PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO (ADPESP)
Sergio Marcos Roque
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A nova sistemática de atendimento |
O AUTORITARISMO SE REVELA PELA RECUSA EM DELEGAR PODERES, RECUSA DE SUGESTÕES , CRENÇA DE SUPERIORIDADE E INFALIBILIDADE…
FRUTO DO EGOÍSMO TÍPICO DE QUEM NÃO QUER VER O “STATUS” DIMINUIDO. ( do blog )
Pelo projeto em fase final de concepção, pronto para execução em poucas semanas, expressiva estrutura policial civil, hoje contingenciada apenas para registro das notícias de crimes, será, agora, empregada unicamente para a tarefa de investigação criminal. Serão equipes com delegados, investigadores, escrivães e demais policiais, que terão como encargo o esclarecimento dos crimes e a prisão dos respectivos autores.
Não haverá fechamento de delegacias, pois em todas haverá equipe de atendimento ininterrupto ao cidadão. Todavia, em algumas unidades existirá uma estrutura material e humana mais ampla para a lavratura de atos mais complexos. A igualitária distribuição de tarefas garantirá ao policial civil a fruição regular de férias e demais afastamentos legais, melhorando sua qualidade de vida.
O projeto traz, ainda, outra novidade: uma ferramenta de investigação criminal desenvolvida a partir de um modelo concebido pelo FBI, denominado Violent Criminal Apprehension Program (Vicap). Trata-se de um relatório de coleta e análise de informações criminais, elaborado no próprio local do crime pela equipe de investigação designada para o caso.
Com isso, diante da notícia de um crime que exija investigação imediata ou que deixe vestígios (por exemplo, um estupro ou um furto de residência mediante arrombamento), será obrigatório o deslocamento de uma equipe de policiais civis até o local, com o objetivo de colher informações da vítima e testemunhas, identificar possíveis suspeitos para interrogatório, descrever o cenário do delito e, após esse trabalho, elaborar um relatório pormenorizado de tudo que observou e apurou.
Esse relatório minucioso, auditado pelos superiores do policial que o assinar, será convertido, depois, em planilha eletrônica que alimentará os bancos de dados de tipos de crimes e criminosos, de características de vítimas e locais, bem como de “modus operandi”, os quais, abastecidos continuamente, representarão valiosa fonte de informações cruzadas, importantes para desvendar os crimes de autoria desconhecida.
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O superior não irá ler ou auditar a grande maioria desses relatórios, MAS EXIGE-SE A CHANCELA DO “SUPERIOR”.
Ora, o responsável pelo relatório deveria , imediatamente, alimentar o banco de dados…E PONTO FINAL.
Se não tem competência para o menos, não tem competência para o mais: LEVANTAR O LOCAL DO CRIME.
E com certeza, para fins de auditamento, o tal ” superior” não será o INVESTIGADOR-CHEFE.





29/09/2009 – 13h04
