Pelo menos 500 caixas eletrônicos foram roubados ou furtados neste ano no Estado de São Paulo 3

Ladrões já atacaram 500 caixas neste ano

Dados sobre assaltos a equipamentos eletrônicos de saque de dinheiro constam de levantamento inédito da polícia

Máquinas em mercados, postos de combustível e agências guardam até R$ 100 mil; quadrilhas têm ajuda de policiais

ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

Pelo menos 500 caixas eletrônicos, em aproximadamente 170 ataques, foram roubados ou furtados neste ano no Estado de São Paulo.
Os dados são de levantamento realizado pelos órgãos de inteligência das polícias.
Em média, cada caixa guarda de R$ 70 mil a R$ 100 mil. Caso os ladrões tivessem êxito em levar o dinheiro de todas as 500 máquinas, as quadrilhas teriam conseguido cerca de R$ 50 milhões.
A fim de evitar risco de tiroteio com vigilantes ao invadir bancos em horário comercial, os ladrões passaram, desde o início deste ano, a atacar os equipamentos com explosivos ou maçaricos.
Em cincos dos ataques, 14 pessoas morreram. Onze são suspeitas de participar dos roubos. Outras três nada tinham a ver com os assaltos: um vendedor de milho que passava com seu carro próximo ao parque Ibirapuera, um menino que caminhava pela rua no Grajaú e um PM que cuidava de outro crime e, por acaso, ficou na linha de tiro dos assaltantes em fuga.
No caso mais violento neste ano, seis homens que tentavam roubar caixas eletrônicos de um supermercado na zona norte de São Paulo foram mortos pela Rota, grupo especial da PM de São Paulo.
Até junho, a Polícia Civil havia rastreado quatro quadrilhas especializadas e, em todas elas, foi detectada a participação de PMs. Hoje, 35 são investigados sob suspeita de ajudar nos assaltos.
Quando não participam diretamente de ataques, PMs dão a ladrões dados sobre horários de patrulhas e sistemas de segurança de agências bancárias, postos de gasolina e mercados que mantêm tal tipo de equipamento.
Em maio, a Associação Comercial de São Paulo chegou a recomendar aos donos de estabelecimentos que não se sintam seguros a retirada dos caixas eletrônicos. Muitos abriram mão da máquina.
Análise feita pela Folha em 116 dos 170 roubos ou furtos revela que as quadrilhas ainda têm como principal alvo os caixas instalados dentro de agências bancárias, onde ocorreram 37% dos casos. O segundo alvo são mercados, com 21,5% dos casos.
Cerca de 10% dos ataques ocorrem em postos de gasolina, como o caso registrado na madrugada de ontem em Jundiaí, cidade do interior a 58 km da capital. Uma quadrilha com oito ladrões usou explosivos para destruir uma máquina. Ninguém foi preso.
Como os ataques com uso de explosivos são um fenômeno criminal recente, a Federação Brasileira de Bancos adotou medidas de segurança para diminuir os crimes.
A principal foi a instalação de mecanismos para manchar com tinta rosa notas de máquinas arrombadas a fim de que sejam identificadas.

Polícia tenta mapear ação de quadrilhas especializadas

Ataques a caixas revelam dinâmica dos criminosos

DE SÃO PAULO

Para o chefe da Polícia Civil paulista, o delegado Marcos Carneiro Lima, os pelo menos 500 caixas eletrônicos atacados neste ano são resultado de uma mudança da maneira de agir das quadrilhas. Também são reflexo da pulverização das máquinas em locais onde antes não existia o recurso bancário, como postos de gasolina e supermercados.
“Antes, as quadrilhas buscavam dinheiro nos cofres dos bancos, mas uma série de medidas de segurança fez com que os valores guardados diminuíssem. Enquanto isso, os valores nos caixas eletrônicos, agora espalhados por lugares mais periféricos, aumentaram bastante.”
Na análise de Lima, que se baseia nas investigações do Dipol (departamento de inteligência), órgão da Polícia Civil responsável hoje por rastrear os crimes contra caixas eletrônicos no Estado, as quadrilhas são especializadas e recebem informações privilegiadas sobre a segurança dos locais onde os equipamentos estão instalados e também sobre quanto dinheiro há em cada um.
“São quadrilhas ousadas e organizadas, que não se preocupam com a segurança de ninguém ao usar explosivos para abrir os caixas. O ladrão não está preocupado com nada além de obter lucro”, afirma o delegado.
Ainda segundo ele, as polícias têm direcionado operações para tentar evitar os ataques a partir do mapeamento do Dipol sobre dias da semana (a maior parte ocorre no sábado e no domingo), os horários (madrugada) e locais (capital e Grande São Paulo).
“Esse crime é difícil de ser investigado e exige um pouco mais de tempo e do uso da inteligência policial para produzir provas contra os ladrões. Eles sempre usam capuzes ou capacetes para que imagens de câmeras de segurança não possam servir para identificá-los. Vamos fazer novas prisões de envolvidos nesses crimes em breve”, diz.
(ANDRÉ CARAMANTE)

TITIO ARTRITE – O ÚLTIMO DOS GUITARRISTAS DE PUTEIRO – APRESENTA: FLIT PARALISANTE FREE M. CLASS ( suas filhas ou sobrinhas podem estar agora nos braços do CAFETA; amanhã junto ao CAPETA ) 30

Este material conta mensagens subliminares perceptíveis apenas com o emprego de fones de ouvido de alta qualidade…Não recomendável para puritanos.
Vídeo chupado do Youtube pertencente a um suposto CAFETA M-CLASS.
A despojada trilha sonora – produzida amadoristicamente – é de propriedade do Flit.

TRIVIAL DO TITIO ARTRITE – O ÚLTIMO GUITARRISTA DE PUTEIRO DAS BOCAS SANTISTAS ( porque todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite; bem no fundo todo mundo quer zoar ) 3

 

 

ROCK – “DE PUTEIRO” – SANTISTA 

Assim eram as bocas

 
Texto: Bardhal / Lucas Krempel
Dezembro de 1969
Quando desceu do Volkswagen verde do Mário Serra, crooner da banda Paralelo 23, o baixista Bardhal não poderia imaginar que uma surpresa chocante o aguardava em sua primeira incursão às famosas Bocas do Porto de Santos: um corpo encontrava-se no chão de paralelepípedos, semi-encoberto por um jornal, o mesmo onde o falecido seria, provavelmente, parte do noticiário policial.

Foi um verdadeiro choque e o músico foi tomado por um horror que ainda não havia experimentado.
O baixista passou a sua infância no antigo bairro do Marapé, mais precisamente a umas duas quadras do famigerado “pé do morro” onde proliferavam os mais temidos bandidos da época. Havia presenciado cenas dignas dos melhores filmes de faroeste tupiniquim, mas, assassinato mesmo ainda não tinha visto.

E estava lá “o corpo estendido no chão” mais precisamente meio corpo calçada acima e pernas abertas para o leito carroçável. Nada mais que um punhado de putas e espectadores rodeavam o corpo que ganhava um efeito sinistro causado pela luz vermelha piscante do camburão preto e branco da polícia civil que se encarregava dos procedimentos de praxe.

Mas o rock and roll convidava para uma exploração mais profunda e isto requeria um pouco de coragem, pois, o ano de 1969 consolidava a entrada do rock da era Beatles no país e, invariavelmente, os navios traziam, além de mercadorias, os compactos e elepês dos grupos britânicos Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, The Who entre outros.

Assim, as boites das Bocas do Porto de Santos não eram só um pólo de diversão sexual para os marinheiros que formavam uma verdadeira Babel naquele trecho da cidade. Foi lá que os primeiros grupos de músicos iniciavam a revolucionária história do rock no Brasil, através da influência avassaladora da Beatlemania que trazia em sua esteira a sede os mais variados e hipnotizantes sons até então desconhecidos.

As noites das Bocas expressavam então, a profunda transição de estilo musical que antes se concentrava em um comportamento mais polido de músicos engravatados e que costumavam se apresentar também no lendário e igualmente especial Parque Balneário Hotel que existia na esquina da Avenida Ana Costa com a Praia, o qual, rendido a interesses comerciais, foi demolido para prejuízo irrecuperável da história da cidade.

Nesta época, o máximo da travessura musical se resumia ao rockabilly, que disputava, com fraqueza, espaço entre mambos, boleros e o samba de breque. Mas, como saídos de uma nave espacial alienígena, os “conjuntos” de rock começavam a invadir os bares e aos poucos, roubando a cena.

Os cabeludos causavam espanto àquela altura dos acontecimentos, mas os donos dos night clubs tiveram faro suficiente para sacar a preferência dos marinheiros pela agitação daquele som inovador. Pelo que se consta, um dos primeiros incentivadores da nova onda foi o “Seo Abel” do Oslo Bar que cedeu espaço aos Lovers, formado por Vigna, Velha, Carlinhos e Satanás.

Assim estava traçado o caminho do rock, sob a regência de um bando de jovens tidos na época como “transviados” cuja arte atraia marinheiros sedentos de diversão e sexo e as putas, sabiamente treinadas para torrar os dólares de seus clientes e ganhar comissões tentadoras.

Depois de curtir a noite embalada por suor, tabaco, bebidas alcoólicas, drogas e o som das guitarras ensurdecedoras, levavam suas presas para os hotéis pulguentos das cercanias e lá, terminavam o serviço. Muitos “gringos” como eram conhecidos os marinheiros, sob efeito de álcool e drogas, eram roubados ao final dos programas, mas registraram-se muitos casos onde se apaixonaram verdadeiramente pelas prostitutas, casaram-se e formaram família, no melhor estilo ”lavou tá novo”.

Os bares, ou night clubs, eram batizados segundo uma estratégia de marketing que parecia funcionar e, ao mesmo tempo, dava um toque cosmopolita à Boca Santista: Bergen, Suomi, Oslo, Zanzibar, Porto Rico, American Bar, Hamburg Bar, Akropolis, Casablanca, entre outros, com seus luminosos em neon a piscar eternamente na mente de quem por ali passou.

Naquela noite, nem mesmo aquele corpo estendido faria Bardhal recuar. O músico foi acompanhado pelos amigos Mário Serra (crooner), Acácio (percussão) e Flávio Ligadinho (bateria) de bar em bar para escutar o som de que tanto ouvia falar.

Bardhal foi arrebatado, literalmente, quando entrou no Hamburg Bar e viu aquele ambiente totalmente estranho e onde a luz negra causava um efeito fantasmagórico nos corpos que se moviam ao som ensurdecedor das guitarras elétricas e os vocais carbonados com maestria, ainda que num inglês irreconhecível.
Ficou parado na entrada, estupefato, narcotizado por cenas que jamais imaginara testemunhar. Era a magia das Bocas.

Naquela época o músico havia sido convidado para ser o baixista do grupo Paralelo 23, “título” que conferia trafegar pelo mundos das bandas (conjuntos) mesmo que sob o preconceitos dos grupos maiores e de mais prestígio, como Pop Six, Teenagers e pelo excepcional Black Cats ( Blow Up). Ou seja, Bardhal já ouvia muito rock da Era Beatles, mas ainda não havia experimentado aquele tipo de sensação de estar em um “outro mundo”, repleto de personagens de um conto surreal que misturava idiomas, costumes, sexo, drogas e rock and roll.

Não se pode explicar porque aquela onda chegou com tanta força, mas é inegável o arrebatamento de toda uma geração que se rendeu ao rock, principalmente o produzido na Inglaterra. Muitos jovens largaram seus estudos na tentativa se tornarem músicos. Buscavam a fama, dinheiro fácil e prestígio, sob influência dos astros do rock de então cujas vidas eram largamente exploradas pela mídia. A maioria se deu mal a julgar pela falta de condições culturais adequadas em um país que pouco sabe ou se interessa em incentivar seus talentos e também pela falta de interesse em estudar e estabelecer metas para suas carreiras. Alguns alcançaram seu objetivo por mérito, esforço e uma boa dose de sorte.

Na época, a maioria dos rapazes estavam interessados em mergulhar de cabeça no rock e, por conta disto, eram músicos e holders ao mesmo tempo; carregavam a aparelhagem, montavam, tocavam com fervor, desmontavam, carregavam e descarregavam.

Os equipamentos de então, ainda que escassos, eram robustos e pesadíssimos como os Tremendões e True Reverbs, da Gianinni, para guitarras e os acanhados Phelpas “pirulito” que os músicos usavam para a voz, antes da própria Gianinni lançar os “ musts” A100, A200 e A300. Verdadeiro exercício de força física e de vontade.

Chegavam em casa junto com o Sol, quando não com chuva, mas sem reclamar e satisfeitos por “estrelarem” naquele admirável mundo do novo rock. Bardhal começou a trabalhar muito cedo e, desde o início, percebeu que viver como boêmio, não combinava com a sua personalidade.

E foi assim que se apaixonou pelo rock, pela noite e pelas Bocas, sem no entanto deixar de ser comportado, caretão. Um amor que venceu as décadas e que permanece até hoje, quando, curiosamente, reencontra alguns amigos daquela época de ouro e, fantasticamente, volta ao palco, resgatando uma parte das emoções de uma das mais lindas páginas da sua vida, o rock and roll.

Aos poucos o baixista se tornou querido pelos músicos e chegou até a receber ofertas de consumo gratuito do “Seo Júlio” um português de bigodinho estilo Clark Gable que gostava da sua voz e do seu jeito de animar os gringos.

FOTOS: De cima para baixo… 1)Véia,Vigna e Ricardo no Microfonia – Santos, 1971 …2) Bardhal em ação

 
 
 
 
 

 

Anos 60/70 – Rock das Bocas x Rock dos Clubes

 
Enquanto eu trabalhava com os capítulos dos anos 80, 90 e 00, um conhecido do meu pai, apareceu no orkut com muitas histórias interessantes sobre o início do rock santista. Com um belo texto, rico em detalhes e muita disposição para escrever, não pensei duas vezes, chamei Bardhal, um dos grandes roqueiros da década da beatlemania para me ajudar no projeto. Uma prévia da ajuda dele vocês podem conferir abaixo. 

Lucas Krempel

Amava os Beatles e os Rolling Stones

Texto: Bardhal

Muito se fala sobre a radical influência que o Rock and Roll, da era “Depois dos Beatles”, teve na cultura dos anos 60 a 80 no Brasil.

Como um “dinossauro do rock” posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que não sou apenas uma testemunha ocular desse acontecimento, como também vivi, na pele de músico amador, os efeitos desta incrível onda iniciada pelos quatro rapazes que mudaram definitivamente a história e o destino de Liverpool. E do mundo.

Lembro-me que no final dos anos 50 e até o início da década de 60, a moçada requebrava as cadeiras ao som de Elvis Presley, Bill Halley, Chubby Checker, Beach Boys, Dell Chanon, Don Taylor, Triny Lopez entre outros.

Ray Conniff e Herb Albert & Tijuana Brass completavam o menu que embalavam os bailinhos onde as meninas ainda usavam cabelos armados (colocavam bombril e laquê pra dar volume) e saias compridas de estampado berrante. Tecido de bolinhas e lenço na cabeça era o “must”, tendo cinturas sufocadamente afinadas por cintos de grandes fivelas, óculos tipo “gatinho”, meia soquete e, é claro, os chicletes. Ronnier Cord subia a Rua Augusta a 120 km por hora e o biquíni amarelinho ainda era um “desbunde“.

Mas, de repente, tudo começou a mudar, muito rapidamente, quando quatro rapazes invadiram o mundo com seus cabelos em cuia, terninhos bem talhados, botinhas de salto alto e, logicamente, uma cabedal de músicas que, além de soar muito bem aos ouvidos, tinha um poder mágico de arrebatar sentimentos, de redirecionar caminhos. Tinha algo realmente novo no ar.
Abduzidos por aquele som totalmente inovador e atrativo, os garotos da minha época inventaram um novo inglês.

Lembro-me ainda de Love me Do e She Loves You (yeah,yeah,yeah) estourando nas rádios e conquistando a molecada de forma endêmica. Era a febre, a Beatlemania. Nos cadernos de música, virava “Lóvmi Dú” ou “Chilóziu” numa língua tão estranha que deixaria Champolion com cara de pateta, tal o grau de incompreensividade. Mas o que importava era o som, o balanço, a onda.

Santos incorporou um certo clima de Liverpool

A cada esquina dos bairros de Santos e São Paulo, principalmente, começavam a se formar os “conjuntos” que tentavam, a qualquer preço, imitar os Beatles.

Afora detalhes que posteriormente vou contar, como por exemplo, a dificuldade de se conseguir instrumentos musicais, um detalhe interessante deve ser considerado nisto tudo: Por onde teria entrado, afinal, o Rock and Roll da era P.B (Post Beatles?).

Pelo Porto de Santos, é claro! Não sei se por uma química mágica ou por fatores que incorporam uma certa semelhança desta cidade portuária com Liverpool: cidade portuária com direito até ao “fog” que, vez em quando, deixava as silhuetas e os neons um tanto sobrenaturais.

De uma coisa estou certo: Pelo Porto de Santos, os navios não trouxeram somente mercadorias. Em meio aos pallets de então (containers estavam em fase de projeto), o rock and roll veio de “carona”, pelas mãos dos marinheiros que, através do contato com os músicos barulhentos das Boites das Bocas do Porto, que começavam a botar para escanteio a geração “bolero”, traziam discos de vinil e instrumentos.

É lógicos que as rádios tiveram papel fundamental, mas eu diria que o epicentro do terremoto do Rock, a verdadeira contaminação cultural, entrou mesmo pelo porto e seguiu caminho, em primeiro, pelos inferninhos das Bocas, tais como Bergen Bar, Zanzi Bar, Suomi, Hamburg Bar, Oslo Bar entre outros, que pelos próprios nomes de batismo deixava claro qual o público-alvo.

Não se pode esquecer dos proprietários dos bares, como o Seo Abel, Alvo Abdalla, Seo Julio e Augustinho, Vadão, Oscar, entre outros, que cederam espaço aos músicos, dando início ao redesenho cultural da época.

BEATLES E ROLLING STONES

Interessante efeito aconteceu na cidade à medida em que, perto do final dos anos 60, começaram a pipocar outras bandas de rock inglesas como Hollies, Led Zeppelin, The Who e os Rolling Stones, principalmente.

Do lado americano, Jimmy Hendrix, Jefferson Airplane, Deep Purple e o canadense Rush, sob meu ponto de vista, foram as únicas contribuições de peso ao rock mundial de então. Tínhamos pérolas como Simon & Garfunkel, Emmerson Lake & Palmer, mas algo mais comportado. Aqui eu falo de “pauleira”.

Na verdade, a poderosa máquina de produzir rock and roll, vinha mesmo das terras Vitorianas.
Mas o efeito de que falo refere-se à inegável influência dos “bonzinhos “ Beatles, e dos “sujos e malcriados” Rolling Stones, capitaneados por Mick Jagger, sobre aquela geração de músicos.

Muito interessante: enquanto bandas da orla como Black Cats ( Blow Up), Pop Six, New Zago, Stylo Set, Phase, Teenagers entre outros, incorporavam uma filosofia “Beatle”, os meninos lotados nas boites das Bocas assumiram uma postura Rolling Stone, provavelmente porque estes falavam diretamente à um universo de prostituição, fumo, álcool, incerteza, sofrimento e muita revolta.

Então forma-se a “banda podre“ do rock santista, mas nem por isso de baixa qualidade musical. Ao contrário, os músicos do baixo clero eram exímios e aprendiam na prática. Na verdade, a “pegada” das bocas tinha algo de diferente, profundo e de lamento, ao passo que os meninos da “banda limpa” eram donos de um som cristalino, mavioso e bem comportado. Igualmente excelente.

Tive sorte de viver os dois, em perfeito equilíbrio. A partir dos 17 anos, em grandes temporadas nas Bocas como “ free Singer”, fiz amizades com músicos excelentes, como Vigna, Gennaro Ricardo, Zito, Lello, Jackson Satanás entre muitos outros. Mirão, Tony, Lory e Rico foram os “fab four” das Bocas que melhor incorporaram a entidade Rolling Stones, formando o inesquecível quarteto Union Beat, sem nenhum questionamento, uma das melhores bandas que o Brasil já viu, em se tratando de Rock and Roll. Se não foram mais conhecidos, é porque esbarraram no preconceito pelo fato de serem músicos de “puteiro” e porque a mídia sempre manteve uma postura medíocre em relação aos verdadeiros valores santistas. Tanto o é que, mesmo sendo celeiro de grandes talentos, apenas muito poucos conseguem a merecida projeção. Pior: isto continua até nossos dias, quando o “marketing” se sobrepõe ao talento.

Mas voltemos à Rua João Octávio, numa certa noite do final dos anos 60 quando os inferninhos ferviam sob o som das guitarras dos nossos “Stones”.
Invariavelmente a fumaça de cigarros era comum a todas e, vez em quando, devido ao exagero na bebida e drogas, “estourava” um “pau” que sempre era acalmado, após narizes quebrados e putas feridas, pela PE ( Polícia do Exército), os “récos” como eram chamados.

Eu mesmo, certa vez, testemunhei um “racha” destes, no Hamburg Bar, entre Alemães e Coreanos, digna de verdadeiros gladiadores. Atrás do palco, lembro-me, havia uma quartinho, espécie de camarim do inferno, onde os músicos descansavem e faziam malcriações nos intervalos. E foi pra lá que eu corri à primeira garrafa que estourou na parede do palco. Fui seguido pelo Satanás (Guitarra), Tico( bateria) e pelo Lello ( baixo) e, de lá, ouvimos nada menos que uns 15 minutos de pura pancadaria. Quando a P.E finalmente baixou a poeira, lembro de ter visto gente caída no chão, rostos ensangüentados e gringos tomando borrachada da polícia.

Parecia obra de seguidores de Bin Laden, no melhor estilo homem-bomba: o bar estava completamente destruído; para se ter uma idéia, um banco fixo ao chão havia sido arrancado por um marinheiro coreano para ir repousar no meio dos cornos de um marinheiro alemão.

AS GRANDES DIFERENÇAS

E assim, neste panorama dantesco, as diferenças se contrapunham entre as bandas “dirties” das bocas e as “polites” da orla. Enquanto as primeiras tocavam para um público formado por marinheiros, putas, travestis e cafetões, as segundas embalavam os bailes que os clubes chiques da orla marítima promoviam para seus jovens de classe alta e média-alta, abastados comerciantes e autoridades.

Nesta época, eu freqüentava os dois mundos: dava canjas nas Bocas e tocava nas domingueiras do Internacional com a banda Fire Emotion formado por Luiz na bateria, Ronaldo Rodrigues na guitarra base ( este cantava pra caralho e não ficava devendo nada a David Gates) Lourival Bilú Crooner, eu, este dinossauro que vos fala, no Baixo e vocais, e no lead guitar, nada menos que Roberto Shyniashiki, com sua Vox vermelha que infernizava os vizinhos, hoje famoso escritor de auto-ajuda.

Bailes no Saldanha, Atlético Santista e principalmente o Clube Internacional eram exemplos destes eventos recheados de bom comportamento e onde, ao menor sinal de “fumaça”, a S.W.A.T entrava em ação. Inaceitável!
No “Poor side of the town”, no entanto, a coisa era bem diferente, bem mais suja.

O “BEM” E O “MAL” DIVIDINDO ESPAÇO

Certa vez pude vivenciar esta grandes diferenças, num raríssimo encontro entre o Bem e o Mal: no Vasco da Gama, numa domingueira, duelaram Blow Up e Union Beat. Ali, pelo menos para mim, ficaram claríssimas as grandes diferenças, não só a partir do repertório de cada uma das bandas, como também do comportamento de seus componentes.

Notei, o jeito esculhambado e sarcástico do Union Beat onde roupas e cabelos agrediam os olhos e os músicos gesticulavam, falavam audíveis palavrões, fumavam e cuspiam no palco. Isto não se verificava no Blow Up, cujos componentes eram visivelmente asseados, comportados, e de gestos elegantes. Eram meninos de boa família, enquanto os outros, cães-sem-dono vindos não sei de onde e que se encontraram nas Bocas, apenas atraídos pelo rock and roll.

Não houve vencedor porque, indiscutivelmente, ambos, como já citei, eram excelentes, ainda que de “estirpes” diferentes e, mantendo suas díspares características, brindaram o público hipnotizado, com o melhor do rock de então.
Uma noite inesquecível onde, ao final, não se saberia bem a quem idolatrar. O Bem ou o Mal, o limpo ou o sujo. Na dúvida, ficamos com os dois!

Bardhal
Em homenagem aos músicos Santistas das décadas de 60 a 80

FOTOS: Arquivo pessoal do Vigna

 
Postado por Lucas Krempel ( originalmente no Blog a História do ROCK SANTISTA )

DEPUTADO DIZ QUE A POLÍCIA CIVIL É JUDICIÁRIA…HEHE!…RESPONDA QUEM SOUBER: QUAL É A POLÍCIA JUDICIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO 19

Cutrim tece comentários sobre situação da segurança pública

18 de agosto de 2011 às 17:59

Agência Assembleia

O deputado Raimundo Cutrim (DEM) teceu comentários, na manhã desta quinta-feira (18), sobre a situação da Segurança Pública no país. Ele fez referência a uma reportagem veiculada na Rede Globo, enfocando conflitos entre a Polícia Civil e a Polícia Militar em Santa Catarina.

“Isso, no Maranhão”, lembrou Cutrim, “era assim também. Mas há quase 10 anos, a gente fez um trabalho muito intensivo para que houvesse a aproximação e união das duas instituições, tendo em vista que a finalidade, tanto de uma quanto de outra, é atender à sociedade, é prestar um trabalho de qualidade à população do nosso estado”.

Raimundo Cutrim frisou que a Polícia Civil tem as suas atribuições e competências definidas nas Constituições Federal e Estadual, bem como também a Polícia Militar.

“A Polícia Civil é a polícia judiciária do Estado; a Polícia Militar é a polícia preventiva e ostensiva, ou seja, a Polícia Militar faz um trabalho preventivo para evitar que corram crimes, de um modo em geral, com a presença física dos militares fazendo um trabalho preventivo. E a Polícia Civil é a polícia judiciária, que trabalha no caso depois que ocorre o crime, que vai instaurar o inquérito para que possa dar prosseguimento na apuração das investigações”.

Fazendo comparações com a situação existente hoje em Santa Catarina, Cutrim declarou que o Maranhão avançou muito nesta área. “Hoje, nós temos o Código Penal Militar; é a Lei 6.001 e o Código do Processo Militar; é a Lei 6.002”.

O deputado frisou que o Código do Processo Penal Militar, no Artigo 89, diz claramente que, no caso dos crimes atribuídos aos policiais militares, no exercício da função, o inquérito policial militar é presidido pela Polícia Militar. E os outros são conduzidos pela Polícia Civil.

Raimundo Cutrim frisou ainda que o Ciops veio sacramentar a união entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, e houve avanços tanto na Academia Integrada Civil e Militar e no Corpo de Bombeiros.

“Depois que eu deixei a pasta, estas instituições se desintegraram de novo, mas legalmente a Academia é integrada para seis instituições e com isso o Estado gasta menos. A Corregedoria foi criada na nossa gestão integrada: Civil, Militar e Corpo de Bombeiro. Então, nós temos que trabalhar sempre pela integração do Sistema de Segurança, para que com isso possamos prestar um serviço de melhor qualidade à sociedade”, ressaltou Raimundo Cutrim, ao encerrar seu pronunciamento.

SÍLVIO, QUALQUER DELEGADO ( a maioria é fisicamente fraco ) COM MENOS DE 60 ANOS MATARIA OU ARREBENTARIA AQUELAS MENINAS REDONDAS DE GORDURA E ESTERÓIDES…DE UM MOÇO DO BARRO BRANCO O “DUDU” SÓ CHEGARIA PERTO PARA FICAR DE QUATRO 6

Enviado em 19/08/2011 as 12:09 –  SILVIO

Porque se esconde todos os crimes e ilicitudes praticados por muitos Delegados e Oficiais. Porque divulgaram o vídeo contra a Escrivã?

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Essa quadrilha que estava na Corregedoria é a personificação daquilo que há de mais vergonhoso no universo masculino: A COVARDIA E VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!  

Sem ofensa a homossexualidade: ALI SÓ TINHA VIADO!

CARA LEITORA, DE FATO O PM MORTO NA FRENTE DAS FILHAS COMETEU GRANDE FALHA POR DESOBEDIÊNCIA OU DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO…NÃO COMETO TAL FALHA: FOMOS CONDICIONADOS A JAMAIS PASSEAR COM FILHOS E PESSOAS AMADAS 12

Enviado em 19/08/2011 as 3:12 – O BRASIL É O PAÍS DO BANG BANG

O PM morto que havia comprado uma pizza com as 2 filhas,cometeu uma falha ,NA MINHA OPINIÃO,enorme,primeiro por estar com as duas filhas ,sendo ele um PM e conhecedor das variadas mortes já ocasionadas anteriormente em casos parecidos,pois é o que eu digo ao meu marido ,SUA ARMA TEM APENAS UM BURACO QUE SAI APENAS UMA BALA ,OS BANDIDOS NUNCA AGEM SOZINHOS E SEMPRE ESTÃO FORTEMENTE ARMADOS, E É FATO QUE O PREVISTO É INEVITÁVEL,

A MORTE DE UM DOS INOCENTES JÁ ERA FATO CONSUMADO NO ATO QUE SE DECIDE REAGIR.

Acho que uma coisa é vc portar arma no exercício de sua função, outro é vc querer bancar o herói 24 hrs ao lado de seus familiares,sendo que na atual conjuntura ,nem governo,nem sociedade irão SOCORRER SEUS FAMILIARES E A SOCIEDADE NÃO SE IMPORTARÁ ,PORQUE É APENAS MAIS UM,E NÃO SÃO MEMBROS DE SUAS FAMÍLIAS,A HUMANIDADE É ASSIM.

Agora CARLA ,vou dizer uma coisa só a vc, não li ainda se vc é uma PF ,ou uma PC,mas eu convivi com ambas as instituições PC e PM,em minha família tive e tenho membros de ambas ,mas em uma época a qual as coisas eram bem diferente,não se via bandido querendo sair da prisão para matar ,se vingar de POLICIAIS,não se via policiais envolvidos com os mais variados crimes,BANDIDOS NÃO ATACAVAM E NEM AMEAÇAVAM FAMILIARES DE POLICIAIS,MEUS PARENTES NUNCA LEVAVAM ARMAS PARA CASA,E NEM ESCONDIAM SUAS PROFISSÕES E OU FARDAMENTOS.

Nesse ano eu comecei a entrar em conflito e colapso com meu marido em demasia por causa de sua profissão,de seus comandos e do governo,pois se vc olhar pelo lado JUSTO,JUSTIÇA,HUMANIDADE,DIREITOS,SEGURANÇA,DIGNIDADE ,LIBERDADE ,PRIVACIDADE ENTRE OUTROS VALORES HUMANOS ,SER UM PC E OU PM É NADA MAIS NADA MENOS QUE ASSINAR UM CONTRATO COM O DIABO COM A PENA DE MORTE PARA O PROFISSIONAL E SUA FAMÍLIA!

Seja em serviço,seja fora,seja pelas mãos de um bandido ,seja pelas mãos até um parceiro porque nunca sabemos com quem estamos lidando, pelas mãos de um superior que possa ter se sentido desrespeitado , e pior PELAS SUAS PRÓPRIAS MÃOS,QUANDO ESSES PROFISSIONAIS ENTRAM EM CONFLITO COM SUAS IDENTIDADES , FRUSTRAÇÕES PESSOAIS DEVIDO SUA IDENTIDADE TER SIDO TIRADA NO MOMENTO QUE DOA A SUA VIDA MAIS PARA A SUA PROFISSÃO POR PRESSÃO .

A ARMA CARLA não é um GUARDA CHUVA para ser carregada como adorno diário,pois e serviço é um obrigação no cumprimento de um dever,mas fora esse dever termina quando vc passa o serviço a próxima guarnição,pois MORREM MAIS INOCENTES QUE CULPADOS.

EU NÃO QUERO ANDAR NAS RUAS E VER UM BANG BANG,quando verem os bandidos mortos ,por mais que sejam bandidos pensem que um dia eles foram um bebe na barriga de uma mulher,e bebes não nascem sub divididos em grupos de BANDIDOS E MOCINHOS ,É PRECISO SABER O QUE OS LEVARAM PARA ESSE MEIO ,POIS QUALQUER UM PODERIA GERAR UM BEBE QUE NO FUTURO VIESSE A SER UM BANDIDO,e ao velos estourados,me fez pensar que eles foram BALEADOS PORQUE ERAM BANDIDOS ,MAS OS BANDIDOS TAMBÉM ATIRAM CONTRA POLICIAIS ,CONTRA INOCENTES ,

É VOCÊS PARARAM PARA PENSAR SE FOSSE A CABEÇA DE UM FILHO,DE UM ENTE QUERIDO OU A SUA?

É ESSE O MUNDO QUE QUEREMOS? UM BANG BANG,GENTE MATANDO GENTE ,EM NOME DO DINHEIRO E DO PODER,MEDINDO FORÇAS?

Já pararam pára pensar que O POVO PODEM ESTAR SENDO MASSAS DE MANOBRAS ,pois o mais engraçado que só os mais fracos que morrem,nunca os cabeças de tudo?

Só pobre,so os subordinados,só as classes inferiores do poder público,só morre tubarões quando um anda matar o outro,ou quando não sai o acordado,quando ficam descontentes.

Vocês já viram filhos de autoridades morrerem de gripe suína,terem reação alérgica a vacinas?
Vocês já viram filhos de autoridades morrerem de infecção hospital,não terem remédios e ou tratamentos ?

Vocês já viram filhos de autoridades estudando em escolas públicas sem merenda e ou onde a merenda está estragada?

Vocês já viram filhos de autoridades pegarem ônibus lotado na época da gripe suína e aviária para irem trabalhar cedinho ,irem a faculdade ou a escola,levando marmita ,ou ate mesmo um lanche?

Vocês já viram filhos de autoridades ,serem vitimas estupro,pedofilia,sequestro tudo que seus PAIS DENTRO DO PODER NÃO DÃO O PROMETIDO AO POVO,QUE É;

SAÚDE,EDUCAÇÃO E SEGURANÇA!!! ACORDEM ,A HUMANIDADE SENDO COLOCADAS UMAS CONTRA AS OUTRAS!

JULGAR E CONDENAR É FÁCIL,POIS A DOR DE BARRIGA NÃO É SUA E DO OUTRO!

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Ah, estou falando sério…Não é brincadeira!

Polícia não deve ter filhos; quem tem não deve ingressar na Polícia…

Quem tiver que não os exiba; tampouco com eles caminhe pelo mundo:

Ou eles assistem a sua morte ou você assiste a morte deles ( a escolha é tua ).

SÃO PAULO: Projeto de aumento salarial de policiais é entregue à AL – MÉDIA DA INFLAÇÃO IMOBILIÁRIA DE JULHO DE 2008 A JULHO DE 2011…AQUISIÇÃO = 115 % …LOCAÇÃO = 80 % …O GOVERNO ALCKMIN DESEJA QUE OS POLICIAIS TORNEM PARA SEUS HÁBITATS: PALAFITAS, FAVELAS, MALOCAS, BARRACOS E PALHOÇAS…FUNCIONÁRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO SE PHODE CADA VEZ MAIS…AGENTE POLÍTICO ENRIQUECE – CENTENAS ILICITAMENTE – AINDA MAIS ( mas nem tudo esta perdido; se você for ligeiro com aquela sua poupança – destinada a casa própria – ainda poderá comprar uma “cova” ( gaveta ) própria naquele cemitério vertical ( acrópole ) lá na casa do caralho 39

Estado envia projetos de reajuste para os servidores
Cristiane Gercina
do Agora

O governo do Estado envia hoje à Assembleia Legislativa três projetos de lei que darão reajuste salarial para 453.180 servidores públicos, incluindo os aposentados e os pensionistas.

As propostas garantem aumento de até 40% para os funcionários da Saúde, da Segurança Pública e do setor administrativo.

Na Segurança, 253 mil policiais militares, civis e agentes penitenciários terão reajuste de 27,7% em dois anos, conforme anunciado pelo governador Geraldo Alckmin no início de julho.

O aumento será em duas parcelas: 15% neste ano, retroativos a julho, e 11% no ano que vem. O valor chegará a 27,7% porque o aumento de 2012 será sobre o salário reajustado neste ano.

Enviado em 20/08/2011 as 17:56 – DeU DÓ DEU DÓ

AGORA A POLÍCIA PAULISTA TEM CERTEZA QUE VIVERÁ DE BICOS ENQUANTO O PSDB FOR GOVERNO NOS ESTADO DE SÃO PAULO!!!!

Sexta-feira, 19/08/11 – 19:37
Projeto de aumento salarial de policiais é entregue à AL

O projeto de aumento de 27,7% no salário base de policiais civis, militares e científicos, agentes de segurança penitenciária (ASP) e agentes de escola e vigilância penitenciária (AEVP) foi entregue nesta sexta-feira (19) à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

O anúncio de aumento salarial foi feito pelo governador Geraldo Alckmin no dia 14 de julho. O reajuste de 27,7%, em duas parcelas, vai beneficiar mais de 150 mil servidores da ativa e quase 103 mil aposentados e pensionistas – um total de 253.386 pessoas. Entre os funcionários públicos, há 89.345 policiais militares, 34.258 policiais civis e científicos e 26.918 agentes penitenciários – ASP e AEVP.

Só a primeira parcela do reajuste, de 15% a partir de julho, representará um acréscimo de R$ 700 milhões na despesa de pessoal do Governo do Estado neste ano. Além do reajuste salarial, o Governo do Estado anunciou um pacote de benefícios às carreiras policiais, com medidas para facilitar as promoções e a valorização de carreiras.

Assessoria de Imprensa da Secretaria da Segurança Pública

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Acima o cemitério vertical de São Vicente-SP; ideal para os servidores do Poder Judiciário.

Fica praticamente na porta do Forum.

Não fica de frente para a praia ( assim o silêncio é garantido ).  

Dá vista para braço de mar e o  MANGUE.  

PAULO TEIXEIRA – PT/SP QUE NEGOU ASSINAR A PEC 300 É FILHO DO FIGADAL CRÍTICO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA – diga-se, com alguma razão – Dr. Wolgran Junqueira Ferreira , autor de obras como ELEMENTOS DE DIREITO CONSTITUCIONAL ( 1970 ), TORTURA ( 1991) e DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS ( 1997 )…O JURISTA AFIRMA : Delegados são truculentos e juridicamente despreparados…quem preside os inquéritos policiais são os escrivães ( entre outras observações impublicáveis ) 30

esse chupeta ae que não assinou a PEC-300…

DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DA CAPITAL – PORTARIA DECAP Nº 13, DE 17 DE AGOSTO DE 2011…FINALIDADE: BURLAR OS FUNDAMENTOS DA LIMINAR CONCEDIDA EM MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO PELA ASSOCIAÇÃO DOS INVESTIGADORES…”PAU NOS ESCRIVÃES” ( o único funcionário imprescindível na composição de equipes de atendimento ao cidadão ) 75

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA

POLÍCIA CIVIL DO ESTADO

DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DA CAPITAL

PORTARIA DECAP Nº 13, DE 17 DE AGOSTO DE 2011

DOE-SP de 18/08/2011 (nº 156, Seção I, pág. 32)

Altera e regulamenta dispositivos da Portaria Decap nº 08/2011- Centrais de Flagrantes e Centrais de Polícia Judiciária.

O DELEGADO DE POLÍCIA DIRETOR DO DECAP, considerando a competência contida no Decreto nº 33.829/91, bem como a Portaria DGP nº 49 de 28 de Julho de 2003;

considerando os princípios da Administração Pública destacados na Constituição Federal, em especial, da eficiência, moralidade, impessoalidade, legalidade e publicidade, artigo 37;

considerando os novos estudos encetados pelo Grupo Técnico (Portaria DECAP nº 07/2011) em análise dos primeiros 45 dias de vigência do novo sistema de gestão implantado pela Portaria DECAP nº 08/2011;

considerando a imprescindível necessidade de conformações da nova gestão visando estrutura equânime material e de tempo de trabalho a serem exercidos por todos os servidores classificados no Departamento de Polícia Judiciária da Capital;

Já estão mexendo os pauzinhos, olha o que saiu no DOE…

DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DA CAPITAL
Portaria Decap – 13, de 17-8-2011
Altera e regulamenta dispositivos da Portaria
DECAP nº 08/2011- Centrais de Flagrantes e
Centrais de Polícia Judiciária
O Delegado de Polícia Diretor do Decap,
Considerando a competência contida no Decreto n°
33.829/91, bem como a Portaria DGP n° 49 de 28 de Julho
de 2003;
Considerando os princípios da Administração Pública des-
tacados na Constituição Federal, em especial, da eficiência,
moralidade, impessoalidade, legalidade e publicidade, artigo 37;
Considerando os novos estudos encetados pelo Grupo
Técnico (Portaria DECAP n° 07/2011) em análise dos primeiros
45 dias de vigência do novo sistema de gestão implantado pela
Portaria DECAP nº 08/2011;
Considerando a imprescindível necessidade de conforma-
ções da nova gestão visando estrutura equânime material e de
tempo de trabalho a serem exercidos por todos os servidores
classificados no Departamento de Polícia Judiciária da Capital;
Considerando, por fim, o êxito na Criação das Centrais de
Flagrantes e de Polícia Judiciária que romperam em absoluto a
ultrapassada estrutura da Polícia Civil da Capital, com efetivos
resultados na aplicação dos princípios basilares da Administra-
ção Pública: rapidez, eficiência e cortesia, lições que nortearam
o atual sistema de gestão, bem como a urgência substancial de
padronização e melhora no atendimento e combate aos crimes
de trânsito, Resolve:
CAPÍTULO I
Da Central de Flagrante – “C.Flag.”
Artigo 1º – As Centrais de Flagrantes funcionarão, necessa-
riamente, de segunda-feira a sábado e serão responsáveis pelos
registros de todas as ocorrências em estado de flagrante delito
(prisões e termos circunstanciados), incluindo o registro de cap-
tura de procurados, os atos infracionais e os crimes de trânsito.
Parágrafo Único – Nos dias úteis as Centrais de Flagrantes
prestarão expediente entre 07 horas e 22 horas. Nos feriados
semanais e aos Sábados entre 08 horas e 20 horas.
Artigo 2º – As escalas serão elaboradas em dois diferentes
dias, alternados, em igualdade de trabalho, segunda / quarta
/ sexta – terça / quinta / sábado, sob a presidência geral de
01 (um) Delegado de Polícia de maior classe dos designados,
nominado como Coordenador, para saneamento de dúvidas e
administração do setor. Ainda, será o responsável pela substitui-
ção dos demais nas férias regulamentares ou força maior, todos
vinculados hierárquica e diretamente ao Seccional de Polícia.
Parágrafo Único – O Coordenador da Central de Flagrantes
apenas exercerá em sobreaviso o expediente aos Sábados e
feriados, quando não estiver integrando a equipe na escala
regular.
Artigo 3º – A Exceção dos Sábados e Feriados semanais,
onde todos os escalados para aquele dia exercerão suas funções
entre 08 horas e 20 horas, serão nos dias úteis designadas
equipes de acordo com a Portaria DECAP 08/2011, todavia, nos
seguintes horários:
a)Equipe A: das 07 horas às 19 horas;
b)Equipe B: das 09 horas às 21 horas;
c)Equipe C: das 12 horas às 22 horas;
d)Equipe D: das 12 horas às 22 horas; e,
e)Equipe E: das 12 horas às 22 horas.
Parágrafo Único – O horário diferenciado das últimas sub-
equipes justifica-se pela manutenção em funcionamento da
Central de Flagrantes, em equidade as demais, até que a última
ocorrência apresentada (22 horas) seja efetivamente atendida,
independentemente do horário de término.
Artigo 4º – A distribuição das ações ocorridas em uma Cen-
tral de Flagrantes dependerá da organização interna e gerência
do Coordenador. Nada obstante, torna-se cogente, a exceção
das classificadas no último horário (“C, D e E”), que nenhuma
sub-equipe assuma a presidência de uma ocorrência de auto
flagrancial em tempo não inferior a 02 (duas) horas do final do
seu expediente, podendo apenas encerrar as ocorrências inicia-
das precedentemente, formalizar registros de crimes de trânsito
ou exercerem apoio integral, até o término dos horários, para as
demais sub-equipes.
Artigo 5º – Ratifica-se que são sedes das Centrais de Fla-
grantes, em prédios anexos, assim definidas em cada Seccional:
a) 1ª Seccional de Polícia: sede do 8° Distrito Policial;
b) 2ª Seccional de Polícia: sede do 26° Distrito Policial;
c) 3ª Seccional de Polícia: sedes do 89° e 91° Distritos
Policiais;
d) 4ª Seccional de Polícia: sede do 20° Distrito Policial;
e) 5ª Seccional de Polícia: sede do 31° Distrito Policial;
f) 6ª Seccional de Polícia: sede do 101° Distrito Policial;
g) 7ª Seccional de Polícia: sede do 63° Distrito Policial; e,
h) 8ª Seccional de Polícia: sede do 49° Distrito Policial.
Parágrafo Único – São polos flagranciais, no que refere a
Terceira Seccional de Polícia: 89° DP (15°, 34°, 37°, 51°, 75° e
89° DP’s) e 91° DP (7°, 14°, 23°, 33°, 46°, 87°, 91º e 93° DP’s).
CAPÍTULO II
Da Central de Polícia Judiciária – C.P.J.
Artigo 6º – Para os atendimentos diurnos apenas aos
Domingos, entre 08 horas e 20 horas, com composição idêntica
de equipe, serão formalizados por todos os demais servidores
da Seccional, sem exceção, em processo de escala equânime e
seqüencial, compreendendo todas as Equipes formadas pelos
Adjuntos e Assistentes.
Parágrafo Único – O contingente necessário será de incum-
bência dos Delegados de Polícia Titulares, com a supervisão
geral do Titular da Seccional, sob pena de responsabilidade.
CAPÍTULO III
Das Disposições Finais
Artigo 7º – Competirá às Centrais de Flagrantes e de Polícia
Judiciária, além dos expressos na Portaria DECAP nº 8/2011,
todos os fatos criminosos capitulados na legislação de trânsito
– Lei 9.503/97 e suas posteriores alterações.
Artigo 8º – Para atendimento à população nas 93 unidades
territoriais, aos Sábados e Feriados semanais, exclusivamente
para elaboração de boletins de ocorrência ou orientações
mesmo que de natureza não penal, serão dois os períodos: das
08 horas às 20 horas e das 20 horas às 08 horas da manhã
seguinte, salvo quando o dia posterior for útil quando se
encerrará às 07 horas conforme as regras da Portaria DECAP
nº 8/2011.
§ 1º – No segundo horário (20 horas às 08 horas) permane-
cerão as regras fixadas na precitada Portaria, artigo 9º.
§ 2º – Nos períodos diurnos (08 horas às 20 horas) pres-
tarão expedientes em todas as unidades, no mínimo, 03 (três)
servidores – 01 (um) deles necessariamente Escrivão de Polícia,
que registrarão todas as delações encaminhadas para a sede
da unidade, a exceção dos fatos de competência das Centrais
de Flagrantes.
§ 3º – Havendo dúvidas quanto à capitulação ou de procedi-
mentos, serão eliminadas pelos Delegados de Polícia em atuação
nas Centrais de Flagrantes.
§ 4º – Todos os registros serão, no primeiro dia útil pos-
terior, revisados e despachados pela Autoridade Policial Titular
da unidade. Qualquer equívoco constatado será imediatamente
corrigido e enviado novo documento retificado à vítima e aos
Órgãos Estatais para anotação devida nos índices estatísticos.
Artigo 9º – O efetivo e julgamento da necessidade de maior
número de servidores nas unidades serão de responsabilidade
dos Delegados de Polícia Titulares e Seccionais de Polícia.
Artigo 10 – Não se admitirá, em qualquer das Centrais ou
unidades territoriais, sob pena de responsabilidade, conforma-
ções diversas de horários, transferências ou redistribuições de
ocorrências.
Artigo 11 – Comunicam-se, por ofício e com cópia da
presente Portaria, as Instituições Democráticas do Sistema Penal
paulista, por seus dirigentes, para conhecimento e publicidade
plena: Tribunal de Justiça, Corregedoria Geral de Justiça e DIPO,
Ministério Público Estadual, Procuradoria Geral do Estado,
Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e Coordenadoria do
Conselho Comunitário de Segurança (Conseg).
Artigo 12 – Esta portaria entrará em vigor às 8 horas do
dia 20 de Agosto de 2011, revogando-se todas as disposições
em contrário.

_______________________________________

Artigo 8° – Nos dois horários já referidos, dias úteis e entre 7 horas e 22 horas, cada uma das equipes (“A” e “B”) de policiais civis designados para o atendimento inicial serão compostas, necessariamente, por 01 (um) Delegado de Polícia – denominado Assistente, 01, 02 ou 03 escrivães de polícia (a depender do volume praticado na unidade) e 02 (dois) agentes operacionais.

§ 1° – Considera-se agente operacional, quando assim referido nesta portaria, todas as demais carreiras policiais civis, com exceção das citadas no caput do artigo: investigadores, agentes policiais, carcereiros, agentes de telecomunicações, papiloscopistas e auxiliares de papiloscopia.

§ 2° – Quando pertinente e necessário diante da realidade da delegacia de polícia, em regra e a julgamento do Titular da Seccional de Polícia, haverá também designado para o exclusivo atendimento da população, além dos já apontados, 01 (um) escrivão de polícia fixo em horário intermediário entre as equipes (das 11 horas às 19 horas).

Artigo 9° – No terceiro período (das 22 horas às 07 horas), bem como finais de semana e feriados, salvo onde funcionarem como sede de Central de Polícia Judiciária, as unidades terão equipes reduzidas de servidores, mínimo de 02 (dois), a julgamento do Titular da Seccional de Polícia, com escalas idênticas aos dos servidores das C.P.J’s, visando rotina e familiaridade entre os mesmos.

§ 1° – Esses servidores classificados serão responsáveis pela correta orientação de todas as pessoas que procurarem os serviços policiais, mesmo de natureza não penal, ações que exijam pronto atendimento (com acionamento de apoio imediato se necessário), bem como pelos registros considerados de natureza simples, quais sejam, os mesmos autorizados pela “Delegacia  Eletrônica”:

a) Furto / extravio de documentos;

b) Furto / extravio de telefone celular;

c) Furto de veículos;

d) Furto / extravio de placas de veículos;

e) Desaparecimento de pessoas;

f) Encontro de pessoas desaparecidas; e,

g) Complemento de registro.

§ 2° – Os registros serão, no primeiro dia útil posterior, revisados e despachados pela Autoridade Policial Titular da unidade. Qualquer equívoco constatado será imediatamente corrigido e enviado novo documento retificado à vítima e aos Órgãos Estatais para anotação devida nos índices estatísticos.

§ 3° – Eventuais dúvidas serão extirpadas, por qualquer meio de comunicação, pelo Delegado de Polícia designado na Central de Polícia Judiciária polo da unidade.

§ 4° – Nos casos em que os registros demandarem outras naturezas jurídicas as partes serão devidamente orientadas quanto à presença e condução policial junto a qualquer das Unidades Centrais de Polícia Judiciária da Capital, bem como eventual possibilidade de retorno na manhã seguinte, da forma melhor que julgar pertinente à vítima, a exceção óbvia de fatos graves ou que exijam ações imediatas de onde os agentes terão a responsabilidade da condução, com eventuais apoios operacionais solicitados. (  SIC : COMO  TODO  LEGISLADOR  NÃO SABE ESCREVER )

§ 5° – Não se admitirá, em qualquer hipótese e sob qualquer argumento, fechamento de unidade ou aparência do mesmo, ausência ou transferência de unidade para a confecção do registro, de atendimento ou a ininterrupção das funções, sob pena de responsabilidade funcional.

§ 6° – Para atendimento aos Sábados, Domingos e Feriados, em cada uma das unidades territoriais será criada uma equipe, com a mesma composição precitada, escalada exclusivamente para tais expedientes diurnos.

VOCÊ SABIA QUE AS CENTRAIS DE FLAGRANTE DO DECAP NÃO PASSAM DE IMITAÇÕES PIORADAS DA “DEFLA” – DELEGACIA DE FLAGRANTES – DE RIO BRANCO…CAPITAL DO ACRE 15

  • Delegacia de Flagrantes – DEFLA

Tem como função específica a elaboração de flagrantes, exceto os de competência das demais Delegacias Especializadas, para isso, conta com 5 (cinco)equipes compostas por delegados, escrivães e agentes de Polícia Civil trabalhando em regime de plantão. Conta ainda com um delegado Coordenador que tem a função de fiscalizar as atividades policiais de sua delegacia. Segundo o Código de Processo Penal, flagrante delito é a prisão feita no momento em que alguém está praticando ou acaba de praticar um crime, ou é preso após perseguição, ou é encontrado logo depois com armas, papéis ou objetos relativos ao crime e que presumem a sua autoria. Nesta Delegacia não são feitos registros de Boletim de Ocorrência(B.O.), já que a mesma foi criada especificamente para trabalhar com presos em situação de flagrante.

Endereço: Rua Omar Sabino, s/n, Estação Experimental. CEP.: 69906-400.

Telefone: (68) 3226-4226/3227-5250
Delegados: José Barbosa Morais (Titular) / Illimani Lima Suares (Ilzomar Pontes do Rosário-Subst. até 02-2009) / Raimundo Odaci Neri Guedes / João Augusto Fernandes / Dimas Moraes / Adriálvaro Jorge do Nascimento.