Em virtude das considerações desrespeitosas e pouco refletidas, cabe afirmarmos que a doutora Marilda e demais membros da ADPESP estão sendo dura e injustamente atacados por várias frentes. Pelo costado, idem!
Quer por opositores interessados na retomada da entidade representativa dos Delegados, a qual jamais foi presidida por mulher, interiorana e de classe inferior.
Quer pelos inimigos naturais; para os quais tudo serve de pretexto à desmoralização da carreira como um todo.
Seja por inimigos fraternais; sempre invejosos daquilo de que não necessitam ou daquilo que já têm suficientemente.
Incontestavelmente, o Governo, exímio manipulador das nossas torpezas, jamais cederia – aliás, jamais cedeu – a pretensas demonstrações de força.
Diga-se de passagem: ceder a blefe de quem nenhuma carta boa traz nas mãos ou nas mangas.
Declaração de greve, neste momento , seria catastrófica para toda a Instituição.
O Governo, sempre exímio manipulador e incentivador das torpezas daqueles a quem por suposto mérito posta nos mais altos cargos de comando, manietou… Subjugou… Mãos e vozes de todos aqueles que poderiam tentar implementar uma doutrina, uma filosofia, um modo de ser e agir policial civil.
Não pensem que falo de mim.
É preciso lembrar que digo daqueles que participaram ativamente do movimento grevista e, também, da subseqüente proposta de reestruturação das classes policiais.
Além do patrocínio de ações judiciais em razão de abusos trabalhistas.
Sem esquecermos dos grandes cérebros da Polícia Civil; aqueles que , noutras épocas, embora tenham alcançado a classe especial jamais exerceram funções de direção.
Com efeito, desde a greve de 2008, medidas são adotadas para que jamais se repita aquele sopro de união entre membros das diversas carreiras policiais civis.
O governo, indubitavelmente, possui o total controle de setores nevrálgicos outrora geridos por Delegados de Polícia e respectivos encarregados.
Absurdamente, criando-se unidades especificamente destinadas ao atendimento de outros órgãos de segurança, entenda-se: FLAGRANTES DA POLÍCIA MILITAR.
Os peritos criminais e legistas se postam como membros de uma TERCEIRA POLÍCIA.
O DETRAN agora é propriedade da PRODESP.
A SAP impõe suas regras para recebimento de presos; que ninguém tente afrontá-los.
Oficial defeca regras na Delegacia.
ASP defeca regras.
GM defeca regra.
E alguns baluartes do Conselho da Polícia Civil defecam em toda a Polícia Civil.
Convém ressaltar que liberdade de crítica conferida aos membros da Polícia Civil é amplamente garantida!
Nem tudo está perdido…
Amplamente garantida, de fato e direito!
Sim, desde que direcionada a assuntos futebolísticos, noveleiros e efemeridades em geral; desde que a efeméride não contrate junto à Administração deste Estado.
De resto, a liberdade de pensamento, opinião, informação, manifestação deve ser expressa por meio dos instrumentos formalmente conferidos pela Lei Orgânica da Polícia Civil, ou seja, reclamação, petição e recursos endereçados, pelos caminhos hierárquicos, à autoridade competente para decisão.
De forma que, caso o policial civil queira reclamar da conduta de seu superior hierárquico, o reclamado seja o primeiro a despachar a petição. Obviamente, reconsiderará sua decisão ou conduta sem a menor retaliação em desfavor do atrevido subordinado.
Outro dado a acrescentar, a lista dos policiais civis processados por lançar – fora dos exercício das funções – críticas a autoridades e atos de gestão é grande.
Não se limita a mantenedores de Blogs; alcança aqueles que despretensiosa e despreocupadamente postam comentários em grandes sites, inclusive.
Em linhas gerais, todos os processados foram condenados por chamar ladrão de ladrão; o que pelo princípio da dignidade humana, valor supremo do governo de São Paulo, fere a garantia da inviolabilidade da imagem e honra do ladrão ocupante de cargo de livre nomeação pelo governo estadual.
Jamais olvidem: NO BRASIL CHAMAR CORRUPTO DE CORRUPTO É CRIME.
Nenhum ladrão da espécie colarinho branco pode ser constrangido a sofrer a desqualificadora denominação popular e genérica: ladrão.
Salvo algumas exceções!
Caro policial civil, você poderá com toda a liberdade chamar o Ministro da Casa Civil de ladrão; nada lhe acontecerá.
Apesar de a Lei Orgânica da Polícia Civil proibir manifestações depreciativas da imagem e respeitabilidade de quaisquer autoridades ou Instituições; sejam federais, estaduais ou municipais.
Também poderá chamar o Ministro da Justiça de ignorante, vagabundo e libertário de facínoras.
Pode chamar a Presidenta de petralha e sapata; o Pinto não determinará a instauração de PAD por procedimento irregular de natureza grave.
O governo estadual lhe garante absoluto direito de manifestação e expressão; ao ofendido – se assim o desejar – caberá buscar as medidas que entender pertinentes na esfera civil e criminal.
Posto que , enquanto policial civil, funcionário do governo de São Paulo, nenhuma falta disciplinar lhe poderá ser imputada.
Contudo, não se atreva a imputar, por quaisquer meios de difusão de informações, ao chefe do executivo, todo seu secretariado e chefes de órgãos, a pecha de MENTIROSOS.
Será massacrado funcionalmente.
Nem sequer ouse truques retóricos como: o Governo de São Paulo se caracteriza por valorizar em seus quadros todos aqueles dotados de natural aptidão para conscientemente induzir a erro.
Também não queira empregar argumentação tal como: o Governo de São Paulo, buscando evitar que dirigentes metam a mão na verba dos subordinados, continua adotando a “sui generis” e muito eficaz formula de controlar os gastos corporativos sigilosos: o relatório secreto, instruído – quando e se possível – por notas fiscais e recibos ultra-secretos.
Verdadeiramente, desvio de verbas – tentado ou consumado – não é coisa de governo do PSDB.
O governo tucano não rouba e não deixa roubar; os poucos que roubam são parcimoniosos e muito inteligentes para se deixarem flagrar.
E jamais cometa injúrias contra Chuchus, Pintos, Carneiros e Gazelas, coisas como: “corno filho da puta”
Caso atente contra a honorabilidade de um valoroso quadro governamental será exemplarmente castigado por acarretar graves danos à imagem do órgão policial, pois não se pautou dignamente na vida pública e privada, tudo com graves consequências para o sentimento de segurança da população.
Sem perder a linha de exposição, não custa lembrarmos da higienização executada pelo atual Secretário de Segurança Pública.
Esta triste figura que transpira decadência, uma certa deformação no semblante, possivelmente, por tantas injustiças que deve ter cometido no curso de sua longa carreira pública.
E continua: o Excelentíssimo Procurador de Justiça, quase septuagenário, afortunado financeiramente, sem a mínima complacência, sem a menor necessidade, contrariando até os não muito diferentes membros do Conselho da Polícia Civil – que unanimamente votaram pela absolvição de ex-investigador ( exonerado por pedido voluntário muito antes da instauração do processo disciplinar ) – por malvadez aplicou a penalidade de 30 dias de suspensão ao cidadão, atualmente advogado, por conta de um singelo comentário em site da Folha de São Paulo.
O rapaz, na plenitude da juventude, agora se vê portador de um antecedente funcional que o impede até da inscrição em concursos para carreiras jurídicas.
Este é o rigor governamental.
O arbítrio , o despropósito, a imoralidade, personificados pelo vestal da honestidade policial, o Doutor Procurador de Justiça: Antonio Ferreira Pinto.
Quantos já foram penalizados e ilegalmente expulsos pelo Dr. Pinto?
De se ver que, nos casos em que o Conselho pede demissão ou suspensão severa: REFERENDA A PENALIDADE ou AGRAVA.
Nos casos em que o Conselho – arbitrária e ilicitamente – propõe severa penalização ou expulsão: REFERENDA SEM QUAISQUER QUESTIONAMENTOS.
Nos casos em que o Conselho – justa e legalmente – propõe absolvição ou abrandamento de penalização: EXPULSA O FUNCIONÁRIO SOB O FUNDAMENTO DE TIBIEZ DOS CONSELHEIROS.
Caros policiais civis, o governo estadual – que faz vez de patrão de empresa privada – é por demais poderoso para ser afrontado por um punhado de funcionários públicos desacreditados e detestados pela coletividade.
Especialmente: afrontado verbalmente.
Todavia: há muita gente pregando a desfiliação em massa das entidades classistas.
Ora, se a entidade não serve aos propósitos estatutários o remédio não é desfiliação; o único remédio será a participação diuturnamente ativa.
Ah, o presidente ou presidenta do sindicato e da associação, além de pelegos, ROUBAM!
Roubam os associados?
Qual a pena que se deve dar a irmão que rouba irmão?
Destituição, cadeia e perdimento dos bens; concomitantemente ao escárnio público e repudio dos pares.
Por fim, o grande trunfo governamental foi acidentalmente mencionado pelo querido “
Horário de Almoço”.
Ele, embora possua certificado de aprovação na OAB, não trocaria a carreira de Investigador pela de Advogado empregado.
Sabe que milhares de bons profissionais, dotados de boa cultura, são contratados por míseros R$ 1.000,00 (mil reais) por mês.
(Ah, desde que tenham automóvel!)
Por tal é simples ao “Tio Sampa” apontar o dedo: NÃO QUERO VOCÊ…NÃO ESTÁ CONTENTE PODE IR EMBORA!
Pelas razões aduzidas: cuidado com o seu desvalorizado e desprestigiado cargo policial.
Há uma verdadeira legião de famintos querendo o seu lugar.
E a grande maioria dos policiais – em geral – nunca será capaz de alcançar melhor colocação na iniciativa privada.
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Policiais civis jamais esqueçam:
Seu “titular” ou “chefe” pode não ser lá grande coisa, mas poucos são aqueles que olham para você com asco.
Juízes são tidos como grande coisa, poucos deles olham para você; poucos deles estendem o braço para um formal cumprimento.
Alguns, (quando) estendem dando passo atrás.
Será medo de contrair doenças ou sujar as mãos?
Promotores de Justiça, idem!
Para a maioria destes : a Polícia Civil é uma súcia.
Para os policiais militares, mesmo os mais amigos e parentes, a Polícia Civil é horda de poltrões.
Os mais simpáticos a conceituam gentilmente: “polícia cartorária”.
Procurador de Estado? Ah, procuradores de estado!
Só mesmo a divina graça fará com que encontrem um que não queira descarregar seus recalques sobre o policial civil.
Para a maioria deles: documento de Delegado de Polícia não vale nada; nem sequer prestam para responder um ofício (requisição).
Só vale em certos casos: QUANDO PARA HIGIENIZAÇÃO DE MAIS UM POBRE COITADO.
Aliás, causar prejuízos acaba sendo lucrativo para os Procuradores.
A possibilidade de um policial injustiçado ter a pretensão acolhida por um Juiz é remota ( especialmente na esfera estadual ); assim, o procurador ainda poderá ganhar honorários com a desgraça que lhe causar (a verba honorária arrecadada é dividida entre todos os membros da Procuradoria).
Aliás, o Governo Paulista, em face de tal retribuição conforme a somatória verba honorária fixada nas sentenças, fez dos Procuradores verdadeiros mercenários do Direito.
Defensor Público concursado?
Com muita sorte, só atende aos casos de policial civil foragido e declarado revel.
E os políticos?
Políticos, de regra, são como os pizzaiolos: tudo que dão é temperado com escarro.
Só abraça o teu direito para afrontar o partido contrário!
E por aí vai…
Enfim, o policial civil só pode contar com outro policial civil; mais nada é ninguém.
Além do Criador, obviamente.
Assim, quem prega a desfiliação de entidades de classe – além de ficar ainda mais abandonado – está contribuindo para maior enfraquecimento dos policiais civis frente ao poder da Administração.

Tio Sampa: I don't want you for SP State Judiciary Police!