SARNEY O MAIOR (*&¨*$#@! ) VIVO NO BRASIL? NÃO…MAIOR (*&¨%%$#) DO QUE SARNEY É QUEM COM ELE FEZ ALIANÇAS 5

Considerações sobre o maior(… ²³¢£³²….) vivo no Brasil (é que já não estão entre nós ACM, Sérgio Naia, etc…):

TA NO BLOG DO MARCELO TAS

http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-06-16_2009-06-30.html

Ontem, Sarney, melancolicamente, gaguejando, discursou no Senado, pedindo que a sociedade o julgue, não pelos recentes atos da nomeação de familiares por atos secretos, mas pelos 55 anos da vida pública dele. 

OK, senador, já que o senhor está pedindo, vamos lá. Em respeito ao tempo das pessoas que aqui passam vou resumir em três pontos minhas premissas: 

1. Por ter apoiado a ditadura militar e… depois Tancredo e… depois FHC e… agora Lula, confirmando sua atuação como radical de centro, um verdadeiro gafanhoto que se equilibra no poder segundo as conveniências para estar sempre desfrutando de benesses em nível federal e também…

2. Por tudo que o senhor já causou e ainda causa ao sofrido povo do Maranhão onde sua família está desde antanho no poder e também…

3. Por ter sido eleito senador pelo Amapá, estado onde o senhor não tem domicílio- o que, by the way, é contra a lei- apenas para criar mais um curral eleitoral e ampliar seu espaço de poder sobre o sofrido povo brasileiro… 

Eis meu julgamento: Vossa Excelêcia está reprovado! 

Escrito por Marcelo Tas às 07h47
sarneymandaumtudo

DELEGADO “ZÉ MANÉ” DA POLÍCIA FEDERAL DENUNCIADO POR SUPOSTO ESTELIONATO: REQUISIÇÃO DE 54 CREDENCIAIS PARA INGRESSO NO GP BRASIL DE FÓRMULA 1 9

Delegado é denunciado por pedir credenciais para F-1

AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – A Procuradoria da República denunciou ontem o delegado Nivaldo Bernardi sob a acusação de estelionato. Ele teria tentado induzir a erro os organizadores do GP Brasil de Fórmula 1, em 2004, requisitando em papel timbrado da Polícia Federal 54 credenciais, quatro das quais com acesso ao paddock, mesmo sabendo que a PF não participaria da segurança do evento. As credenciais pedidas pelos delegado valeriam hoje R$ 130 mil. O criminalista Paulo Esteves, que defende o policial, disse ontem que desconhecia os termos das denúncia.
O delegado só não conseguiu as tais credenciais porque, segundo a procuradoria, em uma reunião preparatória para o evento, o empresário Tamas Rohony foi informado pelo delegado Antônio Wagner Castilho que a PF não participaria do evento. Além de Bernardi, a procuradoria denunciou dois outros delegados, o então corregedor do órgão e um superintendente interino, sob as acusações de condescendência criminosa e favorecimento pessoal. Os dois teriam ocultado da procuradoria o procedimento disciplinar interno contra Bernardi – que resultou na suspensão de dez dias do subordinado.
Se os superiores de Bernardi tivessem fornecido antes a informação à procuradoria, outros três delegados poderiam ter sido denunciados no caso. O MPF só soube da investigação interna da PF contra Bernardi em dezembro de 2008. Isso só ocorreu porque o próprio delegado entrou com mandado de segurança na área cível da Justiça Federal contra a suspensão de dez dias. Uma procuradora da área civil percebeu que a conduta do delegado podia configurar crime e encaminhou os caso ao procurador da área criminal, que fez a denúncia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
____________________________________
A penalidade disciplinar: SÓ 10 DIAS DE SUSPENSÃO.

Quase nada, considerando-se que – hipoteticamente – a conduta poderia lhe causar demissão a bem do serviço público.

Mas ele se achou injustiçado pela hierarquia…

E com certa razão.

Ora, ele assinou o ofício, mas as credenciais seriam distribuídas internamente entre colegas, superiores e agentes.

Diga-se de passagem, é costume antigo nos órgãos policiais (nas Forças Armadas, inclusive),  esmolar-se convites e credenciais para ingresso em eventos esportivos, culturais e sociais, tais como: bailes de carnaval, festas do Havaí, concertos, shows de artistas famosos, jogos de futebol, festa do peão, etc.

BEM FEITO!

Marilena Chauí e Antonio Candido condenam presença da PM 2

Professores eméritos da USP falaram sobre a simbologia das reivindicações

Elida Oliveira – Especial para o Estado de S. Paulo 

A professora doutora em Filosofia Marilena Chauí e o professor e crítico literário Antonio Candido de Mello e Souza ministraram uma palestra na manhã desta terça-feira, dia 16, sobre a representatividade da presença da Polícia Militar no câmpus da Universidade de São Paulo.

Eles falaram sobre a simbologia do ato da PM e explicaram que é função das faculdades de Filosofia pensar e explicar o que ocorre na sociedade. Segundo Candido, o movimento de greve e as reivindicações dos professores, alunos e funcionários da USP têm papel importante para reorganizar a universidade. “O importante em casos como este é aquilo que vai servir para reorientar a estrutura na instituição”, afirmou. 

Os professores relembraram protestos anteriores em que enfrentaram a Polícia Militar e reafirmaram que são contrários à presença da PM no câmpus. 

“Eles (Marilena Chauí e Antonio Candido) servem para reforçar o nosso espírito de combate e mostram que a luta não é breve, é contínua”, disse Marco Brinati, membro da diretoria da Associação dos Professores da USP (Adusp). 

A palestra foi realizada no auditório do curso de Geografia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, às 10h30.

PASSEATA DIA 18

A passeata organizada por estudantes, professores e funcionários foi transferida para a próxima quinta-feira (18). O início da manifestação está previsto para o meio-dia, no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo). O ponto final da caminhada é o Largo São Francisco, onde será realizado o ato Universidade e Democracia.  

No último dia 9, soldados da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo entraram em confronto com estudantes, professores e funcionários da USP. O conflito teve início quando a polícia dispersou os manifestantes que tentavam bloquear a entrada do Portão 1 da universidade. ( fonte: Portal Terra )

Promoções dos integrantes das carreiras de Agente Policial e Agente de Telecomunicações Policial 3

PROMOÇÕES – AGEPOL E AGETEPOL
Foram publicadas no DOE de 16/06/2009, caderno executivo 1, as promoções dos integrantes das carreiras de Agente Policial e Agente de Telecomunicações Policial, nas páginas:
PROMOÇÕES – AGENTE POLICIAL – PÁGINA 1
PROMOÇÕES – AGENTE POLICIAL E AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAL – PÁGINA 3
PROMOÇÕES – AGENTE DE TELECOMUNICAÇÕES POLICIAL – PÁGINA 4
Clique sobre o número da página para abrir e salvar o arquivo no formato .pdf.
Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
http://www.investigadordepolicia.blog.br/archives/7130

SEGURA QUE O FILHO É TEU:“O Dr. Peterson tem autonomia para fazer as escalas que não passam pela seccional”… 19

Autonomia para escalas

“O Dr. Peterson tem autonomia para fazer as escalas que não passam pela seccional. Para comentar o assunto, ele deve ser procurado”, comentou o delegado seccional de Americana João José Dutra.

O titular de Hortolândia, Peterson Tadeu de Melo, foi procurado pela reportagem no final da tarde de anteontem, mas não foi localizado. Como ontem era feriado, ele não estava na delegacia, que funcionou sob escala de plantão. O diretor afirmou ontem que ainda não tinha recebido o ofício do sindicato.

Em março, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado informou que ainda não há definição se os policiais em preparação serão encaminhados para a região da Delegacia Seccional de Americana. E que somente depois das respectivas formaturas serão definidas as cidades que serão beneficiadas com maior efetivo. No momento, estão em andamento, em fases diversas, os concursos para seleção e contratação de 1.449 investigadores, 864 escrivães e 369 policiais científicos, além de 2,5 mil policiais militares.

O Detran (Departamento de Trânsito) abriu, em fevereiro, concurso público para o preenchimento de 1.733 vagas para o cargo de oficial administrativo. Desde 2007, cerca de 13 mil novos policiais – civis e militares – foram contratados, entre os contratados e as vagas autorizadas em concursos.

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Ora, mas as escalas não devem ser encaminhadas e conhecidas pelo Seccional?

Será que essa “AUTONOMIA” é a causa de –  passados DEZOITO MESES – a Delegacia Seccional e Departamento não respeitarem NOSSO DIREITO DE PETIÇÃO; assim dignando-se a tomada de quaisquer decisões sobre REPRESENTAÇÃO datada de 4 de dezembro de 2007.

Deixar de apreciar ou encaminhar uma petição,  devidamente encaminhada , PODE caracterizar eventual improbidade.

AGORA É TARDE…O DOENTE VIROU DEFUNTO 7

Serra diz que secretário se empenhará em apuração de denúncias de Abadia

Traficante colombiano acusa policiais do Denarc e do Detran de corrupção.
Para Ferreira Pinto, um caso como esse deve ter ‘prioridade absoluta’.

 Do G1, em São Paulo 

O governador de São Paulo, José Serra, afirmou nesta segunda-feira (15) que o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, se empenhará pessoalmente na investigação das denúncias feitas pelo traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia contra a polícia paulista. O Fantástico teve acesso a um vídeo no qual o traficante, quando ainda estava preso no Brasil, faz denúncias contra investigadores e delegados.

“Eu pedi ao secretário que chamasse para si todos os termos dessa investigação, para que a gente redobre o rigor para poder chegar aos responsáveis. O secretário, que é uma pessoa bastante firme, vai se empenhar pessoalmente nessa averiguação. Para que cheguemos naqueles que se corromperam em prejuízo do interesse público”, disse o governador durante evento no Palácio dos Bandeirantes.  

O secretário afirmou que irá se reunir com a corregedora para definir as prioridades da investigação. “Essa prestação de conta será tardia, porque não se consegue que um caso tão grave quanto esse fique tanto tempo sem solução e sem responsabilidade dos autores. Um caso como esse deveria ter prioridade absoluta”, afirmou. Ferreira Pinto garantiu que uma das metas de sua pasta será fortalecer a Corregedoria da Polícia de São Paulo. 

Acusações  

Mesmo longe do Brasil desde agosto do ano passado, quando foi extraditado, Abadia ainda é o foco de uma das principais investigações da corregedoria. Antes de ir embora, ele fez uma série de denúncias contra investigadores e delegados. O Fantástico teve acesso à peça principal da investigação, que é um vídeo de 47 minutos. Entre uma mordida e outra em um lanche, Abadia diz que, em vez de prendê-lo, policiais agiram como bandidos.

“Eu perguntava: ‘Quem são? São bandidos?’ Falaram: ‘Não, nós somos Denarc. Somos policiais’”, diz Abadia, na gravação.

Denarc é o Departamento de Investigações sobre Narcóticos, principal departamento da Polícia Civil de São Paulo de combate ao tráfico de drogas. Abadia prestou o depoimento em outubro de 2007, no prédio da Justiça Federal, em São Paulo. Ele estava preso há dois meses e acreditava que as informações o ajudariam a ir logo para os Estados Unidos: “Estou fazendo esta colaboração com a Justiça com o fim de ser extraditado rapidamente”.

Durante os três anos em que se escondeu no Brasil, Abadia montou um império: mansões, fazendas, barcos de luxo. Ele já era um dos bandidos mais procurados do mundo, fez várias cirurgias plásticas e usava nome falso: Antônio.

Interrogado por promotores, o traficante diz que os policiais começaram a exigir propina em 2006, cerca de um ano antes de ser preso. “Os policiais me falaram: ‘Trabalhamos com vários traficantes, com colombianos. (Eles) nos dão mesada’”. 

Sequestro  

Abadia falou ainda sobre o suposto sequestro de um comparsa: Henry Lagos, o Patcho. De acordo com o traficante, o prédio do Denarc serviu de cativeiro e policiais queriam US$ 1 milhão, cerca de R$ 2 milhões.

“Tenho certeza que eram policiais. Falaram: ‘Se você não trouxer o dinheiro, então vamos matar esse cara’”, conta Abadia no vídeo.

Depois de muita negociação, de acordo com Abadia, o valor caiu para US$ 300 mil e o “acerto” poderia ser feito em cocaína. Ramirez Abadia contou que o resgate foi pago em dinheiro vivo e que deixou os US$ 300 mil em uma esquina, dentro de um carro, bem próximo do prédio do Denarc. O colombiano, acusado de mandar matar mais de 300 pessoas, revelou que teve medo de ser assassinado pelos policiais corruptos.

“Ficamos de olho no carro. Falamos (para) que eles pegassem no carro. Não vamos entregar nas mãos, porque vão nos matar a todos e ficam com o dinheiro”, lembra Abadia.

Henry Lagos, o Patcho, foi solto e fugiu para a Argentina. Daniel Maróstica, um comparsa de Abadia que chegou a ser preso, deu os mesmos detalhes do suposto sequestro. Ele ainda alegou ter presenciado conversas entre os policiais. Teria havido uma discussão porque um dos policiais chamou o outro pelo nome: Pedro.

Pedro seria o delegado Pedro Pórrio, segundo o Ministério Público. No ano passado, ele foi transferido da delegacia de combate às drogas. Atualmente, ele está na delegacia do idoso. Na sexta-feira (12), a reportagem não o encontrou no trabalho. Por telefone, ele negou as denúncias e preferiu não gravar entrevista. 

Abadia relata ter sofrido cinco extorsões que chegariam a quase R$ 2 milhões. Três policiais do Detran – o departamento de trânsito – também são acusados pelo colombiano de cobrar propina. O traficante conta ter dado R$ 55 mil aos funcionários do Detran, que, segundo ele, eram da mesma “engrenagem” do grupo de corrupção do Denarc.

Depois do depoimento de Abadia, o Ministério Público encaminhou as denúncias para a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. Um ano e oito meses depois, quase nada foi feito, de acordo policiais que acompanham o caso de perto e preferem o anonimato.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o delegado Caetano Paulo Filho é o responsável pela investigação. Segundo ele, detalhes do caso não podem ser divulgados para não comprometer o trabalho realizado até agora.

Nos Estados Unidos, Juan Carlos Ramirez Abadia pode ser condenado à prisão perpétua. Aos 47 anos, o colombiano tem audiência marcada com a Justiça americana no mês que vem. Sobre a corrupção no Brasil, o traficante diz ter falado tudo. “Falei tudo que sabia. A verdade é tudo”.

A LICENÇA NO DEINTER-9 – ESPECIALMENTE NA SECCIONAL DE AMERICANA – PARECE TER SIDO SUSPENSA HÁ MUITOS ANOS…QUANTOS AQUI JÁ CONQUISTARAM SEUS 90 DIAS ININTERRUPTAMENTE? 4

REVOLTA E INDIGNAÇÃO
Licença de policiais é suspensa devido a efetivo
Deinter diz que ‘situação é provisória’ e que ano que vem mais funcionários devem vir para região
Cristiani Azanha – Região

O diretor do Deinter-9 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) de Piracicaba, Kléber Antonio Altale Torquato, decidiu suspender a licença-prêmio dos policiais, motivada pela falta de efetivo. Torquato afirmou que a situação é provisória e estima que, a partir do ano que vem, ais funcionários devem vir para a região. A decisão causou indignação de policiais que estavam com viagem marcada ou esperavam o benefício adquirido para descansar.

“Para o benefício da licença-prêmio devemos trabalhar cinco anos sem falta e, no entanto, sob alegação da falta de funcionários, tivemos que recuar”, comentou um policial, que pediu para não ser identificado por temer represálias. Outro policial, que também não quis se identificar, disse que além da “incapacidade do governo do Estado em prover a Polícia Civil de recursos necessários ao exercício das atividades de investigação criminal das polícias judiciária, administrativa e preventiva especial, agora pretende suspender o direito de descanso assegurado pela disciplina no trabalho”.

O diretor pede compreensão dos policiais, pois eles não serão impedidos de usufruir da licença-prêmio. “Aqueles que em última necessidade precisarem do direito adquirido será concedido”. “A criminalidade está por aí e por enquanto não temos condições de atender todas as necessidades neste momento”, justificou. Ele explicou que o benefício da licença-prêmio não é semelhante às férias, que devem ser exercidos em um ano. “Fica à conveniência da administração escolher o melhor período para a concessão”, completou.

A falta de funcionários e excesso no horário de trabalho motivou anteriormente denúncias na SSP (Secretaria de Estado de Segurança Pública), alegando trabalho escravo com escalas de 22 horas ininterruptas. Quanto aos delegados que fazem escalas de finais de semana a partir das 18h de sexta-feira às 9h de segunda-feira, contrariam a legislação trabalhista de 48 horas semanais, pois mesmo sendo à distância, ficam à disposição do Estado por 63 horas. Há casos de cinco ou seis prisões em flagrante durante o período.

O TodoDia publicou a queixa, em março deste ano, feita por um funcionário que se identificou como Pedro Júnior. O Sipesp (Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo) encaminhou ofício com data de 8 de junho aos delegados titular de Hortolândia Peterson Tadeu de Melo, seccional de Americana João José Dutra e ao diretor do Deinter-9.

Segundo o escrivão e delegado do sindicato, Thiago Damaceno, a falta de estrutura contribui para a falta de segurança. “São policiais com sobrecarga de trabalho, alguns com problemas de estresse, depressão e transtornos psicológicos. Todos armados, atendendo a população. Ao contrário de tudo isso é necessário dar condições mínimas para desenvolverem um bom trabalho, e que estejam descansados”, enfatizou.

O Sipesp espera respostas dos ofícios. “Caso se faça necessário, será usado o mesmo procedimento da cidade de Mococa, através do ajuizamento do mandado de segurança judicial, para que a escala prevista na lei orgânica da escala de 12 horas trabalhadas e 36 de descanso seja mantida”.

“Se o delegado geral e o comandante geral pouco se importavam com seus pares, no caso, policiais, porque razão ele, governador, deveria se importar?” 2

Enviado por Luís em 16/06/2009 às 0:41

A qual governo interessa uma polícia eficiente?

Ter uma polícia eficiente, bem preparada, remunerada, com planos de carreira e aposentadoria ideal, relativa independência administrativa e não submissão plena se contrapõe à realidade da política nacional.

Esse modelo de polícia para o momento é inviável, pois motivaria grandes investigações e grandes responsabilizações, um maço bom de administradores da coisa pública.

Todo candidato a chefe de executivo estadual ou federal sabe exatamente como resolver o tripé que sustenta uma população, que nada mais é do que educação, saúde e segurança pública.

Mas resolvendo-os o que se terá para prometer em outras campanhas? De onde se retirará dinheiro para fomentar as que virão? Quando Mário Covas governava, acreditávamos que nada seria pior. Surgiu Geraldo Alckmin e então passamos a acreditar que esse sim era o pior, mas José Serra surgiu e se mostrou ainda pior.

Todos eles tiveram uma coisa em comum. Eram ladeados por funcionários públicos de carreira que serviram para lhes informar como estávamos, nossos anseios, esperanças e cada qual no ápice, nos esqueceram, estiveram ao lado dos nossos algozes, ou será que José Serra estava sozinho no palácio quando muitos apanhavam lá fora? Será que ninguém da polícia civil ou militar não o assessorava?

Uma vez de posse dessa informação, ou seja, se o delegado geral e o comandante geral pouco se importavam com seus pares, no caso, policiais, porque razão ele, governador, deveria se importar?

Com todo o aparato de que eles dispõem, sabem claramente do que reclamamos, pois este blog e todos os outros que divulgam questões policiais (civil e militar) no Estado são monitorados. Tudo baseia-se em estatísticas e no poder de compra da mídia.

Se os índices de violência estão exagerados, maqueia-se os números e tudo vai para a imprensa que os apresenta de maneira adequada, dentro do tolerável, ou será que ninguém viu no bom dia Brasil da rede globo a apresentadora Mariana Godoi dizer que na greve da USP somente uma pequena parcela compunha o movimento paredista? Isso teve somente um viés, o de dizer que tudo está bem e a minoria baderneira tumultua a administração tucana.

Enquanto isso a população está pouco se importando para a polícia e eu de minha parte, pouco me importando para a população. Esforcei-me, mas caí em desesperança.

O que vejo agora é somos como coriscos diante da trovoada. Dispersamos e corremos cada qual para um lado, sem sequer saber se estaremos seguros.

Nossos sindicatos são uma piada de mau gosto. Os delegados acreditam que abaixo deles somente Deus e Jesus Cristo e quando andam abaixam a cabeça para não se enroscarem na abobada celeste.

Os investigadores, uma parcela significativa, se acha melhores que escrivães e esses melhores que aqueles e ambos se achando melhores que agentes, carcereiros, papis, aux. e tudo aquilo que pensam não poder portar distintivo.

Os peritos que sequer sabiam estarmos em greve, com seus 99,9 % de laudos inconcludentes, salvante os casos de mídia, levaram as mesmas porcentagens que todos os demais levaram, e ainda ganhando um salário, mesmo que não adequado, muito melhor que dos operários da polícia. E o que fizeram em prol da greve? Nada e o governo sabe disso.

O governo sabe que estamos rachados, que não temos união e ele quer que cada vez mais nasçam sindicatos e associações, que mais postemos mensagem de ódio aos militares, que mais nossos posts sejam vazios, sem norte a atingir, que façamos piada da própria desgraça, pois quando tocar o berrante abaixaremos nossas cabeças e seguiremos a passos lentos, para onde o vaqueiro quiser.

Nesse quesito os militares estão na frente. Não pelos soldados, cabos, sargentos e sub, mas pelos oficiais, que como os traficantes nos morros do rio de janeiro, ocupam os espaços deixado pelo Estado. No nosso caso a polícia civil está permitido a chegada dos militares e tenham certeza, mais dia ou menos dia, uma mudança na constituição irá acontecer e para melhor, militarmente falando.

Não estamos num bom momento para se exigir algo. Não temos sequer representantes na assembléia legislativa, sem sindicatos, sem canal de comunicação e a população nem sabe a diferença entre militares e policiais civis e nos limitamos a digladiar numa babel sem fim, enquanto o governo tem espasmos de risos e é acudido por seus sectários, estes saídos da polícia civil.

Todos somos culpados, inclusive o eleitorado, o governo, o delegado e comandante geral, os cardeais, chefes e chefetes.

Quando o PSDB sair, se a dinastia não for prolongada, experimentaremos outro governo, outro secretário de segurança pública, outro delegado geral e a mesma imprensa partidária, dando notícia de entrega de viaturas, coletes, cursos e a intelejumência votante ficará feliz, apertará o botãozinho verde, ouvirá a irritante campainha e acreditará piamente que fez o melhor, que minha família irá ter uma boa refeição, mastigando os pneus da nova viatura, que meus filhos após deliciosa comida chuparão, de sobremesa, as “balas” de minha ponto quarenta, que nem coldre o estado dá e que no silêncio de minha alcova, ajoelharei e rezarei: “papai do céu, proteja meu pai, minha mamãe, meus irmãos, nosso governador e seus eleitores, delegado geral, cardeais da polícia civil, todos os delegados que há muito ajudam a polícia civil a crescer, pois graças a eles tudo está como antes”.

OBS: Claro, salvo os bons, delegados, tiras, escribas, papi, aux, agentes, fotog. Agetepols, carcereiros.

NO INTERIOR A INOPERÂNCIA DO RDO É ROTINEIRA…QUAL A RAZÃO? 3

Registro de BOs estará suspenso em SP na madrugada de terça

SSP sugere que população utilize a delegacia eletrônica; rotina de policiamento ostensivo não será alterada

SÃO PAULO – As delegacias do Estado de São Paulo suspenderão o registro de boletins de ocorrência da 1 às 5 horas desta terça-feira, 16, em função de manutenção técnica no sistema digital utilizado para essa tarefa.  

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) ressaltou que os distritos policiais com plantão noturno funcionarão normalmente e o policiamento ostensivo da Polícia Militar não será alterado. 

A pasta orienta a população a procurar as delegacias após às 5 horas. Uma alternativa é a delegacia eletrônica, que permite o registro de crimes pela internet e não será afetada pela parada técnica.

JOÃO JORGE GUERRA CORTEZ Resposta

Quinta-Feira, 16 de Junho de 2005, 08:06

Delegado recebe última homenagem

Da Redação

 

A presença maciça de policiais civis e militares marcou a última homenagem ao delegado seccional de Santos, João Jorge Guerra Cortez, encontrado morto, com dois tiros, na manhã de terça-feira, em seu apartamento. O velório foi realizado ontem na Academia de Polícia Dr. Coreolano Nogueira Cobra, na Cidade Universitária, na Capital, onde iniciou sua carreira.
  Colegas e amigos, além de familiares — a irmã do delegado veio de Miami para o funeral — lotaram o salão de entrada da capela ecumênica. Estavam presentes desde funcionários do Palácio da Polícia de Santos até autoridades, como o secretário de Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, e o comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, Elizeu Eclair Teixeira Borges.
  Antes de assumir a Delegacia Seccional de Santos, Guerra já havia passado por cargos como assistente de três delegados gerais do Estado de São Paulo, a titularidade da cidade de Peruíbe e a Seccional de Itanhaém. Ele foi lembrado como um profissional íntegro por seus colegas. Um deles, o chefe dos escrivães da Delegacia Seccional de Santos, Marco Antônio Hellmeister, se recordou de quando Guerra o designou para o cargo há três anos. ‘‘Inicialmente, seria algo provisório. O antigo chefe se aposentou e eu fiquei no cargo. Nosso contato era diário e sempre agradeci a ele pela oportunidade’’.
Aceitação
  O diretor do Deinter 6, delegado Alberto Corazza, falou sobre a morte do amigo. ‘‘Não nos cabe explicar, apenas aceitar. Nós, cristãos, acreditamos que a morte é a passagem para a vida eterna e Guerra era um filho de Deus. Perdemos um profissional da mais alta estirpe’’.
  Corazza disse que tinha uma relação quase como de pai para filho com Guerra. ‘‘Me penitencio por não ter percebido o que ele poderia fazer naquela noite, principalmente por saber o que acontecia’’.
  O cortejo até o Cemitério Santa Isabel, em Peruíbe, onde moram os pais do delegado, foi escoltado por várias viaturas da Polícia Civil. Pelo caminho, alguns policiais que não puderam acompanhar todo o percurso aguardavam a passagem do cortejo com as sirenes das viaturas ligadas.
Secretário
  Ainda durante o velório, o secretário de Segurança Pública do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, disse que, apesar dos problemas pessoais pelos quais passava, o trabalho ainda era uma das satisfações do delegado. E citou sua participação na Operação Indra, desenvolvida pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) de São Paulo, apoiada pelo Deinter 6.
  Descartando qualquer ligação entre a operação e a morte de Guerra, o secretário observou que o delegado participou de uma reunião na noite anterior à sua morte, justamente para acertar detalhes sobre o trabalho, que culminou com a apreensão de 180 quilos de cocaína em um sítio de propriedade de Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho. ‘‘No trabalho, sua vida estava normal, estava animado. A polícia não tem motivo para esconder nada’’.
  Amigo pessoal de Guerra, antes mesmo de ele ser delegado, Saulo destacou suas qualidades. ‘‘Ele foi promovido a delegado de classe especial antes de completar 50 anos. Estava no topo da carreira e tinha toda uma perspectiva de chegar a cargos de diretoria’’.
  Ao falar da Operação Indra, o secretário revelou que certamente as investigações terão novos desdobramentos. ‘‘Se contarmos com a ajuda do Governo Federal, já que já sabemos de onde e como vem a droga e consequentemente a lavagem de dinheiro, não há dúvidas de que vamos avançar e até chegar em pessoas de certa relevância social’’.
  Também o delegado-geral da Polícia Civil, Marco Antônio Desgualdo, ressaltou o profissionalismo de Guerra: ‘‘Todas as promoções dadas ao Guerra foram por merecimento. Era um profissional que se dedicava de corpo e alma ao trabalho.

 

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Quarta-Feira, 15 de Junho de 2005, 07:15

Delegado seccional é encontrado morto

Da Redação

 

 

Atualizado às 17h04

Valéria Malzone (*)

O delegado seccional de Santos, João Jorge Guerra Cortez, foi encontrado morto por volta das 10h30 de ontem, em seu apartamento na Praia do Boqueirão. Segundo a Polícia Civil do Estado, trata-se de um caso de suicídio, embora o delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Antônio Desgualdo, tenha afirmado que ‘‘nada está sendo desprezado’’.
  Guerra foi achado somente usando cueca, deitado em posição de decúbito dorsal (costas) em sua cama, e o corpo apresentava dois tiros: um no peito e outro na cabeça, logo abaixo do ouvido direito. A arma usada foi uma PT.40 (pistola semi-automática), de uso da própria polícia.
  ‘‘A perícia está sendo realizada e o quadro é de suicídio, inclusive porque não havia sinais de qualquer tipo de violência no local. Todos os cômodos estavam em ordem e seu celular e suas coisas estavam sobre um criado-mudo’’, disse Desgualdo.
Salmos
  No apartamento, localizado no oitavo andar da Avenida Vicente de Carvalho, 18, a polícia encontrou muitos textos — inclusive de internet — religiosos. ‘‘Havia cartas de salmos, um CD tocando esse tipo de música e bíblias abertas (uma no quarto e outra na sala) nos salmos, que se referem ao consolo, à consolação’’, avaliou o delegado geral.
  Para ele, a leitura e o volume desses textos encontrados no apartamento evidenciam um estado de espírito conturbado. ‘‘Há algum tempo, talvez em razão da sua separação (ocorrida há cerca de um ano), sabemos que ele se encontrava em processo de depressão’’, garantiu Desgualdo.
  Apesar da hipótese e do quadro mais provável de suicídio, o delegado geral assegurou que a perícia vai analisar todos os detalhes da cena, como as trajetórias dos projéteis, os ângulos de tiros (laudos perimetroscópicos), presença de impressões digitais, além da opinião do Instituto Médico Legal de Santos (local para onde foi levado o corpo no final da tarde de ontem).
Dois tiros
  Desgualdo enfatizou que o fato de o corpo de Guerra conter dois tiros não inviabiliza a hipótese de suicídio. ‘‘É costume muitas vezes no suicídio você encontrar mais de um disparo, dependendo da região do corpo em que se atinge’’.
  O delegado geral ainda explicou: ‘‘Pegar um órgão vital é uma coisa. Pode também haver até um espasmo, após o primeiro tiro (provocando um segundo). E, se ocorrer um que não se atinja de imediato um órgão vital, é claro que dá para disparar um segundo ou até um terceiro tiro’’, garantiu Desgualdo.
  As balas foram transfixantes (atravessaram de lado a lado). ‘‘Isso tudo está sendo observado e registrado’’. Aparentemente, o delegado geral acredita que a bala da cabeça (abaixo do ouvido direito) não tenha acertado o sistema nervoso central.
  ‘‘A necropsia irá analisar o horário do fato. O que sabemos até agora é que até às 22h30 de ontem (segunda-feira), ele ainda estava com vida. Pelo estado de rigidez do corpo, acreditamos que tenha sido por volta das 23 horas’’.
  Os exames estavam sendo realizados pela Polícia Científica de Santos e por peritos papiloscopistas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital.
  Ainda no início da noite de ontem, o procurador-geral de Justiça Rodrigo Pinho designou o promotor Otávio Borba de Vasconcellos Filho para acompanhar todo o caso.
Confirmação
  No final da tarde de ontem, durante entrevista coletiva à Imprensa, no Palácio da Polícia Civil de Santos, foi descartada qualquer hipótese de homicídio. Houve a confirmação de suicídio.
  Participaram da coletiva o delegado divisional do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, Armando Oliveira.

Quarta-Feira, 15 de Junho de 2005, 07:17

Posse no atual cargo ocorreu há 5 anos

Da Redação

 

  O delegado João Jorge Guerra Cortez tinha 47 anos de idade e 18 de profissão. Ele assumiu a Seccional de Santos no dia 18 de junho de 2000. Além de Santos, o setor abrange também os municípios de São Vicente, Bertioga, Guarujá, Cubatão e Praia Grande.
  Entre as suas missões, estava a de apurar as infrações cometidas por policiais e o estímulo ao policiamento judiciário, que é um trabalho de investigação.
  ‘‘Trabalhamos junto com ele desde a época da Academia de Polícia. Ele era uma pessoa muito correta e direita. Também era um pouco introvertido, mas de um sentimento muito puro’’, afirmou o delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Marco Antônio Desgualdo.
  ‘‘Ele era um companheiro da primeira hora. Fazia o que gostava, que era a investigação’’, completou. ‘‘A polícia perdeu muito’’. Guerra era separado e deixou um filho de 10 anos de idade. Sua família, os pais, são de Peruíbe (Litoral Sul).
Honra
  ‘‘Temos que tocar a vida em frente e honrar a figura de Guerra, que era uma figura intrépida. Ele foi sempre um delegado linha-de-frente’’, enfocou o diretor do Deinter-6, o delegado Alberto Corazza. ‘‘Ele enfrentou perigos, tiroteios. Ele não era acomodado, de papel. Era um homem altamente competente, apaixonado pela investigação e fez grandes casos em Santos’’, emendou.
  Corazza confirmou que Guerra atuava recentemente no caso Naldinho. ‘‘Ele transmitia informações ao delegado Ivaney (Ivaney Cayres de Souza, diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos, Denarc) e acompanhamos essas investigações desde o início’’.
  O diretor do Deinter-6 disse que o caso Naldinho foi passado ao Denarc porque o órgão tinha mais liberdade de ação. ‘‘Os policiais de lá são menos conhecidos do que os daqui e tinham muito mais liberdade para fazer as campanas, investigar etc’’.
  Corazza garantiu entretanto que ‘‘não há nenhuma possibilidade, nesse mundo, de qualquer ligação entre essa depressão (que seria a causa do suicídio) e a investigação que estava sendo feita’’. O diretor assegurou que Guerra já havia passado por pressões maiores, em outras investigações.
Bíblia
  ‘‘Ele estava com problemas pessoais. Inclusive, comentamos muito sobre esses problemas. Líamos a Bíblia juntos e até levava ele para comer em casa’’. Mas Corazza observou que ele era mesmo muito introspectivo. ‘‘Ele dificilmente se abria por completo’’.
  Para o diretor, as pessoas introspectivas têm mesmo esse problema. ‘‘Eles entram em uma roda-viva e as dificuldades vão acumulando e acumulando e a depressão leva a um maior recolhimento; e isso tudo a uma depressão fantasiosa para um momento propício’’.
  É por esse motivo que Corazza disse não ter dúvidas de que houve mesmo suicídio. ‘‘Trabalhei por dois anos na Delegacia de Homicídios do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) e nossa experiência nos leva a crer que não há outra hipótese a não ser suicídio’’, ratificou.
Colaborou Amanda Guerra

TRATADO DO “CICLO COMPLETO” DA POLÍCIA MILITAR POR CACO BARCELLOS…A HISTÓRIA DA POLÍCIA QUE MATA…ALIÁS, QUE MATA E ROUBA 69

Rota 66 – A História da Polícia que Mata
           O livro de Caco Barcellos começa com jeito de ficção, contando a história de um jovem rico da cidade de São Paulo e sua última noite junto com a namorada, levando-a para passear em seu Fusca e deixando-a em casa antes de se encontrar em um bar com os amigos.
            No meio das conversas, um dos amigos de Francisco Noronha, o Pancho, o convence, junto com um terceiro, a se vingar de um cara que lhe devia dinheiro roubando o rádio do carro dele. Ao invadirem a casa, são surpreendidos pela Veraneio cinza da Polícia Militar que os persegue pela cidade e os mata, num dos casos raros de assassinato de jovens ricos da metrópole por parte da polícia. Noronha e seus amigos morreram numa madrugada de 1975 no bairro dos Jardins e os policiais da Rota 66 que os assassinaram jamais pagaram pelo crime.
            Barcellos começou a pesquisa do livro para registrar os casos de criminosos mortos pela polícia a partir de 1972. Quando deu sua pesquisa por completa, no início da década de 90, havia chegado à conclusão de que os criminosos eram minoria entre os assassinados nessas duas décadas. A maioria das vítimas da Polícia Militar de São Paulo era inocente. Eles preferiam assassinar homens pobres, jovens, negros ou pardos, mas nem por isso as mulheres escapavam. Dentre os criminosos mortos, cerca de 34% das vítimas, apenas 2% era de latrocidas e estupradores, o tipo de criminoso mais odiado pela sociedade. Boa parte havia praticado furtos e a maioria não era reincidente. Ainda assim a polícia alardeava a cada morte que havia eliminado um criminoso “de alta periculosidade”.
            A narrativa do livro vai se alterando, passa a remeter menos à ficção e tornar os fatos cada vez mais reais. À medida que Caco Barcellos descreve o modo como pesquisou cada caso, torna o texto mais parecido com uma grande reportagem na qual denuncia a ação dos policiais da Rota – Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar – sediada no 1º Batalhão da Polícia Militar, dentre elas tortura e assassinato de inocentes, alterações da cena do crime e a impunidade com a qual eram presenteados pelos colegas do IPM – Inquérito Policial Militar.
            “Rota 66” é uma leitura forte, revoltante e de certa forma esclarecedora. Narra com frieza as mortes ocorridas no período da pesquisa e as ações da Polícia Militar, que acoberta os crimes e homenageia aqueles que cometeram o maior número de assassinatos. Também abre os olhos para os novos métodos de tortura criados e aplicados após a ditadura militar e a corrupção que existia – e ainda existe – dentro das organizações policiais.
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O livro tem de tudo sobre a secular história da PM Paulista; de Roberval Conte Lopes ao  falecido Coronel Ubiratan  “Viagra” . Este bem antes de ganhar fama mundial com a chacina do Carandiru era um dos respeitáveis oficiais da doutrina do ciclo completo PM: “perseguir, torturar e matar “.

TEORIA E PRÁTICA DO CICLO COMPLETO DA POLÍCIA MILITAR PELO OFICIAL ALESSANDRO RODRIGUES DE OLIVEIRA 14

Sábado, 13 de Junho de 2009, 06:25

Após mais de 10 anos, ex-tenente da PM vai a júri pela segunda vez

Da Redação

 

EDUARDO VELOZO FUCCIA

Dez anos após o crime que manchou a secular história da Polícia Militar de São Paulo e depois da realização de oito júris populares, o Caso da Cavalaria poderá ter o seu desfecho na esfera processual penal com a realização do nono e derradeiro julgamento, se não houver mais recurso de apelação.

Na próxima segunda-feira, a partir das 9 horas, no Fórum de Praia Grande, senta no banco dos réus Alessandro Rodrigues de Oliveira. Segundo-tenente expulso da PM, era ele quem comandava a guarnição da viatura Blazer do Regimento de Cavalaria 9 de Julho acusada de executar com tiros na cabeça dois adolescentes e um jovem.

Anderson Pereira dos Santos, de 14 anos, Thiago de Passos Ferreira, de 16, e Paulo Roberto da Silva, de 21, ainda tiveram os corpos ocultados em um mangue de Praia Grande. Os cadáveres só foram achados 17 dias depois. As vítimas foram abordadas na saída de um baile carnavalesco do Ilha Porchat Clube, em São Vicente.

Apesar de ficar na Luz, na região central de São Paulo, o Regimento de Cavalaria 9 de Julho teve alguns de seus integrantes destacados para atuar no reforço do policiamento de verão na Baixada Santista, em 1999. Na madrugada de 17 de fevereiro, patrulhava a região a guarnição do então segundo-tenente Alessandro.

Sob às ordens do oficial, atuavam os soldados Edivaldo Rubens de Assis, Marcelo de Oliveira Christov e Humberto da Conceição, co-réus do mesmo processo e também expulsos da PM. Segundo testemunhas, os quatro policiais detiveram as vítimas com truculência próximo ao clube e as colocaram na parte de trás da viatura.

A suspeita dos acusados era a de que os rapazes estavam envolvidos em um roubo, cuja suposta vítima nunca apareceu. Os jovens também não foram encaminhados ao distrito policial para as averiguações de praxe. Inúmeras buscas pela região, inclusive na Serra do Mar, foram realizadas com o intuito de localizá-los.

Antes do encontro dos corpos, os policiais não admitiam sequer a abordagem. Porém, a localização de uma mancha de sangue no chiqueirinho (compartimento de presos) da Blazer vinculou os policiais de forma irrefutável às vítimas. Exame de DNA revelouque a amostra hematológica coletada na viatura era de Paulo Roberto.

Os réus tiveram as preventivas decretadas, sendo processados por três homicídios qualificados e três ocultações de cadáver. Submetidos a julgamentos distintos, foram condenados, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a realização de novos júris. Administrativamente, foram expulsos da corporação.

No primeiro julgamento, Alessandro foi condenado a 59 anos e 6 meses de reclusão. Com a decisão do TJ-SP, o segundo júri ocorreria em 10 de abril de 2006, mas foi adiado a pedido da defesa. Ela tentou desaforá-lo (transferir a sua realização para outra comarca), mas teve seu pedido negado.

A nova data do julgamento foi marcada para 24 de março de 2008, mas ele também não aconteceu porque a defesa se retirou do plenário, antes do início da sessão, por causa da falta de uma testemunha. O júri de segunda-feira será presidido pela juíza Suzana Pereira da Silva e terá na acusação o promotor Fernando Pereira da Silva.

A pretensão do promotor é que Alessandro seja de novo condenado, “porque ele era o oficial e comandou toda a ação”. Segundo ele, os homicídios foram triplamente qualificados pela crueldade, pelo emprego de meio que impossibilitou a defesa das vítimas e para assegurar a impunidade do abuso de autoridade na detenção.

Réu retorna ao regime fechado por burlar lei

Da Redação

 

Alessandro Rodrigues de Oliveira é o único réu do Caso da Cavalaria que atualmente cumpre pena em regime fechado. Em 26 de março de 2007, ele conquistou o direito ao regime semi-aberto, porém, burlou as suas regras com a prática de três faltas graves previstas na Lei de Execução Penal e retornou ao sistema mais severo.

Pelo tempo de prisão cumprido, Humberto da Conceição, Marcelo Christov e Edivaldo de Assis também progrediram para o regime semiaberto. Desse modo, podem sair pela manhã do Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da Capital, para realizar trabalho externo, devendo retornar à noite.

Embora expulsos da PM, os réus continuam na prisão da corporação porque à época do crime a integravam. A conquista do regime semi-aberto deveu-se ao cumprimento de um sexto da pena ­ entendimento da jurisprudência, embora o texto original da Lei dos Crimes Hediondos determinasse o cumprimento integral em regime fechado.

Em 28 de março de 2007, a Lei 11.464 alterou a Lei dos Crimes Hediondos (que engloba os homicídios qualificados), estipulando o cumprimento de dois quintos da pena, se o réu for primário, para a progressão de regime. Porém, a regra só é aplicável aos delitos cometidos após essa data e não abrange os acusados do Caso da Cavalaria.

FALTAS GRAVES

Em decisão fundamentada, na qual detalhou as três “faltas graves” atribuídas ao ex-tenente, o juiz Luiz Alberto Moro Cavalcante, da Vara de Execuções Criminais da Justiça Militar de São Paulo, regrediu Alessandro do regime semi-aberto para o regime fechado, em 18 de dezembro do ano passado.

Segundo o magistrado, após conquistar o direito ao semiaberto, Alessandro começou a trabalhar como estagiário em um escritório de advocacia e voltou a cursar a Faculdade de Direito. No entanto, ele trocou de escritório e passou a aliciar clientes do antigo local de trabalho para a segunda banca jurídica, ferindo a ética.

Não bastasse essa conduta, o condenado visitou unidades da PM para captar eventuais novos clientes, apresentando-se como “advogado”. O ex-policial negou a acusação, mas admitiu ser chamado de “doutor” porque se vestia com terno. Para o juiz, “houve falsa identidade, que até pode caracterizar exercício ilegal de profissão”.

Por fim, Alessandro montou uma empresa de “gestão empresarial”e indicou à Junta Comercial endereço diverso ao do Presídio Militar Romão Gomes, violando determinações do Código Civil. Conforme o magistrado, com essa outra falsidade, o réu objetivou ocultar da administração do presídio a criação da empresa.

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Se não fosse pelos trabalhos da inoperante e burocrática Polícia Civil, esse animal atualmente seria Capitão ou Major.

E pela conduta do “ex-tenente” ,  antes e depois, verifica-se que que a “reserva moral” da Polícia Militar , há séculos, foi  para a reserva .

Delegada Vera D´Antracoli é acusada de ter feito uso irregular do Registro Digital de Ocorrências e de ter forjado flagrantes…O SÉRPICO APONTAVA VIRTUDES E DEFEITOS, MAS NADA DESSA NATUREZA… 29

SINDICATO denuncia ex-titular da Dise
Delegada Vera D´Antracoli é acusada de ter feito uso irregular do Registro Digital de Ocorrências e de ter forjado flagrantes
Marcelo Alvarenga

Vera: Não quis se manifestar
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mogi das Cruzes e Região (Sinpol), Valdir Fernandes da Silva, acusa a delegada Vera Lúcia D´Antracoli Ribeiro Neves de ter cometido uma série de irregularidades e ilegalidades durante o período em que comandou a Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise), entre elas, a de ter mandado seus subordinados forjarem flagrantes.

Silva enviou, há 20 dias, um ofício ao Conselho da Polícia Civil solicitando que Vera fosse afastada do trabalho policial e juntou diversas denúncias protocoladas por funcionários, além de 208 assinaturas, encaminhando-as ao núcleo corregedor da Delegacia Seccional de Mogi, que culminaram, preventivamente, no afastamento da delegada do comando da Dise há cerca de duas semanas e sua transferência para prestar serviços policiais na Cadeia Pública. Veículos de Imprensa nacional, como a TV Record, estiveram ontem na cidade para apurar o caso.

Segundo o presidente do Sinpol, entre as denúncias protocoladas estão o uso irregular de viatura policial e do sistema de Registro Digital de Ocorrências (RDO), além de adulteração na elaboração de flagrantes. “Temos um CD com gravações que comprometem seriamente a delegada. Em uma delas, ela fala com um funcionário sobre forjar um flagrante de tráfico”, contou Silva.

As denúncias foram apresentadas ao núcleo corregedor da Delegacia Seccional pelos policiais da Dise, por intermédio do Sinpol. “O policial tem medo de representar contra um delegado, mas a situação estava tão insustentável que eles vieram me procurar. Fomos até a Seccional para comunicar o que estava ocorrendo. Ela, constantemente, humilhava os policiais”, explicou.
De acordo com o sindicalista, os crimes que são atribuídos a Vera podem, inclusive, resultar na perda de seu cargo. “A presença dela na região é insustentável. O sindicato colheu 208 assinaturas de policiais do Alto Tietê que se mostraram solidários aos funcioná-rios da Dise e também manifestam o desejo de nunca ter de trabalhar com ela”, destacou.

Agora, segundo Silva, se o Conselho da Polícia Civil, que é dirigido pelo delegado-geral Domingos Paulo Neto, decidir acatar o pedido de afastamento da delegada, ela deverá ser recolhida para o Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), onde ficará até que as investigações contra ela sejam apuradas. “Se a remoção for aceita, ela não poderá assumir nenhuma delegacia. Ficará apenas à disposição do Demacro”.

Outro lado
O Mogi News procurou a delegada para que ela se manifestasse sobre as denúncias e o ofício, mas ela preferiu não comentar o assunto. Vera estaria sendo vítima de ameaças e questiona a forma como as denúncias e o abaixo-assinado foram feitos.

O caso segue para a investigação do delegado seccional de Polícia Civil, João Roque Américo, por meio de um procedimento administrativo. No entanto, Américo preferiu não se manifestar sobre o fato, mas disse que a Seccional estaria tomando as providências necessárias.

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Pelo que sei ela não é uma flor; temperamental e, muitas vezes, destemperada. Mas nada chegou ao conhecimento deste Blog e do Ouvidoria do Policial acerca de indignidades funcionais como as noticiadas.

Assim,  toda cautela nunca será demais.

Pode ser vingança  orquestrada pelo  CAZÉ.