SE O DETRAN FOSSE SÉRIO ESTARIA DISCUTINDO O FIM DESSE SISTEMA DE PONTOS IMORAL…ALIÁS, TUDO EM MATÉRIA DE TRÂNSITO É IMORAL 4

Formulário poderá ter firma reconhecida  

Marcelo Godoy

A primeira medida do Detran para tentar fechar as brechas nas quais atuam a máfia da pontuação será pedir ao INSS que informe o departamento sobre os registros de óbitos no Estado. Atualmente, o INSS repassa essas informações à Justiça Eleitoral para impedir que os mortos votem nas eleições. Os delegados do Detran querem agora impedir que os mortos assumam pontos de motoristas servidos pela máfia.

Outras medidas estão sendo estudadas para serem propostas ao Congresso e ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), como a obrigatoriedade de se reconhecer a firma no ato da indicação do condutor do veículo multado. Na semana passada, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, defendeu medidas idênticas contra a máfia da pontuação.

O Detran de São Paulo, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) da capital e o Ministério Público Estadual se reuniram para encontrar a solução a fim de estancar as fraudes. Na análise do Detran, os golpistas estariam agindo com muita desenvoltura. A defesa do reconhecimento de firma ficou acordada mesmo que ela signifique acréscimo de burocracia ao sistema, pois isso seria feito em nome da segurança jurídica.

Mas enquanto a alteração legal não sai, os policiais decidiram que os relatórios dos supostos pontuadores profissionais será mensal. Assim, a Prodesp enviará ao Detran a lista dos motoristas com mais de 50 pontos dirigindo pelo menos quatro veículos diferentes. Esses motoristas serão chamados pelas autoridades e terão de provar que conhecem os donos dos veículos de que eles assumiram os pontos. No caso de serem vítimas de fraude, inquéritos serão abertos.

Para impedir que os pontuadores profissionais continuem recebendo pontos em suas CNHs enquanto não vão renovar o documento, o Detran estuda a possibilidade de bloquear esses documentos no sistema ou de enviar avisos às casas de quem tem uma multa transferida para o seu nome a fim de alertar possíveis vítimas da máfia. No caso de Denise Ribeiro, flagrada com 2.064 pontos, os policiais convocaram a motorista na semana passada e ela lhes entregou a CNH.

_____________________________

A penalidade de multa para a grande maioria das infrações é mais do que suficiente.

Somente as infrações de máxima gravidade deveriam ser anotadas, no prontuário do condutor, para eventual suspensão da “Habilitação”; pela reincidência. 

Por outro aspecto, o DETRAN  –  há muito  –  deveria ter sido retirado da esfera da Polícia Civil.

É uma atividade incompatível com a elevada missão constitucional dos Delegados de Polícia.  

Verdadeiramente, os serviços e profissionais das diversas áreas gerenciadas pelo DETRAN são infensos   a quaisquer disciplinas.

A prestação pura de serviço não é suficientemente lucrativa; a maior receita sempre foi a “venda de facilidades”.

E não há material humano em qualidade e quantidade suficientes para bom atendimento ao cidadão. Este, pobre coitado, nunca foi prioridade, pois prioridade é dar atendimento a quem é  ” do ramo”.

A avidez de recursos por parte da Administração é muito profissional – digna do primeiro mundo – tudo mais é amador: do examinador ao diretor (Delegado). Digo amador pelo fato de –  salvo na sede do DETRAN e grandes CIRETRANS – os Delegados acumularem as atribuições de  autoridade de trânsito, autoridade de policia judiciária e administração das cadeias públicas.

Frase de uso corrente: “QUEM QUER O TRÂN$ITO TEM QUE SEGURAR DISTRITO, CADEIA E PLANTÃO”… (Entendem?)

Nas maiore$ praça$ quem não fatura não esquenta a cadeira…

Há Diretores e Seccionais que estipulam valores levando-se em conta a frota de veículos  e contingente dos motoristas de cada CIRETRAN, exemplo: o caso do Seccional Cazé de Mogi das Cruzes. Embora  – NECESSARIA E COMPULSORIAMENTE – parcela da arrecadação  fosse encaminhada pelas vias hierárquicas.

Lembrando: GRANDE PARCELA DA ARRECADAÇÃO ACABA EM BOLSOS DE POLÍTICOS.

Enfim, é um sistema torpe.

Indefensável.

Deixo consignando o seguinte: durante o curso de formação profissional de Delegado de Polícia, no ano de 1988, na matéria legislação de trânsito, ministrada pelo doutor Kfouri Filho, logramos obter a nota final 5,0.

A nossa dissertação pertinente ao tema “O Trânsito deve continuar na esfera da Polícia Civil”, defendia peremptoriamente: A IMEDIATA RETIRADA DE TAIS ATRIBUIÇÕES DO ÂMBITO POLICIAL, entendam: do Delegado de Polícia.

Para quem não sabe: 5,O – durante aquele curso – equivale a ZERO! Não me lembro de outro ter sido honrado com tal nota.

Ainda temos a dissertação guardada em algum lugar, mas a nota – para quem quiser comprovar – deve constar de algum prontuário da ACADEPOL.

Depois de vinte e um anos; depois, também, do desprazer de funcionar como diretor de CIRETRAN por 21 meses (de dezembro de 2001 a setembro de 2003), não mudaria uma palavra; acrescentaria várias centenas em desfavor da continuidade dessa prestação de serviços pela Polícia Civil.

O motivo maior: A CÚPULA DO DETRAN NÃO TEM RESPEITO PELOS SEUS DIRETORES DAS CIRCUNSCRIÇÕES DO INTERIOR.

Especialmente, respeito com aqueles que se contentam apenas com  uma  Pizza de mussarela.

E a corregedoria do DETRAN…

Bem,  dessa é melhor não falar; nem precisa, né?

“O DELEGADO DE POLÍCIA CONHECE MUITO MAIS A COISA IRREGULAR DO QUE UMA ESTATAL” rui estanislau silveira mello…VOSSA SENHORIA PODE CONHECER MUITO MAIS A COISA IRREGULAR…A MAIORIA DE NÓS NÃO! MAS ESTATAIS SEMPRE FORAM ESPECIALISTAS EM IRREGULARIDADES 7

jt_grande

Órgão de trânsito já foi chamado de ‘serra pelada’

Naiana Oscar

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo já teve o apelido de “palácio da corrupção” e chegou a ser chamado de “serra pelada”, por ser fonte inesgotável de “ouro”. Nas últimas cinco décadas, a imprensa registrou pelo menos 25 mega escândalos envolvendo o órgão de trânsito, despachantes e autoescolas. As fraudes vão do desbloqueio de multas ao licenciamento ilegal de veículos, passando pela propina paga a funcionários até a famosa compra da CNH. Em duas ocasiões, os escândalos culminaram em incêndios criminosos e destruição de milhares de documentos.

No ano passado, veio à tona o esquema da biometria, em que apenas uma impressão digital era usada para a obtenção de carteiras por vários candidatos a motoristas. Na década de 1980, descobriu-se que os funcionários registrados pela limpeza do edifício eram fictícios. Já se conseguiu CNH para mortos, licenciamento e transferência para veículos que mal saíam do lugar, além de habilitação para analfabetos e com deficiências físicas graves.

Com um histórico assim e o conhecimento público de que ainda é possível burlar as regras no Detran, é natural que o órgão esteja desacreditado. As possíveis justificativas para a dificuldade de vencer a corrupção no departamento passam pela “fragilidade humana” e pela “autonomia relativa”.

O Detran de São Paulo é um dos três do Brasil ainda subordinados à Secretaria de Segurança Pública do Estado e comandados pela Polícia Civil. Os outros dois são os de Santa Catarina e Minas Gerais.

Aqui, o Detran passou a ser um departamento da polícia, oficialmente, em 1967 e, desde então, discute-se as vantagens e desvantagens desse órgão se tornar uma autarquia.

O atual diretor do Detran, Ruy Estanislau Silveira Mello, defende a permanência da Polícia Civil no comando. “O delegado de polícia conhece muito mais a coisa irregular do que uma estatal”.

ESTATÍSTICA COMPROVA: COM LULA PRESIDENTE O EMPREGO AUMENTOU…A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA MELHOROU E A CRIMINALIDADE SÓ ABAIXOU 1

Enviado por POLICEMAN  em 22/07/2009 às 9:06

Vejam o quadro estatistico compilado por ano e ocorrencias …. HORTOLANDIA sempre está na frente quando se trata de HOMICIDIO ….

http://www.ssp.sp.gov.br/estatisticas/porRegiao.aspx?cod=11

Hortolândia

Taxa de delito por 100 mil habitantes
Ano Homicídio Furto Roubo Furto/Roubo Veículo
1999 58,07 564,59 1.565,74 530,31
2000 47,07 502,47 843,19 601,24
2001 55,90 795,16 844,78 391,30
2002 57,13 773,65 818,88 390,99
2003 56,34 768,35 968,51 287,03
2004 44,61 830,11 703,06 301,55
2005 39,66 707,34 560,12 329,22
2006 24,34 657,22 512,23 420,68
2007 19,59 617,98 485,01 543,76
2008 15,36 548,19 371,09 417,67

Americana

Taxa de delito por 100 mil habitantes
Ano Homicídio Furto Roubo Furto/Roubo Veículo
1999 13,97 1.550,07 438,80 657,93
2000 11,00 1.441,73 470,31 716,19
2001 12,44 1.274,19 477,95 673,90
2002 5,32 1.459,99 545,96 582,18
2003 5,24 1.622,00 592,58 569,51
2004 8,78 1.695,49 434,46 603,39
2005 5,60 1.506,89 478,38 721,13
2006 7,53 1.456,27 372,60 739,18
2007 4,96 1.521,19 434,55 675,37
2008 4,43 1.293,17 439,93 520,72

Sumaré

Taxa de delito por 100 mil habitantes

Ano Homicídio Furto Roubo Furto/Roubo

1999 44,43 774,39 648,50 525,78
2000 60,38 678,47 489,15 566,41
2001 44,04 631,54 483,55 540,97
2002 45,96 763,62 507,01 454,34
2003 45,09 957,53 525,05 436,27
2004 45,89 956,29 513,14 510,36
2005 23,08 886,23 453,98 452,17
2006 14,24 897,73 510,07 463,33
2007 17,07 926,12 514,70 512,08
2008 14,68 762,61 389,94 479,33

Fonte:
– Até 2000: Dados da Res SSP 150/95.
– 2001: Dados da Res SSP 160/01.

População residente: Fundação SEADE.
Projeções de população flutuante para estâncias turísticas: Fundação SEADE

http://www.ssp.sp.gov.br/estatisticas/porRegiao.aspx?cod=11

_________________________________________

AH, EM TODO PAIS!

NÃO É MILAGRE DAS POLICIAS BANDEIRANTES.

ESTAS –  COITADAS –  ESTÃO CADA VEZ PIORES!

PSDB!

CUMPRIMENTAMOS OS POLICIAIS DO DENARC PELA APREENSÃO DE 60 QUILOS DE COCAÍNA 1

Operação limpa e sem aqueles incidentes de outrora, quando prendiam as mulas e deixavam o patrão escapar. 

Polícia apreende 60 kg de cocaína em shopping de SP

22 de julho de 2009 • 09h03 • atualizado às 09h03

Quatro homens foram presos com cerca de 60 kg de cocaína dentro de um shopping na zona norte de São Paulo na terça-feira. A prisão foi feita quando policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) se passaram por compradores e marcaram um encontro com os suspeitos dentro do shopping.

De acordo com o departamento, o grupo é suspeito de ser responsável pela distribuição de drogas para traficantes que vendem em portas de escolas e festas da capital.

A polícia ainda investigará se existem outras pessoas que integram a quadrilha. ( Terra ) 

ESTUDO SERVE DE ALERTA…MAS O FLIT APONTA OS ASSASSINOS: ENQUANTO EXISTIR POLÍTICO ROUBANDO MERENDA E VERBAS DA EDUCAÇÃO ADOLESCENTES CONTINUARÃO VÍTIMAS DA CRIMINALIDADE 1

HORTOLANDIA …. sempre na mídia…. agora como uma das cidades mais violentas de SP…. perde apenas para algumas

Ficamos nos perguntando … qual será a nova estrátégia do novo delegado titular de HORTOLANDIA …

Sabemos de sua competência …. e do trato da “POLÍTICA DE BOA VIZINHANÇA”.

Esperamos que sua competência seja realmente aplicada na POLICIA CIVIL desta cidade …. que carece de infra-estrutura, equipamentos e de material humano (principalmente escrivão e investigador).

Não queremos que esta cidade seja referência na RMC como uma das mais violentas do ESTADO ….

http://www.gazetadepiracicaba.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1644117&area=26050&authent=767370732460430732476737110230

Cidade
Estudo serve de alerta

Homicídios na adolescência Piracicaba está em 178º em pesquisa divulgada ontem, mas figura entre as primeiras na região

FELIPE RODRIGUES
Da Gazeta de Piracicaba
felipe.rodrigues@gazetadepiracicaba.com.br

Piracicaba registrou média inferior à nacional no IHA (Índice de Homicídios na Adolescência), divulgado ontem pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. Com um índice de 0,98 mortes para cada mil adolescentes entre 12 e 18 anos, o município está em 178º lugar no ranking nacional que reuniu as 267 cidades com mais de 100 mil habitantes do país. A média nacional é de 2,03 mortes para cada mil adolescentes.

Piracicaba registra média próxima do ideal (uma sociedade não violenta deve apresentar valores próximos de 0), mas figura entre as primeiras na região, atrás apenas de Hortolândia, que tem média de 1,54 mortes para cada mil adolescentes vivos. O município está à frente de Campinas (0,72), Limeira (0,73), Rio Claro (0,29) e Santa Bárbara D’Oeste (0,78). A cidade que lidera o ranking é Foz de Iguaçu, no Paraná, com 9,74 mortes, seguida de perto por Governador Valadares, em Minas Gerais, com 8,49 mortes, e Cariacica, no Espírito Santo, com 7,32 mortes.

O IHA foi criado para exemplificar o impacto da violência letal de uma forma simples, sintética, que ajude na mobilização das pessoas para gravidade do problema. O cálculo segue a lógica das tábuas de mortalidade e aplica taxas específicas de homicídio por idade a um corte de mil adolescentes na idade inicial: 12 anos. A soma das mortes estimadas, ano a ano, até a idade final, se traduz no número esperado de vidas perdidas para cada mil adolescentes.

O estudo também permite estimar a quantidade de mortes de adolescentes de 12 a 18 anos de 2006 a 2012, caso as políticas públicas continuem com os mesmos resultados até o momento. Piracicaba deve ter 48 homicídios de jovens até 2012, uma média de oito mortes por ano (a população desta faixa etária no município é de pouco mais de 49 mil pessoas). No Brasil, se as circunstâncias que prevaleciam em 2006 não mudarem, espera-se que mais de 33 mil adolescentes sejam assassinados entre 2006 e 2012. Esta cifra por si só deveria ser suficiente para transmitir a gravidade do fenômeno no Brasil.

CÁLCULO. De acordo com a pesquisa, que envolveu também a Unicef, o Observatório das Favelas e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade Federal do Rio de Janeiro, as fontes para o cálculo do índice são o Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde e os dados de população do IBGE. Em função de certos problemas existentes nos registros de mortalidade, são aplicadas metodologias que estimam a proporção de mortes por causa externa de intenção desconhecida que poderiam corresponder a homicídios.

O estudo analisou o impacto relativo de diferentes dimensões, como gênero, raça e idade, sobre o risco de morte por homicídio para os adolescentes. A delimitação permitiu tabular probabilidades como: ser vítima de homicídio é quase doze vezes superior para o sexo masculino, em comparação com o feminino, e mais do dobro para os negros em comparação com os brancos.

O risco de homicídio cresce até a faixa de 19 a 24 anos, e vai declinando posteriormente com a idade. Outro dado importante é que a maior parte dos homicídios são cometidos com arma de fogo, o que mostra a necessidade de discussão de temas como o desarmamento.

__________________________________

Independentemente da necessidade de recursos materiais e humanos  destinados à Polícia Civil, mais uma vez deixamos claro: O PROBLEMA BRASILEIRO É O POLÍTICO LADRÃO.

Lembrando que  no caso específico de Hortolândia  uma quadrilha formada por políticos ROUBAVA VERBA DA MERENDA ESCOLAR.

Ah, estão soltos por aí! Certamente dando continuidade aos seus projetos de matar ciranças de fome;  adolescentes pela falta de oportunidades.

CADEIA NELES!

 

OFICIAL PM MODELO EXPORTAÇÃO – PRODUZIDO NO NINHO DAS ÁGUIAS DA RESERVA MORAL BANDEIRANTE – IMPORTOU CAÇA-NÍQUEIS DE SÃO PAULO…ESSE MAJOR COMANDAVA O CICLO COMPLETO DO CRIME 4

Oficial da PM mandou pegar 48 caça-níqueis em SP
Segunda-feira, 20 de Julho de 2009 19:50
Nadyenka Castro

O oficial da PM (Polícia Militar) Paulo Roberto Teixeira Xavier, apontado como o segundo no organograma da quadrilha chefiada pelo major da reserva da PM, Sérgio Roberto de Carvalho, mandou um funcionário dele buscar 48 caça-níqueis em São Paulo.

Em depoimento à Auditoria Militar nesta segunda-feira, um homem que trabalhava como motorista na Transportadora Bem-te-vi, que está em nome da esposa de Xavier, disse que uma vez pegou em São Paulo gabinetes de computador, envoltos com madeira.

Ele contou que recebeu de Xavier a ordem de ir ao local. No endereço indicado pelo policial, que fica em um beco, encontrou com Carvalho.

Segundo a testemunhas, Carvalho estava em um veículo Audi, colocou alguns gabinetes no carro e também deu a ele R$ 200 para pernoitar e fazer refeições na cidade.

O motorista chegou com o carregamento em Campo Grande à noite e na manhã do dia seguinte, seguiu para Corumbá. Foram para a cidade que fica a 426 quilômetros da Capital, dois caminhões.

Os veículos eram acompanhados por um Astra, com três homens dentro. Eles chegaram a ser parados em postos de fiscalização da PRF (Polícia Rodoviária Federal), mas os policiais não fiscalizaram as cargas, somente as documentações dos veículos.

Ao chegar em Corumbá, ficou parado com o caminhão, junto com o outro motorista, perto da fronteira, aguardando autorização para entrada na Bolívia.

Impostos – O motorista contou ainda que para não passar pela fiscalização tributária com cargas referentes à cerâmica Bem-te-vi, era orientado por Xavier a não vir para o Estado por Selvíria, e sim por Três Lagoas.

Segundo ele, o oficial dizia que era para parar em um posto de combustíveis, aguardar os fiscais saírem da pista, e só então seguir viagem.

Em uma das voltas de viagens para São Paulo, o motorista veio por Selvíria e acabou barrado no posto de fiscalização. Ele não pode entrar no Estado, levou uma bronca de Xavier e teve que seguir por Três Lagoas.

Segundo ele, a orientação era de que se desse algum problema quanto às notas dos produtos, era para ligar para Xavier. Conforme a testemunha, o oficial sempre resolvia a situação, mas não sabe como.

A testemunha foi uma das oito ouvidas nesta segunda-feira. Algumas disseram que não conhecem Xavier, outras declararam terem sido ameaçadas por ele, terem sido mantidas em cárcere privado e ainda contaram que o oficial pegava dinheiro e placas de caça-níqueis e ainda obrigava a mentir à Polícia Civil.

É APENAS PARA DEMONSTRAR AQUILO QUE TODOS SABEM: TRANQUEIRA NASCE E SE FORMA ATÉ NAS MELHORES ACADEMIAS POLICIAIS DESTE PAÍS.

E CORRUPÇÃO NUNCA FOI MONOPÓLIO DA POLÍCIA CIVIL…

NEM AQUI; NEM EM QUALQUER  DOS DEMAIS ESTADOS  DA NAÇÃO. 

O PSICANALISTA SERGIO EDUARDO NICK DIZ QUE O PODER INEBRIA E CORROMPE 5

<!–

–>

Congresso: Psicanalista diz que o poder corrompe

 
 

Ao fim dos longos primeiros seis meses do ano, ficam as reflexões sobre o muito que foi discutido e o pouco que foi resolvido no Congresso Nacional. Praticamente a cada dia um novo escândalo político surge no País. São jatinhos pagos com dinheiro público, empregadas domésticas contratadas com dinheiro da Câmara dos Deputados, compra de passagens aéreas para namorada e agregados, inclusive para a sogra, além de atos secretos validando, entre outras práticas, o nepotismo. Dizem que tudo ele explica, mas será que Sigmund Freud, o médico e patriarca da psicanálise, saberia o que se passa na mente dos congressistas?

Este ano, até mesmo aqueles parlamentares conhecidos como baluartes da ética e da moral acabaram tendo seus nomes ligados a algum problema. E embora alguns estejam comprovadamente relacionados a escândalos que colocam o Congresso em evidência, ninguém foi severamente punido. Para tentar uma resposta analítica sobre a conduta dos parlamentares brasileiros, o Contas Abertas entrevistou por telefone o psicanalista Sergio Eduardo Nick, secretário geral da Federação Brasileira de Psicanálise e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro. Nick é otimista e acredita que o comportamento dos políticos está em constante evolução, mas admite que os nossos congressistas correm um grande risco de não saberem interpretar o conceito da ética.

Contas Abertas (CA) – O que é moral e ética e o que falta no Congresso Nacional?

Sergio Eduardo Nick – Existem determinados princípios que regem a moral de uma sociedade e você não tem que aspirar um tipo de prêmio ou elogio por segui-la. O que a psicanálise mostra é que às vezes os nossos desejos vão contra aquilo que está instituído sobre o que é certo e o que é errado, o que faz o sujeito viver em conflito. Há um termo chamado de sociopatia, em que alguns se vêem desobrigados a atender àquilo que o próximo espera que ele faça.

A moral deve ser vista como algo mais prático, como a ação do sujeito, que depende de uma determinada comunidade, e que, portanto, pode variar dentro do que cada sociedade considera como moral ou imoral. Nos países islâmicos, por exemplo, é imoral as mulheres usarem calças. Além disso, as regras morais podem evoluir ao longo do tempo e podem sofrer modificações que geram novas formas de encarar o mundo, a vida, os relacionamentos e tudo o mais. Já a ética é um estudo filosófico sobre a moral. Ela tenta justificar a moral. Então, o sentido da ética é orientar racionalmente a nossa vida.

Pensando a respeito do que acontece no Congresso, a gente tende a achar que é tudo a mesma coisa, que são todos ‘farinha do mesmo saco’. Acho que tem um aspecto positivo nisso tudo, que são as críticas, porque só assim nós conseguimos fazer o debate de determinadas normas e condutas. Eu uso como exemplo o caso das passagens. Hoje se pode olhar sobre o direito à verba indenizatória de forma mais reflexiva. Eu não sou contra a verba indenizatória, mas acho que ela ser usada nos fins para as quais ela foi criada. Mas não há dúvidas de que a perpetuação dos escândalos favorece a perda de um padrão moral no Congresso e também em nossa sociedade.

CA – Supondo que parlamentares, cansados de verem suas imagens vinculadas a questões avessas à ética, resolvessem buscar um tratamento, o processo de cura seria semelhante ao de uma pessoa que, por exemplo, sofresse de alcoolismo, tabagismo ou obesidade?

Nick – Na medida em que a pessoa está inebriada com o poder, ela se sente poderosa e narcisicamente se isola. Como qualquer tratamento, neste caso ele só pode ser bem sucedido se a pessoa reconhecer o problema.

CA – Sem o apoio dos colegas, o político consegue mudar a conduta de um grupo ou ele acaba por ser oprimido?

Nick – Nós temos muitos personagens, alguns mais e outros menos conhecidos, que morreram politicamente por considerem que não podiam lutar contra um status quo que não quer mudança. E isso ocorre em qualquer lugar, não só no Congresso. Se você está em um meio que perversamente permite atos ilícitos, você encontra ali uma força muito violenta que faz de tudo para se manter. Estamos falando, em tese, de poder. O poder inebria e corrompe. E eu acho que só um movimento social forte pode ir contra isso.

CA – A falta de percepção dos parlamentares sobre a existência de ‘patrões’ os induz a agirem descompromissadamente?

Nick – Os patrões somos nós e eu acho que esse patronato não deve ser exercido apenas na hora do voto, mas deve ser exercido durante todo o mandato. Eu falava que a moral vai se modificando ao longo do tempo e o que a gente está vivendo hoje é justamente esse processo. É preciso ver esse processo não só com pessimismo. Vale lembrar que temos uma nação muito jovem e com determinados padrões morais que ensejam, por exemplo, essas incorporações das verbas indenizatórias nos salários. Mas enquanto nós pudermos manter esse canal de crítica e acompanhamento, vamos ao longo do tempo construindo uma democracia mais forte.

CA – O senhor acredita na banalização dos escândalos políticos no Congresso Nacional?

Nick – Creio que estamos sempre evoluindo. O máximo que pode acontecer é que em algum momento, como aconteceu na Revolução Francesa, por exemplo, a sociedade vai dizer ‘se vocês não mudam, vamos tirar vocês’. A banalização ocorre, mas são casos que nos ajudam a pensar que as coisas devem mudar e não podem continuar como estão.

É possível que algumas pessoas se sintam frustradas se virem alguma coisa que foi criticada num determinado momento não se resolver e, ao contrário, voltar à tona. Eu prefiro ser otimista em acreditar que ‘água mole em pedra, tanto bate até que fura’. Quer dizer, acredito que uma hora vai mudar.

CA – O que influencia um cidadão a ser antiético, imoral ou a não ter caráter?

Nick – Freud, logo em um dos seus primeiros escritos, falava que a base inicial do ser humano é fonte de todos os seus motivos morais. Nisso ele tentava lançar as bases do que depois ele chamaria de ‘superego’, um auto-juízo ou auto-sensor. Quando nascemos, ainda dependentes, tendemos a fazer tudo conforme aquele que vai cuidar de nós manda. Sabemos que se não conquistarmos aquele que cuida de nós, morremos por desamparo. 

Ao longo da vida, ouvindo outras pessoas, parentes, professores e legisladores, vamos construindo um ‘superego’ mais maleável, que permite uma reflexão sobre nossos atos e que vai moldando nosso caráter. Essa nossa moral, a nossa ética, é construída a partir do relacionamento com o outro desde o início.

Freud dizia que o comportamento humano nunca é regido por uma única razão, uma única influência. Deve-se pensar nos efeitos genéticos, sociais, ambientais e etc. Agora, quando falamos em uma ética social, de uma construção do comportamento na sociedade, quanto mais pessoas estiverem se regendo por uma ética, melhor será o comportamento social dessa sociedade.

Obviamente que, quanto mais rígido esse comportamento, mais as pessoas ficam presas as suas regras e normas. Existem críticas quanto a isso, porque dizem que você torna a vida muito mais restrita, inibindo a construção de soluções mais geniais aos problemas da sociedade.

CA – É possível mudar a realidade de escândalos no Brasil?

Nick – Eu acho que esses escândalos são sazonais. No momento, há espaço para que essas coisas sejam colocadas na pauta. Nós sabemos que uma das artimanhas políticas é quando a coisa está ruim você busca outras para que as pessoas calem as suas críticas. Os escândalos sempre vêm e vão e acredito que sempre será assim. As ditaduras acreditavam, e continuam acreditando, que poderiam acabar com tudo isso. Agora, é uma lástima que certas pessoas, que deveriam ter um papel ético sobressalente estejam preocupadas com outras coisas senão a tentativa de mudar e lutar por padrões éticos mais elevados

Milton Júnior
Do Contas Abertas

   
 
21/7/2009

POSSO VOTAR NO “CARNE SECA” SE NÃO PUDER VOTAR NO “BETO”…MAS NO “CHUCHU” NEM “PUDENDO” 3

21/07/2009 – 16h32

Lula defende alianças em São Paulo e sinaliza apoio a Ciro Gomes

CHRISTIAN BAINES
colaboração para Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira a realização de alianças para vencer a disputa para o governo de São Paulo nas eleições de 2010. A posição do presidente sinaliza um possível apoio à candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE).

Quando perguntado se iria se encontrar com membros do PT nesta semana para discutir o nome candidato para as eleições do ano que vem, o presidente desconversou, mas fez questão de deixar clara sua posição.

“O PT já aprendeu. Tem 29 anos de história. Sabe perfeitamente que tem que fazer política de aliança para vencer as eleições”, disse.

Apesar de Ciro negar a pretensão de disputar o governo de São Paulo, seu nome vem sendo cada vez citado como uma possibilidade de alternativa ao PT. O partido abriria mão de candidato próprio no Estado e centralizaria suas forças na candidatura nacional.

O presidente defende que o partido só deva ter a cabeça da chapa nos Estados que já governa. “As pessoas sabem o que eu penso. O PT tem que ter uma ação de responsabilidade. Saber qual a força que tem em cada Estado, qual a perspectiva de fazer ou não aliança política”, disse.

O PT está em dificuldades para emplacar um nome para candidatura própria. O prefeito de Osasco, Emídio de Souza, defendido por uma ala do partido, sofre resistência por ser pouco conhecido na capital.

O outro possível nome no Estado é o do deputado federal Antônio Palocci (PT-SP), mas ainda é considerado frágil por causa das denúncias de quebra de sigilo bancário na época em que era ministro da Fazenda. O caso ainda está em análise no STF (Supremo Tribunal Federal).

A QUEM INTERESSA DENEGRIR A IMAGEM DO “NOVO DENARC” – COMO SER BEM RECEBIDO COMO LÍDIMO REPRESENTANTE DOS CORRUPTOS DA POLÍCIA CIVIL Resposta

A quem interessa denegrir a imagem do ‘Novo Denarc’?
Acho que antes de mais nada deveríamos discutir o ‘a quem interessa’. É praticamente tudo novo lá, policiais, procedimentos, filosofia de trabalho e compromisso de ‘resgate de imagem’ do Departamento e da instituição. Falácias, sem comprovação, tiram qualquer credibilidade.

Transparência

21/07/2009 em 10:50

_______________________________________

Denegrir a imagem do DENARC – tratando-se de policiais – só interessaria a quem foi removido vexatoriamente do órgão.

Aliás, que não merece ser tratado por “NOVO DENARC”, pois lembra coisas como a “NOVA POLÍCIA” do Montoro e a “NOVA POLÍCIA” do Garotinho no estado vizinho. Os bandalhos continuaram ainda mais fortes nessas “NOVAS”.

Contudo se há delegado,  trabalhando no Denarc,  dono de carros Corvette e Porsche, posso lhe garantir: ESSE “NOVO” FOI INAUGURADO SE AUTODENEGRINDO…

Mas quem quiser que conte a estória que melhor lhe aproveitar,  fruto de trabalho honesto, garanto,  não é.
Aliás, homens públicos – honestamente bem sucedidos por condições personalíssimas – são dados a comportamentos sóbrios; comedidos.
Ostentação de riqueza é incompatível com o exercício de autoridade.
Você jamais encontrará um Delegado ou qualquer outro funcionário – bem sucedido e bem educado desde o berço – ostentando terno italiano, rolex e carro importado.
Ostentação útil para celebridades, mas incompatível com quem é obrigado a dedicação exclusiva ao serviço público. Em qualquer ambiente será sempre apontado como REPRESENTANTE DOS CORRUPTOS DA POLÍCIA CIVIL.

Receita de como denegrir a imagem dos Delegados: vestir  Armani, exibir  Rolex e dirigir Jaguar ( ou equivalentes ).

SE O COLEGA  NÃO É HONESTO…FINJA!

Aliás, como um Delegado pode querer ensinar para a população  que evite  expor valores e bens  – praticando, assim,  a dita segurança primaria –  exibindo relógio de R$ 15.000,00, ternos de R$ 6.000,00 e veículos de R$ 200.000,00. 

Digo o mesmo para magistrados, promotores e a imensa maioria de políticos…

NÃO É HONESTO OSTENTAR RIQUEZA; AINDA QUE RIQUEZA HONESTA.

ESTE É PARA O DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO GOMES…NÃO DAVA PRA LEVAR O EX-GOVERNADOR FLEURY PRA UMA CONVERSA DE “ROTARIANO” 8

 

Sérgio Olímpio Gomes, capitão da Polícia Militar: “Olha, minha esposa realmente é sócia-gerente da empresa. Eu não tenho qualquer tipo de participação na administração ou nas operações da empresa. A única coisa que eu faço ali, e que a legislação me permite, é dar instrução de tiro e treinamento. Eu tenho um regime de expediente na escolta do ex-governador Fleury que não me permite exercer qualquer carga horária ou atividade paralela ao serviço policial. Os cursos que dou são durante a noite ou nos fins-de-semana.”
Sobre a informação apurada pela Folha de que o capitão teria negociado a data de pagamento do 13º salário com vigilantes: “De forma nenhuma. Quem trabalha e conduz os negócios da empresa é o coronel Ubiratan (Guimarães) e o Álvaro Parreira, que são sócios da minha esposa. Eu não exerço atividade dessa natureza.”

_________________________________

Pô Major, que decepção!

O Senhor foi segurança do Secretário e, depois,  Governador mais nefasto da história das polícias Paulistas.

 Considerando ter sido ele um Oficial da PM, irmão de um  Oficial e  de um Delegado.

Faltor inveterado da palavra; que nos fez passar fome durante quase quatro anos; que só assinou uma melhoria sabedor de que a conta seria paga pelo sucessor.

E que teria usado as duas Polícias como instrumento para desvio de verbas. Mas foi absolvido.

Ora, não dava pra levar ele prum canto e levar aquela conversa…

O Senhor sabe,  né?

 Aquela conversa de “Rotariano”…

O Sr. foi “Rotariano”?

De canto de colunas; debaixo de viaduto.

Entende?

EVERARDO TANGANELLI JUNIOR: “O policial hoje precisa ter um outro tipo de serviço, um ganha-pão honesto” 4

Everardo Tanganelli Junior, delegado do Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos): “Eu posso ser dono de empresa, não só de segurança, mas de qualquer empresa, como acionista ou cotista. Minha mulher saiu da Defender em dezembro(1997) do ano passado. Saiu porque a maioria dos delegados envolvidos em empresas de segurança já foi convocada pela Corregedoria para dizer qual era a participação. Não tem nada a ver, mas achei melhor ela sair para evitar complicação. O policial hoje precisa ter um outro tipo de serviço, um ganha-pão honesto. Na empresa, eu nunca trabalhei, mas prestava assessoria e ainda presto. Dou curso de tiro. Isso não compromete minha atividade de policial.”

_______________________________

O que será que ele quis dizer com a frase: ” o  policial hoje precisa ter um outro tipo de serviço, um ganha-pão honesto.”

Seria uma confissão de que a polícia é um tipo de serviço desonesto?

Acho que sim, pois ele fechou a empresa e passou a necessitar de um  “jotinha” ( pelo menos lá em Santos).

Uma merrequinha de R$ 50.000,00, por quinzena ( só de maquininha ).

Mas foi um  diretor muito generoso: para os plantonistas pagava de R$ 50,00 a R$ 300,00 ( por quinzena ).

E por lembrar do  ex- diretor do Deinter-6:  amanhã não poderei prestar depoimento na promotoria de recuperação de ativos, pois fui convocado para colaborar em operação policial.

Mas , em breve , farei o sacrifício de ir passear lá pelas bandas da rua Riachuelo; depois do dever cumprido passo na Adpesp para beber uma cervejinha.

Os promotores querem saber o motivo pelo qual , ganhando R$ 7.860,98 ( bruto ) , ainda não consegui comprar apartamentos  de elevado padrão, fazendas com gado,  etc.

Ora, não comprei nada disso com o meu salário pelo fato de gastar tudinho na esbórnia!

AS MILÍCIAS DA ELITE DA POLÍCIA PAULISTA…SER PROPRIETÁRIO DE EMPRESA DE SEGURANÇA É ATESTADO DE HONESTIDADE 5

São Paulo, domingo, 8 de fevereiro de 1998
   
   

Empresários vêem honestidade no policial que tem segundo emprego

da Reportagem Local

Apesar de proibido pela Lei Orgânica da Polícia, o segundo emprego é bem visto entre os policiais. Dos nove policiais ouvidos nesta reportagem, só um admitiu que tem outra atividade, mas quatro disseram que o segundo emprego sinaliza que o policial não está praticando corrupção.
O consenso entre os últimos é que o salário de policial não permite uma vida digna.
David dos Santos Araújo, delegado do Deplan (Departamento de Planejamento e Controle) da Polícia Civil: “Eu trabalho para a Osvil. Quando posso, trabalho para a Osvil, como neste instante, por exemplo. A lei proíbe que você pratique atos de gerência. Eu, por exemplo, não assino nada. Eu considero (esse serviço) relativo ao ensino. Eu, desde que entrei na polícia, em 1965, aprendi uma coisa: que o ordenado da polícia não é, infelizmente, suficiente para o camarada viver com dignidade. Nunca na minha vida respondi a uma sindicância ou a um processo administrativo, um processo judicial de dinheiro, bola. Porque a vida toda eu sempre fiz alguma coisa paralela à polícia na minha hora de folga.”

Jorge Elias Francisco, delegado do 55º DP: “Sou sócio-cotista. A lei permite que a pessoa tenha ações de uma empresa. Eu não trabalho na minha empresa, quem administra é meu irmão.”
Sobre o conflito ético entre segurança privada e pública: “São coisas distintas. A polícia presta um serviço de segurança das vias públicas, dos locais públicos, e a empresa de segurança presta serviço em áreas particulares.”
Sobre o segundo emprego entre policiais: “Se o policial está exercendo uma atividade fora da polícia é sinal que ele não está praticando atos de corrupção. Eles são mais bem vistos porque se presume que sejam policiais honestos.”

Antonio da Costa Pereira Neto, delegado do IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt): “Sou proprietário. Não estou infringindo a lei porque a própria lei orgânica me faculta ser sócio-cotista. Não posso ser sócio-gerente. Quem toma conta daquilo é minha mulher e meu cunhado.”
Sobre o conflito ético entre segurança privada e pública: “Nenhum problema ético, mesmo porque eu nem participo da administração.”
Sobre as facilidades que um delegado pode trazer à sua empresa de segurança: “Eu acho que a existência de um delegado entre os sócios facilita a obtenção de clientes, porque na verdade é um profissional de segurança. Sempre você tem uma indicação.”

Everardo Tanganelli Junior
, delegado do Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos): “Eu posso ser dono de empresa, não só de segurança, mas de qualquer empresa, como acionista ou cotista. Minha mulher saiu da Defender em dezembro do ano passado. Saiu porque a maioria dos delegados envolvidos em empresas de segurança já foi convocada pela Corregedoria para dizer qual era a participação. Não tem nada a ver, mas achei melhor ela sair para evitar complicação. O policial hoje precisa ter um outro tipo de serviço, um ganha-pão honesto. Na empresa, eu nunca trabalhei, mas prestava assessoria e ainda presto. Dou curso de tiro. Isso não compromete minha atividade de policial.”

José Roberto de Arruda, delegado do Denarc: “Minha esposa foi sócia da Defender, mas saiu há pouco tempo. Eu não tenho a menor participação nesta empresa. Você pode ligar lá, perguntar por mim, você não vai me encontrar nunca. Muita gente coloca o nome da esposa para sair fora. Não era o meu caso. Não participava da direção e não tinha qualquer vínculo empregatício com a empresa. O que eu fazia era visitar minha esposa esporadicamente, quando a empresa estava no início.”

Sérgio Olímpio Gomes, capitão da Polícia Militar: “Olha, minha esposa realmente é sócia-gerente da empresa. Eu não tenho qualquer tipo de participação na administração ou nas operações da empresa. A única coisa que eu faço ali, e que a legislação me permite, é dar instrução de tiro e treinamento. Eu tenho um regime de expediente na escolta do ex-governador Fleury que não me permite exercer qualquer carga horária ou atividade paralela ao serviço policial. Os cursos que dou são durante a noite ou nos fins-de-semana.”
Sobre a informação apurada pela Folha de que o capitão teria negociado a data de pagamento do 13º salário com vigilantes: “De forma nenhuma. Quem trabalha e conduz os negócios da empresa é o coronel Ubiratan (Guimarães) e o Álvaro Parreira, que são sócios da minha esposa. Eu não exerço atividade dessa natureza.”

Délcio Silmar Sampaio, delegado que assessora a Assembléia Legislativa: “Participo da administração nas minhas horas de folga, ajudando minha esposa. Sou sócio-cotista e a Lei Orgânica da Polícia permite isso. Não uso de expedientes escusos da polícia, como muitos colegas fazem. Não me prevaleço do cargo. Sempre tive uma segunda atividade. Se eu tivesse entrado na polícia com salário de policial americano ou francês, não teria a empresa. Mas com o que ganho -R$ 3.600- não dá. Tem de ter uma segunda renda.”

Paulo Sérgio Oppido Fleury
, delegado do Depatri (Departamento de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio): indicou Paulo Esteves, advogado. Esteves: “Eu só terei interesse nessa notícia depois de ela ser publicada. Tudo que ela contiver, eu, advogado, não posso me manifestar hoje porque amanhã eu posso estar sendo chamado a mover alguma ação com relação a ela, se isto for necessário. Então, como é que eu vou falar consigo a respeito de um assunto que amanhã ou depois eu posso estar profissionalmente ligado? Como vou ser parte eventualmente nisto, não posso hoje lhe dizer nada a respeito.”

Joffre Belfort de Andrade Sandin, delegado da Corregedoria da Polícia Civil: “Eu estou proibido de dar entrevistas pela portaria número 30 do delegado-geral. Para ter qualquer informação sobre esse assunto, você deve ligar para o meu advogado, Paulo Esteves.”
Esteves: “Não quero me manifestar sobre tudo aquilo que o senhor vai fazer. Não costumo dar entrevistas porque acho que meu código de ética proíbe isso.”
Sobre o fato de Belfort ser agente de segurança pública e ter uma empresa de segurança privada: “Ele (Belfort) não tem nada a falar a respeito dessa matéria. Tudo o que eu fiz foi ver na legislação se existe vedação de a pessoa ser proprietária de uma empresa. Não existe essa vedação.”

ANO DE 1998: “Todo mundo sabe que essas empresas usam carros e homens da polícia. É uma situação vexatória para quem está tentando colocar ordem na polícia”, diz Silva Filho. 4

Delegado é ligado a 2 empresas e controla 3.773 seguranças

MARIO CESAR CARVALHO
da Reportagem Local

Miguel Gonçalves Pacheco e Oliveira acorda em seu apartamento de R$ 700 mil nos Jardins, pega seu Volvo 9600 VCB preto de R$ 40 mil e vai para a empresa de sua família, instalada em sede de sete andares. O prédio, avaliado em R$ 750 mil, está em seu nome.
Seria a rotina de um empresário bem-sucedido não fosse um detalhe: Oliveira é delegado de polícia, pago para cuidar da segurança pública, mas enriqueceu com a falta dela. Está ligado a duas empresas de segurança privada, a Vanguarda e a Nacional.
Oliveira não está sozinho -é só o maior dos empresários-policiais. Levantamento de três meses feito pela Folha revela que 11 delegados de polícia e 4 PMs de São Paulo têm empresas de segurança em seus nomes ou de parentes.
A Folha levantou a documentação das empresas e os bens de seus sócios em 39 cartórios -28 em São Paulo e 11 em cidades do interior como Morungaba, Cajamar e até Palmeira d’Oeste, a cerca de 650 km da capital (veja quadro à pág. 3-2). Foram reunidos 3,6 quilos de documentos.
Há pelos menos duas dúvidas quando policiais decidem explorar um negócio que se alimenta da deterioração da segurança: uma ética e outra legal.
A dúvida ética é óbvia: é lícito que profissionais pagos pelo Estado para cuidar da segurança pública lucrem com a falta dela?
“Isso é imoral”, diz o deputado federal Tuga Angerami (PSDB- SP), autor de um projeto de lei que pune com prisão policiais envolvidos com empresas de segurança.
A questão legal é controversa: o estatuto do funcionalismo proíbe o funcionário público de “exercer, mesmo nas horas de folga, qualquer outro emprego ou função”, exceto dar aulas. Mas há uma brecha: ele pode ter ações ou cotas de uma empresa desde que não participe da gerência.
É nessa fresta legal, que separa o sócio que não põe a mão na massa daquele que toca o negócio, que os policiais atuam. Todos os pesquisados dizem que estão ajudando um negócio da família, que não gerenciam a empresa.
Não é bem assim. A Folha ligou para seis empresas que não estão em nome dos policiais e em cinco delas a telefonista informava que o delegado era diretor ou dono do negócio. Todos os telefonemas foram gravados.

Lucro da insegurança
O Volvo preto e o apartamento de R$ 700 mil do primeiro parágrafo não estão lá por acaso. Eles simbolizam um traço comum aos policiais que exploram negócios de segurança privada: todos têm bens que não conseguiriam acumular com o salário.
Joffre Belfort de Andrade Sandin, delegado da corregedoria, órgão encarregado de investigar irregularidades na Polícia Civil, tem uma casa avaliada em R$ 350 mil no Morumbi, um dos bairros mais valorizados de São Paulo. O salário máximo de delegados de sua classe, a especial, é de R$ 5.661,69.
Sandin é sócio da Belfort junto com a mulher. É o mais graduado entre os empresários-policiais. Já foi delegado-seccional de Santo Amaro -era o responsável pelo conjunto de delegacias que atende a região mais violenta de São Paulo. Quando abriu o negócio de segurança, em abril de 1990, Sandin era o delegado do Parque Santo Antônio, um dos campeões em homicídios em São Paulo.
Não é só em regiões miseráveis e violentas que delegados descobrem esse tipo de negócio. No extremo oposto, nas regiões ricas, isso também ocorre.
Ivaney Cayres de Souza, que foi delegado do 78º DP (Jardins), teve uma empresa em seu nome, a Pollus, entre 90 e 97. Semana passada, a telefonista informava que ele continuava dono do negócio.
Em 1996, a empresa faturou R$ 12,6 milhões. Hoje, ela tem cerca de 1.200 vigilantes. Em novembro do ano passado, ele transferiu a empresa para dois sócios.
Oliveira, o delegado do Volvo preto, diz que seria equivocado atribuir seu patrimônio aos rendimentos de delegado.
“Não nego que tenho empresa. Não dá para vincular o meu patrimônio com meu salário de polícia”, diz. “Estou no ramo de segurança desde 1979, antes de ser delegado.” Ele tornou-se delegado em 1984. Antes, era da PF (Polícia Federal), categoria proibida de ter negócios.
Oliveira não diz quanto ganha, mas um delegado de 2ª classe recebe R$ 4.827,35. Com duas empresas em nome das irmãs, ele controla 3.773 vigilantes -514 a mais do que a Polícia Militar tem na zona sul, a região mais violenta de São Paulo.

Privatização da polícia
Lucro, sabe-se desde Calvino (1509-1565), não é pecado. O desvio dos policiais que têm interesses em empresas de segurança seria desvirtuar as funções da polícia, segundo o coronel José Vicente da Silva Filho, que assessorou a Secretaria de Segurança de São Paulo no governo de Mário Covas até o ano passado.
“Todo mundo sabe que essas empresas usam carros e homens da polícia. É uma situação vexatória para quem está tentando colocar ordem na polícia”, diz Silva Filho.
José Boaventura, presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes, diz que o uso de carros e homens da polícia pelas empresas de segurança é uma prática disseminada pelo país.
“É um tipo de privatização da polícia. Todos pagam pelo serviço do policial, mas só alguns se beneficiam”, diz Boaventura.
O delegado Délcio Silmar Sampaio, um dos sócios da Security, que presta serviços para o Grupo Folha, confirma que o expediente é usado pelas empresas.
“Tem empresas que usam viaturas da polícia. Nós não fazemos isso”, conta.