Cai verba de inteligência policial no orçamento de São Paulo para 2013 77

Previsão da proposta do governo Alckmin para o ano que vem cai 62,7% para a área encarregada de investigações da Polícia Civil

Por: Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual

Publicado em 06/12/2012, 20:02

Última atualização às 20:39

São Paulo – O governo de São Paulo prevê a destinação, em 2013, de R$ 238,9 milhões à ação “inteligência policial”, dentro do programa Modernização da Segurança Pública. O orçamento contradiz, na prática, as recentes promessas do governador Geraldo Alckmin de concentração de esforços nessa área. Os recursos correspondem a apenas um terço do volume destinado para este ano, de R$ 361,3 milhões. A redução foi constatada na Proposta Orçamentária para 2013, enviada pelo Executivo à Assembleia Legislativa.

Segundo a proposta, a distribuição das verbas orçamentárias confirma que a prioridade continua sendo a área militar. Enquanto a ação inteligência tem uma previsão de R$ 143,8 milhões para a unidade Polícia Militar, serão destinados apenas R$ 59,1 milhões à Polícia Civil. Portanto, repressão tem prioridade em relação a investigação. Para as duas polícias, o quesito “inteligência” terá menos recursos no ano que vem. Mas a queda na área civil é consideravelmente maior: enquanto para a PM as verbas caem 13% (de R$ 165,3 para R$ 143,8 milhões), o montante destacado à inteligência da Polícia Civil cai 62,7% (de R$ 158,6 para R$ 59,1 milhões).

“A se confirmarem os prognósticos de orçamento, será a continuidade do equívoco cujos resultados estamos vendo. Não se pode falar de inteligência sem falar de investigação”, diz a a presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), Marilda Pansonato Pinheiro. “Sempre houve uma predileção pela Polícia Militar. Mas retirando-se as atribuições da Polícia Civil, já que a sociedade é civil, será um retrocesso e a sociedade tem de estar atenta. O civil vai ser levado e interrogado nos quartéis?”, questiona.

Para a delegada, a situação desmotiva o policial civil do estado, cuja autoestima já anda baixa por questões salariais. O salário inicial de um delegado em São Paulo é o terceiro  pior do país, à frente apenas de Santa Catarina e Minas Gerais. Com tudo isso, avalia Marilda Pansonato, “a situação em São Paulo ficará cada vez mais catastrófica, se é que é possível. É uma guerra civil. Morrem inocentes civis. Qual qualificativo pode se dar à situação?”.

Polícia desmotivada

A desmotivação é ainda maior entre os investigadores do que entre delegados. O presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo, João Batista Rebouças da Silva Neto, diz que a situação da categoria é mais grave do que faz supor a precariedade técnica e de equipamentos. “O primeiro investimento que tem de ser feito é no policial, no homem que está com autoestima baixa, principalmente no caso de investigadores e escrivães”, diz. Para chegar a delegado o candidato precisa ser bacharel em Direito. De investigadores, segundo a Lei Complementar estadual 1.067, de 2008, é exigida graduação de nível superior em qualquer curso. “Precisamos ter ensino superior, mas nosso salário é inferior ao do ensino médio”, protesta.

Rebouças atribui à precariedade da situação dos policiais o baixo índice de esclarecimento de crimes: apenas 4% dos denunciados. “A crise de segurança pública em São Paulo não vai mudar se não houver um plano eficiente para o setor. O crime se organiza, a polícia não”, avalia. Segundo ele, o desvio de função na rotina dos investigadores é alarmante. “Hoje o investigador faz de tudo, menos investigar. Outro dia, um colega precisou levar seu próprio computador de casa para poder trabalhar, fazer boletim de ocorrência”, conta. “No interior é ainda pior.”

Maximino Fernandes Filho, ex-comandante da Guarda Civil Metropolitana da capital e ex-secretário de Defesa Social de Diadema, conta que, “ainda hoje, simples investigações de impressões digitais deixadas no local de um crime, por exemplo, continuam sendo feitas manualmente, com fichas”.

Segundo Marilda Pansonato, toda a situação faz com que o delegado não permaneça em São Paulo. Ela conta que, de 200 delegados que começaram a trabalhar há cerca de dez dias, 25 já saíram da instituição. “Mais de 10% dos que começaram a trabalhar na semana passada”, diz a presidenta da Adpesp. “Se esse orçamento se confirmar, de que inteligência o governador está falando?”

A associação dos delegados paulistas fará amanhã (7) uma assembleia geral para definir ações a partir de janeiro. O sindicato dos investigadores também já planeja movimentos por valorização da carreira.

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/12/cai-verba-de-inteligencia-policial-no-orcamento-de-sao-paulo-para-2013

” Delegados famo$o$, que insistem em aparecer na televisão, com casas em Miami (EUA), mancomunados com o jogo do bicho, casas de prostituição, sequestradores” 93

06/12/2012-16h17

Folha de S. Paulo

Corrupção policial em SP não deixou de existir, pondera leitor

LEITOR RICARDO SILVA DE SÃO PAULO

Fiquei muito feliz ao ler a entrevista com o secretário da Segurança de São Paulo, Fernando Grella Vieira, promovida pelos jornalistas Afonso Benites e Rogério Pagnan.

Feliz? Por quê? Como assim? O Estado está um caos e você está feliz? Sim, estou feliz, porque essa foi uma das raras vezes em que vi jornalistas baterem repetidamente nas teclas que formam a palavra “corrupção policial”.

Minha breve história: entrei na Polícia Civil do Estado de São Paulo aos 19 anos, cheio de ingenuidade e sonhos em fazer da minha cidade um lugar melhor. Ledo engano. Fui obrigado a pedir exoneração aos 21. Dois anos na polícia que me marcaram muito.

Na Academia de Polícia Civil, que deveria ser chamada de “ilha da fantasia”, vi um cabide de empregos, profissionais extremamente despreparados e sem noções básicas de como exercer sua função. Uma estrutura sucateada e vergonhosa. Mas até aí eu fui convencido de que tudo valia a pena.

Formei-me na Academia e fui para as ruas. Eis aqui o choque de realidade. Encontrei delegacias infestadas de corruptos, policiais que exigiam dinheiro das vítimas para que elas pudessem fazer um simples boletim de ocorrência. Chefia de investigadores que extorquiam traficantes. Delegados famosos, que insistem em aparecer na televisão, com casas em Miami (EUA), mancomunados com o jogo do bicho, casas de prostituição, sequestradores. Sim, sequestradores. Acreditem, houve uma época em que grande parte dos sequestros no Estado de São Paulo eram perpetrados por policiais.

Numa abordagem puramente empírica, é impossível sustentar que os policiais honestos são maioria. Não são! Conheci três policiais civis honestos nesses dois anos. O eixo de corrupção atinge a base e a cúpula da polícia. Revoltado, e ameaçado de morte por colegas, pedi exoneração. Mudei de telefone seis vezes em dois anos por causa das ameaças que recebia de policiais.

Costumo dizer que se eu escrevesse um livro sobre as histórias que vivi na polícia, o livro iria ser classificado como ficcional. Ninguém acredita nelas. Lembram-se do escândalo envolvendo Lauro Malheiros Neto? A polícia inteira sabia. E, quando veio à tona, explodiu como se fosse uma grande novidade.

Isso me deixava perturbado. A sensação é de que a corrupção era exceção. E não era. Todos sabiam, mas o caso era encarado como surpresa. E aqui está o maior problema: se as pessoas não acreditam, o problema deixa de existir; e se ele deixa de existir, não tem como ser corrigido. Obrigado, Afonso Benites e Rogério Pagnan, por demonstrar que o problema não deixou de existir.

http://www1.folha.uol.com.br/paineldoleitor/meuolhar/1197066-corrupcao-policial-em-sp-nao-deixou-de-existir-pondera-leitor.shtml

Folha de S.Paulo – Entrevista do secretário da Segurança Pública Fernando Grella Vieira 143

06/12/201206h00

PCC não é lenda, mas não é a única facção, diz Grella

AFONSO BENITES ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO

O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, diz que antes de assumir o cargo teve medo que ele mesmo ou um familiar fosse vítima da onda de violência que assola São Paulo.

Em entrevista concedida ontem, Grella, ex-procurador-geral de Justiça, disse que demorou de “dois a três dias” para aceitar o convite de se tornar secretário e que quer melhorar o setor de inteligência da polícia. Eis os principais trechos da entrevista:

Moacyr Lopes Junior/Folhapress
O ex-procurador-geral de Justiça e atual secretário da Segurança de São Paulo, Fernando Grella Vieira
O ex-procurador-geral de Justiça e atual secretário da Segurança de São Paulo, Fernando Grella Vieira

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Folha – Qual a avaliação que o senhor faz da gestão que te antecedeu e quais são seus principais projetos? Fernando Grella Vieira – Política de segurança pública é o que chamamos de política de primeira ordem, de primeira grandeza, ao lado de saúde e educação.

E por ter essa natureza vemos que a execução e a formulação da política de segurança pública é uma verdadeira corrida de revezamento. A vida é dinâmica, os fatos sociais mudam, por uma série de fatores, e isso exige adaptações, exige aperfeiçoamentos. Então, no que estamos empenhados é em identificar esses aperfeiçoamentos, essas adaptações para dar sequência a uma política de segurança que vinha sendo executada.

Que pontos o senhor pode melhorar essa política? Inicialmente, estamos focados em quatro pontos. Tratar o serviço de inteligência. A atuação integrada da polícia…

Sobre inteligência, seu antecessor direcionou parte da política de inteligência à Rota? O senhor vai manter isso? A Rota tem de cumprir o papel dela, de força operacional perante as normas. Ela tem um papel importante e vai cumprir. Quando falamos de tratar do serviço de inteligência estamos falando de valorizar esse serviço. Estamos instalando aqui o Centro Integrado de Inteligência. Já há três oficiais da Polícia Militar e três delegados da Polícia Civil trabalhando em conjunto para tratar, para diagnosticar esses episódios dos últimos meses e ajudar na orientação e planejamento de ações. Por isso que eu digo que o segundo passo é a integração. Teremos policiais subordinados à cada polícia, não a mim, recebendo dados dos vários setores, inclusive de órgãos federais, para fazerem a avaliação desses dados.

Quando o senhor fala da Rota cumprir o papel dela, o senhor se refere ao operacional? Cumprir mandados de busca e apreensão, como vinha ocorrendo, não? Em princípio não. Isso será decidido pelos chefes das polícias. Quando tiverem operações complexas que saiam daqui desse Centro Integrado, eles vão resolver como será feito. É papel deles. Eles são formados para isso, têm preparo para isso. Cada força, em tese, cumpre aquela missão que lhe cabe de acordo com a estrutura com a organização.

O outro ponto, em termos de integração é incrementarmos a parceria com a União. Já existe um convênio, que antecedeu a minha posse, e nós vamos privilegiar esse convênio atuando em conjunto com a Polícia Federal, com a Rodoviária Federal, seja em recursos, em outras ações. Por qual razão, porque sabemos que o crime não respeita limites territoriais. Sabemos de diversas ações de quadrilhas, de bandos, de facções que tem o tráfico de armas, de drogas, e isso não vem de São Paulo, vem de outros Estados, de outros países. É preciso uma cooperação com organismos federais. Temos uma disposição muito clara, orientação até do governador, para incrementarmos essa política de segurança.

Quarto lugar, até emergencialmente, fortalecer o comando das polícias, especialmente a Militar, para a realização de operações, para colocar a polícia na rua em um contingente maior, de maneira organizada, obediente para procurarmos esse quadro de sensação de insegurança. É evidente que com o passar do tempo vamos elaborar um plano a médio prazo.

O senhor vai devolver o comando da Corregedoria para a Polícia Civil? Corregedoria, quer esteja aqui ou lá, é importante que atue. Ela tem um papel fundamental, primeiro lugar de fiscalização, em segundo, em duas vertentes, orientação para corrigir irregularidades, em terceiro lugar para punir severamente o mau atendimento da população e os desvios de conduta envolvendo inclusive corrupção. O importante da Corregedoria é que ela se mostre atuante, eficiente.

É uma questão objetiva. O senhor vai manter a Corregedoria na sua pasta? Não há nenhuma previsão, nenhum plano nosso em alterar essa situação. Estamos preocupados prioritariamente em dotar a Corregedoria de condições de funcionalidade. Seremos intolerantes com a corrupção.

O senhor diz que vai colocar mais policiais na rua. Hoje já há quatro operações saturação e mais de 6.000 policiais temporários. Como o senhor pretende ampliar esse efetivo nas ruas? O comandante da PM está estudando isso. Outros tipos de operações estão sendo planejadas, não mais a saturação, para serem executadas semanalmente. É evidente que sempre há uma limitação de meios. O estudo está pronto e nas próximas semanas teremos outras operações móveis nos pontos mais críticos da capital e da Grande São Paulo.

As que estão sendo feitas serão encerradas? Não, elas serão mantidas. As novas serão móveis.

A Folha publicou [ontem] uma reportagem sobre escutas em presídios. O governador já disse que essa é uma importante fonte de informação para as polícias. O que o senhor acha desse tipo de inteligência? Em primeiro lugar, posso dizer que o governo não tolera o uso de celulares nos presídios. Por isso, há uma série de fiscalizações e apreensões que ocorrem diariamente. Toda fonte legítima, legal vai ser aproveitada como elemento de informação. O que for autorizado judicialmente vai ser usado. Não há um só canal, um monopólio de informação. Eles podem vir de órgãos fiscais, federais, toda informação obtida licitamente é válida. Dentro da lei.

Como o senhor vê esse monitoramento, que flagrou presos fazendo conferências de até quase dez horas de duração? Já existe um trabalho da Secretaria da Administração Penitenciária, o titular da pasta poderá responder sobre os estudos de sistemas de bloqueadores em presídios. Eles vão testar esses sistemas. Inclusive há uma maleta que o Ministério da Justiça disponibilizou e parece que ele está pedindo essa maleta para fazer esse teste. Essas conversas que caem nas escutas, evidente que podem ser aproveitadas como elementos de informação. Agora, como conter isso daí? O governo caminha para a implantação de bloqueadores.

É a favor da transferência de chefes do PCC para penitenciárias federais? Na verdade isso não pode ser feito de maneira indiscriminada, genericamente. Isso deve ser avaliado de caso a caso porque depende de ordem judicial.

Mas acabaram as transferências? Não parou. Teremos outras que dependem de autorização judicial que será avaliado em conjunto.

O senhor assumiu a Segurança Pública em um momento de crise. Por que aceitou essa “batata quente” e como o senhor discutiu isso com sua família? Reconheço que há dificuldades. Há problemas. Aceitei como um desafio e de servir, de colaborar, nesse momento.

O senhor pediu uns dias para pensar quando recebeu o convite? Pedi porque eu precisava conversar com minha mulher e com minhas filhas. Não é uma decisão tão simples, de poucas consequências. Depois eu refleti que deveria aceitar o desafio, de colaborar e usar a experiência que eu tinha no Ministério Público, de militância na área criminal para servir a essa causa. Tentar contribuir com a sociedade, com o governo.

O que a sua mulher falou? É evidente que gera uma apreensão. Eu nunca esperava, nem ela esperava, mas ela me apoia em tudo. Ela acha que eu sou moço e que eu tenho chance colaborar, de servir. Eu não assumi em condições normais. Assumi em condições de dificuldade.

Quando o momento é bom, é fácil assumir o cargo… Não é isso. É preciso entender que a política de segurança tem picos. Todo combate intenso de criminalidade apresenta em algum momento pontos de dificuldades. É onde a criminalidade tenta se fazer presente, se opor ao Estado. Essa foi realidade em Bogotá, em outras cidades e está sendo agora aqui. Isso é reflexo que a política de segurança vem sendo aplicada, mas carece, como toda política de aperfeiçoamento.

Quantos dias o senhor demorou para dar a resposta? De dois a três dias.

Pesquisa do Datafolha mostrou que quase todos paulistanos têm medo que a violência atinja a si ou algum conhecido. Vendo essa crise de fora, antes de assumir o cargo, enquanto cidadão, o senhor sentiu medo de ser vítima da violência? Sim. É a sensação de insegurança a gente percebe claramente, ao nosso redor, em várias pessoas. É curioso porque a sensação de insegurança é uma coisa, os índices, os parâmetros de criminalidade são outra. Se você comparar com outros Estados ou mesmo com índice histórico de São Paulo não há nada absurdo. Mas a sensação de insegurança é enorme em razão da natureza dos crimes ocorridos até o momento.

Os homicídios tiveram uma queda enorme. Mas os índices de crimes contra o patrimônio não reduziram, como era previsto. O senhor tinha medo, como boa parte da população. Alguém da sua família ou o senhor foram vítimas de crimes? Sim, mas já faz algum tempo.

Aqui em São Paulo? Não, não foi.

O senhor poderia contar um pouco mais disso? Não gostaria. Já faz algum tempo e mais de uma pessoa [foi vítima]. Por isso também meu propósito de servir. É uma coisa que a sociedade não pode ficar indiferente. É por isso que destaco a atribuição dos Consegs, eles são de papel fundamental, são os olhos que a polícia não têm.

O senhor tem algum plano específico para reduzir a tensão que há entre as polícias Civil e Militar? Hoje temos reuniões diárias entre os chefes das polícias, estamos trabalhando desde ontem [anteontem] com três oficiais e quatro delegados no Centro Integrado, temos uma experiência do curso de formação de oficiais superiores, então essa divergência tem uma visibilidade maior, mas é mais localizada do que a realidade que vemos em outros setores, em que há uma união, uma convergência. Precisamos demonstrar para as bases a necessidade de um trabalho, de uma atuação, articulada. Cada polícia tem o seu papel, mas elas precisam ter uma atuação conjunta. Se é certo que há episódios aqui e ali que demonstram uma divergência, eles são isolados. Na maioria dos casos o que a gente vê é um ambiente que propicia essa convergência, essa atuação concatenada.

São coisas pontuais? Acredito que sim. É uma cultura que tende a se consolidar. As corregedorias se dão bem, respeitam suas áreas de atuação, o delegado-geral com o comandante-geral e alguns comandantes de áreas têm um bom relacionamento. Isso vem crescendo e vai repercutir nas bases. As divergências, podemos citar exemplos de mecanismos de atuação que às vezes geravam problemas para a corporação ou para a Polícia Civil que foram ao longo do tempo objeto de uma série de medidas.

Por exemplo? Problemas às vezes de demora nas ocorrências, que a central de flagrantes, que é uma experiência nova, procurou agilizar. É um plano da gestão anterior. É algo para poder dar vazão a esse tipo de demanda, liberar o mais rápido possível o policial e as partes envolvidas. São sistemas que, o dia a dia mostrando as dificuldades, vão poder ser aperfeiçoados. Acho que há um espaço para que essa integração se consolide. É um processo, não é algo que vai ocorrer de uma hora para a outra.

Como sua gestão vai combater o PCC? Nós não temos, evidentemente, um plano só para o PCC. Não existe só a fação PCC.

O senhor acha que o PCC é uma lenda? Não, não é lenda. O PCC existe. Seria um erro ter uma política de segurança que focasse apenas numa sigla ou uma facção. Sabemos que há várias facções, vários grupos, vários tipos de crime organizado que não têm sigla e que são tão nocivos quanto o PCC. Não dá para calcar uma política de segurança fundada apenas no PCC. Ele é uma das facções que deve merecer atenção, um trabalho para a redução da criminalidade.

Não dá para dizer que são 30 ou 40 membros… Não consigo dimensionar, mas também não dá para alegar que exista só o PCC ou só mais uma facção.

A sua área no Ministério Público foi a cível. Para assumir a secretaria, o senhor estudou essa facção? Eu acompanhei o trabalho dos Gaecos e de muitos promotores criminais. Recebi informações, enquanto procurador-geral, até para apoiá-los. Não tenho a pretensão de ter o domínio de todos os fatos, mas tive o conhecimento de muitas ocorrências, de forma de atuação que me permitiram ter uma experiência de como atuam facções criminosas, não só o PCC, mas outros grupos. A Procuradoria-geral me permitiu adquirir esse conhecimento. Eu estava atualmente na Procuradoria Criminal. Já tive no passado atuação também na área criminal no interior. Não é algo que me passou em branco na carreira.

O que exatamente conhece dessa facção? Conheço dados da facção. O que eu acredito é que ninguém consiga dimensionar exatamente. Pode saber pessoas que pertencem, mas não dá para dimensionar dizendo que ela é composta de tantos integrantes. O que eu sei, muitos sabem, é de algumas pessoas que pertencem a essa facção, mas não de todos que pertencem a ela, que são seus seguidores dessa quadrilha, dessa organização criminosa. Temos informação como muitos têm porque acompanhamos o trabalho. Quando digo que não consigo dimensionar é que não é possível dizer um número exato.

Na gestão anterior era incomum ver operações da Polícia Civil em que membros do PCC fossem presos. Na última semana, porém, quase todos os dias há criminosos do PCC sendo apresentados pelo Deic. O que está ocorrendo? A polícia está achando os criminosos do PCC, qualquer preso é vinculado a essa facção ou essa é a nova política, a Polícia Civil vai ser mais atuante contra esse grupo? A orientação nossa é de muito trabalho. Evidentemente não sei se essas pessoas pertencem ou não ao PCC. Isso vai ser definido pelos policiais, pelos delegados que estão trabalhando. Não temos condições de saber isso agora. Isso demonstra uma coisa positiva, que estamos trabalhando. Tivemos na semana passada uma apreensão de fuzis de grande quantidade de drogas pela Polícia Civil. Se era do PCC, eu não sei. Mas estamos trabalhando e vamos analisar de quem era isso tudo.

Como o senhor vai tratar a corrupção na Polícia Civil? Vou tratar da mesma maneira que a Polícia Militar. Corrupção não tem lugar, não tem instituição. Todas as instituições têm problemas. O que nós precisamos é de corregedorias nas duas instituições, como nos demais órgãos, eficiente, que fiscalize. Então, o que vou tratar é de maneira pró-ativa. Valorizando os bons policiais, incentivando os bons policiais…

O senhor quer dizer que quer uma corregedoria pró-ativa. Investigue policiais sem ser provocada? Não estou falando da Corregedoria. Estou falando da polícia pró-ativa. Da polícia que atue, comece a mostrar mais resultados.

Uma corregedoria também pró-ativa, não? Não. A corregedoria eu quero que ela cumpra o papel dela com os métodos adequados. De fiscalização, de orientação, de repressão naquilo que precisa ser repreendido. A corregedoria não precisa ser pró-ativa, a corregedoria precisa ser corregedoria. Tem que ser eficiente.

Vai ter mudanças nas diretorias das polícias? O senhor deu um prazo para o pessoal mostrar serviço? Não. Nós estamos avaliando com o delegado geral, isso daí, nos próximos dias, haverá uma definição. Nós estamos visitando alguns departamentos, o delegado geral está fazendo alguns levantamentos, para que essa decisão não seja precipitada. Nós queremos chegar a essa decisão nos próximos dias.

Haverá mudanças? Pode ocorrer e pode não ocorrer. Não estou dizendo que vão. Pode ser que não mude nenhum. Nós estamos fazendo avaliação. O que nós não queremos é tomar decisões precipitadas.

E o plano de tirar a Polícia Civil de cidades pequenas de 5.000, 10.000 habitantes, como queria o ex-delegado-geral Marcos Carneiro. O que o senhor acha dessa política? Na verdade, toda a instituição precisa, em um certo momento, rever sua estrutura, sua organização, e sua metodologia de trabalho para ganhar em eficiência. Isso é necessário em toda instituição. Existe um projeto aqui em estudo, que está sendo acompanhado. Existe uma outra consultoria que começa a ser feita, para estudar e para avaliar esse projeto e a situação das polícias. Exatamente com o objetivo de melhorar a infraestrutura administrativa.

O senhor que contratou a consultoria? Não… vai começar brevemente, mas não é contratação minha. É apoiada por ONGs, por entidades… que na verdade colaboram com o aperfeiçoamento na gestão em termos de segurança pública, em vários Estados.

Mas nesse ponto específico dos municípios pequenos, qual é opinião do senhor? Eu não vou falar especificamente. O que eu posso lhe dizer que eu vejo com bons olhos, qualquer propósito, qualquer encaminhamento no sentido de aperfeiçoar, desde que isso se mostre eficiente para atender a população. Qual é o objetivo nosso em termos de polícia judiciária? É atender bem a população. Se essa solução, especificamente, for boa, para a população, por que não apoiá-la? Mas vou falar dela especificamente porque eu não conheço o conjunto de propostas, isso aí é uma vertente.

O senhor acha que a Polícia Civil atende bem a população? Nós temos a consciência de que há muito para ser feito. O problema é que nós temos que ter a humildade, por isso os Consegs (conselhos de segurança) são importantes, de estarmos abertos ao diálogo com a sociedade. Para recebermos as sugestões e as críticas. Porque quem critica, e a crítica sendo construtiva, ela é altamente positiva. Para que a gente consiga aprimorar. Seja da nossa forma de atender, seja na deficiência do serviço de ponta, de atividade fim. Não estou dizendo e não podemos dizer que está tudo perfeito, que está tudo ótimo. Não. Nós sabemos que há dificuldades. Por isso a abertura e a necessidade de estarmos ligados à sociedade civil, aos Consegs, a população em geral, que vão contribuir para o aperfeiçoamento. Não estou aqui defendendo que está tudo em ordem, que não está.

O que se deve essa onda de violência em São Paulo? Nós não temos ainda uma noção final disso, uma conclusão final.

Mesmo depois de tantos meses de violência? Isso muito se explica pela ação da repressão dos últimos tempos, da própria polícia. Uma repressão intensa que conseguiu apreender armas, drogas, de recursos das facções, dos bandos. Parece ter sido o fator principal e o responsável pelo desencadeamento dessa situação.

As mortes de criminosos também está nesse contexto? Acho que tudo está ligado. Quanto mais a polícia intervém em apreensões e prisões, proporcionalmente, você tem, evidente, uma probabilidade, um risco, de confrontos, e de resultados.

O senhor consegue dizer quantos homicídios aconteceram nessa onda? De outubro para cá? Na verdade, eu não tenho aqui. Outubro foi um mês atípico. Nós tivemos uns 170 homicídios, eu não estou com os dados aqui. Foi um mês atípico. Isso é reflexo de uma ação que não começou em setembro, mas que começou, talvez, meses antes. Em função dessa ação policial, dessa repressão do Estado. Nós estamos aí nesse trabalho para conter e para reverter este quadro.

Quem são essas vítimas? A PM dizia ter uma estratificação. Vocês têm esses dados? Temos esse levantamento. E já pedimos, aliás, para documentar esses levantamentos pelo DHPP e outras delegacias, de todos os homicídios de junho para cá. Seja de policiais civis, de agentes penitenciários, e outras pessoas. É esse o material que está sendo analisado pelo centro integrado de inteligência. São quatro delegados e três oficiais. Eles vão fazer a leitura de todos esses quadros. Há uma parte de inquéritos já concluídos pelo DHPP, tendo como vítimas policiais e agentes, e há uma parte também, já concluída, tendo como vítimas civis.

Não foi divulgado nenhum suspeito de matar os civis, em especial nas chacinas. Olha tem várias prisões decretadas, de civis, não sei se são chacinas ou não, que os mandados não foram cumpridos. Que a polícia está na captura. Que ela está aguardando a prisão para ouvir a pessoa, o preso que é indiciado, para depois concluir o inquérito. Há um acerto ainda que aguarda, muitos já estão praticamente concluído, mas que aguardam a prisão.

Vocês podem nos passar esses dados? Na verdade, como nem tudo está no DHPP, nós estamos pedindo para o Decap (capital), o Demacro (Grande São Paulo), porque existem outros municípios, para gente consolidar todos esses dados. Não estão 100% dos casos no DHPP.

De todos os homicídios, quantos foram esclarecidos? Eu posso garantir, não posso adiantar, que providências estão sendo tomadas, tanto no sentindo, quanto no outro. Já há prisão de mortes de policiais e vai haver e já há prisão contra civis. Já existem algumas e outras certamente virão.

Se o senhor passar os dados, é possível ter uma dimensão exata disso. Como não está concluído, se eu fornecer dados, eu posso atrapalhar as investigações. Eu só posso dizer que esses casos estão sendo atendidos com prioridade, com atenção. Depois nós daremos os dados.

Na segunda-feira da semana passada, em entrevista à Globo, o senhor falou em solucionar todos os casos de homicídio homicídios. Algo que parece impossível…. Esclarecer, não. Eu disse investigar….

… O senhor disse que nenhuma morte ficará sem esclarecimento. Como fará isso com um DHPP que os próprios delegados dizem que está sobrecarregado? O senhor sabe qual o índice de esclarecimento hoje? O [delegado-geral Luiz Maurício] Blazeck levantou isso daí. O DHPP, por uma transformação, recebeu um acervo de inquéritos que estava no Decap. Isso está sendo reavaliado, para ver o destino melhor para esses inquéritos, que são casos antigos, para não gerar um obstáculo para aquilo que é mais prioritário, importante, para o DHPP.

Além disso, nós estamos tomando providência com a polícia científica para criar mecanismos de agilização para a chegada da perícia. Estava obedecendo um outro método e estava dificultando a chegada do perito com a equipe de policiais.

O senhor falou em prazo. O governador também falou. Que prazo será esse? O mais rápido possível…

Isso é muito subjetivo. Dependendo do local, 20 minutos, meia hora… 15 minutos…

Qual será o prazo máximo que será tolerado? Não posso colocar isso, porque cada local é diferente do outro. Tem trânsito. Se acontecer um homicídio lá no extremo sul da cidade, não posso dizer 10 minutos porque vai ser impossível. Mas vai ser o mais rápido possível.

Nós vamos retomar o sistema de deixar equipes no DHPP. Vai ficar pelo menos uma equipe e outra de reserva para sair junto com as equipes do DHPP. Se acontecer um caso, ao mesmo tempo, concomitante, haverá um mecanismo para disparar uma outra equipe. É isso que a gente quer. Que a perícia chega ao local, o mais rápido possível.

Não vou fixar, falar exatamente 20 minutos, ou meia hora, porque nunca cidade como SP não dá…

Mas foi o senhor que falou em estipular prazo. E isso repercutiu porque os peritos dizem que não tem estrutura suficiente. Existe um projeto que nós analisar nos próximos messes. O que, emergencialmente, o que eles precisavam era suprir 33 cargos de médicos legistas, e 47 de peritos. E isso foi autorizado prontamente pelo governador. Fora outros cargos que estavam autorizados meses atrás. Então, isso vai permitir que o IC tem condições, pelo menos nesse contexto, de dar vazão da demanda.

Em seus discursos, o senhor sempre frisa questão da legalidade. Mas está mantendo o Celso Perioli na Polícia Científica. Há ao menos dois problemas nisso: 1) a Polícia Científica contraria a lei porque ela não está prevista na Constituição Federal, que trata só da PM e da Polícia Civil nos Estados. 2) o decreto de criação do Instituto de Criminalística fala em alternância dos poderes a cada dois anos. Perioli está há 14 anos. Por que o senhor o mantém? A polícia científica não tem ninguém capaz de substituí-lo, porque a alternância no poder pode ser benéfica? Sem dúvida, a alternância é republicana. Na verdade, não queremos fazer nada com precipitação. Não identificamos problemas que justificassem uma alteração neste primeiro momento. O trabalho que vem sendo desenvolvido pela superintendência da polícia cientifica nos parece satisfatório. Atende o interesse público. E não vimos necessidade de focar esse assunto.

Para o senhor, não é problema contrariar o decreto? O decreto sinaliza para isso. Mas ele não impõe que haja uma alternância. Quer dizer, ele não veda que a pessoa seja mantida. Ele preconiza, como uma norma programática. Quer dizer: pode haver a alternância.

Não vejo assim. Se fosse uma coisa subjetiva, livre do próprio interesse do governante de plantão, não estaria explícito no próprio decreto. Reafirmando: na Polícia Científica não tem ninguém capaz de substituí-lo? Não vou fazer nenhum juízo de valor dos que estão lá. O juízo de valor que eu faço é que, neste momento, não vejo como necessário, prioritário, a mudança da superintendência. Isso não quer dizer que no futuro possa haver uma reavaliação. Mas resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido indica que a gente deve manter. A gente tem outras prioridades.

No relatório da inspeção do CNMP, que o senhor conhece melhor do que eu, os promotores apontam como dificuldade dos trabalhos a má qualidade da perícia em SP. Não para dizer que é tão boa assim. As dificuldades, a gente sabe que existe. A gente tomou conhecido disso, assim como esforços para superar essas deficiências. Não é algo para dizer que a polícia científica está perfeita. Mas houve um grande esforço na gestão do doutor Celso. Nós tivemos momentos problemáticos, de picos de dificuldades, que talvez sejam o objeto desse relatório.

O senhor fala em fortalecer a investigação, corregedoria forte, mas na sua gestão como procurador-geral, segundo o mesmo relatório citado acima, o Gecep foi praticamente sucateado. Havia seis cargos de promotores titulares que estavam vagos. Por um período ficaram duas promotoras substitutas. Não é uma contradição hoje o senhor falar em combate aos maus policiais se quando foi procurador não fortaleceu o órgão responsável pelo controle externo das polícias? Não é que não fortalecemos o Gecep, nós fortalecemos. É que ele passou por um ciclo de reformulação por iniciativa nossa. Nós não podemos obrigar o promotor a atuar no Gecep ou em outro grupo. Aquilo é aberto as promotorias, que a avaliam a conivência de indicar este ou aquele promotor ou de indicar ninguém. Por razões várias. Não houve nenhuma posição nossa de enfraquecimento.

Como houve nenhuma política de fortalecer se não preencheram nenhuma das seis vagas com titulares. Depois foram.

Apenas duas. Duas titulares. A atuação do Ministério Público no Gecep é do controle da análise dos inquéritos. Temas da investigação. Eu não vejo isso como enfraquecimento porque são as promotorias que indicam. Não é o procurador-geral que indica. Se elas entendem que deve dois promotores, ou três promotores, é uma política que passa por elas. Nós damos os meios. O Gecep existe, nós inclusive criamos um cadastro de BOs, para que isso fosse analisado por assistentes, em apoio aos promotores, nós trouxemos para o Gecep esses cadastros de resistência seguida de morte, como participação de agentes do Estado, justamente para permitir que o Gecep fazer aquilo que é essencial.

O trabalho que ele faz lhe agrada? Não é visto um trabalho desse grupo, mesmo diante de notícias de corrupção e assassinatos duas polícias. Nunca vimos um grande trabalho do Ministério Público neste sentido. É um trabalho feito silenciosamente ou não existe? Na verdade, o Gecep atua na capital. Mas quem poderia falar melhor, é o procurador-geral de Justiça. Mas até onde eu sei…

O senhor acabou de sair de lá. Sua memória está fresca. Minha experiência que eu tinha, é uma atuação muito integrada entre Gecep e os Gaecos. Muitas coisas de controle de polícia, de corrupção, acabavam sendo concentradas no Gaeco. Por isso que vc não viu muita visibilidade de um Gecep em si. Não quer dizer que eles não estejam trabalhando, é que muitos trabalhos estão sendo feitos em conjunto.

Diante dessa onda de violência há quem tema a volta dos grupos de extermínio formados por policiais. O senhor acha que eles já estão agindo? Nenhuma hipótese está sendo descartada. As investigações em cada caso prosseguem. O Centro Integrado de Inteligência, como eu disse, irá se debruçar prioritariamente nesses casos. Pra gente poder saber o que de fato aconteceu. O que posso dizer é que providências estão sendo tomadas e que logo teremos respostas de alguns casos.

Qual a marca o senhor quer deixar de sua gestão? Da atuação integrada entre as polícias e de forças de outras esferas da federação. E da aproximação da Secretaria da Segurança Pública com a sociedade civil e com a comunidade, para formulação e execução de política de segurança. Essas duas marcas. Sem abrir mão do que foi construído até agora: que é o combate premente e forte à corrupção. Precisamos aperfeiçoar. Ouvir os Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança), ouvir as entidades da sociedade civil, ONGs de maneira geral, que se ocupam desse tema. Seria amesquinhar a política de segurança se não fizesse isso. Quero deixar essa marca sem prejuízo de manter tudo de bom que foi feito.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1196793-pcc-nao-e-lenda-mas-nao-e-a-unica-faccao-diz-grella.shtml

O delegado de polícia Marcelo Luis Alves de Freitas foi reintegrado por meio de mandado de segurança sustentado pela advogada Tania Lis Tizzoni Nogueira 38

Em mandado de segurança impetrado em face de decreto do governador Geraldo Alckmin, a advogada Dra. Tania Lis Tizzoni Nogueira, sustentando oralmente as razões do remédio constitucional perante o Órgão Especial do Tribunal de Justiça, obteve – por votação unânime – A REINTEGRAÇÃO do delegado  de polícia Marcelo Luis Alves de Freitas.

Partes   do Processo
Impetrante: Marcelo   Luis Alves de Freitas
Advogada: Tania Lis Tizzoni Nogueira
Advogada: Marielly Christina Theodoro N. Barbosa
 
Impetrado: Governador   do Estado de São Paulo
Advogada: Marta Sangirardi Lima
 

Exibindo todas as movimentações.>>Listar somente as 5 últimas.

Movimentações
Data Movimento  
 

 

05/12/2012 Segurança
05/12/2012 Julgado
CONCEDERAM A SEGURANÇA. V. U. IMPEDIDOS OS EXMOS. SRS. DES. XAVIER DE   AQUINO E RIBEIRO DOS SANTOS.
30/11/2012 Publicado   em
Disponibilizado em 29/11/2012 Tipo de publicação: Próximos Julgados Número   do Diário Eletrônico: 1314
27/11/2012 Inclusão   em pauta
Para 05/12/2012
23/11/2012 Recebidos   os Autos do Setor de Xerox

 

05/12/2012 Segurança
05/12/2012 Julgado
CONCEDERAM A SEGURANÇA. V. U. IMPEDIDOS OS EXMOS. SRS. DES. XAVIER DE   AQUINO E RIBEIRO DOS SANTOS

 



DESPACHOS DO GOVERNADOR, (diário Oficial)
DE 19-1-2011

No processo administrativo DGP-8397-96-SSP, vols. I a X (CC-39038-2010), em que săo interessados Marcelo Luís Alves de Freitas e Outros: “A vista dos elementos de instruçăo constantes dos autos, destacando-se a representaçăo do Secretário da Segurança Pública e o parecer 43-2011, da AJG, julgo procedente a acusaçăo irrogada aos indiciados Marcelo Luís Alves de Freitas, RG 21.230.873, Delegado de Polícia, Marcos Leandro Vendrúsculo, RG 9.258.743, Investigador de Polícia, e Ramiro de Alcântara Pereira, RG 12.313.931, Agente de Telecomunicaçőes Policial, todos do Quadro daquela Pasta, aplicando ao primeiro a pena de demissăo a bem do serviço público, com fundamento no art. 75, II, da LC 207-79, e aos dois últimos, em mitigaçăo dessa mesma sançăo, a pena de suspensăo por 60 dias, convertida em multa, com assento nos arts. 67, IV, 69, 73, § 2º, e 75, II, do referido diploma legal.”

Câmara facilita infiltração policial em quadrilha 57

Projeto aprovado livra de punição agentes disfarçados de bandidos. Proposta cria novas ferramentas de combate às organizações criminosas

por Edson Sardinha e Eduardo Militão | 05/12/2012 17:52

O plenário da Câmara aprovou, em votação simbólica, projeto de lei que introduz na legislação brasileira o conceito de organização criminosa, atualmente confundido com o crime de formação de quadrilha ou bando, e regulamenta diversos meios de investigação, como a infiltração policial e o acesso a dados não cadastrais sem autorização judicial. A proposta, de autoria da ex-senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), foi aprovada na forma de substitutivo, apresentado pelo deputado Vieira da Cunha (PDT-RS). O projeto, segundo representantes do Ministério Público e da Polícia Federal, preenche lacunas legislativas que prejudicam atualmente o combate ao crime organizado. A proposta entrou na pauta desta tarde após a apresentação de um requerimento de urgência, proposto por Vieira da Cunha e apoiado pelos líderes partidários. Como foi alterado na Câmara, o texto retornará ao Senado, ao qual caberá a palavra final sobre a proposição. Como mostrou hoje (5) o Congresso em Foco, caso esse projeto vire lei, um agente policial poderá se infiltrar em organizações criminosas e cometer crimes sem correr o risco de ser punido pela Justiça. Vieira da Cunha, entretanto, reforça que isso só será permitido em situação extremas, quando o policial não tiver outra alternativa. Investigadores passarão a ter acesso a dados como número do cartão de crédito, endereço e telefone de suspeitos de integrarem organizações criminosas sem a necessidade de autorização judicial. Também terão direito a retardar uma operação até chegar aos chefes da organização criminosa sem o temor de serem responsabilizados caso a estratégia fracasse. Projeto libera crimes cometidos por policiais infiltrados Falta de regras atrapalha investigação de criminosos.

Polêmica

A principal polêmica no projeto é um efeito colateral dele. Infiltrados, os policiais poderiam cometer qualquer tipo de crime isentos de punição. Em tese, assassinatos, sequestros, tortura, estupro… Durante os debates do Projeto de Lei 6578/09, chegou-se a colocar exceções à liberdade de agir do agente infiltrado. Mas isso poderia causar mais problemas. O Ministério da Justiça convenceu os parlamentares que as quadrilhas, quando desconfiassem da infiltração de um policial na organização criminosa, criariam “rituais” para testar o suposto traidor do bando. Poderiam, por exemplo, obrigar o policial disfarçado a matar um homem, estuprar uma mulher ou torturar alguém. “Você achar um policial que se dispõe a isso é muito difícil exatamente por causa do risco. Se você criar na lei um risco outro que o risco de vida, você nunca vai conseguir utilizar essa ferramenta na investigação”, afirmou Campos, que é delegado da Polícia Civil. Mas o artigo 13 do texto faz uma exceção. O crimes não será punido apenas “quando inexigível conduta diversa”. Mesmo assim, haverá a possibilidade de situações-limite em que o agente poderá, por exemplo, assaltar um banco ou atirar contra pessoas ou policiais. Vieira da Cunha afirmou que essas situações só poderão ser observadas com casos concretos. Relator da matéria na Comissão de Segurança da Câmara, o deputado João Campos (PSDB-GO), lembra que o policial precisa de ao menos uma garantia porque é difícil encontrar agentes que aceitem os riscos de participara de uma missão de infiltração em organizações criminosas. “É uma agenda extremamente positiva, a maior resposta que o Legislativo brasileiro pode dar a essa onde violência em São Paulo e Santa Catarina”, avalia o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Marcos Leôncio Sousa Ribeiro. Para o delegado federal, o projeto de lei afasta a insegurança jurídica que atrapalha as investigações sobre o crime organizado. Para o presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), César Mattar Júnior, a mudança na legislação é fundamental para coibir a ação de grupos criminosos. “Estamos vivendo uma verdadeira guerra civil camuflada. De um lado, a bandidagem, o terrorismo urbano, e de outro o cidadão comum. Nós temos de parar de ter receio de proteger os cidadãos de bem por temer represália do poder criminoso”, considera.

Convenção de Palermo

O Projeto de Lei 6.578 ajusta a Lei 9.034/95 à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, a chamada Convenção de Palermo. Apesar de ser considerado mais grave e sofisticado, o crime de organização criminosa tem sido tratado como formação de quadrilha ou bando, punível hoje com prisão de um a três anos. O texto aprovado qualifica como organização criminosa o grupo de três ou mais pessoas que se organiza, com divisão de tarefas, para cometer crimes graves, com pena máxima de quatro anos ou mais ou de caráter transnacional. O substitutivo do relator prevê, nesses casos, pena de três a oito anos de prisão. Vieira da Cunha rebatiza o crime de formação de quadrilha ou bando como “associação criminosa”, deixando-o apenas para os casos de menor gravidade, com pena de um a três anos de prisão. “A ideia é tornar a lei mais eficaz e separar os crimes de maior gravidade”, conta o deputado. Ou seja, um grupo de batedores de carteira seria enquadrado como associação criminosa. Integrantes de facções criminosas ou de máfias com atuação no serviço público teriam de responder na Justiça como organização criminosa. A pena aumenta em até 50% se houver emprego de arma de fogo. E cresce de um sexto a dois terços quando há participação de menor de idade ou funcionário público. A proposta alcança, inclusive, pessoas que promovem fraudes em licitações ou concursos públicos e financiam a campanha de candidatos com o objetivo de representar os interesses dos criminosos.

O QUE DIZ A LEI Cria a Lei de Combate às Organizações Criminosas:

1- Cria o crime de organização criminosa. Deve ser uma organização estruturada com nível hierárquico composta por, no mínimo, quatro pessoas. Os crimes praticados precisam ter penas máximas superiores a 4 anos de cadeia ou ter caráter internacional. Sem esses critérios, não haverá organização criminosa, mas “associação”.

2- Muda o nome do crime de “formação de quadrilha” para “associação criminosa”.

3- Permite que o policial infiltrado em organizações criminosas cometa crimes, ainda que assassinatos, estupros e torturas. Mas isso será permitido apenas se a prática ilegal for impossível de ser evitada. Nesse caso específico, o juiz não poderá punir o agente infiltrado.

4- Cria normas mais claras para o uso da delação premiada, o ato de confessar um crime, revelar a identidade e a extensão de uma organização em troca de uma redução de pena.

5- Cria normas mais claras para o uso da ação controlada, o ato de retardar a repressão e a investigação sobre um crime com o objetivo de verificar a real extensão dele.

6- Permite que os policiais, sem autorização judicial, tenham acesso a dados não-sigilosos dos investigados nas empresas e prestadoras de serviços públicos. Cria uma punição às empresas que se negarem a informar dados que nada têm a ver com sigilo bancário, fiscal ou telefônico.

7- Cria prazos maiores para os investigadores e os juízes tomarem decisões quando os inquéritos e processos judiciais versarem sobre organizações criminosas.

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/camara-facilita-infiltracao-policial-em-quadrilha/

Presos fazem conferência via celular por quase 10 horas 110

05/12/201206h00

EM SÃO PAULO DE SÃO PAULO DO “AGORA”

Dia 10 de fevereiro de 2011, Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, interior de São Paulo, 16h51: começa conferência telefônica via celular envolvendo dois presos e três criminosos nas ruas, que continuaria por mais nove horas e 38 minutos seguidos.

A conversa seria interrompida e retomada depois, chegando a 12 horas e um minuto de discussões pelo grupo.

Os participantes da conferência, ligados à facção criminosa PCC, discutiam negócios: a compra e venda de drogas no Paraguai e na Bolívia, o envio de maconha e cocaína para São Paulo, a distribuição para outros Estados e os investimentos que devem ser feitos com o dinheiro.

A conferência, por telefone celular, é uma das gravadas pela Polícia Federal, com autorização judicial, dentro da Operação Leviatã, desencadeada para combater o tráfico internacional de drogas.

As gravações iniciaram em outubro de 2010 e duraram até maio de 2012, quando foi iniciada a operação da PF, com 25 pessoas denunciadas.

As informações sobre as conferências, que ocorriam toda a semana, estão em processo que tramita na Justiça Federal sob sigilo.

Em média, as conferências reúnem quatro pessoas e podem durar minutos ou horas. Em uma delas, entre a noite de 24 de março e o dia seguinte, chegou a envolver nove pessoas, sendo seis presos.

A Folha obteve cópias dos relatórios que integram o processo. Nas interceptações, não foram flagradas ordens para matar policiais militares, como ocorreu em outras investigações policiais, mas há informações sobre acesso dos presos a internet e TV.

CONIVÊNCIA

As investigações, compartilhadas com a Polícia Civil, mostram que esses diálogos não acontecem diariamente -depende da equipe de agentes de plantão e das rondas nas celas dos presos do PCC.

Dependendo dos agentes, os detentos evitam conversar ao telefone até a mudança da equipe de plantão. A cada dia, os detentos colocam um preso diferente para falar ao celular em nome da facção.

Após as discussões, o preso leva os temas para serem debatidos com à cúpula e retorna com a decisão horas depois ou mesmo no dia seguinte.

Os grampos tiveram como foco Presidente Venceslau porque é ali que a Secretaria da Administração Penitenciá-ria mantém chefes do PCC que não cometeram faltas administrativas -quem comete vai para o presídio de Presidente Bernardes, o único de segurança máxima de SP.

Questionada sobre as conferências, a secretaria, em nota, não respondeu diretamente à questão. Informou que, de janeiro a agosto deste ano, apreendeu 8.335 telefones celulares -desses, 12 foram em Presidente Venceslau, sendo oito com visitantes, antes de eles entrarem no presídio.

APREENSÕES

As conferências vêm sendo usadas pelo PCC principalmente para decidir onde guardar armas e drogas.

Em 2012, a facção teve prejuízos com apreensões feitas pela polícia. No período em que as gravações foram feitas, houve 30 carregamentos de drogas apreendidos, entre eles um de 1,7 tonelada de maconha em Carapicuíba e outro de 19 fuzis em Cajamar.

A partir de então, o grupo investe na compra de casas que servem como esconderijo para as drogas.

Editoria de arte/Folhapress

OUTRO LADO

A Secretaria da Administração Penitenciária, embora questionada, não respondeu diretamente sobre as conferências entre presos, mas disse que tem atuado para impedir a entrada e o uso de celulares dentro dos presídios.

Em nota, o órgão informou que, de janeiro a agosto deste ano, 8.335 telefones celulares foram apreendidos nas 152 penitenciárias do Estado.

Do total, 4.578 estavam em presídios de regime fechado e 3.757 em unidades de regime semiaberto, nas quais o condenado tem acesso ao ambiente externo durante o dia.

Na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde a PF flagrou as conferências, foram retidos 12 telefones, sendo oito com visitantes, antes de eles entrarem na unidade.

A pasta diz que faz testes com bloqueadores de sinal, mas nenhum aparelho testado conseguiu impedir com eficiência o uso de celulares.

A secretaria negou que os presos acessem a internet. Já o acesso a TV é autorizado e está previsto no regimento.

Segundo a pasta, além dos aparelhos de raios X, são feitas revistas periódicas para evitar a entrada de celulares.

Os presos surpreendidos com drogas ou telefones, diz, respondem criminalmente, sofrem sanções disciplinares e perdem benefícios.

A mais grave das punições acontece quando o preso é enviado para a penitenciária de Presidente Bernardes, onde existe o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). Lá, o detento tem direito a duas horas de banho de sol por dia -no restante, fica na cela e não pode receber visitas íntimas.

A secretaria também diz que frequentemente compartilha as informações obtidas dentro dos presídios com as polícias Civil e Federal.

SAIBA MAIS

Fazer uma conferência por meio do celular é fácil e, em geral, não exige nenhum custo além da tarifa cobrada pelas ligações.

Basta um comando que exige uma série simples de cliques no teclado, com a qual é possível deixar uma ligação em espera, fazer outra e, por fim, juntá-las.

Algumas empresas de telefonia permitem que o serviço estabeleça conferências com a participação de mais de três linhas.

Para isso, basta repetir o comando, que, embora varie entre operadoras, raramente usa além das teclas 1, 2, 3 e send (enviar).

Em alguns smartphones, como o iPhone, é ainda mais fácil: há um ícone no teclado que, durante a conversa, oferece a possibilidade de discar para outros telefones e incluí-los.

Não há impedimentos quanto ao tipo de telefone -linhas fixas e orelhões podem participar de conferências com celulares.

Durante as reuniões, é possível fazer e atender chamadas simultaneamente, ou mesmo alternar entre elas. (MARCO ANTÔNIO MARTINS, AFONSO BENITES, ROGÉRIO PAGNAN E JOSMAR JOZINO)

João Alkimin: O LEGADO DE FERREIRA PINTO…( Corregedor bate continência para a PM, impede Delegado do DEIC de ter acesso aos subordinados e “dá voz de prisão em flagrante” aos dois policiais que foram recebidos a bala por policial militar ) 164

O LEGADO DE FERREIRA PINTO.

Soube hoje de uma história que me deixou atônito! Primeiro peço desculpas por voltar a escrever, pois já publiquei uma matéria essa semana, mas,  sabendo do que soube,não posso me omitir.

Dois investigadores de Policia da 4ª Delegacia de Crimes contra o Patrimônio do DEIC em diligência oficial, dirigindo uma viatura descaracterizada oficial foram deter um ladrão de carga. O individuo ao perceber os Policiais evadiu-se do local, incontinente um outro cidadão de dentro do bar sacou sua arma e atirou contra os Policiais Civis, baleando duas vezes um deles. O outro, reagiu a injusta agressão e lamentavelmente veio a matar o atirador que posteriormente se soube ser um policial militar.

Tudo isso é profundamente lamentável e demonstra o caos que o ex Secretário Ferreira Pinto lançou São Paulo.

Agora começa a parte tragicômica da história…

Os dois Policiais Civis foram conduzidos para a Corregedoria e lá autuados em flagrante por homicídio. Seu Delegado como deve fazer qualquer autoridade policial, para a Corregedoria se dirigiu e pasmem senhores, teve sua entrada impedida na sala onde seus subordinados eram autuados em flagrantes, por um Delegado do DOP. Mas inexplicavelmente dentro dessa sala, encontravam-se um Major e um Tenente PM acompanhando os atos de Policia Judiciária. O Delegado Diretor do DEIC somente compareceu a Corregedoria muito tempo depois e, segundo consta, instado pelo Delegado Geral. Isso é uma palhaçada!

Ocorreu uma tragédia e ninguém vai aqui negar. Mas essa tragédia ocorreu, tenham certeza, pelo medo que assola a cidade. pelo caos a que fomos lançados pelo Governador e pelo medo que os Diretores tem da Corregedoria, se preocupando somente em defender suas próprias cadeiras e cargos. Os outros…bom, cada um se vire como puder.

Ao fim e ao cabo, temos três famílias enlutadas, a de um policial que morreu e a de dois policiais autuados em flagrante.

Agora o que me causa espanto, o que queria o Delegado Corregedor? Que os Investigadores tivessem saído correndo e gritando “socorro mamãe” ? E não me venham falar a besteira que já ouvi de alguns “ah mas eles estavam em carro descaracterizado!”. Lembro aos senhores que em qualquer país sério desse planeta e cito alguns: EUA, Inglaterra, França, Itália,Canadá e até na América do Sul, Chile, Paraguai e Argentina, policiais que fazem investigação, usam carros descaracterizados. O Brasil é o único país do mundo em que se quer investigações com carros onde se escrevem “Roubo a Banco”, “Crimes contra o Patrimônio”… Isso demonstra a falta de conhecimento daqueles que se dizem “especialistas em segurança pública”.

Triste final dos tempos em que vivemos, volto a repetir meu velho mantra: demite-se o Delegado Guerra por repercutir noticia, o Delegado Frederico por prender um Juiz bêbado, o Delegado Bibiano mesmo absolvido por inexistência do fato não consegue voltar, policiais que se suicidaram por não aguentarem mais a pressão da Corregedoria e agora, policiais presos por cumprirem seu dever legal.

Palmas para aqueles que dirigem a Segurança Pública no Estado e para o Governador.

João Alkimin

Mais uma vítima do terror imposto pela bandidagem: POLÍCIA mata POLÍCIA…Hoje tem festa no PCC! 310

03/12/2012-23h47

Policiais civis matam PM à paisana a tiros na zona sul de SP

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Atualizado em 04/12/2012 às 00h02.

Investigadores da Polícia Civil mataram um policial militar à paisana a tiros na noite desta segunda-feira (3), no Grajaú, zona sul de São Paulo. O PM chegou a ser socorrido ao PS do hospital do Grajaú, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo policiais do 50º Batalhão de Polícia Militar, onde a vítima trabalhava, o caso ocorreu por volta das 21h40, na altura do número 2.300 da rua Jequirituba.

De acordo com informações iniciais, o PM estava de folga diante de um mercado quando foi abordado por três policiais do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado) à paisana em uma Parati. Pensando que fosse um ataque, o PM teria sacado sua arma e iniciado uma troca de tiros.

O caso será investigado por policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Colaborou ANDRÉ CARAMANTE

Eduardo Anizelli/Folhapress
Policiais militares isolam local onde PM à paisana foi morto por policiais civis na rua Jequirituba, no Grajaú, zona sul de SP
Policiais militares isolam local onde PM à paisana foi morto por policiais civis na Grajaú, zona sul de SP

João Alkimin: E SE FOSSE UM POLICIAL? 17

E SE FOSSE UM POLICIAL?

A partir de agora, os juízes de todo o País não deverão mais conceder liminares que garantam a exploração de jogos de azar, como bingos e caça-níqueis, com base em leis estaduais. Também não poderão ser criadas novas loterias estaduais – hoje, nove Estados têm extrações. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) editou ontem uma súmula vinculante, estabelecendo que apenas a União pode autorizar esse tipo de estabelecimento. Os ministros do Supremo esperam que a decisão detenha as liminares judiciais favoráveis a empresários de jogos de azar. Essa providência se tornou ainda mais necessária após a deflagração da Operação Hurricane (Furacão, em inglês) pela Polícia Federal. De acordo com as apurações, havia uma rede de venda de decisões judiciais pró-bingos e máquinas caça-níqueis. Entre os suspeitos estão juízes e até o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina. Na prática, a existência da súmula vinculante facilitará a cassação de eventuais decisões favoráveis a jogos de azar. Se algum juiz conceder uma liminar permitindo o funcionamento de bingos, a parte inconformada poderá apresentar uma reclamação diretamente ao STF. Anteriormente, a parte inconformada tinha de recorrer em todas as instâncias da Justiça até chegar ao Supremo. O texto prevê expressamente que ‘é inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias’”
Comecei com essa informação pois um de meus repórteres de rua soube que na cidade de Caçapava existe um bingo em funcionamento. Depois de checada a informação e confirmada, fui questionar o Seccional de Polícia de São José dos Campos, Dr.Roberto Martins de  Barros e o Diretor do DEINTER I Dr. João Barbosa Filho, sobre qual motivo o bingo encontra-se funcionando quando a legislação não permite e tive a seguinte informação : “Realmente existe um bingo em funcionamento em Caçapava, mas o mesmo possui uma medida liminar concedida pelo Juiz de Direito da Comarca, Dr. José Benedito Rabello. Portanto, não nos cabe e nem podemos tomar nenhuma atitude, pois existe uma ordem judicial”.

Fui procurar saber quais medidas teriam sido tomadas pelo Ministério Público e soube que o mesmo ingressou com recurso junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Ora senhores, medida anódina, pois bastaria uma reclamação diretamente ao Supremo Tribunal Federal que certamente seria mais rápido.
Por outro lado, uma indagação se faz necessária: É sempre a Policia a culpada por todos os males que assolam nosso Estado, se esse bingo estivesse funcionando sem autorização judicial, efetivamente inúmeros policiais já estariam sendo processados e sindicados e, provavelmente alguns já estariam presos. Portanto, é bom que saibamos que não é a policia a culpada de todos os males,mas nesse caso específico o Poder Judiciário, que age em clara afronta a decisão do Supremo Tribunal Federal.
Comuniquei o fato oficialmente ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, fiz matéria também sábado passado em nosso programa de rádio, agora aguardo confortavelmente sentado, as providências que devem ser tomadas pela Corregedoria Geral de Justiça.
Gostaria de esclarecer também o seguinte, alguns dias atrás um Advogado de meu círculo de relacionamento, foi a um Distrito e ouviu da Autoridade Policial “ora, agora o João Alkimin está defendendo a Polícia Civil?”, quero deixar muito claro que nunca ataquei ou critiquei a Instituição Policia Civil, mas critiquei, critico e continuarei criticando maus policiais que venham a denegrí-la, pois entendo que a Instituição é mais importante que todos e talvez seja eu a única pessoa a ter contra si dois inquéritos em andamento á época, por crime contra a honra, movido por 22 Delegados de Polícia de São José dos Campos e ter sido indiciado na Sede do DEINTER I pelo Delegado Diretor Waldomiro Bueno Filho, quando se sabe que a sede do Departamento não faz Policia Judiciária. Também havia um inquérito em curso na DIG que deve atuar em crimes de autoria desconhecida e que tinha como Presidente do Inquérito o Delegado José Henrique de Paula Ramos. Saliente-se que os dois inquéritos firam arquivados a requerimento de dois Promotores de varas diferentes e nem por isso critico a Instituição, critico sim aqueles que dela fazem uso para satisfazer interesses particulares, aqueles que usam a instituição com fins políticos para demitirem policiais sem motivos justos ou justificados como fizeram com o Delegado Conde Guerra, aqueles que a usam para demitir Delegados afim de ficar bem com o Poder Judiciário como fizeram com o Delegado Frederico, ou ainda aqueles que a usam para demitir ou punir inúmeros policiais do mais importante ao mais humilde para jogarem para a platéia, aplacarem a imprensa ou fazerem sua média com o Ministério Público. Pois já tivemos na região, Delegados Seccionais que instauravam procedimentos disciplinares, pediam prisão preventiva de policiais, levavam promotores para oitiva de policiais na Corregedoria em viaturas policiais e depois se envolveram num mega escândalo que abalou e desacreditou à época toda Policia Civil de São José dos Campos.
Continuarei a escrever e falar  até que as injustiças sejam reparadas, principalmente as feitas contra o Delegado Guerra, Frederico e Bibiano. E entendo que a partir daí minha ira contra as injustiças estará aplacada e talvez não tenha mais motivo para continuar escrevendo ou falando. Mas enquanto isso  não acontecer, continuarei clamando, ainda que sozinho, para que seja corrija a imoralidade da demissão desses citados e de inúmeros outros policiais.
João Alkimin

PCC- O DIA DE NATAL 24/12 SERÁ O DIA EM QUE OS ATAQUES SERÃO MAIS VIOLENTOS, COMO FIZERAM NO DIA DAS MÃES EM 2006. 100

Enviado em 03/12/2012 as 17:48 – O HOMEM QUE SABIA DEMAIS

VOU REPASSAR UMA INFORMAÇÃO QUE ME CHEGOU:
O PCC TÁ ESPERANDO A SAÍDA DOS MANOS NO INDULTO DE NATAL OS ATAQUES CONTRA POLICIAIS SERÃO INTENSIFICADOS, NO SABÁDO DIA 01/12 FOI PRESO MAIS UM MANO QUE ESTAVA ANOTANDO PLACAS DE VEÍCULOS DE PM’S DO 38ºBATALHÃO EM SÃO MATEUS, NO CAMPO LIMPO 37º BATALHÃO TAMBÉM PRENDERAM DOIS MANOS UNS DOIS DIAS ANTES FAZENDO O MESMO.
NAS DELEGACIAS DA CIVIL OS CARAS ESTÃO INDO A NOITE NA MADRUGADA OBSERVAR OS LOCAIS.
SEGUNDO ME INFORMARAM NO DIA DE NATAL 24/12 SERÁ O DIA EM QUE OS ATAQUES SERÃO MAIS VIOLENTOS, COMO FIZERAM NO DIA DAS MÃES EM 2006.
APÓS ESSE DIA O PCC VAI SUSPENDER OS ATAQUES.

SE É VERDADE OU NÃO? NÃO POSSO AFIRMAR, POIS O PAPO VEIO DE FAMÍLIA DE LADRÃO. MAS NO DP QUE TRABALHO, POPULARES VIZINHOS VIERAM DAR UM TOQUE SOBRE PESSOAS QUE NA MADRUGA FICAM POR PERTO OBSERVANDO O LOCAL.

PORTANTO TODO CUIDADO É POUCO, SE FOMOS ESPERAR O GOVERNO NOS INFORMAR DE ALGO JÁ ESTAREMOS MORTOS E NOSSOS FAMILIARES PASSANDO NECESSIDADE. FIQUEM ESPERTOS E NA PAZ DE DEUS.

Crimes cibernéticos: Lei Carolina Dieckmann é sancionada sem vetos 17

Crimes cibernéticos: Lei Carolina Dieckmann é sancionada sem vetos
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:: Convergência Digital :: 03/12/2012

A presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 12737, conhecida como Lei Carolina Dieckmann, sem vetos. Mas não poupou a Lei 12735, conhecida como a Lei Azeredo, e vetou dois dos quatro artigos que restaram na legislação. Entre eles, a possibilidade de os militares controlarem 100% dos dados para impedir a ocorrência de um WikiLeaks. no país.

Nesta segunda-feira, 03/12, a sanção das duas legislações foi publicada no Diário Oficial da União. A Lei 12737 – de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT/SP), conhecida como Lei Carolina Dieckmann – que teve seu computador invadido e fotos nuas divulgadas pela Internet – aconteceu sem vetos.

A legislação, agora, a primeira de combate aos crimes na Internet, estabelece pena de reclusão de seis meses a dois anos e multa para quem obtiver segredos comerciais e industriais ou conteúdos privados por meio da violação de mecanismo de segurança de equipamentos de informática.

A pena também vale para o controle remoto não autorizado do dispositivo invadido. Essa pena poderá ser aumentada de 1/3 a 2/3 se houver divulgação, comercialização ou transmissão a terceiro dos dados obtidos. Para o crime de “devassar dispositivo informático alheio” com o objetivo de mudar ou destruir dados ou informações, instalar vulnerabilidades ou obter vantagem ilícita, há uma atribuição de pena de três meses a um ano de detenção e multa.

Será enquadrado no mesmo crime aquele que produzir, oferecer, distribuir, vender ou difundir programa de computador destinado a permitir o crime de invasão de computadores ou de dispositivos como smartphone e tablet. A pena será aumentada de 1/6 a 1/3 se a invasão resultar em prejuízo econômico; e de 1/3 à metade se o crime for praticado contra autoridades públicas, entre elas, a presidente da República, governadores, entre outros.

Já a Lei 12735 – mais conhecida como Lei Azeredo, que já foi tratada como um AI5 Digital – que já tinha sido bastante negociada e reduzida a apenas quatro artigos para a aprovação no Congresso Nacional, terminou tendo dois artigos – o artigo segundo e o artigo terceiro – vetados pela presidenta Dilma Rousseff.

O artigo segundo equiparava cartões de crédito/débito a documentos particulares, nos casos de falsificação. O veto foi porque já há definição sobre essa legislação no Código Penal. Já o artigo terceiro permitia os militares terem controle dos dados em caso de uma guerra cibernética. Na prática, os militares poderiam punir e evitar a existência de um WikiLeaks, escândalo que envolveu militares norte-americanos e que teve repercussão mundial.

O Convergência Digital disponibiliza a íntegra das novas legislações.
Clique aqui.

(PDF – 260 KB)

As definições a respeito das mudanças na Polícia Civil devem ocorrer em 60 dias 315

 
O recém-empossado delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck e o delegado que dirige o Deinter 7, Weldon Carlos da Costa – Por: Aldo V. SIlva
 

Leandro Nogueira
leandro.nogueira@jcruzeiro.com.br

O recém-empossado delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, disse ontem durante entrevista coletiva em Sorocaba que definirá em cerca de 60 dias as mudanças e investimentos a serem feitos tanto em pessoal como em material na Polícia Civil. Na intenção de motivar os policiais implantará um plano de cargos de carreira e salários, além de coibir o assédio moral aos subalternos. Sobre a reimplantação dos Distritos Policiais no Jardim Vera Cruz (9ª DP), Barcelona (10ª DP) e Jardim São Guilherme (11º DP), afirmou que a destinação de recursos e materiais será definida em todo o território estadual após visita aos nove Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinters). Ele atendeu a imprensa às 15h na sede do Deinter 7, no Jardim América, ao lado do delegado que dirige o Deinter 7, Weldon Carlos da Costa. Descartou alterações no comando da Polícia Civil em Sorocaba de imediato.

Lembrou que esteve durante dez anos em Sorocaba e conhece as necessidade da região. A exemplo dos demais Deinters, irá pedir ao responsável pelo da região de Sorocaba, Weldon da Costa, um planejamento de tudo o que já foi feito, de que forma e o que será feito, do que é necessário, principalmente em recursos humanos. “O Weldon mostrará o que fez de melhor possível e terá que mostrar como fará”, disse Blazeck. Afirmou que Sorocaba precisa de bom planejamento, principalmente para os plantões policiais, já que a cidade cresce ao ritmo de 30 mil novos habitantes ao ano.

Tais planejamentos serão solicitados durante visitas aos nove Deinters em todo o Estado. As visitas estão previstas para o mês de janeiro, quando também decidirá quais mudanças serão colocadas em prática, tanto em relação aos policiais quanto em relação a investimentos em materiais e equipamentos. “Conversei com o secretário (de Estado de Segurança) e agora é ouvir absolutamente tudo, falar o necessário, e trabalhar muito”, declarou Blazeck. Quando concluídos os trabalhos de levantamentos nos Deinters, providenciará o planejamento de recursos pessoal e financeiro. A partir de então terá definido o quanto de recursos destinará para toda as Delegacias Seccionais, em policiais, viaturas, armas, munições, coletes e outros equipamentos. “Não se planeja da noite para o dia”, disse o delegado-geral.

Nas delegacias e plantões, ele afirmou que além do plano de cargos e salários exigirá respeito com os policiais, tanto da população quanto de seus chefes. “Os funcionários têm que ter paz de espírito, se a base estiver insatisfeita com o superior, isso será refletido na sociedade“, afirmou. Segundo Blazeck, os policiais já trabalham sob estresse e não há ser humano que dá conta do estresse da profissão somado ao gerado pela falta de respeito, tanto da sociedade como dos policiais com os seus subordinados.

Crise

Há cinco dias atuando como delegado-geral da Policia Civil, Blazeck, afirmou que a missão é controlar a crise. “Crise não se resolve, se controla”, declarou. Destacou que tanto o policial civil como o militar precisam estar preparados para esse enfrentamento a qualquer momento. Para isso, em todo o Estado está sendo feito um trabalho de inteligência para a integração da Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Polícia Científica, o que considera essencial.

Sobre os ataques aos ônibus urbanos em Sorocaba e Votorantim, declarou que em qualquer lugar do mundo, quando uma facção criminosa começa a agir, também existem ações geradas por outras motivações que surgem aproveitando do momento.

Afirmou que quase cem policias militares foram mortos e outros cerca de cem policiais civis por conta dos ataques da facção criminosa e o Departamento de Homicídios da capital está aprofundada nesses trabalhos – 60 desses casos estão praticamente esclarecidas, com 20 mandados de prisões que já foram ou estão sendo cumpridos.

 

Uso de farda fora de serviço é vetado em Guarulhos 16

Enviado em 03/12/2012 as 17:05 – Agora não adianta mais, já chapei!

Seg , 03/12/2012 às 08:39

Artur Rodrigues e Bruno Paes Manso | Agência Estado

Esconder a farda a caminho ou na volta do trabalho virou regra em Guarulhos. A ordem foi dada depois que o setor de inteligência polícia descobriu que o Primeiro Comando da Capital (PCC) ordenou que integrantes da facção matem dois PMs do 15.º Batalhão em 30 dias – já se passaram 8 desde então.
A facção quer vingar dois criminosos mortos em outubro em Guarulhos após um assalto a banco. Em um ano em que 95 PMs foram mortos, os integrantes da corporação já mantinham rotina discreta. Mas, agora, até mesmo usar o uniforme parcialmente é proibido. “O comando proibiu andar de farda ou meia farda, que é só a calça e a bota, na condução, de moto ou a pé para que não sejamos alvos de ataque”, disse um cabo do 15.º Batalhão.
“A polícia está de luto neste Natal, todo mundo tem um amigo que foi morto”, acrescenta o policial. Os PMs dizem que, sem a farda, têm de pagar o ônibus – eles têm direito à gratuidade da passagem quando andam devidamente identificados.
O porta-voz da PM, capitão Sérgio Marques, confirmou a proibição. “O objetivo é preservar os policiais de ataques. Principalmente sobre a dobradinha de andar de moto e fardado, que deixa o policial mais vulnerável”, diz. Segundo ele, outra medida tomada foi diminuir as folgas para aumentar o efetivo na rua. “Só de equipes das Forças Táticas são 30 em Guarulhos, o que refletiu na diminuição de homicídios”, diz Marques.
No sábado (01) à noite, mais um PM foi morto. O subtenente da reserva, Luiz Carlos Ribeiro, foi baleado em uma briga de bar, na zona oeste de São Paulo. As mortes de PMs ganharam destaque no mesmo dia no jornal The New York Times. À tarde, bandidos mataram o ex-PM Claudio Honório de Moraes foi morto em frente a um bar em Guarulhos. Outras cinco pessoas ficaram feridas.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.