PCC – Cada PM morto custa R$ 600 42

COBERTURA ESPECIAL-         Especial MOUT- Segurança

11 de Novembro, 2012 – 12:44 ( Brasília )

PCC – Cada PM morto R$ 600


Assassinato de policial militar custa R$ 600 na maior cidade do país Investigações apontam que grande parte das mortes é encomenda do Primeiro Comando da Capital – PCC. Foto – ZH

Humberto Trezzi | São Paulo

Policiais paulistas estão sendo assassinados por quantias ínfimas. Meros R$ 600 ou R$ 850, devidos por alguma quadrilha ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminal dos presídios brasileiros. Isso não é teoria, mas realidade, comprovada em investigações.
A possibilidade de que dívidas na compra de drogas ou armas sejam anistiadas pela facção, mediante o assassinato de policiais, foi flagrada por promotores de Justiça do Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Em telefonemas desde uma penitenciária do oeste daquele Estado, grampeado pelo Ministério Público, bandidos lembram a quadrilheiros a necessidade de pagar a mensalidade do Partido do Crime (como é chamado o PCC). Uma das formas, para os que estão na rua, é matar policiais.
É por isso que drogados em dívida podem estar por trás da onda de assassinatos que já ceifou a vida de 90 PMs, três agentes penitenciários e dois policiais civis este ano. Grande parte das mortes é encomenda do PCC, apontam investigações.
Um dos que ordenaram a morte de seis policiais militares é Roberto Soriano, o Betinho Tiriça, que passou a outros presidiários bilhetes encomendando o assassinato de integrantes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a tropa de elite da PM paulista.
Tiriça, que está trancafiado em cela isolada em Presidente Bernardes, em presídio a mais de 600 quilômetros da capital paulista, quer vingança por duas matanças cometidas por policiais da Rota este ano. A primeira, em agosto, quando seis assaltantes foram metralhados ao tentarem explodir caixas-eletrônicos em um supermercado. A outra, em setembro, quando a tropa de elite matou nove criminosos que se preparavam para “julgar” um suspeito de estupro, em Várzea Paulista (Grande São Paulo).
A grande prova material contra os atentados praticados pelo PCC veio em 30 de outubro, quando a PM localizou o que chamou de “central de espionagem” do Partido do Crime em Paraisópolis, uma das maiores favelas paulistanas. Foi localizada uma mala com anotações feitas pelo bando de Francisco Antônio Cesário da Silva, o Piauí, um dos líderes do PCC. Ela estava recheada com cadernos nos quais havia nomes, endereços e hábitos de policiais civis e militares.
Ficou comprovado, pelos manuscritos, que os policiais eram seguidos por criminosos, que sabiam o percurso dos agentes e até seus hábitos, como jogo de futebol e sinuca. A motivação para os assassinatos é diversificada. Alguns policiais seriam eliminados por atrapalhar, no serviço, ações do PCC. Outros, por estarem envolvidos na morte de integrantes da facção. E, conforme investigações, alguns por cobrarem suborno em área controlada pelo Partido do Crime. Um quarto grupo é composto de policiais de rua, que seriam eliminados por serem alvos fáceis e como retaliação, aleatória, contra outros agentes que prejudicaram o PCC.
A apreensão da lista só aconteceu porque a comunidade foi tomada pelos policiais militares, num cerco denominado Operação Saturação. Ela ocorre em quatro regiões da periferia da Capital e Grande São Paulo.
Numa tentativa de neutralizar as ameaças, o governo estadual e o governo federal combinaram o isolamento de Piauí. Ele foi transferido de Avaré (SP) para a Penitenciária Federal de Porto Velho (Rondônia).
ENTREVISTA: Sargento jurado de morte pelo PCC
Sargento com 36 anos de serviço, Schmidt (foto, no detalhe) é um dos 40 policiais militares jurados de morte pelo PCC. Sua rotina estava descrita em minúcias nos manuscritos apreendidos num QG da facção, na favela de Paraisópolis. Acompanhe entrevista exclusiva a ZH:
Zero Hora — Como o senhor recebeu a notícia de que está marcado para morrer?
Sargento Schmidt – Cara… nunca fui de ter medo. Convivi no meu bairro com os “malas” (assaltantes), eles na deles, eu na minha. Agora, os noias (viciados) que devem para o Partido (PCC) devem ter entregue minha rotina. Alguma dívida, que tem de ser paga com sangue. Meu sangue, veja só. Logo eu, que ando na linha. Tem muito policial sem-vergonha, mas eu não sou. Nunca me corrompi. Vou pagar? É injusto.
ZH — O que mudou na sua rotina?
Schmidt – Tudo. Ando com escolta permanente, não uso farda — eu era do policiamento de rua —, a arma disfarçada nas costas. Minha mulher, filha e neta se mudaram para fora da cidade. A gente vivia numa casa avaliada em R$ 250 mil. Quero vender, mas agora se espalhou que estou precisando e aí não oferecem nem R$ 100 mil. Tá difícil, cara (o sargento começa a chorar, esconde o rosto com as mãos).
ZH — O seu irmão, que está aqui, também é PM. O que vocês farão?
Schmidt –
Ele era PM, agora tá no comércio. Eu dependo de ajuda do comando.
Irmão de Schmidt – Ele, não sei, porque o comando vai ajudar. Eu vou sair fora da cidade. Esperar que me achem?

http://www.defesanet.com.br/mout/noticia/8534/PCC—Cada-PM-morto-R$-600

“Nosso ‘turnover’” – Comandante Geral da PM é outro empulhador como o DGP , só que metido a falar como “CEO” de multinacional 45

11/11/2012-06h29

Pedido de demissão na PM é o maior em 12 anos

AFONSO BENITES ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO

a foi dedicada à Polícia Militar. Acordava cedo, vestia sua farda, botava a arma no coldre, fazia uma oração ao lado da mulher e ia para o batalhão na Grande São Paulo.

Neste ano, estava trabalhando em Guarulhos, cidade onde dois PMs foram assassinados na mais recente onda de violência. Em todo o Estado, ao menos 92 policiais foram mortos em 2012.

Foi exatamente por conta desses ataques que Gabriel, nome fictício, decidiu deixar a corporação. Disse que se cansou de ser alvo de ladrões.

“Você põe a ‘cara’ na mira do bandido e é chamado de violento. É hostilizado por quem você quer defender e o salário é uma piada”, disse.

Eduardo Knapp/Folhapress
Aryldo de Paulo, ex-policial, mostra bracal que usou na PM
Aryldo de Paulo, ex-policial, mostra bracal que usou na PM

E Gabriel, que agora é supervisor de uma empresa de segurança, não está sozinho. Dos últimos 12 anos, 2012 já é o recordista em número de PMs que pediram demissão. Foram 440 até outubro.

Nem no ano dos ataques da facção criminosa PCC, em 2006, houve tantos pedidos de exoneração. De janeiro a outubro daquele ano, 411 PMs saíram por vontade própria.

Entre eles estava o então cabo Aryldo de Paula, que foi da Rota e da Força Tática (tropas de elite da PM), e hoje é advogado de policiais.

“Vi que não tinha o apoio de ninguém. Corria o risco de morrer e era chamado de ‘coxinha’ por algumas pessoas. Se me envolvesse numa ocorrência de resistência seguida de morte, mesmo estando certo, não teria suporte. Por isso, pedi para sair”, disse.

Para cinco comandantes de batalhões da PM ouvidos pela reportagem, a violência é o principal fator que influencia na saída dos militares. Mas há outros dois que precisam ser levados em conta: o salário baixo (o piso salarial de um soldado é de R$ 2.378) e a distância dos policiais até suas casas.

Há casos em que o PM é lotado em cidades a mais de 500 quilômetros de casa.

Quando perguntado sobre se sabia por que este ano registrou um recorde no número de PMs que pediram demissão, o comandante da corporação, coronel Roberval Ferreira França, disse que era boato.

Ao ser confrontado com os números que foram informados pela própria PM por meio da Lei de Acesso à Informação, o coronel mudou o discurso e afirmou que os dados não o preocupam. “Nosso ‘turnover’ (rotatividade) é baixo. Temos quase 100 mil policiais e menos de 0,5% pediram exoneração. Isso é sempre reposto.”

Desde o ano 2000, cerca de mil pessoas ingressam na corporação por ano. Nessa média, estão inclusos os oficiais recém formados pela Academia Militar do Barro Branco.

Para o deputado Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da PM, o elevado número de pedidos de demissões demonstra que há muitas pessoas sem vocação na polícia.

“O salário é baixo, o risco é grande e, quando se põe na balança, alguns bons policiais saem para outras carreiras, como delegado federal ou agente rodoviário. Entre os que ficam, há aqueles que veem a polícia só como mais um emprego público”, disse.

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Assim fica difícil dar crédito aos responsáveis pela condução das forças policiais deste Estado.

Falta sinceridade, transparência e, sobretudo,  humildade ao prestar informações.

Ah, e como militar tem a obrigação de empregar o VERNÁCULO.

Não venha com estrangeirismos para enganar trouxa e mostrar falsa qualificação em gerenciamento (  a Ciência ).

O momento é grave!

O “turnover” no IML  é elevadíssimo.

– “Quem é a PM baleada?” – “A Martinha.” – “Como ela está?” – “Zerou…” 16

11/11/2012-07h00

PM morta na Brasilândia, Marta vendia lingerie para elevar renda

RICARDO GALLO DE SÃO PAULO

Nove morrem em mais uma noite violenta na Grande SP Morto na Brasilândia, Willian, 13, sonhava em abrir uma oficina

Naquela noite de sábado, 3 de novembro, corria entre PMs da zona norte de São Paulo a informação de que uma policial militar fora atacada. Ana (nome fictício), 35, apressou-se em ligar para o batalhão onde trabalhava, na mesma região, para saber se a vítima era alguma colega.

Era. Mas a colega não estava apenas baleada: “zerar”, na polícia, significa morte.

Marta Umbelina da Silva de Moraes, 44, a Martinha, doce, animada e de voz fina, foi a primeira mulher a morrer nos assassinatos em série de PMs na Grande São Paulo.

Adriano Vizoni/Folhapress
Ao centro, Matilde, mãe de Marta Umbelina da SIlva, na missa de 7º dia da PM
Ao centro, Matilde, mãe de Marta Umbelina da SIlva, na missa de 7º dia da PM

Levou ao menos dez tiros ao chegar em casa, na Vila Brasilândia, também zona norte, depois de ter ido buscar a filha caçula, de 11 anos.

Era dia de folga e ela havia saído do carro para ajudar a filha a abrir o portão. Um homem atirou nas suas costas e fugiu. A filha viu tudo. Martinha, que estava sem farda (como sempre fazia na folga, a despeito de toda a vizinhança saber que era PM), chegou ao pronto-socorro morta. Na porta do PS, policiais mulheres choravam com a notícia.

Para a família, ela não foi morta por ser a PM Martinha; foi morta porque era policial.

VAQUINHA NO ENTERRO

Na quarta anterior, Ana falara com a amiga pela última vez. Martinha havia ligado para lhe oferecer lingeries, modo de engordar o salário líquido de R$ 2.500.

A vida financeira, aliás, ia mal, asfixiada pelas prestações do carro e da casa, esta comprada na Brasilândia.

Ainda assim, pensava em erguer uma laje e ampliar a casa onde vivia com os três filhos (a caçula, um de 18 anos e a mais velha, de 21), com quem passava o tempo livre desde o divórcio, anos atrás.

Não foi pelo salário que Martinha entrou na PM, em 1996, após largar emprego de telefonista; usar a farda e ajudar a comunidade era um sonho de juventude, diz a filha mais velha. Não há PM na família.

Na polícia, uma ironia: em boa parte da vida, trabalhou para auxiliar e confortar familiares de PMs mortos, uma das tarefas no setor de relações-públicas. De dois anos para cá, cumpria função administrativa noutra área (na rua, atuava só em ações específicas).

Seu corpo ficou quatro horas no IML, à espera de liberação. Depois, os amigos chegaram a fazer uma vaquinha para ajudar no enterro -e se cotizarão para não deixar os três filhos desamparados.

Soldado (a mais baixa patente da PM), Martinha morreu sem alcançar o maior sonho: tornar-se sargento.

Colaborou ROGÉRIO PAGNAN

Basta de lenga-lenga! – Quedê as cópias dos ofícios com as transcrições dos dialogos interceptados?…( Conversa de maricão não vale ! ) 22

10/11/2012- 05h11

PF avisou governo de SP sobre ações do PCC

MARCO ANTÔNIO MARTINS
EM SÃO PAULO
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

A Polícia Federal avisou, em junho deste ano, o governo de São Paulo que a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) aumentaria os ataques a policiais.

As informações foram repassadas pela PF com base em interceptações telefônicas feitas, com autorização judicial, durante o monitoramento de criminosos.

Conforme a Folha revelou ontem, a PF flagrou alguns chefes do PCC coordenando o tráfico de drogas e de armas a partir da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, um presídio de segurança máxima do governo paulista.

Gravações foram feitas pelo menos desde fevereiro de 2011 e atingiram criminosos como Roberto Soriano, o Betinho Tiriça, e Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, apontados pela Promotoria como cabeças do PCC.

A Justiça determinou o envio de ambos para um presídio de segurança máxima. O pedido foi feito pelo Ministério Público utilizando material repassado pela PF.

A Promotoria, agora, quer a transferência de toda a cúpula da facção para presídios federais em outros Estados por acreditar que o governo paulista não consegue isolar os chefes do bando, como afirmava conseguir.

  Eduardo Anizelli/Folhapress  
Corpo de homem baleado na Cidade Dutra, na zona sul de SP
Corpo de homem baleado na Cidade Dutra, na zona sul de SP

DESDE 2007

As gravações com as informações sobre os planos do PCC de intensificar ataques contra policiais paulistas são dos primeiros dias de junho. A PF monitora, porém, a facção criminosa desde 2007.

Esse acompanhamento era feito por uma equipe de Brasília, comandada pelo delegado Roberto Troncon Filho. Hoje, ele é o superintendente da PF de São Paulo.

As informações, segundo os policias ouvidos pela reportagem, foram repassadas diretamente pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto. O secretário, no entanto, nega ter recebido essa informação.

Neste ano, 92 policiais militares foram mortos (incluindo PMs da ativa e os aposentados), a maior parte em ataques de criminosos. Até o começo de junho, quando foi feito o alerta da PF, 41 policiais haviam sido mortos.

Além da PF, a Folha apurou que a Polícia Civil também tinha informações, com base em grampos, de ordens de criminosos para matar PMs.

Nessas conversas, a ordem era para que os policiais fossem atacados perto de suas casas ou na saída de seu segundo emprego, o “bico”. Apenas três dos policiais mortos por criminosos neste ano estavam de serviço.

GOVERNO

A Secretaria de Administração Penitenciária diz que, de janeiro a agosto, apreendeu 12 celulares. Disse, ainda, que até a Promotoria já enviou ofício reconhecendo a “atuação firme” da pasta.

Colaborou AFONSO BENITES

Uma verdadeira aula…Para recordar os bons tempos de uma Polícia Civil que não existe mais 55

Enviado em 11/11/2012 as 2:41 – TIRA 13

Quando entrei na policia há uns vinte anos atrás, sem boi você ia pro plantãozão. Especializada, nem com corre você conseguia. Nos distritos tinha a chefia e plantão. A chefia todo dia chegava com cana, independente se ia ser no óleo ou na salada, a chefia trabalhava. O plantão, alem de cuidar de 300 presos, ainda tocava inquérito. Cinco equipes, não tinha essa frescura de hoje de tira fazer BO, ou só escrivão da chefia tocava inquérito. Autoridades que sabiam mandar e peitavam muitas situações, ate de corregedoria. Na quebrada, a malandragem morria de medo dos policiais ¨DA GARRA E DA GOE¨. DEPATRI, sempre tinha matéria na imprensa e não era essa de pegar punguista com tampinha na bolinha! Cana de ladrãozão mesmo! DENARC, sempre canas e canas de kilos! DHPP, vixi, era uma atrás da outra. Era jornalista, promotor e os cambau em cana em rede nacional! A carceragem piana senão era esculacho e sem visita de 15 a 30 dias. Você fazia remoção pro interior, naqueles opalões e veraneios. Quando aprontava alguma cagada, era ripado e esperava a recolha já com o xiszão nas costas e amargando um plantão no 54 ou 25 D.P. A bandidagem tremia só de ouvir que iriam ser ripados pra Itapecerica. Ladrão que pensava em crescer no sistema, tomava um pau e era ripado pros cafundeus dos Judas. O bico corria atrás do policia. Sempre tinha um pra fazer. Armas eram de sua propriedade e só as especializadas e delegados recebiam as 45. Mas o policial era repeitado.
Daí proibiram transferência de preso sem permissão judicial; tiraram as carceragens e explodiram o Carandiru, sendo que os presos foram transferidos bem longe de seus familiares que ao invés de lhe dar apoio todo final de semana, agora o fazem a cada tres ou seis meses e com busão do partido do crime. Acabaram com as carceragens dos distritos e surgiu os CDPs. Iniciou uma caça aos policiais que saiam da linha e dos interesses políticos do governo. Veio a greve, e piorou ainda mais. A PM partiu pra cima dos manifestantes que apesar de tomarem borrachada, obtiveram aumento inclusive aos policiais que contrariaram o movimento. Agora ate cheque sem fundo estaria dando punição. Demissões arbitrarias e abusivas, acompanhadas pelo jargão, se defende na justiça, que daqui a uns cinco anos você volta! Primeiro os delegados não deram muita importância, pois somente os operacionais estavam sendo submetidos a este tratamento, mas com o passar dos tempos, as autoridades entraram na fila! Já estava muitíssimo ruim, e veio o golpe de misericórdia.
Cria-se as centrais de flagrante! No primeiro momento tinha que dar certo! Campanha política do governo de melhora no atendimento! Corró em cima e atendimento ao cidadão de reclamações. Esvaziou-se as especializadas, e o GOE e GARA que segurou o choque, forma motivos de chacota e foram extintos inclusive com apoio dos próprios colegas. Pms com salários absurdamente maiores que os policiais civis. Sargento ganhando mais que delegado. Soldado ganhando mais que escrivão e tira. Daí como não tem funcionário, impetra-se ordem na justiça para os operacionais fazerem a vez dos escrivães. Nos distritos, não há mais as canas! Hoje a sociedade é enganada por duas folhas de papeis que acha que vai resolver seu problema. Acredita que esta segura, quando nem os policiais que são preparados estão logrando em manterem-se vivos. Hoje quem está na vez é a bandidagem! Culpa da policia? NÃO. Culpa dos corruptos? NÃO. Culpa do governo, ONG, direitos humanos, do poder judiciário, estes são os culpados! Bandido não fica nem um ano preso! Saídas temporárias, benefícios, e o pior, patrocínio político.
Agora cortaram na carne da PM, não tem mais hora aula e RETP e SEXTA PARTE turbinado, apesar de direito liquido e certo, ganho processual, tomaram invertida do governo, o mesmo que massacra a policiai civil agora vai pra cima dos militares. Ano que vem é o final da operação delegada, mais um tombo pros militares. E ainda querem que façamos as vezes deles( governo)? Que morramos para nossa família passar fome? Que trabalhamos ate que esse episodio acabe, pois o mauricinho quer dar um role a noite! O filhinho quer ter segurança pra balada, enquanto a periferia tem que ficar trancada, e muitas vezes nem isso resolve e pais choram a perda de seus filhos e filhas!
QUEM SABE AGORA, O POVO APRENDE A VOTAR! QUEM SABE AGORA O POLICIAL ACORDOU PRA REALIDADE!

PEQUENAS SOLUÇÕES PARA COMBATE AO CRIME 18

SOLUÇÕES A CURTO PRAZO

 

1.      Todas as praças PMs da Cias, deveriam ser subordinadas diretamente aos Delegados do DPs, inclusive extinção de todas forças especiais, “ROTA, CHOQUE, DHPP, GARRA ETC…” pois são os que realmente são operacionais darão conta do recado, cada um na sua área de atuação e dão a cara a tapa.

2.      Extinguir os cargos de Tenentes, Capitães, Major, Ten Coronel e Coronel PM, (PARA QUE SERVEM?)que são apenas administrativos e só servem para prender operacionais e mamar nas tetas dos políticos.

3.      Imaginem qual a economia do erário publico sem necessidade de pagar Oficiais da PM improdutivos.

4.      O Comando geral da Policia de São Paulo, tem que ser de um General do Exército, subordinado diretamente ao Exército Brasileiro e o cargo de Comandante Geral tem que ser uma indicação do próprio Comando do Exército.

5.      Acababar com demissões administrativas, hoje qualquer oficialzinho diz que vai te mandar para a rua e administrativamente ele consegue isto muito rápido, portanto o único que poderia excluir, demitir etc… um policial, deria apenas o juiz de direito e após transito julgado, nunca antes disto e apenas por vaidades pessoais de oficiais PM.

ESTES SÃO OS PRIMEIROS PASSOS PARA SE COMBATER O CRIME EM SÃO PAULO

 FERNANDO DOS SANTOS SILVA

Geraldo Alckimin é um grande estrategista: quer que o PCC perceba que a guerra com a polícia prejudica a venda de drogas…( Governador, o comércio de drogas continua normal em todo o seu território…Não se preocupe que o monopólio da cocaína e da maconha não é da facção ) 21

Alckmin defende que tem como prioridade conter a crise em São Paulo. A estratégia é que o Primeiro Comando da Capital (PCC) perceba que a guerra com a polícia prejudica a venda de drogas.

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 Não haverá crise de abastecimento!

RETALIAÇÃO PODE TOMAR RUMOS IMENSURÁVEIS: Advogada acusada de ligação com PCC é executada em SP 31

Advogada acusada de ligação com PCC é executada em SP

TERRA     10/11/2012 14h47
foto
Foto: Reprodução/Facebook
Priscilla estava sentada na traseira de sua caminhonete no momento do crime

Uma advogada de 35 anos foi assassinada a tiros na madrugada deste sábado, enquanto conversava com amigos no pátio de um posto de combustível, na cidade de Araçatuba, a 530 km de São Paulo. Priscilla Soraia Dib, que atuava na área criminal, chegou a ser presa em 2011 e respondia a processo por formação de quadrilha e por passar informações privilegiadas para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

O crime aconteceu por volta da 1h30, quando Priscilla estava sentada na traseira de sua caminhonete, uma Hilux, quando dois homens chegaram de moto e um deles desceu atirando com uma pistola 380. Segundo a Polícia, trata-se de execução. No momento dos tiros, dezenas de jovens estavam reunidos no pátio do posto Malibu, no cruzamento das avenidas Marcílio Dias e João Arruda Brasil, quando a moto estacionou com a dupla. Ao ouvir os disparos, os jovens iniciaram uma correria, tentando se proteger dos tiros. A Priscilla foi atingida no rosto, na nuca, no peito, nas pernas e nádegas, informou um dos PMs que participaram da ocorrência.

O serviço do Copom da Polícia Militar foi acionado, mas quando os PMs chegaram no local, a advogada já estava morta, caída na carroceria da caminhonete. A polícia ainda não identificou os autores do assassinato, que fugiram na moto após o crime. Testemunhas disseram que Priscila conversava com conhecidos quando foi surpreendida pelos criminosos. A polícia já ouviu testemunhas para tentar identificar os autores da execução.

A advogada foi presa em setembro de 2011, na operação Anaconda, realizada em conjunto entre os promotores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e polícias Civil e Militar. Ela ficou presa preventivamente até novembro daquele ano, quando foi libertada, mas ainda respondia processo em liberdade. Priscilla deixa uma filha pequena.

Dr. Forrest Gump – 50 minutos de basofaria, ventriloquia, auto-elogio, bajulação servil ao militarismo, culto ao idiotismo na Acadepol, desconhecimento de fundamentos da legislação penal e do ECA e manifesto desprezo – segundo sua visão de OPERACIONAL – aos DELEGADOS e policiais civis plantonistas 44

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Autocrítica: A PM dizia que eu era o único que fazia local de crime, por isso logo fui convidado para o DHPP. Depois fui para a Corregedoria. Salvei muitas vidas na DAS.  Sempre fui operacional. Como sempre esteve na linha de frente irá se aposentar após deixar a DGP, pois o trabalho “operacional” é mais desgastante (do que ser maçaneta). É o último cargo que ocupará na Polícia Civil.

Aos 35 minutos – diz para estenderem tapete vermelho para Sargento.
Tá certo!
Esse Senhor não sabe o que é ser plantonista; não sabe os sofrimentos e humilhações suportadas por policiais plantonistas.
Vá puxar o saco da PM na casa do cacete!
Tá pensando que todo PM é educado?
E como é que os “colegas da casa” apresentam ocorrências ao plantão?
Com educação?
Nunca!
Quase sempre impondo!
Tem guarnição e equipe que inicia o desrespeito aos plantonistas fechando as portas das viaturas na porrada.
É o chegamos. Depois vem a pancadaria dentro da Delegacia; antigamente até da sala do telex queriam tomar conta.
Nenhum plantonista fica na bronca com flagrante de três homicidas; a bronca sempre foi de flagrante, as 4h00 da manhã , do antigo artigo 16 pra fazer produção.
Era de foder!
Tanto PM , como Garra e Ronda de Distrito necessitada de produção.

Quem carregava a Polícia Civil era o plantonista.  A única coisa que ainda funcionava nesse órgão  era o plantão policial com 5 equipes estruturadas.

E não é essa Central de Flagrante privativa pra PM , viu ?

 

Marcos Carneiro de Lima não pode pagar por um Antonio Claudio Mariz de Oliveira – “Trabalho honestamente e vivo do meu salário. Não tenho dinheiro para pagar advogado.” …( Idem ! ) 41

‘Entrego o cargo, se for notificado’, diz delegado-geral

09 de novembro de 2012 | 2h 06
O Estado de S.Paulo

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, disse ontem que, caso seja notificado pelo Ministério Público Estadual (MPE) em uma ação de improbidade administrativa, entregará o cargo.

“Trabalho honestamente e vivo do meu salário. Não tenho dinheiro para pagar advogado.”

Ele criticou o que chamou de “ditadura do Ministério Público”, formada por “donos da verdade”.

 

O delegado-geral disse também ter explicado ao MP que já estava iniciando o processo de licitação. “Era um problema de décadas. Nós estamos resolvendo e somos processados?” E acrescentou que foram enviados ofícios aos promotores.

Pela licitação, três novas áreas seriam adquiridas para pátios e outra para leiloar os carros atuais. O delegado Carlos José Paschoal de Toledo, diretor do Departamento de Polícia Judiciária, explicou a demora. “Contrataremos vigilância, remoção, fotografia e registro dos carros. Isso não ocorre da noite para o dia.” / BRUNO PAES MANSO

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Bem feito!

Injustiça igual para todos.

Assim sente um pouco do quanto faz doer a arbitrariedade.

E não adianta ficar gritando pela imprensa, viu!

Defesa se faz no Fórum…Hehe!!!!

Contrata logo um bom advogado.

Se não tem dinheiro, pede ao  chefe geral da DGP pra arrumar.

Também pode fazer o seguinte: o Conselho se cotiza e paga a despesa como já fez noutras oportunidades.

Por fim, Delegados , também , se julgam donos da verdade quando o assunto é prejudicar levianamente desafetos, subalternos dissidentes e hipossuficientes em geral.   

Preleção de oficial para a tropa: “só estão morrendo policiais envolvidos com bandidos”… ( Comandante Geral – conforme denunciamos aqui no meado do ano – defeca e tenta inocular tal mentira por meio da imprensa ) 26

Comando da PM diz que as mortes não são honrosas

O PCC mata o seu corpo, o Comando mata a sua honra )

‘Quem puxou o gatilho foi o estado’, diz viúva de PM assassinado

Cabo foi morto no dia 2 deste mês em São Bernardo do Campo.

Nenhum acusado foi preso até o momento.

Do G1 Santos

188 comentários

A viúva do cabo Marco Pilatti, morto há uma semana em São Bernardo do Campo, concedeu entrevista à TV Tribuna nesta sexta-feira (9). Alice Pilatti falou sobre o caso e disse  que quem puxou o gatilho foi o estado. Na última sexta-feira (9), foi realizada a missa de 7º dia do cabo Marco Pilatti, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O policial militar  estava há 22 anos na corporação.

De acordo com a investigação da Polícia, o cabo foi assassinado por bandidos que tentaram roubar a moto dele. A câmera de segurança de uma empresa registrou a perseguição ao policial e a fuga dos assassinos. Mas a revolta da viúva Alice Pilatti e da filha, de 20 anos, Daniela Pilatti, não é contra os criminosos. “A polícia não tem culpa do que aconteceu, a culpa é do governo, quem puxou o gatilho não foi o bandido, foi o estado. Eu acho que o governo tem a possibilidade de fazer algo melhor por essas pessoas, que são carentes e estão ali necessitando. Eu não tenho medo do bandido, eu tenho medo do sistema, tenho medo do governo”, diz Alice Pilatti.

O cabo Pilatti trabalhou durante 22 anos na polícia. Alice conta que o marido amava a profissão, e que nunca precisou matar um bandido. Usava a farda para tentar resgatar vidas. “Ele dizia que a polícia não foi feita para matar, ele dizia que a polícia foi feita para resgatar vida, essa era a missão dele. E o modo de ele protestar contra esse sistema era fazer essa parte social que ele fazia, conversando com os adolescentes. Ele dava aula em uma instituição de jiu jitsu, que ele adorava”, afirma a viúva.

Alice contou também que no dia 1º de novembro, um dia antes da morte do marido, houve uma reunião do comando da Polícia Militar com a corporação, para falar sobre os atentados contra policiais. Ela contou que o marido voltou pra casa chateado com o que ouviu nesse encontro.

“Eles tiveram uma reunião no batalhão e disseram que só estavam morrendo policiais envolvidos com bandidos.

Quando ele chegou em casa a noite e conversou comigo, ele falou assim:

Sabe, não está morrendo só polícia envolvido com crime, está morrendo muito policial honesto e muitos deles eram meus amigos, não procede isso.

Eu vi a lágrima pela primeira vez caindo dos olhos do meu marido, eu posso garantir que meu marido não estava envolvido com nenhum crime.

Porque se ele estivesse envolvido com algum crime, eu não estaria aqui hoje. Eu estaria com medo de sair na rua, estaria com medo de ficar na minha casa, não estaria dando a minha cara a tapa”, afirma Alice.

A filha Daniella Pilatti só tem boas lembranças do pai,e falar sobre ele ainda é muito difícil para a jovem. “Meu pai era um defensor da vida, não podia ouvir alguém falar em pena de morte que logo se opunha, esse foi o maior legado que ele me deixou. Tanto que ao longo de 22 anos, mesmo acompanhado de uma arma e uma farda, nunca se prevaleceu disso, sua maior arma foi os seus princípios, principalmente de amor ao próximo. Só espero que ninguém mais pague o preço que eu e minha família pagamos”, diz Daniella.

A Secretaria de Segurança Pública informou que lamenta a morte do cabo Pilatti e que o caso está sendo devidamente investigado. Diz ainda que tanto a Polícia Civil como a Polícia Militar estão trabalhando intensamente para apurar e esclarecer os homicídios de civis e policiais no estado. Segundo a secretaria, um exemplo disso é que até o momento, 170 suspeitos de ataques a policiais já foram identificados e destes, 132 estão presos.

https://flitparalisante.wordpress.com/2012/06/23/nao-vale-a-pena-morrer-pela-pm-a-pm-nao-e-mae-a-pm-e-madrasta-e-puta/

Caso da ação da Rota – quase abafado por ordens de Ferreira Pinto – que matou seis foi o estopim para desencadear essa onda de violência”, diz o promotor Marcelo Alexandre Oliveira 22

10/11/2012 15h41– Atualizado em                  10/11/2012 15h41

Ação da PM em maio gerou onda de crimes em SP, apontam investigações

Três policiais da Rota foram presos por suspeita de execução em julho. Facção criminosa divulgou carta em agosto com ordens para matar agentes.

Kleber Tomaz e Paulo Toledo PizaDo G1 São Paulo

Policial fiscaliza morador durante operação na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. (Foto: Nacho Doce/Reuters)Policial aborda morador durante operação na favela de Paraisópolis, na Zona Sul. (Foto: Nacho Doce/Reuters)

Investigações do Ministério Público indicam que a causa da atual onda de violência na região metropolitana de São Paulo foi desencadeada por uma operação da Rota, a tropa de elite da Polícia Militar. Em 28 de maio, policiais da Rota mataram seis suspeitos de pertencerem a uma facção que se reuniam no estacionamento de um bar na favela Tiquatira, na região da Penha, Zona Leste. Em junho, como represália, 11 policiais foram assassinados, quase o dobro do mês anterior (em todo estado, foram registrados 92 homicídios dolosos a mais).

Entre a noite de sexta (9) e a madrugada de sábado, foram sete mortes registradas e um ônibus incendiado (veja no vídeo acima e leia reportagem).

Mortos em São Paulo em 2012
MÊS ESTADO CAPITAL
Janeiro 386 92
Fevereiro 347 83
Março 410 99
Abril 393 106
Maio 342 108
Junho 434 134
Julho 379 102
Agosto 418 114
Setembro 428 144
Fonte: Secretaria da Segurança Pública (SSP)

Segundo a PM, naquela noite de maio os criminosos, que planejavam a libertação de um comparsa preso, foram surpreendidos pela Rota e reagiram à abordagem. Todos os seis morreram na troca de tiros. Para a facção que atua dentro e fora dos presídios paulistas, porém, a operação policial foi “covarde”.

(A tabela ao lado mostra que o número de homicídios cresceu na capital. Abaixo, números indicam alta no número de políciais assassinados.)

Uma testemunha denunciou que os policiais levaram um dos suspeitos até a Rodovia Ayrton Senna e o executaram lá. Essa denúncia levou três agentes da Rota ao Presídio Romão Gomes, que abriga PMs envolvidos em crimes.

Para promotores ouvidos pelo G1, essa ação foi o estopim para criminosos da facção, em busca de vingança, passarem a executar policiais militares. “Esse caso da ação da Rota que matou seis foi o estopim para desencadear essa onda de violência”, disse o promotor Marcelo Alexandre Oliveira.

A Polícia Civil e a PM, por meio de sua Corregedoria, além da Ouvidoria das Polícias, através de denúncias anônimas, também apuram essa suspeita. Luiz Gonzaga Dantas, ouvidor das Polícias, que monitora a atividade e letalidade policial, afirma que o órgão investiga a relação entre policiais e a onda de violência. “Após aquelas mortes houve esse revide e chamamento do crime organizado. A PM também estaria revidando e fazendo ações de vingança”, disse.

Policiais mortos em 2012
Janeiro 6
Fevereiro 6
Março 4
Abril 7
Maio 6
Junho 11
Julho 9
Agosto 7
Setembro 12
Outubro 12
Novembro 10
TOTAL 90

Dados dos índices de criminalidade divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo mostram que houve aumento no número de homicídios dolosos no estado e na capital após a ação da Rota em 28 de maio. Junho teve 92 assassinatos a mais registrados no estado do que maio.

Na capital o acréscimo foi de 26 mortos. A partir daquele período, 43 ônibus foram atacados na cidade e na região metropolitana, sendo 38 deles incendiados. Desde então, ocorreram mais de 15 ataques a bases e carros policiais.

Dos 90 PMs mortos desde o início do ano até novembro, 62 foram assassinados depois do ocorrido na Zona Leste.

Segundo interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, a informação da execução de um suspeito revoltou a facção. Em 8 de agosto, as lideranças resolveram intensificar a resposta nas ruas contra a ação da Rota e ordenaram os assassinatos de PMs. O “salve geral”, como é chamada a ordem enviada pelos criminosos, determinava a morte de dois policiais militares para cada integrante da facção que fosse morto.

As execuções passaram a ser feitas por criminosos que não conseguem pagar a mensalidade da facção. “Até nossas avós sabem: violência gera violência. Essas ações da PM que resultaram em mortes de bandidos acabaram contribuindo para que essa facção ordenasse a vingança”, disse o promotor Marcelo Alexandre Oliveira, que atua em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Marcelo Oliveira é responsável por apurar a morte do policial militar Ismael Alves dos Santos, em 5 de setembro, por criminosos ligados à facção. Um dos executores chegou a ser morto posteriormente. Há suspeitas do envolvimento de policiais militares nesse último assassinato. “Mata de um lado há revide do outro”, comentou.

Morte de policiais: 48 execuções De acordo com a estatística da PM, após a ação da Rota que matou seis, o mês seguinte teve um pico de assassinatos de policiais militares: foram 11  mortos em junho contra seis em maio.

Dos 90 PMs mortos de janeiro até novembro, cerca de 70 deles estavam de folga e sem farda. Do total de assassinados, 18 eram aposentados e 72 estavam na ativa. De acordo com a corporação, 48 das mortes têm características de execuções.

Em meio a esse fogo cruzado envolvendo motociclistas atirando em pessoas em pontos de tráfico de drogas e criminosos disparando em PMs de folga, famílias de ambos os lados acabaram destruídas. Um dos últimos casos a ganhar destaque na mídia foi da policial militar Marta Umbelina da Silva. Em trajes civis, ela foi executada na garagem da sua casa, na Vila Brasilândia, Zona Norte. Sua filha de 11 anos a acompanhava e presenciou a mãe ser morta.

A corporação reagiu, com aumento de efetivo e criação de operações, como a Saturação, em favelas e bairros violentos onde o crime tem influência, como Paraisópolis e Vila Brasilândia. Ao todo, 129 suspeitos de participarem de ataques contra PMs foram presos. Outros 20 foram mortos em tiroteios e mais 20 são procurados.

Motivações das mortes de PMs
Execução 48
Passional 3
Reação a roubo 32
A esclarecer 1
Desentendimento 3
Confronto em serviço 3
Fonte: Polícia Militar

A violência também fez com que os governos estadual e federal deixassem de lado suas diferenças (evidenciadas após atrito entre o secretário da Segurança Antonio Ferreira Pinto e o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo) e firmassem acordo para criar uma central integrada de inteligência contra o crime organizado.

Em encontro entre representantes da União e do Estado, na sede do governo paulista, foi determinada a transferência de integrantes da facção que ordenou ataques contra policiais para presídios federais e para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

O primeiro preso a sentir na pele essa decisão foi Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí. Acusado de ser o mandante da morte de PMs em São Paulo, ele foi levado da Penitenciária Estadual de Avaré, no interior paulista, para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Chefe do tráfico de drogas na Favela de Paraisópolis, ele é apontado como autor de uma lista com nomes de policiais marcados para morrer. No papel, apreendido pela PM, havia endereços de policiais, características físicas e locais onde frequentam.

Agentes penitenciários ouvidos pela reportagem temem que a transferência de chefes da facção para outras unidades provoque a ira dos presos. Há temor de novos ataques a agentes e rebeliões nas penitenciárias paulistas.

Em julho, tive acesso a documentos com ordens para matar PMs e os encaminhei para o sistema de inteligência das forças de segurança do Estado de São Paulo prontamente. Essas ordens foram determinadas depois da morte dos seis suspeitos pela Rota”
Olímpio Gomes, deputado estadual pelo PDT

Estatuto O plano da facção de atacar PMs já vinha sendo fomentado desde o final do ano passado. À época, o estatuto que norteia a ação dos integrantes da quadrilha recebeu dois novos artigos, passando de 16 para 18. O último item termina com uma frase que, meses depois, sairia do papel e ganharia as ruas: “Vida se paga com vida, e sangue se paga com sangue”.
Segundo o deputado estadual Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da Polícia Militar, o governo já havia sido avisado dos ataques. “Em julho, tive acesso a documentos com ordens para matar PMs e os encaminhei para o sistema de inteligência das forças de segurança do Estado de São Paulo prontamente”, disse ao G1 o deputado. “Essas ordens foram determinadas depois da morte dos seis suspeitos pela Rota.”
O delegado-geral da Polícia Civil paulista, Marcos Carneiro Lima, diz que constatou a existência desses assassinatos encomendados. “Essa articulação covarde do crime organizado está querendo compensar eventuais mortes de criminosos em atitudes suspeitas pela polícia. É uma das teorias que a polícia está trabalhando, mas terá de apresentar provas.”

Essa articulação covarde do crime organizado está querendo compensar eventuais mortes de criminosos em atitudes suspeitas pela polícia.”
Marcos Carneiro Lima, delegado-geral de polícia

Apesar disso, somente na semana passada o governador Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou que criminosos haviam ordenado a morte de PMs. O coronel da Polícia Militar Marcos Roberto Chaves, comandante do policiamento da capital, que participa das operações para combater a onda de violência, afirmou que a PM está desarticulando o grupo criminoso. “Independente deles [bandidos] entenderam se a morte do colega deles foi injusta, não cabe a eles praticarem outros crimes”, disse.
Uma das ferramentas usadas pelas forças de segurança para tentar inibir as ações da facção é o uso de grampos telefônicos. As interceptações estariam sendo feitas pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), por autorizações da Justiça e acompanhas por promotores. Em seguida, as informações do que os criminosos conversam por telefone dentro e fora das cadeias são passadas para a Polícia Civil e para a PM.

Luiz Gonzaga Dantas, ouvidor das Polícias, confirmou que o órgão também notou que as ordens para matar PMs começaram após a ação da Rota. “Todos policiais têm um limite e esse limite é a própria lei. Tivemos informações das investigações policiais de que essas mortes também são decorrentes de acerto de contas entre grupos organizados fora da lei. E não descartaram policiais aproveitando esse momento se infiltrando e fazendo justiciamento por conta própria”,disse.

A PM também estaria revidando e fazendo ações de vingança. (…) E não descartaram policiais aproveitando esse momento se infiltrando e fazendo justiciamento por conta própria”
Luiz Gonzaga Dantas, ouvidor das Polícias

Para o advogado Ariel de Castro Alves, especialista em direitos humanos e segurança pública, a política de Ferreira Pinto está privilegiando a PM e tirando da Polícia Civil o poder de investigação. “Parece que a Polícia Civil está colocada de lado atualmente e a Polícia Militar que passou a fazer o trabalho de inteligência e de investigação. Será que o governo não confia na sua Polícia Civil?”, indagou o advogado.
O delegado-geral Marcos Lima discorda de quem diga que a Polícia Civil está sem poder de investigação. “A Polícia Civil e a Polícia Militar estão trocando informações de inteligência. Existe uma integração muito maior entre as duas polícias”.
O mesmo discurso do delegado-geral foi usado pelo coronel Marcos Chaves para defender o trabalho das duas polícias. “Temos informações da Polícia Civil também. Ela tem autorização para escutas e as passa para a PM”, disse o oficial, que, no entanto, admitiu que, em alguns casos, a Polícia Militar também tem autonomia para trabalhar com escutas telefônicas. “A PM trabalha na parte de planejamento, entre aspas, chamamos de ‘investigação’, para ver a situação criminosa num lugar específico.”

O coronel ressalta a importância das escutas para a PM também. “Mas lembro que ela só é autorizada judicialmente. Eu sou favorável e não concordo com quem diga que a PM esteja sendo favorecida. Percebo que tenta se criar animosidade entre as duas polícias. Isso não é verdade.”

BOI DE PIRANHA ou BODE EXPIATÓRIO? – DHPP “autua” PM em flagrante sem a certeza visual dos fatos; com fundamento em depoimento de testemunha “anônima” e “voz de prisão” após a apresentação espontânea do suspeito 27

PM é preso após matar ocupantes de carro na zona leste de SP

10 de novembro de 2012 02h21 atualizado às 09h50

A policial militar matou os dois ocupantes do carro em uma rua da zona leste. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressA policial militar matou os dois ocupantes do carro em uma rua da zona leste Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

Um policial militar foi preso na madrugada deste sábado após matar dois homens dentro de um carro, na rua Gaia, em São Mateus, na zona leste de São Paulo. Segundo as primeiras informações, o PM de folga teria reagido a uma tentativa de homicídio quando passava pela rua, acompanhado da mulher e dos filhos. Na versão do militar, o carro teria fechado o seu veículo e, ao notar que os supostos criminosos iriam atirar, ele teria reagido. Os dois homens foram encaminhados para o Pronto-Socorro de Sapopemba, mas acabaram morrendo.

Mais tarde, após a perícia da Polícia Civil, a versão do PM foi contestada e ele foi levado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e autuado em flagrante por duplo homicídio doloso, quando há intenção de matar. A polícia agora tentará descobrir a origem da arma de brinquedo encontrada com os dois rapazes mortos e quem recolheu as cápsulas do local do crime. Segundo o DHPP, o policial deverá ser transferido para o presídio da Polícia Militar Romão Gomes, localizado na zona norte da capital paulista.

Onda de violência Desde o início do ano, ao menos 90 policiais foram assassinados no Estado. Desse total, 18 eram aposentados e três estavam em serviço. Além disso, o Estado continua a enfrentar um grande índice de violência. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, só na capital houve um crescimento de 102,82% no número de pessoas vítimas de homicídio no mês de setembro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o Estado, a alta foi de 26,71% no mesmo período.

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O PM até pode ter agido com dolo.

Mas  – segundo narra a notícia – inexistiu flagrância delitiva conforme os termos da legislação.

O jeito Tucano de ser e administrar a Secretaria de Segurança Pública: “bater carteira e gritar pega ladrão”! 12

Enviado em 10/11/2012 as 15:24 – ARMANDO ARAPUCA JÁ PEGAMOS UM TUCANO

O Secretário de segurança pública do estado de São Paulo Antonio Ferreira Pinto  ficou somente  no discuso de combate a corrupção e, conseguiu enganar a sociedade por muito tempo, pois dela ele também faz parte, creio que é o maior interessado. O Estado de São Paulo é o reduto do pcc, onde comercializa-se  de A a Z produtos ilícitos sem o menor incomodo para os receptadores. Como um sujeito pode intitular combatente a corrupção onde os negócios ilícitos se expandiram voluptuosamente em sua gestão ? Esse modelo 171 de administrar está levando o PSDB para a falência na credibilidade política aqui no estado de SP. Lembro-me bem do Serra em discurso nessa última eleição, ele dizia o seguinte na tentativa de enganar o povo querendo trocar de lugar ” o sujeito bate carteira e grita pega ladrão”. Esse tipo de discurso nós já estamos cansados de ouvir, sabemos perfeitamente quem são os  batedores de carteiras,  isso vai custar caro para o PSDB paulista em 2014, o povo sabe quem são os culpados dos índices alarmantes das mortes no Estado de São Paulo e a falta de Segurança Pública de modo geral, falta de atendimentos hospitalares, falta de educação pública de qualidade , estradas cheias de pedágios  etc . Por ironia do destino, apenas no contexto políticos partidário, pois sangue derramado nas ruas não tem motivo que justifique, o feitiço esta virando contra o feiticeiro , eu diria mais, por desleixo governamental,  fez com que o final do governo de Geraldo Alckimim seja marcado por muito sangue nas ruas, essa marca vai ter muitos resultados negativos nas urnas para o PSDB.  O difícil vai ser explicar porque não houve investimentos adequados e bons gerenciamentos  nas 03 secretarias mais sofridas como segurança pública, saúde e educação. Vamos aguarda 2014 para ver os resultados. Eu ainda acredito que há tempo para reverter esse quadro, mas resta saber se Geraldo Alckimim teria sabedoria para reverter, creio que não !