POLICIAIS DO DEINTER-9 DE PIRACICABA ADEREM À GREVE… 1

Policiais de Piracicaba aderem à greve
quarta-feira, 6 de agosto de 2008(Jornal de Piracicaba)
Policiais civis de Piracicaba e microrregião irão aderir à greve organizada pelas entidades de classe que representam a categoria. Delegados, investigadores, escrivães e carcereiros já manifestaram apoio ao movimento, marcado para começar no próximo dia 13 e sem previsão de encerramento. As principais reivindicações são salariais, mas abrangem ainda melhores condições de trabalho. A Adpesp (Associação dos Delegados do Estado de São Paulo), uma das 19 representantes dos policiais civis que organizam a campanha, afirmou que a mobilização ganhou força em todo o Estado.
Segundo a assessoria de imprensa da Adpesp, fatos recentes, como a proibição judicial de veiculação de uma campanha publicitária em que atores representando policiais batem à porta do que seria o gabinete do governador José Serra (PSDB) cobrando soluções para os problemas de segurança de São Paulo sem serem atendidos, ou a reunião realizada ontem com o secretário estadual de Gestão Pública, Sidney Beraldo, que conforme a associação acabou sem propostas reais, contribuíram para dar mais força à greve.

Anteontem, aproximadamente de 20 delegados que atuam nos 11 municípios abrangidos pela Delegacia Seccional de Piracicaba se reuniram e discutiram sobre a adesão à greve. O Jornal de Piracicaba ouviu policiais que participaram do encontro e afirmaram que o grupo está fechado. Na próxima segunda-feira, uma nova reunião será feita para definir como será o esquema de trabalho no período da manifestação, já que 30% do quadro de funcionários deve continuar desempenhado a função por ser um serviço público essencial à população.

As delegacias só deverão desenvolver algum tipo de trabalho caso a Polícia Militar e a Guarda Civil realizem prisões em flagrante. Boletins de ocorrência serão feitos apenas para casos graves, como homicídios. A Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito) e o Centro Emissor de Carteiras Digitalizadas também devem trabalhar com o quadro de funcionários reduzido, deixando o serviço mais lento.

Apesar dos transtornos, os policiais civis pedem a compreensão da população. “É importante que a sociedade entenda esse movimento. Estamos há dez anos sem aumento salarial e desde os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) nada foi feito”, disse um policial civil.

Levantamento apresentado pelo comitê que organiza o movimento, com base em dados de sindicatos, associações e secretarias de administração dos Estados, aponta que os delegados de São Paulo recebem o pior salário entre os 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal. Em média, são R$ 3.680,18 considerando as escalas extras de trabalho. No DF, os rendimentos são de R$ 10.862,14.

As reivindicações incluem ainda a reestruturação da Polícia Civil, fixação de carga horária semanal, trabalho noturno com remuneração diferenciada, aposentadoria especial e eleição do delegado geral.

De acordo com a Adpesp, uma cartilha orientando os policiais sobre a greve e como deverá ser desempenhada as funções será distribuída hoje.

Os policiais ainda receberam a recomendação da Delegacia Geral para que não paralisem suas atividades. O delegado seccional João José Dutra disse que irá aguardar para falar sobre o assunto, mas declarou que a Polícia Civil não irá parar 100%. “O trabalho tem que ser realizado, mas não será um expediente normal”, prevê. Em média, a Polícia Civil registra 60 ocorrências por dia em Piracicaba. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) não se pronunciou sobre a greve.

VENCIMENTOS DOS POLICIAIS CAÍRAM MAIS DE 70% EM SETE ANOS EM SÃO PAULO

Homicídios caíram 70% em sete anos em SP
Portal Terra
SÃO PAULO – Um levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo aponta que, entre 2001 e 2008, houve redução de 70% no número de homicídios na capital paulista. De acordo com o delegado titular da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, a meta é alcançar menos de 10 homicídios por 100 mil habitantes – nível de países desenvolvidos, considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde da ONU. A cidade registra hoje cerca de 11 homicídios por 100 mil habitantes.
Também houve queda de 56% nos latrocínios (roubos seguidos de morte). As regiões norte, sul e leste da capital são as que mais registram homicídios. Segundo a SSP, o maior número de crimes está concentrado em 10% da cidade. O delegado afirma que o levantamento também mostra que vítima e autor moram próximos, em um raio médio de 500 m. Contudo, embora o homicida esteja próximo, “às vezes, a família da vítima sabe quem é o autor do crime, mas não quer denunciar por temer vingança”.
De acordo com Lima, neste ano foram registradas três chacinas até o momento. Duas delas foram solucionadas. No ano passado, à mesma época, haviam sido registradas oito chacinas. O estudo mostrou ainda que, em 1999, São Paulo registrou 12 mil homicídios. Hoje esse número gira em torno de 2 mil.
Um cruzamento de dados da prefeitura e da SSP também registrou uma queda de 50% no número de roubos de veículos na capital, entre 2001 e 2008, nas regiões de maior poder aquisitivo.
Segundo o tenente Pedro Luís, do Comando de Policiamento da Capital, esses dados servem para traçar as estratégias de geoposicionamento das patrulhas e das operações policiais na cidade.

PROPINA PARA DESBLOQUEIO DE CNH COM PONTUAÇÃO POR MULTAS

07/08/2008 –
Senha de delegado era usada em fraude no Detran-SP
São Paulo – A Corregedoria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) investiga um esquema criminoso de transferência de pontuação das carteiras de motoristas multados para outras, de inocentes, cujos números de CNHs foram usados para abrigar os pontos. A transferência só foi possível porque foi usada a senha do delegado Adriano Rodrigues Alves Caleiro, então diretor da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Osasco e atual diretor da Divisão de Controle do Interior, responsável pela fiscalização de 334 Ciretrans em todo o Estado de São Paulo.
O delegado afirma que sua senha foi usada indevidamente e disse que não tinha meios técnicos para, com agilidade necessária, controlar o histórico do uso de seu código pessoal. Por enquanto, sabe-se que a fraude beneficiou centenas de motoristas que tiveram os pontos retirados de suas CNHs. Muitos já foram ouvidos pela corregedoria e disseram que foram abordados por despachantes no Detran quando tentavam regularizar a carteira. É o caso de Luiz Omena. Ele contou que um homem se ofereceu, no 4º andar do Detran, para recorrer dos pontos em sua CNH.
Outra favorecida, a bancária Ana Paula dos Santos, afirmou que pagou R$ 700 pelo que pensava ser o novo processo para a concessão de sua carta. Ela tinha a permissão para dirigir e recebeu três multas, o que lhe impedia de receber a CNH definitiva. Todos esses casos têm em comum o fato de que a ficha desses motoristas foi limpa por meio do uso da senha AD00000608, usada pelo delegado. Por enquanto, não se sabe o total de beneficiados pelo esquema, pois muitos pontos podem ter sido transferidos para CNHs cujos donos não as renovaram nos últimos anos e não perceberam o golpe.
A fraude foi descoberta em 2004, mas nenhum funcionário da Ciretran de Osasco, nem mesmo o delegado, haviam sido ouvidos até agora pela corregedoria. A providência só foi tomada depois que delegada Maria Inês Trefiglio Valente assumiu o cargo há dois meses. Maria Inês foi nomeada para a corregedoria depois que integrantes do órgão foram flagrados achacando policiais corruptos da Ciretran de Ferraz de Vasconcelos, na Operação Carta Branca. A delegada retomou a sindicância depois que uma das vítimas que receberam os pontos em sua CNH procurou o Detran. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
AE

PARABÉNS AO DOUTOR SERGIO MARCOS ROQUE – ASSIM DÁ ORGULHO SER MEMBRO DA ADPESP

:: AO POVO DE SÃO PAULO
Os policiais civis nunca faltaram e nunca faltarão ao Povo de São Paulo, quando se trata de dar aos seus cidadãos a melhor segurança possível, conquanto não a ideal, ou seja, aquela que merecem como um direito da cidadania.

A responsabilidade é do Governo do Estado, que insiste em manter-se omisso quando o assunto é melhoria das condições de trabalho e da humilhante remuneração que lhes paga.

De portas fechadas, o Governo continua não atendendo nossos clamores. Ao contrário, quando denunciamos sua omissão e sua insensibilidade, preferiu tolher nosso natural direito de expressão e de reivindicação, buscando proibir a divulgação dessa realidade.

Não é essa a postura de um Governo que se diz democrático; que se diz preocupado com o bem-estar e com a segurança da população; que propala respeito aos seus servidores; que escarnece dos idosos, especialmente dos aposentados e das viúvas, quando os alija do arremedo de bonificação que restringe aos ativos.

O estado de necessidade está a levar a Polícia Civil, pela primeira vez em sua história, ao extremo da greve. Os serviços básicos e essenciais não serão paralisados. Conclamamos a população a compreender-nos e a apoiar-nos.

Sergio Marcos Roque
Presidente da ADPESP – Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

Reivindicação inclui reajuste e incorporações das gratificações aos vencimentos para aposentados e pensionistas

Reivindicação inclui reajuste e incorporações

Luciana La Fortezza
Entre as reivindicações da Polícia Civil estão o reajuste salarial de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), incorporação das gratificações aos vencimentos (inclusive para aposentados e pensionistas), reestruturação da corporação, valorização da carreira e melhores condições de trabalho.

Os policiais civis não determinaram um índice de aumento reclamado, mas o Sipesp informou que os policiais não recebem reajustes significativos nos salários há 13 anos e que a defasagem chega a 200%. De acordo com a entidade, um delegado em início de carreira em São Paulo tem salário de R$ 3.500,00, enquanto que o mesmo cargo em Brasília, por exemplo, chegaria a R$ 10.800,00.

Por conta da situação, se a greve for mesmo desencadeada, apenas procedimentos de flagrante serão realizados nas delegacias.

O registro de outras ocorrências e os serviços de investigação serão suspensos, conforme cartilha elaborada pela entidade que organiza a paralisação por reajuste salarial em todo o Estado de São Paulo, inclusive em Bauru. Ontem, durante o evento na cidade, ela foi distribuída.

De acordo com o documento encaminhado à imprensa, não serão feitas quaisquer atividades cartorárias, com exceção dos flagrantes.

Apenas em caso de réu preso é que haverá encaminhamento de inquérito. Ainda segundo a cartilha, sujeita a alterações conforme orientação dos próprios integrantes do movimento, as delegacias especializadas não funcionarão. Seguirão escalas de plantão.

EM BAURU 300 POLICIAIS CIVIS SE REÚNEM PARA A GREVE…E COM O APOIO DA POLÍCIA MILITAR ATRAVÉS DO DEPUTADO "MAJOR OLÍMPIO" 1

07/08/2008
300 policiais civis se reúnem para greve
Policiais da região de Bauru se encontraram ontem na OAB para os preparativos da paralisação a partir do dia 13
Luciana La Fortezza
Cerca de 300 pessoas lotaram, ontem à noite, o auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Bauru, durante reunião realizada para discutir a greve da Polícia Civil no Estado de São Paulo. Regional, o encontro trouxe gente de municípios próximos como Jaú, Pederneiras, Piratininga, Avaré, Botucatu, Lins, Marília, Garça, Cafelândia e Birigüi.

Sentados ou em pé pelos corredores, estavam presentes associados e representantes de entidades como o Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), a Associação dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo (Aepesp), a Associação dos Investigadores do Estado de São Paulo (Aipesp) e Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp).

Juntas, as entidades reiteraram disposição para iniciar a paralisação a partir da zero hora da próxima quarta-feira. Até porque, ontem, o secretário estadual de Gestão Pública, Sidney Beraldo não apresentou qualquer proposta que pudesse reverter a situação. “Apenas foi dada satisfação de que há esforço e dedicação da administração para o projeto de reestruturação da Polícia Civil. Vamos à greve”, reiterou o presidente do Sipesp, João Batista Rebouças.

Ontem, antes de vir a Bauru, ele participou do encontro com o secretário. Também esteve na cidade para a reunião regional o deputado Olímpio Gomes, conhecido como Major Olímpio. De acordo com ele, a mobilização observada em Bauru é semelhante em outras regiões, como Campinas e São José dos Campos, por exemplo. No entanto, ele espera que o governo do Estado tenha sensibilidade para evitar que resulte em paralisação.

Caso seja deflagrada, os danos sociais seriam grandes, já que existe uma sensação geral de insegurança. “Imagine nessa situação?”, questiona ele.

Polícia Militar

De acordo com o deputado Major Olímpio, como os policiais militares constitucionalmente estão impedidos de entrar em greve, muitos devem participar indiretamente.

“Nós não precisamos parar. Vamos apenas cumprir o que está na lei, porque não é competência da PM se deslocar com indivíduo que é preso para fazer legitimação. Só que a Polícia Civil não tem viatura, estrutura e gente para fazer isso. Nós fazemos. Para fazer constatação de drogas, atendimento social”, acrescenta. Ao cumprir apenas o que está previsto na Constituição, o policial militar contribuiria com o movimento, já que faz muito além de suas atribuições, diz.

“Se nós pararmos com a extorsão cívica, que é ficar mendigando para a comunidade peça de automóvel ou recurso para o funcionamento dos quartéis, não andam”, critica. Na opinião de Major Olímpio, o movimento está muito mais forte que o imaginado, tanto pelas entidades quanto pelo Estado. “O governo tem absoluta certeza de que nós estamos blefando. Não estamos”, conclui.

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Publicidade vetada

Um filme publicitário elaborado pelas entidades de classe para mostrar a situação da Polícia Civil paulista foi proibido de ser exibido. O objetivo da campanha era comunicar a população sobre a penúria em que vivem os policiais paulistas e a indiferença do governo do Estado.

O comercial chegou a ser veiculado sexta-feira e sábado últimos. Mas foi proibido quando seria inserido no intervalo do Jornal Nacional. Segundo a Adpesp, o desembargador Ricardo Dip, ao atender requerimento do governo do Estado de São Paulo, concedeu liminar proibindo a veiculação do filme.

Por meio da Procuradoria Geral do Estado, o governo entrou com a medida na Fazenda Pública do Estado, que indeferiu o pedido. Não satisfeito, recorreu então ao Plantão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, onde teve sua solicitação acatada.

DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO EM FRANCA
O Deputado Estadual, Major Olímpio estará nesta cidade de Franca, no próximo dia 11/08/2008, 2ª feira, às 18:00 horas, no salão do Júri da Universidade de Franca – UNIFRAN , sito à av. Armando Sales de Oliveira , onde proferirá palestra , cujo tema é “SEGURANÇA PÚBLICA”.Convido a todos para prestigiarem a palestra.
Cacilda.
Postado por BLOG DOS OPERACIONAIS

DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO EM FRANCA
O Deputado Estadual, Major Olímpio estará nesta cidade de Franca, no próximo dia 11/08/2008, 2ª feira, às 18:00 horas, no salão do Júri da Universidade de Franca – UNIFRAN , sito à av. Armando Sales de Oliveira , onde proferirá palestra , cujo tema é “SEGURANÇA PÚBLICA”.Convido a todos para prestigiarem a palestra.
Cacilda.
Postado por BLOG DOS OPERACIONAIS

DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO EM FRANCA
O Deputado Estadual, Major Olímpio estará nesta cidade de Franca, no próximo dia 11/08/2008, 2ª feira, às 18:00 horas, no salão do Júri da Universidade de Franca – UNIFRAN , sito à av. Armando Sales de Oliveira , onde proferirá palestra , cujo tema é “SEGURANÇA PÚBLICA”.Convido a todos para prestigiarem a palestra.
Cacilda.
Postado por BLOG DOS OPERACIONAIS

A GREVE É IRREVERSÍVEL

:: Governo chama entidades e não apresenta proposta
Os advogados da ADPESP entraram com Agravo Regimental, na 8ª Câmara de Direito Público. Foi sorteado como relator o Desembargador Paulo Dino Mascareti, para apreciar ao pedido de cassação da liminar que impede a veiculação do filme da Campanha do Basta, censurado ontem pelo governo do Estado. “Caso não tenhamos resultado até amanhã, 7/8, já estamos preparando peça jurídica para recorrer ao STJ, em Brasília”, destaca Sergio Roque, presidente da ADPESP.
O secretário de gestão pública, Sidney Beraldo, convidou os presidentes das entidades representativas, dos policiais civis, para uma reunião em seu gabinete, onde se esperava a apresentação de alguma proposta atendendo às reivindicações. A reunião foi improdutiva. Por meio do secretário, o governo disse que no momento a única proposta concreta possível é a de aprofundar os estudos da reestruturação das carreiras e, destacou ainda, que qualquer aumento significativo de salário está descartado, uma vez que o contingente é muito grande e isso acarretaria em despesa que o governo não pode suportar. Os representantes então lembraram ao secretário que a categoria está a menos de 200 horas de uma greve e que ele deveria se preocupar mais com isso. A reunião encerrou com as lideranças deixando a secretaria dispostos a investir ainda mais na mobilização da greve, para que o governo perceba que não pode tratar os policiais paulistas dessa forma. A Polícia quer respeito para continuar trabalhando pelo povo de São Paulo. O governo parece que ainda não percebeu isso.

GOVERNADOR NÃO QUER FALAR SOBRE A SEGURANÇA DA POPULAÇÃO E VETA ANÚNCIO DE POLICIAIS NA TV GLOBO

Quarta-Feira, 06 de Agosto de 2008
Estado veta anúncio de policiais na TV
Vídeo com pedido de aumento para polícia seria exibido na Globo
Bruno Tavares
O governo de São Paulo conseguiu barrar na Justiça a veiculação de uma peça
publicitária elaborada em conjunto por nove associações e sindicatos de
policiais civis do Estado. A categoria está em campanha salarial desde o mês
passado e planejava exibir ontem, no intervalo do Jornal Nacional, da Rede
Globo, um vídeo de 34 segundos sobre o tema. A liminar em favor da
Procuradoria-Geral do Estado foi concedida anteontem pelo desembargador
Ricardo Dip, do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.
Em seu despacho, o magistrado acatou a tese do procurador-geral, Marcos
Fábio de Oliveira Nusdeo, de que a peça “extrapola os limites do direito à
informação e livre manifestação, objetivando causar pânico à população”. Nas
imagens, quatro atores vestidos como policiais civis batem à porta de um
gabinete com a inscrição “governador”, clamando por uma audiência.
“Governador, queremos falar dos salários, os mais baixos do País”, diz uma
atriz. “Governador, precisamos falar sobre a segurança da população”, diz
outro ator.
A Associação dos Delegados da Polícia Civil de São Paulo (Adpesp) já
recorreu da decisão. “É uma censura. Nem a ditadura militar fez isso”,
protestou o delegado Sérgio Roque, presidente da Adpesp. “Não queremos
apenas melhores salários. Nossa proposta é de uma completa reestruturação da
Polícia Civil, mas o governador, mal assessorado, não quer nos ouvir.” A
inserção no Jornal Nacional custaria R$ 150 mil às associações de classe.
Os policiais planejam entrar em greve a partir do dia 13. A categoria quer
aposentadoria especial e o direito de eleger o delegado-geral. A principal
reivindicação, porém, é salarial. Os delegados paulistas têm uma das mais
baixas remunerações do País (R$ 4.247), atrás apenas de Minas, Bahia e Pará.

PÂNICO E DESORDEM EM SÃO PAULO: 21.670 CARROS FURTADOS OU ROUBADOS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2008 3

SÃO PAULO EM ALERTA

Em Perdizes, dez pessoas ficam sem o carro por dia
Perdizes, Pinheiros e Lapa detêm recorde de furtos de veículos em São Paulo

No primeiro semestre deste ano, 5.432 motoristas da zona oeste tiveram os carros furtados ou roubados; na cidade, foram 21.670 casos

LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL

Perdizes, Pinheiros e Lapa, bairros de classe média na zona oeste, detêm um recorde oneroso. Locais em que mais se roubam e furtam veículos, basta às seguradoras conferir os CEPs residenciais dos proprietários dos veículos. Se os números corresponderem a algum dos três bairros, automaticamente, o custo do seguro para o consumidor sofre acréscimo que pode chegar a 20% sobre o valor pago em regiões menos atacadas pelos chamados “puxadores” (ladrões) de carros.
As seguradoras chamam a isso de “gravame”. Tem a ver com a -atenção para a expressão-chave- “alta sinistralidade”, ou alta incidência de roubos e furtos dessas regiões.
No primeiro semestre deste ano, 5.432 motoristas da zona oeste ficaram com as chaves de seus carros penduradas nas mãos. Foram 29,8 veículos por dia; ou um sem-carro a cada 48 minutos. Toda a cidade de São Paulo registrou, no mesmo período, 21.665 carros furtados -119 por dia, ou um sem-carro a cada 12 minutos.
O campeão 23º DP, em Perdizes, teve 885 casos no segundo trimestre -média de dez por dia. Em seguida, o 14º DP (Pinheiros), que inclui a boêmia Vila Madalena, e 7º DP (Lapa), tiveram, respectivamente, 589 e 472 registros.
O 30º DP (Tatuapé), na zona leste, vem em quarto, com 380.
A supervisora administrativa Neuza de Almeida Pereira, 56, moradora na zona oeste, onde também trabalha, esteve anteontem à noite no DP de Perdizes. Foi lavrar boletim de ocorrência sobre o furto de seu Chevrolet Celta, preto, quatro portas, quase zero-quilômetro.
Todo dia, Neuza parava o carro na mesma rua. Ontem, o Celta, que ela comprou por R$ 26.000, se desmaterializou. “Não acreditei. Dei uma volta no quarteirão, para ver se o encontrava. Em vão.” Taxistas de um ponto próximo disseram a ela que ali “é um festival”, referindo-se à freqüência de furtos. “Eu até achava estranho que fosse tão fácil parar naquela rua, enquanto outras pareciam estacionamento de shopping em época de Natal. Descobri por quê”, disse Neuza, que já “perdeu” outro carro, em 1995.
A indústria de seguros e de recuperação de veículos não pára de crescer. Na sede da Tracker, no Campo de Marte, ao lado do heliporto, um mapa imenso da capital tem milhares de fitinhas vermelhas e amarelas pregadas com alfinetes.
As fitinhas vermelhas concentram-se na zona oeste. Em cada uma, está escrito o modelo do carro, o ano de fabricação, o número do protocolo da comunicação de roubo ou furto.
Cada uma está pregada no local de onde o veículo foi levado. São tantas que forram o mapa como aqueles tapetes peludos. As fitinhas amarelas espalham-se por toda a cidade. Mostram onde o carro foi recuperado.
A Tracker é uma empresa caçadora de carros roubados. Há quatro meses, o jornaleiro Claudio Manuel Ferreira, 36, morador da Vila Sônia (zona oeste) usava a Parati da mãe. Parou o carro por dois minutos na porta de casa -foi pegar um agasalho. Quando voltou, cadê?
Só que o carro de Ferreira estava equipado com um emissor de radiofreqüência, acionado a partir de telefonema. Antenas espalhadas pela cidade captaram o bip-bip; computadores localizaram o carro em um mapa; do Campo de Marte um helicóptero levantou vôo; motos e carros saíram no encalço do carro. “Em meia hora, me telefonaram para eu ir ao DP, que o carro estava sendo levado para lá. O boletim de ocorrência ainda estava sendo lavrado e eu já sabia onde estava a Parati.”
Segundo o diretor nacional de operações da Tracker, o militar da reserva do Exército colombiano Carlos Alberto Betancur Ruiz, o emissor de radiofreqüência emite ondas que podem ser rastreadas mesmo que o veículo esteja em uma garagem subterrânea, em uma caixa fechada -o que o torna particularmente útil em casos de roubos e furtos.
Segundo Betancur, a empresa mantém antenas, aviões, helicópteros e equipes de terra em toda a América do Sul. “Conseguimos recuperar nove em cada dez veículos roubados ou furtados.” Mas a eficiência da operação, diz ele, depende de rapidez. “As quadrilhas desmontam um carro em menos de 30 minutos.”

PÂNICO E DESORDEM: ENTRE 2004 a 2007, O GOVERNO PAULISTA SONEGAVA ESTATÍSTICAS CRIMINAIS

SÃO PAULO EM ALERTA

Mapa do crime revela as áreas perigosas
Informações inéditas da polícia de SP mostram que periferia tem mais crimes contra a vida e áreas ricas, mais crimes contra o patrimônio

Jardim Herculano, Capão Redondo e Parque Santo Antônio formam “triângulo da morte’; zona oeste tem mais furto e roubo de veículos

ANDRÉ CARAMANTE
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

Dados inéditos do setor de inteligência da polícia de São Paulo, obtidos pela Folha, revelam como se distribui, distrito a distrito, a criminalidade pela cidade de São Paulo.
Os números, do segundo trimestre deste ano, mostram que a violência se espalha pela cidade, mas segue lógica própria.
Os crimes contra vida (homicídios e estupro) atingem, principalmente, as regiões mais pobres. Os crimes contra o patrimônio (roubos, furtos e latrocínio) se concentram na região central e em bairros mais ricos.
No primeiro caso, destaca-se o chamado “triângulo da morte”, formado pelas regiões dos distritos policiais de Jardim Herculano, Capão Redondo e Parque Santo Antônio, onde 31,5% dos domicílios têm renda de até três salários mínimos.
Na área formada por essas três delegacias, que inclui bairros como Jardim Ângela e Jardim São Luis, ocorreram 44 homicídios nos meses de abril, maio e junho -14,7 por mês em média-, ou seja, 14,5% dos casos da cidade no período (303).

Crimes patrimoniais
Dos chamados crimes contra o patrimônio, o furto de veículos é uma das principais referências para a lógica da violência na cidade.
A análise dos números da polícia permite dizer que esse tipo de crime é mais freqüente na área formada por bairros como Perdizes, Lapa e Pinheiros, todos na zona oeste, onde 52,3% das residências têm renda superior a 20 salários mínimos.
Essa mesma área da zona oeste, aliada ao centro e aos Jardins, é responsável ainda pelos mais altos índices de outros furtos (celulares, carteiras, arrombamentos em residências etc.) e roubos (praticados sob grave ameaça, com a utilização de arma, por exemplo). Na classificação da polícia, os Jardins estão na área central.
Os números do Mapa da Violência fazem parte da base de dados da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), órgão da Secretaria da Segurança Pública que estuda a criminalidade a fim de adequar a utilização das forças de segurança no policiamento da cidade.
Desde 2002, os governos Geraldo Alckmin (PSDB), Cláudio Lembo (PFL, hoje DEM) e José Serra (PSDB) divulgam só os dados macros da cidade, sem dividi-los por distritos policiais ou seccionais, como a Folha os apresenta nesta edição.
Ao longo desse período, a reportagem pediu várias vezes essas informações à secretaria por considerá-las de interesse público, mas não as conseguiu.
Os dados que a Folha revela não incluem crimes registrados em delegacias especializadas -como o Deic (roubos) e o Denarc (drogas)-, o que pode causar diferenças em relação às informações gerais do site da secretaria (www.ssp.sp.gov.br/estatisticas).
Entre 2004 e 2007, o governo paulista chegou a divulgar estatísticas criminais erradas. Só em crimes patrimoniais como seqüestro, roubo a banco, de veículos e de carga, mais de 16 mil ocorrências ficaram de fora da contagem oficial.

Outros crimes
Os números apontam ainda as regiões com maior incidência de roubo a banco, roubo de carga, estupro e tráfico de drogas. Roubos a banco estão concentrados em uma área da zona sul (Santo Amaro, Ibirapuera, Vila Clementino, Campo Limpo e Cidade Ademar) e em um trecho da zona oeste (Perdizes, Pinheiros e Itaim Bibi). Juntos, os bairros têm 50% dos roubos a banco entre abril e junho.
Os de carga acontecem predominantemente nas áreas próximas às rodovias Régis Bittencourt, Presidente Dutra e Fernão Dias, além da área central, que inclui as regiões de comércio popular do Brás e ruas 25 de Março e Santa Ifigênia.
Os estupros ocorrem principalmente nos extremos da cidade. O tráfico, na zona norte.

Sua participação é importante! GREVE por tempo indeterminado!

SINDPESP, ACARCEPOL, ADPESP, AEPESP, AGEPOL, AIPESP, APAPESP, APPESP, ASPC, CLUBE DOS XXX, IPA, SEPESP, SINTELPOL, SIPESP e SINPOLs de Mogi das Cruzes, Ribeirão Preto, Sorocaba, Campinas e Santos.

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REPRESENTAÇÃO COLETIVA DOS POLICIAIS CIVIS PAULISTAS

COMUNICADO Nº 2

MOBILIZAÇÃO PARA A GREVE GERAL – DIA 13/AGOSTO/2008

MOTIVOS:

1. As tentativas de negociação com o governo foram infrutíferas. Sequer fomos recebidos.
2. O que estamos postulando é justo e tem amparo legal.

– REAJUSTE SALARIAL EXTENSIVO AOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS;
– VALORIZAÇÃO DAS CARREIRAS REESTRTURAÇÃO;
– FIM DOS ADICIONAIS E INCORPORAÇÃO DOS ATUAIS, EM BENEFÍCIO, TAMBÉM, DE APOSENTADOS E PENSIONISTAS;
– TRANSFORMAÇÃO DOS VENCIMENTOS EM SUBSÍDIO, CONFORME PREVÊ A CONSTITUIÇÃO FEDERAL;

3. A greve que estamos propondo foi aprovada em assembléias da categoria e usaremos por Analogia a Lei Nº 7.783/89, que regulamenta a greve da iniciativa privada, por decisão unânime do Supremo Tribunal Federal, e daremos toda a assistência jurídica que for necessária.

4. Sua participação é importante! GREVE por tempo indeterminado!

SINDPESP – ACARCEPOL AIPESP – SIPESP – ADPESP – AGEPOL – AEPESP – SEPESP – APAPESP – APPESP – ASPC – CLUBE DOS XXX – SINTELPOL – IPA – SINPOLs de Mogi das Cruzes, Santos, Bauru, Sorocaba, Ribeirão Preto, Campinas e Marilia.

"O POLICIAL QUE NÃO LUTA PELO SALÁRIO É PORQUE NÃO PRECISA DELE!!!" BAURU URGENTE COM O APOIO DO MAJOR OLÍMPIO

A todos os Policiais Civis do Estado de São Paulo.

Bauru / SP

Dia 06.08.2008 – 19:00 HORAS

Reunião na SEDE DA OAB DE BAURU / SP
Avenida Nações Unidas, nº 3030.

Objeto:
– Entrega do material de GREVE
– Orientação de como proceder durante a GREVE em várias situações.
– Abertura de debates para esclarecimentos das dúdidas de qualquer participante

Estarão presentes os representantes das entidades que já vão esclarecer o que o Sr. DD Beraldo queria para ter chamado as entidades.

Também estará presente o Deputado Major Olimpio

Venha participar, venhar se informar, venha buscar o material de GREVE.

“O POLICIAL QUE NÃO LUTA PELO SALÁRIO É PORQUE NÃO PRECISA DELE!!!”