PATIFARIA SEM LIMTES GANHA AVAL DO TJM/SP – CAPÍTULO VI 13

CAPÍTULO VI

PATIFARIA SEM LIMTES GANHA AVAL DO TJM/SP

 

        Depois de 10 (DEZ) dias sem exercer função, surgiu-me, enfim, a ardilosamente “arrumada” pelo Comandante do 10º Batalhão, em 24/04/02, durante reunião de Oficiais na qual me incumbiu de “apertar” os PM do CDP de Santo André, reiterando que eu “metesse a caneta neles” em razão de várias denúncias, anônimas, destinadas à Ouvidoria e à Corregedoria, sobre as vantagens ilícitas que ele recebia, em dinheiro, de comerciantes da cidade de Santo André, conforme critério de “escolha” dos PE – Pontos de Estacionamentos – das Bases Comunitárias Móveis da Polícia Militar nos setores comerciais “privilegiados”. Sem que eu movesse um dedo, veio-me a tradução da metáfora proferida, havia poucos dias, pelo Capitão Quesada. À minha frente estava o “tio ‘Wirso’ das Bases Comunitárias”. Ponderei que se valesse da própria Corregedoria para investigar tais denúncias, mas, retrucou alegando que ela “tava enchendo o saco”, mediante telefonemas, cobrando detalhes daquelas “vantagens”. Sugeri que empenhasse aquele Serviço Reservado no levantamento da origem das denúncias, todavia, alegou que o P/2 dele “tinha mais o que fazer”. Invoquei valores éticos que me impossibilitavam de “meter a caneta” em subordinados, sem a devida motivação legal, entretanto ele rebateu, aduzindo que era ‘pra’ eu “quebrar o galho” dele, orientando que bastaria eu entregar os documentos, nas mãos dele, diretamente, para as “providências disciplinares”, pois ninguém poderia interferir ou duvidar do teor deles. Em meio àquela teimosia, eis que dentre os aproximadamente 18 (DEZOITO) Oficiais presentes, apenas o então 1º Tenente Joseane Monteiro dos Santos Lodi pôs-se a contestar aquele absurdo, tentando convencê-lo de que nunca outro Oficial daquele Batalhão havia sido escalado numa “guarda de cadeia” daquele CPA, contudo, o nominado Comandante mostrava-se irredutível, acudindo que por se tratar policiamento composto de Equipes cujos componentes equivaliam ao de um Pelotão, “cabia” a um Oficial subalterno comandar. O Tenente Joseane continuou discordando, mas, o Comandante persistiu na decisão, findando, rapidamente, aquela reunião, a pretexto de não prolongar a polêmica. A seguir, me dirigi ao mencionado CDP onde o encarregado de equipe (Sargento Torres, o qual eu não conhecia) passou a me apresentar os respectivos integrantes, bem como, as instalações físicas, a começar pelo pavimento superior. Percebi, do alto da muralha, um veículo (tipo fusca, cor bege), estacionado sob a placa de trânsito proibitiva, fixada junto ao canto direito do prédio. Quando o condutor percebeu que eu observava, arrancou rumo ao centro da cidade, pela Rua Dom Jorge Marco de Oliveira, antiga Rua Ilha Bela, frontalmente àquele estabelecimento “detencional” (na prática, prisional). Sem que o referido Sargento percebesse, fui àquele “salojamento” – a miséria humana sob indecifrável simbiose que retratava a mistura de minúscula sala com esquisito “alojamento” -, a contatar o COPOM-ABC. Tratava-se, pelo emplacamento, de um caminhão da cidade de Regente Feijó – SP, motivo pelo qual orientei sobre a necessidade das necessárias buscas, pela saturação do patrulhamento, no presumível destino, objetivando abordá-lo. Foi minha primeira impressão de local vulnerável, a começar pela citada Avenida, ou, melhor, “autódromo”, como passei a denominá-la, porque absolutamente incabível na frente de qualquer construção predial àquele fim destinada. Recomendei ao identificado Chefe de Equipe, depois de aproximadamente meia-hora, que contatasse o COPOM-ABC e perguntasse sobre o resultado das buscas àquele veículo. Surpreso, sem entender a recomendação, tive que detalhar a recente evasão. Logo depois, achegou-se, assustado e incrédulo, revelando que era rotina a aparição do citado veículo naquele mesmo local. Adverti-o da necessidade de maior perspicácia, e da OBRIGAÇÃO LEGAL de abordar tal veículo, caso retornasse. Dia seguinte, deparei-me com o outro encarregado de equipe, Sargento Luís Carlos Maceu, a quem eu já conhecia pela retidão de caráter, de profissionalismo e de conduta ilibada. Relatei-lhe o ocorrido no dia anterior, tocante ao veículo evadido, a propósito de lhe incutir total monitoramento dos freqüentadores daquele ambiente, apesar da inacessibilidade dos PM àquela sala de monitoração, propriamente dita (por câmeras), além do alarme danificado, havia uns oito meses, conforme eu já constatara, no dia anterior, ao conhecer as instalações. Percebi-o cético, frio, sob completo desalento. Indaguei-o daquele aparente abatimento moral, o que não me parecia inerente ao seu estilo, apesar de sempre calado, por natureza. Surpreendeu-me o grau de revolta, permeado de tão inusitadas informações, conforme passou a relatar, sob desabafo, ignorando o motivo pelo qual havia sido trocado  pelo Cabo Hélio, na função de CGP, conforme decisão do Comandante da 2ª Companhia, o qual lhe viera com umas “estórias” de “pegar no pé” ou “ficar de olho” no pessoal da guarda daquele CDP, sem esclarecer, objetivamente, as razões. Atinei com o que me dissera o Comandante daquele Batalhão, contudo, segurei o sigilo. Era minha obrigação de Oficial enxergar a floresta, não apenas a árvore. De repente, ele tascou: “Conheço o senhor há muito tempo. Eu acho que o senhor vai dar um jeito nisso aqui. É ladrão lá nos ‘X’, trancado, é ‘ladrão fardado’ aqui, na equipe! Não é mole trabalhar, desse jeito. Acho que vou pedir baixa’ ou tentar ir para o Corpo de  Bombeiros”.  De imediato, cientifiquei daqueles fatos o Comandante da 2ª Companhia, Capitão José Robson da Silva, solicitando retirar o Soldado Dota daquele serviço. Respondeu-me, friamente, que caso o Sargento Maceu pedisse “baixa”, ele mandaria outro substituí-lo. Alegou que o referido Soldado continuaria naquela guarda, “como castigo”. Em vão, ainda insisti nos fortes indícios autoria de dois crimes de roubo, à mão armada, durante a folga, além do assassinato de uma testemunha. Retornei àquele CDP convicto de que, em termos de patifarias, somente um certame competitivo poderia definir o campeão entre o CPA/M-6, o 30º e o 10º Batalhões, pois desde que eu havia deixado o 10º, em 1998, todos os envolvidos no acidente de trânsito das viaturas M-10220 e M-10290, direta e indiretamente, continuavam no “status quo”, absolutamente intocáveis, inamovíveis a depender da “conveniência do serviço, muito ao contrário do que comigo acorria, submetido a três transferências no decorrer de três anos e seis meses, intercaladas de períodos em que fiquei sem função, além de assumir algumas inéditas, e, mais grave, sem deliberação dos documentos encaminhados à administração pública, salvo raríssimas exceções, como a do elaborado no 30º Batalhão, dia 29/01/02, decorrente da “sugestão” do respectivo Subcomandante para que eu pedisse transferência, quando ele se viu premido pelo protocolado no dia 25/01/02 (Parte nº 30BPMM-005/01/02). Essa tramitação – “tramoiatação” – que me empurrou para o 10º Batalhão, e este, para aquela guarda de CDP, jamais me corromperia a consciência, tornando-a compactuada com injusta e indecente proposta daquele insensato Comandante de Batalhão. Eram evidentes os escárnios, não apenas a mim impingidos, sobretudo ao interesse comum, afinal, já perfaziam 35 (TRINTA E CINCO) dias os três períodos nos quais me vi privado do exercício de função pública, todos, por “coincidência”, depois que relatei falcatruas na motomecanização do CPA/M-6. Os Procedimentos Disciplinares remanescentes que o Trigésimo Batalhão forjou, não honrando instaurá-los, por covardia, pois sabia fadado à vala do arquivo que sepultara os demais, foi instaurado pelo Décimo Batalhão, ou seja, mais uma clara demonstração de que estava incumbido de continuar a escavação do túnel da patifaria, cada vez mais propenso a alcançar o TJM. Não documentei a novidade que levei ao então Capitão Robson, sobre o “ladrão fardado”, do que me arrependo, embora, a julgar pelas dezenas e dezenas de outros expedientes que se tornaram letras mortas, certamente seria mais um. Resta-me o alento jurisprudencial pelo qual não importa a inicial notícia-crime verbalmente comunicada a quem de direito, o que não lhe desmerece e nem modifica o mérito, como ocorre na maioria, depois, devidamente formalizadas (escritas). Quero dizer: quem prevaricou foi o referido Comandante de Companhia, abstendo-se da imediata instauração de IPM acerca de tão graves indícios criminais, ressalvando que o ex-Soldado Claudinei Dota havia sido enxotado da Força Tática, não por acaso, e, antes de mim, chegara àquela “segurança” presidiária. Arrependimento deveras amargo, sem que eu me acovarde com desculpas inexeqüíveis, guardo por não ter documentado a PROPOSTA INDECOROSA feita pelo então Comandante do Décimo Batalhão, naquele dia 24 de abril, ocasião em que não tive mais dúvida que o sistema militar é uma fábrica de covardes, em série, apesar das suas inúmeras vantagens, do ponto de vista estratégico, para fins beligerantes (não é ou não deveria ser o caso de emprego das Polícias como tal, apesar de estarmos em guerra não declarada com essa “lenda urbana” que o governo paulista não lhe consegue mensurar o potencial). Embora não existisse telefone celular, eu poderia, imediatamente depois daquela famigerada reunião de Oficiais, ter confabulado com alguns daqueles borra-botas, separadamente, persuadindo-os a expressarem opiniões ou pareceres quanto a me respaldarem no registro daquele deplorável episódio. Obviamente que até os ”cegos”, “surdos” e “mudos” se expressariam, em “off”, porém, da forma evasiva como hoje imagino da qual seriam capazes: “não me ponha nesse rolo”; “naquele barulho, nem ouvi direito”; “você pode até ‘por isso no papel’, mas não posso bater de frente com o homem”; “tô aqui, na minha, acho que não posso me envolver nisso”; “será que foi isso que ele quis dizer? O Comandante ‘tava’ nervoso”; e, daí por diante. Haveria, portanto, imprescindível condição para que eu resgatasse a comprovação de tão ridícula (e criminosa) conduta desviante: gravação das opiniões de cada um daqueles Oficiais, exceto o que já se manifestara durante a aludida reunião, “providencialmente” logo transferido para Guarulhos (no mês de maio de 2002). Afirmo isso, não por meras elucubrações, é porque se tivessem o mínimo de respeito a si próprios e ao interesse comum, imagino que pelo menos uns três ou quatro teriam me declarado apoio incondicional, para não dizer que ao mais antigo caberia registrar e rebater, de imediato, aquele absurdo, sob pena de se permitir desmoralizado e condescendente com o Comandante que transformara a própria sala num balcão de negócios. Ou teria sido “lenda” a tão conhecida “Caixinha do Guarujá”, retratada na reportagem da Folha de São Paulo, em 12/04/94, sob a manchete: ESCÂNDALO DERRUBA CHEFE DA PM NA BAIXADA? De posse da imaginada gravação, aí, sim, eu teria total condição e garantia de registrar tal safadeza, pois, desprevenido, muito provavelmente todos teriam “tirado o corpo fora” e, eu, tachado de mentiroso, maluco e leviano, prato cheio para instauração de Conselho de Justificação, passaporte para demissão, ou, na mais branda das hipóteses, afastamento do serviço “para tratamento psicológico”. Não me custa relembrar que a reportagem do Jornalista Marcelo Godoy (do Estadão) veiculada no dia 11 de maio daquele ano anterior (2001), oferecia riqueza de detalhes de como o Centro Médico PM já se havia transformado num antro em que falcatruas, mediante ludos médicos forjados, “enlouquecendo” Policiais sadios e vice-versa, tudo ao sabor de interesses escusos dos respectivos Comandantes, certamente fizeram Hipócrates se contorcer de vergonha no túmulo. Na oportuna ocasião – para preservar a ordem cronológica dos acontecimentos – direi da proeza e do hercúleo esforço para que fosse resgatado o nexo de causa da escala de serviço que cumpri no tal CDP com o emprego das citadas Bases Comunitárias, apontado pelo referido Comandante, isso depois que a repercussão perdera muita intensidade, já quase nula, porque tardia.

     Restou-me, depois de uns cinco dias, “avaliar” a idoneidade do então Soldado Claudinei Dota: sugeri que elaborasse documento sobre “comentários” que o punham em situação duvidosa, quanto à possível conduta delitiva, todavia, preservei a fonte, obviamente. Ele desconversou, mostrou-se instável, hesitante, alegando que não passava de boatos. Naquela semana seguinte (meado de maio de 2002), sem prévio conhecimento do Sargento Maceu, foi alterado para outra equipe, passando a atuar no serviço noturno.

     O suporte familiar, quando não decisivo, pelo menos é fator preponderante para reflexo, direto, no plano profissional. Haja persistência quando ambos sofrem simultâneos reveses. Em 17/05/00, nasceu minha filha, prematuramente, depois de quatro meses que eu, feito degredado, estava no “inferno”, denominado de 30º Batalhão. É sabido que no oitavo mês de gestação os pulmões do nascituro estão na fase retrativa, segundo avaliação pediátrica, como a realizada na minha bebê. O contrário do que ocorre nos meses ímpares, da fase expansiva, por isso melhor tivesse nascido no sétimo mês, ao invés do oitavo. No final de janeiro de 2002, quando da “sugestão” do Subcomandante do 30º Batalhão para minha transferência para o 10º, previ o fim do distanciamento familiar que o Estado me havia impingido, desde 14/01/00. Minha filha já estava com um ano e onze meses de idade quando passei a experimentar a satisfação do convívio familiar mais realçado, vendo-a no correr do dia, hora do almoço, ainda que muito rapidamente porque, uma vez que não exerci função na sede do tal Batalhão, a dois quarteirões de distância de onde eu morava (Rua Porto Carrero), passando a exercê-la no identificado CDP, um pouco mais distanciado. Apesar dos percalços, eu agradecia a Deus por me confiar no mesmo dever de consciência que não se calara e nem se acovardara diante dos sonhos do casal de noivos estraçalhado no acidente das viaturas M-10220 e M-10290, e, muito menos, dos que naturalmente a mãe do menino Wilson nutrira, em relação ao imaginado futuro de quem fora tão precocemente arrebatado do seu convívio, por bala perdida, durante a anunciada tragédia no Hospital Nardini à qual o Trigésimo Batalhão não hipotecara mínima prevenção primária. Na semana seguinte à que me ocorreram tais sentimentos, o Comandante do 10º Batalhão convocou os Oficiais, extraordinária e emergencialmente, para reunião durante a qual, tomado de costumeiro descontrole emocional (o que ninguém mais estranhava, pois era conhecido como “doido”) a nos perguntar como poderia ser recebida a imprensa (TV Record), já a caminho, de posse de incontestáveis provas de que os escombros da viatura M-10290 haviam sido recuperados sobre o chassi de um veículo roubado, cujo proprietário já havia gravado entrevista. O Capitão Sardano insinuou que eu era mais familiarizado com a imprensa, portanto, mais indicado para recebê-la. Aproveitando o “gancho”, o referido Comandante perguntou-me o que eu poderia declarar à imprensa. Rispidamente respondi, rememorando um pensamento “do próprio” Capitão Sardano (possivelmente apócrifo): “Na política não importa o fato, mas, a versão que a ele se dá”. Percebi que a ira tomara os semblantes de ambos. Nisso, a jornalista chegou. Diante do microfone, aquele Comandante tentou se safar de quaisquer responsabilidades, jogando-as para o “Tenente da motomecanização” daquela Unidade Operacional, numa tão deslavada mentira que até se “esquecera” da extinção do referido setor automotivo, desde 22/06/99, em virtude da centralização de todos na sede do CPA/M-6. Tal escândalo foi deflagrado por várias emissoras de TV. Considerando-se que desgraça pouca é bobagem, a cidade de Santo André se fez recordista absoluta do Estado de São Paulo, nos anos de 2001, 2002 e 2003, tocantes a furtos e roubos de veículos, como não bastasse a desfaçatez daquele Comandante mantendo o “ladrão fardado” na mencionada equipe noturna de “segurança” do tal CDP. Nenhuma contrapartida de todos os documentos que lavrei, em relação às incongruências e vulnerabilidades daquele estabelecimento prisional, certamente pela frustração do imoral Comandante porque nas mãos sujas dele jamais entreguei nenhum com base em perseguição gratuita a subordinado, mediante infundada “metida de caneta”, como pretendia. Era “carne e unha” com o anterior Comandante daquele Policiamento de Área, o “amigo do japonês das farmácias”, por isso seguia, à risca, a canhestra missão que lhe delegara o 30º Batalhão, pela cartilha da safadeza. Quando os absurdos ganharam proporções alarmantes, elaborei a Parte s/nº, no dia 29/05/02, para ACORDAR quem assinava a escala de serviço (Capitão Robson) da raposa que cuidava do galinheiro (Soldado Dota) alertando-o das 39 (TRINTA E NOVE) portinholas de aço, da mesma ala de xadrezes, anuladas no objetivo proposto (reforço daquela segurança) pela estranha retirada dos respectivos cadeados. No último dia daquele mês, como de praxe, em todo início e final de expediente ordinário, fui à sede do famigerado Batalhão, por força de tradicional, além de nojento, “beija-mão” – cumprimento formal ao Comandante – o qual estava atônito, mais “doido” do que de costume, desvairado, lamentando o ocorrido naquela noite anterior. O Oficial P/2 (Tenente Fernando Signorelli) deu-me a conhecer a fuga de 11 (onze) presos daquele CDP, dentre eles um influente integrante do “PCC”. O Comandante, por sua vez, aproveitou seus manifestos lamuriosos para tentar persuadir os demais Oficiais à crença de que me escolhera para o policiamento daquele CDP “porque estava preocupado com a segurança”. Senti-me na obrigação moral de desmenti-lo, porque na noite da fuga, às 22h10min, não havia nenhum Oficial “escolhido”, na condição de meu sucessor, no mais crítico período (noturno), aliás, nem durante aquele dia da fuga eu lá estive (feriado de Corpus Christi”), pois eu obedecia ao horário de expediente ordinário, o mesmo dos Oficiais da atividade-meio, enquanto as quatro equipes se revezavam, diuturnamente. A reportagem do Jornal Diário do Grande ABC daquele dia seguinte (1º de junho) tascou a seguinte manchete: FUGA DO CDP DE SANTO ANDRÉ TEM SUSPEITA DE FACILITAÇÃO. O texto de apoio dizia das tais portinholas, como passagem dos fugitivos. Caiu a máscara do Comandante mentiroso, juntamente com a do “castigador de ladrão fardado” e a do Serviço Reservado que “tinha mais o que fazer”, saindo-se com a tacanha “justificativa” pela qual “o Soldado Claudinei Dota era ficha limpa”. Outra mentira, porque bateu com os costados no Presídio Militar Romão Gomes, na primeira semana daquele mês, juntamente com o seu comparsa, outro Soldado do mesmo Batalhão, confessos daquela prática delitiva. Especulações deram conta de que andaram se estranhando na partilha dos supostos R$ 400.000,00 (QUATROCENTOS MIL REAIS). O “ficha limpa” foi expulso, conforme DOE/SP de 15/10/04, ainda preso, entretanto respondia a SETE delitos, incluso o de facilitação de fuga. Muito estranhamente, continuava acusado no  PAD Nº CPM-04/13/01, muito tardiamente arquivado (11/01/05) por perda de objeto (Boletim Geral nº PM-7/2005). Enfatize-se que quando acusado no aludido PAD, em 2001, eu ainda pertencia ao efetivo do 30º BPM/M, e isso significava que o 10º já criava a “raposa”, por isso a gratidão (“castigo”, uma ova!) de ser remanejada para se alimentar naquela equipe do período noturno durante o qual as “galinhas” tem visão reduzida (por isso o apoio de tão longa escada, de alumínio, para facilitar o transporte, afinal, ninguém é de ferro) o que não se pode dizer dos olhos de cifrão daquele Comandante, tido como “doido”, mas, o DOE/SP de 07/04/05 não deixou dúvidas quanto ao “cristalino diagnóstico”, indeferindo-lhe “venda” das férias. Em   resumo: era “doido” por dinheiro!

      A notícia de que minha esposa estava novamente grávida serviu-me para mitigar a humilhação, naquele tão conspurcado ambiente profissional, já que eu poderia me fazer mais presente, a lhe prestar apoio, sobretudo quando chegasse o último mês da gravidez, em recompensa ao que sofremos na anterior, em que houve parto prematuro, durante a tumultuada perseguição que eu sofria no 30º Batalhão. No entanto, a graça não me viera de graça. Afinal, o 10º Batalhão dava continuidade àquela implacável perseguição. Para agravar minha situação, exame médico de rotina lhe apontara resultado positivo quanto à toxoplasmose, já no quarto mês de gestação. Constatou-se inexeqüível o aborto. Melhor seria arriscar a concepção do nascituro congenitamente deformado e ou deficitário em alguns sentidos, mais propensamente a visão, segundo orientações do infectologista, a dizer dessa grande probabilidade, dependendo da espessura da placenta quando contaminada pelo transmissor (protozoário). Na impossibilidade de pagar exame de ultrassonografia morfológica em hospital particular, para celeridade no resultado, agendei-o na rede pública de saúde. O Dr. Maurício Bartasevícius (advogado) não tem a menor obrigação de confirmar onde fora parar meu dinheiro, arrastado pela torrente de “exames”, oriundos de tantos Procedimentos Disciplinares da fonte contaminada – 30º BPM/M – pelos mais temíveis e avassaladores “protozoários do Estado bandido”, mas, não me furtarei à de provar como ele protagonizou cena tão deprimente, no mês de abril do ano passado, tachando de mentirosos todos os integrantes do Cartório da 4ª Auditoria do Tribunal que havia muito tempo esperava a PATIFARIA para recepcioná-la sob o manto da hipocrisia que “esconde”, feito peneira, o Processo nº 53.872/09. Certa feita, isolado e desolado no mencionado CDP, refletindo que Oficiais daquele Batalhão, muito mais modernos, chefiavam Seções com efetivo de até uma dúzia de Sargentos, enquanto eu, chefiando um, incapaz de perceber veículo em evasão, e, outro, absolutamente indignado a ponto de implorar para servir no 8º GB, de onde nunca mais saiu, ocorreu-me um pensamento de Victor Hugo: “Nada é tão irresistível quanto uma idéia cujo tempo lhe é chegado”. Em nome da insensatez do meu novo Comandante, “segurei a barra”, coração partido. Jamais sociabilizei meus problemas pessoais com os dotados de espírito rasteiro, leviano. Isso costuma ter efeito contraproducente. A melhor resposta para certas idiotices é o silêncio, o mesmo do qual me vali para sair da sala do então Cmt daquela Companhia, de retorno ao mencionado CDP, para dizer ao Sargento Maceu que nada havia conseguido, além de mais desilusão da “ética” daquela Unidade Operacional.

Nós, cidadãos brasileiros, eleitores do PSDB-SP, estamos, compulsoriamente, sendo expulsos desse partido. 41

Enviado em 16/11/2012 as 19:12 – ROBERTO PRADO

Nós, cidadãos brasileiros, eleitores do PSDB-SP, estamos, compulsoriamente, sendo expulsos desse partido. A prova mais cabal disso tudo se deu nas últimas eleições para prefeito, com a” rejeição” e derrota  do candidato José Serra, mas infelizmente as coisas estão piorando, ainda mais. A inépcia desse governo, que vem à mídia dizer que São Paulo é maior que a Argentina, como se isso pudesse justificar tanto sangue derramado dos 92 policiais assassinados covardemente. Isso nos leva a crer que esse partido não tem o menor respeito por si próprio e pela vida das pessoas, como por exemplo os policiais  que estão sofrendo uma verdadeira carnificina por parte do grupo assassino PCC, aonde o número de assassinatos já passa de 92 policiais mortos, em tão pouco tempo. É preciso, urgentemente, que o governo tome alguma atitude eficaz contra o crime organizado, antes que esse mal cresça e se espalhe pelo interior do estado causando um mal, ainda maior. Os (bons) policiais e seus familiares merecem todo  o nosso respeito !

Delegada que desafiou o PCC é repreendida… Delegado seccional André Moron classifica a conduta da profissional como inadequada 48

Enviado em 16/11/2012 as 9:51– BOZO

Delegada que desafiou o PCC é repreendida

Delegado seccional André Moron classifica a conduta da profissional como inadequada

ADRIANE SOUZA ADRIANE.SOUZA@BOMDIASOROCABA.COM.BR

As declarações publicadas nesta quinta-feira (15) pelo BOM DIA, que foram concedidas com exclusividade por uma delegada de Sorocaba  que optou por não se identificar,  trouxeram surpresa ao comando da Polícia Civil.

De acordo com o delegado seccional André Moron, a conduta da profissional foi considerada inadequada. A mesma afirmação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, George Melão.

Na tarde desta quarta-feira (14), a delegada pagou por um adesivo que atacava diretamente o secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Ferreira Pinto, e transitou com o veículo pelas ruas da cidade, em sinal de protesto contra a onda de crimes que se espalha pela capital paulista.

Preocupante/ Para o delegado seccional, a atitude da delegada não é a postura que a Polícia Civil costuma ter. “Esta é uma atitude isolada, que se confundiu com o fato de ela ser uma delegada de polícia”, comenta.

A Delegacia Seccional avalia que o desabafo foi feito por uma cidadã e não é compatível com o cargo que ela possui. “Realizamos reuniões semanais e, por isso, se ela tivesse algo para ser dito, deveria ter feito nas reuniões fechadas. Ali sua insatisfação seria ouvida e avaliada”, complementa o delegado.

Ainda segundo André Moron, a faixa no carro desrespeitou os colegas delegados e a instituição, além das hierarquias. “Nós, enquanto funcionários públicos de segurança, recebemos ordens e as executamos. Não nos cabe discutir política e sim combater o crime”, avalia.

A união entre os membros das forças policiais de Sorocaba   também é sentida por parte da Polícia Civil. “Num momento conturbado como este, lutamos juntos contra o inimigo comum, que é o criminoso, portanto esta atitude não contribuiu em nada com a sensação de segurança que lutamos tanto para manter”, diz.

Correções/ O fato de o nome da delegada não ser revelado faz com que as demais delegadas se envolvam no caso, segundo  avaliação do seccional. “A Corregedoria da Polícia Civil já foi acionada para tomar as medidas administrativas cabíveis, após a avaliação da conduta da delegada”, adianta André Moron. “Estamos elaborando um documento sugerindo que a delegada perca a titularidade da delegacia que é responsável, pois temos a convicção que a postura dela fez com que ela perdesse a credibilidade perante à comunidade e junto à Delegacia Seccional.”

Desnecessário/ “Chamar para si a responsabilidade e criticar os superiores não resolve o problema”, destaca o delegado André Moron, que diz considerar o secretário de Segurança Pública, que é um profissional de confiança do Governo do Estado, um homem de postura séria. “Lamentável e desnecessária a atitude desta delegada, em todos os aspectos. Avalio que tal conduta é irresponsável. Faltou maturidade profissional antes de tomar tal decisão.”

O delegado finaliza destacando que em nenhum momento desconsidera a existência de facções criminosas e ressalta que a Polícia Civil está atenta a qualquer tipo de incidente. “Esses atos lamentáveis contra a vida mostram que este grupo deixou de ser criminoso e age como terrorista.” Sindicato acompanha o caso

Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo fala sobre o protesto

O BOM DIA entrou em contato com o delegado George Melão, que é o responsável pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (15).

Por telefone, ele explicou que soube do caso envolvendo a delegada sorocabana por meio da imprensa, mas que os advogados do sindicato já foram acionados e irão acompanhar o trabalho da corregedoria. “O sindicato vê o caso com preocupação, pois não recomendamos este tipo de exposição”, avalia.

George Melão explica ainda que, em casos semelhantes, o delegado deve procurar a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo ou o próprio sindicato. “Não acredito que houve ferimento da hierarquia, pois segundo a constituição, o delegado-geral responde diretamente ao governador”, diz.

O líder sindical comenta que o cargo de secretário de Segurança é político e administrativo, não devendo interferir diretamente nas ações das forças policiais. “Infelizmente o secretário e o governador não estão cumprindo a lei em vários aspectos, como no ato de fazer com que a corregedoria responda diretamente ao secretário.”

Sobre a corregedoria, o delegado acredita que, apesar do nome – que faz menção a correção de atos – a Corregedoria da Polícia Civil tem atuado de forma ofensiva. “Vemos um festival de punições desnecessárias. [A corregedoria] está mais focada na política do que na correção de atos.”

Amparo/ Para o líder sindical, a manifestação da delegada de Sorocaba é válida, apesar de ter sido executada de forma inapropriada. “Todo o cidadão pode e deve se manifestar, afinal a segurança pública está ruim e em falta”, diz. “Estamos num momento no qual não sabemos qual proteção oferecer aos cidadãos do Estado, se nós mesmos não estamos protegidos”, complementa.

O delegado George Melão finaliza avaliando que o protesto da delegada mostra que a Capital vive um conflito aberto que pode chegar ao Interior. Governo do Estado pede calma à população

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), declarou ontem que o tamanho da cidade  deve ser levado em consideração antes de se avaliar a onda de violência. “O Estado tem tamanho de país. Aqui é maior que a Argentina. A região metropolitana é a terceira maior metrópole do mundo, tem 22 milhões de pessoas. Então é preciso cautela para não criar uma campanha contra São Paulo e uma situação de pânico na população”, afirma.

A Delegada de Sorocaba que desafia o PCC e ataca o Secretário pode preparar o bolso para pagar bom advogado , pois a Democracia ainda não chegou para policiais e a liberdade de expressão custa muito caro em São Paulo ( Descobrirá – se é que já não sabe – que aqui Delegado é “otoridade de merda” e ser desprovido de plena dignidade )

João Alkimin: A morte de um homem é uma tragédia. A morte de milhões é uma estatística – Joseph Stalin 21

A morte de um homem é uma tragédia. A morte de milhões é uma estatística.
Joseph Stalin
O Governador Geraldo Alckmin do alto de sua incompetência diz que o que estão fazendo com São Paulo está errado, que São Paulo é do tamanho da Argentina, que a região metropolitana tem 20 milhões de pessoas, portanto, como o Secretário de Segurança Pública entende que o número de mortes é proporcional. Ora, senhor Governador, o número de mortes é DESPROPORCIONAL. Assim como é desproporcional sua letargia e sua incompetência para mudar imediatamente a cúpula da Segurança Pública que mais do que claramente está completamente perdida e sem comando. Policiais estão morrendo, pessoas sem envolvimento criminal estão morrendo e o pior: crianças da mais tenra idade ou estão morrendo ou assistindo a morte de seus pais. Onde está a proporcionalidade senhor Governador?
Hoje já disse reiteradas vezes e volto a repetir, a Policia Civil está acuada, amedrontada e recolhida. Mas não de medo da marginalidade, essa a Policia Civil tem coragem e hombridade suficiente para enfrentar, como já fez várias vezes. Mas medo da perseguição diuturna que lhe é movida pela Corregedoria, dirigida pelo ex Oficial PM , hoje Delegado de Policia Délio Montresor e que é subordinada diretamente ao gabinete do Secretário de Segurança, violando todos os ditames legais, pois está escrito na Constituição e não sou analfabeto ” A POLÍCIA CIVIL SERÁ DIRIGIDA POR DELEGADO DE POLÍCIA DE CARREIRA”. Portanto, como a Corregedoria faz parte da Policia Civil, deve e deveria estar subordinada a Delegacia Geral de Polícia.
Uma indagação se faz necessária: Porque somente a Corregedoria da Policia Civil e não a da Policia Militar? Onde está  a diferença?
Talvez pelo Secretário ser oriundo da Policia Militar nela confie mais. Enquanto isso, Policiais Civis são punidos sem nenhum motivo. Me vejo obrigado novamente, por dever de consciência, a dizer que o Delegado Guerra é destemperado, mas não é ladrão, safado nem contra ele pesa nenhum ato que desabone sua honra ou a Policia Civil e foi demitido. O Delegado Frederico da mesma maneira despudorada foi demitido. O Delegado Bibiano absolvido por inexistência do fato, até agora continua brigando nos Tribunais. E como cidadão entendo que esses homens fazem falta no combate franco e aberto que se deve dar ao PCC, pois, usando uma linguagem que os Policiais conhecem bem, o que temos de “comédias” em cargos de direção é assustador. Até quando isso continuará? Não sei …Mas espero que seja muito breve, que se coloque um fim as perseguições movidas pela Corregedoria contra Policiais que não são do agrado dessa entidade tão falada, chamada Administração Superior. Que parem com as perseguições políticas e que se permita imediatamente que a Policia Civil volte a trabalhar sem medo.
Por qual motivo, embora a Segurança Pública esteja aos frangalhos, o Governador insiste em manter o atual Secretário? Que já deu provas suficientes que não entende de Segurança Pública. Pois o fato de ser ex oficial da PM e Procurador de Justiça não faz dele um expert em Segurança. Porquê a Segurança Pública do Rio de Janeiro queiram ou não, gostem ou não, está melhorando? Porque a frente da pasta há um Delegado de Polícia, embora Federal, mas presumidamente, uma pessoa que entende de Segurança Pública e policia judiciária. Em São Paulo se diz que não há como se nomear um Delegado pois a PM não aceitaria, ou nomear um Coronel pois a Civil não aceitaria. Em primeiro lugar, a PM não tem que aceitar ou deixar de aceitar, tem que  simplesmente cumprir as determinações do Governador. E a Policia Civil vem aceitando há muito tempo ex oficiais da PM como Secretários. Pois não podemos esquecer que o Doutor Ferreira Pinto era oficial da PM. Será que falta coragem ao Governador? Ou existem motivos outros que nós desconhecemos?
Estou cansado senhores…Hoje tenho medo de ser atacado pelo PCC mas também tenho medo de ser abordado pela PM, porque no atual estado de stress em que se encontram, certamente um celular na mão pode causar uma morte. Quando me refiro a PM, não me refiro ao grosso da Tropa, soldados, cabos e sargentos, mas sim a seus comandantes que estão dentro de seus gabinetes enquanto a tropa está desprotegida e abandonada a própria sorte nas ruas desse Estado. Tenho muita pena não só dos Policiais Militares mas principalmente de suas famílias, que também estão abandonadas. E se o PM vier a morrer será somente mais um número de estatística  nos registros da burocracia palaciana.
Causa-me também estupor a inércia do Delegado Geral e dos Diretores de Polícia que aceitam bovinamente tudo que é feito em desfavor da Polícia Civil, preocupando-se apenas em defender  seus cargos e privilégios. Vão a um plantão senhores Diretores, o Delegado de Polícia é obrigado ” A COMPARECER PESSOALMENTE A UM LOCAL DE HOMICÍDIO”, mas como fazer isso quando no plantão existe 1 Delegado, 1 Investigador, 1 Escrivão e 1 Carcereiro. Portanto, ou vai ao local e abandona o plantão e pode ser punido, ou não vai e também poderá ser punido. Trocando em miúdos, não existe solução! E chegou a hora da população se unir e pedir providências e a saída imediata do Secretário Ferreira Pinto.

João Alkimin

João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/

Polícia Civil prendeu mais dois integrantes do PCC 66

Integrantes de facção presos como metralhadora no interior
15/11/2012 10:21:23 (572 leituras)

  A Polícia Civil prendeu dois integrantes de uma facção que estavam agindo na região de Presidente Prudente. A dupla fazia parte do núcleo da quadrilha instalada na Zona Leste da cidade de São Paulo.

Integrantes da 6ª Patrimônio (Delegacia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro) do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) investigavam o grupo e constataram o deslocamento. A equipe apreendeu uma metralhadora e um revólver calibre .357, cuja munição tem capacidade para abater um urso. “As informações apontam que pretendiam realizar ações criminosas, mas ainda não ficaram definidas quais seriam”, disse o delegado Márcio Martins Mathias, titular da 6ª Patrimônio.

A dupla foi presa na cidade de Salmorão. Eles estavam em um imóvel na rua José Santana, Jardim Torqueburgo. A equipe da 6ª Patrimônio deteve os ajudantes J.A., o Zeni, de 29 anos, e M.B.S., de 24. As armas estavam escondidas em um cômodo da casa. Os dois acabaram autuados por porte de arma.

 

Maurício Rodrigues, da Assessoria de Comunicação do Deic

Secretário Ferreira Pinto é desmoralizado de vez: INVESTIGADOR – POR ORDEM DO PCC – FOI MORTO EM SUBSTITUIÇÃO A PM….( Se não te tu, vai tu mesmo ! ) 41

15/11/2012 11h23 –

Suspeito de matar investigador na Grande SP é preso

Crime ocorreu em 5 de outubro, em Juquitiba.

Suspeito teria dito à polícia que morte foi acerto de contas com facção.

Do G1 São Paulo

 Polícia prende suspeito de matar investigador em Juquitiba

Foi preso nesta quinta-feira (15) mais um suspeito de participar da morte do investigador João Antonio Pires, de 62 anos, em Juquitiba, na Grande São Paulo. O suspeito foi detido em Peruíbe, no litoral paulista. O crime ocorreu no dia 5 de outubro, no estacionamento de um mercado na cidade. Outro suspeito de participar da morte já havia sido preso em 8 de outubro, de acordo com a polícia. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o investigador colocava as compras em seu carro quando dois criminosos em uma moto o abordaram na Avenida 31 de Março. O homem que estava na garupa atirou várias vezes no policial, que morreu no local. Na manhã desta quinta, a polícia prendeu o suspeito de efetuar os disparos contra o policial. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime. “Ele nos disse, em depoimento, que tinha uma dívida com uma facção criminosa e que deram a ele dez dias para executar um policial militar. Ao término do prazo, como ele não estaria conseguindo, deram mais 24 horas para a execução e deixaram que fosse um policial civil”, informou o delegado Josimar Ferreira de Oliveira, titular da Delegacia de Juquitiba, ao G1 por telefone. Poucos dias após o crime, policiais já tinham encontrado um dos suspeitos em um sítio na Estrada dos Padeiros, em Juquitiba. De acordo com a Polícia Civil, o homem disse que havia dado apenas uma carona para um amigo, que atirou no policial. Com o preso foram apreendidos dois capacetes, uma pistola, munições, a moto utilizada no dia do crime e uma folha com anotações. Madrugada violenta Entre a noite desta quarta (14) e esta madrugada, três policiais foram baleados capital paulista. Na Zona Sul, na esquina da Avenida Cupecê com Rua Antônio Gil, dois homens passaram em um carro e dispararam contra um PM de folga. Pouco depois, a dupla suspeita de fazer o ataque foi presa. Segundo a polícia, eles confessaram o crime. O policial ferido no ombro foi medicado e passa bem. Também na Zona Sul, um policial civil foi atingido por um tiro no bairro da Pedreira, no limite com Diadema, no ABC, no final da noite desta quarta. Dois homens em uma moto atiraram contra o investigador, que foi atingido no peito e em uma das mãos. Ele foi socorrido e não corre risco de morrer. Já na Zona Leste, duas pessoas foram baleadas durante uma tentativa de assalto a uma lanchonete na Penha. Um dos feridos é um policial militar que estava no balcão do estabelecimento e reagiu à ação de dois homens armados. Um cliente também foi baleado. A polícia trabalha com as hipóteses de tentativas de roubo e de execução. Seis pessoas morreram e 15 ficaram feridas entre a noite desta quarta e a madrugada desta quinta-feira na Grande São Paulo. As mortes ocorreram na capital e nas cidades de Itapevi e Pirapora do Bom Jesus.

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O Secretário com a sua linguarão maldosa  e mentirosa andou aventando a possibilidade de ter sido acerto de contas entre bandido e policial corrupto.

Parabéns aos policiais de Juquitiba; honraram o irmão.

PORTAS FECHADAS – Magistrado e Promotor confundem interesse social com curiosidade social e operacionalizam processo secreto a toque de caixa…Pior: não querem seus nomes divulgados!…Foi medo do PCC, dos admiradores da Rota ou da fiscalização do cidadão civilizado? 57

15/11/2012-03h00

Justiça absolve três homens da Rota acusados de tortura e morte

DO “AGORA” DE SÃO PAULO

Os três policiais da Rota suspeitos de assassinar um homem já rendido e desarmado em 28 de maio deste ano, na Penha (zona leste), foram absolvidos anteontem pela Justiça de São Paulo.

O processo tramitou em tempo recorde para os padrões brasileiros, cerca de seis meses, e teve parte da sessão realizada a portas fechadas.

Os nomes dos PMs foram reduzidos apenas às iniciais na lista pública de julgamentos do Fórum da Barra Funda e, com isso, ocorreu sem acompanhamento da imprensa.

O promotor do caso, disse, via assessoria, que queria ter seu nome preservado.

O sargento Carlos Aurélio Thomaz Nogueira, 43, o cabo Levi Cosme da Silva Júnior, 34, e o soldado Marcos Aparecido da Silva, 38, foram absolvidos por maioria dos votos.

Os três PMs foram presos por homicídio e investigados após outros cinco integrantes do PCC serem mortos.

Investigações da Polícia Civil e da Corregedoria da PM apontavam que Anderson Minhano, 31, fora preso pelos três PMs, levado em um carro da Rota para a rodovia Ayrton Senna e torturado antes de ser morto com tiros.

Segundo o Ministério Público, por causa dessa ação, o PCC teria intensificado os ataques contra policiais.

Segundo a Polícia Militar, os PMs estão soltos e só farão trabalhos internos até a conclusão do procedimento administrativo aberto pela Corregedoria. (Josmar Jozino).

——————————

Art. 5º – LX – a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem;

Art. 93, IX – todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou
somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

MARILDA PANSONATO PINHEIRO: Crime organizado, Estado desorganizado 17

15/11/2012-03h30

Tendências/Debates: Crime organizado, Estado desorganizado

MARILDA PANSONATO PINHEIRO

A Política de Segurança Pública no Estado de São Paulo beira a falência. O botão de alerta já havia sido acionado há meses, pelo próprio crime organizado, demonstrando claramente a desorganização e a ineficiência do Estado em combatê-lo.

A escalada de violência poderia ter sido evitada se os agentes públicos responsáveis admitissem, de plano, a sua existência, em vez de menosprezar o poder de fogo da facção criminosa conhecida por PCC, que em um mês já tirou mais de 200 vidas, 90 delas de policiais.

Em entrevistas, o secretário de Segurança Pública chegou a afirmar que se tratava de casos isolados, oportunismos de marginais para acertar contas. Puro ilusionismo. A sensação de insegurança e de pânico só aumenta na população.

Relatórios de agosto da área de inteligência da Polícia Civil, da Polícia Federal e até do Ministério Público anunciavam a tragédia, mas os policiais, aqueles que estariam na linha de frente, foram esquecidos e entregues à própria sorte. Tudo em nome da vaidade para admitir a falência da política adotada. Foi a desumanidade escancarada –a perda de dez, 20 ou 30 vidas nada representa em um Estado tão populoso…

Os delegados de polícia, que também não foram avisados, embora o documentos relacionados ao atentados apresentados em rede nacional leve o timbre da Polícia Civil, se solidarizam com o caos. Sentem na pele há anos, como navalha na carne, os reflexos do enfraquecimento da Polícia Civil, que é a polícia investigativa, judiciária, do tirocínio.

Crime se combate com inteligência, não com truculência ou com redobrada violência. Hoje, cerca de 90% dos crimes não são investigados por falta de recursos materiais e humanos, por falta de investimento e de claro protecionismo. O desestímulo na carreira é crônico.

Os delegados, dirigentes da Polícia Civil, amargam uns dos piores salários do país, com precárias condições de trabalho e com um agravamento do cenário que está por vir: 20 dos 200 novos delegados em treinamento na Academia de Polícia já pediram exoneração, enquanto muitos aguardam resultados de concursos em outras carreiras jurídicas. Preparamos profissionais para outras carreiras ou para outros Estados… A história se repete a cada concurso…

Por isso, o pior inimigo do Estado é o próprio Estado, que resiste em mudar sua abordagem no combate ao crime e elaborar políticas públicas eficientes. Nesta atual onda de violência, incentivar o confronto não é o caminho. Até porque, na guerra entre o PCC e o Estado, o cidadão torna-se refém, assistindo impotente o seu direito de ir e vir tolhido pelos chamados toques de recolher ou pela guerra armada a céu aberto, que ceifa vidas inocentes.

Mas para o Estado a situação está sob controle enquanto morrem dez por noite. Colocar mais policiais na rua e intensificar abordagens poderá ajudar a combater a consequência, mas não a causa, que exige profissionalismo, conhecimento técnico e comprometimento que passam longe do partidarismo, da negação e do protecionismo institucional.

Já é hora de uma reforma nesta política de pouca estratégia. A sociedade deve exigir que se faça cumprir as leis e se preserve o Estado democrático de Direito, onde o respeito à vida e a dignidade da pessoa humana prevaleça sobre os mandos, desmandos e interesses do “responsáveis pela segurança” de plantão.

MARILDA PANSONATO PINHEIRO, 57, é presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP)

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1185856-tendenciasdebates-crime-organizado-estado-desorganizado.shtml

‘Federais’ preparam incursão nas favelas em São Paulo 20

Leandro Mazzini

Os deputados federais da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado farão incursão por favelas de São Paulo e região metropolitana na próxima quinta. ‘Não dá para trabalhar só com os dados oficiais, é necessário ouvir a população’, justifica o presidente da comissão, Efraim Filho (DEM-PB). Ele nega conotação política, a despeito da presença do delegado Protógenes (PCdoB) e petistas. ‘A comissão é suprapartidária’ e ‘a missão é analisar as políticas públicas e parcerias’.

Sucursais

O calendário da visita será votado na quarta, mas o trajeto está esboçado. Efraim não descarta esticar para Florianópolis e Rio, ‘dependendo do quadro no momento’.

Pé na porta

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) não foi avisado oficialmente ainda pela turma de Brasília. Desde a parceria com o Planalto, os tucanos estão desconfiados de ajudas.

Intensivão 

‘O modelo de segurança pública está esgotado em todo o país’, explica o deputado Efraim, que pretende ouvir ‘a tropa e moradores’ como orientação para futuros projetos.

Fonte: O Povo

Familiares de policiais mortos protestam na avenida Paulista, em SP 21

15/11/2012-17h06

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Familiares de policiais militares mortos protestam na avenida Paulista na tarde desta quinta-feira (15), feriado de proclamação da república.

A manifestação começou por volta das 16h. Cerca de 150 pessoas caminharam pela avenida no sentido Consolação, a maioria vestindo roupas pretas, carregando cruzes, faixas pedindo por mais segurança e bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo.

O grupo pede também a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 300, que iguala o piso salarial de todos os policiais estaduais do país.

O protesto chegou a ocupar quatro faixas da avenida, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Por volta das 17h, a avenida Paulista estava totalmente liberada e o grupo seguia para a Doutor Arnaldo, rumo ao cemitério do Araçá.

Protesto policiais

A manifestação acontece em meio a uma onda de violência que atinge a cidade de São Paulo. Entre a noite desta quarta-feira (14) e a madrugada desta quinta foram registradas ao menos mais oito mortes por tiros e 13 pessoas baleadas na capital e Grande São Paulo. Entre as vítimas estão dois policiais militares e um policial civil.

Desde o início do ano, 94 policiais militares foram mortos em todo o Estado de São Paulo.

A Delegada de Sorocaba que desafia o PCC e ataca o Secretário pode preparar o bolso para pagar bom advogado , pois a Democracia ainda não chegou para policiais e a liberdade de expressão custa muito caro em São Paulo ( Descobrirá – se é que já não sabe – que aqui Delegado é “otoridade de merda” e ser desprovido de plena dignidade ) 61

15/11/2012 14:25

Delegada desafia PCC e ataca o secretário

Delegada de Sorocaba adesiva carro para criticar postura inerte da Segurança Pública contra violência

Adriane Souza adriane.souza@bomdiasorocaba.com.br

Gilson HanashiroDelegada adesivou o carro para criticar a segurança públicaDelegada adesivou o carro para criticar a segurança pública

Indignada com a postura da Secretaria de Segurança Pública sobre os incidentes que aterrorizam a capital paulista, uma delegada de Sorocaba – que optou por manter sua identidade em sigilo – pagou para adesivar uma grande frase no vidro traseiro do seu veículo, na tarde de ontem: “Vem PCC tô facinha pra você! Se o secretário de segurança não tá nem ai, eu me preocupo. Poupe pais, mães de família e o coitado do povo inocente.”
A delegada disse ao BOM DIA que tomou esta atitude após a confirmação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmar, no início da tarde de ontem, que não tem plano de trocar o comando da Segurança Pública, mesmo após a crise que matou mais de uma centena de pessoas na região metropolitana. “Não tem nenhuma alteração”, afirma.
Constatação / A delegada atua na Polícia Civil há 23 anos. “Negar que a onda de violência existe e está chegando em Sorocaba é o mesmo que dizer que Papai Noel existe”, destaca. Com o ato de protesto, ela espera que mais pessoas decidam romper o silêncio e se manifestar contra a atual situação do Estado.
“A cegueira nas atitudes do secretário de segurança pública perante aos atos criminosos é inadmissível”, avalia. Além disso, ela afirma que existem denúncias de ameaças de bombas contra companhias da Polícia Militar e Distritos Policiais. “Não me conformo com este caos”, desabafa.
Pela Vida / Explicando a frase escolhida para estampar o vidro de seu carro, a delegada afirma que não suporta mais ver pessoas inocentes morrendo na guerra da capital. “Eu me importo com o povo do meu Estado. Gostaria que o secretário de segurança se importasse da mesma maneira”, diz.
Para resolver a questão que ameaça a se espalhar pelo interior de São Paulo, a delegada ressalta a importância da valorização do serviço de inteligência da Polícia Civil que, segundo ela, é capaz de detectar os reais ‘donos do tráfico’ e membros de facções criminosas. “Violência só gera violência, não é assim que se ataca bandidos. Criminosos são combatidos com inteligência”, avalia. A mesma conclusão foi tirada pelo especialista em segurança pública e professor universitário Gustavo Barata, na edição publicada pelo jornal BOM DIA de sexta-feira.
A delegada finaliza seu depoimento avaliando seu próprio trabalho: “graças a Deus nunca precisei matar ninguém durante toda minha carreira, sei que corro o risco de sofrer retaliação pelo meu desabafo e, por isso, espero contar com o apoio da imprensa, isso se o PCC (Primeiro Comando da Capital) não me pegar primeiro.”

Entrevista de especialista fundamenta visão de delegada

Respondendo as perguntas do BOM DIA, o professor universitário, doutor em direito e especialista em segurança pública Gustavo Barata chegou a mesma conclusão que a delegada: é preciso integrar as forças policiais e valorizar o setor de inteligência da Polícia Civil. Confira trechos da entrevista:
Em Sorocaba, 90% dos pontos de venda de drogas pertencem ao PCC. O comércio de entorpecentes é a principal fonte de renda da facção atualmente. Como é possível combater isso? A palavra-chave é inteligência. A investigação é muito importante para identificar os reais causadores dessa conduta. Sem esse trabalho, as prisões serão esporádicas, de pequenos traficantes. O trabalho da Polícia Civil identifica os reais fornecedores e distribuidores das drogas, denominados ‘grandes traficantes’. Porém, o trabalho investigativo precisa ser completo, com escutas telefônicas e determinação de pontos de lavagem de dinheiro. Tudo isso acaba convergindo para o combate efetivo e prisões dos criminosos. Por isso, as forças policiais precisam trabalhar de forma integrada.
O fato de o Governo do Estado negar a existência do PCC contribuiu para o fortalecimento da facção? Claro. Se você nega que algo existe, você não atua e, com isso, aquilo cresce ainda mais. Essa negativa fez com que a facção criminosa se tornasse algo imenso, sem o comando do Estado perceber.

 

Boatos de mudanças não são desmentidos por assessoria

Na manhã de ontem, um boato de que o Secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto poderia deixar o cargo tomou conta da internet e, principalmente, das redes sociais.
A comoção foi gerada após o apresentador da rede Bandeirantes de televisão, José Luiz Datena, dizer em seu programa que, segundo informações recebidas, a troca de comando seria articulada pelo Palácio dos Bandeirantes, após a onda de ataques na capital paulista e região metropolitana.
A assessoria de imprensa da secretaria de segurança pública optou por não se posicionar sobre o fato. “Não podemos negar, nem confirmar o assunto, pois as informações que temos ainda não são oficiais”, destaca uma das assessoras da secretaria por telefone. A questão foi respondida após a declaração do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin afirmar que não pretende mudar o comando da Segurança Pública.
A possibilidade de mudança surgiu após a morte do servente Paulo Batista do Nascimento, 25 anos, que teria sido rendido e baleado por policiais e, na ocasião, o governador classificou o incidente como intolerável.
Ao menos 90 policiais foram assassinados no Estado em 2012. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram um crescimento de 102,82% no número de vítimas de homicídio no mês de setembro, só na capital paulista, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o Estado, o aumento foi de 26,71% no mesmo período.

Portaria DGP-30, de 14-11-2012 – modifica por meio de simples ato administrativo as atribuições e obrigações de todas as carreiras policiais civis mantidas as designações, níveis de escolaridade e padrões de vencimento… ( Não adianta reclamar, pois qualquer idiota é capaz de desempenhar com eficiência as tarefas abaixo ) 323

Portaria DGP-30, de 14-11-2012
Fixa normas visando ao aprimoramento e boa execução dos serviços policiais
O Delegado Geral de Polícia,
Considerando a necessidade de se fixar um rol mínimo das
atividades a serem realizadas por todos os policiais civis;
Considerando que a dinâmica da atividade Policial Civil,
em face de sua expressa previsão constitucional (art. 144, § 4º,
Constituição Federal, e art. 140 e §§ da Constituição Paulista),
exige que haja atendimento emergencial às ocorrências e que,
muitas vezes, esse atendimento não pode sofrer solução de
continuidade;
Considerando que os Policiais Civis recebem, no curso de
formação técnico profissional e nos demais de aperfeiçoamento,
ministrados pela Academia de Polícia Civil do Estado de São
Paulo, o necessário conhecimento teórico e prático para o
desempenho de atividades;
Considerando que é inerente à atividade policial civil atuar
em locais insalubres, mantendo contato com as mais diversas
espécies de materiais e produtos, em horários imprevisíveis, o
que exige colaboração e cooperação dos integrantes de todas
as carreiras;
Considerando que nenhum Policial Civil pode se omitir
diante de fato que caracterize situação de flagrante delito (art.
301 do Código de Processo Penal);
Considerando, finalmente, o disposto no art. 15, I, “f”, “p”
e “q”, do Decreto 39.948/95, Determina
Artigo 1º – São atribuições comuns a todas as carreiras
policiais da Polícia Civil:
a) portar arma, distintivo e algemas;
b) atender sempre, com urbanidade e eficiência, o público
em geral, pessoalmente ou por telefone;
c) elaborar, sob orientação da Autoridade Policial, registro
de ocorrência;
d) conduzir viatura policial;
e) cumprir diligência e/ou requisição determinada pela
Autoridade Policial, elaborando relatório respectivo;
f) proceder à abordagem de pessoas suspeitas da prática de
ilícitos, realizando busca pessoal quando necessário;
g) identificar pessoas, inclusive por meio digital, nas hipóteses em que tal providência se faça necessária;
h) conduzir e apresentar pessoas legalmente presas à Autoridade Policial competente ou onde for por ela determinado;
i) auxiliar a Autoridade Policial na formalização de atos de
polícia judiciária;
j) operar os sistemas de comunicação e de dados da Polícia
Civil.
Artigo 2º – Esta portaria entra em vigor na data de sua
publicação, ficando revogadas disposições que lhe forem contrárias.

————————————–

Especialmente quando não há autoridade policial orientando os trabalhos.

MAÇARICO NO FIOFÓ ALHEIO É REFRIGÉRIO – O que é um inquérito civil? Inquérito Civil é um procedimento tão desonesto quanto um procedimento administrativo presidido por delegado de polícia que não passa pelo controle da magistratura e dá margem a diversas distorções…( Entrega o cargo logo, só tá ferrando a Polícia ! ) 13

Delegado-geral da Polícia Civil de SP considera ação do MP “um erro e leviana”

Marcos Carneiro afirma que entrega o cargo, caso seja notificado pela Justiça

Publicado em 15/11/2012 às 01h50: atualizado em: 15/11/2012 às 13h33

Vanessa Beltrão, do R7

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro, afirmou que vai manter a postura de entregar o cargo, caso seja notificado pela Justiça. Em entrevista ao R7 na última quarta-feira (14), ele considerou a ação de improbidade administrativa, movida pelo MP (Ministério Público) contra ele e mais nove delegados, “um erro e leviana” e defende que a questão estava sendo enfrentada.

Recentemente, uma ação do MP determinou a regularização de pátios particulares para guardar veículos e máquinas caça-níqueis apreendidas em São Paulo. A grande questão é que os carros eram armazenados nos locais sem licitação.

Porém, segundo Carneiro, o processo de licitação já tinha sido iniciado para contratação dos pátios e bastaria o promotor ter atentado para este detalhe.

— Nós já fizemos portaria. São Paulo vai fazer um grande avanço nessa área.

Para ele, a questão não deveria ter ido tão longe.

— Um processo gera um custo enorme que também é pago pelos impostos do cidadão. Então, eles usam o dinheiro público como se fosse dinheiro de ninguém.

Para Carneiro, uma possível saída do posto está relacionada com questões éticas.

— Se eles acham que eu não sou honesto, eu não posso ficar no cargo.

Apesar de se considerar um defensor do poder público, ele acredita que possíveis erros podem prejudicar a imagem de uma instituição como o Ministério Público. Ainda de acordo com o delegado, o promotor de justiça tem responsabilidade ao lidar com a honra e a dignidade das pessoas.

— A pergunta que eu faço é quem fiscaliza o Ministério Público?  Eles são afinal de contas fora do parâmetro normal do ser humano comum? É formado por quem? Por profissionais dignos ou por semideuses?

Questionado sobre a possível saída do delegado-geral da polícia, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em visita a um evento de educação no Anhembi, zona norte da cidade, nesta quarta-feira, não se pronunciou.

Confira abaixo a íntegra da entrevista com o delegado-geral da Polícia de São Paulo, Marcos Carneiro.

R7 – O senhor oficialmente foi notificado?

Marcos Carneiro – Oficialmente não fui notificado pela Justiça. Eu não presto contas ao Ministério Público, eu presto contas à Justiça como qualquer cidadão.

R7 – Essa questão de entregar o cargo é ética?

Carneiro – Essa questão de entregar o cargo é uma questão ética que inclusive os servidores públicos deveriam ter essa questão bem clara.  Não precisa ter lei nem nada não.  Se tem suspeita da honra da honestidade, ele tem que ser o primeiro a entregar o cargo quando é de confiança,  até para preservar os governantes.

R7 – O senhor considerou essa ação um erro e até mesmo leviana por quê?

Carneiro – Porque é baseado numa peça jurídica que é chamada de inquérito civil. O que é um inquérito civil? Inquérito civil é uma apuração que o Ministério Público faz quando tem indício de alguma irregularidade de natureza civil, não criminal. O inquérito civil ele não passa pelo controle da magistratura e isso dá margem a diversas distorções. Se esse inquérito tivesse sobre o crivo do poder judiciário, o próprio juiz, através de uma ação de controle, poderia  arquivar, mas isso é uma das situações que o poder público, o poder legislativo tem que analisar e tem que tomar uma providência. Isso aí tem gerado muita distorção.

R7 – O senhor não acha que na situação em que São Paulo se encontra, a possível saída de um delegado-geral da polícia pode trazer muitos problemas?

Carneiro – A Polícia Civil tem excelentes policiais e aptos para assumir o cargo de delegado-geral. A estrutura é consistente e muito atuante e faz frente a qualquer situação de crise. Isso seria meramente administrativo no âmbito da Polícia Civil

João Alkimin: HOJE CONSEGUI ENTENDER 29

HOJE CONSEGUI ENTENDER …

Hoje soube de um Delegado de Polícia que está sendo sindicado por um crime gravíssimo, tão ou mais grave que o do Delegado Conde Guerra, Frederico e tantos outros Policiais Civis, pois quando o Secretário Ferreira Pinto disse se não me falhe a memória que 900 delegados estavam sendo processados ou sindicados, discordei dele. Agora vejo que tem razão, pois esse Delegado que encontrei hoje está respondendo a sindicância por não ter quando no plantão, se levantado para cumprimentar uma pessoa. Falta gravíssima!!!!!!! Na ótica do Secretário …
Ora Secretário, ora Delegado Délio Montresor, vamos parar de palhaçadas, de brincadeiras, de desgraçar a vida alheia e trabalhar!  Fazer jus ao salário que recebem. Coloquem uma arma na cinta e se tiverem coragem para tanto, vão caçar bandidos que estão aterrorizando São Paulo, que estão matando policiais diuturnamente, saiam de seus gabinetes e vão trabalhar para dar paz à sociedade.
Não entendo o porquê dos ataques não pararem, pois afinal de contas, em nosso programa aos sábados, o Jornalista Percival de Souza disse com todas as letras e para quem quisesse ouvir “O MARCOLA REALMENTE ESTÁ EM  REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO, POIS NÃO ESTÁ NA TRANCA-DURA, NÃO ESTÁ SUJEITO AOS RIGORES DO RDD E TEM MORDOMIAS NA CADEIA”. Portanto, o Secretário de assuntos penitenciários Lourival Gomes e o Secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto devem vir a público e dar satisfações do que está ocorrendo. Ou desmentem e provam ou então algo de muito estranho está ocorrendo.
Agora, o Governo do Estado parte para um novo ataque contra as forças policiais, no início as mortes de policiais eram fatos isolados, depois um Coronel lança dúvida sobre a dignidade de policiais mortos e, culmina agora com essa estapafúrdia acusação de que policiais estariam fornecendo endereços e locais de trabalho ao PCC. É mais uma tentativa desesperada do Governo do Estado de se eximir de sua responsabilidade e tentar mascarar sua própria incompetência.
O Governador Geraldo Alckmin está brincando com a população paulista e sua incompetência está levando inclusive a ataques a outros Estados, cada vez mais o PCC se organiza e se dissemina e cada vez mais a policia seja ela Civil ou militar, é abastardada.
Percebam que num primeiro momento desmoralizou-se e desmantelou-se a Policia Civil, agora parte-se em uma campanha descarada contra a Policia Militar. Será que os policiais militares em algum momento pensaram que passariam incólumes pelo ódio que o Governo do PSDB devota a Policia seja  ela qual for, provavelmente se esqueceram daquele velho ditado :  pau que dá em chico também dá em francisco.
Agora senhores Policiais Civis, se não quiserem ser sindicados, quando alguém chegar na Delegacia levantem-se. Mas não para qualquer um, é necessário que a pessoa faça parte da elite dominante, aquela que pode com um simples telefonema contactar a Administração Superior.
João Alkimin