Polícia no centro da disputa para a Prefeitura de São Paulo 10

05/08/2012-05h40

Mais policiais e bombeiros querem vaga de vereador

DIÓGENES CAMPANHA DE SÃO PAULO

Apesar de subordinada à Secretaria da Segurança Pública do governo do Estado, a polícia estará no centro da disputa para a Prefeitura de São Paulo.

Temas como a indicação de coronéis para comandar 30 das 31 subprefeituras na administração de Gilberto Kassab (PSD) e a utilização da operação delegada, com policiais em horário de folga, para combater o comércio ilegal já vêm sendo explorados pelas principais campanhas.

Outro indicativo é o aumento do número de candidatos a vereador ligados à área da segurança, que praticamente duplicou em relação ao pleito de 2008.

Na última eleição municipal, 23 profissionais, entre policiais civis, militares e oficiais da reserva, disputaram vagas na Câmara de Vereadores. Neste ano, serão 43, incluindo 22 PMs da ativa, dois ex-comandantes da corporação e um bombeiro.

Líder nas pesquisas de intenção de voto para prefeito, José Serra (PSDB) fará campanha escoltado por 11 desses candidatos. Seu partido filiou o coronel Paulo Telhada, ex-comandante da Rota, a tropa de elite da PM.

Aliado de Serra, o prefeito Kassab espera ter como puxador de votos de seu PSD o coronel Álvaro Camilo, que até abril comandava a Polícia Militar no Estado e indicou boa parte dos 30 subprefeitos egressos da tropa.

Em seu site de campanha, Camilo faz propaganda da operação delegada, iniciada por ele em 2009, que permitiu aos policiais trabalharem para a prefeitura nos horários de folga, sendo pagos por ela.

Editoria de Arte/Folhapress

Os adversários de Serra na eleição criticam o uso dessa atividade no policiamento de ruas ocupadas por camelôs. O discurso de que, se eleitos, manterão a operação, “mas não para correr atrás de trabalhador” é unânime.

“Isso é eleitoreiro”, rebate Telhada. “Falam isso para ganhar voto de camelô e depois não ajudam essa turma. A fiscalização e a delegada têm que continuar.”

A campanha de Celso Russomanno é encabeçada por um conhecido aliado da polícia. O deputado estadual Campos Machado (PTB), presidente do conselho político da chapa do PRB, apresentou em 2011 projeto para tirar do gabinete do Secretário da Segurança Pública a Corregedoria da Polícia Civil.

A proposta, que desagradou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e acabou arquivada pela Assembleia Legislativa, foi vista à época como um gesto para agradar delegados que compõem sua base eleitoral.

Além de Campos Machado, outra presença constante ao lado de Russomanno na campanha é o ex-deputado e ex-capitão da Rota Roberval Conte Lopes (PTB), que se orgulha de ter sido promovido duas vezes na polícia “por trocar tiros com bandidos”.

“Fomos um dos primeiros [policiais eleitos], agora tem muita gente”, diz ele, que atribui o aumento do número de candidatos ligados ao tema -12 deles na coligação de Russomanno- “à insegurança que se vive”.

A chapa do candidato do PT à prefeitura, Fernando Haddad, tem cinco policiais candidatos a vereador e o apoio do PP do ex-prefeito Paulo Maluf, que costuma citar o bordão “a Rota na rua” até nas campanhas de filiação do partido.

O PP, no entanto, diz não ter atualmente nenhum candidato que adote o discurso de repressão ao crime historicamente alardeado por Maluf. “Estão todos no PSDB e no PSD”, afirma o secretáriogeral da sigla, Jesse Ribeiro.

A legenda terá somente o policial civil Silvio Cambaúva disputando vaga na Câmara de Vereadores da capital.

Dinheiro gasto com “bico oficial” da PM daria para quase dobrar efetivo da Guarda Civil Metropolitana 16

Presidente do sindicato reclama que GCM está sucateada e verba poderia reverter situação

Gabriel Mestieri, do R7

Dinheiro gasto pela Prefeitura de São Paulo com o “bico oficial” de policiais militares, que trabalham em dias de folga para a administração municipal, daria para quase dobrar o efetivo da Guarda Civil Metropolitana.

Em 2011, a prefeitura destinou R$ 112 milhões para pagar a operação delegada — convênio com a Polícia Militar do Estado. Os PMs da operação atuam, sobretudo, no combate ao comércio de rua em todas as regiões da cidade. Cerca de 4.000 PMs trabalham atualmente na atividade delegada, com fardas, viaturas, armas e colete da corporação. A escala também é definida pela PM.

No mesmo ano, o dinheiro gasto com os salários da Guarda Civil Metropolitana — que tem que, entre as funções, proteger o patrimônio e os serviços da cidade — foi de R$ 150 milhões. A verba é destinada para pagar os cerca de 6.700 guardas que trabalham na cidade.

Para o presidente do SindGuardas-SP (Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de SP), Angelino Venerando Filho, a transferência de responsabilidade desvaloriza o guarda municipal.

— Os oficiais e praças da GCM se sentem desprezados pela prefeitura. O valor astronômico que é pago [na operação delegada] poderia contratar mais 6.000 guardas e viaturas.

De acordo com ele, a PM recebe “uma fortuna da prefeitura enquanto a Guarda criada para o município está sucateada”.

— Se você for a uma base da GCM vai ter nojo de entrar. Trabalhamos diuturnamente e não recebemos oportunamente para isso.

Queríamos saber onde está a escala da função delegada, pois a população não tem como saber. Acredito que o secretário de Segurança Urbana também não saiba.

A vereadora Juliana Cardoso (PT) afirma que não há justificativa para pegar um dinheiro que poderia ser investido na GCM e entrega-lo à Polícia Militar.

— Nos últimos meses, aumentou o homicídio e o roubo de veículos. Então, hoje se gasta quase R$ 112 milhões para a criminalidade continuar na rua, então não adianta a PM ficar reprimindo morador de rua, ambulante, pessoas que são trabalhadoras. A PM ajudaria muito mais fazendo sua função para diminuir roubo e criminalidade do que tentando fazer o papel da GCM, que é tão importante para a cidade, para o patrimônio publico.

De acordo com ela, escolas e unidades de saúde, que deveriam ser vigiadas pela guarda, estão com a segurança debilitada.

— Você poderia investir esse recurso [da operação delegada] na Guarda, para cuidar de escolas, postos de saúde, dos teatros, do museu, de todo o patrimônio publico que tem na cidade. Daria pra equipar toda Guarda, aumentar efetivo, comprar equipamento. Daria para fazer inúmeras outras coisas; fazer contratação em massa e ocupar todos os espaços que prefeitura tem que ocupar. Esse dinheiro é uma fortuna.

Venerando reclama também da terceirização dessas funções de proteção do patrimônio da cidade, que antes eram exercidas pela GCM.

— É um absurdo. Guarda foi criada para cuidar de bens e serviços. Antes tinha policiamento nas escolas, hoje não tem. São 6.700 homens, um efetivo pequeno, que devia ser dobrado. Dinheiro gasto com empresas de segurança e delegada deveria ser repassado para município fazer bom policiamento municipal. O policiamento da Guarda é precário.

Procurada pelo R7 para comentar os gastos com a operação delegada, a prefeitura não se manifestou.

Delegado da Dise de Guarulhos é morto em suposto assalto na Marginal do Tietê…( Era ameaçado há 10 anos por prender muita gente ) 85

Vítima pilotava uma Honda Hornet quando foi abordada por criminosos também ocupando uma moto

05 de agosto de 2012 | 3h 01
Ricardo Valota e Denize Guedes, O Estado de S.Paulo

Atualizado às 3h50

SÃO PAULO – Em uma suposta tentativa de roubo, o delegado Paulo Pereira de Paula, de aproximadamente 45 anos, que atuava na Delegacia de Investigações sobre Entorpecente (Dise) de Guarulhos (Grande SP), foi morto, por volta das 21h15 deste sábado, 4, na pista local da Marginal do Tietê, sentido Ayrton Senna, 200 metros antes da Ponte do Limão, em frente a uma loja de material para construção, na região da Barra Funda, zona oeste da capital paulista.

Baleado com três tiros, um deles na cabeça, e pilotando uma Honda Hornet preta 1000 cc, avaliada em quase R$ 40 mil, o policial morreu no local. Segundo as poucas informações fornecidas pela polícia, Paulo Pereira teria sido abordado por pelo menos dois homens que ocupavam também uma moto. Não sabe se a vítima foi baleada em razão de uma suposta reação à abordagem dos criminosos. A moto não foi levada.

Diversas viaturas da Polícia Civil e carros particulares de policiais civis que conheciam o delegado deslocaram-se para o endereço onde ocorreu o crime. Duas faixas da pista local da Marginal ficaram bloqueadas até o final da noite. Era 0h30 deste domingo, 5, quando uma faixa ainda estava bloqueada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O delegado seccional de Guarulhos, Marco Antonio Pereira Novaes de Paula Santos, irmão da vítima, também esteve no local.

Parte dos dados do suposto latrocínio foi encaminhada para o plantão do 7º Distrito Policial, da Lapa, porém o caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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09/03/200309h35

Delegado nega ter sido vítima de suposto grupo de extermínio

ALLAN DE ABREU da Folha de S.Paulo, em Ribeirão Preto
O delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) Paulo Pereira de Paula negou que o atentado à sua casa, na Vila Tibério, em abril passado, tenha alguma relação com o suposto grupo de extermínio de Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo).
A possibilidade de ligação entre os dois episódios foi divulgada na semana pelo Ministério Público, que apura a existência do grupo e de cerca de 20 mortes que teriam como autores policiais da cidade.
“Desafio qualquer um a provar que um policial tenha atirado uma granada na minha casa”, afirmou o delegado.
Segundo ele, o crime foi a mando da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
“O caso foi exaustivamente apurado, e essa motivação ficou clara”, disse o delegado.
O desafio de Pereira de Paulo questiona em parte as investigações da Promotoria, que, por sua vez, aponta policiais da cidade como supostos mandantes do crime. No dia 5 de abril passado, a casa do delegado da DIG foi metralhada, e uma granada foi jogada em sua garagem. Os pais de Pereira de Paula ficaram feridos.
Na época, segundo a Promotoria, o delegado realizava muitas apreensões de carga roubada na cidade.
Isso teria desagradado o suposto grupo de extermínio, que pode ter nesse tipo de crime uma forma de se financiar.
Posteriormente, no dia 25 daquele mês, João Paulo Alves Silva, um dos envolvidos no atentado teria dito ao delegado no anexo do 1º DP (Distrito Policial) que o crime foi a mando de policiais.
Na madrugada do dia seguinte, Silva apareceu morto na cela.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista do delegado concedida anteontem.
Folha – É verdade que o preso assassinado no 1º DP disse ao senhor que o atentado foi a mando de policiais?
Paulo Pereira de Paula – É mentira. O João Paulo nunca falou que eram policiais. Quem disse isso é um imbecil.
Folha – Então quem teria sido o mandante do atentado?
Pereira de Paula – Ele disse que foi a mando do José João de Souza Oliveira, que estava preso por tráfico de entorpecentes e roubo de carga, e do PCC. Ele também confessou que jogou [a granada]. Sua casa, a 600 metros da minha, na Vila Tibério, serviu de esconderijo para os autores do atentado. Eu colhi esse depoimento, e está tudo gravado.
Folha – Podemos ver a gravação?
Pereira de Paula – Não vou mostrar agora. Não é o momento oportuno.
Folha – Por que o senhor sofreu esse atentado?
Pereira de Paula – A ordem veio do Geleião [José Márcio Felício, ex-líder do PCC]. Ele disse para o João que poderia escolher quem quisesse da polícia. Escolheu a mim porque estava prendendo muita gente.
Folha – O senhor cuida do combate a cargas roubadas na cidade, uma das possíveis fontes de financiamento do grupo de extermínio. Então, essa suspeita sobre o grupo não seria descabida.
Pereira de Paula – Isso só pode ser imaginação de alguém. Estão querendo ganhar notoriedade em cima de escombros. A imprensa está sendo jogada contra a polícia para amanhã usar [o que foi publicado] como arma. E estão querendo me colocar nessa, o que não posso admitir. Não tenho medo nenhum deles, seja promotor, seja corregedor. Eu os desafio a provar que um policial tenha chegado ao ponto de jogar uma granada na minha casa.
Folha – O senhor tem medo de sofrer novo atentado?
Pereira de Paula – Não. Faz parte da profissão. Não vou mudar o meu modo de agir por isso.
Folha – O senhor acredita na existência de um grupo de extermínio formado por policiais?
Pereira de Paula – Não sei. Não investigo homicídios e não sou policial da corregedoria.

A PM só é boa para 62 pessoas, para os outros 42 milhoes de paulistas, a PM é uma bosta. 28

Enviado em 04/08/2012 as 11:47 – Coronel Raposão

Aí vem algumas pessoas querendo mudar a PM…. pronto! já vem os os coronés dizer que essas pessoas são criminosos, que defendem vagabundo, que não sabem o que fazem… que não é da conta deles… É da conta deles e de todo mundo, enquanto tem coronel se lixando pra população e ganhando 260 mil por mês, tem policial lavando a roupa e escondendo atras da geladeira… Para esses coronés a PM é perfeita… Sim, para eles sim, é.

A PM só é boa para 62 pessoas, para os outros 42 milhoes de paulistas, a PM é uma bosta.

É um crime o que PSDB faz com seus funcionários 17

Enviado em 04/08/2012 as 12:52 – GREVE DE TODO FUNCIONAL. ESTADUAL

Tenho 25 anos de policia , sou investigador ,sou formado em direito desde 96 com pós graduação em 98 , domino mais de um idioma , tenho varios cursos na acadepol e alguns fora ,é um crime o que PSDB faz com seus funcionários publicos, alem dos salários miseráveis nos tratam igual a lixo ,o certo seria uma paralização de todo o funcionalismo , saude, segurança e educação por tempo indeterminado , uma greve geral envolvendo todo o funcionalismo.

Subprefeitos de SP ganham mais que Kassab e Alckmin 5

Gilberto Kassab ganha R$ 24.042,34,  governador Geraldo Alckmin recebe R$ 14.019,84, enquanto o coronel Ailton Araujo Brandão, subprefeito da Lapa, acumulou R$ 280.228,69 em junho

Agência Estado

Publicação: 04/08/2012 08:48Atualização:

  Com aposentadoria, gratificações e salário de subprefeito, 30 coronéis da reserva da PM se tornaram os funcionários mais bem pagos do funcionalismo público de São Paulo. Eles ganham mais do que o prefeito Gilberto Kassab (R$ 24.042,34) e do que o governador Geraldo Alckmin (R$ 14.019,84), além de terem vencimento superior ao de qualquer secretário ou procurador da Prefeitura.
O acúmulo dos vencimentos não é ilegal, mas criou uma classe especial de servidor público dentro do governo municipal. Hoje, mesmo os médicos e professores da rede municipal que acumulam vencimentos como aposentados do Estado não conseguem ganhar um salário que ultrapasse o teto constitucional do prefeito, segundo o sindicato da categoria.
Dos 30 subprefeitos que são coronéis, 10 deles já ganhavam aposentadorias acima do teto constitucional do governador antes de irem para a Prefeitura. Com os salários divulgados pelo governo do Estado no início da semana, observa-se que nenhum dos 30 coronéis que são subprefeitos tem aposentadoria no Estado inferior a R$ 14 mil. O coronel Ailton Araujo Brandão, subprefeito da Lapa, por exemplo, acumulou R$ 280.228,69 de salário em junho, somados os holerites da Prefeitura e do governo estadual.
Até o fim de 2011, os subprefeitos recebiam salário mensal de R$ 5.221. Em dezembro, os vereadores aprovaram um projeto do Executivo que estendia um reajuste de até 236% concedido para os secretários aos 31 subprefeitos. Na época, Kassab argumentou que iria deixar um “legado”, pois os “subprefeitos administram verdadeiras cidades”.

Kassab e Serra. Essa parceria dá certo, mas só pra “coroné” O vale alimentação dessa farra toda eles tiram com a “Operação Delegada” 25

Enviado em 04/08/2012 as 8:06 – Moralidade Administrativa e Justiça Social Tucana

Nome do Filme: “Quem quer ser um milionário”

Kassab e Serra. Essa parceria dá certo, mas só pra “coroné” O vale alimentação dessa farra toda eles tiram com a “Operação Delegada”

Ailton Araújo Brandão, conforme reportagem abaixo,. é o “coroné” do módico salário de junho no valor de R$260.000,00. O coroné marajá, como outros tantos, em razão das dificuldades financeiras que enfrentam, exercem ou exerceram os cargos de subprefeitos ou chefes de gabinete da administração municipal de São Paulo, com direito ao acúmulo de vencimentos para fins de aposentadoria. Vamos cruzar as relações com os nomes dos “coroné” marajás com super salários com a relação de subprefeitos e chefes de gabinete das subprefeituras para sabermos quem e quantos são os bem afortunados.

O coroné marajá, ex subprefeito de santo amaro, salvo engano, deixou o cargo em razão de notícias sobre desvios havidos na mencionada subprefeitura. Para não cometer injustiças vamos pedir aos flitadores que apurem a veracidade da informação e, em caso positivo, repercutam a noticia.

25 subprefeitos da capital paulista vão receber aposentadoria 07 de Julho de 2011 – 08h40Estadão

Vinte e cinco subprefeitos que são oficiais da reserva da PM vão acumular vencimentos mensais superiores ao do prefeito Gilberto Kassab (sem partido), que passará a R$ 24 mil a partir de janeiro. Com base na regra da Lei Orgânica do Município que iguala o status de secretário e de subprefeito, Kassab vai estender aos 31 chefes de subprefeituras o salário de R$ 19.294,10 aprovado para os 29 secretários municipais pela Câmara na segunda.

Os coronéis e tenentes-coronéis da reserva, entretanto, já acumulam hoje aposentadorias mensais brutas que variam de R$ 9 mil a R$ 12 mil, como oficiais, ao salário mensal de cerca de R$ 7 mil no holerite da Prefeitura, como mostra o site De Olho nas Contas. Com o salário de R$ 19,2 mil e a aposentadoria de R$ 12 mil, os policiais aposentados vão ter vencimento mensal de até R$ 31,2 mil.

Ao todo, 25 dos 31 subprefeitos são oficiais da reserva da PM. Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, o oficial da ativa que é chamado para função na administração tem de optar pelo salário da corporação ou da Prefeitura. No caso dos policiais da reserva, é permitido acumular os dois pagamentos.

Acúmulo. Mesmo no caso dos tenentes-coronéis da reserva que são subprefeitos, o acúmulo dos R$ 19,2 mil da Prefeitura com os R$ 9 mil da PM vai resultar em um vencimento de R$ 28,2 mil, superior ao do chefe do Executivo. Em 2010, o Congresso aprovou proposta de emenda constitucional que estabelece o salário do prefeito como teto do funcionalismo municipal.

Para o major da PM e deputado estadual Olímpio Gomes (PDT) não existe conflito no acúmulo. “São fontes pagadoras diversas. Uma é a Previdência, a outra é a Prefeitura. Então, eles podem acumular aí uns R$ 30 mil”, argumentou o deputado. “Acontece que eles (oficiais da reserva) estavam no sacrifício todo o tempo, com a responsabilidade de serem prefeitos de regiões com 200 mil habitantes, e agora vão recompensá-los.”

O coronel da reserva Rubens Casado, por exemplo, subprefeito da Mooca, na zona leste, recebe R$ 6.936,63 da Prefeitura. Agora, seu salário no governo vai saltar para R$ 19,2 mil.

Com o acumulado sobre sua aposentaria de R$ 12 mil brutos da PM, o ganho mensal de Casado será de R$ 31,2 mil. O mesmo pode ocorrer com Ailton Araújo Brandão, subprefeito de Santo Amaro, na zona sul.

Como subprefeito, Brandão recebe R$ 6.827,14, mais R$ 12 mil como oficial da reserva. Com o novo salário, seu vencimento mensal acumulado também vai chegar a R$ 31,2 mil. O coronel é um dos 78 oficiais que trabalham no governo, que tem adotado a política de chamar ex-comandantes da PM para exercer cargos de chefia nas subprefeituras desde 2007.

Em ano eleitoral não se fecha base da PM…”Especialista” diz que o policial não pode ser “atendente de balcão” 5

04/08/2012- 05h30

Fechamento de base da PM não dura 1 dia em Ribeirão Preto (SP)

JOÃO ALBERTO PEDRINI DE RIBEIRÃO PRETO

O governo do Estado determinou na manhã desta sexta-feira (3) a reabertura imediata das cinco bases da Polícia Militar desativadas em Ribeirão Preto (313 km de SP), no dia anterior nos bairros Ipiranga, Sumarezinho, Campos Elíseos e Lagoinha, além da existente no distrito de Bonfim Paulista.

A decisão policial gerou polêmica com os moradores dos bairros envolvidos e virou motivo de disputa política entre a prefeita Dárcy Vera (PSD), candidata à reeleição, e Duarte Nogueira, que concorre ao cargo pelo PSDB, partido do governador Geraldo Alckmin, que definiu pela reativação.

A Folha percorreu as bases ontem de manhã e constatou a desativação anunciada no dia anterior. À tarde, todas já funcionavam.

Edson Silva/Folhapress
Policiais na base de Bonfim Paulista, reaberta ontem
Policiais na base de Bonfim Paulista, reaberta ontem

O comando da PM alegou na quinta-feira que os policiais escalados para ficarem fixos nas cinco bases poderiam ser utilizados nas ruas para a segurança de toda a cidade. Ao menos 20 trabalham nas cinco bases.

Nas redes sociais, a prefeita divulgou carta ao governador, após o anúncio feito pela PM. “O fechamento das bases em nada ajuda o grande esforço feito até agora para combater a criminalidade nesta cidade”, disse Dárcy.

Embora ela tenha feito o pedido na quinta-feira (2) na internet depois do anúncio da PM, a Folha apurou que a prefeita sabia do objetivo da polícia desde o mês de junho.

Já Nogueira afirmou que telefonou no mesmo dia à noite para o governador, com a intenção de debater a questão e reverter o quadro.

“Ele [Alckmin] achou melhor manter tudo como está e discutir com a comunidade quaisquer mudanças posteriores”, afirmou o tucano. Segundo ele, Alckmin não sabia da decisão da PM.

OBRAS

Por meio de uma nota encaminhada pela assessoria de imprensa, o comando da Polícia Militar de São Paulo informou somente que as bases agora reativadas passarão por reformas, visando aprimorar a qualidade no atendimento à população.

Na quinta-feira (2), o capitão Mauricio Rafael Jeronimo justificou a medida dizendo que o objetivo com o fechamento era reestruturar as unidades de policiamento para funcionar em conjunto com o Corpo de Bombeiros e a GCM (Guarda Civil Municipal).

Ele disse que tratava-se de uma reestruturação para aplicar um “conceito moderno de policiamento”.

Consultada, a Polícia Militar não quis detalhar, ontem, o projeto que seria implementado no município após a desativação das bases.

A Folha procurou ontem a prefeita Dárcy Vera para ouvi-la sobre a decisão do fechamento -e posterior reabertura das bases policiais-, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.

COLABOROU EDSON SILVA

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04/08/201205h30

Especialista defende desativação das bases da PM em Ribeirão Preto (SP)

DE RIBEIRÃO PRETO

Ex-secretário nacional de segurança pública e coronel da reserva da PM, José Vicente da Silva Filho afirmou que a decisão de desativar bases da Polícia Militar em Ribeirão Preto (313 km de SP) é correta.

À Folha ele elogiou a medida anunciada na quinta-feira (2) pela corporação -revista ontem pelo governo do Estado.

“A polícia precisa acompanhar a dinâmica do crime. Por meio de um sistema de dados, deve analisar quais delitos estão sendo cometidos, em quais horários, onde estão acontecendo e ir atrás para inibi-los”, disse.

Ele afirma que a instalação de bases faz um grande sucesso político, mas que a maioria delas é ineficiente.

“A polícia precisa ser móvel porque o crime é móvel. A PM precisa estar em condições de mobilidade e flexibilidade, e não estática.”

O coronel disse ainda que o policial não pode ser “atendente de balcão”. “Essas bases empatam a polícia. Só burocratiza”, afirmou.

Já o coordenador do observatório de violência da USP de Ribeirão Preto, Sérgio Kodato, afirmou ontem que o ideal seria o governo anunciar aumento do efetivo. “Quanto mais, melhor.”

Ele também afirmou que o comando da Polícia Militar deve pensar em alternativas para aproveitar melhor seu contingente e usar a tecnologia a favor da segurança.

“É só usar câmeras por toda a cidade e agir onde houver algum tipo de problema.”

Oficialato da Polícia Militar dilapida o dinheiro do POVO 6

Enviado em 03/08/2012 as 22:37 – Gennarino Mangiagnocchi

Últimos julgamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo: REPRESENTAÇÃO

01 TC-003012/026/08 Representante(s): Alan Zaborski Representado(s): Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral da Secretaria da Segurança Pública. Assunto: Possíveis irregularidades no Pregão Presencial nº 512/160/07, instaurado pelo Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral da Secretaria da Segurança Pública, objetivando a aquisição de suprimentos de informática. Justificativas apresentadas em decorrência da(s) assinatura(s) de prazo, nos termos do artigo 2º, inciso XIII, da Lei Complementar nº 709/93, pelo Conselheiro Antonio Roque Citadini, publicada(s) no D.O.E. de 12-02-09, 23-06-10 e 05-05-11. Fiscalizada por: GDF-10 – DSF-II. Fiscalização atual: GDF-9 – DSF-I.

Resultado: PARCIALMENTE PROCEDENTE.

INSTRUMENTOS CONTRATUAIS

02 TC-029579/026/08 Contratante: Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral da Secretaria de Segurança Pública. Contratada: Sistécnica Comércio e Assistência Técnica Ltda. Autoridade(s) Responsável(is) pela Abertura do Certame Licitatório, pela Homologação e Autoridade(s) que firmou(aram) o(s) Instrumento(s): Kooki Taguti (Tenente Coronel PM Dirigente). Objeto: Aquisição de suprimentos de informática. Em Julgamento: Licitação – Pregão Presencial. NE nº2008NE00229 de 08-05-08. Valor – R$38.400,00. Justificativas apresentadas em decorrência da(s) assinatura(s) de prazo, nos termos do artigo 2º, inciso XIII, da Lei Complementar nº 709/93, pelo Conselheiro Antonio Roque Citadini, publicada(s) no D.O.E. de 12-02-09, 23-06-10 e 05-05-11. Fiscalizada por: GDF-10 – DSF-II. Fiscalização atual: GDF-9 – DSF-I.

Resultado: IRREGULAR.

REPRESENTAÇÃO

03 TC-003052/026/08 Representante(s): Alan Zaborski Representado(s): Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral da Secretaria da Segurança Pública. Assunto: Possíveis irregularidades no Pregão Presencial nº 513/160/07, instaurado pelo Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral da Secretaria da Segurança Pública, objetivando a aquisição de suprimentos de informática. Justificativas apresentadas em decorrência da(s) assinatura(s) de prazo, nos termos do artigo 2º, inciso XIII, da Lei Complementar nº 709/93, pelo Conselheiro Antonio Roque Citadini, publicada(s) no D.O.E. de 12-02-09, 23-06-10 e 05-05-11. Fiscalizada por: GDF-10 – DSF-II. Fiscalização atual: GDF-9 – DSF-I.

Resultado: PARCIALMENTE PROCEDENTE.

INSTRUMENTOS CONTRATUAIS

04 TC-029576/026/08 Contratante: Departamento de Suporte Administrativo do Comando Geral da Secretaria de Segurança Pública. Contratada: Sistécnica Comércio e Assistência Técnica Ltda. Autoridade(s) Responsável(is) pela Abertura do Certame Licitatório, pela Homologação e Autoridade(s) que firmou(aram) o(s) Instrumento(s): Kooki Taguti (Tenente Coronel PM Dirigente). Objeto: Aquisição de suprimentos de informática. Em Julgamento: Licitação – Pregão Presencial. NE nº2008NE00230 de 08-05-08. Valor – R$65.636,00. Justificativas apresentadas em decorrência da(s) assinatura(s) de prazo, nos termos do artigo 2º, inciso XIII, da Lei Complementar nº 709/93, pelo Conselheiro Antonio Roque Citadini, publicada(s) no D.O.E. de 12-02-09, 23-06-10 e 05-05-11. Fiscalizada por: GDF-10 – DSF-II. Fiscalização atual: GDF-9 – DSF-I. Resultado: IRREGULAR.

05 TC-036305/026/09 Contratante: Secretaria da Segurança Pública – Polícia Militar do Estado de São Paulo – Centro de Suprimento e Manutenção de Material de Intendência. Contratada: Capricórnio S/A. Autoridade(s) Responsável(is) pela Abertura do Certame Licitatório e pela Homologação: Álvaro Batista Camilo (Coronel PM – Dirigente). Ordenador(es) da Despesa e Autoridade(s) que firmou(aram) o(s) Instrumento(s): Olavo de Castilho Júnior (Tenente Coronel PM – Dirigente). Objeto: Aquisição de calças, jaquetas, culotes e saias. Em Julgamento: Licitação – Pregão Presencial. Ata de Registro de Preços celebrada em 17-08-09. Contrato celebrado em 22-09-09. Valor – R$2.151.645,00. Justificativas apresentadas em decorrência da(s) assinatura(s) de prazo, nos termos do artigo 2º, inciso XIII, da Lei Complementar nº 709/93, pelo Conselheiro Antonio Roque Citadini, publicada(s) no D.O.E. de 06-04-10. Fiscalizada por: GDF-10 – DSF-I. Fiscalização atual: GDF-9 – DSF-I.

Resultado: IRREGULAR.

06 TC-012918/026/10 Contratante: Secretaria da Segurança Pública – Polícia Militar do Estado de São Paulo – Centro de Suprimento e Manutenção de Material de Intendência. Contratada: Capricórnio S/A. Ordenador(es) da Despesa e Autoridade(s) que firmou(aram) o(s) Instrumento(s): Olavo de Castilho Júnior (Tenente Coronel PM – Dirigente). Objeto: Aquisição de calças e culotes. Em Julgamento: Licitação – Pregão Presencial e Ata de Registro de Preços (analisadas no TC-036305/026/09). Contrato celebrado em 03-03-10. Valor – R$2.408.081,35. Fiscalizada por: GDF-10 – DSF-I. Fiscalização atual: GDF-9 – DSF-I. Resultado: IRREGULAR

Funcionários públicos não gozam dos mesmos direitos relativos à privacidade que cidadãos privados 5

03/08/2012- 03h00 – Folha de S. Paulo

Análise: Não podemos pagar ‘no escuro’ pelo salário dos nossos servidores

CLAUDIO WEBER ABRAMO ESPECIAL PARA A FOLHA

Em condições normais, ninguém paga uma conta sem saber o que está pagando. Até a promulgação da lei de acesso a informação, as condições no Brasil não eram normais quanto a isso, em particular no que se refere aos salários dos funcionários públicos. Pagávamos no escuro.

Oito coronéis da PM receberam mais de R$ 50 mil em junho Nas fundações, 113 funcionários ganham mais que Alckmin

A nova regulamentação traz o assunto à normalidade. Não é esse o entendimento de muitas associações e sindicatos de servidores públicos. Tais entidades têm procurado frustrar o direito de informação do contribuinte com base em dois argumentos: a divulgação violaria a privacidade dos servidores; além disso, colocaria em risco a sua segurança.

Nada disso se sustenta.

Em primeiro lugar, funcionários públicos não gozam dos mesmos direitos relativos à privacidade que cidadãos privados.

Não apenas salários, mas outras informações a respeito da vida funcional dizem respeito ao seu papel como servidores do público, ou seja, nossos empregados. Não faz sentido que eles nos escondam qualquer informação relativa ao seu desempenho.

Quanto ao argumento da segurança, é pueril, uma vez que a atenção de criminosos não é despertada por listas, mas pelos hábitos de vida de seus alvos: o tipo de comércio que frequentam, automóveis que dirigem, as casas em que vivem etc.

As entidades que têm contestado a divulgação dos salários pagos a servidores públicos descumprem a sua principal obrigação, que é defender os interesses de seus associados.

Afinal, a exibição de diferenças salariais marcantes entre funcionários que exercem atividades semelhantes e que tenham percorrido carreiras parecidas serve, entre outras coisas, para evidenciar favorecimentos indevidos.

CLAUDIO WEBER ABRAMO é diretor executivo da Transparência Brasil.

157 ao erário protagonizado pelo oficialato : A Associação dos Cabos e Soldados da PM afirmou que não ia comentar a disparidade entre os salários pagos aos praças e aos oficiais por se tratar de “assunto interno”. 19

03/08/2012-03h00

Oito coronéis da PM receberam mais de R$ 50 mil em junho

ANDRÉ CARAMANTE DE SÃO PAULO

Apenas oito coronéis da Polícia Militar de São Paulo receberam juntos, em junho deste ano, R$ 773,5 mil de pagamento do governo estadual, entre salários e benefícios.

Os vencimentos líquidos desses oficiais variaram de R$ 51.689,33 a R$ 254.099,57.

O valor pago a cada um deles ultrapassa o teto do serviço público, de R$ 26,7 mil. Também supera o que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu no mês: R$ 14.019,84, com descontos.

Um soldado em início de carreira na capital ganha, em média, R$ 2.530 por mês.

Há uma semana, por causa da lei de transparência assinada em maio pela presidente Dilma Rousseff (PT), a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) passou a divulgar no Portal da Transparência Estadual os vencimentos dos servidores do Estado.

Os valores pagos em junho podem incluir benefícios como férias, adiantamento do 13º salário e indenizações, “além de benefícios acumulados ao longo de uma carreira”, diz nota da secretaria.

Salários acima do teto, de acordo com o governo, só são pagos por ordem judicial.

O policial mais bem pago em junho foi o coronel da PM Ailton Araújo Brandão, que recebeu R$ 254.099,57. A Secretaria da Segurança Pública não explicou como foi possível chegar a esse valor -o governador pediu que o caso do coronel fosse averiguado.

No site, estão os salários de todos os servidores da área da Segurança Pública, como os dos 166 delegados de classe especial da Polícia Civil, o topo da carreira no Estado.

Em junho, Oswaldo Arcas Filho foi o delegado de classe especial que recebeu o maior vencimento líquido: R$ 20.609,39. A Folha tentou ouvir os dois policiais, mas a assessoria da secretaria não atendeu a esse pedido.

‘RISCO DESNECESSÁRIO’

Para o delegado George Melão, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo, a exposição dos salários dos policiais pelo governo tem dois lados: “a comprovação da disparidade entre o que recebem policiais militares e civis e a exposição desnecessária dos servidores da segurança pública”.

A Associação dos Cabos e Soldados da PM afirmou que não ia comentar a disparidade entre os salários pagos aos praças e aos oficiais por se tratar de “assunto interno”.

Editoria de Arte/Folhapress
Editoria de Arte/Folhapress


PC – Instituição sendo dirigida por caguetas burocratas, que só sabem apontar o dedo e ficar atrás de uma mesa!!! 20

Enviado em 03/08/2012 as 14:40 – EU SEI QUEM SOU

    Resp – Amo ser policial, sempre quis desde os 5 anos de idade, mas nossa Instituição é uma porcaria, dirigida por burocratas.     Quem não tem sangue de polícia nas veias não sabe o quanto nós policiais de verdade estamos sentidos vendo essa falência da Polícia, com briguinhas ridículas entre PM e PC, com demissões em massa sem nem transito em julgado do processo, com novos policiais chegando na PC com outra mentalidade, sem saber nada de rua, sem informantes, com antigos sendo caçados como marginais pela atual administração, a Instituição sendo dirigida por caguetas burocratas, que só sabem apontar o dedo e ficar arás de uma mesa!!!

Novo comandante do Comando de Policiamento do Interior (CPI-6): coronel Marcelo Afonso Prado 13

Sexta-feira, 3 de agosto de 2012 – 11h04

Entrevista

“Nossa tropa tem sido alvo de ataques e homicídios”

Michella Guijt

Durante quase 28 anos dedicados à Polícia Militar, o coronel Marcelo Afonso Prado trabalhou em todos os batalhões da região e passou pelo comando do policiamento das zona Sul e Central da Capital. O novo comandante do Comando de Policiamento do Interior (CPI-6), unidade responsável pela Baixada Santista e Vale do Ribeira, assume o posto ocupado, desde março de 2010, pelo coronel Sérgio Del Bel, que deixou a função para se aposentar.
Como o senhor classifica o seu retorno ao CPI-6, agora na função de comandante? Para mim é uma realização pessoal ser indicado pelo coronel Sergio Del Bel, figura pela qual estendo o meu agradecimento a todos os outros ex-comandantes, que tiveram importante papel na minha formação como PM e na evolução do policiamento da região.
Está assumindo a função antes ocupada pelo seu pai, o coronel PM Nelson Afonso Prado. Como se sente? Honrado e com uma enorme responsabilidade pela frente. Toda a minha formação foi aqui. Cheguei no CPI-6 em 1984, como aspirante a oficial. Passei pelos batalhões de Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, além de Guarujá, Bertioga e Cubatão.
Está no posto há uma semana. Já conseguiu levantar dados a respeito dos problemas relacionados à segurança na região e no Vale do Ribeira? Estive atuando na capital por 1 ano e 5 meses. Mas continuei morando em Santos e acompanhando tudo o que acontece na região. Neste primeiro momento, estou me inteirando mais a fundo das carências de cada cidade. Estou visitando cada batalhão para ter este retorno dos respectivos comandos.
Como pretender utilizar na região sua experiência na capital? Da melhor forma possível. Durante os cinco meses que comandei o policiamento na região central estive à frente de ações de grande repercussão, como a Marcha da Maconha. Neste evento, trouxemos a participação de um promotor público. Foi muito positivo porque, além de fiscalizar as nossas ações, ele pôde orientar os manifestantes sobre o que era permitido na manifestação. O resultado foi muito bom.
Também esteve à frente da desocupação da cracolância, na Capital. Como foi esta experiência? Não participei do início da operação porque coincidiu com o comando do policiamento na Zona Sul. Quando assumi o comando da Zona Central dei continuidade ao apoio policial para o programa, cujo resultado foi positivo. Antes, a área era ocupada por 900 dependentes químicos. Conseguimos reduzir este número para 300 usuários de crack.

Marcelo Afonso Prado assumiu o posto ocupado pelo coronel Sérgio Del Bel

Já definiu algumas ações que serão adotadas na área do CPI-6? Já. O APOIAR é uma delas. Precisamos enxergar o que está em deformidade para aplicar a correção. Minha missão é facilitar o trabalho da tropa. Se o PM não estiver treinado e motivado para servir à população, não conseguiremos atingir nosso objetivo. Temos que valorizar o nosso efetivo neste momento difícil.
O senhor se refere à morte de civis durante ações policiais? Sim. Vamos aplicar outras ferramentas de qualidade, como o APOIAR. É um momento de crise que requer a busca de um diagnóstico completo do problema para traçar as intervenções necessárias.
Este mapeamento também abrange os focos da violência? Certamente. Vamos organizar operações policiais para combater o crime organizado na região. A meta será sufocar a logística dos criminosos, assim como os pontos de venda de drogas e de armas.
Haverá ações focadas no enfrentamento entre o crime organizado e a Polícia?

Sim.

Nossa tropa tem sido alvo de ataques e homicídios. A Corregedoria da Polícia Militar está quadruplicando seu quadro de policiais voltados à investigação destas ações. A meta é se antecipar aos ataques a PMs, identificar os criminosos e efetuar as prisões o mais rápido possível. E a região coberta pelo CPI-6 sentirá os reflexos positivos desta estratégia.

Exército planeja golpe de estado para conter a criminalidade no Brasil 58

Desabafo do Delegado

Caros Colegas;

Se em qualquer cidade americana os índices de criminalidade atingissem os niveis  de São Paulo (Capital, nem vamos falar do interior) estariam discutindo o impeachment do prefeito e a Guarda Nacional já teria sido acionada.
Se em qualquer pais europeu bandidos estivesse matando policiais como moscas, fazendo arrastões em restaurantes e roubando mais de mil carros por mês o presidente estaria se explicando e os responsaveis pela segurança estariam demitidos a muito tempo.
Se nos paises da América Latina o crime já fosse uma carreira e as prisões fossem “faculdades”, a sensação de insegurança da população fosse total, os pequenos delitos fossem ignorados, um grupo de marginais dominassem as cadeias e se denominassem “um partido”, o exército estaria planejando um golpe de estado.
Se em qualquer lugar do mundo os chefes da segurança viessem a público falando boçalidades, mentindo e menosprezando a inteligência média da população, seriam exonerados de suas funções e execrados pela opinião pública.
Pois meus amigos, tudo isso acontece em São Paulo e o responsavel por todo esse caos é prestigiado pelo governador, elogiado pela Revista Veja e mantido no cargo, inobstante ter demonstrado toda sua incompetência, prepotência e incapacidade para garantir a segurança da população.
Já passou da hora do senhor governador explicar porque o mantem no cargo.
Desculpem o desabafo.