Autor: Flit Paralisante
DR. MAURÍCIO ESTOU LHE DESAFIANDO PARA UM DUELO… ESCOLHA AS ARMAS! 20
Não tivemos a sorte, a oportunidade, o privilégio, de antes de nos tornarmos Delegados de Polícia servirmos a Polícia.
Mas não mande o seu adjunto, pois não quero vencer de lavada.
E se perder suas medalhas de tiro, quais outras o Senhor poderá, meritoriamente, ostentar?
Das confrarias, das irmandades…
PRAIA GRANDE…SERÁ VERDADE? REMOVER UM COLEGA DIGNO POR OUTRO ALGUÉM SEM COMPROMISSO COM REGIÃO…VOU DESAFIAR O DGP PARA UM DUELO! 36
Por outro lado, saiu publicado no DO de hoje a ida para o município de Praia Grande de um colega, 1ª classe, vindo de fora e que deverá obrigar a saída do atual titular do município, que é 2ª comissionado e que vem oferecendo aos seus subordinados todo o apôio ao movimento pela greve, seria uma retaliação da Administração.
Ainda hoje à tarde o diretor do Deinter 6, Waldomiro Bueno, quer reunir os delegados, onde aguarda-se mais pressão para que não apoiem a manifestação de amanhã em São Paulo e procurem impedir os colegas plantonistas de comparecerem, mesmo os que estarão de folga no dia.
SALVE JORGE! SALVE A TODOS OS POLICIAIS CIVIS E MILITARES DESTA TERRA 3
ESTÃO TODOS CONVOCADOS PARA A MANIFESTAÇÃO AMANHÃ …VESTIDOS COM A ROUPA DE JORGE 8
Da torpeza, da ganância e da corrupção.
Mas não é pelo fato de fazer parte dela, ou seja, fundir-se com a Sociedade, que deva trabalhar em regime similar a escravidão.
Desnudos.
Vestiremos apenas a roupa de Jorge.
Armaremos-nos só com as armas de Jorge!
LEGITIMIDADE 15
Muito se discute sobre quem manda na greve, tal ou qual sindicato, tal ou qual associação.O que TODOS se esquecem é que sindicato ou associação não faz greve…quem faz greve é o trabalhador.
A disputa pela paternidade da criança tem sido o pior inimigo dos policiais civis, em TODOS os movimentos reivindicatórios dos quais já participei… e já são 21 anos de participação ativa.
A greve é um instrumento para se obter um resultado que deve ser utilizado apenas quando foram esgotadas todas as outras possibilidades. Nosso objetivo atual é muito claro: obter melhorias salariais e melhores condições de trabalho. NADA além disso.
Houve um aceno por parte do governo que poderiam ser reiniciadas as negociações. Quem tiver um mínimo de visão política perceberá que esse aceno nunca poderia ser dado de forma oficial, pois seria contraproducente para o partido no poder e para o governador que hoje ocupa aquela cadeira, após todas as declarações feitas que não negociariam com uma categoria em greve. Quem tiver um mínimo de visão politica perceberá, também, que aqueles que usam as entidades de classe para fazer política partidária nunca aceitariam esse aceno, pois deixariam de estar na posição de força que nós, trabalhadores, lhes proporcionanamos quando entramos em greve. Para eles, boa é a greve com objetivos político-partidários, é a greve pela greve, é a greve de afrontamento, ao invés da greve com objetivos claros e simples da qual concordamos em participar. Enquanto houver a possibilidade de negociação, mesmo que para isso haja a necessidade de suspendermos a greve – como, aliás, foi feito durante o julgamento pelo TRT – teremos chance de alcançar os objetivos. Se não houver mais possibilidade de negociação, voltaremos à greve, para conseguirmos abrir novamente os canais de negociação. O que não posso admitir é ser usado como massa de manobra para que alguns obtenham vantagens políticas, seja junto à CUT – que, aliás, nada tem a ver com a minha greve – seja junto a este ou aquele partido político. Quero deixar registrada a minha gratidão às Associações: dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – ADPESP, dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo – AIPESP, dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo – AEPESP e dos Funcionários da Polícia Civil do Estado de São Paulo – AFPCESP, por terem a compreensão política necessária para a condução de um movimento que pode representar nossa maior vitória na história da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Quero também parabenizar os Policiais Civis da região de Presidente Prudente, que, democraticamente, decidiram apoiar a contra-proposta feita pelas associações acima citadas, suspendendo a paralização por 48 horas. Quanto aos que querem me usar….NÃO CONTEM COMIGO.
Abraços a todos
Flávio Lapa Claro Investigador de Polícia DAS/DEIC
A MELHOR ANÁLISE DA SITUAÇÃO POLICIAL NO PAÍS 6
SOROCABA E REGIÃO DENUNCIANDO AMEAÇAS CONTRA OS MANIFESTANTES 45
9 de Outubro de 2008 11:07
"A polícia como um todo quer dignidade." 13
CONSIDERAÇÕES SOBRE A GREVE 11
Por falta de atenção Polícia Civil caminha para extinção 5
Por falta de atenção Polícia Civil caminha para extinção
por Eduardo Mahon
Retrocedamos a 1987. Assembléia Constituinte instalada. Conflito de viés socialista como projeto de organização financeira e social e o parlamentarista, como alvo almejado pela esquerda intelectualizada. Projeto abortado pelo centrão. Fraturas no partido majoritário. Noite das punhaladas. Guerra das garrafadas. Era a História do Brasil se reescrevendo como farsa. O Congresso foi tomado pelo Brasil e seus lobistas sem carteira assinada. Eram vários congressos, tantos quantos os interesses. Emplacar um artigo na nova ordem constitucional: missão dos segmentos. Quando organizados, conseguiam. Muito organizados, iam além.
Comissões, subcomissões, grupos de trabalho. Recortes de dispositivos constitucionais estrangeiros no carpete dos apartamentos funcionais dos congressistas. Trabalho e negociação varando a madrugada. Artigos inseridos na undécima hora. Disposições transitórias-permanentes e permanentes-transitórias. Acomodação geral: tudo estava previsto e todos foram contemplados. E que Deus nos ajude. Só não se sabia ao certo de que forma tudo se ajeitava. Carência de regulamentação. Aparente ineficácia. Troca de acusações: o texto tornava o país ingovernável ou o governo era ingovernável? Coragem e covardia. Trevas e ilustração. Cinismo e verdade. É o Brasil.
Estava dissolvida a ditadura militar. A proximidade dos 20 anos de chumbo era, naquele momento, insuportável. Um dos temas-tabu naquele congresso era a segurança pública. Qualquer menção ao fortalecimento da categoria profissional policial iria frontalmente de encontro à abertura democrática, ressentidos os constituintes da repressão e do exílio. Atividades de inteligência policial, estratégias de investigação de núcleos marginalizados, (re)aparelhamento, modernização e treinamento policial, todos esses assuntos causavam arrepios e eram rechaçados. Afinal, um policial treinado poderia ser mais perigoso do que um néscio. Eram, então, sinônimos polícia e a censura repressiva. Políticos e imprensa com medo. Lembranças do Dops e Doi-Codi.
Gangorra de poderes. Enfraquecida a categoria policial, fortalecido o Ministério Público, após um discreto e poderoso lobby. Périplo gabinete por gabinete. A tese inicial era desvencilhar o MP da advocacia estatal. Rapidamente, evoluiu para garantias funcionais equiparadas às da judicatura e, finalmente, chegaram não só à completa independência institucional, como também inúmeras outras funções. Era o quarto poder. Mas o “poder do bem”. Surgiram os defensores da sociedade, fiscais da lei. De posse deste slogan, o Ministério Público, ao contrário da polícia e das forças armadas, foi adotado como filho querido da democracia, da liberdade, do novo pacto nacional com os critérios do Estado Social dos quais se constituía a nova catequese constitucional.
A polícia ficou sem independência. Sem imagem própria. Tímida, não tinha condições de organizar-se para pleitear nada. Controlar a polícia era essencial para manter os “cães da ditadura” sob controle. Justo por isso, a cargo do Ministério Público ficou confrontar, ainda que externamente, o poder policial. Sobrou uma nesga de garantias, centradas na prerrogativa policial, que é o inquérito policial, tutelado, supervisionado, limitado. Essa dicotomia, espécie de tatuagem ideológica, nunca mais foi removida na mentalidade brasileira — o bem contra o mal. Minguada, humilhada, submetida, à polícia restaram todas as críticas, as denúncias, as desconfianças, despojos das duas décadas de golpe militar. Um “mal necessário”, cujo cidadão teme, desconhece e quer distância.
Atualmente, está em curso um sutil movimento orquestrado de esvaziamento da polícia. O objetivo final é submetê-la, por completo, ao Ministério Público. Como fazer isso se estão elencadas as prerrogativas das autoridades policiais? É simples. Além de minar a credibilidade da classe, divulgando amplamente imagens negativas, intervindo brutalmente nas questões internas, sucateando a máquina policial investigativa, retroalimentando a frustração social com relação às atividades inerentes dos delegados e seus agentes, as atribuições constitucionais são maliciosamente (re)interpretadas como “concorrentes” e não “exclusivas”.
Lentamente, outras instituições estão abocanhando nacos de atribuições constitucionais. O Ministério Público quer, também, investigar. A Polícia Militar quer, também, lavrar termos circunstanciados. Políticos com propostas ingênuas de integrar as polícias; enfim, um conjunto de medidas de sufocamento policial civil. O ardil está ganhando força. Só que ninguém nota. Se não houver a mínima atenção para o quadro policial civil, brevemente veremos a sua extinção. A fragilidade da polícia gera outros monstros, tão ou mais perigosos que os porões militares. São piores porque aparentemente são legítimos. O centro gravitacional quer se tornar um buraco negro e a polícia civil, depois de enfraquecida, será apenas um satélite a ser engolido.
Revista Consultor Jurídico, 8 de outubro de 2008
Sobre o autor
Eduardo Mahon: é advogado em Mato Grosso e Brasília.
A miséria e mendicância das polícias, além de material é também moral, aviltante, humilhante e um chamamento a guerra! 38
1-Regime ditatorial imposto por Diretores. 2-Diferente tratamento aos subordinados não apadrinhados . 3-desvio de função de Delegados, culminando em 04 equipes 4-O afronto e acinte do enriquecimento ilícito oriundo da corrupção e sua Publicidade escandalosa na mídia brasileira 5-Perda total de respeito á hierarquia diante da corrupção e desmoralização 6-Envolvimento da instituição com os Bingos e maquineiros 7-critério discricionário nas promoções e ausência de respeito com os Delegados 8-Salário aviltante
Colegas, talvez sequer os Delegados de Polícia que ocuparam a cadeira da DGP, se atentaram para os fatos que desencadearam a greve em todo território paulista, muito menos o Governo que comodamente presumiu que a Polícia andava mal apenas com relação aos salários.
O governo jamais imaginou que a polícia faria greve e movimento na proporção atingida, porque sempre pensou que essa mesma polícia complementa diuturnamente seu salário, na base da propina, do acobertamento de atividades Ilícitas e na sociedade com os bingos e jogo de bicho. Certa vez, a imprensa filmou delegados andando de Porshe e Ferrari, mas não mostrou aqueles que sequer carro possuem.
Eclodiu-se a greve.Era inevitável, iminente e incontrolável.
Diante da quebra de braço, o Governo tinha de encontrar uma saída honrosa diante da derrota e aguardava desesperadamente um sinal verde de alguma das entidades ligadas á greve, para um início de conversa e suspensão da forca para pescoços incautos.
A proposta de trégua, veio por meios duvidosos, porém em bom momento e acertadamente. Inverte-se a posse do “sapo-inchado”, transferindo-se a responsabilidade tida como intransigente por parte dos grevistas, para a saída “honrosa” do governo e seu medo de confessar perdido o controle estatal da Segurança Pública.
Colegas, o Governo no desespero de ser linchado pela opinião pública, certamente oferecerá alguma coisa de Imediato aos grevistas.
No meu entender desde o princípio, não houve qualquer traição, houve sim, acertos de bastidores, porque a greve e paralisação é apenas um dos itens dos movimentos reivindicatórios, não é um estado de permanência eterna onde apenas um dos lados grita desesperadamente para que o outro o escute. Essa negociação era realmente necessária e não representa que os grevistas recuaram. Apenas deram uma oportunidade ao opressor.
Colegas, como bons estrategistas e verdadeiros “revolucionários” que fomos até agora, não devemos demonstrar fraqueza intelectual ou carência de diplomacia,através de sugestão de expulsão do Dr.Roque da Adpesp.
(Jo )