

Família de Edmar Moreira vive batalha judicial
(Jornal da Cidade – Inserida em 05/08/2009 – (11h13)
O inferno astral da família do deputado Edmar Moreira (sem partido) parece não ter fim. Depois do escândalo do castelo de R$ 25 milhões construído na Zona da Mata mineira, da acusação de apropriação de recursos que deveriam ter sido repassados pelas suas empresas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do uso indevido das verbas indenizatórias – desta última acusação inocentado no Conselho de Ética da Câmara –, mais dois integrantes do clã Moreira se veem às voltas com a Justiça. Desta vez o caso envolve o filho do parlamentar, o delegado da Polícia Civil paulista Júlio Augusto Fernandes Moreira, e o irmão mais velho do deputado, o engenheiro florestal Elmar Batista Moreira.
A rixa familiar remonta a 1996. Acusado de ter espancado Elmar, Júlio briga na Justiça pelo direito a uma indenização por danos morais. O mesmo pedido faz o tio. O primeiro acusa um jornal de Juiz de Fora e Elmar de difamá-lo em uma reportagem. Em entrevista ao veículo de comunicação, Elmar teria contado que apanhou do sobrinho em outubro de 1996, durante evento em comemoração pela vitória de seu candidato a prefeito nas eleições daquele ano – adversário de Edmar Moreira.
Processado pelo sobrinho, o irmão de Edmar resolveu pedir indenização pela agressão sofrida, no mesmo processo, por meio de um mecanismo jurídico chamado de reconvenção. A ação tramitou em primeira instância na 1ª Vara Cível de Juiz de Fora – cujo juiz negou a indenização a ambos. Insatisfeitos com o resultado, ambos recorreram ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais em abril deste ano. Nesta quarta-feira à tarde, a 12ª Câmara Cível do TJ julga o recurso.
Defesa
Não é a primeira vez que tio e sobrinho se encontram nos tribunais pelo mesmo assunto: em novembro de 1996, Elmar entrou com uma ação por lesão corporal contra Júlio. O processo, no entanto, foi arquivado sem julgamento do mérito porque ultrapassou o prazo de oito anos de tramitação previsto na legislação penal. Essa ação, aliás, será o pano de fundo para a defesa de Elmar e Júlio. O advogado do primeiro, Ricardo Leitão, vai argumentar aos desembargadores, na sessão desta quarta-feira, que Júlio foi condenado a dois anos e oito meses de prisão pelo crime – e só não cumpriu a pena por causa da prescrição.
“Uma condenação criminal prevê uma indenização na área cível. O Elmar nunca quis mover uma ação de indenização contra o Júlio, mas como ele (Júlio) começou a discussão judicial por causa da matéria, ele (Elmar) se defendeu e entramos com uma ação de regresso pedindo os danos morais também”, explicou Ricardo Leitão.
Pois a demora na tramitação da ação criminal – que resultou na prescrição – também será o argumento do advogado de Júlio Moreira. “A agressão não ocorreu, tanto que eles não conseguiram prová-la, o que fez com que o processo se arrastasse durante anos”, afirmou o advogado Sérgio Santos Rodrigues, que negou a condenação de seu cliente.
Com informações de Isabella Souto – Estado de Minas
http://www.ourofinoonline.com.br/2009/08-agosto/edmar_050809.htm
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O querelante, em 1996, salvo engano , já ocupava um cargo de Delegado de Polícia neste Estado.
Presumível, na condição de funcionário público, domiciliado nalguma cidade deste Estado.
Presumível, como todo e qualquer Delegado, o dever de trabalhar em dia de eleição ou permanecer de sobreaviso até depois da apuração dos votos, inclusive. Ah, certamente é dono de helicóptero e avião!
Por outro lado, o Querelante afirmou não possuir quaisquer máculas na vida pública e privada…
Os jornais mineiros, um tio, um advogado, apontam seja o Querelante violento e descontrolado de tal sorte a quebrar o queixo e dentes do irmão do próprio pai; apenas por motivos eleitorais. Dentro de um bar!
O que o Querelante fazia num bar?
O Querelante possui consciência da mácula que causou e causa ao bom nome da carreira dos Delegados de Polícia de São Paulo?
Não, né?
Oportundo lembrar que há correntes doutrinárias apontando que o termo de prescrição das faltas disciplinares, inicia-se da data em que a Administração toma conhecimento do ilícito.
Consoante tal corrente o Querelante faz por merecer um daqueles “rigorosos” processos administrativos; para que, em ambiente cercado de todas as garantias processuais, exerça ampla defesa e , ao final, reste demonstrada a inveracidade dos fatos narrados pelos jornais de Minas.
Uai, P.A. só dói um pouquinho no início; depois a gente “relaxa e goza” .
Para milionário como Vossa Senhoria não passará de pequeno incômodo.
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Documentos levantam mais suspeitas sobre patrimônio de Edmar Moreira
| Ricardo Beghini – Estado de Minas |
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Documentos do cartório de registro de imóveis de São João Nepomuceno, na Zona da Mata, levantam mais suspeitas sobre a origem do patrimônio do deputado federal Edmar Moreira (DEM-MG) e de seus familiares. Indicado por Edmar para compor o segundo escalão da administração municipal de Juiz de Fora, também na Zona da Mata, o presidente da Empresa Municipal de Habitação do município, Daniel Ortiz Miotto, desembolsou R$ 326 mil em dinheiro por uma fazenda, incluindo os valores gastos com cartório e com a comissão do leiloeiro, e três meses depois revendeu a propriedade para o filho de Edmar, o delegado da Polícia Civil de São Paulo, Júlio Augusto Fernandes Moreira, que também é um dos proprietários oficiais do castelo Monalisa, uma suntuosa construção, avaliada em R$ 50 milhões pelos corretores da região, mas, de que acordo com a família, vale R$ 25 milhões.
De acordo com duas certidões do cartório Knop, obtidas pelo Estado de Minas, em 31 de maio de 2000 foi registrado que Ortiz adquiriu “uma propriedade agrícola com a área remanescente de 211 hectares”, denominada Fazenda Pedra Bonita, avaliada em R$ 310 mil, no distrito de Carlos Alves, vizinha ao castelo da família Moreira. O pagamento teria sido feito em dinheiro. Na época, o presidente da Emcasa era funcionário da empresa paulista Itatiaia Segurança, que pertencia a Edmar, e que faliu, deixando dívidas trabalhistas e previdenciárias. Ortiz trabalhava como gerente de operações, com o salário de aproximadamente R$ 2,5 mil.
Curiosamente, os registros do cartório revelam que, pouco mais de três meses depois da aquisição do imóvel, em 8 de setembro de 2000, Ortiz vendeu a fazenda pelo mesmo valor de R$ 310 mil ao filho do deputado federal. Na transação, o homem de confiança de Edmar na Prefeitura de Juiz de Fora não fez um bom negócio e teve um prejuízo de pelo menos R$ 16 mil, relativos aos gastos com despesas de cartório e comissão doeleiloeiro. A propriedade arrematada por Ortiz em maio daquele ano fazia parte da massa falida da Entesse Empresa de Segurança e Transportes de Valores Ltda, que pertencia ao irmão mais velho do deputado e um dos seus maiores desafetos, Elmar Batista Moreira.
Leia também: Deputado dono de castelo renuncia
A indicação de Ortiz à presidência da Emcasa teria sido uma recompensa pelos bons serviços prestados pelo ex-funcionário da família Moreira. Ele dirige a empresa pública desde 2005, nomeado pelo ex-prefeito Alberto Bejani (sem partido), que contou com o apoio de Edmar nas eleições de 2004. Mesmo depois da renúncia de Bejani, preso na Operação Parságada da Polícia Federal, Ortiz continuou no posto.
Ele ainda permanece na atual administração de Custódio Mattos (PSDB), graças ao apoio do DEM, presidido por Edmar em Juiz de Fora, à chapa encabeçada pelos tucanos. No site da prefeitura, na página de apresentação da Emcasa, o minicurrículo de Ortiz não faz menção à passagem dele pela Itatiaia Segurança. Revela apenas que o diretor-presidente da Emcasa é advogado, tem 30 anos, e atuou como chefe de gabinete da Superintendência Regional de Belo Horizonte da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), entre 2003 e 2004.
Briga em casa e na política
Na propriedade adquirida por Ortiz em São João Nepomuceno e depois comprada pelo filho de Edmar, Júlio Moreira, vivia um casal que se tornou um dos maiores desafetos do novo corregedor da Câmara. A advogada Ana Leitão e o empresário Elmar Moreira, cunhada e irmão do deputado federal, respectivamente, transformaram a bicentenária Pedra Bonita em hotel-fazenda. O intenso movimento e a beleza da propriedade teriam levado a mulher de Edmar, Júlia Moreira, a pedir ao marido para construir o castelo de Carlos Alves.
Se as relações entre os vizinhos, embora parentes em primeiro grau, já não eram amistosas, se tornaram mais agudas em 1996, um ano depois de o corregedor cumprir seu primeiro mandato como deputado federal. Durante aquele ano de eleições municipais, os irmãos ficaram em campos opostos da política de São João Nepomuceno. Enquanto Edmar apoiou Olair Leite, o irmão Elmar se aliou a Célio Ferraz, que venceu o pleito. Edmar também não tem boas relações com a irmã, a prefeita reeleita de Nepomuceno, Edméia Moreira (PSDB).
Durante as comemorações da vitória eleitoral de Célio Ferraz, um episódio distanciou mais os irmãos. Num bar do distrito de Carlos Alves, Elmar foi agredido pelo filho de Edmar, Júlio Moreira, hoje delegado da polícia paulista. O sobrinho teria dado um soco no rosto do tio, que fraturou a mandíbula e quebrou três dentes. Elmar denunciou Júlio na 1ª Vara Criminal da Comarca de São João Nepomuceno. O processo 0629002007469-2 tramita na Justiça.
Localizado por telefone pelo Estado de Minas, ontem, Daniel Ortiz ficou de retornar a ligação para falar sobre a compra e a venda da fazenda, mas não o fez e não foi mais encontrado. |
http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2009/02/09/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=98421/em_noticia_interna.shtm
POR QUE POLICIAIS DE SÃO PAULO FORAM AO CASTELO DO EDMAR?
12/fevereiro/2009 14:38
A torre do castelo é perfeita para treinar operações radicais
Um passarinho pousou na janela lá de casa e contou o seguinte:
Policiais que trabalham para José Pedágio foram passear no castelo do Edmar.
Edmar, como se sabe, é um empresário do setor de segurança particular e ex-policial.
Os policiais gostaram tanto do passeio que fizeram rapel na torre principal do castelo.
Deve ser uma forma de treinamento.
A polícia de Pedágio faz cada uma…
O interessante é que eles gravaram tudo em vídeo.
E o passarinho me disse que a Globo comprou o vídeo de um policial que prima pela honestidade.
Porém, a Globo não exibiu esse vídeo nem no jornal nacional nem no Fantástico.
Por que será?
Porque o vídeo não presta.
Porque o Pedágio ligou para a Globo e vetou o vídeo.
Por que ele vetaria?
Qual o mal de policiais de São Paulo fazerem rapel no castelo do Edmar?
Essas, amigo navegante, são apenas hipóteses, como se percebe.
Fonte: http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=5913 |