savalla resume o sentimento: “Eu nunca ouvi em toda a minha vida ninguém falar nada [de mal] de um bombeiro”.

O argumento é semelhante ao usado pelo deputado paulista Protógenes Queiroz (PC do B), que se aliou a dois colegas do Rio no pedido de habeas corpus que acabou sendo concedido pela Justiça na madrugada de sexta.

“Os bombeiros são a instituição mais querida do povo brasileiro. Se fosse outra, não teria havido essa mobilização. Cadeia é para bandidos, e não para bombeiros”, diz.

Para o professor Ismael, as concessões feitas pelo governo ao longo da semana –a antecipação de um aumento de 5,58% que estava previsto para ocorrer de forma escalonada até o fim do ano e a recriação da Secretaria de Defesa Civil– são demonstrações de que Cabral tinha margem de atuação e poderia ter agido antes.

Hoje, está prevista uma passeata em Copacabana que pode ajudar a dimensionar mais o estrago causado à popularidade do político.

Para Ismael, é cedo para saber o impacto eleitoral, mas uma coisa é certa: “Isso faz com que a sociedade repense a administração Cabral, que até aqui vivia uma lua de mel”.

Advertência contra o “ativismo” de operadores jurídicos 8

A lição de direito do STJ

Domingo, 12 de Junho de 2011, 00h00

Depois de anular os inquéritos criminais e as ações penais abertas com base na Operação Castelo de Areia, sob a justificativa de que a Polícia Federal procedeu irregularmente ao investigar denúncias – de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, manipulação de concorrências, fraudes em editais e superfaturamento de obras públicas – feitas contra uma das maiores empreiteiras do País, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) voltou a tomar a mesma decisão com relação à Operação Satiagraha, que investigou acusações de crimes financeiros e de suborno formuladas contra o empresário Daniel Dantas, controlador do Banco Opportunity.

Por 3 votos a 2, a 5.ª Turma do STJ – que é a mais importante Corte do País depois do Supremo Tribunal Federal (STF) – considerou ilegal a participação de cerca de 80 membros da Agência Nacional de Inteligência (Abin) nas investigações conduzidas pelo delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal. Deflagrada em 2008, a Operação Satiagraha envolveu interceptações telefônicas clandestinas e acessos a dados sigilosos sem prévia autorização judicial e culminou num embate entre o juiz da 6.ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Fausto De Sanctis, que mandou prender Dantas, e o então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, que mandou soltá-lo.

A exemplo do que ocorreu no julgamento dos inquéritos e ações penais abertos com base na Operação Castelo de Areia, o STJ reafirmou a jurisprudência da Corte, no sentido de que provas documentais obtidas por vias ilícitas e por violações das liberdades públicas e das garantias fundamentais não podem ser aceitas para fundamentar denúncias criminais, por parte do Ministério Público, e condenações, por parte do Poder Judiciário.

“Se a prova é natimorta, passemos desde logo o atestado de óbito, para que ela não seja utilizada contra nenhum cidadão. Essa volúpia desenfreada de se construir arremedos de prova acaba por ferir de morte a Constituição de 88. É preciso que se dê um basta, colocando freios inibitórios antes que seja tarde”, disse o presidente da 5.ª Turma do STJ, ministro Jorge Mussi, depois de criticar a conduta do delegado Protógenes Queiroz, afirmando que suas arbitrariedades “contaminaram” as investigações.

Com essa decisão, o STJ anulou quase todas as provas coletadas pela Operação Satiagraha – e, por tabela, os três inquéritos policiais e a ação judicial dela decorrentes. A decisão tornou sem efeito a queixa por crime de suborno formulada contra Daniel Dantas pelo subprocurador-geral da República, Wagner Gonçalves, e suspendeu a sentença do juiz Fausto De Sanctis, que o condenou em primeira instância, bem como os despachos dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, que negaram os recursos do banqueiro.

A decisão da 5.ª Turma do STJ foi proferida no mesmo dia em que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reconheceu que o juiz De Sanctis – responsável por todas as decisões judiciais relacionadas à Operação Satiagraha – exorbitou de suas prerrogativas, ao autorizar a quebra de sigilos sem qualquer fundamentação técnica, como determina a legislação processual penal, e ao afrontar um ministro do STF. Segundo os conselheiros do CNJ, De Sanctis deveria ser punido com censura – mas, como ele foi promovido no ano passado para a segunda instância, pelo critério de antiguidade, nada lhe acontecerá, uma vez que a Lei Orgânica da Magistratura Nacional não prevê esse tipo de sanção para desembargadores.

A decisão da 5.ª Turma do STJ reforça o bom direito, num momento em que alguns policiais, procuradores e magistrados insistem em se apresentar como defensores da moralidade pública, dando mais valor a princípios doutrinários e ideologias políticas do que às normas de direito positivo, em suas operações, pareceres e sentenças. A decisão do CNJ é uma advertência contra o “ativismo” de operadores jurídicos que, a pretexto de fazer justiça social, desprezam garantias individuais, desfigurando o devido processo legal e subvertendo o Estado de Direito.

BRAZ ADAMIS AGRADECE A CITAÇÃO E LEMBRANÇA FEITA POR CARONTE 17

BRAZ ADAMIS:

Caronte:
Boa Tarde!
Senhoras e Senhores.
Estou atento as propagandas de marketing visando o honrado enaltecimento e engrandecimento daquela que podemos chamar de “Invejável Instituição Bandeirante”.
Não há dúvidas que algumas Praças da Polícia Militar, os ativos e principalmente os inativos, mereçam serem agraciados com uma medalha de Honra ao Mérito. Seria desleal de minha parte, caso eu fizesse algum tipo de crítica ou comentários negativos. E sabem por quê?
Desde os meados do inicio do século passado, a Força Pública do Estado sempre esteve presente, fosse aonde fosse. Porém ela nunca caminhou sozinha.
Sempre esteve acoplada a outras Organizações e principalmente à Política. Podemos citar algumas tais como: Milícia do Brig. Tobias de Aguiar; Polícia Marítima; Polícia Florestal; Polícia Rodoviária, etc., e que aos poucos foram se aglutinando.
E quando queriam ou tinham oportunidade de fazer política, sabiam fazer muito bem, tomemos como exemplo:
“Evangelina Wright Paes de Barros Oliveira”, uma das primeiras vítimas da participação do Brasil na 2ª Grande Guerra. “Morreu em meio a Lua de Mel”. A sublime inspiradora da Campanha pró-Avião Ambulância, que tomou o seu nome em plena Guerra.
Poderia aqui citar durante horas outras proezas; A vida dentro dos Quartéis; a Vida de Caserna; O Regulamento; a Distinção de Praças e Oficiais; A discriminação entre Oficiais Combatentes “Sangue Azul” e dos demais Quadros existentes, como exemplos, aqueles oriundos das Praças (Administrativos), Médicos, Dentistas, Farmacêuticos, e até Capelão, porém, não é o meu intuito neste exato momento.
Pretendo apenas em breves palavras dizer que hoje sinto certa simpatia. Não por serem ou estarem melhores organizados. Mas sim, por respeitarem mais os seus subordinados.
Cheguei inclusive a testemunhar numa oportunidade, quando estávamos tendo aulas no DETRAN, para o CFC, ter a honra de assistir aulas ministradas por Praças, inclusive, sendo uma delas o Vereador pelo PV. Sargento PM Abouani e, poder contemplar ao meu lado, Oficiais da PM, sendo avaliado didaticamente por Praças.
Aquele instante, aquela imagem, ficará gravada eternamente em minha memória. Para mim, testemunhar e presenciar aquele ato, foi sem sombra de dúvidas, uma ducha fria para lavar a alma e poder sentir e dizer: “O mundo tem solução”–“O mundo tem solução”…
A Polícia Militar de hoje somente a conheço no patrulhamento de rua, nas Delegacias de Polícia ao apresentarem ocorrências à Autoridade Policial.
Mas quero deixar aqui gravado nomes que sem sobra de dúvidas por muito tempo fizeram parte da minha vida e hão de permanecer em minha memória até os fins dos meus tempos. – Antonio Belarmino da Silva; Zigomar Barbosa; Antonio do Espírito Santo Neto; Marcelo Borjar; Ananias da Silva; Homero Júlio Pereira Junior; Renato Aldarvis; Petter Smania Flores; Hilton Brandão Parreira Filho; Conte Lopes; José Figueiredo; Robert Eder Neto; José Aurélio Pereira Cardamone; Osvaldo Ascêncio; José Eduardo Pacheco; Antonio Barbaresco; Luiz Antonio Tovani; Carlão; Santão; Boaventura da Silva; Valter Cicerelli; Antonio David Vela; AntonioMariano; Oswaldo Alambert Filho; Bolinha; Tupizinho e Tupizão; Antonio Viegas Filho; Edmundo Bernardo; Campos Verde; Hudson Tabajara Camilli; Antonio Coscione; Ubirajara Nassif Antunes, exímio corredor do Autódromo de Interlagos, perseguido inúmeras vezes pelo serviço reservado da PM, e, magnânimo professor de inglês e, meu Chapa; Sebastião Bráz Adamis, nobre professor de karatê; Adalto Francisco Landgraf; Grande Faria; Luiz Alberto Bucceroni; Jorge Luiz de Oliveira; José Luiz Begotti; Dídimo Lacava; Grande Lima; Oswaldo Araujo; Nei Catarino Cunha; Edmar Moreira; Lazzarini; Idário Ferreira Neves; Walter de Oliveira Baptista; Paulo Correa; José Cícero Ferreira; Atirador de Skol “Elite” Moura; Wanderlei Antonio da Silva; Chulé; Alexandre; Piu-Piu, entre outros vários que tive a honra de trabalhar e que devido ao grande espaço de tempo e de memória, sem desmerecê-los, não posso aqui decliná-los. Este que agora escreve esta por demais, emocionado e cansado, não tendo mais a mesma disposição de outrora.
Estes que eu declinei, muitos já faleceram, aposentaram, se exoneraram ou foram demitidos.
Mas uma coisa é, certo dizer e afirmar:
Foram excelentes companheiros, dignos de confiança e ávidos no trabalho. E, serão sempre merecedores de medalhas de Honra ao Mérito.
Feliz é aquele que se propõe a exercer dignamente sua profissão, debaixo de entraves e situações impares e adversas, e, ao final galgar e augurar tão merecido descanso e poder saborear de tão rico passado, e ter plena convicção de ter atingido o seu pleito.
Muito obrigado!
E mais uma coisa: O importante nisto tudo não é se mostrar presente. È saber se respeitar e reconhecer, com isto seus valores fluirão naturalmente.

OLA MEU QUERIDO, QUEM DIGITA É O BRAZ , NÃO CONSEGUI SABER SEU NOME NO SITE , MAS GOSTARIA DE SABER, MUITO OBRIGADO PELA CITAÇÃO E A LEMBRANÇA DE MIM E DE TODOS . EU TAMBÉM TENHO MUTAS SAUDADES . A VIDA ME LEVOU PARA OUTROS CAMINHOS, MAS SEMPRE ESTAREI DO LADO DA JUSTIÇA . AGRADEÇO MAIS UMA VEZ, FORTE ABRAÇO , DEUS ABENÇOE.

APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA: IVANEY CAYRES DE SOUZA 41

Enviado em 11/06/2011 as 18:18 – T BIRD

Portaria do Diretor de Benefícios Nº 2860/2011
Aposentando Voluntariamente.
Nos termos do Art. 40, §§ 1° e 4°, II da CF/88, c/c art. 3º
da LC 1062/08, c/c art. 201, § 9º, CF/88, LC 269/81, IVANEY
CAYRES DE SOUZA, RG 7.284.603, Delegado de Polícia de Classe
Especial, do SQC-III-QSSP, fazendo jus aos proventos integrais; e
a vista que consta no PUCT 05607/1986, conforme Certidão de
Tempo de Contribuição nº 124/2011.

VISÃO POLÍTICA: querem os policiais militares fora do Romão Gomes para acolhida de pacíficos agentes públicos que “apenas” ASSALTAM O ERÁRIO 8

Presos são encaminhados para celas especiais na PM de São Paulo

Campinas não tem salas individuiais para Carlos Henrique Pinto e Marcelo de Figueiredo

10/06/2011 – 19:35

EPTV

O ex-secretário de Segurança Pública de Campinas, Carlos Henrique Pinto, e o ex-diretor financeiro da Ceasa, Marcelo de Figueiredo, foram transferidos na noite desta sexta-feira (10) para o Batalhão de Choque da polícia Militar em São Paulo. A informação é da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campinas.

O Exército e a Polícia Militar de Campinas foram consultados sobre a disponibilidade de salas especiais para a prisão, já que Henrique Pinto e Figueiredo têm ensino superior. Como os órgãos em Campinas não tinham salas disponíveis, a alternativa foi encaminhar Pinto e Figueiredo para São Paulo.

Os dois foram presos no início da manhã em uma operação da Corregedoria da Polícia Civil. Foram sete mandados expedidos pela Justiça. Entre as cinco pessoas foragidas está a primeira-dama e ex-chefe de Gabinete, Rosely Nassim Santos, o vice-prefeito Demétrio Vilagra, e o ex-secretário de Comunicação, Francisco de Lagos. Todos estão entre os 22 denunciados pelo Ministério Público por formação de quadrilha, fraude em licitações e corrupção.

MACHISMO NA POLÍTICA E NA IMPRENSA BRASILEIRA: “O PALÁCIO DA LULUZINHA” 7

O Palácio da Luluzinha

Sat, 11 Jun 2011 08:03:42 -0300

 

Dilma se cerca de mulheres no Planalto e agora tem um Ministério com quase um terço feminino
Luiza Damé, Chico de Gois e Alessandra Duarte

RIO e BRASÍLIA – O Planalto virou o Palácio das mulheres da presidente Dilma Rousseff. Com a chegada da ministra Ideli Salvatti à Secretaria de Relações Institucionais , agora são três mulheres, contra dois homens, entre os chamados ministros palacianos – aqueles com gabinete próximo ao da presidente. No começo do mandato, Dilma tinha à sua volta apenas a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, e quatro homens. Agora, ao lado de Helena, estão Ideli e também a nova chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann .
Entre os palacianos, restaram dois homens: Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e José Elito Siqueira (Gabinete de Segurança Institucional). Nesta sexta-feira, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) comemorou no Twitter o novo perfil do Ministério de Dilma: “Viva o matriarcado da Dilma. Parabéns, Ideli. Você na articulação será uma verdadeira mãe para os parlamentares”.
O aumento da presença feminina no Palácio do Planalto é também um sinal da força das mulheres da Região Sul do país: a presidente Dilma, mineira mas de carreira política no Rio Grande do Sul; Gleisi Hoffmann, do Paraná; e Ideli Salvatti, de Santa Catarina.
Na antessala da presidente, as mulheres também estão conquistando mais espaço. As duplas de ajudantes-de-ordens do sexo masculino – uma de cada Força – foram substituídas por casais. No Airbus presidencial, agora o atendimento de bordo é exclusivamente feito por mulheres. Nove sargentas da Força Aérea Brasileira foram treinadas para atender a presidente.
– Liga para mim daqui a seis meses, para eu te dizer a diferença que vai estar lá na Casa Civil – disse a escritora e feminista Rose Marie Muraro, sobre a chegada ao Ministério de Gleisi Hoffmann, que Rose Marie conhece “há 15 anos”. – Embora todas elas, Dilma, Gleisi e Ideli, tenham essa fama da dureza, são mulheres, e mulher luta mais pelo interesse dos outros, enquanto homem luta mais pelo próprio interesse. Um estudo das Nações Unidas de 2000, feito em 128 países, apontou que os países em que havia mais presença de mulheres no poder eram aqueles com menores índices de corrupção. E, onde a mulher era mais reprimida e estava mais distante do poder, havia taxas de corrupção altíssimas.
Logo após ser eleita, a presidente Dilma deixou claro que gostaria de ampliar a participação feminina no primeiro escalão do governo federal. Chegou-se a falar em reservar 30% do Ministério para as mulheres. Com 38 pastas, Dilma até agora conseguiu nomear, além de Gleisi, Helena e Ideli, Tereza Campello (Desenvolvimento Social); Miriam Belchior (Planejamento); Maria do Rosário (Direitos Humanos); Iriny Lopes (Mulheres); Luiza de Bairros (Igualdade Racial); Ana de Hollanda (Cultura) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente). São dez mulheres no primeiro escalão – o que equivale a 26% do Ministério.
– Ela (Dilma) está caminhando para chegar aos 30% (de mulheres), precisa de umas 13 para isso – comenta Rose Marie.
Se fossem refletir a presença feminina na sociedade, porém, esses 26% de mulheres no Ministério teriam de ser 50% ou mais, afirma a escritora Rosiska Darcy de Oliveira, “já que a população feminina é majoritária no país”.
– Mas está bem melhor do que já foi antes – diz Rosiska, ressalvando que a mulher, ao chegar a um cargo de comando, continua a ter de ouvir comentários sobre se é chorona ou durona, bonita ou feia: – Uma grande bobagem.
– Até agora, as mulheres nesse Ministério têm estado em pastas de áreas mais humanas, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial… Só o Planejamento, com a Miriam Belchior, é mais técnico. Agora tem a Casa Civil também – completa Rose Marie Muraro. – Meu sonho é ver uma mulher ministra da Fazenda e outra na presidência do Banco Central. Este último é o mais difícil. É muito paquerado por muitos interesses – diz ela.

POLICIAL DIZ QUE TROPEÇOU; A POLÍCIA INVESTIGA TER ELE ARRANCADO O GORRO DO ADOLESCENTE COM A ARMA ENGATILHADA 13

11/06/2011 – 13h32

Policial que atirou em adolescente em SP diz que tropeçou

DE SÃO PAULO

O policial militar preso na noite de ontem após balear um adolescente de 15 anos na região da Vila Jacuí, na zona leste de São Paulo, afirmou que o disparo ocorreu porque ele tropeçou no momento em que abordava o jovem.

Segundo informações do boletim de ocorrência, o PM fazia um patrulhamento de rotina quando suspeitou do comportamento de quatro jovens. Ele afirmou ainda que o grupo tentou fugir e no momento em que tentou alcançar Alisson tropeçou e a arma disparou.

O tiro atingiu o estudante na cabeça. Ele chegou a ser socorrido pela Polícia Militar e encaminhado para o Hospital Tide Setúbal, mas não resistiu e morreu.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), os policiais relataram ainda que voltaram ao local da abordagem e encontraram duas sacolas plásticas abandonadas. Uma delas continha 11 ampolas com líquido transparente e outra um projétil.

O pai do rapaz, Alexandre Guerreiro, afirmou que as sacolas não pertenciam ao adolescente. O corpo de Alisson de Paula Guerreiro chegou ao IML da Vila Matilde no início da tarde deste sábado.

Segundo o pai do rapaz, o enterro deve acontecer no cemitério da Saudade, também na zona leste, mas ainda não estava definido o horário e o dia em que acontecerá.

O caso foi registrado no 63º DP (Vila Jacuí) como homicídio culposo (sem intenção). A PM informou que a Corregedoria está investigando o caso.

PM é preso após matar garoto de 15 anos durante abordagem em SP 48

Enviado em 11/06/2011 as 13:25 – HORÁRIO DE ALMOÇO

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/928682-pm-e-preso-apos-morte-de-jovem-durante-abordagem-em-sp.shtml

PM é preso após morte de jovem durante abordagem em SP
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DE SÃO PAULO

Um policial militar foi preso na noite de ontem (10) após balear acidentalmente um adolescente de 15 anos durante uma abordagem policial na região da Vila Jacuí, na zona leste de São Paulo. O jovem foi socorrido, mas não resistiu.

Segundo informações da Polícia Militar, o adolescente foi ferido por volta das 23h30, na avenida Doutor Ussiel Cirilo. O rapaz chegou a ser socorrido por policiais militares e encaminhados para o Hospital Tide Setúbal, onde morreu.

A corporação afirmou, em nota, que o policial autor do disparo foi autuado e preso em flagrante por homicídio culposo. A Corregedoria da PM investiga o caso, que foi registrado no 63º DP (Vila Jacuí).

“ACIDENTAL O CACETE TIRAR O GORRO DO MOLEQUE COM O CANO DO REVOLVER E DEDO NO GATILHO É UMA IMPRUDÊNCIA TÃO ABSURDA QUE BEIRA PRA MIM A DOLO EVENTUAL.
DEVERIA RESPONDER NO TRIBUNAL DO JÚRI ASSASSINO.”

“Colocar policiais militares para fazer bico joga na lata do lixo o nome da gloriosa Polícia Militar do Estado de São Paulo e do próprio Governador Geraldo Alckmim a quem cabe contratar e prover o sustento dos policiais militares no exercício da profissão” 25

09.06.2011 19h.00

 

 

Câmara de S. José discute ‘bico oficial’ 

 

 

   

 

por O Vale

 

 

 

 

Cerca de 50 pessoas participaram na quarta feira,8, de uma consulta pública na Câmara Municipal de São José dos Campos sobre a implantação da ‘bico oficial’ para policiais militares.

Entre os participantes, estavam advogados, representantes de associações de bairro e vereadores.

Durante o evento, dois representantes da PM explicaram o que é a Atividade Delegada e responderam perguntas da população.

“Esse debate era necessário antes de levar o projeto para votação”, diz o vereador Cristiano Ferreira Pinto (PV).

O debate sobre a implantação do ‘bico’ em São José se estende desde maio do ano passado e ainda não há um prazo para a implantação.

“Antes, vamos fazer algumas alterações no projeto. Queremos criar uma comissão para fiscalizar os resultados da Atividade Delegada”.

No Vale do Paraíba, Pinda e Taubaté aprovaram o projeto e aguardam liberação da Secretaria de Segurança Pública.

Dúvidas – As principais dúvidas levantadas pela população dizem respeito à atuação dos policiais no horário de folga. Pessoas presentes perguntaram se a rotina não será muito estressante, se haverá equipamentos para o trabalho e se os policiais atuarão como fiscais ou no combate ao crime.

Segundo Marcelo de Oliveira Garcia, capitão da PM, foi feito um estudo para que a rotina do policial não atrapalhe sua saúde. “As escalas darão tempo para que ele descanse entre o dia que for funcionário da prefeitura e o dia que atuar como PM”.

O capitão afirma que os policiais que trabalham nos dias de folga, também trabalharão com a prevenção ao crime. OVALE

COMENTÁRIOS – Putz, de dentro de algum armário Platéia do Debate comenta que me enganei. O projeto que propõe contratar policiais militares pela prefeitura é do de autoria do prefeito. Todavia, continuo afirmando que colocar policiais militares para fazer bico joga na lata do lixo o nome da gloriosa Polícia Militar do Estado de São Paulo e do próprio Governador Geraldo Alckmim a quem cabe contratar e prover o sustento dos policiais militares no exercício da profissão. Desejar que façam “bico” nos horários de folga é retirar deles o tempo dedicado aos afazeres pessoais e às famílias. Quem se responsabilizará se algo de ruim acontecer ao policial militar durante o “bico”?  É incrível que o prefeito tenha apresentado esse projeto e mais incrível ainda que a Câmara Municipal discuta, como fez, o tal “bico oficial”. Nossos vereadores-tiriricas precisam aprender que estão lá para prestar serviço e não como um meio de vida recebendo oito mil reais de salários, mordomias, contratando vários aspones à custa do contribuinte enquanto o salário mínimo é de R$ 545,00. Será que o leitor já viu algum vereador-tiririca comentando que a água servida pela Sabesp contem metais pesados, produtos químicos, fármacos, hormônios sexuais e desreguladores endócrinos? Já tomou conhecimento se algum vereador-tiririca exigiu que fosse feito o exame toxicológico nos moradores do entorno da Revap? Pois é, até um concurso fajuto foi realizado na Câmara Municipal, e você leitor ficou sabendo de algum vereador-tiririca que lutou pela apuração dos fatos que se encontram na Justiça? Isso ai, e muito mais. Ser vereador é fazer cumprir a relação custo-benefício, o contribuinte sempre tem razão, principalmente quando é largado em macas nos corredores do Hospital Municipal, mal atendido, para não dizer desprezado por aqueles a quem paga salários milionários. Chega de reeleições absurdas conseguidas à custa desse enorme e nojento curral eleitoral. Fora com os políticos carreiristas. Ainda que se imaginem donos desta cidade. Simplesmente não são. Comentado por Ricardo Faria, 09/06/2011 18:03

Acho que se alguém quer realmente resolver o problema destes profissionais, deveria analisar se as condições de trabalho (horas trabalhadas, salário, benefícios) são mesmo inapropriados. Caso seja, corrigir o problema. Políticos devem aprender a governar e administrar os recursos públicos da população com mais eficiência e simplicidade, invés de remendar com práticas que tornam a máquina pública mais pesada e ineficiente. Comentado por José, 09/06/2011 16:26

Processo nº 07347/2011, Projeto de Lei 199/2011, autor PODER EXECUTIVO. Está disponível para consulta de qualquer cidadão, na Câmara Municipal. Comentado por INFORMANDO CIDADÃO LUIS, 09/06/2011 14:15

Esse debate era necessário antes de levar o projeto para votação”, diz o vereador Cristiano Ferreira Pinto (PV)? O Projeto é de Autoria do Chefe do Poder Executivo KKKKKKKKK ME ENGANA QUE EU GOSTO O CRISTIANO ODEIA O PSDB ATÉ SAIU DO PARTIDO ENTROU NO PV PORQUE PERDEU NO VOTO EM FORMA DEMOCRATICA PARA O HELIO NISCHIMOTO SEMPRE O PSDB AJUDOU O CRISTIANO E AGORA ELE FICA AI QUERENDO EMPURRAR GOELA ABAIXO ESSES PROJETOS,NA REALIDADE O CRISTIANO É PRE CANDIDATO A PREFEITO PELO PV ELE QUER É DETONAR O PSDB….PSDB ACORDA ABRE CONCURSO….JA ESTA NA HORA. Comentado por LUIS, 09/06/2011 14:10

Tanta hipocrisia, policiais não precisam se matar de trabalhar e ainda fazer “bico legal”, para complementar sua renda, precisam de salário digno e honrado para que fora de serviço descanse e fique com seus familiares, fora que com esse bico ganhara miseros reais e no “bico ilegal” se ganha muito mais, aumento já para todas polícias “Civil e Militar”. Policiais façam valer de seu direito não aceitem esse “SAPO” de servir essa politica ruim de nossos péssimos governantes. Comentado por H.Romeu Pinto, 09/06/2011 14:08

VERDADE MEMO, EU TAVA LÁ.. ESSE RICARDO FARIA FALA MAL DE TODO MUNDO PORQUE NINGUÉM SUPORTA ELE!!! OPINIÕES ABSURDAS, DIGNAS DE UMA CRIANÇA DE 6 ANOS… Comentado por tava la, 09/06/2011 13:59

Ricardo Faria, o Sr. está muito desinformado. O Projeto é de Autoria do Chefe do Poder Executivo, o vereador em questão apenas promoveu o debate, que é o seu papel. Quando for comentar alguma barbaridade deste tipo, tenha pelo menos o cuidado de se informar. Comentado por Platéia do Debate, 09/06/2011 13:51

Policial Também necessita de descanso e salário justo, após passar fazendo ronda nas mazelas da sociedade. Bico não é salário. Ponham um vereador para fazer uma ronda noturna, com colete inadequado, armmamento idem, viaturas que não podem fazer frente aos carros que eles tem que perseguir. Depois que ele passar a noite fazendo ronda pergunte a ele se o salário esta bom? Comentado por Munícipe, 09/06/2011 13:06

É paga um salário miserável e agora querem por os caras pra fazer “bico”, isso é falta de competência, porque vereador ganha $7.000,00 + ou -, é um disparate de salário, e os mesmos sempre reclamando para aumento, agora os caras pedem aumento dizem que é impossível, engraçado, os vereadores devem “trabalham” muito para receber um valor tão alto não é mesmo pessoal?Eu aqui com meu mísero salário de $ 545,00 tenho que fazer milagre pra sobreviver, mas eles não podem aumentar o mínimo, é muita coisa… Vai p..PPP… Comentado por Eu, 09/06/2011 11:04

Uma cidade que fabrica automóveis, satélites e aviões não pode suportar isso; – O projeto do vereador-tiririca Cristiano que pretende autorizar a contratação de policiais militares, nas horas de folga, para fazer bico na prefeitura é um absurdo. Joga na lata do lixo o nome da gloriosa Polícia Militar do Estado de São Paulo e do próprio Governador Geraldo Alckmim. Mais uma razão para acabar com as malfadadas reeleições. Os vereadores precisam entender que o cargo é uma prestação de serviço e não um meio de vida com salários milionários e tantas mordomias. Menos ainda para apresentar esse tipo de projeto. Uma galhofa a mais para chorar de tanto rir. Que cidade! Comentado por Ricardo Faria, 09/06/2011 10:50

Isso pra mim está cheirando a golpe, o Governador está empurrando goela abaixo por meio da midia e da câmara com medo dos militares do estado de São Paulo entrarem em greve como aconteceu no Rio de Janeiro… Bico não é aumento de salário, mas sim aumento de carga horaria… Não vamos cair nesse golpe Comentado por Robert, 09/06/2011 10:33

“As escalas darão tempo para que ele descanse entre o dia que for funcionário da prefeitura e o dia que atuar como PM”.” ser funcionário da prefeitura?????, e o concurso publico que muitos pagam, passam e não são chamados? Comentado por fazendo nome, 09/06/2011 10:26

porque tem que fazer bico, já não ta trabalhando, não da para engolir que alguns comentem crimes porque ganha pouco, e o pai de família honesto que sobrevive com salario mínimo, não faz bico e não comete crime? a prefeitura deveria é abrir mais vaga para os joseenses que estão desempregados para cobrir esta necessidade se há! Comentado por fazendo nome, 09/06/2011 10:23

Concordo com tudo que foi expressado pelo Pastor e acrescento: Ao invés de aumentar a carga de trabalho do “bom” policial e afastá-lo ainda mais do convíveo de seus familiares, porque o estado não pensa em remunerá-los melhor, de acordo com a dignidade que merecem e deixem esses postos de trabalho para quem ainda não o tem? Comentado por kvlguy, 09/06/2011 10:11

Tinha que ser coisa do DESgoverno do estado de são empurrar uma carga extra de trabalho para o policial. Sinto me envergonhado de ver essa palhaçada e não poder fazer nada. Agora o policial ficará menos tempo com a família, já pensaram nisso? FORA QUE ISSO É DAR EMPREGO PRA QUEM JA TEM!!! ABSURDO Comentado por Willian G, 09/06/2011 09:51

PREFEITURA,CRISTIANO PRETE ATENÇÃO VAMOS DAR EMPREGO AO JOSEENSE QUE PAGA IMPOSTO VAMOS ABRIR CONCURSO PARA FISCAL,MOTORISTA,AJUDANTE GERAL CHEGA QUEM ANDA PELA CIDADE VE PROFESSOR DIRIGINDO,VE AQUELES QUE DISPUTARAM ELEIÇÃO E FORAM DERROTADOS DIRIGINDO AUTOMOVEIS O MAIOR ABSURDO FOI O QUE EU VI UMA VIATURA DA PREFEITURA PROXIMO AO PAÇO MUNICIPAL PAROU E ME PEGUNTOU COMO FAZIA PARA ELE ENTRAR NA FUNDO DO VALE AI É FLOID. Comentado por DA SILVA, 09/06/2011 09:27

ISSO É UM ABSURDO, VÃO DAR EMPREGO PARA QUE JÁ TEM EMPREGO , E COM CERTEZA ELES NÃO VÃO PARAR DE FAZER OS BICOS POR FORA, PORQUE AS PREFEITURAS NÃO ABREM CONCURSOS PÚBLICOS NA ÁREA DE SEGURANÇA DANDO OPORTUNIDADE PARA QUEM NÃO TEM EMPREGO. PARA EVITAR CASOS IGUAIS AO COMENTADO PELO PASTOR ETIENE SALES. Comentado por DE OLHO, 09/06/2011 08:49

NA MAIORIA DE TODOS OS DIAS EM QUE ABRIMOS A INTERNET, JORNAIS E VIMOS TELEVISOR NOS DEPARAMOS COM NOTICIAS DE POLICIAIS ENVOLVIDOS DE FORMA CRIMINOSA A POUCO DIAS ATE EM ROUBO A CAIXAS ELETRONICOS.CREIO DA SEGUINTE FORMA: JESUS FORMOU DICIPULOS PARA DICIPULAREM.QUANDO UMA PESSOA ESTUDA PARA SER PROFESSOR E PARA DAR AULA. CADA UM NA SUA PRAIA. E IMPOSSIVEL ASUBIAR E CHUPAR CANA. O LUGAR CORRETO DO POLICIAL E PROTEGER A POPULACAO CONTRA O MUNDO CRIMINOSO.ESTAMOS OBSERVANDO QUE A CADA DIA A PREFEITURA DE SAO JOSE ESTA SE ESQUIVANDO SOBRE O COMPROMISSO SEU DE FISCALIZAR O MUNICIPIO. SENHORES VEREADORES TENHAO VISAO DO ALTO E NAO DE BAIXO. ACORDEM PARA A VIDA. Comentado por TO LIGADO, 09/06/2011 08:33

 

O GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – ACOLHENDO REPRESENTAÇÃO DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA E PARECER DA PROCURADORIA DO ESTADO – RETARDA O JULGAMENTO DE POLICIAIS DA SUPOSTA “QUADRILHA DO GARRA” DE MOGI DAS CRUZES…(O rigor do Dr. Pinto é circunstancial e seletivo? “Via rápida” só para desafetos, pobres e desapadrinhados! ) 22

Investigador e delegado planejavam até execução de empresário que se recusava a pagar propina; MPE denuncia 11 policiais à Justiça

Policiais civis de Mogi achacavam comerciantes

Bruno Tavares

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelam que policiais civis de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, planejavam executar um comerciante que se recusava a pagar propina. O diálogo interceptado em junho de 2003 é entre o investigador Maurimar Batalha e o delegado Eduardo Peretti Guimarães, acusado de chefiar um esquema de achaque dentro do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), unidade de elite da Polícia Civil. Além deles, outras 16 pessoas – entre elas 11 policiais civis – foram denunciadas à 2ª Vara Criminal de Suzano por tomar dinheiro de proprietários de desmanches de veículos, casas de prostituição e máquinas caça-níquel.

As investigações do Grupo de Atuação Especial Regional de Combate ao Crime Organizado (Gaerco), do Ministério Público Estadual (MPE), em Guarulhos, concentraram-se de 2002 a abril de 2004. Segundo promotores, Guimarães, além de receber propina, “auxiliava criminosos na prática dos delitos, avisando, no caso de eventual outra equipe policial, que não estivesse integrada nesse esquema criminoso, comparecer nos estabelecimentos comerciais irregulares”.

Num dos grampos, um homem identificado como Anderson pede autorização ao delegado para abrir uma boate em Jundiapeba, em Mogi. “Tem que conversar aí, não tem?”, pergunta. O delegado confirma e se compromete a enviar um investigador para fazer o “acerto”.

As conversas mostram que a suposta quadrilha do Garra orientava seus “clientes” a jamais pagar propina a outros policiais. Numa interceptação de julho de 2003, Guimarães conversa com o também delegado Hélio Kajitani sobre a intromissão de outro policial no esquema de Suzano. “Não, fala assim: o negócio é o seguinte: tá pago para Suzano. Entendeu? Eu fui me informar em Suzano, não tenho que pagar para vocês porra nenhuma, entendeu?”

Os pagamentos, segundo o Gaerco, eram feitos com cheques de terceiros. Em seguida, os valores arrecadados seguiam para os irmãos Luís Roberto e Roberto Luís Faberge, donos de uma concessionária de veículos. Os dois tinham a função de lavar o dinheiro. Na quebra do sigilo bancário do delegado Guimarães, os promotores identificaram pelos menos três depósitos suspeitos – de R$ 65 mil (em 2002), R$ 79 mil (em 2003) e R$ 9.500 (em 2004). Ele é proprietário de uma casa de R$ 400 mil no litoral norte.

O advogado Paulo Roberto da Silva Passos, que defende Guimarães, condenou o “jogo de pressão inominável” do MPE contra seu cliente. Segundo ele, os grampos são de 2003. “São provas requentadas”, acusou.

O criminalista conta que, após as primeiras suspeitas contra os policiais, foram instaurados três processos distintos: um procedimento administrativo, um inquérito policial e um inquérito civil público. O primeiro, segundo Passos, foi arquivado por ordem da Delegacia-Geral da Polícia Civil. O inquérito policial também não seguiu adiante. “Nesse caso, houve anuência de uma promotora que trabalhava no Gaerco”, afirmou o advogado. “Se essas escutas existem há quase seis anos, por que só agora foram anexadas. Não há fatos novos e nem provas contra o meu cliente.”

Passos também fez questão de afastar as suspeitas sobre o patrimônio constituído pelo delegado Guimarães. Como delegado de 3ª classe, o salário dele gira em torno de R$ 4 mil. Para o Gaerco, alguns dos bens em nome dele são incompatíveis com seus rendimentos. “Ele, de fato, possui uma casa no litoral e outra num bom condomínio de Suzano”, confirmou o advogado. “O imóvel na praia foi dado pelo pai. A residência dele foi comprada com dinheiro que ele guardou. Está tudo declarado no Imposto de Renda.”

O Estado procurou os irmãos Faberge, mas nenhum deles foi localizado até as 23 horas. O investigador Maurimar Batalha também não foi encontrado para comentar as acusações.

A Secretaria da Segurança Pública informou que não teria condições ontem de detalhar qual a atual situação funcional dos policiais denunciados pelo Gaerco.

A ESCUTA
26/6/2003
20h30

Peretti: Alô?

Maurimar: Doutor, sou eu, Maurimar. Eu tô aqui, tá tudo apagado, não tem ninguém…

Peretti: Putz, esse cara tá dando bonde em nós.

Maurimar: O que o senhor quer que eu faça?

Peretti: Não tem ninguém aí?

Maurimar: Não, está tudo apagado.

Peretti: E o telefone dele?

Maurimar: O celular eu não tenho. Tô ligando na casa e ninguém atende. Tá tudo apagado. Não tem carro na garagem, não tem nada.

Peretti: Eu acho que esse cara deu chapéu, viu?

Maurimar: Chapéu não. Não tem como ele sumir daqui. Se ele deu chapéu, não passa de segunda (feira) esse cara.

Peretti: Segunda-feira nóis mata ele, esse filho da p…

Maurimar: O senhor quer que eu dê um tempo aqui; daqui a pouco volte lá? O que é que faz?

Peretti: É bom dar um tempo. Vê, faz o que quiser por aí.

Maurismar: Vou dar um rolê e daqui a pouco volto aqui.

1.º/7/2003
11h18

Anderson: E aí, doutor?

Peretti: Tudo bem?

Anderson: Deixa eu falar uma coisa pro senhor. Não sei se o senhor tá sabendo, eu estou abrindo uma boate aí em Jundiapeba.

Peretti: Não tô sabendo, não.

Anderson: É, em frente ao Estrela.

Peretti: Ah…

Anderson: E queria saber uma coisa do senhor. Tem que conversar aí, não tem?

Peretti: Isso. Quer ver? Segunda-feira… Que horas você vai estar na segunda-feira?

Anderson: Ah, provavelmente lá, né? Eu tô ajudando os caras lá…

Peretti: De dia você tá lá?

Anderson: Tô.

Peretti : À tarde?

Anderson : É.

Peretti : Eu peço pro investigador passar lá.

Fonte: O Estado de São Paulo

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Delegado
Eduardo Peretti é internado com edema no cérebro
Cléber Lazo
Da reportagem local
Amilson Ribeiro

Eduardo Peretti passou mal em casa no domingo
O delegado mogiano Eduardo Peretti foi internado no Hospital Santana após um diagnóstico de edema cerebral. Ele foi levado à unidade médica no domingo, depois de passar mal quando estava em casa.Segundo o pai do delegado, o ex-vereador Benedito Faustino Taubaté Guimarães, o estado de saúde do filho não é crítico, mas preocupa.“Ele estava bem, mas por volta das 19 horas de domingo começou a suar frio e não aguentava ficar em pé. Quase desmaiou. Corremos com ele para o hospital e uma tomografia computadorizada constatou a doença”, contou Taubaté.No dia seguinte à internação, chegou a ser cogitada a possibilidade de transferir o delegado para um hospital da capital paulista. No entanto, a equipe médica que cuida de Peretti em Mogi preferiu aguardar até que o policial faça todos os exames que vão indicar a intensidade e as consequências do problema. “Hoje (ontem), ele deve fazer uma ressonância para tirar todas as dúvidas sobre o edema, que pode ter rompido uma artéria ou um vaso sanguíneo. Caso uma destas situações seja comprovada, a equipe vai avaliar uma possível transferência”, disse o pai do delegado que chefiou o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) de Mogi.Taubaté acredita que ele tenha apresentado esse quadro clínico depois que passou a sofrer de pressão alta e de crises de tensão nervosa. “Não sabíamos da doença e só descobrimos quando ele passou mal. Foi um susto para todos”, salientou.

Edema
O edema cerebral é desencadeado pelo aumento de líquidos no cérebro. Ele pode surgir em uma zona limitada ou em todo o cérebro. As principais causas do edema são tumores, acidente vascular cerebral, traumatismo cerebral com ruptura de um vaso, isquemia, meningite, entre outras.
O tratamento é feito com medicamentos diuréticos para obrigar o organismo a eliminar líquidos em excesso e corticóides para reduzir o inchaço do crânio. Quanto mais cedo começar o tratamento, maior é a chance de reduzir as possíveis sequelas.

Será que nada mudou na Secretaria de Segurança deste Estado?

Continuando a velha regra: Quem toma 1 milhão é Barão; quem toma 1 tostão é ladrão?

Análise de indenização por falta de revisão anual em vencimentos é suspensa 10

Quinta-feira, 09 de junho de 2011
Análise de indenização por falta de revisão anual em vencimentos é suspensa

Após o voto do ministro Marco Aurélio (leia a íntegra RE565089) reconhecendo o direito de os autores do Recurso Extraordinário (RE) 565089 serem indenizados por não terem recebido revisão geral anual em seus vencimentos, a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha pediu vista dos autos. O julgamento do recurso teve início nesta quinta-feira (9), no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).
No recurso, os autores – servidores públicos civis de São Paulo – afirmam que não buscam obter, na justiça, qualquer espécie de reajuste ou aumento nos vencimentos, mas apenas uma indenização pelas perdas inflacionárias sofridas nos últimos anos, por conta da omissão do Estado de São Paulo que, desrespeitando o disposto no artigo 37, inciso X, da Constituição Federal, não concedeu a revisão geral anual para os servidores públicos estaduais. No RE, os autores lembram que o STF já reconheceu, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2492, a mora legislativa do governo paulista sobre o tema, o que seria bastante para caracterizar a omissão, fazendo surgir daí a obrigação de indenizar.
Durante o julgamento, além do advogado dos autores do RE e do procurador do Estado de São Paulo, falaram como interessados a Associação Nacional de Defesa dos servidores Públicos (Andesp), a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) e o Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Santa Catarina (Sinpofesc).
As manifestações convergiram para o mesmo ponto: de que a revisão geral anual é um direito do servidor público, que tem como intuito corrigir monetariamente os vencimentos, evitando a corrosão do seu valor de compra pela inflação. A lógica da revisão é de que o servidor tenha garantia de que ao menos poderá comprar o mesmo numero de carrinhos de supermercado que comprava no ano anterior, exemplificou o advogado dos autores.
De acordo com o advogado dos recorrentes, se não for reconhecido direito a indenização por conta da não aplicação da revisão anual, estará se homenageando quem dolosamente descumpre carta da república.
Para mostrar a importância do tema, ele fez menção ao caso dos mais de 400 bombeiros militares, aquartelados no Rio de Janeiro, que estariam exatamente lutando para terem direito à revisão geral anual.
São Paulo
O procurador do Estado de São Paulo disse que, no seu entender, afirmar que a não aplicação da revisão geraria direito a indenização, seria como aprovar a própria revisão, por meio judicial, o que não seria possível. De acordo com ele, a revisão tem que ser remetida à lei, senão estaria se criando uma espécie de reajuste automático, com base em índices oficiais. Para o procurador, isso traria prejuízo para todos, tanto para administração quanto para os próprios recorrentes.
Voto do relator
Em seu voto, o ministro Marco Aurélio ressaltou que os autores do recurso não buscavam nenhuma forma de ganhar aumentos. Buscam, apenas, a indenização pelo descumprimento de um dever jurídico, de um comando constitucional, pelo Estado de São Paulo, explicou.
Segundo o ministro, a revisão geral anual está assegurada na Carta Política, no artigo 37, X. Para ele, correção monetária não é ganho, nem lucro, nem vantagem. O reajuste, disse o ministro, é um componente essencial do contrato do servidor com a administração pública. Além disso, é uma forma de resguardar os vencimentos dos efeitos perversos da inflação.
Assim, nem mesmo a alegação de eventual impacto financeiro negativo nas contas públicas justificaria a inobservância do dispositivo constante do artigo 37, X, da Constituição, asseverou o ministro Marco Aurélio.
Comando e sanção
Ao tratar da possibilidade de indenização, o ministro explicou que enquanto o comando diz o que se deve fazer, a sanção diz o que acontece se o comando não for respeitado. Comando e sanção, no entender do ministro, são inseparáveis.
Para o ministro Marco Aurélio, o quadro demonstra desprezo do executivo para com o comando constitucional, quanto ao que garantido aos servidores públicos. Havendo omissão, disse, o estado deve indenizar quando demonstrado que, existindo obrigação de agir, e possibilidade de evitar lesão, ocorreu fato danoso. Se o estado não agiu, disse o ministro, responde pela incúria, pela deficiência ou ineficiência.
Afirmando entender que o Estado de São Paulo solapou direito dos servidores públicos ao negar a revisão geral anual, o ministro votou pela procedência do pedido, impondo ao Estado de São Paulo o dever de indenizar os autores do recurso.
MB/AD

Lá quem protesta não vai preso! Aqui? Aqui é preso! Aqui é demitido! Protesto assusta aos “Porcos”… 34

09/06/2011 14h28 – Atualizado em 09/06/2011 17h28
‘Aqui, quem protesta não vai preso’, diz brasileiro bombeiro nos EUA
Para Odimar Batista, situação dos colegas no Brasil é absurda.
Bombeiros iniciantes ganham R$ 6,5 mil por mês em sua cidade, contou.

Daniel Buarque Do G1, em São Paulo
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O brasileiro Odimar Batista, com farda de bombeiro nos EUA (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)O brasileiro Odimar Batista, com farda de bombeiro
nos EUA (Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)

O bombeiro Odimar Batista ficou chocado com as notícias que leu a respeito da prisão de seus colegas de profissão que atuam no Rio de Janeiro após protestos por melhores salários e condições de trabalho. Depois de quatro anos trabalhando na função, ele está acostumado a ver seus contratos renegociados periodicamente e a ver manifestações de colegas serem aceitas sem haver repressão. “Aqui, quem protesta não vai preso”, contou ao G1 direto dos Estados Unidos, onde vive desde 1988.

“Os bombeiros aqui nos Estados Unidos, por meio dos sindicatos, podem negociar seus contratos cada vez que eles expiram. Todo trabalhador tem direito a isso”, contou, a respeito da situação na cidade de Wayland, em Massachusetts, onde trabalha.

Segundo ele, sempre existe um ponto de contenção, e é normal haver disputa nas negociações. “Mas tudo é negociado bem detalhadamente. Colocamos o que queremos na mesa e vamos discutindo. Há uma mediação, às vezes o processo é litigioso e tudo é disputado. Em alguns lugares do país, quando não se chega a acordo, os bombeiros fazem protestos, aparecem na mídia, falam, mas não são presos”, disse.

R$ 6,5 mil por mês
Batista respondeu ao contato do G1 e concedeu entrevista desde Massachusetts por telefone usando um iPhone. No Brasil, um aparelho como este custa cerca de R$ 1.500, um valor bem acima do salário inteiro de muitos bombeiros brasileiros.

Segundo Batista, o salário de um bombeiro iniciante em Wayland, cidade em que trabalha, é de US$ 49 mil por ano (equivalente a cerca de R$ 6,5 mil por mês). Além disso, há uma série de “diferenciais”, como curso superior, curso de paramédico e horas extras, que aumentam o valor recebido pelos profissionais.

“Do ponto de vista financeiro, é um trabalho que vale a pena”, disse. Fora o salário, os bombeiros da cidade trabalham em um esquema de dois plantões de 24 horas em 3 dias, seguidos de 5 dias de folga, o que permite que tenham outros trabalhos. “Eu tenho outros dois trabalhos, que ajudam a melhorar a renda”, disse Batista.

Nos Estados Unidos, os bombeiros respondem às cidades em que atuam, e não ao governo do Estado como acontece no Brasil. Os salários são definidos localmente, e variam de lugar para lugar. Em Nova York, por exemplo, o salário inicial dos profissionais é equivalente a R$ 4,3 mil por mês, com 5 reajustes anuais até chegar a R$ 6,1 mil – sem contar benefícios. No caso de paramédicos, o valor é mais alto, e começa em quase R$ 6 mil.

Em todo o país, há muitos voluntários que trabalham como bombeiros, mas a instituição também costuma ter profissionais contratados, de carreira.

Vocação longe de casa
Mineiro de Coronel Fabriciano, Batista morava em Vitória (ES) quando foi para os Estados Unidos, em 1988, aos 17 anos. A ideia era ficar pouco tempo, mas ele começou a trabalhar e acabou ficando até hoje.

Após trabalhar em restaurantes e como pintor, em 1995 ele decidiu que queria ser bombeiro. Fez cursos, testes de seleção, buscou de todas as formas, mas só conseguiu ser aceito em 2008. “O processo é muito rigoroso”, disse. Desde então, já trabalhou em duas cidades diferentes e já esteve em situações de risco, atuando em incêndios residenciais e situações de resgate e busca.

Por mais que se tornar bombeiro tenha sido a realização de vocação, um sonho profissional, Batista disse ao G1 que, por conta da situação dos colegas no Brasil, não aceitaria voltar para o país onde nasceu para exercer a mesma função.

“Gostaria muito de voltar para o Brasil, mas não aceitaria essas condições de trabalho de maneira alguma. Não teria as oportunidades e as condições de trabalho que tenho aqui”, contou. “Arriscamos nossa vida exercendo a função de proteger vidas. É um sacrifício pessoal e familiar. No Brasil, o trabalho é feito sem receber bem, com equipamentos problemáticos e sem poder reclamar. O que está acontecendo é um absurdo”, disse.