‘Com inteligência, polícia pode evitar crime’, diz major da reserva 11

DE SÃO PAULO

Para o especialista em segurança pública
Diogenes Viegas Dalle Lucca, 47, major da reserva da PM paulista, é possível
montar estratégias não letais em casos em que há a informação de que um crime
está para acontecer.
“Se trabalhar com inteligência, a Polícia Militar pode
cercar uma determinada área, posicionar homens em locais estratégicos, aumentar
o policiamento preventivo e, com isso, fazer os criminosos desistirem do roubo,
por exemplo”, afirma o major, que comandou durante 11 anos o Gate (Grupo de
Ações Táticas Especiais) da PM.
“Até mesmo o Gate podia ter sido acionado
para trabalhar com mais recursos e evitar mortes. Os criminosos precisam ser
presos e julgados, conforme a lei”, afirma.

BANDIDO
MORTO

“Hoje, a determinação do Comando da PM é trabalhar para evitar
mortes. Se alguém cometeu excessos naquela operação no supermercado, precisa ser
punido”, diz o major da reserva. “A sociedade não pode mais ter a visão míope de
que bandido bom é bandido morto”, completa.
“Os excessos contra criminosos
hoje podem ser cometidos contra pessoas de bem amanhã. Vi pela imprensa que
existem tiros nas mãos de alguns dos mortos [no supermercado CompreBem] e isso é
claramente tentativa de defesa. É preocupante”, afirma o major da reserva.

(AC)

AÇÃO DA ROTA DO CAPITÃO FERREIRA PINTO: Vídeo reforça suspeita de emboscada em mercado 12

Imagens mostram policiais da Rota chegando ao local
antes de tiroteio

Na ação dos PMs, seis criminosos morreram;
suspeita é de que tenha sido ‘recado’ a ladrões de caixas
eletrônicos

ANDRÉ CARAMANTE
DE
SÃO PAULO

Um vídeo ao qual a Folha teve
acesso reforça a suspeita de que a Rota tenha preparado uma emboscada para os
ladrões que tentavam roubar caixas eletrônicos de um supermercado da zona norte
paulistana em 5 de agosto. Na ação, os policiais militares da tropa de elite de
São Paulo e do 18º Batalhão mataram seis criminosos -outros nove conseguiram
fugir.
As gravações, que estão sendo analisadas por autoridades do Estado,
são de uma câmera instalada numa rua vizinha ao CompreBem do bairro Parada de
Taipas.
Elas mostram sete homens com uniformes da Rota chegando ao local
calmamente. Eles param por instantes, olham por sobre o muro dos fundos do
supermercado e seguem andando tranquilos. A câmera registra a data -5 de agosto
deste ano- e o horário: 2h35 da madrugada.
Pela versão inicial dos policiais,
uma chamada anônima alertou o 18º Batalhão sobre o roubo em andamento. Ainda
segundo a versão oficial, os policiais militares correram para o local e,
recebidos a bala, chamaram equipes da Rota que estavam em Santo André, no
ABC.
A chegada da Rota em meio ao tiroteio, diz a versão inicial dos PMs,
ocorreu por volta das 2h50 da madrugada. Investigadores trabalham com a hipótese
de haver PMs no local até antes do que mostram as imagens da câmera: alguns
estariam ali quatro horas antes do início da tentativa de assalto, conforme
revelou a Folha em 23 de agosto.
O episódio é visto como um possível
“recado” aos grupos que assaltam caixas eletrônicos -neste ano, o Estado
registrou 500 ataques a tais equipamentos; quadrilhas têm PMs entre seus
membros.
Dentre outras dúvidas, os investigadores do departamento de
homicídios da polícia paulista querem saber também o que levou os militares a
desviarem uma câmera interna do supermercado que mostrava a área onde eles dizem
ter enfrentado a tiros os criminosos que morreram.

FERIMENTOS
A pedido da Folha, Nelson Massini, professor
da Faculdade de Direito da Uerj e uma das autoridades em medicina legal no
Brasil, analisou 71 fotos dos ladrões mortos.
“Há lesões que não foram
causadas por tiros. Elas indicam que eles podem ter sido rendidos e mortos
depois. Antes, eles podem ter sido espancados. Também podemos constatar tiros
nas mãos, o que evidencia uma tentativa de defesa”, afirma Massini.

Imagens inéditas mostram Ferreira Pinto contando histórinhas pra boi dormir zzzzzzzzzz…Sabia da extensão e profundidade de um roubo que joga no lixo o crédito do Banco Itaú, da respectiva empresa de segurança bancária, do controle sobre o conteúdo dos cofres e revela a absoluta letargia e inépcia da PM…SABIA, TÁ NA CARA QUE SABIA! 92

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/imagens-ineditas-mostram-suspeitos-vigiando-predio-de-banco-na-paulista-antes-de-roubo-milionarios-20110911.html

Policial reage a assalto e é morto na Zona Sul de SP, diz PM. O policial e o criminoso trocaram tiros. Iguatemi de Camargo Filho, de 56 anos, mais de três décadas na polícia, morreu baleado 37

Enviado em 12/09/2011 as 8:16 – GENOCÍDIO PAULISTA

Nossos sentimentos a família que nosso herói até o ultimo segundo defendeu nossa família…descanse em paz com Deus…

Criminoso fez filha de policial refém após invadir casa em SP
Policial e assaltante morreram após troca de tiros na Zona Sul.
Segundo suspeito conseguiu fugir; duas pessoas ficaram feridas.
Do G1 SP

O assaltante que invadiu a casa de um policial civil na noite deste domingo (11) no Jardim da Saúde, Zona Sul de São Paulo, fez uma das filhas do dono da casa refém após entrar no local. O policial reagiu e houve troca de tiros entre os dois, que morreram. Um segundo suspeito, que ficou do lado de fora da casa, conseguiu fugir.

O crime aconteceu por volta das 18H30. Dois criminosos chegaram ao portão e um entrou. Sete pessoas da família estavam dentro da casa. “Esse elemento que adentrou a residência era muito agressivo e ele queria dinheiro a qualquer custo. Fez refém uma das filhas do policial, e no andar superior houve a reação por parte do policial, em proteção aos seus familiares e em legítima defesa também”, explicou o delegado Carlos Henrique Fabrini.

Policial reage a assalto e é morto na Zona Sul de SP, diz PM. O policial e o criminoso trocaram tiros. Iguatemi de Camargo Filho, de 56 anos, mais de três décadas na polícia, morreu baleado. O assaltante de 27 anos também foi morto com tiros. Ele já tinha sido detido outras vezes por roubo

Dois primos do policial estavam na casa. Eles foram atingidos por tiros nos braços. Eles foram socorridos, passaram por cirurgia e não correm risco de morrer. Ao delegado, eles contaram que os disparos vieram da arma do bandido que estava do lado de fora da casa e conseguiu fugir. A polícia informou que já tem pistas do suspeito.

JOÃO ALKIMIN: O Homem que não sabia 29

O Homem que não sabia

Assistindo a entrevista do Secretário Ferreira Pinto na Tv Record, lembrei-me de um filme chamado “Intriga Internacional”, conhecido no Brasil como “O homem que sabia demais”. Certamente não é o Secretário Ferreira Pinto.
Vergonhosa e lamentável a declaração do Secretário, que não sabia do furto ao Bando Itaú.

O banco registrou o boletim de ocorrência no Distrito da área, cumpriu seu papel. O Distrito da área comunicou eletronicamente a Delegacia de roubo a banco do DEIC. Resta saber porque a demora no inicio das investigações.

Não podemos olvidar que o Diretor do DEIC, Delegado Nelson Silveira Guimarães foi escolha pessoal do Secretário de Segurança ou do Delegado Geral. Existem divergências, seu assistente dr.Ítalo foi escolha pessoal do Diretor e foi acompanhado dentre outros por seus homens de confiança, investigadores de Policia Diogo e Chumbinho, seus policiais de confiança. E segundo dizem, experientes.
Mas o fato não é esse, o estarrecedor é o Secretário da Segurança Pública desconhecer um fato de tal gravidade. Se isso acontecesse com um subordinado, certamente o mesmo seria imediatamente defenestrado, mas o Secretário continua firme e forte e rijo.
Alguns poderão criticar mas tenho saudades do ex Secretário de Segurança Coronel Antonio Erasmo Dias, esse sim sabia tudo o que acontecia na pasta da segurança, tinha total e efetivo controle das duas policiais e, tanto quanto sei nunca perseguiu ninguém, nunca forçou a demissão de nenhum Delegado de Policia por haver repercutido noticias, como fizeram com o Delegado Conde Guerra.
Um Secretário vir a público e declarar que não sabia dos fatos choca ao homem mediano, portanto indago: onde está o serviço de inteligência da Policia Civil? O serviço de inteligência da Policia Militar? Se omitiram? Desconheciam? São despreparados? Ora, então desmontem-se tais unidades pois está provado que não tem nenhuma utilidade.
Porque o diretor do DEIC não comunicou imediatamente ao seu superior direto, o Delegado Geral o ocorrido? Policia é coisa séria. O DEIC até algum tempo atrás mesmo com todas as suas mazelas que são públicas e notórias era um Departamento respeitado e temido pela marginalidade e hoje? Comenta-se inclusive que Marcola quando dos atentados em São Paulo foi para lá conduzido e desafiou abertamente seu então Diretor, Delegado Godofredo Bitencourt, é o caos! É a derrocada total da Instituição Policial que somente sobrevive hoje pelo trabalho de alguns abnegados que se doam a Policia em defesa da sociedade e por seus símbolos e bandeiras, pobre Policia Civil, tão massacrada, vilipendiada e atacada. Já disse e repito, é hora de se dar um basta em tal situação. É hora da Policia Civil recobrar sua dignidade e grandeza.
É meu entendimento que um Secretário que desconhece fato dessa envergadura não pode e não deve continuar no cargo. Pois ou é incompetente ou mal informado, ou foi traído por seus subordinados. De qualquer maneira, não serve para ser Secretário de Segurança do estado mais rico e importante da Federação.
Mas entendo também que a culpa não é somente do Secretário, nos falta também um Governador, pois se tivéssemos um Governador teríamos um Secretário de Segurança Pública atuante. Se tivéssemos um Secretário de Segurança Pública atuante teríamos um Delegado Geral de Policia que velasse pelos interesses da Instituição da qual faz parte, pois não podemos nos esquecer que Dr. Geraldo está Governador, Secretário Ferreira Pinto está Secretário de Estado dos Negócios da Segurança Pública do Estado de São Paulo e o Delegado Marcos Carneiro está Delegado Geral. Com certeza todos passarão e a  Instituição Policia Civil certamente permanecerá, perenemente pois já enfrentou dias ruins e conseguiu sobreviver.

João Alkimin

O insuspeito Juca Kfouri – apesar de corintiano, amigo do Pelé, amigo e consultor do ex-Presidente FHC, já revelou: A REVISTA VEJA É MENSALEIRA…Pagou: fala bem; não pagou: mete o pau! …Alguém tá pagando pelo Pinto 8

Enviado em 11/09/2011 as 18:49 – HORÁRIO DE ALMOÇO

Doutor Conde ajuda noís ai…A revista PSDB VEJA está culpando a polícia paulista mais uma vez pelo roubo milionário do banco ITAU na Avenida mais importante do país.

NEM LÁ A POLICIA MILITAR ESTÁ FAZENDO POLICIAMENTO PREVENTIVO. PINTO CRETINO LARGA MÃO DE CANALHICE E ASSUMA SUA INCOMPETENCIA NO COMANDO DA PM-SP. PARA DE CULPAR A CIVIL…É MUITA CARA-DE-PAU… DESSA VEZ NÃO TEM LÓGICA NENHUMA CULPAR A POLÍCIA CIVIL.

EXCELENTÍSSIMOS SENHORES DOUTORES DELEGADO GERAL DE POLÍCIA E DELEGADO CORREGEDOR GERAL DA POLÍCIA CIVIL. 25

ROBERTO CONDE GUERRA, brasileiro, portador do ……… domiciliado na Avenida …….., São Vicente, tendo conhecimento, durante período de ausência do domicílio em razão de exercício de atividades laborais, de a Polícia Civil permanecer despendendo recursos materiais e humanos com o objetivo de obter a localização e ciência do subscritor para a realização de atos procedimentais diversos, respeitosamente, por meio deste, cujas cópias serão entregues a policiais civis encarregados de cumprimento às diligências, vem informar e, ao final, requerer a Vossas Excelências, o seguinte:

O Requerente exerceu o cargo de Delegado de Polícia de 19 de julho de 1988, a 3 de maio de 2011; data em que, por decreto do Excelentíssimo Governador do Estado, foi demitido por suposto procedimento irregular de natureza grave, consubstanciado por pretenso concurso de descumprimento de deveres e transgressões disciplinares.

Procedimento irregular de natureza grave, em linhas gerais, consistente em criar e manter uma espécie de mural eletrônico denominado Jornal Flit Paralisante; neste, segundo seletivas argumentações e vetustas lições doutrinárias, publicando notícias, artigos e comentários causadores de descrédito ao órgão policial e, também, atentatórios à honra subjetiva e objetiva de determinadas autoridades policiais; notadamente aquelas ocupantes dos altos escalões governamentais, responsáveis pelo planejamento e execução da política de segurança pública, tais como: Governador do Estado, Secretário de Segurança e Delegados membros do egrégio Conselho da Polícia Civil.

Observando-se que, no período de maio de 2007 até a presente data, sofreu diversas penalidades (90 dias de suspensão, 45 dias de suspensão, 12 dias de suspensão, demissão, 10 dias de suspensão e, recentemente, repreensão); algumas de caráter antecipado e perpétuo, tais como: remoção compulsória, suspensão, supressão de vencimentos, lançamento e descontos de centenas de faltas ao serviço, valendo como infame imposição do epíteto: VAGABUNDO; mais a assinalação de inúmeras apurações preliminares manifestamente desprovidas de justa causa, ao final arquivadas, cinco sindicâncias e sete processos administrativos.

Tudo a assegurar a elogiosa distinção proferida pelo ínclito Dr. Alberto Angerami: portador de extensa e macabra folha funcional, nos autos do PAD que resultou na demissão executada quando da publicação do decreto governamental acima mencionado.

Subseqüentemente à extinção do vínculo funcional, além de se ver investigado, citado e processado por fatos conexos que precedentemente foram objeto de formal acusação em SAD e PAD, sofreu três penalidades disciplinares.

Duas penalidades publicadas por meio da imprensa oficial; posto que, na condição de cidadão comum, deixou de gozar da prerrogativa de penalização reservada preconizada no artigo 76, § 2º, da LOP.

As publicações – sob o fundamento de salvaguarda dos direitos da Administração, da penalidade de suspensão, de 17 maio e da repreensão, datada de 9 de setembro, ainda não julgado o único recurso administrativo cabível, tempestivamente endereçado ao Exmº Governador – antes de proteger e garantir direitos da Administração, apenas agravou, ainda mais, a situação do Recorrente (aqui Requerente); prejudicando-lhe, quiçá, inviabilizando irremediavelmente, a desconstituição do ato demissório.

É preciso observar que, simetricamente, uma vez que ex-funcionário não guarda quaisquer direitos, vantagens ou prerrogativas pelo tempo de efetivo exercício policial – na prática, nem sequer para fins previdenciários –  também, na condição de demitido, não mais guarda deveres de participação e colaboração em procedimentos administrativos disciplinares instaurados contra si.

Com o devido respeito, processar disciplinarmente, em verdadeiro “bis in idem”, por resolução do próprio Secretário de Segurança, suspender e repreender quem acabou de ser demitido equivale a “chutar cachorro morto”; ou pior: “dar  tiro de conferência”.

Ainda mais grave quando a Administração, no transcorrer de quatro anos, podendo apurar a grande maioria das supostas infrações em único processado (ou poucos), posto as novas notícias de faltas surgirem no curso de PADs já instaurados; alguns, ainda, em trâmite, em vez de buscar a economia processual, com benefícios para a Instituição e benefícios para a defesa do acusado, preferiu aplicar um método homeopático, no caso, com o máximo respeito, ministrando veneno por conta-gotas.

Neste sentido disciplina a LOP: Artigo 111Quando, no curso do procedimento, surgirem fatos novos imputáveis ao acusado, poderá ser promovida a instauração de novo procedimento para sua apuração, ou, caso conveniente, aditada a portaria, reabrindo-se oportunidade de defesa.

Diga-se de passagem, instaurando-se um processo aqui, outro procedimento lá, mais outro acolá e alhures; com o ônus da constituição de defensor em cada um deles e apresentação das eventuais testemunhas de defesa perante localidades diametralmente diversas do local das supostas infrações.

Resultando consequências nefastas ao subscritor; de se ver que – por infrações hipoteticamente idênticas, diferindo-se apenas na qualidade funcional do pretenso ofendido, acabou demitido nos autos em que figurava um Delegado classe especial, sofrendo repreensão nos autos em que figurava um Delegado 2ª. classe.

Seguramente, demissão de funcionário não pode servir de anistia sumária de passado funcional desabonador.

Todavia, precedente demissão, não  pode ser motivo de tripúdio, tal como quer a VIA RÁPIDA que – ASTUTAMENTE – pretende determinar a imprescritibilidade de faltas anteatamente cometidas pelo policial demitido e posteriormente reintegrado.

No entanto, a famigerada Via Rápida que – pressupondo uma mentirosa fragilidade da Administração frente aos maus funcionários, todos corruptos, ricos e patrocinados por grandes advogados – salvaguarda apenas o Governo; destroçando direitos do ex-servidor público (o desempregado), em especial e qualificada relação de hipossuficiência perante o Estado – dispôs no art. 80, § 4º, item 1, da LOP, com redação dada pela LC nº 922 de 2.7.2002.

  “Artigo 80 – Extingue -se a punibilidade pela prescrição:

I – da falta sujeita à pena de advertência, repreensão, multa ou suspensão, em 2 (dois) anos; (NR)

II – da falta sujeita à pena de demissão, demissão a bem do serviço público e de cassação da aposentadoria ou disponibilidade, em 5 (cinco) anos; (NR)

III – da falta prevista em lei como infração penal, no prazo de prescrição em abstrato da pena criminal, se for superior a 5 (cinco) anos. (NR)

§ 1º – A prescrição começa a correr: (NR)

1 – do dia em que a falta for cometida; (NR)

2 – do dia em que tenha cessado a continuação ou a permanência, nas faltas continuadas ou permanentes. (NR)

§ 2º – Interrompe a prescrição a portaria que instaura sindicância e a que instaura processo administrativo. (NR)

§ 3º – O lapso prescricional corresponde: (NR)

1 – na hipótese de desclassificação da infração, ao da pena efetivamente aplicada; (NR)

2 – na hipótese de mitigação ou atenuação, ao da pena em tese cabível. (NR)

§ 4ºA prescrição não corre: (NR)

1 – enquanto sobrestado o processo administrativo para aguardar decisão judicial, na forma do § 3º do artigo 65; (NR)

2 – enquanto insubsistente o vínculo funcional que venha a ser restabelecido. (NR)

§ 5º – A decisão que reconhecer a existência de prescrição deverá determinar, desde logo, as providências necessárias à apuração da responsabilidade pela sua ocorrência.”

Como se pode notar, a  ambiguidade dos dispositivos leva a interpretações apenas proveitosas aos supostos interesses da Administração; aliás, que em tempo algum reconhece seus próprios erros anulando os atos ilícitos que praticou em desfavor de funcionários.

Constatando-se que, a partir da data demissão (sob a lógica do governo: decisão sempre perfeita e justa) – CASO O DEMITIDO TEIME RECORRER – até eventual reintegração, quer por hipotético e remoto ato da própria Administração, quer por sentença judicial, suspendem-se os prazos prescricionais da punibilidade e executoriedade de todas as infrações que eventualmente tenham sido cometidas no exercício funcional.

Em outras palavras: a prescrição não corre a partir da data demissão até eventual reintegração por ordem judicial; assim, na prática, criou-se uma formula ETERNA de interrupção da prescritibilidade: o AMPLO EXERCÍCIO DO DIREITO DE DEFESA E RECURSOS INERENTES.

 

Um dado a acrescentar, além do sofrimento diante do verdadeiro tripúdio legal, desde a simples abertura de vista – no limite do prazo – para o oferecimento de um recurso sem quaisquer possibilidades de reversão (aliás, apelo para quem lhe condenou não é recurso, é mero pedido de clemência), vislumbrando-se absoluta inocuidade de manifestar defesa em procedimentos que são mera repetição daqueles em que foi condenado, ao Requerente faltam meios materiais para custear a avalancha de procedimentos administrativos em que continua sendo parte.

 

Outra questão relevante consiste em dizer que Excelentíssimo Secretário de Segurança, embora dotado de poderes para determinar a instauração de PAD em desfavor de Delegado de Polícia, deveria praticar o princípio do paralelismo das formas que tanto invoca ao aplicar penalidades; assim reservando sua atribuição legal para ordenar a instauração de procedimentos em relação a Delegados ocupantes dos cargos mais elevados; não em desfavor de mero ex-plantonista. Subordinação não é submissão.

Se buscasse, verdadeiramente, uma Corregedoria Geral independente da Delegacia Geral, subordinada administrativamente ao Titular da Pasta, deveria ter promovido à apreciação do Governador as necessárias alterações legislativas por meio de Lei Complementar; assim atribuindo-se ao Delegado Corregedor Geral competência para instauração de procedimentos pertinentes aos ocupantes da carreira dos Delegados de Polícia, inclusive.

Tomar para si a competência da instauração de procedimento para apurar eventual falta passível de demissão, na prática, equivale semear futura demissão.

O Delegado Geral de Polícia determina: apurem!

O Secretário: demita-se!

Qual a diferença?

Delegado, funcionário público de carreira, que ilicitamente instaurar processo em prejuízo de funcionário poderá ser responsabilizado civil, penal e administrativamente.

De processante pode vir a figurar como processado; perder o cargo, inclusive. A Secretário de Estado, de regra, nada acontece.

Posto isto, o subscritor, como lhe facultaria o artigo 102, § 1º, da LOP, caso ainda fosse membro da Polícia Civil, requer de Vossas Excelências lhe seja garantido o direito de não participar como investigado ou acusado em novos, inovados e renovados procedimentos disciplinares; deixando, assim, de tomar conhecimento de mandados citatórios, recebimento de portarias inaugurais, intimações e notificações.

Destacando-se: sem que tal inércia seja tomada como afronta ao órgão policial, desacato ou desobediência a seus membros, intenção de causar maiores embaraços e, principalmente, má-fé processual.

Também, como corolário do direito de silenciar acerca de eventuais imputações criminais, deixando de receber e atender a quaisquer chamados para participação em atos de polícia judiciária, vez que – nos vários procedimentos em que foi apenado – declarações colhidas informalmente como mero declarante, a maioria deprecadas sem que fossem devidamente instruídas, acabaram sendo formal e expressamente qualificadas como CONFISSÃO; pelo Conselho da Polícia Civil, inclusive.

 

Incontestavelmente, informação, declaração, manifestação em expediente, não poderiam sofrer tal transmutação, ou seja, empregadas como verdadeiras  armadilhas.

Termos em que,

E. acolhida.

São Vicente,     setembro de 2011.

Roberto Conde Guerra.

Como nascem os corruptos? 27

Enviado em 11/09/2011 as 8:29 – HOMEM QUE SABIA DEMAIS

Como nascem os corruptos?
10 de setembro de 2011 | 22h40 |

GILBERTO AMENDOLA/ JORNAL DA TARDE

Um lava-rápido ao contrário. Ou seja, um “lava sujo”. O sujeito limpinho, honesto e cheio de virtudes entra em uma geringonça ultramoderna e, instantes depois, sai de lá sujo de lama, com dinheiro na cueca e envolvido em negociatas escusas. Será que é assim que nascem os corruptos? Não, né.

A doutora em psiquiatria forense pela USP Hilda Morana é a primeira a colaborar com a nossa pesquisa e, também, a primeira a jogar um balde de água fria nas nossas expectativas: “O corrupto nasce como todo mundo. É um defeito de fabricação, uma questão de caráter mesmo.”

Hilda compara o “caráter” com uma coluna vertebral. “O sujeito que nasceu com a coluna forte pode trabalhar no porto, carregando caixas pesadas. Já o sujeito que tem a coluna fraca, não pode trabalhar nesse ambiente. A coluna vai quebrar. Acontece o mesmo com o caráter”, explica. “Quem nasce com esse ‘defeito’ procura a política porque esse é um ambiente mais propício à corrupção.

A reportagem do JT tentou argumentar, mas a psiquiatra foi implacável: “Não é educação. Você nasce corrupto. Tem mau-caráter que é bem-educado; tem bom caráter que é mal-educado. Educação não molda caráter. Caráter é uma função. A corrupção está ligada à má-formação das áreas do cérebro responsáveis pela sensibilidade moral.”

O escritor Mario Barros Jr., autor do livro A Fantástica Corrupção No Brasil, não chega ao extremo de atrelar a corrupção a uma incorreção genética, mas vai buscar suas origens lá atrás, na bíblia. “Jesus Cristo foi vendido por 30 moedas de prata. Isso é corrupção”, diz. “A própria história do Brasil, desde a chegada dos portugueses, é ponteada pela corrupção. É uma coisa que está impregnada em nossa alma”, completa.

Despachantes
Uma das organizadoras do movimento Faxina Brasil, a advogada Edna Lagnado, traz a discussão para um plano mais palpável. “O corrupto nasce quando o indivíduo entra na política, mas se comporta como um despachante, como alguém que está lá para vender facilidades”, diz. “Além disso, muitos já entram em um ambiente contaminado. Se o cidadão não entra no esquema, não participa de negociatas, ele é frito por seus pares”, completa Lagnado.

Já para o cientista político Humberto Dantas, o problema está na cultura política do brasileiro. “Para muitos, o que é público não é de ninguém”, afirma.

Uma pesquisa de 2008, encomendada pela Associação dos Magistrados Brasileiros, mostra que 80% dos brasileiros acreditam ser uma obrigação dos políticos a prestação de certos favores à comunidade, como “arrumar um emprego” ou “pagar uma conta”.

Para Dantas, essa confusão entre “direito” e “gentileza” está no nascedouro do corrupto. “Quando o político aproveita para exercer seu poder com pequenos favores, isso termina em corrupção.”Ele ainda aponta o “corporativismo” como outro fator importante. “Os políticos se protegem, se ajudam. A absolvição de Jaqueline Roriz é um exemplo disso.”

O presidente da ONG CPI Brasil, Wellington Oliveira, acredita que o corrupto potencial é alguém que não sabe que um político é um servidor público – e se sabe não entende o significado de servidor. “O titular do cargo não é o político, mas o povo”, fala. Além disso, Oliveira diz que a corrupção nasce em um “limbo de gestão”. “Aquela área que ninguém conhece, os bastidores onde as coisas são decididas.”

A diretora do Movimento Voto Consciente, Sônia Barboza, enumera uma série de fatores para o aparecimento do ser corrupto. “A morosidade da Justiça, a sensação de poder, o acesso à quantidade considerável de dinheiro e, principalmente, uma legislação que permite certos candidatos se elegerem nas costas de Tiriricas.”

Primeira união homoafetiva com policial militar acontece no ES…NOSSAS SINCERAS FELICITAÇÕES AO CABO PM DARLI MANOEL E SEU COMPANHEIRO ANTÔNIO PEREIRA 28

Darli Manoel Manenti de Souza é cabo da PM há 24 anos.
Ele e o vendedor Antônio Pereira de Souza casaram-se neste sábado (10).

Leandro Tedesco, com informações da TV Gazeta Do G1 ES

“Para mim, foi uma vitória”, diz o policial militar.
(Foto: Bernardo Coutinho / A Gazeta)

Bolo de três andares, discoteca e muita decoração para quem já vive junto há 18 anos. É a primeira vez que vai acontecer, no Espírito Santo, segundo a Polícia Militar, uma união homoafetiva em que um dos parceiros é militar. Depois de um casamento e uma relação estável, Darli Manoel Manenti de Souza, de 47 anos, resolveu assumir o romance com o vendedor Antônio Pereira de Souza, de 48.

Cabo da Polícia Militar há 24 anos, Darli conta que os amigos de farda aceitaram a ideia sem preconceito. Mas, no começo, a principal preocupação do policial era a reação do comando. “Para mim, isso foi uma vitória”, fala com toda felicidade.

O policial também mostrou como foram os preparativos para a festa. “São dois buquês, um para os solteirões encalhados e o outro para a mulherada. O casamento vai seguir todos os passos de um casamento heterossexual, inclusive o beijo na boca para selar a união”, declara Darli.

O policial entrou com pedido de reconhecimento de união em outubro de 2010, antes mesmo do Supremo Tribunal Federal (STF) se mostrar favorável à união estável entre pessoas do mesmo sexo, em maio deste ano.

O casal conta também com o apoio da família. “Nossa felicidade depende da dele. Eles estão muito felizes, e nós também”, afirma a irmã de Antônio, Maria Pereira de Souza. Mas, enquanto de um lado há o apoio de amigos e da família, do outro há a reprovação da Igreja. “A Igreja não aceita, prega contra e nós cremos que isso viola todos os princípios da família”, declara o pastor  Oliveira de Araújo, da 1ª Igreja Batista de Vitória. O arcebispo de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela, também se posicionou contra o casamento. “Nós obedecemos primeiro à Deus. Não haverá lei humana que vai obrigar a Igreja Católica a ferir os mandamentos da lei de Deus”, afirma o arcebispo.

A cerimônia de Darli e Antônio foi realizada na noite deste sábado, no Clube Recreativo de Cabos e Soldados, no bairro Jardim Camburi, em Vitória.

http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2011/09/primeira-uniao-homoafetiva-com-policial-militar-acontece-no-es.html

DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO GOMES – DISCURSA NA ALESP SOBRE GOLPE DA PREVIDÊNCIA AO SERVIDOR PÚBLICO 27

Enviado em 10/09/2011 as 21:07 – BRIGA DE FOICE

Oh Céus! Oh vida! Oh azar … Onde está o Projeto do nosso reajuste salarial?

O SR. OLÍMPIO GOMES – PDT

 – Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sras. Deputadas, funcionários desta Casa, cidadãos que nos acompanham pela TV Alesp, li umas notícias nos jornais, inclusive hoje, mas não acreditei que de fato o governo de São Paulo fosse tomar essa atitude para desestimular mais ainda o ingresso no serviço público. Acabei de ler, auxiliando a abertura dos trabalhos de hoje, o encaminhamento desse maldito projeto de lei complementar que vai instituir uma previdência complementar para os servidores públicos do Estado de São Paulo.
Perdão ao grupo Folha que colocou essa matéria. Eu pensei: não tem cabimento isso, esse projeto não entrou na Assembleia. “Governo de São Paulo envia projeto com nova aposentadoria para o servidor”. E a Folha também trouxe a matéria: “Alckmin propõe elevar a contribuição do servidor”.
Na prática, como advento da São Paulo Previdência o servidor público do Estado de São Paulo passou a contribuir com 11% de previdência. Doravante, se passar essa maldição, que mais um golpe no serviço público e nos servidores, portanto, na população de São Paulo, o desestímulo para buscar as carreiras do serviço público vai aumentar porque o servidor, para não aposentar no regime geral da previdência, vai pagar 11% mais 7% de previdência complementar.
Os meus irmãos soldados da PM, investigadores, agentes penitenciários, servidores da Saúde, funcionários do DER, da Educação, comecem a imaginar a situação. O PT travou uma grande luta – está aqui o deputado Enio Tatto que é o líder, e na São Paulo Previdência foi o partido que liderou a trincheira dos servidores e a desgraça só não foi maior porque conseguiram sustentar o fogo aqui, quase dois anos de luta. Eu não era parlamentar nesta Casa, mas estava junto com as entidades.
Perdemos e perdemos muito, mas íamos perder quase tudo.
E o governador apenas deu um fôlego, enganou os servidores – não tenho outra palavra, é enganar. Na sua campanha, quando questionado sobre isso, disse que isso não era uma
coisa em estudo, e agora vai sentar a marreta em mais 7% de contribuição para essa fundação que vai ser criada para prover uma aposentadoria complementar. Quis dizer: “Com isso vamos acabar em 10 anos com o buraco de 14 bilhões da previdência do Estado de São Paulo”. Quando teria sido gerado esse buraco? Começou lá atrás com Carvalho Pinto pegando dinheiro da previdência pública para a construção de escolas, fóruns, delegacias, quartel de polícia. Não foi o servidor que criou isso não.
Estamos com 16 anos de governo tucano no Estado de São Paulo, com um massacre em cima dos servidores públicos e a dívida previdenciária crescente. Isso é falta de gestão. Quando vim aqui denunciar e ainda não era São Paulo Previdência, ainda tínhamos o Ipesp, descobri um prédio do Ipesp, à época, que funcionava como bingo clandestino e que há alguns anos os bingueiros não pagavam pelo prédio. Questionei o Sr. Carlos Flori, que é o mesmo hoje presidente da SPPrev, mas aqui questionamentos do PT, do PSOL, do PCdoB, do major Olímpio, não são considerados.
Deixa para lá, é só um prédio que é propriedade do servidor público que é usado como bingo clandestino na Avenida Tancredo Neves, conforme mostrei completamente. Sabe o que aconteceu? Veio a São Paulo Previdência, o Sr. Carlos Flori tornou-se o dirigente, já era do Ipesp, e nada demais aconteceu.
Imaginem cada um dos indivíduos que estão fazendo o seu concurso para ingressar em qualquer carreira do Estado.
Soldado da Polícia Militar, já saiba que se você ingressar no dia seguinte à publicação dessa lei, se essa maldita lei for aprovada, você já vai ganhar 7% a menos, se quiser ter a integralidade de aposentadoria e todas as outras áreas.
Gostaria de manifestar o meu lamento, já pedi o apoio de todos os parlamentares e que haja sensibilidade e não adesismos simplesmente ao posicionamento do Governo. Isso
é mais um golpe no serviço público do Estado de São Paulo e às futuras carreiras de servidores públicos nesse nosso Estado.
Lamentável a atitude do Governador Geraldo Alckmin. Muito obrigado, Sr. Presidente.

Diário Oficial – Legislativo – Pg21 – 09/09/2011

Projeto quer criar “caixas pretas” contra corrupção no governo…O SISTEMA DE MONITORAMENTO EXISTE HÁ MUITO TEMPO: “é o contra banho” 17

Projeto quer criar “caixas pretas” contra corrupção no governo
10 de setembro de 2011 13h29

Manifestantes durante protestos contra o voto secreto e corrupção no feriado de 7 de Setembro em Brasília. Foto: Marello Casal Jr./Agência Brasil

Manifestantes durante protestos contra o voto secreto e corrupção no feriado de 7 de Setembro em Brasília
Foto: Marello Casal Jr./Agência Brasil 

Daniel Favero

 

Um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Maurício Trindade (PR-BA) quer implantar um sistema de “caixas-pretas” nos gabinetes e escritórios do governo, órgãos públicos e autarquias para monitorar o que os ministros, secretários, diretores e servidores fazem durante o expediente. As informações, coletadas por meio de câmeras de vídeo, com áudio, poderiam ser acessadas apenas pelos superiores, no caso dos ministros, pela presidente da República. No entanto, esse tipo de monitoramento não é muita novidade. O governo americano e os generais da ditadura no Brasil já fizeram uso do sistema com propósitos históricos e de segurança. No entanto, especialistas consideram a polêmica medida como inócua.

Segundo o autor, a proposta, denominada como Lei da Transparência, a ideia surgiu ao perceber que o trabalho de combate contra corrupção “hoje, está muito na moda”, mas carece de medidas “práticas”. Ele diz que sua proposta se baseia no principio da “fiscalização e transparência” da administração pública. “Qualquer secretário, ministro ou diretor tem que conversar em seu gabinete o que for legal. E o chefe hierárquico dele, que é co-responsável pelas suas atitudes, tem que saber o que está sendo feito. Esse projeto acaba com essa história de ‘eu não sabia o que meu diretor estava fazendo'”.

O projeto prevê ainda a proibição de que assuntos da gestão pública sejam tratados em ambientes particulares, obriga a divulgação ao vivo, na internet, de todas as fases dos processos de licitação, e a disponibilização dos dados de todas as pessoas que frequentem órgãos públicos. Trindade afirma que os custos para a implantação são baixos e maioria já está inclusa nos orçamentos de segurança da administração pública.

O parlamentar já prevê que sua proposta terá dificuldades para passar nas diversas comissões da Câmara, mas diz que já tem recebido apoio dos colegas de Congresso. Ele planeja uma campanha nacional de mobilização da opinião pública. O projeto deve passar pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, Comissão de Finanças e Tributação, onde, segundo Trindade, o presidente Sergio Brito (PSC-BA) afirmou não haver impedimentos legais, e, por último, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), uma das mais importantes da Câmara.

Medida Inócua
Para o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, o projeto é ineficiente e não combate verdadeiras causas da corrupção. “Já que eles vão gravar 24 horas por dia o que acontece dentro dos gabinetes, vão conversar qualquer espécie de tramóia fora, então é uma medida meio inócua, não vejo nenhuma utilidade”, critica.

Abramo defende que o combate à corrupção deve ser focado nas causas, e cita o exemplo do loteamento de partidos políticos em ministérios e secretarias protagonizados pelo governo em busca de apoio no parlamento.

“Eles fazem isso porque podem nomear pessoas, se não pudessem nomear nessa quantidade, eles não poderiam fazer loteamento. E porque um partido político quer controlar uma secretaria de governo no Estado, ou seja lá o que for? A resposta está no noticiário. Então, é uma verdadeira usina de corrupção, além de destruir a efetividade do parlamento, porque o negócio é feito para que o parlamento não funcione, para que os deputados, senadores, vereadores não fiscalizem o Executivo. É para isso que é feito o negócio, é um negócio. O governador, o prefeito, o presidente da República compram partidos políticos. Então, isso é uma causa de corrupção”, exemplifica. Segundo Abramo, esse exemplo poderia ser sanado com uma emenda na Constituição proibindo ou reduzindo “drasticamente” a liberdade de nomeações.

Sistemas de escuta
O uso desse tipo de “ferramenta” não é novidade nas entranhas do poder. Durante a ditadura, militares implantaram escutas em gabinetes ministeriais no governo do general Garrastazu Médici. Um dos militares que faziam uso do sistema era o então o presidente da Petrobras general Ernesto Geisel, que assumiu a presidência em 1974, como é relatado no livro A Ditadura Derrotada, volume 4, de Elio Gaspari. A justificava era de reunir registros históricos, mas o sistema passou a ser usado de forma mais pontual em virtude dos riscos.

Entre 2001 e 2007, durante o governo de George W. Bush, os Estados Unidos interceptaram milhares de telefonemas e emails através da Agência de Segurança Nacional (NSA – sigla em inglês), o que gerou protestos e ações judiciais da ONG American Civil Liberties Union (União pela liberdade Civil Americana).

“Tivemos uma má experiência com o último titular da pasta, que achava que um ministro “civil” da Defesa devia fantasiar-se de militar”…FALANDO SÉRIO: um politicalho fantasiado de jurista; que de falso jurista acabou fantasiado de magistrado; após foi fantasiado de palhaço para justa homenagem aos militares 14

Militares, civis e ordem pública

 

10 de setembro de 2011 | 0h 00
Alexandre Barros – O Estado de S.Paulo

Quando a crise de segurança pública andou séria nos EUA, os políticos cogitaram de usar as Forças Armadas para manter a ordem. Democraticamente, como convém, o chefe do Estado-Maior Conjunto foi convocado ao Congresso para discutir o assunto. Em resumo, disse ele aos congressistas: nosso pessoal é treinado para matar, não para ler os direitos das pessoas presas; se é isso que os senhores querem, e nós vivemos numa democracia, assumiremos a segurança pública, mas os senhores foram avisados das consequências. ( FOI COMEDIDO: O PESSOAL DELE É TREINADO PARA MATAR …ROUBAR…TORTURAR…TRAFICAR…etc…etc…etc. )

No Brasil, não democraticamente, como estamos acostumados, a crise de segurança pública que afeta várias cidades foi enminhada da maneira que acharam mais fácil, sem pensar nas consequências: ocuparam favelas militarmente, com soldados, não com policiais. Veículos blindados fizeram parte do show. O governo do Rio de Janeiro comemorou o restabelecimento da ordem nas favelas do Complexo do Alemão.

Mas gato escaldado tem medo de água fria. E fiquei esperando as más notícias, que chegaram nesta Semana da Pátria: militares dispararam em civis da favela. Pouco importa se eram traficantes, moradores ou tinham duplo status. Antes de tudo, eram cidadãos com direitos constitucionais que tinham de ser respeitados.

Há uma anomalia no Brasil: policiais militares policiam populações civis. Historicamente, são herança das guardas nacionais estaduais, que eram exércitos de cada um dos Estados antes da ditadura Vargas (1937-1945). E uma das primeiras características de militares, sejam policiais ou não, é que são aquartelados. Vivem num mundo à parte, que, anedoticamente, entre os próprios militares, é regido pela máxima: se fica parado, pinte de branco; se se mexe, bata continência. O fato concreto é que é muito difícil, se não impossível, fazer civis, favelados ou não, pobres ou não, viverem num regime de quartel. Em algum momento uma centelha provoca uma explosão. Foi o que aconteceu no Rio.

A vida em quartéis é regida pelo ethos do que Michel Foucault chama de instituições totais. Elas cuidam das necessidades e regulam integralmente a vida de seus membros. Caem nessa categoria quartéis, asilos de “loucos” e prisões. Acontece que os cidadãos de uma sociedade democrática não estão interessados, nem preparados para isso, em viver numa instituição desse tipo, salvo se violarem a lei e forem declarados culpados por um tribunal, se legalmente insanos ou obrigados a fazê-lo, ainda que por pouco tempo – por mais autoritário que isso seja -, ao servir nas Forças Armadas, forçados que são pela legalidade do serviço militar obrigatório.

A vida numa comunidade – não importa se coesa ou não -, numa sociedade democrática, é regida por normas democráticas, que conflitam com o ethos militar. As pessoas podem beber (ainda que se espere que não bebam demais), cantar, dançar, falar alto, discutir e discordar, direitos que não fazem parte da vida de presos, alienados ou soldados.

E o resultado não custou a aparecer: tiroteio com morte de civis no Complexo do Alemão. Infelizmente, ficou mais fácil digerir o assunto porque os envolvidos na frente das armas eram pobres e favelados. Fossem de classe média, o escândalo em nossas mãos seria muito maior. Mas, infelizmente, a parte que cabe aos pobres nesse latifúndio é sempre a mais seca e agressiva.

O que não podemos, de fato, é continuar a conviver com a ideia de controlar comunidades civis manu militari.

Temos ainda um longo caminho a percorrer. O primeiro passo é aprender a não demonizar pessoas que têm comportamentos antissociais. Eles demandam punições legais, não repressão militar. Segundo, precisamos todos, civis e militares, aceitar a ideia de que numa sociedade civil democrática militares seguem ordens civis, e não o contrário. Nossos políticos, desde a criação do Ministério da Defesa, parecem não ter entendido isso, entregando seu comando a diversos políticos desprestigiados e/ou ineficazes. Tivemos uma má experiência com o último titular da pasta, que achava que um ministro “civil” da Defesa devia fantasiar-se de militar. Felizmente, parece que esses tempos se foram.

Militares são regidos por hierarquia e antiguidade. Celso Amorim, o atual ministro da Defesa, tem ambas. Os anos que acumulou como diplomata profissional lhe dão, no barato, 45 anos de serviço e 60 e muitos de idade. Preenche, portanto, os requisitos tão caros aos militares. Espero que se lembre também, e sobretudo, de que é um ministro civil.

Em diversas ocasiões protocolares na minha vida vi o secretário de Defesa norte-americano (que é civil) em solenidades militares, mas jamais de farda. No Chile, a ex-presidente Michelle Bachelet, que havia sido ministra da Defesa, não teve dúvidas quando um capitão – por acaso ou não, neto de Augusto Pinochet -, na Semana da Pátria chilena, fez um discurso pró-ditadura. Foi tratado como mandam as leis e os regulamentos. Na tarde do mesmo dia já havia sido transferido para a reserva.

Todas essas são noções que temos de aprender, civis e militares, para que tenhamos um convivência civil, democrática e igualitária (evito o termo republicana porque, de uns anos para cá, ele passou a ser utilizado para se referir a algo que ninguém sabe o que é, e, como tudo o que ninguém sabe o que é, pode querer dizer tudo, mas acaba não querendo dizer nada).

É urgente que uma convivência pacífica seja estabelecida entre cidadãos, bairros e favelas por meio de instituições civis e democráticas, caso contrário teremos repetições – e muitas – do que ocorreu estes dias no Complexo do Alemão. E esse não é, definitivamente, o caminho para reduzir a criminalidade nem para respeitar a cidadania.

CIENTISTA POLÍTICO (PH.D. PELA UNIVERSITY OF CHICAGO), É CONSULTOR EM ANÁLISE DE RISCO POLÍTICO (BRASÍLIA)

Como uma organização de defesa, seja ela militar ou civil, federal ou estadual pode servir sabendo que seus líderes em alguns casos são o (inimigo) ? 12

Servindo ao Inimigo

Enviado em 06/09/2011 as 10:11 – NÃO EXISTE EX-SOLDADO

General Valmir- o Sr não tem idéia de como, nós policiais paulistas, somos oprimidos e humilhados no nosso cotidiano, viramos zumbis, exceto alguns canibais e vampiros, que nos espreitam onde quer que estejamos.
A democracia não existe aqui já faz muito tempo, mais de 16 anos. Somos obrigados muitas vezes a nos omitir frente ao nosso dever, por falta de condições de trabalho, e saúde.
Vamos trabalhar pensando em dívidas que não acabam mais, andamos na rua com medo, pois se tombarmos nossas famílias estarão abandonadas.
Imagine um patriota, com seu estado dominado por um inimigo caseiro, sem podermos fazer nada, pois somos reféns de nossas famílias, sim nossas famílias, pois qualquer atitude de coragem e honestidade de nossa parte, que não agradar a nossa liderança, seremos perseguidos.
Não podemos cumprir o juramento para com nossa pátria.
Como uma organização de defesa, seja ela militar ou civil, federal ou estadual pode servir sabendo que seus líderes em alguns casos são o (inimigo) ?
Como um policial vai exercer o seu dever sem dignidade, arrancada execrada de nossas vidas pelo inimigo?
Tentei por muito tempo ignorar estas adversidades, por causa de minha família, mas a idade chegou, a saúde esta ruim, já são 16 anos sem reposição salarial.

Quer acabar com a dignidade de um homem, acabe com o bolso dele!
A policia paulista foi impedida de crescer junto com seu estado.
Um estado não cresce só com sua arrecadação, mas sim com um serviço público eficiente, bem remunerado, independente da política e livre da corrupção.

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA CHAMA O PÚBLICO PAULISTA DE SEU CRETINO…O CÉREBRO ATROFIADO DE PM-PROMOTOR É INCAPAZ DE ASSUMIR A BRUTAL FALHA DO POLICIAMENTO PREVENTIVO ( OSTENSIVO FARDADO ) DA POLÍCIA MILITAR QUE DORME MADRUGADAS ESPLÊNDIDAS: ” Segundo ele, a polícia está investigando o caso mas, por serem crimes de oportunidade, os roubos a banco são difíceis de evitar pelo patrulhamento ostensivo da polícia.” ( A PM só faz horário pra TV e Kassab: eis a grande oportunidade ) 24

Delegado-geral nega falha do Deic em investigação de roubo a banco

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo negou que tenha havido uma falha na investigação do Deic sobre o roubo a agência bancária do Itaú, na avenida Paulista. A ação, que aconteceu no dia 27 de agosto, só começou a ser investigada pela polícia na última segunda-feira (5). 

– A prioridade naquele momento era o combate ao crime de explosão de caixas eletrônicos, que tinha inclusive policiais militares envolvidos. 

O delegado-geral se refere à operação Caixa Preta, que prendeu quatro policiais militares na última segunda-feira suspeitos de participar de ataques a caixas eletrônicos na capital.

O secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, afirmou, na quarta-feira (7) que a pasta está investigando se houve falha entre a comunicação do distrito e o início das investigações da 5ª Delegacia de Roubo a Banco. 

– Nós vamos apurar e apontar responsáveis. 

Além disso, descobriu-se que algumas vítimas não sabiam que seus cofres haviam sido arrombados. Os valores levados pelos criminosos são motivo de especulação na polícia. Há relatos de vítimas que perderam fortunas de até R$ 5 milhões. 

O crime aconteceu entre os dias 27 e 28. Os bandidos chegaram ao banco às 23h50 do sábado. Quebraram o vidro da agência e entraram no saguão principal. Dominaram um vigia e seguiram para o primeiro subsolo, onde estavam 170 dos 2,5 mil cofres da agência. Ao todo, 151 cofres foram arrombados. Os ladrões saíram às 9h40 do domingo.

A Polícia Judiciária está realizando uma ação conjunta para solucionar o caso. Os policiais da 5ª Delegacia de Repressão a Roubos a Banco estabeleceram interface com policiais da DRRJoias (Delegacia de Repressão a Roubo de Joias), ambas do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado). Os policiais da especializada também estiveram na agência bancária em busca de outros indícios que levassem à autoria do crime.

Confira também

 

De acordo com a polícia, parte da quadrilha já foi identificada, já que os assaltantes não escondiam o rosto e usavam bonés. Nesta quinta-feira, a polícia apresentou ainda o material usado pelo grupo criminoso, como maçaricos, serras elétricas e até itens de segurança. Os objetos foram deixados no banco. 

A ação que durou cerca de dez horas. Segundo um segurança, os criminosos entraram no banco sem falar nada e foram diretamente aos cofres, como se já soubessem aonde queriam ir. Antes do roubo, um funcionário disse que ouviu um barulho, quando foi surpreendido por dois homens armados. A maior parte do grupo desceu para o subsolo da agência – onde ficam os cofres dos clientes.

Na manhã de domingo (28), eles ainda estavam na agência, e renderam outro segurança que chegava para trabalhar. Para garantir o sucesso da ação, os ladrões roubaram o celular e a munição do vigia. Como o segurança andava dentro do prédio, o sensor de movimento estava desligado. 

Os bandidos esconderam ferramentas em caixas de papelão e entraram vestidos de operários. De início, eles tentaram arrombar a porta blindada da sala com um maçarico. Como o material era muito resistente, eles abriram um buraco na parede com uma britadeira. O valor do roubo ainda não foi divulgado. 

Procurado pelo R7, o banco Itaú que, para proteger o sigilo bancário de seus clientes e não prejudicar as investigações, tem evitado comentar o assunto. Informou ainda que o banco está atendendo de forma exclusiva e cuidadosa os clientes impactados, que correspondem a 5% do total de cofres mantidos na agência. E disse que está à disposição dos demais clientes para sanar eventuais dúvidas e segue colaborando com as autoridades competentes. 

*Com informações da Agência Estado

Assista ao vídeo:

 http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/delegado-geral-nega-falha-do-deic-em-investigacao-de-roubo-a-banco-20110909.html