MAIS UM POLICIAL MILITAR EXECUTADO NA BAIXADA SANTISTA…VIROU ROTINA! 5

Domingo, 30 de Agosto de 2009, 06:47

PM é executado na casa de parentes no Japuí

Da Redação

 

LUIZ GOMES OTERO

Um policial militar foi assassinado com 10 tiros no início da tarde de ontem, em São Vicente. O crime, que teve requintes de execução, mobilizou as polícias Civil e Militar do Município, que trabalham para identificar os autores dos disparos.

O comando da Polícia Militar do Município já havia recebido denúncias de ameaças contra policiais da 1ª Companhia da corporação. E vinha monitorando o trabalho da equipe que trabalha na área.

O assassinato aconteceu por volta das 14 horas, na casa de parentes, no Japuí. O soldado Marco Antônio Vieira tinha 44 anos de idade, 23 deles na corporação.

A vítima estava nos fundos da residência conversando com familiares. Uma testemunha contou que estava de costas quando ouviu tiros.

De acordo com o tenente-coronel Marcelo Prado, comandante do 39º Batalhão da PM de São Vicente, foi neste momento que um homem subiu em cima do muro da casa e passou a atirar, acompanhado de outro marginal. Há suspeita de que outros dois homens aguardavam em um veículo estacionado próximo do local.

Atingido por pelo menos dez tiros, Vieira foi levado de carro pelos parentes para o Hospital Municipal de São Vicente (antigo Crei), onde chegou a ser atendido mas não resistiu aos ferimentos e veio a falecer. Ele foi atingido na cabeça, tórax, braços e pernas.

Em pouco tempo, viaturas da PM chegaram ao hospital, bem como os familiares do policial morto. O irmão da vítima estava inconsolável e só se limitava a dizer que não acreditava no que havia acontecido. A esposa do soldado teve que ser amparada ao entrar na unidade de emergência.

Durante as diligências efetuadas ainda ontem em São Vicente, os policiais militares localizaram um veículo Corsa prata, abandonado na área próxima da Favela México 70, na Vila Margarida. No interior do carro foi encontrado um revólver calibre 38, que foi recolhido para análise da perícia técnica da Polícia Científica.

Embora ainda seja cedo para relacionar o veículo como crime, os policiais não descartam a hipótese de o carro ter sido utilizado pelo grupo que executou o PM.

As testemunhas ainda não conseguiram identificar com clareza o modelo exato do carro usado na fuga.

O tenente-coronel Prado revelou ontem que a Corregedoria da PM já havia recebido uma denúncia de ameaça contra policiais da 1ª Companhia, que atuam na área do Japuí. “Desde então vínhamos monitorando todos que trabalham na área para tentar prevenir qualquer tipo de ação criminosa. Infelizmente aconteceu isso. Vamos apurar o que ocorreu”.

O CASO DA CORAJOSA APOSENTADA ARMADA COM UMA FILMADORA 3

Enviado por Casos de Polícia – 30.8.2009

Parte 1

Dona Vitória leva 34 pessoas para a cadeia

 

 

Nascida no interior de Alagoas, no ano de 1925, a aposentada X. passou a ser reconhecida até mesmo fora do Brasil como Dona Vitória (nome fictício) em Agosto de 2005. Foi aos 80 anos que ela teve publicada nas páginas do EXTRA um documentário da vida real que demorou dois anos para ficar pronto. Com uma filmadora nas mãos e muita coragem, Dona Vitória registrou da janela do apartamento onde morava a movimentação de traficantes, viciados e policiais na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. Com a ajuda do repórter Fábio Gusmão, as 22 fitas, com 33 horas de imagens, chegaram às mãos do então secretário de Segurança Pública e hoje deputado federal Marcelo Itagiba, que determinou uma apuração rigorosa.

Com a ajuda de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, policiais da 12ª DP (Copacabana), da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Civil (Cinpol) e da corregedoria da Polícia Militar conseguiram mandados de prisão para 34 pessoas. Todas foram presas, entre elas nove policiais militares, sendo um oficial, acusados de vender armas e receber dinheiro dos traficantes.

 

 

Além das imagens fortes flagradas pela aposentada, o que mais impressionou foi a narração feita pela própria Dona Vitória, demonstrando indignação com o desfile de armas, a venda e o consumo livre de drogas e o envolvimento de crianças no tráfico. As primeiras imagens foram feitas em dezembro de 2003, com uma câmera de R$ 800, ligada na tomada, que ficava apoiada em uma montanha de livro, sempre preparada para o próximo flagrante.

 

 

O apego da aposentada pelo apartamento, comprado em 1967, com um financiamento feito pela Caixa Econômica Federal, quase atrapalhou a polícia. Dona Vitória não queria sair de casa e ficou decidido que nada aconteceria enquanto ela ainda estivesse lá. Em 2005, apoiada pelo repórter Fábio Gusmão, Dona Vitória aceitou alugar o apartamento onde morava e se mudar para outro no mesmo bairro. Como não conseguiu encontrar nenhum lugar bom, vendeu o apartamento e entrou para o Programa de Proteção à Testemunha do Governo Federal. Hoje vive em outro Estado, onde pode acordar, abrir a janela e ver os pássaros, no lugar de jovens armados consumindo drogas…

Escutas comprovaram envolvimentos de policiais com o tráfico:

Policial militar do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) conversa com traficante sobre o pagamento de R$ 2 mil para a propina.

Traficante Mais Velho conversa com Policial Militar pedindo para aliviar a repressão ao tráfico e reclama a atuação de um oficial que estaria rondando a favela.

Chefe do tráfico na favela, Ronaldinho conversa com o comparsa Mais Velho sobre a chegada de um novo capitão no batalhão, dizendo que ele é tranquilão.

Fonte: EXTRA. 

O PINTO É PRÁ TODOS NÓS! POLICIAIS MILITARES ABRAM OS OLHOS…Não vão na conversa de oficiais pois eles não tem compromisso com as praças e com ninguém que não seja da casta deles! 88

Enviado por TIRA em 29/08/2009 às 21:08

Esse senhor ama a PM e odeia a Civil.

Isso é praticado desde o ingresso de um coxinha seja no barro branco, seja na escolinha de pirituba.

A primeira coisa que se aprende lá na caserna é que a PM é honesta e a Civil só tem ladrão!

Cria do PSDB, o secretário está puxando o saco de oficiais e levantando a moral da ROTA e com certeza, os oficiais vão tentar impor à tropa que o PSDB é bom e o PT é ruim e com a frase: “O secretário gosta da gente”!

Aumentando ainda mais a rivalidade que existe entre as corporações.

Em toda minha vida profissional eu nunca ví um Tira sair daqui para entrar na PM.

Me aponte um! Já ao contrário, sair de lá prá ingressar na PC é o sonho de 90% da tropa! (praças é lógico).

Mas, temos que acreditar que os praças tenham o mínimo de cérebro para ver que o PSDB só nos trouxe desgraça e miséria nesses 16 anos de ditadura!

Infelizmente eles são como cães adestrados onde o dono diz: “junto” e eles se juntam e abanam o rabo.

No emblema deles está escrito “Lealdade ao Governador” e eles são assim mesmo.

Mesmo que seja um “Zé Pedágio” da vida que manda eles baterem em policiais em greve e inclusive neles mesmos se paralisarem suas atividades e forem protestar.

E quem viu o Kassab falando sobre a greve da guarda civil metropolitana?

“Essa greve é ilegal e inoportuna e todos serão punidos”! Não é igualzinho ao Zé Pedágio”?

Coxinhas do meu Brasil Varonil.

Não sou hipócrita a ponto de considerá-los irmãos e chamá-los como tal, mas, lhes digo: “ABRAM OS OLHOS”!!!

Estamos todos no mesmo barco e ganhamos todos a mesma miséria cheia de gratificações.

E quando nos aposentamos saímos com uma “merreca”!

Não vão na conversa de oficiais pois eles não tem compromisso com as praças e com ninguém que não seja da casta deles!

Votem de acordo com o que vocês encontram em suas carteiras.

Lembrem-se de suas esposas e seus filhos que passam por diversas privações se vocês não se matarem de fazer bico.

E votem com consciência.

PSDB nunca mais.

O pinto é prá todos nós!

QUEREMOS VANDERLEI LUXEMBURGO COMO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA 25

“As pessoas me criticam por eu nunca ter conquistado uma Libertadores. Mas isso não me machuca. Dizem que para se vencer Libertadores tem de dar pontapé, praticar anti-jogo. Eu prefiro buscar esse título jogando futebol envolvente e bonito, como todas as minhas equipes têm demonstrado.”

Ele cobrará caro; por certo exigirá metade da arrecadação.

Contudo não nos criticará na “casa do inimigo”, tampouco empregaria  a “inteligência”  emocional da caserna chamando seu elenco de INÉPTO.

Quem quer apostar comigo que o “LUXA” seria melhor secretário de segurança do que PINTO, MARZAGÃO, SAULO, PETRELUZZI,  PEDRO  FRANCO DE CAMPOS e FLEURY FILHO …

Quem quer perder?

FUTURO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA

FUTURO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA

 

 

O SECRETÁRIO ESTÁ PREOCUPADO COM SEU FUTURO POLÍTICO E NÃO TEM CONHECIMENTO DE CAUSA POIS NESTE ASSUNTO ELE É PEDRA BRUTA, NEÓFITO NÃO SENDO SÁBIO, FICA OUVINDO UNS ALI OUTROS BOATOS ACOLÁ 24

Enviado por ZORRO FENIX  em 29/08/2009 às 4:01

BOM GOSTARIA DE ESCREVER POUCAS PALAVRAS:

 O POLICIAMENTO PREVENTIVO CABE A PM E A POLICIA CIVIL, TODOS ESQUECEM QUE NA VERDADE QUEM SEGUROU AS CADEIAS DAS DELEGACIAS QUANDO DAS REBELIOES DIARIAS FORAM OS MENBROS DO GARRA E GOE, QUE NA MAIORIA DAS VEZES FAZIAM BICO OU CUIDAVAM DE SEUS NEGOCIOS FAMILIARES E NAO ESTAVAM PREOCUPADOS EM TOMAR UMA NOTINHA, SALVO ALGUNS QUE ESTAVAM ALI DE PASSAGEM AGUARDANDO UMA OPORTUNIDADE DE IR PARA AS SECCIONAIS (SIG) OU CHEFIA OU DESCER PARA O PATRIMONIO, DIVECAR OU DIG TALVES CHEGAR NO DENARC.

 O IMPORTANTE É QUE O SECRETARIO ESTÁ PREOCUPADO COM SEU FUTURO POLITICO E NAO TEM CONHECIMENTO DE CAUSA POIS NESTE ASSUNTO ELE É PEDRA BRUTA, NEOFITO NAO SENDO SABIO, FICA OUVINDO UNS ALI OUTROS BOATOS ACOLÁ.

VERDADE É QUE PARA A POPULAÇAO O QUE ELES MAIS QUEREM É POLICIA NA RUA E POLICIA REPRESENTA O PODER COERCITIVO DO ESTADO SOBRE OS CIDADOES, ISTO FICA MELHOR APRESENTADO COM VIATURAS CARACTERISADAS HOMENS UNIFORMISADOS, O GOE JÁ TINHA ADQUIRIDO O RESPEITO DA MALANDRAGEM E OS BONS OLHOS DO POVO, ALIAS O DECAP É GRANDE O DEIC TEM UMA AREA DE ATUAÇAO ESTADUAL, ESTES GRUPOS REPRESENTAM O ESTADO E SAO BRAÇO FORTE DE SEUS DEPARTAMENTOS.

 A PM NAO DA CONTA DO RECADO, FICAR RETIRANDO VIATURA DA PM PARA ATENDER AS NECESSIDADES IMEDIATAS DA POLICIA CIVIL E DEIXAR A POPULAÇAO SEM NADA, SENHORES ESSES GRUPOS ALEM DE COMPLEMENTAREM O POLICIAMENTO PREVENTIVO E REPRESIVO NAS RUAS É DE MUITA UTILIDADE DURANTE APOIO AS NECESSIDADES DE CADA DEPARTAMENTO, LEMBRANDO SAO MAIS DE CEM DELEGACIAS NO DECAP, SAO INUMEROS POLICIAIS OU EQUIPES NAS RUAS TUDO PODE ACONTECER.

 PORQUE COMPLICAR COM INTRIGAS POLITICAS OU PESSOAIS EXEMPLO EU NAO GOSTO DO GOE PORUQE ELES SAO ALGO DEFERENTE, OU SAO UM BANDO DE GAROTOS QUERENDO SER HEROIS, SAO METIDOS, ARROGANTES, BOBOS…

 MEU NAO SEJA IPOCRITA NAO SEJA IGNORANTE, EU VOCE NOSSA FAMILIA PRECISAMOS DE POLICIA NA RUA DE ALGUEM QUE NOS AJUDE NO MOMENTO DE NECESSIDADE, BOM É ESTAR NA RUA DURANTE UM DIA LINDO OU UMA NOITE FRIA E VER UMA VIATURA SEJA DA PM DO GOE DO GARRA PASSANDO, TEMOS A SENSAÇAO DE QUE ALGUEM ESTA PERTO A NOS GUARDAR…

 SERÁ QUE NAO TEM HOMEM  QUE DIGA AO SECRETARIO É MELHOR TER E SABER USAR DO QUE ACABAR E DEPOIS TER QUE VOLTAR…

 O PSDB NAO APRENDE NEM NOS ERROS, CONTINUA ERRANDO E DEPOIS TEM QUE VOLTAR ATRÁS, SENHORES TUCANOS PAREM DE PENSAR NOS LUCROS, UM DIA O POVAO VAI CAIR NA REAL E AI QUANDO O POVAO LEVANTAR VAI CRIAR AS SS, OU A FORÇAS XXXX ( TRADUZINDO O X NO OCULTISMO, SATANISMO REPRESENTA A MORTE ), SENHORES MEMBROS E ADORADORES FILHOS DE BELIAL ESSA CONVERSA FURADA NAO VAI DAR CERTO TUDO MUDA E O PODER TAMBEM MUDA E PERMANECERÁ O FRUTO QUE FRUTO É ESTE, A DISCORDIA A DIVISAO A SUBTRAÇAO, PSDB PENSA QUE É MAIS CONTINUA NAO SENDO.

AFIRMAÇÃO GOZADA! ORA, EM DOIS MESES FERREIRA PINTO VIU AQUILO QUE GERALDO ALCKMIN NÃO VIU DURANTE OITO ANOS 7

O secretário afirma que, com as mudanças, os policiais civis vão ser mais cobrados por resultados.

Para ressaltar como considera importante a cobrança de resultados em sua gestão, Ferreira Pinto cita o caso do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), cujo comando foi trocado após apenas dois meses porque o “trabalho não estava a altura”.

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Com efeito, MARCO ANTÔNIO DESGUALDO foi o Delegado Geral de Mário Covas e  Geraldo Alckmin de 1998 a 2006.

Resistindo a vários escândalos e crises internas.

Dizem ser o maior especialista na investigação do denominado “CRIME REI” (  homicídio ),  tendo rebatizado e dado nova roupagem “ao velho auto de levantamento de local de crime”, hoje com o excêntrico nome RECOGNIÇÃO VISUOGRÁFICA.

Dizem, também,  que Desgualdo, quando investigador,  era o grande ídolo e a maior promessa da Delegacia de Homicídios do antigo DEIC.

É bacharel pela USP.

Ora, deve ser doloroso –   depois de permanecer oito anos como Delegado Geral  –  acabar, obliquamente, reputado como ineficiente.

Oito anos como Delegado Geral,  nove meses como diretor da Acadepol e  dois meses como diretor do DEIC.

Quantos meses resistirá como diretor do DHPP, cargo que ocupou  há mais de dez anos?

O SECRETÁRIO ANTONIO FERREIRA PINTO ACUSA ANTECESSORES DE COMODISMO, DE OMISSÃO DIANTE DA ABSOLUTA INÉPCIA E LETARGIA DA POLÍCIA CIVIL 5

São Paulo, sexta-feira, 28 de agosto de 2009
 
Editoriais

editoriais@uol.com.br

Inépcia e letargia

A SEGURANÇA pública no Estado de São Paulo vivia um período benfazejo, com mais notícias tranquilizadoras, como a queda da criminalidade, que preocupantes. Nos últimos tempos, velhas mazelas voltaram a inquietar, como a superlotação de presídios e um repique nos homicídios. Como se não bastasse, o secretário estadual, Antonio Ferreira Pinto, põe-se agora a desqualificar a Polícia Civil, corporação que chefia há apenas cinco meses.
“Resolver todos [os problemas] seria muita pretensão, mas não posso comodamente ficar no meu gabinete tendo ciência de todos esses fatos, uma situação de absoluta inépcia e letargia da Polícia Civil”, afirmou Ferreira Pinto, durante um debate.
Quem já necessitou dos serviços da Polícia Civil paulista terá testemunhado, em muitas situações, a ineficiência de setores da instituição, mais solicitada a cevar burocráticos inquéritos do que liquidar investigações. O equívoco do secretário está em fazer uma reprovação genérica, que alveja toda uma corporação com palavras impensadas, antes de colher resultados com ações e providências certeiras.
O deslize mostra-se mais preocupante porque o secretário provém da Polícia Militar, sempre em deletéria disputa com a civil. Arrisca, com ele, acirrar ânimos ainda acesos pelo confronto aberto das corporações na greve de 2008 da Polícia Civil.
A despeito da origem, Ferreira Pinto -que também integrou o Ministério Público e era próximo do ex-secretário Saulo Castro Filho- conquistou prestígio dentro e fora da corporação que agora afronta. Pesa a seu favor a drástica redução das rebeliões quando dirigia a Secretaria de Administração Penitenciária.
A Polícia Civil decerto precisa ser sacudida da letargia, mas o secretário chegou às raias da inépcia ao arriscar, de modo desnecessário, o prestígio acumulado em sua carreira meteórica no governo José Serra.

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Lembrando de inépcia e letargia: QUAIS OS RESULTADOS ACERCA DOS CRIMES DE PECULATO PRATICADOS DURANTE AS GESTÕES DE SAULO E MARZAGÃO.

QUEM SE LOCUPLETOU COM AS VERBAS DESTINADAS PARA “OPERAÇÔES SIGILOSAS”?

A NOSSA LETARGIA E INÉPCIA RESULTA DA CONSTATAÇÃO DE QUE A SECRETARIA VENDIA CARGOS, VENDIA PROMOÇÕES, VENDIA ABSOLVIÇÕES E EMBOLSAVA GRANDE PARTE DA PROPINA RECOLHIDA PELOS VALORO$O$…ORA, COM TANTA CORRUPÇÃO NO GABINETE QUEM SERÁ CAPAZ DE TRABALHAR COM DEDICAÇÃO POR UM SALÁRIO INCOMPATÍVEL COM AS EXIGÊNCIAS DO SERVIÇO POLICIAL 28

28/08/2009 – 08h10

Entidades reagem a afirmação de secretário de que a Polícia Civil de SP está em letargia

AFONSO BENITES
da Folha de S.Paulo

Representantes de dez entidades de policiais civis de São Paulo refutaram as declarações do secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, que disse que a Polícia Civil encontra-se em uma situação de “absoluta inépcia e letargia”.

A afirmação do secretário foi feita na quarta-feira (26) em um debate sobre segurança pública na Federação de Comércio, que tinha como plateia majoritária policiais militares e cadetes.

Presidentes e secretários de dez sindicatos e associações de classe enviaram uma nota à Folha na qual dizem que a afirmação de Ferreira Pinto é “improcedente e ofende a dignidade de toda a instituição policial civil”. O secretário foi procurado na noite de ontem para falar sobre as críticas, mas não foi encontrado.

No cargo há cinco meses, Ferreira Pinto iniciou reformulações na corporação, trocou diretorias e reduziu efetivos de alguns grupos especiais, como o Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) e o GOE (Grupo de Operações Especiais).

Para as entidades, as ações que estão surtindo resultado são de autoria do delegado-geral, Domingos Paulo Neto, e não do secretário. “Ele não pode ignorar o esforço que o atual delegado-geral vem desenvolvendo e que já demonstra visíveis resultados na apuração dos delitos ocorridos”, dizem.

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Inéptos e letargicos  –   DE TANTA PINGA  –  foram alguns Promotores que passaram pelo Gabinete.

O Secretário foi infeliz nas palavras; não será dessa forma que irá obter cooperação.

DOUTOR FERREIRA PINTO, O CURSO SUPERIOR DE POLÍCIA PARA DELEGADOS SERVE APENAS COMO OBSTÁCULO PARA AQUELES NÃO PERTENCENTES AO PANELÓDROMO DA DGP E AO CÍRCULO DE PARENTES, AMIGOS E CONTRIBUINTES DE SECRETÁRIOS DE SEGURANÇA 9

O  curso superior de polícia desde que, através de mandado de segurança, foi derrubado o pré-requisito  de  figurar o Delegado 1ª classe  na primeira metade da lista classificatória, salvo melhores e abalizadas opiniões, apenas trouxe prejuízos em desfavor da carreira dos Delegados, conseqüentemente, a toda Polícia Civil.

Ora, em cada turma de Delegados inscritos já se vislumbra quem acabará promovido, de regra: aqueles com muita corrida interna e externa; lotados nos grandes departamentos especializados.  

Quem freqüenta esse curso por quase um ano?

DELEGADOS BEM ESTRUTURADOS FINANCEIRAMENTE…

Residentes na Capital ou cercanias.

Quantos do interior – que vivem exclusivamente da Polícia – poderiam arcar com os custos com transporte, estadia e alimentação?

Ah,dizem que há ajuda de custo!  Mas quanto e quando é paga tal ajuda?   

Talvez fosse melhor acabar com o curso,  enquanto requisito imprescindível para a promoção por merecimento,  assim Vossa Excelência encontraria dezenas de Delegados, verdadeiramente, merecedores da classe especial, mas que nunca tiveram  oportunidade e possibilidade financeira para freqüentar tal curso.

Com efeito, SE TAL CURSO FOSSE FUNDAMENTAL não haveria 1a. classe comissionado em cargo privativo de classe especial, como é o caso de muitas Seccionais e Divisões de Departamentos.

Para ilustrar: determinado Delegado frequentava o curso exibindo – debochadamente –  sua FERRARI. 

O DELEGADO GERAL DEVE DETERMINAR A REMESSA DE TODO “ACERVO INQUSITORIAL” PARA AS CORREGEDORIAS AUXILIARES…CUIDA QUE O FILHO É TODO TEU! 7

Com efeito, no interior cerca de 90 % dos procedimentos de competência das corregedorias auxiliares dos DEINTER , estão sob a responsabilidade de Delegados titulares de municípios ou distritos. Ou seja, inquéritos, apurações preliminares, sindicâncias,  processos administrativos e meras cartas precatórias acabaram distribuídos para autoridades sem quaisquer vínculos com a Corregedoria.

O Delegado Geral, rotineiramente, nomeava os presidentes de processos admistrativos; em atendimento aos pedidos dos Corregedores assoberbados de feitos.

Assim  –  em face da motivação que subordinou a Corregedoria diretamente ao Excelentíssimo Secretário de Segurança –  tudo que diz respeito às atividades correcionais DEVERÁ SER IMEDIATAMENTE REMETIDO PARA A RESPECTIVA CORREGEDORIA AUXILIAR. 

FRESCAS DA RÁDIO CORREDORIA 84

BOA TARDE, PESSOAL,
 
MAIS NOTÍCIAS DA RÁDIO CORREDOR…
 
A MESMA CORREGEDORIA QUE AGE COM TANTA TRUCULÊNCIA, QUANDO VAI DAR UMA CANA EM UMA ESCRIVÃ DO PLANTÃO (JURO QUE EU QUERIA VER ESSES MACHÕES FAZEREM O QUE FIZERAM COM ELA, COM UM RECOLHA DO DEIC OU DA SECCIONAL CENTRO), MANDA UM BANDO DE COMPREENSIVOS CORDEIRINHOS, QUANDO A BRONCA É COM DELEGADO (DESDE QUE ELE NÃO SEJA CALÇA BRANCA OU DESAPADRINHADO, É CLARO)!
 
MEU COMPETENTE RADIALISTA ME CONTOU QUE, UM DELEGADO DO 13o DP (CASA VERDE – AQUELE QUE FICA NO TÉRREO DA SECC NORTE – ONDE TRABALHOU A DELEGADA DO TROFÉU, SE LEMBRAM????), PROTAGONIZOU UM “DUPLO DISPARO ACIDENTAL”(?????), BEM EM CIMA DO CUNHADO, QUANDO ESTE SAIA DO BANHO !!!!!!
 
POIS É, ESSA BESTEIRINHA, FOI REGISTRADA COM UM RDO DE PRESERVAÇÃO DE DIREITOS!!!!!!!!!!!!!!!!
 
PUXA, QUASE QUEIMEI, OS POUCOS NEURÔNIOS QUE ME RESTAM, E NÃO CONSEGUI ENTENDER COMO CONSEGUIRAM TIPIFICAR ISSO EM UM RDO NÃO CRIMINAL……
 
MAS, ME CONFORMEI…
 
AFINAL, SEI NÃO TENHO, NEM UM MILÉSIMO DA COMPETÊNCIA OU DA AMPLA VISÃO DE LEGALIDADE, DE UM COLEGUINHA DA CORRÓ, NÉ??????
 
PS: PRÁ PROVAR QUE ESTOU SEMPRE PRONTA A APRENDER E ILUSTRAR A MINHA IGNORÂNCIA, CAÇEI O RDO:
 
NR ….. – REGISTRADO NO DIA 23/08 – NO 24o DP (APESAR DO FATO TER OCORRIDO NA ÁREA DO 62o DP) – NATUREZA: OUTROS – NÃO CRIMINAL…
 
LEIAM, É UMA VERDADEIRA AULA DE DIREITO PENAL: 2 TIROS ACIDENTAIS DE 45 – CONTRA O CUNHADO QUE HAVIA ACABADO DE SAR DO BANHO E AINDA ESTAVA DE ROUPÃO….
 
RSRSRSRS
 
ELE DEVE TER UM PADRINHO E TANTO! 
 
QUER SER MEU PADRINHO, DR GUERRA???

( angel )

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Angel , melhor você morrer pagã. Ter um padrinho como eu não é “auspicioso”.

Quanto ao boletim em questão melhor seria  permanecer silente, todavia vislumbro  UMA PRESERVAÇÃO DE DIREITOS EM FACE DE EVENTUAIS ABUSOS POR PARTE DA CORREGEDORIA…

Talvez para evitar que fosse inventado UM FLAGRANTE  SUBSEQÜENTE À  APRESENTAÇÃO ESPONTÂNEA…

Consignando-se que o boletim foi  subscrito pela autoridade da Unidade em que a parte ( Delegado ) compareceu, sem prejuízo das posteriores providências da Corregedoria.

Quanto aos fatos relacionados à escrivã, queria ver o Delegado da Corregedoria  –   desafio qualquer um deles  –  metendo a mão na vagina da esposa do Law Kin Chong, do Abadia ,  do  “El Negro” ;  de qualquer chefão da contravenção ou do PCC.

O SECRETÁRIO DEVE REFORMULAR OS CRITÉRIOS PARA A INSCRIÇÃO E ADMISSÃO AO CURSO SUPERIOR: PRIVILÉGIO DE BACANAS OU ENCOSTADOS… DELEGADO DURANGO DO INTERIOR NÃO PODE FAZER O CURSO E MORRE NA 1ª CLASSE 4

DELEGADOS DEIXAM CURSO COM PMS E ACABA INTEGRAÇÃO EM SP
 
Quinta-Feira, 27 de Agosto de 2009 | O Estado de S. Paulo
 
Secretário critica decisão e defende ampliação da formação conjunta
 
A integração das Polícias Civil e Militar de São Paulo acabou. Dez anos depois de sua adoção, o projeto que previa a união dos centros de comunicação, formação conjunta nas academias e delegados e capitães dividindo salas se desfez paulatinamente. O mais novo golpe contra a integração, uma alternativa à unificação das polícias criada no governo Mário Covas (PSDB), foi dado pela cúpula da Polícia Civil. Ela decidiu abandonar o curso de formação integrado de delegados e oficiais, símbolo maior da política que é parte do plano do governo.
“A integração morreu, está morta”, disse o presidente da Associação dos Delegados de São Paulo, Sérgio Roque. Trata-se, segundo ele, de um cadáver insepulto, pois ninguém no governo assume o atual fracasso do que era um dos pilares da política de segurança pública do Estado. A rivalidade entre as instituições e os conflitos sobre o futuro das carreiras policiais ajudaram a torpedeá-la.
Em junho, a cúpula da Polícia Civil fez um estudo para justificar a separação do Curso Superior de Polícia (CSP). Com duração de um ano, o curso é condição para que o policial seja promovido para o último degrau das carreiras policiais – delegado de classe especial ou coronel. Os seis primeiros meses são feitos em separado. O segundo semestre era integrado, com aulas na Academia da Polícia Civil e no Centro de Aperfeiçoamento e Estudos Superiores (Caes) da PM. Assim ocorria desde 2001, mas, neste ano, a Polícia Civil descobriu que a prática era cara e sem sentido.
Assinado pelo delegado-geral adjunto, Alberto Angerami, o relatório que condenou a integração diz que a parte conjunta do curso teria atividades de pouco interesse para os civis. Como autoridades policiais, não faria sentido aos delegados aprender em conjunto com os oficiais. O fim da integração reduziria o CSP para seis meses, o que significaria uma economia de R$ 64 mil para o Estado, o equivalente a 3,5 carros populares. Os 15 delegados que faziam o curso foram avisados sobre o fim das aulas na PM e só devem entregar a monografia no fim do ano.
DESGASTE
Delegados ouvidos pelo Estado dizem que há algumas razões para o encerramento da formação conjunta. A primeira delas é que o clima entre as corporações piorou muito depois do conflito em frente ao Palácio dos Bandeirantes durante a greve da Polícia Civil em 2008. “O clima azedou por completo”, disse Roque, um dos líderes da greve e homem próximo da atual cúpula da Polícia Civil.
O segundo motivo seria o fato de os delegados acusarem a PM de bombardear a Proposta de Emenda Constitucional 549 (PEC), que transformaria o delegado em carreira jurídica, com vencimento idêntico ao do Ministério Público – hoje o salário de delegado é vinculado ao dos oficiais. “O lobby da PM bombardeou a PEC no Congresso. Um dos argumentos que eles usaram para derrubá-la foi que faziam o curso superior de polícia com a gente”, disse um delegado que está no CSP.
A decisão de romper a integração pegou a PM de surpresa. No Caes as vagas no curso estavam à espera dos delegados. Quando ninguém apareceu em julho, o diretor de Ensino da PM, coronel Luiz Roberto Arruda, encaminhou documento ao comandante da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, dizendo que parar a integração era repetir erros do passado, “quando se entendia que comprar viaturas era mais importante que capacitar recursos humanos da polícia”.
Camilo procurou o secretário da Segurança, Antônio Ferreira Pinto. Por escrito, o secretário disse que os argumentos da Polícia Civil eram “inconsistentes e pífios”. Ele lamentou que delegados “desprezem uma sadia integração” e disse que, em vez de ocorrer só no CSP, ela devia começar nas academias de formação dos novos delegados e oficiais. Por fim, Ferreira Pinto indicou que vai regulamentar a questão em 2010, pois não havia até agora resolução ou decreto que instituísse a obrigatoriedade do curso conjunto.
‘É um retrocesso’, diz coronel da PM
Classe defende ensino conjunto para melhorar segurança pública
O presidente do Clube dos Oficiais da Polícia Militar, coronel Luiz Carlos dos Santos, defendeu ontem a continuidade da formação integrada de coronéis e de delegados de classe especial. Ao lado do ex-comandante-geral da PM Carlos Alberto de Camargo, Santos afirmou que a posição da Polícia Civil “é um retrocesso”. A convivência no Curso Superior de Polícia (CSP) entre pessoas que vão, em breve, comandar as duas instituições é considerada fundamental por Santos e Camargo.
A integração facilitaria o planejamento conjunto, tornaria mais eficiente a aplicação de recursos e evitaria desentendimentos e rivalidades que prejudicam a segurança pública. “Pensamos a polícia como uma área de conhecimento científico, não como alternativa de concurso público para bacharel em Direito”, disse Camargo.(grifo nosso)
Além deles, o comandante do clube dos oficiais da reserva da PM, coronel Hermes Bittencourt Cruz, também defendeu a integração. “A PM deseja a integração e não criará empecilho a essa política. Nós não criaremos problemas para o governo ou para a sociedade”, disse.
Inaugurada em 1999, a integração serviria para melhorar o desempenho das polícias. A primeira medida foi a compatibilização das áreas de delegacias e companhias da PM. Delegados e capitães se tornaram responsáveis por um mesmo território, onde planejavam em conjunto o combate ao crime.
Reuniões trimestrais comandadas pelo então secretário Marco Vinicio Petrelluzzi eram feitas para cobrar o cumprimento de metas de queda nos crimes. Quem não trabalhava em conjunto não era promovido. “A conjuntura da época nos fazia crer que a integração faria a polícia mais eficiente”, disse Petrelluzzi. Em 2001, os comandos das polícias e a secretaria passaram a ocupar um mesmo prédio, no centro de São Paulo, para que o exemplo fosse seguido pela base. Em vez disso, a integração ficou estagnada e até o edifício no centro foi esvaziado pela PM.

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Poderiamos dizer quase a mesma coisa: A POLÍCIA NÃO DEVE SER VISTA  COMO  MERA ALTERNATIVA DE CONCURSO PÚBLICO PARA QUEM COMPLETOU O ENSINO MÉDIO E BUSCA UMA CONFORTÁVEL CARREIRA DE OFICIAL  –   SEM A NECESSIDADE DE ESTUDAR CINCO ANOS INVESTINDO TEMPO E DINHEIRO COMO TODOS OS DEMAIS MORTAIS –  GANHANDO VENCIMENTOS SEM CONTRAPRESTAÇÃO, MAIS  SUBSÍDIOS PARA  LIVROS, TRATAMENTO DE SAÚDE, APARELHOS ORTODÔNTICOS E  CONTAGEM DO TEMPO DE FORMAÇÃO COMO EFETIVO EXERCÍCIO…

O OFICIALATO PARA A GRANDE MAIORIA É UMA GRANDE MAMATA…

UMA EXCELENTE ALTERNATIVA PARA QUEM NÃO É CHEGADO AO BATENTE…

NA ACADEMIA JÁ SÃO INICIADOS NA ARTE DE ENGANAR A SOCIEDADADE…

UMA CASTA BEM REMUNERADA APENAS PARA ESTUDAR.

A excelência fica por conta  –   como tudo nesta terra miserável –  de um  pequeno número de abnegados. 

Por último, que ciência policial  é essa que os estudiosos torturam , matam e, também, se deixam corromper?

Que ciência  é essa que se presta para a bajulação de políticos em troca de cargos ou para a  gestão de  firmas de segurança de duvidosa confiabilidade.  

Dez policiais são investigados por ligação com jogos de azar 6

Operação prendeu seis pessoas e apreendeu mais de 700 caça-níqueis em 8 cidades

Bruno Tavares e José Maria Tomazela

Pelo menos dez policiais civis e militares são investigados por participação na máfia do jogo que atuava no interior de São Paulo. O esquema foi desarticulado na manhã de ontem com a prisão de seis pessoas – entre elas o homem apontado como o chefe da quadrilha – e a apreensão de mais de 700 máquinas de videobingo e caça-níqueis em oito cidades. Corregedores das Polícias Civil e Militar acompanharam a operação e trabalham agora para identificar o grau de envolvimento de cada um dos policiais com o bando. A maioria trabalha em delegacias e unidades da PM no interior e na Grande São Paulo.

A investigação, coordenada pelo delegado Wilson Negrão, da Delegacia Antissequestro de Sorocaba, e por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), teve início em abril do ano passado. “Em vez de apenas recolher as máquinas ilegais, resolvemos concentrar esforços em descobrir quem comandava a jogatina na região”, assinalou o delegado. Com autorização da Justiça, os investigadores interceptaram dezenas de telefones fixos e celulares. Também localizaram seis grandes casas de jogos em Sorocaba, que funcionavam como cybercafés de fachada. “Nos fins de semana, pessoas vinham de vans e micro-ônibus para jogar nesses lugares. Alguns eram tão grandes que pareciam cassinos”, disse Negrão.

Os negócios da quadrilha haviam se diversificado. Investiam tanto em máquinas simples, instaladas em bares para apostas de baixo valor, quanto em sistemas sofisticados, destinados às casas luxuosas, apelidadas pelos integrantes do bando de “cassinos”.

Ao todo, a 2ª Vara Criminal de Sorocaba expediu 14 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão em Sorocaba, Votorantim, Araçoiaba da Serra, Itu, Mairinque, São Roque, Tatuí e Itapetininga. Além dos equipamentos, foram apreendidos R$ 43 mil em dinheiro. Dos 14 decretos de prisão, seis haviam sido cumpridos até a noite de ontem. Oito pessoas permaneciam foragidas.

Uma das lideranças do jogo seria Hélio de Jesus Soeiro, o Maranhão Café, candidato a vereador por Sorocaba nas eleições de 2004. Segundo a polícia, ele coordenava a distribuição das máquinas e o jogo do bicho na região de Sorocaba. Soeiro teria como braço direito Mário Celso dos Santos Teixeira. Os outros quatro presos – Pablo da Silva Dias, Daiane Cristina de Oliveira Vidal, Indiara Cristiane da Silva e o PM aposentado Nestor Ferreira – cuidavam do setor financeiro, atuando como gerentes e contadores do bando. Com o ex-PM foi encontrada uma pequena porção de maconha.

A partir de agora, policiais e promotores têm dois objetivos: localizar os foragidos e aprofundar as investigações, tanto sobre a participação dos policiais quanto dos demais acusados. Parte das provas obtidas na primeira fase da apuração deve ser usada para responsabilizar os policiais já identificados.

O secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, vinha acompanhando de perto o trabalho da polícia no caso. Ontem, após o término da operação, Ferreira Pinto viajou até Sorocaba para parabenizar os policiais e verificar os resultados da blitz, que mobilizou 370 policiais civis e militares.

SANTO ANDRÉ

A ação de Sorocaba contrasta com outras regiões do Estado. Em Santo André, por exemplo, foi preciso que a Corregedoria da Polícia Civil fizesse uma operação em conjunto com o Gaeco da cidade para fechar os bingos que operavam na cidade. Corregedores e promotores apreenderam R$ 180 mil que estavam nos cofres das casas, máquinas e até mesmo material usado para falsificar CDs. A ação da corregedoria ocorreu na segunda-feira com base em mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Em site na internet, os corregedores constataram que bingueiros convidavam jogadores para frequentar as casas em Santo André, pois ali não haveria repressão policial. A blitz ocorreu depois que dois investigadores, dois policiais militares e um dono de bingo foram assassinados a tiros, supostamente por integrantes da máfia do jogo.

POLICIAIS QUEREM POLÍCIA ÚNICA E CIVIL 7

Pesquisa revela que Policiais querem polícia única e civil

Dois terços dos praças e oficiais das Polícias Militares do país defendem mudanças no modelo de polícia e mais da metade dos policiais civis e militares prega a unificação das corporações. Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Ministério da Justiça, sobre policiais, guardas municipais, bombeiros e agentes penitenciários do país.
Com 64.130 questionários respondidos, a pesquisa O Que Pensam os Profissionais de Segurança Pública, no Brasil, será divulgada hoje, em Brasília. As respostas ajudam a compreender e a interpretar a atuação das polícias no país.

Ao responderem a pergunta “Qual o modelo ideal de polícia?”, 35% defenderam a unificação das corporações, longe da disciplina e do rigor militar, e 15% manifestaram-se pela criação de uma única polícia militarizada. Mas a maioria (50%) defende uma nova e única polícia. Atuação condicionada a um determinado tipo de crime foi defendida por 12%.

Para Marcos Rolim, professor de Direitos Humanos do Centro Universitário Metodista do Rio Grande do Sul (IPA) e um dos três pesquisadores responsáveis pelo estudo, o fato de a metade defender a unificação deve ser interpretado com cautela.

– Em todo mundo moderno, a tendência é diversificação de polícias, criando mais outras forças. As polícias enormes, pesadas, são ineficientes e difíceis de administrar – opina Rolim. Para o pesquisador, os dados indicam “necessidade de mudança”.

– A constatação mais importante é que os policiais não estão satisfeitos com o modelo de polícia existente – opina Rolim.
Diretor da Academia da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Acadepol), delegado Mario Wagner acredita que os resultados indicam necessidade de se repensar as polícias.

– As polícias hoje precisam defender as garantias individuais do cidadão, nas suas relações entre si. É uma mudança de foco no sentido de se buscar uma prestação de serviços mais eficiente – pondera o delegado.

Com 29 anos de dedicação à Polícia Civil, Wagner defende a preservação da identidade das duas corporações bicentenárias:

– Juntar as duas identidades, agora, seria um fracasso.

O conteúdo de algumas respostas é revelador. Ao responderem, por exemplo, o que fariam se flagrassem um colega recebendo propina, 42% disseram que conversariam e pediriam que o parceiro não fizesse mais e 25% fingiriam não terem visto a cena – ou seja, 65% não prenderiam em flagrante o corrupto. Um em cada cinco denunciaria o companheiro de corporação e apenas 2% pediriam para dividir a propina.

– Fica evidente as limitações de formação e de compromisso moral de parte dos policiais brasileiros – alerta Rolim.

Fonte: Zero Hora

A ADMINISTRAÇÃO TRATA POLICIAL COMO LIXO…MAS HÁ QUEM OS CULPE PELA LETARGIA…PELA INÉPCIA 20

Estudo mostra insatisfação de policiais

Números revelam também condição preocupante de trabalho

Fernanda Aranda

Pesquisa inédita realizada a pedido do Ministério da Justiça (MJ) deu voz aos policiais brasileiros e encontrou altos índices de insatisfação com o modelo de gestão da segurança nacional, além de números que revelam condições de trabalho preocupantes. Foram ouvidos 64.130 homens das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, da Guarda Civil e agentes do sistema penitenciário. Um em cada cinco afirmou já ter sido torturado em serviço e mais da metade (53,9%) disse ter sofrido humilhações de superiores. Uma parcela ainda maior, 72,2%, reconheceu que há mais rigor com as questões internas – como exigir botas perfeitamente engraxadas – do que com fatores que afetam, de fato, a segurança pública.

O estudo entrevistou os participantes com a aplicação de questionários virtuais entre abril e maio. Os pesquisadores, ligados ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública, identificaram que 69,8% de cabos, praças, sargentos, delegados, agentes e oficiais querem mudanças no modelo institucional e, na avaliação dos autores, a origem das reivindicações está atrelada também à vitimização da profissão, mapeada de forma pioneira na enquete.

Um dos dados encontrados é que 20,5% sofreram tortura. Apesar do questionamento sobre a utilização dessa prática não ter contemplado só agressão física mas também tortura psicológica, a pesquisa ressalta que não pode ser desconsiderado que a violência é ainda um “instrumento pedagógico” nas instituições policiais. Os pesquisadores ressaltaram que “o sofrimento mental pode ter inflacionado o porcentual de respostas afirmativas, no entanto, essa teoria é enfraquecida porque no mesmo questionário foi abordado quantos deles sofreram humilhação”, o que seria só assédio verbal. Nesse caso, o índice encontrado foi muito maior: 53%.

As taxas de tortura são mais altas entre PMs e bombeiros – 26,7% e 25,9%. “A impressão de que o militarismo favorece o próprio policial caiu por terra com a pesquisa”, afirma Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes e autora da publicação. “E não é só a arquitetura da gestão que é questionada. Os policiais são os primeiros a serem críticos com o próprio desempenho, sabem que a segurança não vai bem.”

Luiz Eduardo Soares – outro autor da pesquisa e ex-secretário Nacional de Segurança Pública – acredita que o atual modelo herdado da época da ditadura é arcaico para o contexto atual e “essa sensação está na prática”. Para ele, “o sentimento de vitimização encontrado é uma das essências que o próprio molde de gestão acarreta”.

CIVIS

Ainda que os militares tenham se mostrado mais sensíveis, as críticas também aparecem na instância civil. Entre eles, os índices de ameaça no serviço, discriminação e até assédio sexual foram o maiores do que os detectados em militares.

O advogado Roger Franchini (que acaba de lançar o livro Ponto Quarenta, Polícia Civil para leigos) desligou-se da Polícia Civil em 2008, após seis anos no posto de investigador de São Paulo. Agora, está à vontade para criticar o modelo que precisou seguir. “Os meus treinamentos de tiro, por exemplo, eram feitos sem proteção auricular, porque diziam que eu tinha de me acostumar com aquilo”, cita como um dos exemplos. “Há uma exigência de ultrapassar o limite físico, sem contrapartida de salários dignos. O estresse aumenta porque para o policial a ameaça, constante, de perder o emprego parece mais grave. Se você é mandado embora, não há como procurar trabalho em outra delegacia, as portas fecham para sempre.”

Franchini diz ter sido repreendido pela polícia por enviar uma carta a um jornal criticando a estrutura da academia. Um inquérito de prevaricação foi instaurado contra ele (já arquivado) e um processo de crime de opinião política por causa disso está em andamento.

Regina Mikki, diretora da Secretaria Nacional de Segurança Pública, ligada ao MJ, disse os dados encontrados “servirão de ponto de partida para a criação de grupos de trabalho para aperfeiçoar a condição de trabalho das polícias”. O secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, acredita que os indicadores servem para sustentar o debate prático, e não só acadêmico, da necessidade de mudança.