“Com bravura e coragem defende a nossa Nação. Com amor e atenção, tenho-o guardado em meu coração! Parabéns pelo seu dia, soldado!”
“Aos que arriscam a vida para proteger a vida dos milhões de brasileiros e das ricas terras de nosso país, meus parabéns por vosso dia!”
“A tua força, determinação e perspicácia! Qualidades ímpares para a construção de um bom soldado, que deseja apenas proteger os seus conterrâneos e ajudar a construir um mundo de paz! Feliz Dia do Soldado!”
PM é detido suspeito de extorquir moradores no Campo dos Alemães em São José dos Campos
Segundo o boletim de ocorrência, ele fingia ser policial civil no Campo dos Alemães para intimidar os moradores. Por não ser flagrante, PM foi liberado após prestar depoimento.
Por G1 Vale do Paraíba e Região
PM é preso por extorsão no Campo dos Alemães em São José (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
Um policial militar que atua na capital foi detido na manhã desta quinta-feira (23) por concussão, que é quando um agente público age para obter vantagem, na zona sul de São José dos Campos (SP). Segundo o boletim de ocorrência, ele fingiu ser policial civil no Campo dos Alemães para intimidar as vítimas. O PM foi ouvido e liberado após registro da ocorrência porque não houve flagrante.
Ainda de acordo com o registro, policiais da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) estavam em um carro descaracterizado fazendo patrulhamento pela zona sul. Durante o trabalho, eles abordaram um jovem que mexia em um celular.
Ele confessou que estava em uma chamada de vídeo com várias pessoas dialogando sobre a venda de drogas na rua 24. Os policiais verificaram o celular e constataram que era utilizado exclusivamente para o tráfico.
Em uma das conversas, os policiais viram uma mensagem de alerta dizendo que um policial civil estava em um veículo cor vinho abordando os moradores para exigir dinheiro. Os policiais verificaram que não havia nenhuma viatura da polícia com essas característas na cidade e pediram para que outros policiais fossem até a rua 24 conferir a informação.
O carro foi encontrado e o motorista foi abordado. Ao descer do veículo, o homem avisou que era soldado da PM em São Paulo e que morava em São José. Uma arma foi encontrada no carro, além de R$ 252.
Durante a aborgagem, dois moradores do bairro foram até os policiais contar que há vários dias o PM ameaçava com a arma as pessoas, principalmente jovens e adolescentes, dizendo ser policial civil e exigia R$ 1 mil.
“As duas testemunhas prestaram depoimento e disseram que ele agarra os jovens pelo colarinho para intimidar, mexia no bolso deles para pegar dinheiro. Localizamos no bolso do PM o dinheiro em notas picadas, típicas das provenientes do tráfico de entorpecente. Esse material vai para perícia para comprovação”, afirmou o delegado Hugo Pereira de Castro, responsável pelo caso.
Procuradoria Eleitoral contesta registro do governador de SP, Márcio França
Segundo o órgão, candidato entregou certidões judiciais ilegíveis e não provou estar elegível
Reynaldo Turollo Jr.
Brasília
A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo contestou nesta terça-feira (21) o registro de candidatura do governador Márcio França (PSB). Segundo o órgão, França “não provou que está em pleno exercício de seus direitos políticos, tendo em vista que deixou de juntar as certidões formalmente regulares”.
Parte das certidões que deveriam atestar que França não tem pendências na Justiça que o tornem inelegível, entregues pelo candidato ao Tribunal Regional Eleitoral, está ilegível —impossível de ler.
A principal delas, que está ilegível, diz respeito a uma condenação por ato de improbidade administrativa praticado no final dos anos 1990, quando França foi prefeito de São Vicente (SP). Ele foi acusado de contratar 154 funcionários para um órgão da Saúde municipal sem fazer concurso público.
Trecho – Certidão para fins eleitorais – Márcio França – pag5 – Folhapress
O caso tem recurso pendente de análise no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O tribunal inicialmente havia imposto a França uma série de sanções, como perda da função pública, dos direitos políticos e multa.
Após um recurso da defesa, o STJ reviu a decisão, em 2014, e manteve somente a sanção de perda da função pública. Após novo recurso, a turma que analisou o caso decidiu que a função pública que deveria ser perdida era aquela que o réu ocupava quando cometeu o ato de improbidade (prefeito de São Vicente), o que já não teria efeitos práticos.
Por esse entendimento, a decisão não afetaria a carreira política de França, que foi vice-governador de Geraldo Alckmin (PSDB), assumiu o governo quando o tucano se licenciou e decidiu se candidatar para mais um mandato.
Em maio do ano passado, porém, o Ministério Público paulista recorreu da decisão do STJ, apresentando embargos de divergência.
Nesse recurso levado ao próprio STJ, o Ministério Público sustentou que a decisão de limitar a perda da função pública ao cargo de prefeito contraria outras decisões do próprio tribunal em processos anteriores e semelhantes. O Ministério Público cita dois exemplos em que o entendimento divergiu do que foi aplicado a França.Em agosto do ano passado, a ministra do STJ Assusete Magalhães admitiu os embargos de divergência, que aguardam julgamento. No pior cenário para França, se o argumento do Ministério Público for acolhido, a sanção poderá ser a perda da função pública que ele estiver ocupando no momento da decisão final.
A Folha teve acesso aos despachos do processo, que tramita no STJ sob segredo de Justiça.
Na impugnação feita pela Procuradoria Eleitoral nesta terça, os procuradores eleitorais Luiz Carlos dos Santos Gonçalves e Pedro Barbosa Pereira Neto pediram à Justiça Eleitoral para notificar França para que apresente sua defesa no prazo legal (de sete dias).
A Justiça notificou o candidato nesta quarta (22) para que se manifeste, caso queira.
OUTRO LADO
A campanha do governador afirmou, em nota, que o questionamento da Procuradoria Eleitoral “se deu por uma falha no sistema de envio da documentação, que apresentou trechos ilegíveis”.
“A foto do candidato também apresentou problemas em função da sobrecarga do sistema no momento do envio. Cópias digitalizadas e físicas já foram reenviadas para os devidos esclarecimentos e comprovação de todas as exigências documentais. Da mesma forma a foto foi reenviada”, afirmou.
SOB PRESSÃO, ALCKMIN DEMITE MARQUETEIRO RESPONSÁVEL PELAS MÍDIAS DIGITAIS
A campanha do candidato à presidência Geraldo Alckmin entrou em crise com a perfomance pífia do candidato, cuja intenção de voto não passa de um dígito; a primeira baixa da equipe foi justamente no setor mais sensível destas eleições: as mídias sociais; o responsável pela área digital, o publicitário Marcelo Vitorino, foi retirado do cargo nesta quinta-feira, 23; tucanos admitem reservadamente que a campanha não consegue encontrar uma narrativa nas redes sociais para “desconstruir” o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e tornar Alckmin mais palatável.
Por fim, diante da nova sistemática implementada pelo Sistema de Inquérito
Eletrônico e tendo em vista a recente determinação para que se proceda ao
ajuizamento eletrônico dos inquéritos policiais, autos de prisão em flagrante
delito, Autos de apreensão de adolescente e demais atos de polícia judiciária, com
fulcro no Comunicado Conjunto CG números 1168/2016, 193/2018 e 903/2018, todos
oriundos do Processo 2015/163757 da Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo e da sua Corregedoria, foi determinado pela Autoridade Policial a
instauração de procedimento eletrônico de Ato Infracional – Apreensão de
Adolescente, o qual deverá ser ajuizado perante o Vara da Infância e Juventude
desta Comarca de São José dos Campos, sendo certo que as comunicações ao
Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública serão automaticamente
realizadas pelo sistema e-Saj do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Inexplicavelmente há pessoas com uma sensibilidade tão aflorada , não se sabe se por paranoia do GAECO ou simples sentimento de culpa no cartório ( foram tantas as suas fofocas e as suas caguetagens anônimas, né ? ) , que se melindra por palavras e fatos absolutamente estranhos ao delirante persecutório.
Aparentemente ele quer ser sempre o protagonista!
Xango, explica!
Com efeito, no domingo reproduzimos uma triste notícia do jornal A Tribuna de Santos dando conta da morte do perito Kojun Iha.
Pois bem, logo em seguida, um de nossos leitores fez comentário que , confesso , não entendendo a sua verdadeira intenção, acreditei ofensivo.
De se conferir: 18/08/2018 ÀS 21:23 Na moral, o cara tava com 37 anos de serviço? Não podia estar aposentado? Infelizmente, tem gente que quer trabalhar, juntar dinheiro e construir imóveis para três vidas e esquece que só temos uma vida. Pessoal, façam do trabalho um meio de vida e aposentem quando chegar a hora.
Como resposta, retrucamos nos seguintes termos:
Mito Presidente,
Só falou besteiras! Kojun era um homem humilde que jamais se envolveu em qualquer coisa espúria . Esteve afastado da PC , legalmente, para trabalhar no Japão e obter recursos para comprar uma casa própria, inclusive! Teve a infelicidade de perder um filho assassinado; se culpava ! Não era perito em caça-niqueis, viu ?
Posteriormente, o comentarista disse que havia sido incorretamente interpretado e que eu poderia estar com o espírito armado em razão de tantas ofensas no site; daí a nossa resposta um tanto quanto deselegante.
Concordei e pedi desculpas.
O assunto deveria estar encerrado por aí, não fosse o lamentável aparecimento de um conhecido perito reivindicando para si a pecha de “perito em caça-niqueis” …
Só tem um perito criminal corrupto na Polícia Civil, digo, na “terceira polícia” ( kkk ) ?
Meu caro , não passe vontade, viu!
Se tem algo a dizer compareça ao GAECO , os Promotores certamente ficarão comovidos com as suas relevantes informações sobre jogos eletrônicos em geral.
Especialmente como eram feitas as perícias e as vendas dos componentes eletrônicos, sempre desviados pelos policiais dos Distritos, né?
No grande estilo , bate a carteira e sai gritando: pega ladrão!
Vou explicar: o perito substituia componentes íntegros por inidoneos e , posteriormente, a culpa era de quem teve a custodia dos equipamentos.
Por fim, não se tenha em tão alta conta…
Você é só mais um inútil – entre tantos santos de Santos – que nunca honrou pai e mãe.
Se passe por ilibado e injustiçado nas redes sociais ; esse é o nosso negócio e de muitos outros homens de moral tão ou mais elástica do que a nossa.
No Facebook todo mundo é amigo…
Mas nenhum deles – especialmente os irmãos da “família policial” ( piada do Major Olímpio ) vai te dar um dinheiro acaso você por infelicidade venha a perder o seu cargo.
Palavra de quem foi expulso da Polícia Civil, se é que alguém que conseguiu fazer o milagre de ser expulso da polícia tem palavra ou merece crédito, né ?
Por fim, administra bem os teus R$ 20.000,00 por mês, aqui fora tu vai morrer de fome…Sabe, né?
Ele era um dos mais antigos em atividade no Estado e foi encontrado morto no Instituto de Criminalística de Itanhaém
Eduardo Velozo Fuccia – A TRIBUNA DE SANTOS
18/08/2018 – 13:20 – Atualizado em 18/08/2018 – 13:27
Koujun Iha tinha 61 anos e 37 de carreira na Polícia Civil
(Foto: Reprodução_
Com 61 anos de idade e 37 de carreira, o perito criminal de classe especial Koujun Iha era um dos mais antigos em atividade no Estado e foi encontrado morto no início da manhã deste sábado (18) no Instituto de Criminalística (IC) de Itanhaém, onde estava atualmente lotado.
Irmão do ex-prefeito de São Vicente e ex-deputado federal Koyu Iha, Koujun assumiu o plantão do IC de Itanhaém na sexta-feira (17) à noite e trabalhou normalmente, até ser encontrado morto na unidade pela manhã, por uma colega que o renderia no trabalho.
Ainda não está definida a causa da morte, mas as informações preliminares dão conta de que Koujun sofreu um infarto.
Experiente e com um tirocínio singular, conforme reconhecem os seus colegas, a sua atuação profissional foi decisiva na coleta de provas e elucidação de incontáveis crimes.
Em aula na USP, Lewandowski é alvo de críticas por privilégios do Judiciário
Por Estadão Conteúdo 14/08/2018
Em determinado momento da aula, o aluno Erick Araújo, de 19 anos, pediu o microfone para divulgar o projeto de financiamento coletivo da reforma da Casa do Estudante da USP, alojamento estudantil da universidade que está em más condições. Durante seu pronunciamento, Erick passou a fazer críticas aos privilégios do Judiciário. “Durante o discurso, ele (Ricardo Lewandowski) gesticulou pedindo que eu parasse, mas continuei. Se aproximou de mim até que eu estava falando tudo cara a cara”, contou Erick ao jornal O Estado de S. Paulo.
Erick afirmou que foi motivado pela repercussão sobre o reajuste de 16,38% autorizado pelo Supremo Tribunal Federal sobre seus salários e diz ter ficado indignado. O aumento elevaria o salário de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil e teria um efeito cascata de cerca de R$ 4 bilhões. “Os juízes possuem diversos privilégios e nós passamos por perrengues para conseguir permanecer na USP. Como o ministro é o meu professor, aproveitei a sua aula para divulgar a campanha e, ao mesmo tempo, provocá-lo a entender um pouco da nova realidade do ensino superior brasileiro.”
O aluno, que integra o Coletivo Juntos!, sugeriu a Lewandowski que entregasse três meses do auxílio-moradia (R$ 4.377) para o fundo de reforma da Casa. Pediu também que ele conversasse com outros ministros do STF. “Estamos a um quilômetro do local onde um prédio caiu porque gente pobre estava ocupando e esse prédio pegou fogo. A Casa do Estudante está sem condições de abrigar os jovens pobres que precisam. Um mês de auxílio-moradia banca a bolsa de 10 alunos dessa universidade”, disse.
E acrescentou: “O mais importante mesmo, vossa Excelência, é que você entenda que você não está mais dando aula apenas para os filhos dos seus colegas juízes. Hoje você também dá aula para o filho e a filha do porteiro e da empregada. Não vamos aceitar que o senhor defenda seus privilégios lá no STF e chegue aqui posando de republicano e de democrata.”
“Seus privilégios vão acabar porque não vamos ocupar esse espaço que sempre nos foi negado para deixar tudo igual. Vamos ocupar esse espaço para transformar”, afirmou o aluno.
Lewandowski respondeu que os ministros do STF não recebem auxílio-moradia. “Nós recebemos subísdios secos e, sobre os subsidios, estão defasados em mais de 40% em face da inflação”, disse.
Durante a aula, Erick disse que o ministro citou problemas brasileiros e argumentou que os benefícios do sistema Judiciário são válidos. “Ele disse que deveríamos questionar as desonerações fiscais e não os salários do judiciário. Em nenhum momento ele fez autocrítica, apenas disse que podem existir pequenos exageros”, afirmou o estudante.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal para ouvir o ministro Ricardo Lewandowski sobre o tema, mas ainda não recebeu resposta. O espaço está aberto para manifestação.
Acusado por estar envolvido em um sistema de contrabando, ele chegou a ser preso e teve de usar tornozeleira eletrônica.
Distante dos holofotes, ele enfrentou dois momentos de grande tristeza quando o filho mais velho, Eduardo, cometeu suicídio. E quando, quatro anos depois, a esposa, Fátima, teve um infarto fulminante. “Na véspera da morte dela, ela levantou da cama, a peguei chorando na área de serviço. Ela disse que queria ver o Dudu mais uma vez”, lembra.
AGORA DÁ PRA ENTENDER O MOTIVO DA PM CAMPINEIRA ODIAR A POLÍCIA CIVIL E O MESMO ESQUEMA FUNCIONA EM TODO O ESTADO DE SÃO PAULO. PARCELA DA PM ATUA COM SÓCIOS DAS BOCAS DO PCC.
Operação do MP e corregedoria da PM prende 31 policiais militares suspeitos de ligação com tráfico em Campinas
Ao todo, foram emitidos 40 mandados de prisão (32 contra policiais) e 51 de busca e apreensão. Segundo a promotoria, militares deixavam de efetuar prisões em troca de vantagens.
Por G1 Campinas e Região
Operação contra tráfico de drogas emite 40 mandados de prisão; 32 são contra PMs
O Ministério Público em Campinas (SP) e a corregedoria da PM prenderam 31 policiais militares e outras quatro pessoas durante operação nesta terça-feira (14) contra uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os policiais são suspeitos de deixar de efetuar prisões e de combater a criminalidade em troca de vantagens.
A operação, denominada de Tio Genésio, envolvia 40 mandados de prisão, sendo que 32 eram contra os policiais militares que atuavam, em sua maioria, na 5ª cia do 47º batalhão. Um dos mandados não havia sido cumprido até esta publicação.
Segundo o Gaeco e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os policiais militares agiam nos bairros Boa Vista e Parque Industrial em Campinas e , além de não combater o esquema de tráfico de drogas na região, vazavam informações sobre operações e outras investigações para os criminosos.
Até as 12h desta terça, a operação ainda estava em andamento, mas o balanço apresentado pelos promotores do Gaeco em coletiva de imprensa já apontava:
31 policiais militares presos preventivamente e encaminhados para o Presídio Militar Romão Gomes. Um mandado de prisão em andamento;
Quatro civis suspeitos de atuar na quadrilha presos nesta terça e dois presos durante a investigação; Outros dois ainda são alvo de mandados em andamento;
Apreensão de R$ 23 mil, um carro e eletrônicos, além de objetos de preparo de droga com suspeitos civis;
Com os policiais, foram apreendidas armas com numeração raspada e drogas.
MP e Polícia Militar fazem operação nesta terça em Campinas (Foto: Lícia Mangiavacchi/EPTV)
A quadrilha
De acordo com o Ministério Público, a suspeita é de que a quadrilha movimentava R$ 150 mil por mês com o esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Além da prisão dos PMs, outros oito mandados de prisão foram expedidos contra civis suspeitos de integrarem o esquema de tráfico de drogas. Ao grupo, é atribuída a prática de tráfico, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, “principalmente nas proximidades de um local denominado ‘Toca da Raposa’, na Vila Boa Vista, em Campinas”.
Além dos 40 mandados de prisão, 51 ordens de busca e apreensão são cumpridas em Campinas, Sumaré (SP), Mogi Mirim (SP), Hortolândia (SP), Sorocaba (SP), Bauru (SP) e São Carlos (SP). Segundo o Gaeco, a atuação do grupo se restringia à cidade de Campinas, mas os mandados em outras cidades ocorreram porque tratava-se do endereço residencial dos suspeitos.
Além do Gaeco e da corregedoria da PM, participam da operação o 2º Batalhão de Polícia de Choque e o canil do 3º Batalhão de Polícia de Choque. Os mandados foram expedidos pela Justiça Militar e 3ª Vara Criminal da Comarca de Campinas.
Viaturas do Choque chegam à 2ª Seccional de Campinas, nesta terça-feira (14) (Foto: Lícia Mangiavacchi/EPTV)
Policiais militares integravam quadrilha especializada em tráfico de drogas. Operação nesta terça emitiu 40 mandados de prisão (32 contra PMs) e 51 de busca e apreensão.
A veracidade de fatos narrados em reportagem não afasta a obrigação do veículo de notícias garantir o direito à honra e à imagem. Com esse entendimento, a 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou um jornal de Barueri a indenizar em R$ 10 mil um ex-policial civil que foi chamado de assassino em notícias.
Em seu voto, a relatora, desembargadora Mary Grün, diz que a Constituição Federal “garante o direito à honra e à imagem dentre as garantias e direitos fundamentais, tendo a mesma relevância que a liberdade de informação”. Segundo ela, não houve abuso de direito nas reportagens, apenas nas manchetes, que chamavam o ex-policial de assassino mesmo antes do julgamento da causa — depois o ex-policial foi absolvido.
No entendimento da desembargadora, o direito à honra deve se sobrepor ao da liberdade de expressão nesse caso. A conduta da Folha de Alphaville Online, para a desembargadora, “além de atingir a honra e a dignidade do autor, ignorou o princípio da presunção de inocência e sobrepôs a sua opinião individual ao juízo absolutório proferido pelo Poder Judiciário, em nítido abuso de direito”.
Quanto ao valor da indenização, a magistrada considerou que, apesar da publicação ser online, o jornal é voltado aos moradores locais, “sendo razoável concluir que seu alcance efetivo foi reduzido”.
O caso trata de um homem que, em 2014, teve seu nome completo veiculado em duas reportagens, que também o chamaram de “assassino”. Ele realmente foi acusado do crime de homicídio contra um militar do Exército, mas foi absolvido quando foi reconhecido que o ato foi praticado em legítima defesa.
Os advogados que atuaram na defesa do ex-policial, Luciana Rodrigues e Welington Arruda, sustentaram que ele teve que mudar de residência depois que a notícia foi veiculada com “nítido intuito de denegrir sua imagem”. No primeiro grau, o juízo julgou o pedido de indenização improcedente, entendendo que o jornal agiu dentro dos limites da liberdade de expressão e de informação, afastando qualquer ilicitude de sua conduta.