E a polícia só percebeu que a vítima era oriental quando a cabeça foi achada: ontem…( Verdade ! ) 12

A Yoki tem nove fábricas em seis Estados e produz 610 itens diferentes, de salgadinhos a sucos prontos. Fundada por Yoshizo Kitano, estava à venda porque não tinha sucessores e vivia uma rixa familiar. Procuradas, nenhuma das empresas comentou o assunto.

Estadão – 13 de fevereiro de 2012 | 3h 09

Diretor da Yoki é sequestrado e esquartejado

  • 4 de junho de 2012 |
  • 23h05

BRUNO RIBEIRO MARCELO GODOY

O empresário Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, diretor executivo da Yoki, uma das principais empresas do ramo de alimentos do País, teve a morte confirmada ontem. Ele foi esquartejado e os pedaços do corpo foram espalhados, ao longo de dias, por áreas da região de Cotia, na Grande São Paulo. O empresário estava desaparecido desde o dia 20.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. Ontem, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento do empresário, na Lapa, zona oeste da capital e fizeram testes com luminol – produto que identifica manchas de sangue invisíveis a olho nu. O resultado do teste não foi informado.

Matsunaga é neto do fundador da Yoki, Yoshizo Kitano. A empresa esteve envolvida em um conturbado processo de venda que terminou com sua aquisição, por R$ 1,95 bilhão, pelo grupo americano General Mills, um dos maiores conglomerados de produtos de gêneros alimentícios do mundo, em um negócio concluído na semana passada.

A compra foi concluída enquanto o diretor executivo estava desaparecido.

Segundo o advogado da família da vítima, Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da seção paulistana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Matsunaga foi visto pela última vez após sair, a pé, do apartamento onde morava com a mulher e uma filha. Ao perceber o desaparecimento, os parentes registraram queixa.

Em nenhum momento, apesar da desconfiança de que se tratava de um sequestro, foi pedido resgate.

O advogado da família não confirmou a informação de um site ligado a policiais civis de que Matsunaga andava com seguranças particulares – PMs de folga – e que eles estariam sendo investigados.

O diretor do DHPP, Jorge Carlos Carrasco, afirmou que todas as hipóteses são investigadas. “Nada está sendo descartado.” A reportagem apurou que a polícia já identificou um suspeito e que essa pessoa não é policial. Seria alguém com acesso livre à casa do empresário. Esse foi o motivo que levou a polícia a pedir ontem, à Justiça, o mandado de busca e apreensão para o apartamento.

A polícia sabe que a vítima foi vista pela última vez com vida no edifício em que morava. E que partes do corpo foram congeladas antes de o assassino se desfazer delas, paulatinamente.

“Encontraram a mão e o braço, depois pernas e, por último, tronco e cabeça”, disse D’Urso. O encontro das partes ocorreu durante dias, ainda segundo D’Urso. Elas estavam em sacos plásticos. O advogado diz também que os dois casos – o desaparecimento e o encontro de restos mortais – eram investigados por delegacias diferentes.

Segundo D’Urso, quando a cabeça foi achada, ontem, e a polícia percebeu que a vítima era oriental, a investigação foi centralizada no DHPP.

Testes feitos pelo Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram a identidade da vítima.

Colaborou Lílian Cunha

Depois de longa omissão do DHPP: Prisão a toque de caixa 13

Mulher de executivo da Yoki é presa sob suspeita de matar o marido

O empresário foi encontrado morto no fim do mês passado. Para a polícia ela é uma das principais suspeitas do crime, que pode ter sido passional.

A Justiça decretou a prisão temporária da mulher do executivo-chefe da fabricante de alimentos Yoki. O empresário foi encontrado morto no fim do mês passado. Para a polícia ela é uma das principais suspeitas do crime.

A suspeita é de crime passional. De madrugada, Elise Matsunaga, mulher do empresário, foi levada para fazer exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal e peritos estiveram no apartamento do casal.

Na cobertura de um prédio, na Zona Oeste de São Paulo, a perícia tentava encontrar indícios que levassem ao autor do crime. Só no começo da madrugada, os peritos desceram com caixas e objetos apreendidos no apartamento.

No prédio, morava o empresário Marcos Matsunaga, de 40 anos. Ele desapareceu no dia 20 de maio. A mulher dele, Elise Matsunaga, disse à polícia que naquele dia o marido saiu pela manhã e não voltou. Uma semana depois, sacos plásticos com partes do corpo do empresário foram encontrados em uma estrada em Cotia, na Grande São Paulo.

Enquanto a perícia era feita no apartamento, no começo da noite desta segunda-feira (4), a Justiça resolveu decretar a prisão temporária de Elise Matsunaga, válida por cinco dias. A mulher, de 38 anos, é considerada suspeita de matar o marido. A polícia trabalha com a possibilidade de crime passional.

“Nós temos indícios muito fortes de autoria que levam a concluir que a esposa da vítima participou deste homicídio. Nós temos algumas imagens que dão conta que a vítima entrou no edifício e não saiu. Depois de alguns dias, a esposa sai com algumas malas grandes, malas essas com rodinhas. Nós estamos analisando essas imagens”, afirma o delegado Jorge Carrasco diretor do DHPP.

O pai e o irmão do empresário contrataram um advogado para acompanhar as investigações. Ele diz que Marcos Matsunaga não tinha inimigos. “Não há nenhum registro de ameaça, nenhum registro de pedido de resgate ou de algum contato que a família tenha recebido, especialmente o pai, o irmão, neste período em que antecede ou logo após o desaparecimento desse jovem empresário”, revela o advogado Luiz Flávio D´Urso.

O empresário era neto do fundador da empresa Yoki.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/06/mulher-de-executivo-da-yoki-e-presa-sob-suspeita-de-matar-o-marido.html

A função principal da polícia não é matar 21

04/06/201219h26

Mortes em operações da Rota aumentaram em SP, diz ouvidoria

DE SÃO PAULO

No primeiro trimestre deste ano, 21 pessoas foram mortas em ocorrências envolvendo policiais militares da Rota. As ocorrências foram registradas como resistência seguida de morte. No mesmo período de 2011, morreram 16 pessoas.

De acordo com o levantamento da Ouvidoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, divulgado na semana passada, desde 2001, foram mortas 823 pessoas em ações ocorridas nessas circunstâncias.

Segundo o ouvidor da Polícia Militar, Luiz Gonzaga Dantas, desde 2007, o registro de mortes como essas aumentaram ano a ano. Em 2007, foram 46; em 2008, 56; em 2009, 61; em 2010, 75; e, no ano passado, 82 mortes.

Dantas declarou que a Ouvidoria da Polícia está preocupada com o aumento da letalidade, porque o trabalho dos policiais militares é o de prevenção e repressão ao crime. “Estamos preocupados, acreditamos que esses crimes devem ser investigados para que a sociedade saiba o que houve”.

Para Dantas, é necessário que haja uma melhor avaliação das ações policiais com relação a ocorrências como a registrada na última segunda-feira (28), quando um homem detido após um tiroteio, no bairro da Penha, zona leste da capital paulista, foi morto por policiais da Rota, no acostamento da Rodovia Ayrton Senna.

Após a denúncia de uma testemunha, três policiais foram presos. Nessa operação da polícia, que contou com o apoio de outros carros da Rota, cinco supostos criminosos foram mortos porque reagiram à prisão. As mortes ocorreram na lanchonete de um lava-rápido.

“A função principal da polícia não é matar ninguém. Primeiro é prevenir o crime, trabalhar com inteligência, tendo em vista a lei e a constituição no respeito ao cidadão. Quando há o crime, deve reprimir, porém essa repressão está condicionada ao respeito à lei e aos direitos humanos. A função do policial se a pessoa está cometendo um crime é prender e jamais exorbitar da sua própria função executando ninguém”, destacou Dantas.

O ouvidor da Polícia disse também que a ouvidoria tem observado o crescimento do número de mortes envolvendo policiais fora do horário de serviço. “Achamos por bem observar isso e vamos fazer uma avaliação melhor conversando com as corregedorias [das polícias Civil e Militar] para entender por que está havendo isso”.

Para Dantas, entender o que houve nessas ações em que morreram supostos criminosos que resistiram à prisão não significa que não poderia haver nenhuma morte durante as operações policiais, porém, o Estado, representado pela polícia, deve intervir para impedir que isso aconteça.

Dantas explicou que a Ouvidoria da PM requisitou o resultado do exame de balística e os laudos necroscópicos das mortes nessa ação policial. “Vamos aguardar que o Instituto Médico Legal [IML] e o Instituto de Criminalística nos envie o que pedimos para que possamos analisar e contribuir para que o Ministério Público e as corregedorias possam ajudar nessa investigação”.

Ele destacou que dos 24 policiais que participaram da ação no dia 28 de maio, 19 constam na Ouvidoria como envolvidos em mais de um caso com morte. “Há inquéritos policiais abertos. Os processos ainda não foram concluídos, por isso eles continuam em atividade. Em alguns casos, o policial está solto porque a Justiça entendeu que houve legítima defesa”. Mas Dantas ressaltou que, no caso de policiais envolvidos em mais de um episódio com morte, é preciso que se faça uma avaliação de seu trabalho.

A PM informou, por meio de nota, que o registro e a apuração de todas as ocorrências onde ocorre o confronto entre o infrator e os policiais são feitos por meio de procedimentos e órgãos internos e externos à instituição.

Disse ainda que esse tipo de procedimento demonstra o foco na transparência e legalidade próprios da atividade da polícia ostensiva de preservação da ordem pública. “Nos casos onde são apurados eventuais abusos ou qualquer outro tipo de ilegalidade, nós utilizamos de todo arcabouço jurídico, ao qual estão submetidos os policiais militares”.

MAIS UM MISTÉRIO DESVELADO PELO FLIT: PMs são suspeitos de esquartejar executivo-chefe da Yoki em São Paulo 38

Folha Online 04/06/2012 19:13
ANDRÉ CARAMANTE DE SÃO PAULO

Um grupo de policiais militares é investigado pelo DHPP (departamento de homicídios), da Polícia Civil de São Paulo, e também pela Corregedoria da PM sob suspeita de participar da morte do empresário Marcos Kitano Matsunaga, 40, CEO (executivo-chefe) da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país.

Os PMs são investigados porque fariam parte da escolta particular do empresário.

O corpo de Matsunaga foi esquartejado e, ao longo das últimas semanas, as partes foram desovadas em cidades da Grande São Paulo.

A cabeça, uma perna e os dois braços do empresário foram encontrados na estrada dos Pires, em Caucaia do Alto, na região de Cotia, no último dia 27. Apesar de espalhadas, as partes estavam próximas e em sacos plásticos. Para a polícia, as partes do corpo do empresário foram mantidas em um refrigerador antes de serem jogadas na região de mata onde foram achadas.

O empresário havia desaparecido em 20 de maio. Não houve pedido de resgate aos familiares de Matsunaga, mas o DHPP não descarta que ele tenha sido vítima de um sequestro e, ao reconhecer algum envolvido no crime, foi morto. Outra hipótese é a de que o crime foi passional.

Em maio, a Yoki foi vendida para a norte-americana General Mills, sexta maior empresa de alimentos do mundo e dona de marcas globais como Yoplait e Häagen-Dazs. O negócio foi de cerca de R$ 1,75 bilhão, mais R$ 200 milhões de uma dívida pendente da Yoki.

Artigo 15 , XIV, da LOP – para os de Agente Policial ser portador de certificado de conclusão de curso de segundo grau ( ensino médio ) 69

Enviado em 04/06/2012 as 15:11 – CANADURA

O nivel médio continua para o cargo de agente policial. Aquela estória que tinha voltado para 1º grau é falsa.

Inciso XIV com redação dada pelo artigo 1º da Lei Complementar nº 858, de 02/9/1999.

Lei Complementar Nº 858, de 02 de Setembro de 1999.

(Projeto de Lei Complementar nº 102, de 1995, do Deputado Campos Machado – PTB)

Dá nova redação ao inciso XIV do artigo 15 da Lei Complementar nº 207, de 5 de janeiro de 1979, acrescentado pela Lei Complementar nº 456, de 12 de maio de 1986.

SITUAÇÃO ATUAL: EM VIGOR.

Não foi proposta ADIN em face desta LC.

O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 8º, da Constituição do Estado, a seguinte lei:

Artigo 1º – O inciso XIV do artigo 15 da Lei Complementar nº 207, de 5 de janeiro de 1979, acrescentado pela Lei Complementar nº 456, de 12 de maio de 1986, passa a vigorar com a seguinte redação:

“XIV – para os de Agente Policial: ser portador de certificado de conclusão de curso de segundo grau”.

Artigo 2º – Esta lei complementar entrará em vigor na data de sua publicação.

Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 02 de setembro de 1999. a) VANDERLEI MACRIS – Presidente Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 02 de setembro de 1999. a) Auro Augusto Caliman – Secretário Geral Parlamentar

_________________________________________

ADIN n° 121.796 de 18/07/2005  ( DIZ RESPEITO EXCLUSIVAMENTE AO PLC 15/ 1999 ,   DE INICIATIVA DA DEPUTADA ROSMARY CORREA,  PERTINENTE AO NIVEL SUPERIOR PARA ESCRIVÃES E INVESTIGADORES que alterava o artigo 5º da Lei Complementar n. 494, de 24 de dezembro de 1986, que dispõe sobre a instituição de série de classes policiais civis no Quadro da Secretaria de Segurança Pública e dá providências correlatas.

Lei Complementar n. 929, de 24/09/2002, declarada inconstitucional pelo TJ-SP, em 05/07/2011, com efeitos “ex-nunc”, isto é, não retroativos, a partir de 13/06/2005, data da R. Decisão liminar, que suspendeu os efeitos da referida lei. Ofício comunicando a decisão publicado no DAL de 09/08/2011, p. 19

Filmagens obtidas pelo Fantástico mostram que PMs agiram de forma suspeita. 29

 Atualizado em                 03/06/2012 23h03

Câmeras registram ação da Rota que terminou com seis mortos em SP

Nesta semana, policiais da tropa foram presos por execução de homem.

Do G1 SP, com informações do Fantástico

Na madrugada de 5 de agosto do ano passado, uma sexta-feira, criminosos assaltaram um supermercado na Zona Norte de São Paulo. Policiais da Rota, uma tropa de elite da PM paulista, enfrentaram os assaltantes e mataram seis deles. O Fantástico teve acesso exclusivo às imagens das 13 câmeras de segurança do estabelecimento que mostram que os policiais agiram de forma suspeita.

Nesta semana, a atuação da Rota voltou a ser notícia. Uma testemunha afirma ter visto policiais do grupo torturando e matando uma pessoa.

No caso do ano passado, a equipe de reportagem teve acesso a mais de 17 horas de gravação que mostram, de vários ângulos, a ação da polícia e dos assaltantes. Uma das câmeras tem uma imagem que levanta suspeitas (confira vídeo ao lado com a reportagem completa do Fantástico deste domingo).

Dez homens encapuzados invadem o local. Estão armados com pistolas, espingardas calibre 12, fuzil e metralhadora. Três funcionários são feitos reféns. Um dos criminosos usa um maçarico para arrombar o caixa eletrônico do supermercado. De repente, começa um corre-corre.

As câmeras mostram quando um funcionário foge e dois se escondem debaixo de uma mesa. Do lado de fora, PMs trocam tiros com parte da quadrilha, que dava cobertura ao assalto. Um dos suspeitos é morto. Na época, a polícia disse que recebeu uma denúncia anônima, avisando sobre o assalto.

Dentro do supermercado, os assaltantes procuram um esconderijo e vão para o depósito. Um deles, de blusa escura, anda de um lado para o outro enquanto fala ao celular. Os outros não estão mais encapuzados e ninguém carrega armas potentes, como o fuzil e a metralhadora. Assim que o celular é desligado, cinco assaltantes saem correndo, sobem em caixas e vão para uma parte superior do supermercado.

Segundos depois, chegam os policiais da Rota. Os funcionários do supermercado são arrastados e mantidos sob vigilância, até os PMs terem certeza de que são reféns mesmo. Agora, parte da tropa vai para o depósito, onde os ladrões se esconderam.

Três policiais olham em direção à câmera e, quase imediatamente, ela é virada. A imagem fica assim até o fim da gravação. Na época, ela não foi divulgada pela polícia, que apresentou apenas uma versão editada. Os policiais da Rota disseram que cinco dos seis assaltantes foram mortos em confronto, justamente no depósito do supermercado.

Fotos da própria polícia mostram que alguns levaram tiros na cabeça e também nas mãos e nos braços, o que sugere uma tentativa de defesa.

Zona Leste Na segunda-feira (28), mais um caso suspeito envolvendo policiais da Rota foi registrado. De acordo com a polícia, a Rota recebeu uma denúncia anônima de que integrantes de uma quadrilha se encontrariam em um bar na Zona Leste da capital paulista para combinar um crime: o resgate de um traficante preso. Ainda segundo a versão oficial, os policiais foram até o local, mas os suspeitos reagiram e acabaram baleados. Cinco morreram a caminho do hospital. Três foram presos e cinco fugiram. Segundo a polícia, com os suspeitos havia drogas e armas.

Outro ferido foi levado, em um carro da Rota, por um sargento e dois soldados. A seis quilômetros do bar, na Rodovia Ayrton Senna, o veículo parou no acostamento. Perto, há uma favela. Uma mulher que mora em um barraco com a família é a principal testemunha contra os policiais da Rota, que são acusados de tortura e assassinato.

Ela disse à polícia que viu quando os três PMs chutavam o suspeito e que um deles chegou a atirar à queima-roupa no homem. Ela afirma ainda que, dez minutos depois, ouviu outros disparos e que, na sequência, os PMs colocaram o corpo no carro policial e foram embora.

A mulher, que chegou a ligar para a polícia para contar o que estaria vendo, se mudou com a família do bairro e está sob proteção do Estado. Os três policiais estão presos e negam as acusações. Dizem que pararam o carro no acostamento porque um deles sentiu cãibras e que não praticaram nenhum tipo de violência contra o suspeito, que morreu.

O comandante da Rota, o tenente-coronel Salvador Modesto Madia, afirma: “Houve um desvio, e o desvio não é aceito. Estão sendo autuados e vamos verificar a conduta.” Para a promotora de Justiça Luciana Frugiuele, quando policiais agem assim eles extrapolam a função de polícia. “Ela está exercendo a Justiça com as próprias mãos, vamos dizer assim”, ressaltou.

Escutas telefônicas Policiais, procuradores de Justiça e promotores ouvidos pelo Fantástico são categóricos. Afirmam que, nos dois casos mostrados na reportagem, que terminaram com 12 mortos, as denúncias não foram anônimas, como anunciou a PM. Dizem que a Rota soube com antecedência que as quadrilhas planejavam os crimes.

Segundo as autoridades, as informações privilegiadas vêm de escutas telefônicas que monitoram os integrantes da quadrilha que age dentro e fora das cadeias do estado. O comandante da Rota nega: “Não existe esse tipo de coisa, se não for dentro da legalidade. Não existe. Se não for por ordem judicial, nós não fazemos isso.”

A equipe do Fantástico procurou o comando da Polícia Militar. Uma entrevista chegou a ser marcada com o corregedor-geral da PM, mas foi cancelada por ordem da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O Instituto Sou da Paz, que há 10 anos trabalha pela prevenção da violência no Brasil, faz um alerta.

“Por mais que as pessoas tenham medo e elas queiram uma polícia violenta, isso não vai trazer mais segurança. Não é o modelo de sociedade e nem de segurança que a gente precisa”, diz a diretora do instituto, Melina Risso.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/06/policial-suspeito-de-pedofilia-e-preso-no-abc-diz-secretaria-da-seguranca.html

A SSP-SP considera absurda a sugestão de extinguir as polícias militares dos Estados brasileiros 52

PM mata seis vezes mais que Polícia Civil em São Paulo

Luis Kawaguti

Da BBC Brasil em São Paulo

Polícia Militar de São Paulo vigia manifestantes. Foto: France PressePoliciais militares de São Paulo vigia manifestantes; PM mata seis vezes mais que Polícia Civil

A PM (Polícia Militar) matou seis vezes mais pessoas durante ações de combate ao crime do que seus pares da Polícia Civil em São Paulo no ano de 2011, segundo levantamento feito pela BBC Brasil.

O grau de letalidade da polícia no Estado mais populoso do país se insere no debate sobre a recomendação da abolição do sistema separado de Polícia Militar – feita ao Brasil no Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU no último dia 25.

A questão também deve entrar em debate em junho na Câmara, a pedido do deputado federal Chico Lopes (PC do B-CE).

Clique Leia mais: Militarismo da polícia vem do século 19

O levantamento da BBC Brasil foi feito com base em estatísticas fornecidas pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

Ele levou em conta os efetivos da PM (100 mil) e da Polícia Civil (30 mil) e os homicídios cometidos em serviço por membros de cada entidade em 2011 – 437 pela PM e 23 pela Polícia Civil.

Proporcionalmente, para cada grupo de 10 mil policiais, a PM se envolveu em 43 mortes e a Polícia Civil em sete.

Militarismo

Esses homicídios são classificados pelo governo como “resistência seguida de morte”. Isso significa que ocorreram durante o combate ao crime, em tese, quando os policiais se defendiam de supostas agressões dos suspeitos.

“A PM mata porque tem o mesmo treinamento do militar (das Forças Armadas), que combate inimigos externos. Isso é uma coisa que se deve discutir com a sociedade”, disse o deputado Lopes, que defende a unificação das polícias no Brasil em uma entidade civil.

“Minha preocupação não é com o nome, mas com o conceito da polícia. Precisamos tirar o militarismo e depois discutir currículo de formação para que todos (os policiais) comecem (a carreira) em pé de igualdade”, disse.

Funções distintas

Segundo a SSP-SP, a diferença nos níveis de letalidade das polícias se explica nas funções que cada uma exerce. À PM cabe o policiamento preventivo e ostensivo e à Polícia Civil a investigação.

“É natural, portanto, que a PM enfrente situações de confronto muito superiores aos da Polícia Civil. Em consequência, registram-se mais mortes na ação do policiamento ostensivo”, afirmou a pasta em nota.

Segundo a SSP-SP, se as polícias militares fossem substituídas ou se seus nomes fossem mudados, a probabilidade de confrontos não seria reduzida.

“Matar não é direito nem de uma nem da outra, mas a questão principal é que as polícias não se entendem bem”, disse Chico Lopes.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, em muitos Estados (inclusive São Paulo) existe uma disputa entre as polícias militares e civis.

Isso faz com que ambas possuam tanto órgãos destinados à inteligência e à investigação como equipes táticas usadas em patrulhamento ostensivo e confrontos de natureza tática com criminosos.

“O antagonismo (entre as polícias) surgiu das culturas diferentes. Há uma divisão por preconceito de longa data. Principalmente a PM tem procurado ocupar espaços de sua co-irmã. Isso é uma realidade em todo o país”, afirmou o sociólogo Luís Flávio Sapori, ex-secretário da Defesa Social de Minas Gerais e hoje professor da PUC-MG.

Segundo ele, a desarticulação e a desintegração entre as duas polícias é hoje um problema mais grave do que a militarização da PM.

Rio de Janeiro

A BBC Brasil solicitou estatísticas sobre a letalidade das polícias militar e civil no Rio de Janeiro ao ISP (Instituto de Segurança Pública), autarquia que divulga as estatísticas policiais no Estado.

O ISP não forneceu os dados. Afirmou que essas estatísticas são divulgadas de forma genérica (sem distinção entre mortes envolvendo policiais civis e militares). Ao todo, foram 523 mortes em 2011 – 63 a mais que as ocorridas em São Paulo no mesmo período.

“O detalhamento desse tipo de solicitação demandaria tempo e dispêndio de recursos humanos”, afirmou a autarquia. O ISP informou que “a transparência da informação é meta prioritária” em suas publicações.

Santa Catarina

Entre os demais Estados, o único que possuía a estatística de letalidade especificada em seu site na semana passada era Santa Catarina.

Lá, foram registradas 58 mortes em 2011, sendo que a Polícia Militar matou quatro vezes mais que a Polícia Civil.

O Secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Grubba, também afirmou que as diferenças de atribuições das polícias explicam a diferença nos índices de letalidade.

As atividades da Polícia Civil, segundo ele, expõem seus integrantes a ambientes mais controlados, “pois as ações geralmente são planejadas e previamente estudadas, resultando em menores possibilidades de confronto e resistência armada”.

Nações Unidas

O debate sobre a extinção da PM foi levantado durante a Revisão Periódica Universal, uma sabatina à qual os países são submetidos periodicamente no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Nela, um conjunto de enviados de 78 países fez perguntas e elaborou 170 recomendações ao Brasil na área de direitos humanos.

A recomendação para que o Brasil acabe com o sistema separado de Polícia Militar partiu da delegação da Dinamarca.

O país recomendou a desmilitarização da polícia com investimentos de Estado e observância de “medidas para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais pela polícia”.

Os homicídios cometidos por policiais classificados como “resistência seguida de morte” ou “autos de resistência” já haviam sido estudados pela ONU no Brasil.

Foram analisados 11 mil casos com essa classificação, ocorridos entre 2003 e 2009 em São Paulo e no Rio.

Em 2010, o enviado da ONU Philip Alston afirmou ter evidências de que parte dessas mortes eram na realidade execuções ilegais.

Na Revisão Periódica Universal de maio, a Alemanha e a Namíbia também recomendaram ao Brasil lutar contra homicídios arbitrários cometidos pelas polícias.

Reação

A SSP-SP afirmou que “considera absurda a sugestão de extinguir as polícias militares dos Estados brasileiros, presente no relatório”.

“É uma proposta que carece de fundamentação e de conhecimento das realidades jurídica e cultural da sociedade brasileira”, diz a nota da pasta.

“Soa até como piada pronta o fato de a ideia ter surgido da Dinamarca, um país que é quase seis vezes menor que o Estado de São Paulo e dono de situação socioeconômica bem diferente (e mais simples) da encontrada no Brasil”.

A pasta também argumenta que a existência das duas polícias está prevista na Constituição Federal.

Esta é a segunda de uma série de reportagens da BBC Brasil sobre as deficiências do país na área de direitos humanos que serão publicadas ao longo deste mês.

Clique Leia aqui a primeira reportagem da série

Polícia Civil vai recontar todas suas armas após desparecimento de submetralhadoras do Deic 13

Delegado-geral anunciou compra de cofres específicos para guardar armamentos

O comando da Polícia Civil de São Paulo determinou a contagem de todas as armas em todas as unidades da corporação em São Paulo.

A ordem, que tem como objetivo reforçar a segurança na polícia, acontece cerca de uma semana depois de ser constatado o desaparecimento de seis armas da sede do Deic (Departamento de Investigação sobre Crime Organizado), na zona norte de São Paulo.
Além da contagem, o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, afirmou que já está autorizada a compra de cofres específicos para guardar armamento.

Até então, as armas ficavam em armários de madeira com fechaduras simples na sede do departamento.

R7

Semana de arrastões a restaurantes e hotel em São Paulo 14

Dois restaurantes atacados em cinco dias ficam a trezentos metros da batalhão da Polícia Militar. As principais notícias do Brasil e do Mundo você acompanha de segunda a sábado no Jornal da Band, às 19h20. Este vídeo também pode ser visto no portal band.com.br ou no canal da Band aqui no Youtube.

Reportagem de Sandro Barboza
Edição de Camila Moraes
Imagens de Antônio Barbosa e arquivo Band

Nível Universitário 89

———- Mensagem encaminhada ———-

De: WAGNER NUNES LEITE GONCALVES

 Data: 3 de junho de 2012 10:02

Assunto: Nível Universitário Para: dipol@flitparalisante.com

Saiu no Jornal AGORA, o Estado de São Paulo Exige nível superior para os candidatos as vagas de INVESTIGADOR E ESCRIVÃO de POLICIA, e oferece salarios menores as das outras carreiras de nível médio e que nem mesmo são expostas diariamente a risco de vida pelo imperativo de suas funções.

Agora está mais que público (aproveitando o momento e a oportunidade) para alertar os deputados e técnicos envolvidos nessa tarefa, quanto a importância de corrigirem essta “perola” do RH do governo de São Paulo, que há mais de 16 anos, com uma infeliz canetada, colocou os vencimentos dos Investigadores e dos Escrivães abaixo das demais carreiras, desconsiderando que as atribuições principais da Policia Civil são exercidas pelos Investigadores e Escrivães, chefiados pelo Delegado. Sem essas três carreiras não há que se falar na instiuição Policial Civil, pois são elas que exercem de fato as funções de POLICIA JUDICIARIA INVESTIGATIVA, função/atribuição que é pura e exclusiva do Estado, não podendo jamais serem terceirizadas. Vejam senhores, no caso do Fotografo, desenhista e até mesmo o perito ou médico, como no Judiciário, pode-se nomear profissional habilitado para elaboração de laudos técnicos, mas para ir a rua investigar e deter suspeitos e criminosos é necessário uma investidura oficial. TAÍ A DIFERENÇA.

ROTA também está apreensiva com ameaças do PCC 44

 


Date: Sat, 2 Jun 2012 20:59:58 -0300 Subject: To:

Apesar das negativas do governo paulista, os temores de um ataque do PCC para vingar a execução de seis integrantes da facção criminosa são compartilhados pela própria ROTA, o “grupo de elite” da PM paulista que matou os bandidos. Um dos mortos foi executado friamente por soldados do batalhão num local ermo na Rodovia dos Imigrantes, na divisa entre São Paulo e Guarulhos.

O documento que reproduzo é um ofício enviado pela delegada-titular do 103º Distrito Policial ao seccional da área. Foi repassado a todas as unidades da Polícia Civil da Zona Leste da cidade.

O que se lê aqui é o alerta de um soldado da ROTA sobre a presença de bandidos do PCC portando ostensivamente armas no bairro de Guaianazes, informação obtida de outros policiais da corporação.

É muito diferente do que o governo estadual vem dizendo — que a tensão na região é produto de meros boatos.

A polícia já se acautelou. Faltava apenas avisar a população para que esta se acautele também.

http://www.pannunzio.com.br/archives/12007

 

ROUBOANEL: Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin” 19

À revista, ex-diretor do Dnit acusa PSDB de fazer caixa 2 no Rodoanel; Pagot também diz que arrecadou para PT

Do UOL, em São Paulo

  • Lula Marques/Folhapress

    Luiz Antonio Pagot, ex-diretor-geral do DnitLuiz Antonio Pagot, ex-diretor-geral do Dnit

O ex-diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) Luiz Antonio Pagot, que comandou o órgão entre 2007 e 2011, afirmou à revista “IstoÉ”, que chegou às bancas nesta sexta-feira (1º), que o PSDB desviou recursos das obras do trecho sul do Rodoanel, em São Paulo, para financiar a campanha presidencial de José Serra em 2010. Segundo a publicação, Pagot disse também que o PT lhe pressionou a arrecadar recursos de empreiteiras para as campanhas da sigla também em 2010.

Segundo o ex-diretor, Paulo Preto, ex-presidente da Dersa –empresa responsável pelo Rodoanel–, lhe pediu, em 2009, que aprovasse um aditivo de R$ 264 milhões para a obra viária. Ele teria negado, alegando que o governo federal já havia pago sua parte no Rodoanel. Em seguida, os tucanos conseguiram a aprovação dos recursos sem a necessidade da aprovação do Dnit, de acordo com Pagot.

O ex-diretor do Dnit, que deixou o cargo no ano passado após denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes, disse que um procurador de uma empreiteira lhe confidenciou que 8% dos recursos do trecho sul do Rodoanel eram desviados.

“Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, afirmou Pagot à IstoÉ.

A reportagem da revista afirma que o comitê de Serra recebeu R$ 40 milhões em doações oficiais de empreiteiras que construíram o Rodoanel.

Petistas

Pagot afirma que em 2010, José De Filipi, tesoureiro das campanhas do PT no mesmo ano, se encontrou com ele e o pressionou a pedir doações de 40 empreiteiras envolvidas em obras do governo federal. O ex-diretor do Dnit identificou ao menos 15 destas 40 empresas que doaram cerca de R$ 10 milhões ao PT, segundo a prestação de contas enviada pelo partido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Filippi disse à revista que foi apresentado a Pagot no comitê da campanha durante o primeiro turno da eleição, “mas a conversa tratou da proposta de Pagot de a campanha receber três aviões do Blairo Maggi”, disse Filippi, O tesoureiro petista afirmou que “num segundo encontro, depois da eleição de Dilma, ficou acertado que Pagot buscaria recursos para saldar dívidas da campanha eleitoral”, diz trecho da reportagem da “IstoÉ”.

O ex-diretor do Dnit afirmou ainda que a atual ministra do Planejamento, Ideli Salvatti, usou do mesmo expediente quando disputou o governo de Santa Catarina, em 2010, mas ele não a atendeu.

Pagot dispara ainda contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO, ex-DEM), que teria lhe pedido ajuda para pagar as dívidas contraídas por ele com a Delta Engenharia com obras destinadas à empreiteira.