MUDANÇAS NA POLÍCIA CIVIL 15

Secretaria da Segurança troca chefes da Polícia Civil

Pasta promove mudanças nas chefias dos principais departamentos da Polícia Civil de São Paulo

BRUNO TAVARES, bruno.tavares@grupoestado.com.br

A cúpula da segurança pública de São Paulo promoveu mudanças nas chefias dos principais departamentos da Polícia Civil. Ao menos cinco delegados da capital e do interior foram substituídos ou remanejados para outros cargos. As trocas acontecem às vésperas de o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, completar seu primeiro ano no cargo.

Assim que assumiu a pasta, em março de 2009, Ferreira Pinto promoveu uma série de mudanças na cúpula da Polícia Civil, nomeando inclusive um novo delegado-geral, Domingos de Paulo Neto. O objetivo à época era chacoalhar a instituição, bombardeada por acusações de corrupção. A estratégia traçada pelo secretário era montar uma primeira equipe e, a partir dos resultados apresentados por cada um dos departamentos, avaliar a necessidade de ajustes e “promoções”.

É o caso do delegado Eduardo Hallage, que deixará o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) para assumir o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), unidade a que estão subordinadas os 93 distritos policiais da capital. Hallage chegou ao Denarc no momento em que policiais do departamento eram acusados de extorquir dinheiro do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia e de seu compatriota, o também traficante Ramon Manuel Yepes Penagos, o El Negro.

De pronto, Hallage determinou a substituição de 200 policiais. Um ano depois, exibe aumento de apreensões de todas as drogas, com exceção da maconha – a apreensão de ecstasy foi a que mais subiu, saltando de 1.291 comprimidos, em 2008, para 7.777, no ano passado. Para o lugar de Hallage, o escolhido foi Marco Antonio de Paula Santos, que teve seu trabalho bem avaliado à frente do Decap.

O novo chefe do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), responsável pelas delegacias da região metropolitana, será o delegado Marcos Carneiro Lima. Com passagens pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria, Carneiro Lima teve papel destacado na greve deflagrada pela Polícia Civil em 2008. O atual diretor do Demacro, Élson Alexandre Sayão, vai comandar o Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird), órgão que já havia chefiado no passado. O novo encarregado pelo Departamento de Inteligência Policial (Dipol) será o delegado Edmur Ercílio Luchiari, que estava na Academia de Polícia Civil.

Os trocas não se limitam aos departamentos da capital. Para o Departamento de Polícia Judiciária do Interior 9 (Deinter-9), responsáveis por todas as delegacias da região, foi escolhido Odovaldo Mônaco, que na década de 90 esteve na Corregedoria.

NOVA EDIÇÃO DA DANÇA DAS CADEIRAS DE SAMPA 28

Subject: NOVA EDIÇÃO DA DANÇA DAS CADEIRAS DE SAMPA

QUERIDO DR GUERRA,

BOA TARDE,

ANTES DE MAIS NADA, QUERO LHE DIZER QUE LHE DESEJO UM E S P E T A C U L A R 2010!

E, PRINCIPALMENTE, QUE O SENHOR CONTINUE NOS ALENTANDO COM O FLIT!!!!!!!!!!!

SOUBE, AGORA, PELA MINHA INFORMANTE QUE:

1- O DR HALLAGE, AMANHÃ, ASSUMIRÁ O DECAP.

2- O DIRETOR DO DECAP – DR MARCO ANTONIO PEREIRA NOVAIS DE PAULA SANTOS, ASSUMIRÁ O DENARC.

3- O DR SAYÃO ASSUMIRÁ A CORREGEDORIA (NÃO SEI SE RIO OU SE CHORO!!!!!!!!!!!!!!!!) – A CIDINHA VAI PRA NASA!

NOVAS MUDANÇAS VIRÃO, PORÉM. AINDA NÃO AS CONFIRMEI.

QUANTOS DESGASTES  CUSTA UMA ELEIÇÃO??????????????

BEIJOS,

AMALIA.

FALECIMENTO DO CORONEL ERASMO DIAS… Erasmo Dias será velado durante a madrugada na Assembleia Legislativa de São Paulo. O enterro será nesta terça-feira (5) no cemitério Paquetá, em Santos 17

Dr. Flit, falando em militar…

Morre aos 85 anos o coronel Erasmo Dias

Ex-secretário de Segurança estava internado desde o dia 2. Coronel ficou conhecido por ter liderado invasão à PUC-SP.

Do G1, em São Paulo

Morreu na noite desta segunda-feira (4) em São Paulo o coronel Erasmo Dias, aos 85 anos. O ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, de acordo com a família, estava internado desde o dia 2 no Hospital do Câncer, na capital paulista.

O coronel ficou conhecido por ter liderado uma invasão à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 22 de setembro de 1977, onde uma reunião de estudantes pretendia refundar a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Formado em História pela Universidade de São Paulo (USP) e bacharel em Direito pela Universidade Guanabara, Dias assumiu a Secretaria de Segurança em São Paulo entre março de 1974 e março de 1979, durante o governo de Paulo Egídio Martins.

Posteriormente foi deputado federal, deputado estadual e, por fim, vereador do Partido Progressista (PP) pela cidade de São Paulo.

Erasmo Dias será velado durante a madrugada na Assembleia Legislativa de São Paulo. O enterro será nesta terça-feira (5) no cemitério Paquetá, em Santos.

_________________________________________

Nosso respeito pelo ser humano ERASMO DIAS; como eu e você sujeitos ao embrutecimento decorrente de  formação tal qual a  militar noutras épocas:  

Fanática, vil, embrutecida ,  burra e DESONESTA.

Nossos sentimentos pelo sentimento dos familiares e amigos do Coronel. 

Mas neste palco não há perdão para quem foi julgado como traidor da dignidade humana; empregando o aparelho policial civil como instrumento de corrupção, tortura e mortes. 

Erasmo Dias tinha como princípio capital: NUNCA SE CONFESSA ALGO QUE NÃO SEJA ENGRANDECEDOR.

Segundo tal artigo de fé: JAMAIS DIGA QUE ERROU…

NUNCA REVELE UM PECADILHO, UMA FRAQUEZA POR MENOR QUE FOSSE.

Fale apenas das SUAS VIRTUDES…

Como não as tinha fazia duas coisas: MENTIA E DAVA CONSELHOS!

Ah!, ele,  como  quase todos de nós,  gostava de um “jotinha”.

Melhor, nós gostamos de um jotinha; ele gostava  de JOTÃO!   

O TERRORISTA DA EXTREMA DIREITA

05/01/2010 at 1:23 ( octagon )

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO descobre servidores recebendo sem trabalhar 8

Consultor Jurídico

Texto publicado segunda, dia 4 de janeiro de 2010

Notícias

TJ-SP descobre servidores recebendo sem trabalhar

Ver autoresPor Fernando Porfírio

O Tribunal de Justiça de São Paulo descobriu há dois meses que 4,8 mil servidores estavam recebendo vencimentos sem trabalhar. O expediente usado para burlar a burocracia da corte eram licenças médicas irregulares. O número de fraudadores representa mais de 10% dos funcionários em atividade na Justiça Estadual, que hoje conta com cerca de 44 mil servidores.

A fraude foi descoberta pela Coordenação de Saúde da corte paulista. O que despertou a atenção dos desembargadores e técnicos foi o número crescente de pedidos de licença médica e o tempo de prorrogação da maioria delas. Em alguns casos, o prazo já tinha chegado a cinco anos de afastamento do servidor. Depois de cruzar informações com a Secretária Estadual da Saúde, o tribunal descobriu o volume de licenças. O anunciou foi feito nesta segunda-feira (4/1), durante a posse do novo presidente do TJ paulista, desembargador Vianna Santos.

Havia até casos de servidores que foram descobertos morando e trabalhando no exterior — um em Miami (EUA) e outro em Madri (Espanha) — e sendo pagos pelo erário paulista. Em um outro desvio, uma servidora que gozava de licença saúde foi pega trabalhando em um hospital. Outra funcionária usava como expediente assediar sexualmente o médico da seção de perícia estadual para ele manter seu afastamento por problemas de saúde.

“Fiquei surpreso com a descoberta”, afirmou o desembargador Vallim Bellocchi, que passou o cargo de presidente para Viana Santos. Em seu discurso de despedida, Bellocchi revelou a fraude. “A situação criada deixou o Tribunal de Justiça em situação difícil perante a opinião pública, mas assim que tomamos conhecimento demos uma resposta imediata, submetendo esses servidores a perícia médica.”

A Coordenação da Área Médica e Odontológica do TJ paulista chegou à fraude depois de cruzar informações com o Departamento de Perícias Médicas, da Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com o desembargador Viana Santos, que coordena a área, os fraudadores foram afastados de suas funções até que se submetessem a novos exames. Segundo ele, até agora cerca de 2 mil servidores foram obrigados a voltar ao trabalho.

Quanto a punições, o atual presidente disse que os servidores estavam acobertados por laudo expedido por autoridade médica do estado. Agora, o Tribunal está fazendo um pente fino, por meio de perícia de seu próprio departamento médico. “Não olho para o retrovisor, só para o pára-brisa”, disse Viana Santos em entrevista depois da solenidade de posse. “Não pretendo fazer auditoria, nem caça às bruxas.”

Fernando Porfírio é repórter da revista Consultor Jurídico

FORA DOS AUTOS: OFICIAL ORDENOU A EXECUÇÃO DO POLICIAL…A TROPA NÃO OBEDECEU 8

O Oficial dava ordens para os disparos abrigado atrás de uma banca de jornal.

Ora, se acreditava fosse necessário atirar contra o “doente”  –   aliás,  simbolicamente ele estava matando O REGIME POLICIAL MILITAR QUE NÃO RESPEITA NADA E NINGUÉM – deveria ter feito o serviço! 

Observem que a PM realimenta o CICLO DA ESCRAVIDÃO, ou seja, aquilo que se faz com a tropa, a tropa faz com o cidadão…

Pois essa é a tendência humana: tratar o semelhante conforme é tratado…

Oficial de estrela só no ombro, parabéns aos seus insubordinados!

TRANSTORNADO POLICIAL MILITAR DE HORTOLÂNDIA ATIRA CONTRA VIATURAS DA CORPORAÇÃO 3

HORTOLÂNDIA
Policial atira contra viaturas e provoca tumulto
PM se sentiu mal e foi levado ao hospital, onde fez vários disparos e só foi contido após desmaiar
Cristiani Custódio – Hortolândia

Arquivo/TodoDia Imagem
03p9a.jpg
Tumulto aconteceu em frente ao Hospital Municipal Mário Covas

Após um surto psicótico, um policial militar de Hortolândia efetuou vários disparos contra viaturas e ameaçou se matar na noite de anteontem em frente ao Hospital Municipal e Maternidade Governador Mário Covas. Houve tumulto generalizado e o soldado foi detido e levado para a enfermaria após desmaiar. Segundo apurado, o policial estava nervoso porque foi acusado na última semana – junto com outros oito policiais – de suposto envolvimento em furto a um caixa eletrônico na noite de Natal. O caso foi registrado como tentativa de suicídio pela Polícia Civil, mas há possibilidade da PM (Polícia Militar) instaurar inquérito por tentativa de homicídio (leia reportagem ao lado).

O caso ocorreu por volta das 20h40 de anteontem. O soldado M.B.S., 42, – que trabalha há cerca de 20 anos na PM -, estava em serviço quando pediu para ser levado ao hospital alegando estar com a pressão alta. Segundo colegas, ele estava nervoso por causa das acusações que sofreu durante a semana de envolvimento em um furto. Ao chegar ao hospital, o policial, ao invés de descer da viatura, sacou a arma e deu diversas coronhadas no painel, quebrando o rádio do veículo.

Ele também efetuou diversos disparos contra o assoalho da viatura. Pessoas que estavam no local saíram correndo assustadas. Policiais militares tentaram negociar com M., mas ele se negou a entregar a arma, pedindo ainda para que o tenente fosse ao local.

Segundo apurado, o soldado desceu então do carro e efetuou diversos disparos contra outras três viaturas que estavam estacionadas no local. Ninguém ficou ferido. Ele chegou ainda a engatilhar a arma e apontá-la para a própria cabeça, ameaçando se matar. O sargento da corporação também foi ao hospital na tentativa de evitar que o policial se matasse.

A situação tensa só foi resolvida depois que M. desmaiou. Ele foi então levado para o pronto-socorro, onde foi sedado. Policiais e familiares da vítima foram visitá-lo durante a madrugada.

O tenente Cravero, da PM, afirmou à reportagem que o soldado seria transferido ainda ontem do hospital de Hortolândia para o Hospital da Polícia Militar em São Paulo, onde receberá tratamento. Durante todo o dia de ontem, o tenente ouviu cerca de 14 policiais que testemunharam a ação. “Estamos ouvindo as testemunhas”, disse.

O caso foi registrado no Plantão Policial de Hortolândia pelo delegado Roberto Conde Guerra como tentativa de suicídio, já que ninguém ficou ferido e o policial ameaçou se matar. Um inquérito de tentativa de homicídio e disparos em via pública deve ser instaurado pela PM. Caso se concretize, o policial pode ser encaminhado ao presídio militar Romão Gomes, também em São Paulo.

POLICIAL MILITAR TEVE O DOMICÍLIO INVADIDO POR OFICIAIS E MEMBROS DA CORREGEDORIA DA PM…NEM SEQUER RESPEITARAM A INTIMIDADE DA MULHER DO SOLDADO QUE PROCUROU O DELEGADO PARA NARRAR OS ABUSOS PRATICADOS POR TENENTE E SARGENTO 2

Investigação motivou descontrole            ( A TORTURA MOTIVOU DESCONTROLE )
A acusação de ter envolvimento – junto a outros oito policiais – de um furto a dois caixas eletrônicos do Santander no Jardim Rosolém, em Hortolândia, teria motivado o descontrole emocional do soldado M.B.S., 42. O crime ocorreu na noite de Natal.

Segundo apurado pelo TodoDia, dias após o crime a corregedoria da PM (Polícia Militar) recebeu denúncia de que policiais estariam envolvidos com o furto. Na noite do dia 29, os nove policiais que estavam trabalhando quando ocorreu o crime foram localizados pelo Comando do Batalhão da PM, desarmados e mantidos incomunicáveis em uma sala da corporação.

Um policial, que também foi acusado, disse que todos passaram por constrangimento muito grande, já que foram detidos sem ao menos saber a acusação. “Apenas chegaram, mandaram entregar armas e celulares e nos levaram para a sala”, disse.

Segundo ele, M. foi detido na própria casa. “Não respeitaram nada. Entraram, a mulher dele estava de camisola, e sem explicações o levaram”, afirmou. O policial contou ainda que todos foram mantidos por cerca de quatro horas no batalhão, onde tiveram que responder a diversos questionamentos.

Depois da investigação, receberam seus pertences de volta e foram liberados. “A gente trabalha para garantir a segurança da população e acaba sendo tratado como bandido ou até pior, porque não tivemos nenhum direito respeitado”, desabafou.

No dia seguinte, M. registrou boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial por constrangimento e invasão domiciliar. Desde então, segundo apurado pela reportagem, ele estava bastante nervoso. Foi apurado ainda que a PM instaurou inquérito para averiguar a denúncia feita pelo soldado.

Ontem a reportagem entrou em contato com a PM de Hortolândia e Sumaré – cidade sede do 48º BPMI (Batalhão de Polícia Militar do Interior) – para falar sobre o surto do policial e a denúncia que fez. No entanto, a informação obtida foi que o caso ainda estava sendo analisado e que não havia informações sobre as providências que seriam tomadas. (CRISTIANI CUSTÓDIO)

http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=policia&Materia=350743&dia=03&mes=01&ano=2010

A RECEITA DE BRATTON CONTRA O CRIME 4

Domingo, 03 de Janeiro de 2010 | Versão Impressa

A receita de Bratton contra o crime

Adriana Carranca

William Bratton: ex-chefe de polícia de Nova York e Los Angeles

Quem é:
William Bratton

Apontado pelo então prefeito Rudolph Giuliani
como chefe das polícias de Nova York, foi o
estrategista do Tolerância Zero, que reduziu o nível
de violência ao menor entre as grandes cidades
Americanas

Durante seu comando da polícia de Los Angeles, os
homicídios caíram pela metade; em NY, chegou a 80%

William Bratton é um Midas da segurança pública. Homem forte do então prefeito Rudolph Giuliani, de Nova York, entre 1994 e 2001, e estrategista do Tolerância Zero, fez com que os homicídios caíssem em 80%, atingindo o menor nível desde 1964. Ao deixar o comando do Departamento de Polícia de Los Angeles, no fim de 2009, a cidade celebrava queda dos crimes por sete anos seguidos – desde a sua chegada, portanto, em 2002.

Aos 62 anos, o ex-policial de trânsito que transformou as duas mais violentas metrópoles americanas nas mais seguras revela a sua receita contra o crime. Ele falou ao Estado, por telefone, de seu escritório em Nova York, onde acaba de assumir o cargo de CEO da Altegrity, de consultoria em segurança pública.

MAPEAR O CRIME

O uso estratégico de informações criminais é o alicerce da política de Bratton. Quando iniciou a carreira, em Boston, o colega do Departamento de Trânsito Jack Maple reduzira em 27% os crimes no metrô ao pontuar com alfinetes coloridos em um mapa de papel a geografia das ocorrências. Isso permitiu rastrear a ação dos criminosos e se antecipar a eles. Simples assim.

Bratton levou a ideia para o Departamento de Polícia de Nova York, onde implantou um sistema mais sofisticado, o CompStat (Estatísticas Comparativas, na abreviação em inglês). Em um único banco de dados estão todas as informações sobre ocorrências, da localização, data e hora à roupa usada pelo criminoso, número de disparos, armas usadas, mesmo por policiais, abordagem, perfil do bandido e da vítima, forma de atendimento, apreensões e prisões feitas, entre outros dados colhidos no local do crime e nos depoimentos, e atualizados com informações de casos relacionados, posteriormente.

CORTAR O MAL PELA RAIZ

O CompStat permitiu identificar criminosos, rastrear suas ações, estabelecer perfis de vítimas potenciais, riscos, tendências. “Isso nos permitia identificar novos padrões de crime e atacá-los logo no início, deslocando homens e recursos de forma mais eficiente. Íamos cercando os criminosos”, diz Bratton. Os dados eram disponibilizados à promotoria pública, às secretarias, como Educação, e outros órgãos, que passaram a atuar de forma integrada à polícia.

Outra medida foi atacar o que Bratton chama de crimes contra a qualidade de vida, como pichações e arruaça, estratégia pela qual o Tolerância Zero ficou conhecido. “Isso cria uma sensação de ordem e de comando, o que contribui em muito para o trabalho da polícia”, justifica Bratton.

COBRAR RESULTADOS

Em Nova York, o sistema era abastecido pelos 76 comandos das 9 áreas de policiamento e dos 12 distritos da região metropolitana. Além dos dados, eles tinham de apresentar um relatório sobre casos relevantes e uma análise dos crimes em sua área, as atividades e a performance de sua equipe. Tudo era discutido em encontros semanais com Bratton.

“É como um médico, que pede exames de rotina para identificar doenças no início. Se ao analisar as informações, descobrir um melanoma, irá concentrar ali o tratamento, evitando que se transforme em um câncer mais sério e mortal. Nossos diagnósticos semanais tinham a mesma função”, diz.

Uma vez por mês, o chefe de polícia se reunia com todos os comandantes locais. “O que fazíamos, basicamente, era questionar cada um na frente dos outros, com base em informações muito bem embasadas do CompStat”. E, sem rodeios, “o crime aumentou na sua área?, por que e o que você fez a respeito?”, questionava. As reuniões também criaram um canal de acesso direto dos oficiais com a cúpula da segurança pública e permitiram que a informação fluísse melhor entre as delegacias.

POLÍCIA DA POLÍCIA

Além de cobrar dos policiais, Bratton contratou informantes e destacou seus melhores agentes para compor um grupo de fiscalização interna, que agia à paisana. “Por exemplo, um dos meus agentes registrava denúncia contra um oficial em uma delegacia, como se fosse um cidadão comum. Então, nós verificávamos se e como a investigação era levada adiante internamente”, revela. “A mesma estratégia para apontar criminosos era usada para flagrar policiais corruptos. Não há distinção entre eles.”

Bratton alerta que a corrupção intensifica o medo, intimida a população e mina a credibilidade da corporação, o que, por sua vez, reduz o apoio à polícia. “É um perigo para a sociedade que os policiais sejam vistos como incapazes e em quem não se deve confiar”, diz. O corrupto dificulta o trabalho dos oficiais honestos, que acabam se corrompendo ou deixam o serviço. Em Nova York, Bratton teve o apoio do legislativo para aumentar a punição contra corruptos. Policiais flagrados eram presos e desligados.

UNIR FORÇAS

Bratton defende unificar as polícias. “No Brasil, policiais militares e civis competem entre si, não confiam um no outro, não trabalham em parceria”, diz. “É disfuncional: os que investigam nunca combateram o crime na rua. Há um abismo social e de educação entre eles.”

Outro problema apontado por Bratton é o tamanho da força policial e baixos salários. Em Nova York, ele aumentou em 25% o número de policiais, para 35 mil ou um para cada 230 moradores. “E contamos sempre com o FBI, em pessoal e tecnologia para investigação. No Brasil, as polícias estaduais e a federal não atuam juntas”, diz.

FOCO EM ÁREAS OCUPADAS

Mesmo com policiais suficientes, Bratton admite que em metrópoles como São Paulo e Rio não é possível fazer tudo ao mesmo tempo. Nas áreas ocupadas por facções, ele começar com um projeto piloto. “Pegue uma pequena área dentro da mais violenta favela e desloque para lá seus melhores policiais, em número suficiente para garantirem a própria segurança. Aos poucos, se aproximam dos moradores e promovem mudanças na qualidade de vida. Assim, uma vizinhança por vez, vão expandido o seu espaço e ganhando a comunidade porque eles vêm melhorias onde a polícia está.”

Em Caracas, na Venezuela, onde foi consultor, Bratton selecionou uma área onde havia 40 assassinatos num fim de semana e mandou 50 policiais extra para fazer o patrulhamento em scooters. “Só isso, fez o crime cair 25%”, diz. “Em 40 anos de carreira, recebi muitos gestos de gratidão, mas em Caracas ganhei um beijo na testa de uma senhora que criara filhos e netos na favela. Ela repetia: gracias!”

Até seu crítico mais voraz, o economista Steven Levitt, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e autor de Freakonomics, admitiu ao The New York Times, em dezembro: se tivesse de apontar um chefe de polícia para a sua cidade, ele seria Bratton.

Nova York fechou 2009 com 5 homicídios por 100 mil habitantes. Los Angeles, com 3,8. Em SP, são 11,2 homicídios por 100 mil habitantes, ainda acima do nível considerado epidêmico pela Organização Mundial da Saúde, de 10 assassinatos por 100 mil habitantes, apesar da queda nos últimos anos

O governador do Rio, Sérgio Cabral, reuniu-se com Bratton para negociar sua contratação como consultor em segurança para a Olimpíada de 2016. A capital carioca tem 34,2 homicídios por 100 mil habitantes. Apenas Copacabana e Laranjeiras, na zona sul, não têm níveis de violência epidêmicos

Em SP, a Polícia Civil utiliza o sistema Ômega, que permite pesquisar informações criminais em 12 bancos de dados. Mas a ferramenta não está integrada ao sistema de outras polícias do País. Nem a Polícia Federal ou a Agência Brasileira de
Informações (Abin) têm acesso aos
Dados

A unificação das polícias civis e militar é inconstitucional no Brasil. Em 2001, o então governador de São Paulo, Mário Covas, apresentou ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição, mas a ideia foi engavetada graças ao lobby das polícias

Em SP, há 90 mil policiais civis e militares – um para cada 455 habitantes no Estado. A Secretaria de Segurança Pública não informa quantos estão na ativa. No Rio, os PMs não chegam a 40 mil. Os números incluem pessoal em funções administrativas

Em outubro, um helicóptero da PM foi abatido por traficantes no Morro dos Macacos, no Rio. “Crianças brincavam, jovens tocavam hip-hop e o chefe da polícia estava ali, comendo costelas assadas com eles”, disse ao The New York Times o tenente Fred Booker sobre a relação de Bratton nos guetos de Los Angeles.

Tribunal manda soltar policial 10

03.jan.2010 Redação
Tribunal manda soltar policial

21262-polic.jpg
Foto : Arquivo

TROCO Membros da facção Criminosa PCC promoveram atentados na Delegacia de Suzano, em 2006

LAÉRCIO RIBEIRO

O investigador Augusto Pena passou as festas de final de ano em sua casa após ser liberado dia 22 da Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba. O Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu o hábeas corpus com pedido de liminar impetrado pela defesa sob o argumento de que Pena encontra-se colaborando com as investigações do Ministério Público (Gaeco), em Guarulhos, que investiga extorsão cometida por policiais civis de Suzano, em 2006, contra a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O desembargador Pedro Gladiardi até destacou que o réu poderá possivelmente receber delação premiada.

O policial Pena no começo de 2009 foi transferido para Tremembé, em razão de estar sendo ameaçado de morte, segundo ele, por um delegado de classe especial, o seu ex-chefe na Região de Mogi, o qual depois o encontrou no Presídio da Polícia Civil.

Disse que em janeiro de 2009 recebeu a visita deste delegado, que está afastado e realizando serviços burocráticos. A autoridade então o aconselhou a não fazer a delação premiada, pois dizia ser influente e sabia das entradas e saídas de Pena da cadeia, em São Paulo.

O suposto delegado, de acordo com o investigador, ainda sugeriu quanto Pena queria ganhar para ficar calado.

Um escrivão também, dias depois, voltou ao PPC, onde esteve preso, para ofertar doces a Pena, talvez, envenenados, como acreditou o policial, que foi transferido a seu pedido para a penitenciária.

É atribuído a Pena participação no achaque ao PCC, conforme ele admitiu na ocasião na Corregedoria, acusando ele, três delegados e outros policiais. O crime teria sido cometido por uma equipe, que trabalhava então na gestão administrativa do delegado seccional Carlos José Ramos da Silva. O gerente do tráfico de drogas na Região de Mogi foi preso, exigiram dinheiro para libertá-lo, a facção pagou o valor estimado de R$ 250 mil, mas o bandido foi mantido na cadeia.

O fato gerou revolta no PCC, que promoveu atentados, disparando vários tiros na fachada da Delegacia de Suzano. Num dos atos, na noite de 7 de abril de 2006, foram mortos quatro membros da facção. No dia seguinte, o PCC matou dois carcereiros e um amigo deles no Miguel Badra.

O investigador Pena ainda foi o responsável por denúncias de esquemas da máfia dos caça-níqueis, em São Paulo, o suposto mensalão da polícia, que de acordo com ele, cobrava para que inquéritos e procedimentos administrativos de policiais não fossem adiante, além da venda de cargos importantes na Policia Civil.

CORRUPÇÃO NO JUDICIÁ RIO 5

Subject: CORRUPÇÃO NO JUDICIÁRIO
Date: Sun, 3 Jan 2010 20:06:09 +0000

Boa noite, delegado Roberto,

Para seu conhecimento e deliberação,

Saudações

O Judiciário e a corrupção, por Joaquim Barbosa


O ministro Joaquim Barbosa, do STF, se revela descrente da política e deixa clara sua dificuldade para escolher bons candidatos quando votar nas eleições de 2010.
Além disso, é um crítico feroz da Justiça: “O Judiciário tem parcela grande de responsabilidade pelo aumento da corrupção em nosso país”, disse, em entrevista a Carolina Brígido, publicada na edição deste domingo do GLOBO.
– O Judiciário teria de ser reinventado – afirmou.
Joaquim Barbosa, há dois anos, ganhou notoriedade por relatar o processo do mensalão do PT e do governo Lula.
Em 2009, convenceu os colegas a abrir processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para apurar se ele teve participação no mensalão do PSDB mineiro.
Nesta entrevista, o ministro não quis comentar o mensalão do DEM, que estourou recentemente no governo de José Roberto Arruda, do Distrito Federal.
O senhor é descrente da política?
Tal como é praticada no Brasil, sim. Porque a impunidade é hoje problema crucial do país. A impunidade no Brasil é planejada, é deliberada. As instituições concebidas para combatê-la são organizadas de forma que elas sejam impotentes, incapazes na prática de ter uma ação eficaz.
A quais instituições o senhor se se refere?
Falo especialmente dos órgãos cuja ação seria mais competente em termos de combate à corrupção, especialmente do Judiciário. A Polícia e o Ministério Público, não obstante as suas manifestas deficiências e os seus erros e defeitos pontuais, cumprem razoavelmente o seu papel. Porém, o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões. Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado.
Leia mais em O Globo

EM 2009 CONQUISTAMOS A ADPESP, EM 2010 CONQUISTAREMOS O SINDPESP…A DELEGADA JOANA D’ARC DE OLIVEIRA DESPONTA COMO A PREFERIDA DA CLASSE PARA DIRIGIR O SINDICATO…JOANA 2010! 8

De fato, a  doutora Joana D’arc  possui o perfil necessário para comandar a nossa luta através do Sindpesp.

Lembro que era a preferida ,  em virtude da rara  combatividade e aguda inteligência, para a candidatura como presidente da ADPESP.

Contudo, em razão de problemas de saúde já superados, abdicou da disputa democrática dentro do grupo DELPOL-PC, em prol da candidatura encabeçada pela doutora MARILDA.

Marilda venceu; agora será a vez de outra mulher vencer.

JOANA 2010!