MP abre inquérito para investigar condições das delegacias de SP 10

Por Walace Lara, TV Globo

 


Goteira no teto de delegacia de Indaiatuba, no interior de SP — Foto: Reprodução/TCE Goteira no teto de delegacia de Indaiatuba, no interior de SP — Foto: Reprodução/TCE

Goteira no teto de delegacia de Indaiatuba, no interior de SP — Foto: Reprodução/TCE

O inquérito tem como base uma fiscalização surpresa do Tribunal de Contas do Estado (TCE), realizada em maio, nas 275 delegacias de do estado. Na ocasião, os fiscais perceberam que 60% das delegacias não têm o espaço físico conservado e 60% delas têm fissuras, goteiras e infiltrações, além de cupim.

Na ocasião, o presidente do TCE, Roque Citadini, afirmou que o governo estadual terá que justificar ou corrigir os problemas nos distritos.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que, “até o momento, não foi notificada da solicitação do Ministério Público. A pasta permanece à disposição do MP para prestar os esclarecimentos necessários.”

Inquérito

Na portaria que determinou a instalação do inquérito, o promotor salientou os resultados da blitz: “Em vistoria realizada pelo TCE em 275 delegacias, constatou-se que 83% estão sem auto de vistoria e 60% possuem problemas estruturais”, diz a portaria.

O promotor cita ainda que o Ministério Público de Contas – órgão ligado ao Tribunal de Contas do Estado – apontou que tal situação provoca subnotificação dos crimes.

Em ofício enviado a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o promotor pediu uma relação dos funcionários exonerados dos últimos dez anos, indicação dos concursos realizados e a apresentação dos alvarás de funcionamento dos prédios.

Por ocasião da fiscalização do TCE, a SSP informou que a Polícia Civil já iniciou um programa para reformas e modernização das delegacias e que técnicos estão atualizando os projetos já existentes e realizando vistorias técnicas nos distritos para apontar as melhorias necessárias.

Tribunal de Contas do Estado fiscaliza delegacias
SP2
Tribunal de Contas do Estado fiscaliza delegacias

Tribunal de Contas do Estado fiscaliza delegacias

Polícia Civil prende dois PMs por extorsão…Infelizmente a imagem e identidade desses bandidos foi mantida sob sigilo 15

Por Bom Dia SP — São Paulo


Equipes da polícia prenderam dois policiais acusados de extorsão — Foto: Reprodução/TV GloboEquipes da polícia prenderam dois policiais acusados de extorsão — Foto: Reprodução/TV Globo

Equipes da polícia prenderam dois policiais acusados de extorsão — Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite desta segunda-feira (26), dois policiais militares suspeitos de extorsão. O caso aconteceu na Avenida Otto Baumgart, na Vila Guilherme, na Zona Norte da cidade.

O trabalho de investigação para chegar aos dois homens foi feito pelas equipes de investigação da Corregedoria Geral da Polícia Civil, que foram as responsáveis por prender os dois homens. A corregedoria da Polícia Militar também foi acionada e os policiais foram encaminhados para o presídio Romão Gomes.

Medidas protetivas concedidas a mulheres aumentam 29% em 2019 em SP…Como dar conta 10

Por Léo Arcoverde e Cíntia Acayaba, Globo News e G1SP — São Paulo

 

A cada 5 minutos uma mulher em SP consegue na Justiça uma medida protetiva
Jornal Hoje
A cada 5 minutos uma mulher em SP consegue na Justiça uma medida protetiva

A cada 5 minutos uma mulher em SP consegue na Justiça uma medida protetiva

A Justiça de São Paulo concedeu 57.240 medidas protetivas de urgência para mulheres em situação de violência doméstica de todo o Estado entre janeiro e junho deste ano. Esse número representa um aumento de 29% na comparação com o mesmo período de 2018, quando 44.483 medidas protetivas foram determinadas judicialmente nos municípios paulistas. No mesmo período, os casos de feminicídio aumentaram 44%.

Houve no primeiro semestre deste ano uma média de uma decisão dessa natureza a cada cinco minutos. É o que aponta levantamento feito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pedido do G1 e da GloboNews.

De acordo com o Tribunal de Justiça, o aumento registrado em 2019 é também a maior variação percentual entre dois anos seguidos verificada ao longo da série disponibilizada pelo órgão. Os 13% de aumento contabilizados entre 2015 e 2016 era o maior avanço registrado até então.

Medidas protetivas concedidas no estado de SP

Primeiro semestre

  • 2013 – 29.263
  • 2014 – 32.021
  • 2015 – 33.821
  • 2016 – 37.329
  • 2017 – 42.365
  • 2018 – 44.483
  • 2019 – 57.240
Medidas protetivas aumentam 29% no 1º semestre
SP1
Medidas protetivas aumentam 29% no 1º semestre

Medidas protetivas aumentam 29% no 1º semestre

Só no primeiro semestre deste ano, a Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça 32.562 medidas protetivas de urgência, o que equivale a um aumento de 23% na comparação com as 26.446 solicitações feitas no mesmo período de 2018, segundo dados da corporação obtidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação.

Para a magistrada, o aumento dos pedidos indica ainda uma possível alta dos casos de violência contra a mulher. “Tenho a impressão que aumentaram os casos, não as notificações, pela falta de serviços. Ninguém consegue sair da situação de violência sem o acolhimento. Eu acho que teve mais procura das mulheres pela medida porque aumentou a violência. A gente precisa de mais estímulo para a mulher sair da situação de violência.”

Segundo a promotora de Justiça Silvia Chakian, coordenadora do Grupo Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), medida protetiva é “um mecanismo de proteção, uma ferramenta, prevista pela Lei Maria da Penha, que permite que, a partir de decisão judicial, o agressor da mulher seja afastado do lar ou não se aproxime dela, fixado um limite de distância, para preservação de integridade física e psicológica dela”.

De acordo com especialistas, além de poder partir do delegado, promotor, defensor público ou advogado, a própria vítima pode solicitar uma medida protetiva, em um distrito policial, ou até mesmo no setor de protocolo de um fórum, desde que, nesse caso, o pedido esteja vinculado a um processo judicial em andamento.

Essa é a segunda vez que ela conta com essa proteção, que interrompeu um ciclo de violência doméstica iniciado em 2015. Ela foi casada por 12 anos com o ex-companheiro.

“Em 2015, ele tentou me atropelar. Aí eu fiz um boletim de ocorrência, mas não dei continuidade. Depois, a gente sentou, conversou e nos reconciliamos”, conta. “Em 2018, ele tentou me enforcar. Foi a primeira vez que eu fui até a Delegacia da Mulher, porque, da primeira vez, eu fui numa delegacia normal. Lá, fiz o boletim de ocorrência, daí eles me encaminharam para a Coordenadoria da Mulher [órgão de acolhimento da Prefeitura de Taboão da Serra]. Lá, eu solicitei uma medida protetiva.”

A vendedora conta que chegou a pedir a suspensão da primeira medida protetiva concedida pela Justiça. “Só que aí ele veio para conversar novamente e acabamos nos reconciliando. Mas eu não imaginava que este ano iria acontecer novamente. Uma vez que agrediu, vai agredir sempre.”

“Em maio deste ano, fiz um boletim de ocorrência de agressão. Com o BO, após três dias, já entrou a medida protetiva. Com isso, ele não podia chegar perto de mim 200 metros. Mas, antes de eu conseguir a medida protetiva, ele ficava me rondando. Antes de me mudar aqui para o condomínio, eu me mudei para uma outra casa. E ele não me dava sossego, ficava na porta da casa, 24 horas me vigiando. Todo mundo me orientou a me mudar para um condomínio, que um condomínio seria bem mais seguro. Graças a Deus, agora eu tenho em paz.”

“São 57 mil mulheres salvas”, avalia advogada

A advogada Sueli Amoedo chefia a Coordenaria dos Direitos da Mulher da Prefeitura de Taboão da Serra e atuou no processo que resultou na concessão da medida protetiva dada à vendedora. Tendo a experiência de quem lida diariamente com mulheres em situação de violência, Sueli vê um aspecto positivo e outro, negativo, no aumento do número de medidas protetivas concedidas neste ano pela Justiça paulista.

“O lado positivo é que as mulheres estão denunciando mais. Antigamente, havia um tabu muito grande. Esse aumento pode estar ligado a elas estarem falando mais, porque já não há tanto julgamento pela sociedade”, explica a advogada. “Por outro lado, as medidas protetivas de urgência são concedidas quando há uma gravidade maior na agressão. São agressões físicas graves, são ameaças de morte, são perseguições. Essas 57 mil medidas protetivas significam 57 mil mulheres salvas.”

Vítima de violência doméstica em São Paulo — Foto: GloboNews/ReproduçãoVítima de violência doméstica em São Paulo — Foto: GloboNews/Reprodução

Vítima de violência doméstica em São Paulo — Foto: GloboNews/Reprodução

Somos todos Brigitte Macron – Pô, avó traficante, mãe puta , filha crente do rabo quente e ainda vem falar em humilhação ? 45

Inicialmente , com todo o respeito , panela velha é que faz comida boa Assim diz a música!

No assunto: esse idiota que anda por aí já falou que o Congresso Nacional é um grande prostíbulo, certo!

Porra meu se pegou a mulher lá ( no maior puteiro do Brasil ) ; que era de outro tá se achando irresistível, por quê ?

Resultado de imagem para macron e esposa

Brigitte Macron, perdão!

A maioria de nós não é ( não somos ) como ele.

Por que esses bandidos ainda estão na PM de São Paulo?…Sim, esses aí são criminosos da pior espécie! 6

Exclusivo: PMs forjam flagrante em carro e colocam inocente na cadeia

O desempregado Douglas Alves de Souza, de 20 anos, passou 105 dias preso depois de ser parado em uma blitz em São Bernardo do Campo (SP). Os policiais disseram que dentro do carro dele havia um tijolo com 720 gramas de maconha. Porém, imagens registradas pelo funcionário de um condomínio, localizado bem em frente ao local da blitz, mostram que os próprios PMs colocaram a droga dentro do carro do rapaz. Veja na reportagem exclusiva.


 

Ou será que tal conduta é uma espécie de direito penal subterrâneo criado pela PM, ou seja, um protocolo padrão para punir supostos inimigos ou suspeitos ?  

Fotos de perita criminal que mostram artisticamente policiais devorando doces desaparecem em Belo Horizonte 3

Fotos de artista que mostram policiais devorando doces são furtadas em Belo Horizonte

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Oito fotografias da artista e perita criminal Berna Reale foram roubadas na madrugada desta quarta-feira (21). Dispostas ao longo de uma rodovia, ao ar livre, as obras de grandes dimensões -elas têm três metros de altura e quatro de largura- faziam parte de “Festa”, exposição que ela apresentava no centro cultural Viaduto das Artes, em Barreiro, bairro da periferia de Belo Horizonte.

Conhecida por performances radicais, nas quais usa o corpo para denunciar episódios de injustiça e violência, Reale é uma das artistas mais importantes do cenário nacional. Ela já participou de mostras como a Bienal de Veneza, uma das maiores de arte contemporânea do mundo, e do Panorama, mostra bienal do Museu de Arte Moderna.

Nas imagens, policiais devoram sobremesas chiques de boca aberta. Em outra, três meninos são postos contra a parede vestindo só cuecas samba-canção com estampas de fast-food. A galeria Nara Roesler, que representa a artista, preferiu não divulgar os valores dos trabalhos.

Idealizador do Viaduto das Artes, Leandro Gabriel afirma que dois policiais o abordaram antes da abertura da exposição, no sábado passado. Eles disseram estar na região por causa de uma ocorrência.

Gabriel diz ter explicado a ação, que envolvia expor as obras da artista ao ar livre, debaixo de um viaduto, e se oferecido para retirar as imagens, mas os policiais disseram que isso não era necessário. Mais tarde, na abertura, viaturas rondavam o local.

Segundo o diretor do Viaduto das Artes, o centro cultural recebeu ao longo da semana uma série de ligações anônimas, desligadas uma vez atendidas.

Gabriel conta ter conseguido acesso a câmeras de segurança da vizinhança que registram o furto no dia seguinte à ação. Nas filmagens, por volta das 1h30 da manhã da quarta-feira vários homens de capacete trouxeram cones para desviar o trânsito e retiraram as fotografias do espaço.

Ele afirma ter enviado às imagens à Polícia Civil e agora aguarda um posicionamento deles para esclarecer o paradeiro dos trabalhos.

Outra das obras que compunham a mostra, uma instalação que recria um ambiente animado com luzes de antigas viaturas policiais e trilha sonora das chamadas de socorro, não foi furtada -a peça estava exposta dentro do centro cultural.

Reale conta que os trabalhos questionam a intimidade que as pessoas mantêm hoje com a violência, consumindo e compartilhando imagens como aquelas dos presos decapitados durante o massacre no presídio de Altamira, no interior do Pará, no final de julho.

“Coloco os doces porque essas imagens são saborosas”, explica a artista, por telefone. Em protesto ao furto, ela disponibilizou para download gratuito um autorretrato em que, vestida de policial, se lambuza com um cupcake. A imagem pode ser baixada na sua conta do Instagram, @bernareale. “Existe um prazer nessa divulgação, nessa propagação de violência.”

Especialidade: invadir delegacias para furtar os atarefados e distraídos policiais civis 36

Homem que invadia delegacias para furtar policiais é preso em SP

Detido após levar arma de delegado na zona oeste da capital, suspeito cometeu mais de dez crimes semelhantes e já tinha condenações anteriores

Assaltante tinha como especialidade invadir delegacias de polícia na capital

Assaltante tinha como especialidade invadir delegacias de polícia na capital

Reprodução/Google Maps

A extensão da ficha criminal de Ricardo Bruno Pagliou, que completa 30 anos no próximo dia 1º de setembro, é impressionante. Porém, ainda mais surpreendente — e arriscada — é a modalidade escolhida por ele no mundo do crime: praticar roubos e furtos dentro de delegacias de polícia. Foram pelo menos 11 invasões. E o suspeito terminou preso em flagrante na maioria delas.

A mais recente ousadia ocorreu no último dia 12, quando Ricardo entrou na sede do 34º DP ( Vila Sônia), subiu até o primeiro andar do prédio, situado na Avenida Francisco Morado, na zona oeste da capital paulista, se passou por um indivíduo intimado a depor no local e furtou a arma de  um delegado que da expediente no local.

Questionado, Ricardo confessou que vendeu a arma, avaliada em R$ 9 mil, para um desconhecido que passava pela rua por R$ 1 mil porque “precisava de dinheiro para pagar contas e comprar objeto”, conforme depoimento prestado e que consta no boletim de ocorrência.

O flagrante rendeu mais um indiciamento ao acusado, agora pelos crimes de furto qualificado (Artigo 155 do Código Penal), tráfico de drogas (Artigo 33) e posse ilegal de armas (Artigo 16).

Especialidade: invadir delegacias

O nome de Ricardo Bruno Pagliou consta em 19 processos criminais na Justiça paulista. Ele já teve seis mandados de prisão expedidos contra si. Permaneceu detido em algumas oportunidades, mas foi beneficiado por indultos.

Retrato falado do suspeito

Retrato falado do suspeito

Reprodução/Polícia Civil

Desde 2007, o assaltante adotou uma forma pouco comum para cometer os crimes. Ricardo entra nas delegacias e finge que precisa ser ouvido em um inquérito qualquer. Depois, ele se aproveita da distração dos policiais de plantão para pegar celulares, armas e outros pertences deixados nas salas pelos agentes públicos.

Foi assim no 31º DP (Vila Carrão), 49º DP (São Mateus), 35º DP (Jabaquara), 11º DP (Santo Amaro), 4º DP (Consolação), 58º DP (Vila Formosa), 5º DP de Guarulhos, 69° DP (Teotônio Vilela), 1º DP de São Caetano do Sul e até o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Ousadia

A presidente do Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), Raquel Kobashi Gallinati, considera a invasão de delegacias com o objetivo de furtar ou roubar pertences de agentes públicos incomum.

“A ação mostra que os criminosos estão cada vez mais ousados e contando com a certeza da impunidade”, frisou a delegada que, por outro lado, fez um alerta para bandidos que possam se sentir encorajados. “Tanto isso não é verdade [impunidade] que acabou preso”, completou.

Raquel Kobashi Gallinati entende que tais práticas são pontuais e não representam uma ação em série ou coordenada. Entretanto, o fato expõe a precariedade que abala a rotina dos policiais dentro das delegaciais paulistas.

“A ação revela claramente que a falta de policiais civis nas unidades de todo o estado. Estamos falando de um déficit de 14 mil profissionais. [A defesagem] Compromete não só a segurança de toda a sociedade, mas também dos próprios policiais”.

Para superar essa fragilidade, a presidente do sindicado dos delegados de São Paulo cobra investimentos na Polícia Civil, como a compra de equipamentos, melhoria de salários e condições de trabalho.

“Contratando profissionais para sanar o déficit e oferecendo treinamentos cada vez mais atualizados”, finalizou Raquel Kobashi Gallinati.

Já o presidente da Associação dos Delegados do estado de São Paulo, Gustavo Mesquita Galvão Bueno, vai além e vê tal situação como “fruto do processo de descaso do Governo do Estado de São Paulo com a Polícia Civil durante as últimas décadas”.

“Em muitos casos, são prédios inteiros com poucos funcionários, que acumulam atividades de atendimento ao público em meio às rotinas de investigação, operacionais e administrativas. Um acréscimo de tarefas que prejudicam não só o atendimento satisfatório à população, mas também a eficiência das atividades investigativas e a segurança de todos os demais funcionários dos DPs”, comentou o delegado.

Gustavo Mesquita Galvão Bueno também citou o déficit de efetivo de policiais civis no estado como fator que prejudica o desempenho da instituição e sugeriu que o caso de Ricardo Bruno Pagliou sirva para gerar um amplo debate sobre a devida modernização das estruturas atuais dos distritos.

“As delegacias de polícia deveriam ter controle de acesso como qualquer prédio privado, além de centrais de monitoramento permanente. Porém, a realidade no estado é precária, muitas vezes com falta de insumos básicos, como tinta para impressora, material de limpeza e higiene, entre outros”, opinou o presidente da associação dos delegados paulistas.

SSP-SP

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo foi indagada pelo R7 sobre a prisão de Ricardo Bruno Pagliou e possíveis medidas em relação à invasão das delegacias.

No entanto, o órgão do governo estadual não respondeu aos questionamentos até a publicação da matéria.

Outro lado

A reportagem do R7 também entrou em contato com advogada Bethania Meves Belarmino, que representa Ricardo Pagliou, para buscar as explicações sobre os possíveis motivos que o levaram a cometer tais delitos.

Porém, de acordo com a advogada, a família do acusado não a autorizou a fazer declarações sobre o caso

Em vez de polêmicas…Por que não transferir os policiais civis para a Polícia Militar ? 14

rac 23/08/2019

Por Alenita Ramirez

Divulgação

Mudança de atribuições vira polêmica na Polícia

Em setembro completará 10 anos que o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) passou ser elaborado exclusivamente pela Polícia Civil no Estado de São Paulo. Entretanto, nos últimos tempos ativistas ligados à Polícia Militar (PM) buscam reverter a medida, determinada pelo então secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto.
No final do mês passado, o coronel Elias Miler da Silva, presidente da Associação de Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Defenda-PM), participou de uma palestra organizada pelo Conselho Municipal de Segurança Pública de Campinas, sobre a volta do registro de crimes tipificados como infração de menor potencial ofensivo para a corporação. Miler disse que já havia reivindicado a demanda para a Secretaria de Segurança Pública (SSP), que afirmou em nota, que o pedido já está em análise por uma equipa operacional da Pasta.
Delegados reagiram contra a divisão de tarefas com a PM na elaboração do TCO e defenderam que a transferência para a corporação tem que ser “amplamente” debatida com a categoria, o Judiciário e o Ministério Público (MP), uma vez que sua atribuição consta na Constituição Federal. Além disso, segundo alguns delegados, também existe o fato de que alguns atendimentos necessitam do parecer da autoridade policial.
“Fico surpreso como estão fazendo o debate sobre quem fará a elaboração do TCO. Este é um assunto delicado. Tem situações que o atendimento não pode ser feito na rua. E aí como fica? Há princípios constitucionais, que devem ser obedecidos”, disse o delegado aposentado e especialista em Segurança Pública, Ruyrillo Pedro Magalhães.
O TCO é destinado a crimes cuja pena é de até dois anos, com pagamento de multa, ou cesta básica ou prestação de serviços para a comunidade. Em 2009, uma reivindicação das classes ligadas à Polícia Civil levou o então secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, a estabelecer que apenas a Polícia Civil faria o termo.
No entanto, ativistas protestam e querem a volta da elaboração pela PM. Um dos argumentos é a redução de tempo no atendimento dos crimes de menor potencial ofensivo, especialmente nas delegacias, já que os policiais militares ficariam presos e com viaturas retidas nos plantões, aguardando o registro pela Polícia Civil. “Não sou contra o fato da PM fazer o TCO. Como medida emergencial, pelo fato da Polícia Civil passar por um sucateamento grande, é até interessante.
Mas existe lei, que também precisa ser mudada. Tem casos em que o MP pede para ouvir novamente as partes. E aí, como ficará? O cidadão vai ser levado para um batalhão da PM? Isso é militarismo. Um civil deve ser ouvido por um civil e não por um militar”, disse o delegado Hamilton Caviolla Filho.
O procurador Regional da República e ex-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, defende que o TCO possa ser elaborado pela PM e entende que qualquer policial que exerce sua função é uma autoridade. “A elaboração de boletins de ocorrência é meramente burocrático. Serve para noticiar o estado de que determinado caso ou local precisa de atenção. Hoje em dia, algumas ocorrências são feitas pela internet.
Quando há conteúdo investigativo, é direcionado para a Polícia Civil. Então porque uma ocorrência que não tem nada para investigar, em que todas as partes foram identificadas, ser registrada na delegacia? Nas situações em que não há todos elementos no local, aí sim, tem que ser investigado”, disse o procurador.
Cavalcanti concorda que tem que haver regras e parâmetros para o atendimento de ocorrências, cujas penas são superior a 2 anos. No entanto, ele acredita que os policiais militares estão habilitados para fazer qualquer atendimento na rua.
“Meu respeito a todos os delegados, mas essa é uma medida que visa contribuir para o trabalho da Polícia Civil, que é de desvendar os crimes e os ilícitos que não tem autoria conhecida. No Brasil, apenas 8% dos crimes registrados são descobertos. Não resta dúvida de que será um grande ganho, tanto para as polícias como para a população”, frisou.
O delegado aposentado e especialista em Segurança Pública, Carlos Henrique Fernandes, acredita que é possível a transferência do registro do TCO pela PM, entretanto, ele defende a necessidade de uma desmilitarização, já que a corporação tem uma cultura e tradição (regime) diferenciado, com regras rígidas.
“O que não pode acontecer é uma sobreposição de atividades. A PM previne e a Civil repreende. A tendência é caminhar para uma polícia única, mas tem que haver a desmilitarização”, disse.

Deu zebra! – Policial civil é preso suspeito de receber propina em jogo do bicho 9

Por EPTV 2 — Pouso Alegre, MG

 

Policial civil é preso suspeito de receber propina em jogo do bicho em Pouso Alegre, MG
Jornal da EPTV 2ª Edição – Sul de Minas
Policial civil é preso suspeito de receber propina em jogo do bicho em Pouso Alegre, MG

Policial civil é preso suspeito de receber propina em jogo do bicho em Pouso Alegre, MG

A operação chamada “Deu Zebra” também prendeu o homem apontado como responsável por realizar os pagamentos ao policial. Conforme o Gaeco, eles foram presos por corrupção e associação criminosa.

Na operação, também foram apreendidos materiais em vários pontos da cidade, como máquinas de cartão usadas no jogo do bicho. A assessoria da Polícia Civil em Belo Horizonte (MG) informou que a prisão do policial será acompanhada pela corregedoria, para que sejam tomadas as medidas necessárias.

Já o advogado do outro homem preso disse que a prisão foi uma surpresa porque o jogo do bicho se enquadraria em uma contravenção penal.

Dinheiro e máquinas de cartão foram apreendidos em Pouso Alegre (MG) — Foto: Reprodução/EPTVDinheiro e máquinas de cartão foram apreendidos em Pouso Alegre (MG) — Foto: Reprodução/EPTV

Dinheiro e máquinas de cartão foram apreendidos em Pouso Alegre (MG) — Foto: Reprodução/EPTV

Delegado impetra Habeas Corpus em favor de homem detido…Por que prendeu ? 11

DUPLA IDENTIDADE

Delegado impetra Habeas Corpus em favor de homem detido

Conjur

Por Rafa Santos

O delegado da Polícia Civil de São Paulo Jaime Pimentel Júnior entrou com o pedido de Habeas Corpus em favor de capturado pela delegacia em que atua. O preso é um pedreiro de 45 anos que foi detido no Poupatempo ao tentar retirar uma segunda vida do RG.

Pedreiro teve pedido de HC feito por delegado
123RF

Segundo o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada quando os funcionários do local ao realizar as pesquisas de rotina constaram um mandado de prisão contra o pedreiro. O homem foi conduzido a delegacia e, ao analisarem o mandado de prisão, os policiais identificaram uma divergência em relação a data de nascimento.

Ao ser questionado, o pedreiro afirmou que nunca esteve no local em que o mandado de prisão foi expedido e revelou que seu irmão tem extenso histórico criminal e, que por sua índole, poderia ter se passado por ele.

No pedido de Habeas Corpus, o delegado afirma que a dúvida foi informada ao Fórum de Expedição. O delegado também tentou contato com a juíza Débora Letícia Dias Veríssimo que expediu o mandado de prisão, mas não conseguiu encontrar a magistrada.

“Diante de todo o cenário e exaurida todas as formas para poder sanar a dúvida quanto à pessoa detida, esta autoridade policial determinou o cumprimento do mandado, sendo o preso recolhido a cadeia pública de Mogi das Cruzes onde permanecerá a disposição da Justiça”, informa parte do documento.

Por fim, o delegado explica no documento que decidiu impetrar o Habeas Corpus por ter fortes indícios de que o detido não é a mesma pessoa para quem foi expedida a prisão. Por isso, o detido deveria ser beneficiado por medida cautelar.

Para ler o documento clique aqui.

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A resposta é simples: prendeu quem não deveria ser preso para não ter que se explicar em procedimentos penais e administrativos…

Mas diante do flagrante erro policial e judicial buscou o caminho tortuoso do HC.

Como o Poder Judiciário não gosta de confessar os próprios erros,  o culto delegado ainda poderá sofrer objurgatórios cruéis.

De qualquer forma, o Delegado ainda é autoridade ou não ? 

Doria extingue o GOE e cria unidade maior da Polícia Civil para operações especiais em SP 14

Por Tahiane Stochero, G1 SP

 


GOE atuava em operações da Polícia Civil — Foto: Solange Freitas/G1GOE atuava em operações da Polícia Civil — Foto: Solange Freitas/G1

GOE atuava em operações da Polícia Civil — Foto: Solange Freitas/G1

Com a extinção do GOE, os agentes foram transferidos para o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), uma unidade até então subordinada ao Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic).

“A população não precisa ficar preocupada, porque o policiamento não vai diminuir, vai aumentar, vai continuar e será reforçado. Vai aumentar o número de viaturas nas ruas, não diminuir. O que mudou é o nome, vamos otimizar recursos. Os policiais estão animados”, disse o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, o novo diretor do DOPE.

As mudanças foram publicadas no decreto nº 64.359, assinado por Doria no último dia 2. O artigo 55 do decreto diz que a nova reestruturação da Polícia Civil entra em vigor na data de sua publicação e revoga o decreto nº 63.852, de 2018, que transferia o GOE para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O Garra, agora “robustecido” após a fusão com o GOE, terá como supervisor o delegado Mário Palumbo Júnior, conforme a designação publicada no Diário Oficial, e ficará ligado diretamente a uma divisão de operações especiais dentro do Dope, o novo departamento criado pelo governo estadual.

G1 apurou que havia, nas ruas, situações em que as duas unidades eram deslocadas para as mesmas ocorrências, com sobreposição de trabalho e até disputas. O objetivo da gestão Doria, ao unir o GOE e o Garra, foi dar às unidades operacionais da Polícia Civil um comando único. A promessa é de que haverá investimento em armas e em equipamentos para a nova tropa.

Nos dias 16, 17, 19 e 20 de agosto, foram publicadas no Diário Oficial transferências de agentes, até então lotados no GOE, para o Garra.

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que “o GOE foi integrado ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), que também reúne a Divisão de Operações Especiais (DOE), do Deic; a Divisão Antissequestro; a 5 ª Delegacia de Polícia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), do DHPP; e a Divisão de Capturas, do Decade”.

Segundo a pasta, “o decreto, publicado em 03/08/19 no Diário Oficial do Estado, permitiu a otimização de espaço e efetivo ao subordinar ao mesmo departamento os grupos operacionais das delegacias especializadas da Polícia Civil situadas na Capital”.

Polícia Civil marcou presença com o Grupo de Operações Especiais (GOE) — Foto: Stephanie Fonseca / G1Polícia Civil marcou presença com o Grupo de Operações Especiais (GOE) — Foto: Stephanie Fonseca / G1

Polícia Civil marcou presença com o Grupo de Operações Especiais (GOE) — Foto: Stephanie Fonseca / G1

Enquanto o GOE era subordinado ao Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), o Garra era ligado ao Deic.

Criado em 1991, o GOE era formado por policiais altamente especializados e que passavam por treinamentos contínuos, possuindo, inclusive, atiradores de precisão (sniper).

Era acionado, em especial, para ocorrências de flagrante e envolvendo violência, como latrocínios e tiroteios – e apoiava ações de delegacias de outras cidades quando havia risco de reação à presença policial. Também era conhecido pela presença em casos em que policiais civis eram vítimas de assaltos ou outros crimes.

Nos últimos 7 anos, por decretos publicados pelo governador do Estado, unidades como o GOE foram criadas.

Já o Garra é mais antigo, datando de 1977, e atuava, desde sua criação, em apoio a investigações e processos em andamento, em especial roubos a banco, fechamento de bingos, extorsões mediante sequestro e roubos em geral. Possui unidades espalhadas pelo estado, dentre elas Osasco, Santo André e Campinas.

Policiais do Garra em ação — Foto: Twitter Polícia Civil/DivulgaçãoPoliciais do Garra em ação — Foto: Twitter Polícia Civil/Divulgação

Policiais do Garra em ação — Foto: Twitter Polícia Civil/Divulgação

Corregedoria conclui que suschiman foi executado desnecessariamente por faltar profissionalismo aos PMs 10

Por Léo Arcoverde, GloboNews — São Paulo

 

Exclusivo: Corregedoria aponta reviravolta no caso da morte de sushiman
GloboNews em Ponto
00:00/06:01
Exclusivo: Corregedoria aponta reviravolta no caso da morte de sushiman

Exclusivo: Corregedoria aponta reviravolta no caso da morte de sushiman

O relatório da Corregedoria da Polícia Militar (PM), obtido com exclusividade pela GloboNews, aponta que um tenente e um sargento atiraram e mataram o sushiman Leandro Santana dos Santos em 21 de novembro do ano passado em São Paulo. Antes de ser baleada, a vítima teve surto psicótico e ameaçava esfaquear funcionários e clientes do restaurante japonês onde trabalhava na Zona Sul.

Câmeras de segurança gravaram a ação policial para conter e deter Leandro, que segurava duas facas. Após analisar as imagens e ouvir depoimentos, a Corregedoria concluiu no documento que morte do sushiman foi “desnecessária” e faltou “profissionalismo” aos dois agentes do 23º Batalhão da PM.

“Estamos diante de uma morte desnecessária em razão de excesso doloso por parte dos policiais”, destaca o relatório da Corregedoria. “A sociedade não pode se sujeitar a falta de profissionalismo de policial militar”.

Para a Corregedoria da PM, os policiais ainda “desobedeceram” procedimentos operacionais padrão adotados pelo corporação em situações desse tipo. Deixaram, por exemplo, de usar escudo à frente deles para se proteger das facas lançadas por Leandro.

“Os policiais militares não se posicionaram em local seguro, já que notoriamente adentraram a área de perigo sem qualquer proteção ou anteparo”, aponta o relatório. “Cabe ressaltar que o único policial militar que portava escudo de proteção, posicionava-se à retaguarda” dos dois policiais que atiraram contra o sushiman.

Leandro Santana dos Santos foi baleado em restaurante após ameaçar clientes e colegas com faca — Foto: Arquivo pessoal; Glauco Araújo/G1

PMs foram ‘afoitos’

Além disso, continua a Corregedoria, os PMs cometeram “excesso” ao serem “afoitos” e dispararem cinco tiros contra Leandro pelas costas dele, depois de não terem conseguido imobilizá-lo usando balas de borracha e pistola de choque.

“Em razão da região do corpo atingida e quantidade de disparos na vítima, não há que se falar em moderação, mas em excesso”, informa trecho do documento de sete páginas.

O relatório destaca ainda que, mesmo armado com facas, o sushiman estava de costas, encurralado por seis policiais militares num balcão do mezanino, e não ameaçava mais esfaquear clientes e funcionários do restaurante.

“Não oferecia mais perigo a clientes e funcionários daquele estabelecimento, em que pese que estivesse armado com facas”, diz a Corregedoria sobre Leandro. Por esse motivo, o entendimento é de que os agentes devem ser levados a júri por haver, nesse caso, “indícios de crime, de natureza homicídio”.

“Os policiais militares tinham a opção de mantê-lo isolado no mezanino até ser vencido pelo cansaço ou arrependimento, mas escolheram a decisão de solucionar a ocorrência através do confronto”, continua o documento.

corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes da Silva, encaminhou nesta quarta-feira (21) uma cópia do relatório ao ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Benedito Mariano.

A Corregedoria encaminhará nesta quinta-feira (22) o relatório ao 5º Tribunal do Júri, à Polícia Civil de São Paulo e ao comandante do 23º Batalhão da PM, chefe dos dois PMs, para apreciação no campo disciplinar. Passados nove meses, a Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito que apura as causas e eventuais responsabilidades criminais pela morte de Leandro.

A GloboNews tentou ouvir nesta quarta-feira, por telefone, os dois policiais militares sobre o conteúdo do relatório, mas nenhum dos dois foi localizado no 23º Batalhão. A reportagem deixou um telefone de contato para os policiais retornarem, mas isso não ocorreu até o momento da publicação desta reportagem.

Câmeras mostram morte de sushiman

Câmeras mostram morte de sushiman

Reviravolta

A investigação da Corregedoria representa uma reviravolta no caso, uma vez que um Inquérito Policial Militar (IPM), feito pelo próprio 23º Batalhão, não havia apontado nenhuma ilegalidade na ação dos agentes que atiraram e mataram o sushiman.

Mas no relatório, Corregedoria faz críticas duras à conduta dos dois PMs que deixaram de observar o fato de que o agressor não tinha antecedentes e estava tendo um surto. “A vítima era uma pessoa que estava trabalhando, pai de família e que foi acometido por surto psicótico, de fúria, podendo qualquer pessoa estar sujeito a tal surto.”

O documento ainda cita que “não se pode permitir que qualquer pessoa que tenha algum surto psicótico seja morto por agente do Estado, sendo que existia outros meios para preservar sua vida”, diz um trecho do relatório.

Os agentes da PM entraram no restaurante armados com pistolas com balas de verdade, de borracha e de choque. Ainda usavam escudo.

Sushiman tem surto durante trabalho, ameaça clientes e acaba morto pela PM em São Paulo
Jornal Hoje
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Sushiman tem surto durante trabalho, ameaça clientes e acaba morto pela PM em São Paulo

Sushiman tem surto durante trabalho, ameaça clientes e acaba morto pela PM em São Paulo

Procedimento Operacional Padrão

A investigação da Corregedoria é descrita, ao longo do relatório, sob dois aspectos: esfera penal e esfera administrativo-disciplinar.

No âmbito administrativo-disciplinar, a Corregedoria sustenta que os dois policiais militares “desobedeceram ao que preconiza o Procedimento Operacional Padrão (POP)”.

De acordo com o órgão corregedor, o POP é “taxativo ao suscitar que somente se deve fazer o uso da arma de fogo quando houver a impossibilidade de manter a distância de segurança e ainda por motivo contrário à vontade do policial militar, fato que não aconteceu, pois os policiais militares (…), afoitos a resolver a ocorrência, negligenciaram os procedimentos técnicos adquiridos nos bancos escolares da Polícia Militar”.

Tiros atingiram sushiman nas costas, segundo laudo necroscópico
Bom Dia SP
Tiros atingiram sushiman nas costas, segundo laudo necroscópico

Tiros atingiram sushiman nas costas, segundo laudo necroscópico

Segundo a Corregedoria, os dois PMs apontados como responsáveis pelo homicídio de Leandro no relatório seguem trabalhando normalmente nas ruas. Afastamento em casos dessa natureza, via de regra, só ocorrem ou para garantir a eficácia de uma investigação ou após o Ministério Público (MP) oferecer denúncia contra os agentes.

“O caso é investigado pelo 15º DP (Itaim Bibi), que já ouviu familiares da vítima e funcionários do restaurante. O IPM instaurado pela Polícia Militar foi concluído e encaminhado à Justiça”, confirmou a pasta da Segurança.

Funcionário relata que sushiman o ameaçou em restaurante no Itaim Bibi — Foto: TV Globo/ReproduçãoFuncionário relata que sushiman o ameaçou em restaurante no Itaim Bibi — Foto: TV Globo/Reprodução

Funcionário relata que sushiman o ameaçou em restaurante no Itaim Bibi — Foto: TV Globo/Reprodução

Bolsonaro não é confiável: Decreto revoga porte de arma para policial civil fora de seu estado 59

Decreto revoga porte de arma para policial civil fora de seu estado

A permissão para o agente portar a arma fora do local de atuação havia sido concedida em despacho de junho deste ano

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) revogou a possibilidade de integrantes das polícias civis estaduais e das forças auxiliares portarem armas de fogo fora de seu estado de atuação. A permissão constava do decreto 9.847, editado em junho, e foi anulada em novo decreto publicado nesta quarta-feira, 21, no Diário Oficial da União (DOU).

O trecho revogado dizia que “os integrantes das polícias civis estaduais e das Forças Auxiliares, quando no exercício de suas funções institucionais ou em trânsito, poderão portar arma de fogo fora do ente federativo em que atue, desde que expressamente autorizados pela instituição a que pertençam, por prazo determinado, conforme estabelecido em normas próprias”.

DOPE – Novo departamento de elite da Polícia Civil de SP começa a funcionar 40

Novo departamento de elite da Polícia Civil de SP começa a funcionar

Dope irá concentrar policiais de delegacias especializadas em diversos crimes

  • 20.ago.2019 às 16h17
SÃO PAULO

O governo estadual criou um novo departamento para a Polícia Civil paulista, que já começou a operar. Segundo publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, no último dia 3, o Decade (Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas) passa a ser chamado de Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), no qual serão concentradas delegacias especializadas em diversos tipos de crime.

Com a mudança, o GOE (Grupo de Operações Especiais) foi extinto e seus policiais serão assimilados pelo Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos).

Viatura do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), que substitui o Decade (Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas), após publicação de decreto do governador João Doria (PSDB), no último dia 3 no Diário Oficial do estado de São Paulo – Divulgação/Polícia Civil

Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, diretor do Dope, o departamento foi criado pelo governador João Doria (PSDB) para fortalecer o serviço de rua feito pela Polícia Civil. “O GOE não está sendo extinto. Os policiais que nele atuavam estão sendo assimilados pelo Garra, que agora contará com um efetivo de [aproximadamente] 200 policiais”, afirmou.

O novo departamento passa a atuar na capital paulista, mas pode agir em cidades do interior do estado quando for necessário.

O decreto assinado pelo governador determina que o Dope irá investigar extorsão mediante sequestro, pois irá contar com policiais do DAS (Divisão Anti-Sequestro); vai cumprir mandados de prisão e de apreensão de adolescentes, com policiais do Decade; irá investigar crimes praticados contra turistas, com a atuação de agentes que atuam na Deatur (Delegacia de Apoio ao Turista); além de agir em aeroportos e também contar entre seu pessoal com membros da Drade  (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva) e do grupamento aéreo da Polícia Civil.

“Muito dispersa”

O delegado afirmou que a Polícia Civil estava “muito dispersa”, pois policiais e delegados ficavam alocados e muitas delegacias e divisões. “O Garra, por exemplo, não contava nem com cinco delegados de plantão. Agora [com a criação do Dope] teremos um time completo”, disse.

O diretor do Dope afirmou ainda que as viaturas do departamento contarão com rastreadores. Além disso, ele adiantou que pretende manter um médico de plantão no departamento, para atuar em eventuais casos em que policiais fiquem feridos.

A presidente do Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo, Raquel Kobashi Gallinati, afirmou que o objetivo primário do Dope é prevenir e combater eventos criminosos em potencial. “Além disso, o departamento vai conduzir, com técnicas diferenciadas, operações policiais não convencionais, como ocorrências com reféns, ações de alto risco e contra o terror, além de realizar atividades de cunho especializado, como o policiamento civil aéreo e a proteção de dignitários”, afirmou.

Primeiro apoio

O primeiro caso em que policiais do Dope atuaram ocorreu na última sexta-feira (16) em Cotia (Grande SP). Em apoio ao MP (Ministério Público), policiais civis cumpriram 15 mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma empresa de cosméticos, acusado de sonegar impostos, o que teria causado prejuízos estimados em R$ 90 milhões aos cofres públicos.

Segundo o MP, os investigados atuavam há cerca de 18 anos, criando empresas, registrando-as falsamente em nome de terceiros, explorando as companhias em suas atividades comerciais, mas sem pagar os tributos devidos ao estado.

Durante os cumprimentos dos mandados, ocorridos também na capital paulista, um suspeito – identidade não informada – foi preso após ser flagrado com duas armas não registradas, segundo o Dope.