Por força da aprovação do NU, vencimentos de escrivães e investigadores classe especial ultrapassarão os vencimentos de delegados 3ª classe 421

Assembleia aprova reajuste para escrivães e investigadores de polícia

Reajuste será de 21% no prazo de dois anos

Da Redação Fotos: José Antonio Teixeira

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No alto, Samuel Moreira, preside sessão de votação do PLC 44/13

Foi aprovado por unanimidade, nesta terça-feira, 19/11, o Projeto de Lei Complementar 44/2013, do Executivo, que reajusta os vencimentos de escrivães e investigadores de polícia. Segundo o secretário da Segurança Pública,na exposição de motivos da proposta, o reajuste real é de 21% em duas etapas, a primeira no primeiro dia do mês subsequente à data de publicação da lei, e a segunda um ano após. Os 21%% de aumento consideram o reajuste geral de 7% dado às polícias no início deste mês. O projeto para se tornar lei necessita da sanção do governador.

Conforme as tabelas em anexo ao PLC 44, os salários base dos escrivães passam a ser, na primeira etapa, entre R$ 1639,10 (escrivães I, 3ª classe) a R$ 2022,35 (escrivães IV, classe especial). Os salários eram respectivamente R$ 1580,04 e R$ 1949,67. Na segunda etapa ficarão para escrivães entre R$ 1786,62(I, 3ª classe) e R$ 2204, 58 (IV, especial). No caso dos investigadores, na primeira e na segunda etapa, os valores salariais serão os mesmos que os dos escrivães.

A bancada petista registrou voto favorável às emendas de autoria de seus deputados, rejeitadas pelo Plenário.

A íntegra do PLC 44/13 e sua tramitação podem ser consultadas em http://www.al.sp.gov.br, no link Projetos

Deputados durante votação do PLC 44/13
Parlamentares da oposição votaram a favor do reajuste salarial de escrivães e investigadores

Dilma e PT desforram na bunda dos policiais: PEC 300 já era! 70

19/11/2013 – 20h40

Dilma fecha acordo para não votar pauta-bomba no Congresso até 2014

TAI NALON
JULIA BORBA
DE BRASÍLIA

Snap 2013-11-19 at 20.55.09A presidente Dilma Rousseff fechou nesta terça-feira (19) acordo para não votar até o segundo semestre de 2014 nenhum projeto na Câmara e no Senado que representem impacto nas contas públicas.

Dilma convocou reunião do conselho político, que reúne líderes e presidentes de partidos, além de sua equipe de ministros responsáveis pela articulação do governo, para tentar barrar “bombas fiscais” como propostas de emendas à Constituição que cria o piso salarial para servidores policiais, a que prorroga os benefícios para a Zona Franca de Manaus, além de um projeto com reajuste para o Judiciário.

Os congressistas presentes assinaram documento com o compromisso de “respaldo à manutenção dos sólidos fundamentos fiscais e monetários do país”.

“Estes fundamentos são imprescindíveis para dar continuidade aos programas governamentais de desenvolvimento sustentável, com distribuição de renda, geração de empregos e inclusão social”, diz a nota.

“É preciso zelar pelo cumprimento das metas fiscais acordadas no Orçamento e na LDO. Por isso, tomamos a decisão de não apoiar matérias que impliquem, neste momento, aumento de gastos ou redução da receita orçamentária”, diz ainda o documento.

Dilma tem sido ainda aconselhada a vocalizar empenho na área fiscal, numa tentativa de recuperar a credibilidade do governo no setor.

Alguns de seus conselheiros, como o ex-ministro Delfim Netto, defendem que ela vá além do discurso e assuma publicamente compromisso de que seu governo atingirá uma meta de superavit primário de 2% do PIB –neste ano, a meta oficial é de 2,3% do PIB.

P-2 – A decretação do fim do MILITARISMO 52

POR QUE O MILITARISMO TEM QUE ACABAR?

São vários os motivos para a derrocada do militarismo nas polícias brasileiras, seja pela forma aturdida, ora autoritária como se portou durante as manifestações recentes. Seja pelo modelo “Cosme – Damião”, onde se prioriza o modelo ostensivo em detrimento da inteligência, investigação e eficácia na antecipação do crime.

Isso a polícia militar, constitucionalmente falando, não deveria fazer.

Mas faz, muita das vezes usurpando a função precípua, que seria da polícia civil.

Alguns militares do serviço de inteligência, na verdade, quando não estão cometendo o crime de usurpação, se dão ao luxo de se prestarem como uma espécie de luxo de fuxiqueiros, a serviço sabe-se lá de quem ou do que.

Já viram algum policial militar ser preso pelo serviço chamado P-2? Agora reflita se é militar, quantos já foram prejudicados pelos fuxiqueiros anonimamente?

Outro argumento forte que por si, já seria suficiente o bastante para decretar o fim do militarismo, é quando alguma denúncia é feita, algo de podre é revelado, e sempre aparece um idiota conservador, e grita ao quatro ventos: – “num tá satisfeito, pede baixa”! – Isso é tão burro, quanto o curso de formação que esse infeliz fez.

Se fomos doutrinados a tratar com camaradagem os irmãos de farda; inclusive fizemos o juramento falando isso em alto e bom tom; se ainda fomos educados na cultura militar a respeitar os Direitos Fundamentais e Humanos, ter zelo e inteligência interpessoal seja com o andarilho, seja com o presidente da república…Então porque deveríamos aceitar os abusos cometidos dentro da caserna?

Para suportar e se colocar como mártir?

Como super homem?

Como “exemplo” de disciplina e submissão?

Se tem alguns retardados que aceitam lamber aqueles que os humilham isso é problema de quem aceita.

Só não podem é querer que todos tenham que aceitar.

Se assim o fosse, todos poderíamos fazer qualquer merda quando estivéssemos nas ruas, no tratamento com outro cidadão.

E por não podermos fazer isso, é que existem órgãos como o Ministério Público, para que façamos as denúncias.

Infelizmente muitos colegas têm tido condutas nas ruas, que refletem a forma como são tratados dentro dos quartéis.

Por isso muitos estão sendo afastados com distúrbios psicológicos, psiquiátricos, vícios no álcool, crack, cocaína; outros chegam ao suicídio inclusive.

Será que é esse o modelo ideal?

Alguns militares se sujeitam a isso, pela necessidade da profissão, mas, será que os civis, a população se submeteria a isso, em pleno século vinte um?!

É por essas e outras que o militarismo nas polícias brasileiras têm que acabar, pelo modelo paradoxal na relação Direitos Humanos versus Direitos Humanos.

FONTE – BLOG DO ANASTÁCIO

PLC 23 que trata da promoção aos policiais civis que se aposentam está pronto para ser votado…Deputado Mauro Bragatto, Vossa Excelência vai ou não vai requerer seja votado ? 103

Sergio olimpio gomes disse:

Quanto ao plc 23 que é de autoria do dep Mauro Bragatto , que trata da promoção aos policiais civis que se aposentam, o projeto esta pronto para ser votado, entretatanto , cabe ao autor pedir a sua votação.

Sou favorável a ele, alias, sempre que me pronuncio falo da importância de reparar este tratamento injusto. Não mandei ninguém procurar outro candidato, até porque sei que não sou o candidato da maioria que participa do Flit, o que não diminui minha obrigação de lutar pela dignidade da instituição e dos policiais civis.

Qualquer duvida sobre qualquer projeto estou no cel 11999813646.

olimpio

Mudança completa do sistema policial obtém consenso em audiência pública no Senado 51

Enviado em 18/11/2013 as 0:04 – Bel. Investigador

A reunião da última quarta-feira (13) da Comissão Especial de Segurança Pública do Senado terminou com uma frase que resume a avaliação dos participantes de mais uma audiência pública em busca de medidas que levem tranquilidade à população:
– O sistema de segurança pública no Brasil está absolutamente falido – disse o relator do colegiado, senador Pedro Taques, tendo a seu lado autoridades no assunto, como o ex-secretário da Secretaria de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Luiz Eduardo Soares, e o diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.
De acordo com Taques, o aparato de segurança precisa de mudanças estruturais, “não em homenagem a uma ou a outra categoria, mas em homenagem ao próprio cidadão”.
O quadro de insegurança compõe-se de imagens “dramáticas” colhidas pelos especialistas em levantamentos e pesquisas: um polícia que morre muito e que mata muito; resolução de crimes em percentual pequeno; falta de confiança da população no sistema de segurança; aumento do número de homicídios e de estupros; penitenciárias superlotadas; tempo médio de 1,6 mil dias para os julgamentos de homicídios.
Os números do último Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apresentados por Renato Sérgio de Lima mostram um Brasil com mais vítimas fatais resultantes de crimes. No ano passado, foram 47.136 homicídios dolosos. Um aumento de 7,8% em relação a 2011. Cresceram também as ocorrências de estupros – 50.617 casos em 2012, o que equivale a 26,1 estupros por grupo de 100 mil habitantes.
Se as ruas estão mais violentas, a situação não é diferente nas penitenciárias. Segundo o anuário, cerca de 38% dos presos estão em situação provisória, “abrindo margem para uma série de problemas, que vão desde a superpopulação carcerária, até a questão de as facções criminosas ocuparem o papel do Estado”. De acordo com Lima, um levantamento mais antigo feito em São Paulo mostrou que o tempo médio para o julgamento de homicídios no Brasil era de mil e seiscentos dias.
Mata e morre
O anuário revela um Brasil no qual os policiais civis e militares matam muito, mas igualmente morrem muito.
– O policial sai para trabalhar sem saber se vai voltar e na dúvida puxa o gatilho. E isso não é falar contra as polícias brasileiras. É assumir que o padrão operacional está falido. As polícias brasileiras matam mais e morrem mais do que em qualquer outro país – assinalou Lima.
Enquanto a polícia de Nova York matou nove pessoas em 2011, a de São Paulo assassinou cerca de 250 pessoas. No Rio de Janeiro foram quase trezentas mortes. Por outro lado, para cada cem mil policiais brasileiros, 17,8 são mortos em serviço. Fora de serviço são 58,7 mortes para o mesmo grupo de cem mil.
O resultado desta situação, como acredita o estudioso é um crescente distanciamento entre polícia e a sociedade. Isso é demonstrado por pesquisa na qual 70,1% dos entrevistados afirmam não confiar na polícia. Nos Estados Unidos, essa relação se inverte: 88% da população confiam nos órgãos encarregados do policiamento e investigação. Na Inglaterra, a confiança chega a 82% dos habitantes.
Desmilitarização
Na opinião Luiz Eduardo Soares, que também foi secretário de Segurança Pública do Estado do Rio, a segurança pública brasileira permanece como um retrato do passado, com práticas autoritárias herdadas do regime de ditadura militar:
– Chegou a hora de alguma coragem e alguma ambição para passarmos a limpo a segurança pública. Para isso precisamos mexer na Constituição, especialmente no Artigo 144, que trata do tema, sugeriu. Soares observou que a insatisfação é generalizada. Nem os policiais, nem a sociedade gostam do que veem.
No entender do ex-secretário, os policiais militares não-oficiais são submetidos a regimes disciplinares muitas vezes inconstitucionais.
– Esses regimes são draconianos. Desrespeitam os PMs como cidadãos, como trabalhadores e como profissionais – disse, referindo-se ao Código Penal Militar. Ao defender a desmilitarização da PM, Soares explicou que não há como comparar as funções do Exército com as da Polícia Militar, por isso o tratamento deve ser distinto.
Soares disse ainda que, ao contrário do imaginário popular, o Brasil não é o país da impunidade. São 550 mil presos. A quarta maior população carcerária do mundo. Formada, em sua maioria, por pobres, pretos e condenados por crimes de menor gravidade, como ressaltou o senador Pedro Taques
– Não é possível que tenhamos mais de meio milhão de presos e destes, quase dois terços em razão de tráfico de drogas e crimes contra o patrimônio, enquanto os homicídios não são investigados. Os condenados por homicídio doloso são cerca de 60 mil – exemplificou o relator.
Rivalidade
O professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Cláudio Beato Filho, trouxe à Comissão Especial de Segurança Pública mais uma dificuldade encontrada no combate à violência no país. Segundo ele, existe uma rivalidade histórica e crescente, não apenas entre as polícias e dentro de cada corporação, mas entre policiais e o Ministério Público. Além disso, a polícia não é efetiva nem na solução dos casos e nem no policiamento das ruas. O resultado é uma percepção de insegurança
– Mais de 50% da população brasileira acredita que vai ser vítima de homicídio nos próximos doze meses – alertou o acadêmico.
Beato apresentou alguns exemplos bem sucedidos de segurança pública que poderiam ser replicados no Brasil. Um deles foi o do Uruguai, onde há uma única polícia.
– A polícia de Nova York teve um problema gravíssimo de corrupção e foi capaz de se reinventar. Como eles fizeram isso? Basicamente com a depuração de suas polícias e com a profissionalização das organizações policiais – contou o especialista. A Colômbia também teria superado o problema da corrupção.
O professor sugeriu medidas para melhorar a eficiência da polícia brasileira. Uma delas são cursos de Direitos Humanos para esses profissionais. Também aconselhou a implantação de sistemas integrados de informação e o reforço no policiamento comunitário.
– Tem pelo menos vinte anos que ouço falar sobre esse tema e se avançou muito pouco – recordou.
Baixa eficiência
O número de ocorrências policiais no Brasil é incompatível com a capacidade de investigação. O alerta é do professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo.
– Diante de uma situação como essa, o que faz o delegado? Ele escolhe. Ele seleciona e essa seletividade não é controlada. Segue o arbítrio do delegado de polícia. Essa é, de acordo com o professor, uma das causas da ineficácia policial na elucidação de crimes – avaliou Azevedo.
Outra causa é a descontinuidade das investigações. A Polícia Militar, que tem o contato com a ocorrência, não tem responsabilidade nenhuma com a produção de dados que vão formar o processo penal.
– Isso é extremamente grave e exclusivamente brasileiro. Não há no mundo nenhuma situação como essa, de uma polícia que não faz o ciclo completo de policiamento – protestou.
O estudioso chamou a atenção para o fato de a polícia civil estar mais preocupada com a produção de um inquérito policial, “do que com uma investigação criminal, que seria a sua tarefa”.
Perguntas e respostas
Taques, que tem um prazo até 3 de fevereiro de 2014 para entregar seu relatório à Comissão Especial de Segurança Pública, acha que a audiência pública desta quarta-feira trouxe uma série de questionamentos a serem respondidos pelos senadores:
– Nós temos muitas polícias. Isso é bom? Nós gastamos muito? Gasta-se bem? Prende-se muito no Brasil? As pessoas que estão presas, merecem estar lá? E aquelas que estão soltas e mereceriam estar presas? A polícia é violenta? É corrupta? É só a polícia? Não é só a polícia?.
Pedro Taques concluiu ser preciso tratar do sistema de segurança pública como um todo, a fim de responder às cobranças da população.
Agência Senado

Aprovado adicional de direção para delegados de polícia 200

13/11/2013 20:48

Aprovado adicional de direção para delegados de polícia

Cálculo levará em conta adicional de tempo de serviço

Da Redação

DownloadPlenário JK na noite desta quarta-feira, 13/11

Foi aprovado por unanimidade, nesta quarta-feira, 13/11, oProjeto de Lei Complementar 43/2013, do Executivo, que institui para a carreira de delegado de polícia o adicional por direção da Atividade de Polícia Judiciária (ADPJ). A medida, que beneficia delegados da ativa, para se tornar lei precisa ainda ser sancionada pelo governador.
A bancada do PT registrou voto favorável ao Substitutivo 1 e à Emenda 4, rejeitados pela votação final.
Segundo o texto do PLC 43, O ADPJ será calculado mediante a aplicação de coeficientes sobre o valor do respectivo padrão de vencimento do delegado de polícia, acrescido do Regime Especial de Trabalho Policial (RETP) e do adicional por tempo de serviço e da sexta-parte dos vencimentos, quando for o caso, na seguinte conformidade: I – 0,098 a partir do primeiro dia do mês subsequente ao da data da publicação desta lei complementar; II – 0,265 decorrido um ano após a data prevista no inciso I do artigo 2º da citada lei.
O objetivo da iniciativa, segundo exposição de motivos encaminhada pelo secretário da Seguranç Pública, Fernando Grella Vieira, é reconhecer o status de direção exercido pelos delegados.
A íntegra do PLC 43/13 pode ser consultada em www.al.sp.gov.br, no link Projetos
Mauricio Blazeck e autoridades
Samuel Moreira
Olimpio Gomes na tribuna

Prêmio Disque Denúncia homenageia policiais que se destacaram 30

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Governo SP – Sala de Imprensa
<imprensa@comunicacao.sp.gov.br>
Data: 13 de novembro de 2013 17:27
Assunto: Prêmio Disque Denúncia homenageia policiais que se destacaram
Para: dipol@flitparalisante.com

 
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013

Prêmio Disque Denúncia homenageia policiais que se destacaram

Governador destacou a solução de crimes durante a nona edição da premiação

O governador Geraldo Alckmin destacou nesta quarta-feira, 13, os resultados gerados após 13 anos de Disque Denúncia, que contribuíram para a redução dos índices de criminalidade e violência em São Paulo. “Disque Denúncia, esses três algarismos, 181, que mais de 1 milhão de pessoas discaram e nos ajudaram a elucidar crimes, salvar vidas, resolver sequestros, aprisionar armas, tráfico de drogas, pegar fugitivos e prender criminosos”, ressaltou o governador.

Um dos exemplos contemplados na 9ª edição do Prêmio Disque Denúncia foi uma denúncia anônima, recebida pelo telefone 181, que levou policiais ao local onde se escondiam três suspeitos de matar e atear fogo em uma dentista, em abril deste ano. O trio foi preso e o crime, que ganhou repercussão nacional pela brutalidade, foi solucionado em dois dias com a ajuda do serviço.

O prêmio destacou ainda a solução de um latrocínio na zona sul da capital, a descoberta de um bingo clandestino na zona leste e o resgate de uma adolescente mantida em cárcere privado em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A premiação reconheceu publicamente o trabalho dos Policiais Civis e Militares que mais se destacaram no cumprimento do dever, solucionando crimes com base em informações passadas ao Disque Denúncia (181).

As unidades policiais premiadas anualmente são escolhidas de acordo com a quantidade e importância dos casos resolvidos no período de 12 meses.

Foram premiados 6 batalhões da Polícia Militar e 6 delegacias da Polícia Civil, além de duas equipes de cada polícia na categoria Destaque, pela solução de crimes que representaram grande desafio para as autoridades.

Houve ainda a entrega de prêmio de menção honrosa para integrantes do Disque Denúncia a Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) e para unidades do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML), indicadas pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica.

Disque Denúncia

O serviço do Disque Denúncia (181) é uma parceria da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo com o Instituto São Paulo Contra a Violência. Conta com o trabalho de profissionais civis, contratados pelo instituto, e policiais civis e militares destacados para analisar as informações recebidas.

Os atendentes são treinados para receber denúncias que podem ser objeto de investigação, como tráfico de entorpecentes, jogos de azar, violência doméstica e sexual. O anonimato de quem denuncia e o sigilo absoluto das informações recebidas são garantidos.

Em 13 anos de atividade, o Disque Denúncia (181) já recebeu mais de 1,5 milhão de denúncias, apresentando resultados que contribuíram para a redução dos índices de criminalidade e violência em São Paulo. Entre os números registrados no período estão 221 casos de sequestros solucionados, 28.614 prisões e 1.298 casos de maus tratos de crianças e idosos.

Os números detalhados podem ser obtidos no site do instituto: www.ispcv.org.br.

Secretaria da Segurança Pública

(11) 3291-6685

http://www.saopaulo.sp.gov.br

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http://www.twitter.com/governosp

Governo do Estado de São Paulo

Alckmin anuncia ferramenta que vai permitir denúncias pela internet 48

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Governo SP – Sala de Imprensa <imprensa@comunicacao.sp.gov.br>
Data: 13 de novembro de 2013 17:46
Assunto: Alckmin anuncia ferramenta que vai permitir denúncias pela internet
Para: dipol@flitparalisante.com

 
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013

Alckmin anuncia ferramenta que vai permitir denúncias pela internet

Serviço vai complementar atendimento do 181 e garantirá anonimato de quem denuncia

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta quarta-feira, 13, a ampliação do Disque Denúncia (181) para a plataforma digital. Nos próximos dias, a possibilidade de fazer denúncias contra criminosos será estendida à internet, no serviço Web Denúncia. A novidade tem como objetivo tornar o serviço ainda mais prático e ágil para o denunciante.

“Nas próximas semanas vamos dar um grande passo, que é a Web Denúncia. O cidadão, por celular, tablet e computador, vai poder encaminhar foto, documento, relatório e poder descrever pessoas. Tudo com absoluto anonimato, igual ao Disque Denúncia”, ressaltou Alckmin.

O Web Denúncia é uma parceria entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Instituto São Paulo Contra a Violência (ISPCV), que há 13 anos mantem o atendimento telefônico via 181.

O anonimato de quem denuncia, marca do serviço pelo telefone, será mantido nos registros via web. A ferramenta contará com mecanismos de segurança que permitirão ao usuário ter o seu sigilo garantido.

A nova ferramenta vai funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana, e possibilitará enviar arquivos como fotos, vídeos e cópias de documentos. Cada registro será analisado pelos policiais que trabalham no Disque Denúncia (181).

Entre os crimes que poderão ser denunciados pelo novo serviço está o tráfico de drogas, homicídio, latrocínio, roubo e furto de veículo, outros tipos de roubos, sequestro e informações sobre procurados pela Justiça. Um total, portanto, de oito modalidades.

Para registrar uma denúncia, bastará escolher o tipo de denúncia dentre as opções e seguir a sequência de formulários de perguntas. Ao final da denúncia, uma senha será fornecida pelo sistema para que o denunciante possa acompanhar posteriormente a apuração pela polícia.

Secretaria da Segurança Pública

(11) 3291-6685

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Governo do Estado de São Paulo

Delegado-geral faz balanço de sua gestão à frente da Polícia Civil, que completa um ano 54

13/11/2013 20:24

Blazeck assumiu o cargo em momento de crise, com pico nos índices de homicídios

Da Redação: Gabriel Cabral. Fotos: Marco Antonio Cardelino

DownloadLuis Maurício Souza Blazeck, delegado-geral de políciaCompareceu à reunião da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários, sob a presidência de Adilson Rossi (PSB), o delegado-geral de polícia, Luis Maurício Souza Blazeck, que contou sobre as mudanças que ocorreram na Polícia Civil durante seu comando, que completa um ano. Ele também manifestou apoio aoProjeto de Lei Complementar 43/2013, que cria o Adicional por Direção da Atividade de Polícia Judiciária, destinado aos delegados de polícia: “Bons profissionais procuram bons salários”, disse Blazeck.
“Aceitei o desafio em nome da minha corporação”, disse o delegado-geral, explicando que o momento em que ele assumiu o cargo era delicado, tanto por pressão da mídia como popular. Falou do Sistema Integrado de Segurança (SIS), dos Conselhos de Segurança (Consegs) e do trabalho que é realizado na capital e no interior do Estado.
Blazeck, que trabalha na Polícia Civil há 28 anos, afirmou que nos últimos oito anos especializou-se em gestão pública, e que o planejamento da administração da polícia é de suma importância. “Segurança pública não é uma atividade doméstica em que você faz como quer.”
O delegado afirmou que o índice de homicídios havia aumentado em novembro de 2012, “uma situação desagradável e preocupante, principalmente por se tratar de vidas”, salientou.
Redimensionando os setores
As mudanças na estrutura da Polícia Civil, tanto no interior como na capital, foram explanadas pelo delegado. “O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) é um departamento de excelência, mas estava saturado”, exemplificou. Também disse que não fazia sentido a manutenção de uma delegacia de polícia destinada exclusivamente a investigações sobre furto e roubo de jóias, por isso a transformou em uma unidade de atuação mais ampla, abrangendo crimes como roubos a condomínios e ações de Black Blocs.
Sobre o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), o delegado-geral afirmou que irá aumentar o número de unidades para 54 centrais. Com relação ao interior, disse que “pela primeira vez a divisão de recursos materiais e humanos foi equitativa.
“Quando assumimos, tínhamos zero de investimento em inteligência”, disse Blazeck, que citou o apoio do secretário de Segurança na liberação de verba para investimentos em diversas áreas internas. Já com relação à ampliação do número de unidades policiais, o delegado-geral lamentou a falta de recursos para investimento em estruturas de prédios, rubrica que contou com apenas R$ 3 milhões neste ano. “Não consigo construir, uma única delegacia com isso”.
Projeto dos desmanches
O delegado pediu aos parlamentares que apoiem o Projeto de Lei 380/2013, que tornar mais efetivo o combate à receptação de autopeças, com objetivo final de inibir o roubo e furto de automóveis. “Vocês estarão prestando um auxílio ímpar na redução dos índices de crimes contra o patrimônio.”
Com relação à valorização profissional, afirmou que São Paulo é o único Estado da federação que não dá aposentadoria especial para os policiais. Ele pediu apoio aos bons policiais, que merecem melhores salários e condições de trabalho. Agradeceu ainda aos deputados pelas propostas aprovadas, que tratam da exigência de nível superior para agentes e escrivães e do reconhecimento da carreira de delegado como jurídica.
Deputados
Hamilton Pereira (PT) elogiou os aprimoramentos da Polícia Civil e falou de seu projeto sobre a criação da Coordenadoria de Busca por Desaparecidos, que foi aprovado na Assembleia, mas vetado pelo governador. Pediu atenção e dedicação ao assunto. Blazeck convidou o Hamilton Pereira para visitar a equipe da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Também falou sobre outros projetos visando aprimorar as buscas, como o uso de um software que, com base em fotografias, simula o envelhecimento das faces para facilitar o reconhecimento após anos de desaparecimento.
Pedro Tobias (PSDB) questionou se há projetos que visem atender mais rapidamente o cidadão nas delegacias, principalmente para esclarecimento de queixas e boletins de ocorrências. Blazeck falou que faz parte de uma das instituições mais fiscalizadas, e que conta também com o aperfeiçoamento dos totens para auto-atendimento e delegacias webs, onde se pode realizar o início do procedimento de BO, dependendo da gravidade da situação.
Major Olímpio (PDT) também elogiou o delegado-geral e pediu esforços dos deputados no sentido de destinar mais recursos à Secretaria da Segurança Pública no Orçamento 2014.
Dilador Borges (PSDB) falou dos benefícios que Araçatuba recebeu, mas lamentou que a região esteja localizada na divisa do Estado, em rota do tráfico internacional de drogas. Marco Aurélio de Souza (PT) perguntou sobre o fechamento de delegacias em cidades pequenas, que acabam obrigando os cidadãos a realizarem as queixas em cidades vizinhas.
Fernando Capez (PSDB) salientou que o crime que mais aumenta no Estado é aquele em que falsos chaveiros, passando-se prestadores de serviço, fazem cópias das chaves das residências para posterior invasão. Defendeu seu projeto de lei que cria cadastro voluntário de chaveiros disponível à consulta popular.
Osvaldo Vergínio (PSD), que atuou por 25 anos na polícia, ressaltou que os delegados iniciam suas carreiras com salários muito baixos. Parabenizou o delegado que preside o inquérito sobre o caso do garoto Joaquim, de Ribeirão Preto.
Itamar Borges (PMDB) parabenizou os trabalhos do delegado-geral e destacou a excelência referente a modernização da capital e do interior. Antonio Mentor (PT) ressaltou o apoio do Partidos dos Trabalhadores às causas policiais.
Também estiveram presentes os parlamentares Ramalho da Construção, Maria Lucia Amary (ambos do PSDB), Padre Lobato (PV) e Antonio Salim Curiati (PP).

Luis Maurício Souza Blazeck e Adilson Rossi
Reunião desta quarta-feira, 13/11, da reunião da Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Assembleia
Secretário Luis Maurício Souza Blazeck faz balanço de sua gestão à frente da Polícia Civil
Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários da Assembleia

ALERTA AOS POLICIAIS CIVIS QUE PRETENDEM SE APOSENTAR PELA LEI 51/85 76

PRIMEIRAMENTE, SOLICITO OS VALIOSOS PRÉSTIMOS DA DIREÇÃO DESSE IMPORTANTE E CONCEITUADO CANAL INFORMATIVO, NO SENTIDO DE SER DIVULGADA A INFORMAÇÃO QUE APRESENTO ABAIXO, MESMO PORQUE, PENSO SER DE INTERESSE DE TODA A CLASSE POLICIAL CIVIL, HAJA VISTA TRATAR-SE DE ASSUNTO QUE SE RELACIONA COM O SONHO DE TODOS, QUE É A APOSENTADORIA…

NESSE SENTIDO, INICIALMENTE, CUMPRE-ME IDENTIFICAR: MEU NOME É ELIO ANDRADE DE SOUZA, FUI ESCRIVÃO DE POLICIA POR MAIS DE TRINTA ANOS E APÓS 38 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO ME APOSENTEI EM 23 DE JULHO DE 2013, COM EMBASAMENTO NA LEI 51/85 E  POR  FORÇA DE MANDADO COLETIVO IMPETRADO PELA ASSOCIAÇÃO  DOS ESCRIVÃES DE POLICIA DE SÃO PAULO, QUE FORA DECIDIDO FAVORAVELMENTE  PELA NOSSA SUPREMA CORTE JUDICIAL. COM A PUBLICAÇÃO DE MINHA ALMEJADA  APOSENTADORIA TEVE INÍCIO ENTÃO O MEU DILEMA E EXPLICO PORQUE: NOSSO GOVERNO, CONSUBSTANCIADO EM SUBSERVIENTE ENTENDIMENTO DE NOSSO ÓRGÃO PREVIDENCIÁRIO – SPPREV, NÃO RECONHECEU EM MEUS PROVENTOS  A INTEGRALIDADE DE MEUS VENCIMENTOS, TAMPOUCO AS REGRAS DA PARIDADE, CONTRARIANDO ASSIM AS DECISÕES JUDICIAIS NESSE SENTIDO. O ALUDIDO ÓRGÃO PÚBLICO ME IDENTIFICOU NO HOLERITE COMO “BENEFICIÁRIO PREVIDENCIÁRIO” E ME SURRIPIOU QUASE UM TERÇO DO VALOR DOS VENCIMENTOS QUE FAZIA JUS ANTES DE ME APOSENTAR… O PIOR AINDA ESTÁ POR VIR E TENHO CONSCIÊNCIA DISSO, COM O PASSAR DO TEMPO, SEM AS REGRAS DA PARIDADE, A TENDÊNCIA É MEUS PROVENTOS CAIR AINDA MAIS E A DEFASAGEM É COISA CERTA, POIS NÃO SEREI CONTEMPLADO COM OS EVENTUAIS AUMENTOS E RESTRUTURAÇÕES A SEREM CONCEDIDOS PARA AQUELES QUE SE ENCONTRAM NA ATIVA. AINDA SOBRE TUDO ISSO, DEVO ACRESCENTAR, QUE FACE A MOROSIDADE DO SPPREV EM PUBLICAR MINHA APOSENTADORIA, QUE  DEMOROU QUASE UM ANO PARA QUE ISSO ACONTECESSE, TAMBÉM EM JANEIRO DESTE ANOS PASSEI A FAZER JUS A APOSENTADORIA NOS TERMOS DO ARTIGO TERCEIRO, INCISOS I, II, III, PARÁGRAFO ÚNICO, DA EC. 47/2005, EM QUE SÃO PATENTES OS DIREITOS À INTEGRALIDADE E PARIDADE,  O QUE ME LEVOU APÓS A SURPRESA DO INJUSTO ENTENDIMENTO DO SPPREV RELATIVO À LEI 51/85, A APRESENTAR NAQUELE ORGÃO PREVIDENCIÁRIO UM REQUERIMENTO VISANDO A CONVERSÃO DE MINHA APOSENTADORIA PARA A MODALIDADE PREVISTA NA MENCIONADA EMENDA CONSTITUCIONAL,  SENDO IGNORADO NESSA PRETENSÃO.
PENSO QUE O ACIMA EXPOSTO POSSA SERVIR DE ALERTA PARA TODOS AQUELES QUE ASPIRAM ESSA MODALIDADE DE APOSENTADORIA, OU SEJA, PELA LEI 51/85, 0U ENTÃO PARA  AQUELES QUE ESTÃO REIVINDICANDO NA ESFERA JUDICIAL, TALVEZ POR FORÇA DE ORIENTAÇÕES E RECOMENDAÇÕES DE SINDICATOS  E ASSOCIAÇÕES, A CONVERSÃO DE SUAS APOSENTADORIAS OBTIDAS PELA LEI LEI 1062/2008, PARA A LEI 51/85, HAJA VISTA ISSO NÃO FAZER DIFERENCIAÇÃO ALGUMA PARA  O DENOMINADO ÓRGÃO PÚBLICO.
PENSO TAMBÉM QUE SENTENÇAS JUDICIAIS  APENAS   GENÉRICAS A RESPEITO DA RECEPÇÃO DESSA LEI PELA CARTA MAGNA, SEM TECER  OBRIGAÇÕES AO RECONHECIMENTO  DA INTEGRALIDADE R PARIDADE NOS PROVENTOS   É PRATO CHEIO PARA O SUBSERVIENTE SPPREV, QUE ACABA FAZENDO OS CÁLCULOS DE CONFORMIDADE COM OS OITENTA ÚLTIMOS VENCIMENTOS, AGRADANDO ASSIM,  EM CHEIO O GOVERNO.  ELIO ANDRADE DE SOUZA – FONE (18) 98126-6900

A polícia e seus antagonismos brutais 73

A polícia e seus antagonismos brutais

Publicado por Evandro Martins

O surgimento da polícia como hoje conhecemos – toda uniformizada e postada de forma ostensiva aos olhos da população para vigiar e prender – é coisa extremamente recente em termos de civilização. No Brasil, remonta a pouco mais de dois séculos.

Ela surgiu junto à Revolução Industrial, ao crescimento das cidades e à unificação dos Estados. Com o industrialismo, camponeses foram expulsos de suas terras e obrigados a viver na cidade, provocando seu inchaço, o que, aliado à explosão populacional devida aos avanços tecnológicos, ocasionou um aumento da criminalidade, porque a oferta de trabalho sempre foi e será menor que o número de pessoas aptas ao trabalho. O capitalismo tem uma tendência natural ao chamado “exército de reserva”.

Quem de relance veja, achará que a polícia é o lado “bom”, voltado a combater o “mau”. Mas esta é uma ideia elitista, superficial e se desfaz muito rápido. Basta dizer que quem dita a regra de quem e qual será o “mau” é quem está no poder. E a regra ditada visa manter sempre a mesma e velha ordem, ou seja, visa beneficiar um grupo de pessoas e não todas as pessoas. Então, se o agente (policial) receber uma ordem para combater determinado “mau”, ele não poderá perguntar se o que vai fazer é bom ou mau, afinal foi doutrinado a repudiar seu senso crítico e a obedecer toda ordem hierárquica. A polícia é, em suma, a instituição cega, surda e muda criada para servir ao poder, sendo a fiel cumpridora de ordens, sejam quais forem.

 

 

Por isso é uma inocência das pessoas achar que a polícia existe para protegê-las. Polícia é a força bruta criada para proteger o poder (econômico, social, político, etc). Basicamente a polícia existe para conter as massas sobrantes do capitalismo para que não se apoderem dos bens dos ricos. Serve, pois, para manter a sociedade dividida em classes. Por isso é um meio de controle social: o mais violento.

Não é por acaso que Brasília registra o maior salário pago aos policiais: porque ali se concentra todo o poder político do país. Veja-se, por exemplo, nas recentes manifestações onde os alvos foram o patrimônio público, agências bancárias e estabelecimentos comerciais de renome. A polícia aí tende a agir com rigor a fim de reprimir tais ações porque houve afronta ao poder político (prefeituras, câmaras municipais, congresso nacional) e econômico (bancos, lojas). E quando o crime é contra pessoa de certo status social, a ação é rápida e quase sempre eficaz (exemplos: Carolina Dieckmann; filha do Silvio Santos). Em contrapartida, existem estabelecimentos comerciais, residências e pessoas sendo alvo de crimes cotidianamente e a polícia aí simplesmente não age.

Em linhas gerais a polícia não consegue e não está voltada para prevenir e nem reprimir o delito, o que comprova o fato de que dos 50 mil homicídios ocorridos no país por ano (números de uma guerra civil), apenas quatro mil (8%) têm o autor descoberto e preso[1]. É dizer o seguinte: cinquenta mil pessoas foram assassinadas porque não se conseguiu evitar que o fossem, quando a lógica do sistema seria que os homicídios – um dos crimes mais graves – sequer viessem a ocorrer. Muitas dessas pessoas a polícia é quem mata. E mata tão ou mais criminosamente quanto àquelas ações que deveria coibir. Ora, se a polícia vem cometendo os ditos excessos durante as manifestações, em que a ação toda está sendo monitorada pela mídia, imagine-se o que ocorre sem esta vigília? Lá com o pobre favelado. É claro que a maioria dessas mortes é de pessoas pobres. Por isto tal fato passa aparentemente despercebido por quem não vive na periferia.

 

 

A imprensa já faz o maior estardalhaço com alguns poucos crimes que acontecem nos bairros nobres, agora imagine se ocorrem cinquenta mil mortes nesses locais? Por tal razão, pode-se dizer que os Direitos Humanos só tiveram a devida atenção quando a burguesia foi vitimada na época da Ditadura Militar. Atualmente parecem servir apenas como estatística. Daí se vê que no atual modelo a vida possui valor diferente, variando de acordo com a posição ocupada pela vítima e não pelo valor intrínseco que a vida encerra em si.

 

 

A perpetuação da polícia se alimenta do “clima de insegurança social” que cotidianamente a imprensa marrom (sensacionalista) e a chapa branca (conservadora) noticiam. Ou seja, ela se mantém por conta do medo do tão aviltado inimigo: o “delinquente”; e porque se pública, incansavelmente, o quão numerosos e perigosos eles são. O medo está sendo fomentado e industrializado para alcançar fins comerciais, até porque, no atual modelo tudo tem que vender, inclusive o medo. E essa criminalidade de rua, (ou do pobre – assalto, homicídio, latrocínio), que é mais escancarada, obviamente que deixa a população comum, – aquela que não detém poder social, político ou econômico – em sobressalto. Isto porque, como já dito, a polícia não está direcionada para servir a população em geral, mas sim ao poder.

 

 

 

 

 

Mas, fazendo-se uma análise para além do bem e do mal, a polícia, mais precisamente os seus agentes, os policiais, são as maiores vítimas dentro do sistema penal. Esta íntima relação dos policiais com o crime arrastarão eles para diversos caminhos. São suicídios, depressão, síndrome do pânico e outras tantas patologias que essa atividade de guerra provoca. O número de suicídios chega a ser maior que o número de policiais mortos em combate[2]. Ora, se são conhecidos os terríveis efeitos entre os ex-combatentes de guerra que testemunharam o conflito de forma temporária, evidente que quem vivencia a guerra diária e sem trégua sofre de forma mais intensa os efeitos desta atividade insana. Mas dois caminhos são quase inevitáveis: a corrupção e o embrutecimento, ou seja, a animalização de seus membros.

Em 1971 foi realizado um experimento onde pessoas comuns foram selecionadas aleatoriamente para desempenhar os papéis de prisioneiros e guardas em uma prisão simulada (prisão de Stanford). Prevista para durar quinze dias, a experiência teve que ser interrompida no sexto dia. Os voluntários incorporaram de tal forma os papéis designados que os guardas foram se tornando cada vez mais sádicos e malvados com os prisioneiros, dispensando-lhes tratamento humilhante, castigos físicos, negando-lhes comida, acesso ao banheiro, etc. Em contrapartida, os prisioneiros começaram a apresentar distúrbios emocionais, perda do senso de realidade, desamparo. Estes quadros psicológicos e ações perversas dos “guardas” foram possíveis em uma mera simulação, agora quando os papéis tornam-se reais as consequências são muito mais graves.

Por isto há as chamadas milícias entre a polícia: verdadeiros grupos de extermínio que se arvoram no direito de fazer justiça com as próprias mãos sem que as vítimas tenham, muitas vezes, qualquer desavença com seus executores ou mesmo histórico criminoso. Por isto a tortura é um meio absolutamente normal dentre as práticas policiais. Por isto a polícia é truculenta, arrogante, estúpida, bestificada. As chacinas (Eldorado do Carajás, Acari, Candelária, Vigário Geral, Carandiru) acusam a violência da polícia contra os mais humildes. Isto se dá porque, ao se conferir certo grau de poder às pessoas, elas tenderão a abusar dele, se sentindo acima das demais. Isto ocorre em qualquer nível de poder, mas com a polícia é pior. Pior porque os policiais acham que se trata de uma luta do bem contra o mal, por isso suas ações descambarão para violência, tortura, mortes, chacinas, etc. Muitas dessas coisas terríveis e desumanas são amenizadas porque o sujeito que ordena não vê o fato, logo não tem a imaginação impressionada; enquanto o sujeito que obedece, está executando ordens e por isso não se sente responsável. Quem ler, não encontrará nisto senão palavras. Mas tem uma explicação: nada percebemos de injusto quando a distância entre nós e outro ser é muito grande, e matamos um inseto, por exemplo, sem qualquer remorso. Daí se vê que os conceitos de “bom” e “mau” caem por terra. As pessoas apenas desempenham os papéis que o sistema lhes confere.

E cabe um parêntese sobre a denominada violência deslocada. Suponha-se que um policial é humilhado por um superior hierárquico; neste momento ele nada poderá fazer. Sua reação contida (já que não pode agir) será deslocada, por exemplo, quando da prisão de um assaltante espancando-o, já que aqui ocupa uma posição superior a dele. Este assaltante, por sua vez, deslocará sua reação àquele espancamento numa futura vítima, p. ex; e esta vítima descontará esta agressão na sua mulher ou num subalterno no trabalho, etc. Cria-se assim, um ciclo interminável de agressões que é inerente ao próprio sistema. Estamos num ciclo vicioso que só gera violência.

E o pior de tudo é que há uma crença de que os problemas serão solucionados chamando a polícia: exatamente a instituição mais mal preparada para resolução dos conflitos. Praticamente todo problema e toda desordem é tratado como “caso de polícia”. Movimentos dos sem-terra, dos sem-teto, briga de vizinho, pensão alimentícia, tráfico de drogas, crimes patrimoniais, estupradores e assassinos, tudo é colocado na mesma vala, ignorando-se a raiz desses problemas, que nada mais são que sintomas de uma sociedade em crise estrutural.

Afora a animalização, há a corrupção dos policiais. Isto se dá por conta das seguintes proposições: atualmente é impossível acabar com o crime; e pior ainda: não existe nenhum interesse em acabar com ele. No modelo vigente o crime sempre vai existir e sua tendência é só aumentar  porque o sistema, em si, é criminoso. O crime não está lá ou cá ; e tampouco são estes ou aqueles os criminosos. Ele está em toda parte e dentro de cada um. Crime é um conceito político. Isto quer dizer que seus fundamentos não se encontram em bases jusfilosóficas, naturais ou extraterrenas. Crime é uma criação de quem está no poder. A razão de existir do “crime” é a mesma que a Igreja Católica encontra para o “pecado”, ou seja, é querer separar as pessoas em boas e más, onde umas seriam mais morais que as outras. No passado sacerdotes e guerreiros saqueavam o excedente da produção das famílias camponesas era a coisa mais normal, hoje seria roubo.

Há tantas leis definindo o que é crime que é quase impossível um cidadão não ter cometido ao menos um delito. Por exemplo: comprar CD ou DVD falsificado é crime (receptação); tentar subornar um guarda de trânsito é crime (corrupção ativa); comprar sem nota para reduzir o preço de um produto ou serviço é crime (art. , inc. II, da Lei 8.137/90); dirigir sob efeito de álcool é crime (art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro); levar lança perfume para o carnaval e dividir com a galera é crime (tráfico de drogas). Porém, há uma espécie de seleção de quem são os criminosos (os pobres) e onde eles se concentram (na pobreza). Isto explica porque você, caro leitor, não foi apanhado pela teia do sistema penal e costuma enxergar o criminoso sempre como sendo “o outro”.

Em segundo lugar, há muita gente “vivendo” do crime. São repórteres, apresentadores e donos de TV, jornal e rádio, juízes, promotores, delegados, vigilantes e seguranças particulares, empresas de segurança, etc. O crime já se mercantilizou: blindagem de veículos, cercas elétricas, alarmes, seguros, cães adestrados. Quantos jornais e programas policialescos se alimentam do crime. Toda máquina estatal voltada para prender, julgar e punir (polícia, delegados, promotores, juízes) vive do crime. E quantos empregos e serviços deixariam de existir sem o crime. Isto apenas para dizer da criminalidade de rua: aquela que assusta a população. Há, portanto, muitos interesses por trás do crime. O policial se deparará com esta triste realidade, se corromperá e, não raro, se lançará a empreitadas criminosas iguais a que visa coibir (assaltos, homicídios, etc), pois seu trabalho é o mais inglório: colocar a vida em jogo por um mísero salário para travar uma luta já de antemão perdida contra a criminalidade do pobre. Aquele que eu e você se retorce para não ver, como a querer negar sua existência, sua realidade.

Pode-se dizer que quanto mais policiado um Estado é, tanto mais desigual é seu povo. Atualmente, bem se percebe que o Estado está precisando mais do que nunca da força policial, inclusive para governar. Outrora a “opinião pública” era facilmente manipulável pela grande mídia. Agora, com a internet – única imprensa livre – tomando a frente dos antigos meios de comunicação, a população está arisca, desperta e volta-se, inclusive, contra os antigos meios formadores de sua opinião. Quando um Estado precisa a todo instante da polícia para exercer-se é porque a situação vai de mal a pior. E esta insatisfação generalizada conduzirá, mais cedo ou mais tarde, à ingovernabilidade. Isto porque, ninguém governa contra a opinião pública. Governar é mandar, mas obedecer não é aguentar. Estado é um estado de opinião: uma situação de equilíbrio, de estática. Veja o caso de Napoleão ao invadir a Espanha: ele sustentou esta agressão durante algum tempo, mas não mandou um só dia. Isto porque tinha a força e precisamente porque só tinha a força.

Aqui no Brasil há uma insatisfação generalizada da população e uma casta social que visa tão somente se perpetuar no poder. O primeiro passo rumo à mudança é evitar que algum amigo ou conhecido tente ingressar para a polícia, ou se já faz parte desta corporação/instituição tentar dissuadi-lo desta ideia. A natural tendência é que haja uma greve ou mesmo uma conscientização também por parte da polícia deste papel que lhe é designado, ou seja, que ocupa uma posição indigna e está sendo lançada contra a própria população a mando do poder e, por conta disso, acabe deixando de sustentar uma situação que já está insustentável. Quando isto acontecer haverá, inegavelmente, um pequeno espaço para o caos. Mas já se vive uma permanente catástrofe e sua autonegação. E é preciso virar cinzas para que fênix renasça.

Somente com a ruptura do sistema vigente será possível viver num mundo sem polícia. Tanto a militar quanto a civil. A primeira porque mata, tortura, prende, é corrupta e brutal. A segunda porque faz tudo isso e não investiga o crime[3]. Este será o caminho natural para se ter uma sociedade mais fraterna, mais igual, mais humana, onde os problemas serão tratados como devem ser tratados, e não como “casos de polícia”.

 

 

 


 

[1] A estimativa é de Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa Mapas da Violência 2011, divulgada pelo Ministério da Justiça.

 

 

[2] Segundo pesquisa realizada pela Unb e divulgada pela Istoé, edição nº  2285, 30.Ago.13.

 

 

[3]  Numa sociedade pautada em outros nortes que não o capital, sequer precisaria investigar o crime para querer encontrar o culpado. Porque a punição de quem quer que seja nunca passou de um erro. Pena nenhuma previne ou reprime o delito, tampouco regenera o condenado. O índice de reincidência é de 70%. Não existem culpados. As pessoas se sentem culpadas, mas não são. A culpa se encontra dispersa: nos pais, nos educadores, nos amigos, no ambiente favorável, nos acasos da hereditariedade, em nós, nas mensagens subliminares, nas técnicas de persuasão, enfim, os embates psíquicos e as crises que jogam o ser humano de um lado para o outro até que ele decida agir, jamais formarão o seu “livre arbítrio”, serão apenas a escolha das circunstancias determinantes. Por isto, é inútil querer encontrar “culpados”.

Corregedoria Geral da Polícia Civil instaurou uma correição extraordinária na Sepama por influência política 5

Segue o editorial do jornal Correio Popular de hoje, explicando as ações da corregedoria, chama à responsabilidade o secretario de segurança e  define a atuação dos dois mandados do Mjr Olimpio como “pífia” uma vez que aprovou apenas 18 leis, sendo 12 delas sobre denominação de ruas, 03 delas reconhecendo entidades como se utilidade publica, duas instituindo dias comemorativos e uma sobre prevenção de roubo e furto de cabos eletricos

 

CORREIO POPULAR

http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/colunistas/manuel_carlos/119887-ja-vai-tarde-upa.html

 

Opinião

Já vai tarde,  UPA

 

11/11/2013

 

Manuel Carlos

 

Poucos dias após a denúncia de maus-tratos de animais pela ONG do deputado Feliciano Filho, os cães foram transferidos para outra entidade e a UPA foi a óbito.
O Setor de Proteção aos Animais e Meio Ambiente da Polícia Civil (Sepama), cumprindo um mandado judicial, encontrou na UPA dez cães em estado grave de saúde, cinco filhotes congelados em uma geladeira ao lado de uma sacola com carne moída estragada, além de muita sujeira e ração exposta aos ratos.
A história teve lances curiosos e o deputado usou toda sua influência junto à Corregedoria da Polícia Civil para pressionar os policiais da Sepama que trabalharam na fiscalização.
O caseiro da UPA denunciou os policiais por abuso de autoridade, mas quando quis contar na Corregedoria que havia feito a denúncia a pedido do deputado, o delegado recusou-se a ouvi-lo.
Segundo é contado nos bastidores da polícia, um dos policiais acusados resolveu levá-lo à presença de um promotor de Justiça e foi logo acusado pelo corregedor de ter sequestrado o caseiro. O cativeiro era a sala do promotor de Justiça e não podia, portanto, ser estourado.
O inquérito instaurado pela Sepama foi deslocado para a Seccional, porque existe em Campinas uma esdrúxula orientação para que acusações sobre políticos não sejam apuradas nos distritos. Isto é o fim da picada!
Agora, o deputado estadual Olímpio Gomes, líder do PDT na Assembleia e que atua nas áreas de educação física, comunicação, segurança pública e assuntos jurídicos, resolveu atuar na proteção dos animais e protocolou junto à Secretaria de Segurança Pública um pedido de informações contendo 11 tópicos extremamente técnicos, mas Feliciano Filho nega qualquer atuação no episódio.
Quando falo nas áreas de atuação do Major Olímpio refiro-me ao que consta no site da Assembleia porque sua atuação parlamentar é tão pífia quanto à de Feliciano Filho.
Major Olímpio já aprovou ao longo de seus dois mandatos 18 leis, sendo 12 denominando logradouros; três reconhecendo entidades como de utilidade pública; dois instituindo dia disto ou daquilo e uma sobre política de prevenção do roubo de cabos e fios metálicos.
Diante do requerimento do Major Olímpio, a atitude razoável da Secretaria de Segurança Pública seria encaminhar as perguntas à Sepama para serem respondidas, mas ao contrário disso a Corregedoria Geral da Polícia Civil instaurou uma correição extraordinária na Sepama, confiscando inquéritos e boletins de ocorrência.
Isto tem nome e sobrenome. Trata-se claramente de perseguição política contra a Sepama e a Polícia Ambiental em razão das denúncias contra a UPA do deputado Feliciano Filho.
Não acredito que meu amigo Fernando Grella Vieira tenha conhecimento desses fatos, pois um homem com a sua integridade não permitiria jamais que isto pudesse acontecer.