Antonio F.P. para se aguentar com a “pasta” da segurança engana e insinua desonestidade administrativa do ex-comandante geral da PM: “QUE FEZ COMPRAS DE 300 MILHÕES NO APAGAR DAS LUZES” 41

Secretário suspende compras de antenas e softwares da PM

Ferreira Pinto afirma que tomou decisão após saber de suspeitas de irregularidades

Ele chegou a dizer que estava ‘analisando’ a utilização de tablets por policiais, mas depois voltou atrás

ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO REYNALDO TUROLLO JR. COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, determinou a suspensão de todas as compras da Polícia Militar na área de Tecnologia de Informação feitas desde dezembro de 2011.

Na lista de compras atingidas estão duas das maiores licitações da PM. Elas envolvem quase R$ 300 milhões: as compras de antenas repetidoras de rádio e de 36 softwares para a inteligência.

A determinação não atinge a compra dos 11.750 tablets por R$ 25 milhões -ela foi feita em 2010. A Folha revelou ontem que os aparelhos não funcionam direito e que chegaram a ser usados sem autorização da Agência Nacional de Telecomunicações.

Ontem, o secretário chegou a dizer que, por causa das falhas, o uso dos tablets pelos policiais estava sendo alvo de “análise”, mas depois mudou de versão (leia texto ao lado).

SIGILO

Segundo Ferreira Pinto, a decisão de suspender novas compras ocorreu entre “30 dias e 40 dias” atrás.

A medida vinha sendo mantida em sigilo pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB). ( MENTIRA DO K. )

O secretário disse que tomou a decisão após “uma série de comentários” e o recebimento de um relatório enviado pelo deputado Major Olímpio Gomes (PDT). “Foi uma medida preventiva.”

O relatório diz haver direcionamento para compra das antenas e dos tablets.

“Diante de informações tão complexas, determinei que não se gastasse mais nada em tecnologia de informação até a assunção do novo comando. Vamos ver caso a caso. Se tiver irregularidade, será apurada”, disse Ferreira Pinto.

TROCA DE COMANDO

A suspensão das compras determinada pelo secretário atinge as últimas ações do coronel Álvaro Camilo no posto de comandante da PM.

Sua saída repentina, na semana passada, causou surpresa porque ele mesmo dizia que ficaria no cargo até 21 de maio, quando iria para a reserva.

Ontem, Camilo disse que a antecipação de sua saída não se insere nesse contexto. Afirmou ter sido decisão pessoal.

Para o lugar de Camilo, o governo escolheu o coronel Roberval França, que é especialista em tecnologia.

Ferreira Pinto nega haver suspeitas contra o coronel Camilo.

Mas diz que pesou na sua decisão o fato de ele estar no fim de sua gestão, “no apagar das luzes”, e estar fazendo aquisições para o sucessor. ( Hehe!…Só se for para o sucessor do Kassab ! )

A PM não se manifestou oficialmente ontem sobre as declarações do secretário.

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Para Alckmin, problema em tablet é ‘pontual’

DE SÃO PAULO

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que os problemas de funcionamento dos tablets da Polícia Militar, noticiados pela Folha, “são questões pontuais”.

“Eu dou uma sugestão: que você converse hoje [ontem] com o novo comandante-geral, coronel Roberval [França], e com o secretário da Segurança que eles vão detalhar.”

O coronel não atendeu ao pedido de entrevista. Já o secretário Antonio Ferreira Pinto chegou a dizer que os tablets estavam sob “análise”.

“Estou pedindo uma análise do que foi comprado, se corresponde aos objetivos da PM quando foi comprado”, disse. Minutos depois, recuou: disse que a análise cabia à PM e que “não havia pretensão de revisão dos tablets”.

REDE 4G

Os 11.750 tablets comprados por R$ 25 milhões funcionam mal, dizem PMs. Os equipamentos operam na rede GSM da Vivo -tecnologia anterior à 3G. Técnicos ouvidos pela Folha dizem que rede e aparelho não “conversam” bem.

Para “turbinar” o projeto, a PM testou nos tablets, até fevereiro, uma tecnologia de conexão de quarta geração (4G) em parceria com a multinacional Alcatel-Lucent. O 4G ainda não existe no Brasil.

A empresa investiu cerca de US$ 2 milhões nos testes na frequência de 700 MHz -na qual já opera nos EUA.

Essa faixa, porém, é destinada no Brasil a canais de TV digital. A destinação de faixas é feita pela Anatel, que quer o 4G no país em 2,5 GHz.

Segundo o coronel da PM Alfredo Deak, a implantação do 4G em 700 MHz é cinco vezes mais barata. Ele pleiteia junto à Anatel a liberação.

O pleito vai ao encontro do que pedem as operadoras de telefonia ao governo federal. A Anatel disse que só analisará o tema depois de 2016.

“Estrebucha! Filho da puta”, “filho da puta, você não morreu ainda? Olha pra cá! Maldito. Não morreu ainda?” 27

Corregedoria identifica policiais militares do caso ‘estrebucha’

Corregedoria identifica policiais militares do caso ‘estrebucha’ “Estrebucha! Filho da puta”, “filho da puta, você não morreu ainda? Olha pra cá! Maldito. Não morreu ainda?”

Os policiais Sérgio Benedito e Cristiano Cardoso de Albuquerque, do 38º Batalhão da PM, zona leste de São Paulo, são os responsáveis pelo vídeo em que essas frases são ditas a dois suspeitos baleados que agonizavam no chão.

O episódio ocorreu em 2008. As imagens foram reveladas pela reportagem em agosto de 2011; a partir dali, a Segurança Pública e as polícias Civil e Militar passaram a investigar o caso.

A conclusão de que o cabo Benedito, hoje na 1ª companhia do 38º Batalhão, e o soldado Albuquerque, da 5ª companhia, são os responsáveis pelo caso “estrebucha” é da Corregedoria da PM.

Quem agonizava no chão eram o borracheiro Diego Arruda Ramos, hoje com 20 anos, e seu tio, Tiago Silva de Oliveira, suspeitos de roubar cheques, celulares e R$ 525.

Eles foram atingidos por tiros disparados pelo guarda-civil André Pereira Alves, que reagiu ao roubo atribuído à dupla. Ferido por um tiro na cabeça, Oliveira morreu depois de três dias internado.

Ramos, à época com 16 anos, tomou seis tiros, ficou um mês internado e sobreviveu. No vídeo, ele aparece com uma blusa amarela.

Após a divulgação do vídeo, Ramos disse em entrevista que as humilhações por parte dos PMs duraram cerca de 40 minutos.

O comandante-geral da PM à época da divulgação do vídeo, coronel Álvaro Batista Camilo, pediu desculpas públicas aos familiares de Oliveira por causa do episódio.

Um dia após o vídeo ser revelado pela reportagem, Camilo mandou prender dez policiais militares (inclusive Benedito e Albuquerque) que participaram de alguma forma desta ocorrência policial.

Hoje, a partir das 9h30, na sede do Comando de Policiamento da Capital, Benedito e Albuquerque serão interrogados por um Conselho de Disciplina (processo administrativo da PM) para decidir se eles serão expulsos, demitidos ou permanecerão na corporação.

ATENÇÃO: o vídeo a seguir contém imagens agressivas

 


OUTRO LADO

“Esses PMs [cabo Sérgio Benedito e soldado Cristiano Cardoso de Albuquerque] são vítimas de uma injustiça sem tamanho. Eles não fizeram aquelas imagens que ficaram conhecidas como o vídeo do estrebucha.”

É assim que Adilson Aparecido de Menezes, advogado de defesa dos policiais, responde ao ser questionado sobre o caso. “Eles são policiais exemplares e estão sendo penalizados por algo que não fizeram. A Corregedoria não os responsabilizou pela gravação do vídeo. Eles são acusados de não ter evitado que aquilo acontecesse.”

Menezes afirma que seus clientes não têm condições de apontar com certeza quem gravou as imagens. “Eles suspeitam de quem possa ter feito aquele vídeo, mas não podem dar os nomes.”

Eis o melhor reforço psicológico contra a corrupção: DIGNIDADE FUNCIONAL…O resto é juramento pra viadinho 16

11/04/2012 22:53

Policia se corrompe iludida com dinheiro

Delegado-geral, Marcos Carneiro, admite que a corrupção nunca vai acabar, mas os valores estão mudando

Cristina Christiano cristinamc@diariosp.com.br

“Juro, na condição de policial civil, respeitar e aplicar a lei, na luta contra a criminalidade em prol da Justiça, arriscando a vida, se necessário for, na defesa da sociedade e dos cidadãos.”

O novo juramento da Polícia Civil, criado em março deste ano, sintetiza a expectativa da instituição em relação ao trabalho de seus policiais. “Tudo tem de ser feito dentro da lei porque, quem não a respeita, não tem como aplicá-la”, afirma o delegado-geral, Mario Carneiro.
A intenção dele é afixar o juramento na entrada da Academia de Polícia para sua mensagem ficar gravada na lembrança dos recém-chegados. Mas sabe que nem todos vão cumprir a promessa feita no momento de receber a arma e o distintivo. “A corrupção nunca vai acabar. Mas os valores estão evoluindo e, com certeza, ela vai diminuir muito”, afirma.

O delegado-geral observa que o envolvimento de policiais com a atividade criminosa é uma mancha que existe nas polícias do mundo todo e defende a necessidade de utilização de pessoas da própria instituição para realizar a ação corregedora. “O ser humano, de um modo geral, tem a tendência de ser corrompido, mas quando o policial é objeto de investigação, curiosamente, ele não reage porque sabe que, se atingir o colega, estará atacando a instituição. E isso, pelo menos, é o mínimo que o segura”, comenta.

Porta-voz da Corregedoria da PM, o major Levi Felix afirma que, até hoje, não existe estudo que explique o que leva um policial treinado para combater o crime a jogar fora todo o investimento feito pela instituição em cima dele e passar para o lado do criminoso. “Na minha opinião, o serviço de monitoramento do rádio da polícia para quadrilhas, como fariam os soldados suspeitos de envolvimento com arrastões ou explosões de caixas eletrônicos, é uma modalidade que oferece pouco risco e, ao mesmo tempo, é muito tentadora. Ele precisa apenas dar um telefonema para avisar os comparsas”, diz.

Segundo o major Levi, muitas vezes o policial é cooptado pelos bandidos sem saber o motivo e aceita porque a oferta é alta. “Mas, mesmo assim, o risco que ele oferece à sociedade é o mesmo dos criminosos comuns”, afirma.
PROXIMIDADE /Para o especialista em segurança José Vicente da Silva, coronel da reserva da PM, a proximidade do policial com o criminoso dá mais oportunidade para ele se corromper. Essa facilidade, na opinião dele, é maior entre os policiais civis, porque passam mais tempo interagindo com o criminoso.

“Recentemente, em uma operação no Rio de Janeiro para prender um traficante conhecido, a encarregada dos trabalhos contou posteriormente ter ficado com medo de ser morta pelos colegas porque o bandido ofereceu R$ 1 milhão em troca de sua liberdade e o grupo ficou tentado a aceitar. Ela chegava a dormir com a pistola embaixo do travesseiro”, conta.

O deputado estadual e major da PM Olímpio Gomes concorda que a linha estreita entre o criminoso e o policial favorece a tentativa de cooptação. Mas afirma que está na hora de a população dar um basta na corrupção e começar a denunciar as irregularidade que vê. “Infelizmente, embora se diz contra, o cidadão adora encontrar um policial que aceita caixinha quando é pego em erro.”
Olímpio diz que o sentimento do policial bom diante daquele que mancha o nome da sua instituição chega, muitas vezes, a ficar acima da lei. “O comentário da maioria é que um cara desse não merece viver.”

Rádio pirata da guarda do Kassab não funciona; quem comprou?…( Não conta prá ninguém que foi um Coromé 12 anos ) 11

12/04/2012

Rádio com defeito dificulta socorro a guarda baleada

Josmar Jozino do Agora

Os rádios digitais da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo apresentaram problemas de áudio no dia 5, quando uma agente foi baleada na boca por ladrões ao impedir um roubo em uma creche no Jardim Princesa, Brasilândia (zona norte).

A central de comunicação tentou fazer contato com as guarnições da corporação para saber se a agente havia sido socorrida e também para mandar reforço para o local onde houve o confronto.

O Agora teve acesso a uma gravação do pedido de socorro.

O som está inaudível por diversas vezes e a central de rádio da GCM demora pelo menos 40 minutos para descobrir o endereço do tiroteio e também o hospital no qual a agente foi socorrida.

Resposta

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pela GCM, informou que vai apurar o caso, e não comentou as queixas sobre o mau funcionamento dos rádios de comunicação.

O DIABO VESTE FARDA: PM ladrão foi responsável pela morte do vigilante de rua no Morumbi 4

Enviado em 12/04/2012 as 8:03 – INIMIGO OCULTO

Alguém pode confirmar que um dos PMs que foi preso por assuntar mansões do Morumbi, e privilegiar com informações valiosas os seus pares do Primeiro Comando de Força Patrulha da Capital fazia bravo no quadrilátero das rua Puréus, Rua Pirapó, Rua Sanharó e Rua Santo Eufredo, tendo sido preso no golzinho preto que rondava as ruas? Parece que foi preso no qth do bravo, dentro do golzinho preto… Alguém possui maiores informes? Talvez seja porisso que tentaram matar um vigilante de rua que frustrou um roubo naquele qth, só que voltaram na semana seguinte e o vigilante estava de férias, e acabaram matando o substituto, equivocadamente, após zoarem-no muito e desferirem um tiro na cabeça e levaram o colete balístico.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1006512-cameras-gravam-assassinato-de-vigilante-no-morumbi-veja.shtml

Estadão ataca Delegados de Polícia por meio de mentiroso e preconceituoso editorial ( opinião sob encomenda ) 30

 A pretensão dos delegados                                           

12 Abr 2012

Cedendo a pressões dos delegados da Polícia Civil, o governador Geraldo Alckmin enviou para a Assembleia Legislativa uma Proposta de Emenda à Constituição do Estado de São Paulo (PEC n.º 19/2011), que inclui os membros da corporação nas chamadas carreiras jurídicas de Estado. Pela PEC, que acrescenta quatro parágrafos à Constituição, a carreira de delegado é definida como “atribuição essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica”.

Essa é uma antiga reivindicação da categoria. O que interessa aos delegados é aumentar sua autonomia, conquistando as mesmas prerrogativas dos promotores e juízes. Pela PEC, que foi já aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia, os delegados passam a ter “independência funcional pela livre convicção nos atos de polícia judiciária”. Com isso, se o plenário aprová-la, os delegados só poderão ser removidos do cargo a pedido ou por motivo de interesse público justificado pelo Colegiado Superior da Polícia Civil.

Ao justificar a ampliação das prerrogativas dos delegados, Alckmin alegou que a medida visa a “elevar o nível de qualificação dos delegados” e a promover “o aperfeiçoamento institucional da Polícia Civil”. No mesmo tom, os integrantes da CCJ da Assembleia afirmaram que a aprovação da PEC “terá o salutar efeito de externar o empenho da Administração em continuar imprimindo maior e mais atualizada gestão à Polícia”. E, para os delegados, o aumento das prerrogativas lhes permitiria trabalhar “livre de ingerências indevidas”.

O que levou o governo a apresentar essa PEC não foi a preocupação com a reforma da máquina estadual, mas um acordo firmado com os líderes sindicais da Polícia Civil para evitar novas greves. Em 2011, os delegados só ameaçaram suspender suas atividades. Mas, em 2008, eles haviam cruzado os braços por 59 dias consecutivos e só voltaram ao trabalho depois que o ministro Gilmar Mendes, do STF, considerou o protesto inconstitucional. “É possível um poder de onde se emana soberania fazer greve? No caso da polícia, tem outro componente, inclusive para a ordem pública. Um órgão incumbido de manter a ordem pública passa, na verdade, a ser um elemento de eventual perturbação”, disse ele.

Como era de esperar, a possibilidade de aprovação da PEC n.º 19/2011 estimulou os delegados da Polícia Federal (PF) a defender reivindicações semelhantes às dos delegados paulistas. Além da inamovibilidade, os delegados federais pedem vitaliciedade e irredutibilidade de vencimentos – o que, na prática, os coloca no mesmo patamar dos procuradores da República e da magistratura. Os delegados federais alegam que, sem essas prerrogativas, continuarão sofrendo interferências políticas no combate ao crime organizado. “A categoria precisa de garantias porque é comum a influência de outros poderes e mesmo da máquina governamental nos procedimentos conduzidos por delegados federais. É muito comum que as operações policiais passem a envolver altas autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário “, diz o presidente do Sindicato dos Delegados da PF em São Paulo, Amaury Portugal.

Que há pressões e tentativas de ingerência nas investigações policiais, disso ninguém duvida. Mas, para contê-las, bastam determinação e seriedade, por parte dos delegados. O que não se pode é dar à corporação uma independência e prerrogativas que a converteriam em Poder político. No Estado de Direito, a Polícia Civil é comandada pelo governo, cujos dirigentes são eleitos democraticamente e precisam de flexibilidade e discricionariedade para implementar políticas de segurança pública. Já as carreiras com as quais os delegados querem equiparação envolvem funções de Estado inerentes ao princípio da tripartição dos Poderes – e é por isso que seus integrantes precisam de autonomia funcional.

Preocupado em evitar greves dos delegados paulistas, Alckmin cometeu um grave erro político. Se, com as regras vigentes, muitos policiais já exorbitam, o que poderá acontecer se tiverem as mesmas prerrogativas de promotores e juízes?

O povo quer saber: quanto foi a comi$$ão recebida por Coroneis da PM para comprar essa porcaria pomposamente apelidada de i-MXT 26

Outro lado

Comando da PM nega que tablets tenham problemas

Comando da corporação afirma, no entanto, que eventuais falhas podem ocorrer devido a operadora e ao policial

DE SÃO PAULO

O comando da Polícia Militar paulista nega que haja falhas nos tablets. No entanto, diz que eventuais problemas podem ser causados por “15% de falhas da operadora Vivo e 10% de falhas operacionais do policial”.

“Importante lembrar que a rede de telefonia móvel é a mesma que atende à iniciativa privada. Portanto, é impossível exigir alta disponibilidade do serviço de transmissão de dados, fato que não compromete a operação dos tablets, uma vez que essa é uma ferramenta acessória ao processo de despacho e controle de viaturas”, disse em nota.

Segundo a PM, mesmo desconectado o tablet emite as coordenadas de seus carros, uma das funcionalidades do sistema. Diz ainda que seus bancos de dados registram que os aparelhos ficam pouco tempo fora do ar.

A Vivo informou que só fornece os chips de conectividade à PM e que não comentaria as informações de que o tablet, feito para a tecnologia GSM, não “conversa” plenamente com sua rede.

Quanto à homologação pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a Polícia Militar informou que, “apesar de não ser exigência no edital, o equipamento foi homologado em agosto [de 2011] e a entrada em operação só se deu após essa data”.

Questionado sobre os 3.000 tablets que, segundo a própria Secretaria de Segurança Pública afirma em seu site, já estavam em operação na capital desde janeiro de 2011, o diretor de telemática da PM, coronel Alfredo Deak, disse que “a instalação foi condicionada à homologação pela Anatel”.

“Foi entregue mesmo [no início do ano] apenas uma parcela para teste em laboratório. O grosso mesmo foi entregue em julho”, disse Deak.

Quanto à informação prestada ao Tribunal de Contas -de que o tablet não precisava do selo-, o coronel informou que, à época, não havia tablets homologados no mercado nacional, por pertencerem a uma tecnologia nova.

Fabricante do i-MXT, a Maxtrack disse que a venda dos tablets esteve “100% de acordo com as exigências e normas legais”. Ela afirma que seu aparelho se comunica, sim, com a rede da Vivo.

“As primeiras unidades foram fabricadas em novembro de 2010 e encaminhadas para o processo de homologação da Anatel. No caso do tablet utilizado no projeto da PM, a comunicação é a GPRS/EDGE. O modem GPRS/EDGE usado é um subproduto interno ao equipamento homologado desde 2008”, informou.

Segundo a Anatel, mesmo que os componentes tenham sido certificados separadamente, o aparelho só pode ser vendido após ser testado e aprovado como um todo.

A Folha apurou junto à área técnica da Anatel que o órgão deverá testar os tablets para saber se modelo que está em uso é exatamente o mesmo que foi certificado.

A Neel não respondeu ao pedido de entrevista.

Coronelato da PM queima 25 milhas em tablets Xing Ling by e-figênia solution …Quanto foi a comissão Dr. Coromé ? 28

11/04/2012-09h15

PM de SP paga R$ 25 milhões por tablets que funcionam mal

DE SÃO PAULO

Tablets comprados pela Polícia Militar de São Paulo para equipar carros que patrulham o Estado apresentam problemas sérios de funcionamento. Ao todo, são 11.750 aparelhos comprados por mais de R$ 25 milhões.

A informação é da reportagem de Reynaldo Turollo Jr. e Rogério Pagnan publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A reportagem completa está  abaixo disponível .

Os tablets deveriam se conectar à internet ininterruptamente para que policiais pudessem, das ruas, registrar ocorrências, consultar RGs e placas de carros suspeitos. Mas PMs afirmam que têm dificuldades para “logar”.

Uma possibilidade para o mau funcionamento dos aparelhos está relacionada às características internas do tablet, de acordo com técnicos ouvidos pela Folha.

O comando da Polícia Militar nega que os aparelhos tenham problemas de funcionamento e atribui eventuais falhas à operadora Vivo e ao manuseio dos policiais.

A Vivo informou que só fornece os chips de conectividade à PM e que não comentaria as informações de que o tablet, feito para a tecnologia GSM, não “conversa” plenamente com sua rede.

PM paga R$ 25 milhões por tablets que funcionam mal

Aparelhos usados em carros não conseguem consultar placas e RGs suspeitos

Comando da Policia Militar nega que os tablets adquiridos apresentem problemas de funcionamento

Luiz Carlos Murauskas-12.set.2011/Folhapress
Alckmin conhece, em setembro, tablets já instalados em carros da PM da capital paulista
Alckmin conhece, em setembro, tablets já instalados em carros da PM da capital paulista

REYNALDO TUROLLO JR. COLABORAÇÃO PARA A FOLHA ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO

Os 11.750 tablets comprados por mais de R$ 25 milhões pela Polícia Militar paulista para equipar carros que patrulham o Estado apresentam problemas sérios de funcionamento.

A informação consta de relatório produzido pelos próprios policiais enviado à Assembleia Legislativa. A situação foi confirmada à Folha por mais de uma dezena de PMs que receberam o aparelho na região metropolitana.

O uso da tecnologia foi anunciado em 2011 com alarde pelo próprio governador Geraldo Alckmin (PSDB).

“Meu comando pede que eu tente ‘logar’ o tablet a cada duas horas. Até hoje, só consegui duas vezes”, disse um dos PMs com os quais a reportagem manteve contato nos últimos três meses -ele pediu para não ter o nome revelado.

Os tablets deveriam se conectar à internet ininterruptamente para que policiais pudessem, das ruas, registrar ocorrências, consultar RGs e placas de carros suspeitos.

O comando da Polícia Militar nega que os aparelhos tenham problemas de funcionamento. A corporação atribui eventuais falhas à operadora Vivo e ao manuseio dos policiais (leia mais na pág. C3).

‘NÃO FUNCIONAM’

Uma possibilidade para o mau funcionamento dos aparelhos está relacionada às características internas do tablet, de acordo com técnicos ouvidos pela Folha.

Além de utilizar tecnologia GSM, anterior à 3G dos celulares comuns, os tablets da PM “não conversam” bem com a rede da operadora Vivo, que fornece à corporação paulista os chips de conexão ao preço de R$ 30 mensais a unidade -um total aproximado de R$ 4,2 milhões por ano.

“Os policiais estão relatando extrema dificuldade de acesso e operação dos tablets. Não funcionam”, disse o deputado major Olímpio Gomes (PDT), membro da Comissão de Segurança da Assembleia.

“Oficiais da área da tecnologia de informação da PM me informaram de que haveria sérios problemas de qualidade desses produtos, na origem e no processo licitatório.”

A COMPRA

Os tablets foram comprados pela PM após uma licitação realizada em novembro de 2010. A empresa vencedora foi a Neel Brasil Tecnologia.

Trata-se da mesma que venceu concorrência da Prefeitura de São Paulo e forneceu GPSs ilegais (sem homologação da Agência Nacional de Telecomunicações) à Guarda Civil -a Anatel lacrou os aparelhos após o caso ser revelado pela Folha em março.

No caso da PM, 3.000 dos 11.750 tablets começaram a ser usados pela PM em janeiro de 2011, antes que houvesse a homologação dos aparelhos pela Anatel, o que só veio a ocorrer sete meses depois.

Todo aparelho que emite radiofrequência, como os tablets, precisa de um selo da Anatel para ser comercializado e utilizado no Brasil.

Ou seja, os tablets podem ter sido usados de forma ilegal por um período de tempo.

INFORMAÇÃO ERRADA

Empresa interessada na licitação para a compra dos tablets, a Consladel tentou impugnar o edital em 2010 porque a PM não exigia, no texto oficial, o selo da Anatel para a compra dos aparelhos.

O Tribunal de Contas do Estado questionou o fato. A corporação, porém, afirmou não ter feito a exigência porque o tablet prescindia dela.

Segundo a Anatel, porém, o produto precisa, sim, do selo. O Tribunal de Contas diz que o caso está sob análise.

Editoria de Arte/Folhapress

Desembargador do TJ é encontrado morto em Santos 30

Santos

Polícia encontra corpo de desembargador com dois tiros

De A Tribuna On-line

O desembargador Adilson de Andrade, do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi encontrado morto, em sua casa, em Santos, com dois tiros no abdômen. O caso já está sendo investigado, mas a circunstância do crime ainda é desconhecida.
O corpo de Adilson foi localizado por volta das 7h desta terça-feira, de acordo com informações da polícia.
O desembargador tinha 60 anos. Ele deixa três filhos e a ex-mulher. Na região, exerceu a função de juiz em Iguape, Juquiá, Registro e São Vicente.
Especialista e professor de Processo Civil, Andrade ingressou no TJ-SP em 2006, oriundo da magistratura. Era formado em Direito pela Unissantos e concluiu o curso em 1975. Começou a carreira de juiz em 1982. Antes, foi advogado em São Paulo e escrevente do 2º Cartório de Notas e Ofícios, também na Capital.

O magistrado de 60 anos sofria de depressão e enfrentara um divórcio recentemente, e o suicídio do filho mais novo. Os outros dois filhos de Andrade apresentam problemas de saúde; um é dependente químico e o outro sofre de distúrbios psíquicos.

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, decretou luto oficial de três dias nas unidades judiciárias de todo o Estado.

 

CARREIRA

Andrade ingressou na magistratura em 1982, em Araçatuba (527 km de São Paulo). Em seguida, exerceu a função de juiz nas cidades de Santos, Juquiá, Cotia e São Vicente.

Mudou-se para São Paulo em 1993, quando foi transferido para o Fórum Regional do Jabaquara. Foi promovido a desembargador em 2006 pelo critério de antiguidade.

Atualmente estava na 3ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP.

O desembargador nasceu em Santos no dia 3 de abril de 1952.

Mais 2 PMs suspeitos de ajudar ladrões de casas são procurados em SP 34

09/04/2012-17h02

ANDRÉ CARAMANTE DE SÃO PAULO

Equipes do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado, da Polícia Civil), e da Corregedoria da Polícia Militar estão nas ruas na tarde desta segunda-feira em busca de mais dois policiais militares investigados sob suspeita de colaborar com quadrilhas de ladrões de condomínios e de casas de alto padrão no Estado de São Paulo.

Os dois policiais militares são suspeitos de receber dinheiro para repassar informações sobre o patrulhamento da Polícia Militar nas regiões onde os ladrões escolhem seus alvos para atacar.

Ontem, 14 pessoas –incluindo um PM– foram presos pelo Deic e Corregedoria da PM sob suspeita de planejar um arrastão a um prédio de 36 apartamentos na rua Pedro Pomponazzi, na Vila Mariana (zona sul de SP).

Treze suspeitos foram presos por volta da 1h de ontem em uma casa na rua Cora, no Ipiranga (zona sul), por policiais do Deic. Segundo a polícia, o grupo sairia dali para invadir o prédio às 3h.

Na casa, foram apreendidos celulares, coletes –um deles com emblema da Polícia Civil–, um fuzil, duas metralhadoras, além de cinco algemas de aço e dezenas de plástico, que seriam usadas para imobilizar as vítimas.

Já os dois PMs –um do 45º Batalhão (Mooca) e o outro do 12º Batalhão (Vila Mariana)– foram presos entre sexta-feira e ontem. A suspeita do Deic é que eles avisavam a quadrilha caso se deparassem com policiais civis ou militares rondando próximo ao prédio invadido.

Segundo o delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Deic, o grupo foi “muito provavelmente” o responsável pelo arrastão a um prédio de classe média alta no Paraíso, no dia 3.

Na ocasião, um ladrão passou-se por carteiro para entrar no edifício e render o porteiro. Cerca de 20 moradores foram agredidos, entre eles um juiz do Tribunal de Justiça Militar e seu segurança, um sargento do Exército.

A polícia também investiga se esse mesmo grupo tem envolvimento com a morte de um policial militar durante um furto a caixas eletrônicos em Santo André (ABC), em julho do ano passado.

O grupo é suspeito ainda de comandar roubos contra pasteleiros orientais, na capital paulista. Os acusados não quiseram falar em depoimento. Os advogados deles não foram localizados pela reportagem.

Na quinta, outro policial militar, Rafael Carlos Rebollo Ragate, 35, foi preso sob suspeita de colaborar com um grupo de assaltantes de casas na zona oeste.

Após saber da prisão de Ragate, um dos PMs presos ontem teria ficado com medo de prosseguir com o roubo contra o condomínio na Vila Mariana, previsto para acontecer na sexta-feira, e isso atrasou os planos da quadrilha.

As investigações apontam que ele fornecia informações privilegiadas sobre o patrulhamento da PM nos bairros para ajudar a quadrilha.

Policial militar é preso suspeito de ajudar quadrilha a fazer arrastões 66

Enviado em 08/04/2012 as 18:49 – INFELIZ

 08/04/201221h35

Polícia prende 15 suspeitos de fazer arrastões em SP; 2 são PMs

DE SÃO PAULO

As polícias Civil e Militar prenderam na madrugada deste domingo 15 pessoas, incluindo dois soldados da PM, suspeitos de planejar um arrastão a um prédio na rua Pedro Pomponazzi, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

Treze suspeitos foram presos por volta da 1h em uma casa na rua Cora, no Ipiranga (zona sul), por policiais do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado). Segundo a polícia, o grupo sairia dali para invadir o prédio às 3h.

Na casa, foram apreendidos celulares, coletes, armas e algemas que seriam usadas para imobilizar as vítimas.

Divulgação/Polícia Civil
Armas utilizadas pela quadrilha que planejava arrastão na zona sul
Armas utilizadas pela quadrilha que planejava arrastão na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo

Os dois soldados –do 45º Batalhão (Mooca) e 12º Batalhão (Vila Mariana)– foram presos entre sexta-feira (6) e hoje. A suspeita do Deic é de que eles avisavam a quadrilha caso a polícia se aproximasse dos locais assaltados. A Corregedoria da PM ainda investiga o envolvimento de outros policiais.

Segundo o delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Deic, o grupo provavelmente foi o responsável pelo arrastão a um prédio de classe média alta no Paraíso, no último dia 3.

Na ocasião, um ladrão se vestiu de carteiro para entrar no edifício e render o porteiro. Cerca de 20 moradores foram agredidos, entre eles um juiz do Tribunal de Justiça Militar e seu segurança, um sargento do Exército.

O bando preso hoje é suspeito ainda de comandar roubos contra feirantes orientais na capital paulista.

A polícia também investiga se esse mesmo grupo tem envolvimento com a morte de um PM durante um ataque a caixas eletrônicos em Santo André (ABC Paulista), em julho do ano passado.

Na ocasião, os policiais foram recebidos a tiros pelos ladrões. Um dos policiais foi atingido e morreu e outros três ficaram feridos.

Os suspeitos presos hoje não quiseram falar em depoimento à polícia. Os advogados deles não foram localizados pela reportagem.

OUTRO PM

Na quinta-feira, outro policial militar, Rafael Carlos Rebollo Ragate, 35, foi preso sob suspeita de colaborar com um grupo de assaltantes de casas na zona oeste. Entre os alvos estavam os bairros dos Jardins, Butantã e Morumbi.

As investigações apontam que ele fornecia informações privilegiadas sobre o patrulhamento da PM nos bairros para ajudar a quadrilha.

Delegado de Polícia tesoureiro do PSDB; Coronel chamando bicheiro de chefe…Dá pra acreditar 24

8/4/2012 – 08:39 – ( Nacional )

IstoÉ Cachoeira chega a Perillo

A organização criminosa montada pelo bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, revela-se aos poucos muito mais ampla do que se pensava. Após a derrocada do senador Demóstenes Torres, que foi obrigado a abandonar o DEM e corre o risco de perder o mandato por suas ligações com Cachoeira, o dilúvio de informações que constam no inquérito da Operação Monte Carlo chega ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). De acordo com a PF, pessoas ligadas diretamente a Perillo vazaram previamente a Cachoeira informações sigilosas sobre ações policiais, permitindo ao bicheiro se antecipar a operações de repressão à jogatina. Além disso, o monitoramento de Cachoeira também identificou laços estreitos com políticos e empresários e sua influência na nomeação de dezenas de pessoas para ocupar funções públicas no governo de Goiás.

Em diálogo gravado pela PF, obtido com exclusividade por ISTOÉ, Carlinhos Cachoeira pede ao ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia Wladimir Garcez, apontado pela PF como arrecadador de campanha de Perillo, informações sigilosas sobre ações do grupo tático (GT3), a unidade de elite da Polícia Civil local. Wladimir, então, promete apurar com o corregedor-geral de Segurança Pública do Estado, Aredes Correio Pires, e com “Edmundo”, que a PF identifica como o delegado Edemundo Dias Filho, também tesoureiro do PSDB de Goiás. “Vai lá no Aredes pra ver o que que tá acontecendo”, ordena Cachoeira, a quem Wladimir se refere como “chefe”. “É, tô indo aqui do Edmundo. Já tô chegando aqui. Vou ligar pro Aredes.” Horas depois, Wladimir retorna com a informação sobre uma atuação policial na região de Valparaíso, no entorno de Goiás. “Não. Tava previsto só essa ação e uma em Val. Ele vai ver, mas não tem nada previsto mais, não. Mas ele vai confirmar isso para mim agora. Só tava previsto isso… essa aí e… GT3 não tá mais previsto pra lá, não em nenhuma ação”.

Numa outra conversa, Wladimir descreve para Cachoeira um diálogo que manteve com Aredes Pires, em que o corregedor de Segurança Pública fala no “governador” ao tratar de um “processo do Edmundo”. “É o seguinte: eu tava com o Aredes aqui, agora, ficamos um tempão. Ele tá tentando pegar os locais pra gente na inteligência agora”, disse Wladimir Garcez. “Aí eu perguntei pra ele o negócio da… o Edmundo. O Edmundo não tá preocupado com isso, não? Ele falou: ‘Não, tá nem um pouco preocupado’. O governador disse que ia resolver para ele. Tá confiando no governador.”

Cachoeira pede então ao ex-vereador que determine a Edemundo Dias Filho a transferência de responsabilidade sobre as operações de repressão ao jogo do GT3 para a Força Nacional. “Liga no celular do Edmundo, rapaz. Vai lá na casa dele”, manda Cachoeira. Em seguida, Cachoeira fala com o próprio corregedor sobre as ações da polícia no combate ao jogo ilegal. Falando como quem tivesse prestando contas, Aredes tenta tranquilizar o contraventor. “Eu tenho que conversar com o pessoal da inteligência de lá. Lá tem um grupo grande que tava fazendo o serviço. Mas num tá previsto pra esse final de semana, não tá”. O chefe da Polícia Civil e tesoureiro tucano negam qualquer relação com o bicheiro. Na análise dos áudios, a PF indica que Cachoeira pagava regularmente aos integrantes do governo Marconi Perillo “para ter acesso a informações de interesse financeiro ou político da organização criminosa”. Além de Aredes, outro chefe da segurança em Goiás comprovadamente envolvido é o coronel Massatoshi Sérgio Katayama, o “Japão”, comandante da PM. Nos diálogos gravados pela PF, o auxiliar de Katayama, conhecido como Ananias, chamava Cachoeira de “chefe”, a exemplo de Wladimir. O empresário do jogo também exercia influência sobre a Secretaria de Indústria de Comércio, onde trabalhariam seis parentes de Cachoeira e do ex-presidente da Câmara Municipal. O presidente do Detran goiano, Edivaldo Cardoso, também é citado no inquérito da operação.

Cachoeira pede então ao ex-vereador que determine a Edemundo Dias Filho a transferência de responsabilidade sobre as operações de repressão ao jogo do GT3 para a Força Nacional. “Liga no celular do Edmundo, rapaz. Vai lá na casa dele”, manda Cachoeira. Em seguida, Cachoeira fala com o próprio corregedor sobre as ações da polícia no combate ao jogo ilegal. Falando como quem tivesse prestando contas, Aredes tenta tranquilizar o contraventor. “Eu tenho que conversar com o pessoal da inteligência de lá. Lá tem um grupo grande que tava fazendo o serviço. Mas num tá previsto pra esse final de semana, não tá”. O chefe da Polícia Civil e tesoureiro tucano negam qualquer relação com o bicheiro. Na análise dos áudios, a PF indica que Cachoeira pagava regularmente aos integrantes do governo Marconi Perillo “para ter acesso a informações de interesse financeiro ou político da organização criminosa”. Além de Aredes, outro chefe da segurança em Goiás comprovadamente envolvido é o coronel Massatoshi Sérgio Katayama, o “Japão”, comandante da PM. Nos diálogos gravados pela PF, o auxiliar de Katayama, conhecido como Ananias, chamava Cachoeira de “chefe”, a exemplo de Wladimir. O empresário do jogo também exercia influência sobre a Secretaria de Indústria de Comércio, onde trabalhariam seis parentes de Cachoeira e do ex-presidente da Câmara Municipal. O presidente do Detran goiano, Edivaldo Cardoso, também é citado no inquérito da operação.

 

Ovo de chocolate, coelho, viagem. Afinal, o que é mesmo a Páscoa…( Hora de perdoar. Por que não?…Aproveite a Páscoa e esqueça mágoas. Xô , ressentimento! ) 37

Semana Santa

Fernando Santis
“Páscoa é a festa da família. É quando se comemora a passagem da escravidão para a liberdade pelos judeus ou a ressureição de Jesus para os cristãos. É tempo de reflexão, tempo de volta para Deus. A Semana Santa é para buscar Deus e não um pretexto para o turismo ou para se empanturrar de bacalhau e ovo de Páscoa”.
A explicação é do padre José Paulo, da Catedral de Santos, para quem o mundo contemporâneo se apropriou de uma das celebrações mais importantes do cristianismo e do judaísmo com seus ideais de consumo. Semelhante ao que aconteceu com o Natal, que se transformou em festa do Papai Noel.
Para o psicólogo e doutor em Ciências da Religião, Waldemar Magaldi, a fé é fundamental para ajudar no processo de ressignificação da vida, na busca do equilíbrio. O homem contemporâneo está confuso. É empurrado pelo mercado a entrar num espiral entre trabalho e consumo e esquece dos valores fundamentais como a família e preservação da individualidade.

Créditos: Davi Ribeiro
As celebrações do Calvário de Cristo, como a realizada em Santos pela Igreja de Nossa Senhora Aparecida, integram os rituais da Semana Santa
“Por causa da busca de dinheiro e para manter o status – como comer bacalhau na Páscoa acompanhado de um bom vinho –, a tradição foi praticamente erradicada do dia-a-dia e sobrou um vazio em seu lugar”, comenta Magaldi. Isso explica a depressão que tomou conta das famílias.
Ao pai, o provedor, ficou a sobrecarga. À mãe, a quem cabia a função de “cuidadora”, sobrou a tarefa de dividir a função de provedora. Assim, os filhos se perderam no trajeto. Sua educação foi “terceirizada”, segundo o psicólogo.
A partir deste ponto de vista, o trabalho é o escravizador, o faraó, e a Pessach (liberação, leia matéria abaixo) se daria somente com uma mudança na compreensão da mensagem da Páscoa, da transformação das relações sociais e familiares. E a paciência é muito importante neste processo de transformação, que exige tempo e dedicação. Há o tempo de colher. Mas, antes, tem o de adubar e plantar. A sociedade do imediato é um desvio, segundo o analista.
Para o também mestre em Ciências da Religião e pastor presbiteriano, Darly Gomes Silveira Filho, a ressurreição de Cristo veio para perdoar a humanidade pelo erro de Adão e Eva, que comeram o fruto proibido no Jardim do Éden. “Foi aí que o pecado entrou em nossas vidas”.
Para ele, crer em Cristo seria o suficiente para que todos os erros sejam perdoados. Darly acredita que o mercantilismo, a Páscoa vista somente como uma oportunidade para viajar e comer ovos de chocolate são distorções propostas pelo Diabo. Mas, adverte que é a sociedade quem aceita ou não os palpites malignos. “A alternativa é voltar para Deus. Esta é a função da Páscoa, voltar para Deus. Somos escravos do pecado”, afirma o pastor.
O frei Claudemir Vialli, da Basílica de Santo Antonio do Embaré, compara o Pessach judaico com a Paixão de Cristo: “Em ambos os casos, se fez uma ressurreição e uma passagem: os judeus escravizados no Egito renascem quando saem da escravidão. Os cristãos têm sua passagem quando são libertos pela atitude de Cristo, entregar-se à morte pela redenção dos pecados da humanidade. A morte é uma passagem. É a volta para Deus”.
O frei acredita que o pensamento contemporâneo, imediatista, é o que gera pessoas individualistas e consumistas. Para ele, a mensagem evangélica tem de ser humanizada. “Evangelizar é humanizar. A Páscoa é a celebração que pretende fazer um ser humano melhor. A pregação deve ser baseada no amor ao próximo”.