A PM CAUSA MEDO 76

VLADIMIR  SAFATLE, da Folha de S. Paulo

Pela extinção da PM

No final do mês de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a pura e simples extinção da Polícia Militar no Brasil. Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela ditadura.

No resto do mundo, uma polícia militar é, normalmente, a corporação que exerce a função de polícia no interior das Forças Armadas. Nesse sentido, seu espaço de ação costuma restringir-se às instalações militares, aos prédios públicos e aos seus membros.

Apenas em situações de guerra e exceção, a Polícia Militar pode ampliar o escopo de sua atuação para fora dos quartéis e da segurança de prédios públicos.

No Brasil, principalmente depois da ditadura militar, a Polícia Militar paulatinamente consolidou sua posição de responsável pela completa extensão do policiamento urbano. Com isso, as portas estavam abertas para impor, à política de segurança interna, uma lógica militar.

Assim, quando a sociedade acorda periodicamente e se descobre vítima de violência da polícia em ações de mediação de conflitos sociais (como em Pinheirinho, na cracolândia ou na USP) e em ações triviais de policiamento, de nada adianta pedir melhor “formação” da Polícia Militar.

Dentro da lógica militar, as ações são plenamente justificadas. O único detalhe é que a população não equivale a um inimigo externo.

Isto talvez explique por que, segundo pesquisa divulgada pelo Ipea, 62% dos entrevistados afirmaram não confiar ou confiar pouco na Polícia Militar. Da mesma forma, 51,5% dos entrevistados afirmaram que as abordagens de PMs são desrespeitosas e inadequadas.

Como se não bastasse, essa Folha mostrou no domingo que, em cinco anos, a Polícia Militar de São Paulo matou nove vezes mais do que toda a polícia norte-americana (“PM de SP mata mais que a polícia dos EUA”, “Cotidiano”).

Ou seja, temos uma polícia que mata de maneira assustadora, que age de maneira truculenta e, mesmo assim (ou melhor, por isso mesmo), não é capaz de dar sensação de segurança à maioria da população.

É fato que há aqueles que não querem ouvir falar de extinção da PM por acreditar que a insegurança social pode ser diminuída com manifestações teatrais de força.

São pessoas que não se sentem tocadas com o fato de nossa polícia torturar mais do que se torturava na ditadura militar. Tais pessoas continuarão a aplaudir todas as vezes em que a polícia brandir histericamente seu porrete. Até o dia em que o porrete acertar seus filhos.

editoriais@uol.com.br

Policiais descontrolados

A coincidência das mortes de duas pessoas baleadas em ações desastradas da Polícia Militar, uma em São Paulo e outra em Santos, não autoriza extrair grande conclusão sobre as tendências do crime e da ação policial no Estado. Deve servir, porém, de alerta.

Duas perguntas assombram a opinião pública, agora mais do que nunca: os policiais militares estão despreparados para atuar nas ruas? E o governo do Estado -tem de fato controle sobre sua polícia?

O emprego precipitado e desproporcional do poder de fogo por PMs contra suspeitos não é novidade. Em que pese a política de contenção da violência policial em sucessivas administrações peessedebistas, a corporação paulista mantém altos índices de letalidade: 5,5 mortos em confronto com policiais por grupo de 100 mil habitantes, contra 0,63 nos Estados Unidos.

Os dois novos assassinatos vêm somar-se a cerca de 450 mortes anuais por PMs. Além do que há de revoltante na sua gratuidade, o que preocupa, nos eventos recentes, é o contexto geral de aumento da violência. Homicídios dolosos sobem desde março; em junho, houve ao menos 115 -38,5% a mais que no mesmo mês de 2011.

Claro está que a maior parte dessas mortes foi perpetrada por facínoras. A própria Polícia Militar foi alvo de ataques crescentes; em junho, oito PMs foram mortos durante suas folgas e cinco bases policiais sofreram ataques, no que se acredita ser uma ação concertada da organização criminosa PCC.

Este seria o fator específico por detrás das duas mortes e de vários outros confrontos sangrentos: com o aumento do risco pessoal, os agentes estariam mais propensos a disparar, ignorando na prática todas as técnicas de abordagem apresentadas em seu treinamento.

Parece uma explicação, mas não é. Apresentada por autoridades, equivale a uma confissão de incompetência. Se policiais não se mostram capazes de observar, no momento de máxima tensão, os procedimentos destinados a preservar a segurança de cidadãos inocentes, de que adianta ensiná-los?

Em nada contribui para a confiança da população na PM que seus comandantes nem mesmo se entendam a respeito de um ponto tão básico. Enquanto o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, qualificou a abordagem do empresário morto em São Paulo como “desastrosa”, o comandante-geral interino da PM, coronel Hudson Camilli, a considerou “tecnicamente correta”.

Não são só os soldados, vê-se, que ainda precisam tirar as lições corretas dos trágicos episódios.

Na dúvida, a polícia ( MILITAR ) condena à morte…( E ainda querem fazer o tal ciclo completo ) 26

Segurança

Na dúvida, a polícia condena à morte

Repetição de tragédias como a do publicitário Ricardo Aquino e do estudante Bruno Viana refletem a cascata de erros na formação do policial no Brasil

João Marcello Erthal

Carro do publicitário Ricardo Prudente de Aquino, morto a tiros por policiais militares na madrugada desta quinta-feira em São Paulo (Marina Pinhoni/VEJA)

Os caso de Aquino e do estudante Bruno se assemelham ao da família do menino João Roberto, de apenas 3 anos, assassinado por dois policiais militares que confundiram o carro da mãe do menino, Alessandra Soares, com um veículo em que estariam bandidos em fuga

As famílias do publicitário Ricardo Prudente de Aquino, 39 anos, e do estudante Bruno Viana, 19, juntaram-se na semana passada a um grupo de brasileiros que carrega a dor de ter entes queridos assassinados por agentes da lei. Nos dois casos, em situações que deveriam ser nada mais que uma abordagem policial corriqueira. Para o espanto dos parentes das vítimas e de toda a sociedade, o comando da PM paulista chegou a afirmar que “do ponto de vista técnico” a ação foi correta. A afirmação em questão foi do subcomandante da Polícia Militar, Hudson Camilli. A frase desastrosa foi criticada pelo secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto, na sexta-feira, em um evento oportuno: a formatura de 920 PMs no Vale do Anhangabaú. O grupo de quase mil policiais recém-formados estará, em breve, diante de situações que dependem de decisões rápidas e complexas, para as quais o bom treinamento é fundamental.

A lógica usada por Camilli para sua absurda avaliação do caso e a repetição de erros semelhantes são sinais inequívocos de que algo grave está errado na preparação das forças de segurança no país. Nos dois episódios da semana passada, quando os policiais puxaram o gatilho – no caso de Bruno foram pelo menos 25 balas –, dispararam contra o cidadão a cascata de erros em que se transformou a formação do policial no Brasil.

As tragédias não aconteceram em rincões. Aquino foi baleado por policiais militares na noite de quarta-feira, no Alto de Pinheiros, área nobre da cidade, depois de, segundo a PM, ter fugido de uma abordagem policial. Bruno dirigia sem carteira, e tentava escapar da blitz. Nos dois casos, hipoteticamente, os policiais poderiam considerar que eram carros com bandidos. Mas espanta o fato de os policiais não terem considerado a possibilidade de os criminosos transportarem reféns. Ou terem em seu repertório qualquer coisa difrerente do fuzilamento do suspeito.

A condenação dos suspeitos à morte está longe de ser uma exceção na história recente das grandes cidades brasileiras – e certamente há pelo país um sem fim de casos que jamais chegarão ao conhecimento público. Os caso de Aquino e do estudante Bruno se assemelham ao da família do menino João Roberto, de apenas 3 anos, assassinado por dois policiais militares na noite de 6 de julho de 2008, na zona norte do Rio. Os policiais confundiram o carro da mãe do menino, Alessandra Soares, com um veículo em que estariam bandidos em fuga. Assim como no caso do Alto de Pinheiros, a ação foi filmada por câmeras de segurança de um prédio.

Na sexta-feira, teve início na PM paulista uma revisão de procedimentos de abordagem. As pequenas melhorias nos manuais e na formação de agentes, no entanto, têm se mostrado muito aquém do necessário no Brasil. Mesmo as mais bem-sucedidas iniciativas de policiamento mostram-se insuficientes para trazer a polícia para patamares aceitáveis de qualidade para a população.

Considerada um exemplo positivo de inovação em estratégia policial, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), cujo mérito principal é retirar de bandidos armados o controle territorial de morros no Rio de Janeiro, está amparada em um currículo com ênfase em direitos humanos – diluído no mesmo velho currículo da formação da PM fluminense. Especialistas em segurança, no entanto, avaliam que, apesar dos resultados positivos, as UPPsestão presas à mesma lógica ultrapassada de policiamento de que o Brasil precisa se livrar.

“Não há novidade. A diferença das UPPs está na quantidade, no aumento do número de policiais. Contribui para isso o fato de serem empregados policiais novos, que ainda não carregam os vícios antigos de corrupção. É um trabalho bastante razoável, mas ainda é algo baseado em jovens bem intencionados. A forma como se constrói este policial, por enquanto, ainda é praticamente a mesma daquele velho PM”, critica o sociólogo Michel Misse, coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da UFRJ.

A “velha” polícia a que se refere Misse consiste, segundo ele, na concepção militarizada de policiamento, oriunda das brigadas que, a partir do regime militar, assumiram a condição de tropas do policiamento ostensivo no Brasil. “Não tenho dúvida de que, hoje, a segurança é a área mais atrasada do estado brasileiro. Temos atrasos na saúde, em educação. Mas é inegável que nessas áreas houve modernização, mudanças importantes. Ainda vivemos presos ao passado em matéria de Justiça criminal e em gestão de segurança”, diz.

Misse aponta problemas tanto na estrutura de policiamento ostensivo como nas funções de investigação – atribuição da polícia civil. “No Brasil, em vez de investigar, a polícia se limita a tomar depoimentos. Um inquérito é dado por concluído quando o delegado considera que tem em mãos a totalidade dos depoimentos sobre um caso, transcritos, somados aos laudos de perícia. É isso que chega às mãos do Ministério Público e que, muitas vezes, é insuficiente para a condenação”, afirma.

A separação das funções de patrulhamento e de investigação – áreas respectivamente a cargo das polícias militar e civil – é, para Cláudio Beato, coordenador do Centro de estudos em criminalidade da UFMG, um dos problemas centrais para a segurança no Brasil. “A transformação efetiva da polícia passa pela desconstitucionalização do capítulo de segurança pública. As organizações, concebidas como hoje, são rígidas demais para se adaptar aos problemas locais de um país imenso”, diz Beato. “Há regiões onde poderíamos ter polícias de ciclo completo, com funções de investigação e patrulhamento dentro da mesma instituição. Mas constitucionalmente há a separação”, explica, citando Rio de Janeiro e São Paulo como exemplos de áreas que ganhariam com um sistema de patrulhamento. “Mexer na Constituição é complicado. Mas não mexer está nos custando muito caro”, diz.

Rio de Janeiro – Adaptações locais podem trazer grandes resultados. Mas a formação, o treinamento e a concepção tradicional de polícia são amarras para a transformação de que o país precisa em matéria de segurança. Um estudo apresentado na semana passada pelo sociólogo e professor Ignácio Cano, da Uerj, constatou que, para cada UPP instalada em favelas do Rio, há uma redução de seis mortes por ano. Cano chegou a essa conta considerando o histórico de homicídios nas favelas antes e depois da criação das unidades de polícia. “Isso é fruto do fim do modelo de guerra, que era o padrão nesses locais. Constatamos também a redução de roubos e de violência armada, enquanto aumentam registros de crimes não-letais, algo que, antes, sequer era denunciado, por medo”, explica o pesquisador.

O avanço da política, analisa ele, está na estratégia não de se acabar com o crime ou com o tráfico, mas de por freio na violência letal e no controle territorial. “A grande esperança, a partir do estudo, é que a UPP sirva para alavancar uma modificação nas políticas de segurança. O que temos hoje no Rio é, até certo ponto, contraditório. Existem áreas que se beneficiam de um sistema novo. E outras áreas onde quem age é a velha polícia, o policial guerreiro”, compara.

O estudo tem também entrevistas com moradores e policiais. E aí surge o dado preocupante da pesquisa. Segundo Cano, 70% dos policiais das UPPs afirmam que prefeririam trabalhar em batalhões convencionais de polícia. “Nosso trabalho alerta para uma necessidade de legitimar o processo por dentro. Entre os praças, a política não está consolidada”, explica.

Em parte, a rejeição ao modelo de UPP está nos transtornos de trabalhar em favelas, em situações menos confortáveis que a dos batalhões, e com um mecanismo de gratificação que ainda não funciona como incentivo. A conclusão do sociólogo é de que a política para o policial precisa de ajustes. Mas há algo mais urgente, como destaca: “Para a tropa, o modelo de policiamento continua sendo o de confronto com o criminoso”.

Delegado Boucinha Neto vence ação contra Band na primeira instância 17

Enviado em 23/07/2012 as 19:40 – JOSÉ ROELA

Noticia de interesse para o casal Mario e Roberta.

23/07/2012 – Delegado Boucinha Neto vence ação contra Band na primeira instância

A Rádio e Televisão Bandeirantes terá de pagar indenização, por danos morais, ao Delegado José Ferreira Boucinha Neto por publicar informação inverídica sobre sua atuação enquanto chefe na Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. A decisão é da 5º Vara Cível de São Paulo. Ainda cabe recurso.

Na reportagem, Boucinha Neto é apontado por sugerir tratamento diferenciado em apurações contra Delegados que chegaram ao topo da carreira.  Para se defender, a Band alegou que a divulgação da reportagem foi regular, com base em fatos, não ofensiva e que não existiriam elementos para caracterizar o dano moral. As alegações não foram aceitas.

De acordo com juízo da 5ª Vara, no processo, há um conflito entre a liberdade de informar o e o direito de personalidade do autor. E como afirmado nos autos, o enfoque da reportagem era noticiar fatos ocorridos em reunião da Corregedoria da Polícia Civil, relativa a processos administrativos disciplinares contra policiais civis. E, nesse contexto, entendeu ser admissível um órgão de imprensa noticiar e criticar as ações dos envolvidos. “Entretanto, não é admissível que o órgão suprima trecho da gravação que esclarece o que foi divulgado, ou seja, que a investigação deve prosseguir sob presidência de um delegado de classe superior à do investigado”.

O juiz entendeu, assim, que a determinação de Boucinha Neto não era para que não houvesse investigação, mas que houvesse investigação com observância da hierarquia da carreira de Delegado de Polícia, o que é coisa diversa.

“Ao distorcer o fato, o órgão de imprensa divulgou fato falso”, registrou o juízo ao condenar a Band. A rede de televisão também terá de divulgar o teor da sentença no mesmo espaço e tempo que deu para a reportagem que causou o dano.

SP: policiais ( major PM e agente da PC ) acusados de receber propina para liberar shopping 30

TERRA

Policiais, bombeiros e agentes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) são acusados de participar de um esquema de pagamento de propina para liberação de obras irregulares de shoppings em São Paulo, que conta ainda com funcionários do alto escalão da prefeitura. Segundo depoimentos prestados ao Ministério Público Estadual, eles são suspeitos de receber dinheiro para encobrir falhas na segurança, no manejo de área verde e no planejamento do tráfego durante a execução de projetos de ampliação. As informações foram publicadas no jornal O Estado de S. Paulo.

Uma das testemunhas no processo que investiga Hussain Aref Saab – ex-diretor do setor de aprovações da prefeitura que adquiriu pelo menos 125 imóveis em sete anos -, cita o major da Polícia Militar com 23 anos de coorporação, José Francisco Alves dos Santos. Ele teria agilizado aprovação de laudo de vistoria da ampliação do Shopping Pátio Higienópolis, em 2009. Na mesma obra, um agente da Polícia Ambiental conhecido como Hanz teria recebido R$ 70 mil para fazer vista grossa diante de danos ambientais. O então secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), também é apontado como integrante do esquema. Ele teria recebido R$ 200 mil para acobertar as falhas do shopping. Jorge nega as acusações. A secretaria diz que prestará os devidos esclarecimentos à Promotoria. A PM irá apurar os fatos. O shopping informa que “desconhece a existência de pagamentos indevidos e que tem pautado sua atuação pelo mais absoluto respeito às normas éticas e legais”.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6011896-EI8139,00-SP+policiais+acusados+de+receber+propina+para+liberar+shopping.html

Delegado acusado no caso Abadia é demitido da polícia 53

Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo

Exclusão ocorreu por conta de sequestro e tortura de traficantes em Campinas

O delegado Pedro Luis Pórrio, seis investigadores e dois agentes foram demitidos da Polícia Civil nesta segunda-feira, 23. A expulsão foi publicada no Diáro Oficial do último sábado, 21. Pórrio é um dos policiais acusados de envolvimento em achaques a traficantes colombianos da quadrilha de Juan Carlos Abadía. Ele trabalhava no departamento estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) quando teriam ocorridos os achaques. Mas o caso que provocou sua demissão e a dos demais policiais ocorreu pouco depois de ele deixar o Denarc, em 2007.

Pórrio e os demais policiais são acusados de achacar R$ 35 mil de um traficante de drogas em Campinas. Os policiais teriam detido cinco suspeitos na cidade do interior de São Paulo. Na época, os policiais trabalhavam na Delegacia Seccional de Osasco, na Grande São Paulo. O traficante estava sendo investigado pela PF, que gravou a negociata e repassou as fitas à Corregedoria da Polícia Civil e ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas.

Na época, o Gaeco apurou que após o primeiro achaque, de R$ 35 mil, o delegado e os investigadores exigiram mais dinheiro do traficante. Depois, teriam torturado o criminoso, uma mulher e outro amigo dele. Numa das ligações interceptadas, a mulher do bandido afirma a um policial civil que não tem mais dinheiro. Em outro diálogo, um investigador chama uma pessoa de chefe e também fala sobre dinheiro. O autor do telefonema seria o investigador Antonio Cabalero Cursi. Ele trabalhou com Pórrio no Denarc.

Os policiais do departamento teriam tomado R$ 2,7 milhões dos traficantes colombianos Abadía e de Ramón Manoel Yepes Penagos, conhecido como El Negro, ambos presos em 2007 em São Paulo.

Além de Pórrio e Cursi, também foram demitidos Francisco Pessoa, Luis Claudio de Oliveira, Pablo Pereira Xavier, Regina dos Santos e Sandro dos Santos e os agentes policiais Daniel Dutra e Eduardo Benevides. Todos os policiais negam as acusações e alegam inocência.

O processo administrativo do caso Abadia em que Pórrio é acusado ainda não teve uma decisão final.

XEQUE-MATE : Josmar Jozino desvela a corrupção e a letalidade deslavada dos “boinas pretas” 44

Josmar Jozino, um dos melhores repórteres que conheço, está lançando mais um
livro (Xeque-Mate, Editora Letra do Brasil). Quer entender a guerra entre
polícia e crime organizado em São Paulo? Quer saber por que inocentes, como o
publicitário Ricardo Prudente de Aquino, morrem
executados por policiais militares? Tudo começa nessa guerra que Josmar conta
como ninguém. Bandidos cruéis versus policiais corruptos e assassinos.

Em meio a tudo isso, NÓS. ( Fábio Diamante )

 

‘PMs de Cristo’ oferecem serviço de culto e ganham dia oficial em SP 45

A Associação dos Policiais Militares Evangélicos, conhecida como “PMs de Cristo”, comemora 20 anos em 2012 e, no último mês de junho, ganhou um dia oficial. A partir de agora, o dia 25 de junho será de comemoração para os policiais militares evangélicos.

Os “PMs de Cristo” oferecem serviço de culto e orientação aos policiais interessados, além de atividades comunitárias nos espaços da Polícia Militar e em igrejas, com o objetivo de aproximar as pessoas da corporação.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP), são milhares os participantes do grupo. Um dos pilares da associação, segundo Alexandre Terra, vice-presidente da associação, é a “consciência de como é importante exercer o amor e o perdão”, mesmo em meio às ações militares, que costumam ser marcadas pela tensão.

“Nós entendemos que o uso da força faz parte dos princípios bíblicos. O próprio Jesus fez isso quando expulsou pessoas que estavam no tempo afrontando um valor”, afirmou à SSP o tenente, justificando que religião e a necessidade do uso da violência na profissão podem conviver.

O dia oficial dos “PMs de Cristo” foi oficializado pelo governado Geraldo Alckmin, pelo projeto de lei 594/11.

Estudo mostra como PM vira assassino…( Deveria se fazer um estudo sobre a mentira na PM ) 45

BRUNO PAES MANSO – ESTADÃO.COM.BR

Um dos policiais sonhava em proteger a sociedade e trabalhava dobrado para prender suspeitos. Mas nada adiantava – levados à delegacia, eles eram soltos após pagar propina. O outro se sentia superpoderoso com a arma na mão e achava que seria admirado pela tropa depois de praticar assassinatos. Os dois se tornaram policiais assassinos e cumpriram pena no Presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.

Identificados pelos pseudônimos Steve e Mike, contaram vidas e motivações ao tenente-coronel Adílson Paes de Souza, que foi para a reserva em janeiro. As entrevistas estão na dissertação de mestrado A Educação em Direitos Humanos na Polícia Militar, defendida em junho na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo de São Francisco.

O trabalho destaca o que leva um agente público a matar. A discussão foi ampliada nesta semana, quando uma abordagem equivocada da Polícia Militar causou a morte do publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, no Alto de Pinheiros, zona oeste. O erro fez a polícia até convocar um treinamento na sexta-feira. Na entrevista, Steve explicou ao coronel por que começou a matar e sua rotina de visitar velórios de policiais mortos. Inúmeras frustrações o levaram a assumir o papel de “juiz, promotor e advogado”. Já o policial que se identificou como Mike relatou que imaginava que, ao praticar os homicídios, seria mais respeitado pelos colegas de tropa.

“Como meu trabalho mostra, existe razão na preocupação de entidades nacionais e internacionais com a violência na sociedade brasileira”, diz Souza. “O quadro é considerado grave. Fiz o estudo e ouvi os policiais militares por acreditar que a mudança da situação atual passa por melhorias na educação do policial.”

Formado em Direito, o tenente-coronel também é integrante da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo desde o ano de 2007. Ele foi orientado pelo professor Celso Lafer e participaram de sua banca o filósofo Roberto Romano e o professor André de Carvalho Ramos.

O trabalho cita dados da Ouvidoria de São Paulo sobre a violência policial: com população quase oito vezes menor que a dos Estados Unidos, o Estado de São Paulo registrou 6,3% mais mortes por policiais militares, em um período de cinco anos.

Direitos humanos A educação de baixa qualidade em direitos humanos é apontada pelo coronel como uma das causas da violência policial. A dissertação mostra que, no ano 2000, eram dadas 144 horas/aula de direitos humanos. Dezoito anos depois, os currículos com matérias de direitos humanos diminuíram no Estado de São Paulo. Atualmente, o tema corresponde a 90 horas/ aula, o que significa 1,47% do total da carga horária do curso. Paes de Souza sugere ainda em seu trabalho maior participação da sociedade civil para ajudar a criar um tipo de educação com perfil crítico, com debates mais transparentes e com a participação popular.

———————————

Pra variar,  ALÉM DE ASSASSINO, LADRÃO E VAGABUNDO: É UM PUTA MENTIROSO!

Pelo menos um Tenente se dispôs a pedir desculpas…Pelo menos ele demonstrou uma certa dignidade, coragem e honestidade… 36

A questão de desculpa eu acho que ela chega até a ser ridícula, bisonha, né? A família fica até mais indignada, porque parece até uma certa insensibilidade, né?

Isso foi um erro.

Na minha avaliação foi um erro, se eu fosse consultado, diria que a gente devia respeitar a dor e o silêncio da família” Antonio Ferreira Pinto, secretário de Segurança Pública “

Eu não estou aqui na minha função. Minha função não é essa. Eu que me dispus a vir aqui pessoalmente”, afirmou o tenente Evangelista.

“Eu vim aqui porque eu acho que a pessoa merece essa demonstração de que a Polícia Militar está interessada em mudar os seus caminhos, que está interessada em fazer de um jeito melhor e que isso não aconteça mais.”

Russomano é a melhor rota para as pessoas de bem…( Chega de propaganda enganosa governamental ) 30

“pax mafiosa”

Eventual queda dos índices de criminalidade não pode ser atribuída exclusivamente ao reforço policial ou a ações integradas de segurança pública e ação social.

No caso da cidade de São Paulo, por exemplo, houve redução de 85,2% no total de homicídios de crianças e adolescentes entre 2000 e 2010, mas analistas ouvidos pelo jornal O Globo consideram que uma parte desse número é resultado da “pax mafiosa” – isto é, da hegemonia de um determinado grupo criminoso, como o PCC.

“Essa organização não tem seu poder ameaçado por outras organizações. Não há disputa por território”, explicou Pedro Abramovay, ex-secretário nacional de Justiça. Assim, o recrudescimento ou o refluxo da violência que atinge os jovens parece não depender só da ação do Estado, mas também dos humores dos chefões do crime organizado.

 

Bisonho, Pinto, é você e a corja de puxa sacos que te defendem. Bisonho é você que deveria ter ido pedir desculpas pessoalmente a familia. 18

Enviado em 22/07/2012 as 1:46 – SE CONSELHO FOSSE BOM … EU ACEITAVA

Puliça : Resposta típica do PSDBosta: Vamos punir o oficial que permitiu uma vtr de tático com apenas tres policiais. Ajuda ai pô … se tivessem quatro ia acontecer o que? Ao invés de 7 tiros iam dar 10? Que piada … faz tempo que num tem efetivo pra colocar quatro na vtr … Já vi equipe de 2 no tático … acorda pinto … Poe os oficiais pra trabalhar na rua então ao invés de ficarem passeando de Captiva cabrita … Amigão, procure se informar….não é questão de ser 3 ou 4 integrantes… o problema é que FORÇA TÁTICA tem que ter um SARGENTO como encarregado de equipe….faça algum comentário só quando souber o que está falando…..

Ai fudidão vai pra rua e fica vendo quantas força tática meia-marcha voce ve … se liga fio, aki tem 20 de rua … O que eu quis dizer, esperto, que num importa se tem 3 ou 4 ou 10 se tem sargento, tenente ou general … o que importa é a cagada que fizeram … punir o tal major resolve o quê?

E olha a sensibilidade do seu amado pinto:

“Nós estamos punindo o major que permitiu que a guarnição fosse composta apenas por um cabo e dois soldados. Ele vai ser punido e nós vamos apreciar até onde foi a responsabilidade dele”, afirmou Ferreira Pinto. Pinto disse também que considera errada a postura do policial militar que pediu desculpas à família de Aquino.

“A questão de desculpa eu acho que ela chega até a ser ridícula, bisonha, né? A família fica até mais indignada, porque parece até uma certa insensibilidade, né?

Isso foi um erro.

Na minha avaliação foi um erro. Se eu fosse consultado, diria que a gente devia respeitar a dor e o silêncio da família”, disse o secretário.

Os parentes, porém, mostraram-se receptivos e gratos pela presença do policial.”

Bisonho, Pinto, é você e a corja de puxa sacos que te defendem. Bisonho é você que deveria ter ido pedir desculpas pessoalmente a familia.

O lugar da Rota, em 2012, é na urna. 26

21/07/2012- 03h30

A Rota na urna

SÃO PAULO – Segurança pública é, historicamente, um dos principais fatores de preocupação do eleitor de São Paulo. De uns anos para cá, a sensação de que os indicadores de violência melhoravam e o Estado estava punindo os desvios das polícias se disseminou e a saúde ficou bem à frente no rol de queixas.

Eis que, às vésperas das eleições municipais, uma série de notícias ruins na área de segurança traz o tema de volta ao centro das atenções.

O retrospecto recente da gestão Geraldo Alckmin inclui confronto entre policiais militares e estudantes na USP, a reintegração de posse na área do Pinheirinho, em São José dos Campos, alta na taxa de homicídios, ocupação policial na cracolândia, os recentes confrontos entre policiais e traficantes suspeitos de integrar a facção criminosa PCC e, agora, o assassinato, por PMs, de um empresário que não parou numa blitz.

Embora os episódios tenham suas peculiaridades e se possa discutir as razões do Estado em cada um deles, na campanha eles inevitavelmente serão tratados como um pacote.

Os candidatos a prefeito buscam distância desse vespeiro, sob o argumento de que segurança não é atribuição da administração municipal.

Não é só isso. José Serra quer evitar cobranças pela atuação do secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, auxiliar seu que Alckmin manteve. Fernando Haddad tem sido tímido nas críticas, talvez para evitar ser questionado pelo fato de ter Paulo Maluf -autor dos bordões “lugar da Rota é na rua” e “bandido bom é bandido morto”- em seu palanque.

Mas tantos casos polêmicos que se sucedem e a novidade de uma estridente “chapa da bala” de candidatos a vereador, em que pontificam o ex-chefe da Rota Paulo Telhada (PSDB) e o ex-comandante da PM Álvaro Camilo, inevitavelmente levarão a velha discussão entre repressão à violência e punição de abusos da polícia para o debate eleitoral.

Queiram ou não os prefeituráveis, o lugar da Rota, em 2012, é na urna.

Eduardo Knapp/FolhapressVera Magalhães é editora do Painel. Na Folha desde 1997, já foi repórter do Painel em Brasília, editora do caderno ‘Poder’ e repórter especial.

 

Paulistano, proteja seus filhos: NÃO VOTE EM CORONEL PM…DIGA NÃO À BANCADA DO .45 108

Uma das “pérolas” de Telhada diz sem rodeios: “que chore a mãe do bandido, porque hoje o bote é certo”.

Para Rodolfo Valente, militante do movimento social Rede Dois de Outubro, Telhada publica tais frases para angariar votos das camadas mais reacionárias da sociedade. Segundo Valente, esses comentários só fazem reforçar a política de extermínio que o PSDB delibera.

“Ele é candidato pelo partido do governador, um comandante da Rota que é capitaneado pelo governador, então isso deixa mais do que claro a política de extermínio que eles operam nas periferias”, ressalta.

Sobre o ex-chefe da Rota, o Telhada, você esperava algum tipo de ameaça depois da matéria sobre as postagens dele no Facebook? 26

ANDRÉ CARAMANTE –

A gente que trabalha nessa área de segurança pública tem os seus poréns, mas isso é uma questão que o departamento jurídico da Folha de S.Paulo já está tratando. A solidariedade que eu recebi dos companheiros de profissão também foi algo muito importante. Não é uma ameaça, não é uma violência somente contra o jornalista da Folha de S.Paulo, é uma ameaça contra a imprensa livre. Nós temos leis nesse país de imprensa livre, então, isso é uma reflexão maior do que um simples fato de um ex-comandante da Rota ter dito o que ele disse. Existe uma categoria de profissionais que lutam para levar a verdade até as pessoas. Ele atinge não só a mim, mas também a todos que trabalham com a informação. Nós temos o direito de informar as pessoas.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/brasil-de-fato-as-ameacas-contra-andre-camarante.html

Ex-chefe da Rota prega a demissão do jornalista André Caramante…( Mais um projeto de pequeno tirano incivil que poderá ser democraticamente eleito para continuar atentando contra a Democracia )…Capitão do Centro de Comunicação Social da PMESP também será processado por empregar mídias sociais para atacar a honra do jornalista; a PM não lhe ensinou o significado constitucional de “dignidade humana” 25

Emerson Massera Na PM, quando o servidor não presta, é demitido. Já na Folha, quando não presta, é contratado. Há caso de mau policial que seria demitido na PM por crime grave, mas pediu exoneração e foi trabalhar na Folha. É muito estranho como esse suposto repórter, do eixo do mal do jornalismo, é um defensor ardoroso dos bandidos. Qual é o interesse desse sujeito? O que será que ele ganha com isso?

Os últimos posts avermelhados foram grafados por Capitão Emerson Massera Ribeiro, que é um dos PMs que trabalham na Sala de Imprensa da PMESP, sendo um dos homens de confiança da chefe do Centro de Comunicação Social da PMESP Coronel PM Maria Aparecida de Carvalho Yamamoto. O Jornalista é qualificado pelo comando da PM como o “Outro Lado” .

http://legislaciones.item.org.uy/index?q=node/5446

 http://es.rsf.org/brasil-um-jornalista-da-folha-de-sao-20-07-2012,43072.html

1.

 Bom dia a todos:

 Acho incrível um Jornal com a envergadura da Folha de São Paulo, manter em seu quadro de funcionários pessoas que defendem abertamente o crime, procurando tratar criminosos como suspeitos ou civis, enquanto a população sabe… a verdade das coisas.

 Na Folha de São Paulo de hoje, no caderno Cotidiano, Folha C-3, um indivíduo chamado André Caramante, notório defensor de bandidos, publicou uma matéria diretamente usando meu nome, procurando deturpar a minha postura com relação ao que penso quanto aos crimes que ocorrem em nossa São Paulo. O referido indivíduo trata bandido como “civis”, como se fossem inocentes mortos numa guerra, esquecendo-se de que esses “civis” na realidade são bandidos que atiraram contra policiais militares…

 Me chama de “chefe” quando sabe muito bem que fui Comandante da ROTA, procurando dar a entender que a ROTA seria uma repartição ou associação …

 Disse ainda que eu prego a violência no facebook: Quem prega a violência são os criminosos que teimam em infernizar a vida da população e ainda resolvem enfrentar a PM a balas no momento da prisão.

 Quanto à figura de caveira usada gostaria de lembrar que isso é uma forma de mostrar que nós não tememos a morte e o uniforme usado, Sr. Caramante, não é da ROTA (Vejo que nem isso você sabe…).

 Critica ainda o fato de eu ter ido à praia com minha esposa e ter tirado foto no local de calção, pergunto: Eu não posso ir na praia ou não posso tirar foto com minha mulher??? Da próxima vez que for a praia tirarei uma foto de terno e envio para você…

 Sinceramente, tenha dó… Em vez de ficar criticando a PM e enaltecendo os criminosos, a Folha de São Paulo deveria procurar trazer a verdade dos fatos ao povo e evitar contratar funcionários tendenciosos ou mal intencionados, que me fazem pensar: Qual será o interesse desse cidadão em defender bandidos??? O que será que tem a ganhar com isso???

 Já que o Sr, André Caramante é meu seguidor no Facebook e gosta de saber da minha vida, não posso deixar de agradecer por estar divulgando a minha campanha para vereador por São Paulo e solicito que da próxima vez também coloque o meu número: 45190.

 Outra coisa: ainda mentiu quanto informou que meu celular estava desligado. Meus dois celulares nunca estão desligados, sempre à disposição.

 Gostaria de solicitar aos amigos que enviassem e-mails de repúdio ao referido jornal, leitor@uol.com.br ou pelo telefone 3223-1644, informando do descontentamento da população, que já sofre tanto nas mãos de criminosos, ter ainda de suportar pessoas que tem um veículo de informação tão forte nas mãos, ficar defendendo e fortalecendo esses facínoras safados a continuar agir contra o povo.

 Desculpem o desabafo. Bom dia a todos.

Emerson Massera Na PM, quando o servidor não presta, é demitido. Já na Folha, quando não presta, é contratado. Há caso de mau policial que seria demitido na PM por crime grave, mas pediu exoneração e foi trabalhar na Folha.

há ± 5 horas e 25 minutos· CurtirCurtir (desfazer)

Emerson Massera É muito estranho como esse suposto repórter, do eixo do mal do jornalismo, é um defensor ardoroso dos bandidos. Qual é o interesse desse sujeito? O que será que ele ganha com isso?

há  5 horas e 9 minutos · CurtirCurtir (desfazer)

Emerson Massera Joao Carlos Diroz, ele próprio defende pseudo músicos que fazem apologia ao crime. Esqueça, porque ele não é imparcial o suficiente para fazer uma matéria do bem.

há  5 horas e 7 minutos · CurtirCurtir (desfazer)