Adpesp pede instauração de inquérito para apurar suposta prática ilegal de grampos na PM 74

Enviado em 14/12/2012 as 20:11 – BRITO SATURADO

O departamento Jurídico da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo protocolou, nesta sexta-feira, 14, pedido de instauração de inquérito (Nº ) na Delegacia Geral de Polícia para que se apure suposta prática ilegal de grampos praticado pelo coronel da Polícia Militar, Homero de Almeida Sobrinho, a mando do ex- Secretário Antonio Ferreira Pinto.

A Adpesp também finaliza Ofícios e  representações para órgãos como a OAB, TCE (Tribunal de Contas do Estado), Ouvidoria da Polícia, Procuradoria Geral de Justiça e Conselho Nacional de Justiça, dentre outros, confiando, ainda, na isenção e comprometimento da imprensa para acompanhar o andamento de todo procedimento apuratório para que eventual prática de violação aos direitos fundamentais ao arrepio da lei aponte os responsáveis.

A central montada em Presidente Pudente (interior de SP), recém-desativada, monitorava 500 linhas não só do crime organizado, mas de policiais e de jornalistas. A preocupação é que haja mais centrais de “espionagem” e que inocentes com telefones interceptados tenham morrido durante a guerra entre a PM e o PCC na capital. De acordo com a presidente Marilda Pansonato Pinheiro, é preciso saber a extensão desta ação. “Como foram feitas as interceptações, quem pediu, quem autorizou e quem foi interceptado”, questiona.

O caso veio à tona com reportagem do jornal Oeste Notícias e Folha de S.Paulo desta sexta-feira (14). A central funcionava numa sala disponibilizada pela SSP dentro do Comando de Policiamento do Interior (CPI), de Prudente, onde nem mesmo o comando da região tinha acesso.

Ferreira & Homero monitoramento clandestino de conversação telefônica Ltdª 57

Enviado em 14/12/2012 as 14:47 – Quem vai apurar isso?

Em postagens anteriores, havíamos mencionados a verdadeira rede de arapongas de botas instalada para abastecer de informações, algumas delas de interesse pessoal, a administração anterior da SSP. Com base nelas se norteava a administração anterior, de frente para a PM e de costas para a Civil.

Não só os estabelecimentos prisionais da SAP eram objetos dessa “arapongagem”, a própria sede da SSP e, quiçá, outras secretarias de Estado, eram alcançadas por esse tipo de expediente espúrio, o qual nos remete ao nada memorável período dos anos de chumbo de nossa história. Arapongas de botas operacionalizavam a construção de dossiês, abastecendo a administração anterior de eventual fundamentação para exonerações e destruição de reputações construídas ao longo de anos, tipo episódio do qual fora vítima o sociólogo Túlio Kahn.

Não podemos deixar de consignar os seguintes questionamentos, que nos deixam indignados, mormente quando seu cometimento se deu por quem, como fiscal da lei, tinha o dever legal de zelar pelo ordenamento jurídico deste país:

Como um Coronel da Reserva da PM é contratado para um cargo em comissão, devidamente remunerado, na assessoria especial da SSP, com sede na capital, e se instala num quartel da PM, no interior do Estado, montando uma central clandestina de monitoramento de conversação telefônica em estabelecimentos prisionais da SAP, ou seja, atividades que, devidamente autorizadas por lei, seriam do interesse exclusivo de outra secretaria do Estado? Com autorização judicial de quem se dava esse monitoramento? O Coronel da Reserva da PM tem atribuição constitucional para fazer investigação criminal comum? Havia inquérito policial instalado? Quartel da PM é Delegacia de Polícia? Qual o fluxograma dessas informações? Por acaso seria do Quartel de Presidente Prudente direto para o Comando da Rota para operacionalização de mais uma execução coletiva? Resultado: Implantação da política de segurança pautada pelo slogan: Por que prender se dá para matar?

Situação digna de investigação pelo Conselho Nacional do Ministério Público, Conselho Nacional e Estadual de Defesa dos Direitos Humanos e Entidades Internacionais que se dedicam à defesa de tais direitos.

Isso o Ministério Público não quer investigar. Luta para agregar ao seu extenso rol de atribuições constitucionais, o poder de investigação, mas não é de qualquer investigação, somente daquelas com grande viés político. Imagine se, para satisfação de todos os caprichos institucionais, terem nas mãos o mais importante de todos os poderes, que é o político, e como moeda de troca, o poder de investigar seus detentores. Fica aí o alerta, Abram os olhos senhores deputados e senadores

Governo desmonta central de escutas instalada na PM 55

14/12/201206h40

JOSMAR JOZINO DO “AGORA” ROGÉRIO PAGNAN AFONSO BENITES DANIELA LIMA DE SÃO PAULO

O governo de São Paulo começou a desmontar uma central de escutas telefônicas que funcionava havia seis anos na sede do comando da Polícia Militar de Presidente Prudente (558 km da capital).

O grupo, formado por cerca de 40 policiais militares, foi criado em 2006 pelo então secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto. Seu principal objetivo era monitorar presos da facção criminosa PCC.

O órgão funcionava em uma parceira entre a SAP, a Secretaria da Segurança Pública e o Ministério Público.

O coronel da reserva Homero de Almeida Sobrinho, que coordenava o grupo, foi dispensado pelo substituto de Ferreira Pinto na Secretaria da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, no último dia 6.

A saída de Homero ocorreu uma semana após o Tribunal de Justiça de SP arquivar uma investigação sigilosa contra magistrados por suspeita de autorizar uma série de grampos de forma irregular. A apuração havia sido aberta por determinação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Apesar do arquivamento, delegados, promotores e juízes disseram à Folha desconfiar que no local funcionava uma central de “espionagem” que teria “grampeado” pessoas sem ligação com o crime organizado, como delegados.

Autoridades do governo Geraldo Alckmin (PSDB) negam procedimentos ilegais. A Folha não conseguiu localizar Ferreira Pinto ontem.

GRAMPOS ILEGAIS

A presidente da Associação dos Delegados, Marilda Pinheiro, disse que vai pedir hoje a abertura de inquérito policial sobre o caso. Segundo ela, a realização de escutas irregulares é amplamente conhecida na polícia.

Ontem, Secretaria da Segurança Pública e Ministério Público deram informações contraditórias sobre o grupo.

A secretaria diz que a central é coordenada pelo Ministério Público e trabalha com policiais cedidos pelo governo do Estado. A Promotoria, por sua vez, nega qualquer ligação com o grupo.

Procurado, o coronel Homero Sobrinho afirmou que, como não ocupa mais o cargo, não iria se manifestar. Disse que o Comando da Polícia Militar e a secretaria deveriam se pronunciar.

A PM disse que caberia à Secretaria da Segurança Pública dar explicações.

O juiz apontado como o responsável por autorizar escutas disse à Folha que sempre agiu de acordo com os critérios legais. Afirmou ainda que a acusação que motivou a investigação contra ele foi um desespero de criminosos que eram investigados.

“Quem se viu prejudicado por isso, e são vários criminosos, fazem mão do que em regra se faz em um processo penal: ataca o acusador. Esse tipo de distorção ataca o procedimento, ataca as provas.”

A Folha não publica o nome do magistrado, a pedido do TJ, por questão de segurança, já que atua em casos ligados ao crime organizado.

O deputado estadual e major da reserva, Olímpio Gomes (PDT), criticou o fechamento da central, já que, para ele, as escutas telefônicas são importantes no combate ao crime organizado.

Desvio de $$$ no novo DETRAN SP – PSDB 38

TCU NOVO DETRAN SP.pdf

———- Mensagem encaminhada ———-
De: tomy lee >
Data: 13 de dezembro de 2012 22:24
Assunto: desviode $$$  no novo DETRAN SP PSDB
Para: dipol@flitparalisante.com
Ola!

Conde, é a primeira vez que te mando uma materia, essa achei de suma importancia, dado aos fatos de sermos chamados de ladrões, ou corruptos, pelo ex secretino e pelo proprio Daniel Anennberg Coordenador Geral do Detran quando ele disse: O servidores do Detran cria dificuldades para vender facilidade$$$. ele só esqueceu de um detalhe os ricos tambem rouba!
Analise feita pela proprio TCU ele quem acusa e não simples mortal da SSP.
DESVIOS NO NOVO DETRAN SP (PSDB)
Após uma detalhada auditoria nas obras do Novo DETRAN/ SP, observa-se que os prejuízos estimados ao erário público chegaram aos quase R$ 19 milhões. A falta de planejamento na criação do deste órgão, a partirda auditoria, surge como principal marca do governo paulista. Diante deste quadro, o TCE apontou inúmeros problemas, que resultaram em ilegalidades e falta de economicidade. A tabela abaixo aponta os principais problemas encontrados pela auditoria, com os respectivos prejuízos estimados.
Problemas Novo Detran/auditoria do TCE Valor do prejuízo Aluguel do DET-SUL, com apenas 50% da área usada 3.479.305,80 Despesas de condomínio (R$ 50.707/mês) – sem que o DETRAN saiba detalhá-las Todas as obras e benefícios executadas com recursos públicos serão incorporadas ao patrimonio do locador, sem ressarcimento ao Estado, contrariando parecer da consultoria jurídica 7.792.395,36 Serviço sem contrato com a CPOS – projeto básico e executivo da obra do DET-SUL , Centro e Leste 1.909.060,57 Projetos elaborados com falhas, ocasionando o acréscimo no custo da obra e prorrogação no prazo de entrega: DET SUL e LESTE. 2.734.555,01 Obras realizadas sem autorização. 1.247.304,00 Instalação de sistema de ar condicionado diverso do contratado e não operante. 29.772,71 Valor de aditivos para gerenciamento de obras civis, dos serviços e recebimentos de pagamentos antes da entrega de serviços. 262.432,52 Contrato de informática julgado irregular pelo TCE 1.023.650,00 Aquisição de equipamentos de informática em data anterior ao contrato de locação e início das obras no DET SUL e Leste. Não localização das pesquisas de mercado e do SIAFISICO nas contratações e perda do prazo de garantia. Aquisição de mobiliário com valores superiores aos encontrados no SIAFISICO. Desclassificação de fornecedores no pregão eletrônico, sem justificativa detalhada. 364.700,83 Total 18.843.176,80
FONTE: http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/DO/BuscaDO2001Documento_11_4.aspx?link=%2F2012%2Flegislativo%2Fdezembro%2F12%2Fpag_0027_3PAAN4KRB88KBe8MNH8MS671CO0.pdf&pagina=27&data=12%2F12%2F2012&caderno=Legislativo&paginaordenacao=100027
Abraços!
Alma Lavada.
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Central de espionagem mantida for Ferreira Pinto é “desativada” 84

Enviado em 13/12/2012 as 13:51 – josé

13/12/2012 – ‘Grampo’ da PM é desativado

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP) publicou, ontem, no Diário Oficial, a exoneração do coronel da reserva da Polícia Militar, Homero de Almeida Sobrinho, que desde o dia 10 de junho do ano passado ocupava o cargo de assessor especial do secretário Antônio Ferreira Pinto, demitido do cargo no final de novembro. As informações são do jornal Oeste Notícias.

Ferreira Pinto caiu em virtude da escalada da violência no Estado, sobretudo na capital paulista, neste ano, com a morte de mais de cem policiais militares, agentes penitenciários, além de centenas de civis.

O Oeste Notícias publicou, no dia três de novembro, que Homero de Almeida Sobrinho estava trabalhando anonimamente em uma sala disponibilizada pela Secretaria de Segurança dentro do CPI (Comando de Policiamento do Interior), de Prudente. À época, nem o oficial nem a secretaria disseram que tipo de trabalho, exatamente, ele desempenhava.

Segundo Sobrinho, seu trabalho estava relacionado a projetos que Antônio Ferreira Pinto vinha desenvolvendo para combater a violência no Estado. Em uma entrevista com mais de 30 minutos, ele se esquivou de responder que projetos eram esses, sempre alegando sigilo.

Rebateu informações obtidas pelo jornal de que estaria incumbido de monitorar os passes do PCC (Primeiro Comando da Capital) a partir de Presidente Prudente e, assim como o secretário deposto, disse que a facção não merecia crédito porque estava acabada. Do dia da entrevista até ontem, 38 policiais militares morreram em São Paulo. Homero de Almeida Sobrinho comandou a PM de Prudente e região durante cinco anos, entre março de 2006 e março de 2011. Após a publicação da reportagem, outras apurações envolvendo policiais militares, muitos com posto de comando na hierarquia do 18º batalhão, contradisseram a afirmação do coronel de que sua contratação, após se aposentar, nada tinha a ver com monitoramento da facção criminosa.

O Oeste Notícias apurou com diversas fontes que a PM, a mando de Antônio Ferreira Pinto, montou uma central de escutas telefônicas dentro do CPI, que nem mesmo o comando da região tinha acesso.

A central teria capacidade para operar com o monitoramento de entre 400 e 500 linhas telefônicas, sendo que muitas das ações realizadas em São Paulo, operadas pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), só teriam sido possíveis graças às escutas e coordenadas enviadas pela equipe do coronel Sobrinho, em Prudente, que teria até 40 policiais militares envolvidos.

Na conversa em sua sala, Almeida Sobrinho rasgou elogios à atuação de Antônio Ferreira Pinto à frente da pasta da segurança. Como a manutenção de seu cargo era prerrogativa do secretário, quando Fernando Grella Vieira assumiu, no dia 22 de novembro, a determinação era de que, oficialmente, a central de escutas telefônicas instalada dentro do CPI de Prudente fosse desmontada.

Outro lado

A reportagem ligou para a casa do coronel Homero de Almeida Sobrinho, mas ninguém atendeu. Também enviou email para a assessoria de imprensa da Polícia Militar, com questionamentos sobre o desligamento do coronel, pedido de informações sobre a central de escuta, se era legal, se suas gravações tinham aval da Justiça e o que será feito com o material obtido durante o tempo em que ela funcionou. Até as 19h30 de ontem nenhuma resposta havia sido dada.

http://adpesp.org.br/noticias_exibe.php?id=5068

Grella diz que vai acelerar investigações sobre policiais 36

Enviado em 13/12/2012 as 7:02 – ESCRILUDIDA

 DE SÃO PAULO

O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, disse ontem que as polícias Civil e Militar e suas corregedorias irão acelerar as investigações em que haja suspeita de participação de policiais.

Nas últimas duas semanas, 13 policiais militares foram presos por suspeita de envolvimento em mortes, em tentativa de homicídio e em roubos de caixas eletrônicos.

No dia 30 de novembro, seis policiais militares foram detidos sob a suspeita de integrarem uma quadrilha de ladrões de caixas eletrônicos.

No último sábado, um PM foi preso depois de atear fogo a um homem durante uma abordagem na zona sul de São Paulo. No domingo passado, seis PMs foram presos sob suspeita de matarem um jovem na zona norte

“O que precisa, quando não conseguimos impedir esses fatos lamentáveis, é investigar o quanto antes e esclarecer o ocorrido porque isso é a resposta que a sociedade quer”, afirmou Grella.

As declarações foram feitas na cerimônia de posse de 134 delegados no Palácio dos Bandeirantes.

Na ocasião, Grella, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o delegado-geral Maurício Blazeck reforçaram em seus discursos que os novos policiais devem agir no “estrito cumprimento da lei”, sem desvios de conduta.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1200428-grella-diz-que-vai-acelerar-investigacoes-sobre-policiais.shtml

Portarias do Delegado Geral de Polícia, de 12-12-2012…( Novos Seccionais do DECAP ) 186

Portarias do Delegado Geral de Polícia, de 12-12-2012
Classificando:
no DECAP e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar
731, de 26-10-1993, designa, o Dr. FRANCISCO ALBERTO DE
SOUZA CAMPOS – RG. 7.669.350, Delegado de Polícia de Classe
Especial, padrão IV, lotado na Delegacia Geral de Polícia, para
exercer a função de Delegado Seccional de Polícia I da 2ª Delegacia
Seccional de Polícia da Capital, fazendo jus, a gratificação
de “pró labore” de 10% calculada sobre o valor do respectivo
padrão de vencimento, anteriormente classificado na ACADEPOL,
cessados os efeitos da Portaria que o designou para exercer
a função de Delegado Divisionário de Polícia da Secretaria de
Cursos Complementares da ACADEPOL, ficando em consequência
cessado o “Pró-labore” correspondente.(DGP-2243-P)
no DECAP e nos termos do artigo 6º da Lei Complementar
731, de 26-10-1993, designa, o Dr. ARMANDO DE OLIVEIRA
COSTA FILHO – RG. 12.783.772, Delegado de Polícia de Classe
Especial, padrão IV, lotado na Delegacia Geral de Polícia, para
exercer a função de Delegado Seccional de Polícia I da 3ª Delegacia
Seccional de Polícia da Capital, fazendo jus, a gratificação
de “pró labore” de 10% calculada sobre o valor do respectivo
padrão de vencimento, anteriormente classificado no DECADE.
(DGP-2244-P)
no DECAP e nos termos do artigo 32 da Lei Complementar
207, de 05-01-1979, autoriza, em caráter excepcional, o Dr.
ISMAEL LOPES RODRIGUES JUNIOR – RG. 14.009.316, Delegado
de Polícia de 1ª Classe, padrão III, lotado na Delegacia Geral de
Polícia, para exercer a função de Delegado Seccional de Polícia
I da 4ª Delegacia Seccional de Polícia da Capital, fazendo jus,
fazendo jus, nos termos do artigo 33 da referida Lei Complementar
207/79, ao pagamento da diferença entre os vencimentos de
seu cargo 1ª classe padrão III e os do cargo de Classe Especial
padrão IV, e a gratificação de “Pró-labore” de 10% calculada
sobre o valor do respectivo padrão de vencimento, de conformidade
com o artigo 6º da Lei Complementar 731, de 26-10-
1993, anteriormente classificado no DEIC, cessados os efeitos
da Portaria que o autorizou para exercer a função de Delegado
Divisionário de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Crimes
Contra o Patrimônio do DEIC, ficando em consequência cessado
o “Pró-labore” correspondente e a classe superior.(DGP-2245-P)

Exilado, André Caramante – ameaçado por ‘policiais’ – relata mudança brusca de vida 26

12/12/201207h51

Fora do Brasil, repórter ameaçado por ‘policiais’ relata mudança brusca de vida

BBC Luis Kawaguti Em São Paulo

  • Supostos policiais, agindo anonimamente, teriam ameaçado André Caramante e seus familiaresSupostos policiais, agindo anonimamente, teriam ameaçado André Caramante e seus familiares 

Após escrever uma reportagem em julho relatando que o ex-comandante da Rota (a controversa unidade de elite da Polícia Militar de São Paulo) e vereador eleito Paulo Telhada usava sua página no Facebook para pregar a violência, o repórter André Caramante, do jornal Folha de S.Paulo, passou a ser alvo de ameaças que o levaram a deixar o país com a família. Com os filhos fora da escola regular e longe dos amigos e da profissão, o jornalista espera providências das autoridades, que ainda não identificaram os autores de ameaças como: “Quero deixar um recado para o André Caramante. Para ele deixar a polícia trabalhar em paz ou os filhos dele vão estudar no tacho do inferno”, feita por telefone a um funcionário da Folha de S.Paulo, segundo o Ministério Público. Segundo o advogado de Telhada, as ameaças não partiram dele – que pediu pela internet apenas que seus simpatizantes escrevessem ao jornal em atitude de “desagravo” à reportagem. Porém, o pedido deflagrou a perseguição ao repórter feita por supostos policiais que equiparam a defesa dos direitos humanos à proteção a bandidos. O episódio mostrou, contudo, que Caramante não está sozinho. Ele tem o apoio de diversas organizações não-governamentais, entidades de classe e movimentos sociais. Na última segunda-feira, recebeu o Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo – devido não só à reportagem de julho, mas a um trabalho sistemático de denúncia de abusos de direitos humanos no país. Na terça-feira, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, escreveu em sua conta no Twitter que Caramante, “que denuncia impunidade e violência” em São Paulo, “deve poder trabalhar livre de ameaças”. Ela afirmou também que o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana reforçará o apoio aos jornalistas. Leia abaixo trechos da entrevista de Caramante à BBC Brasil. Veja também o “Outro lado”, com as reações do advogado do coronel Paulo Telhada, da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Militar às declarações do jornalista.

BBC Brasil – Que tipo de ameaças você recebeu após a publicação da matéria sobre o coronel Paulo Telhada?

André Caramante – Por telefone, ameaçaram minha família. Pela internet, houve uma onda de ameaças e intimidações em redes sociais, blogs e até no próprio site do jornal Folha de S.Paulo, na seção de comentários. Entre as mensagens, fui chamado de “bandido”. Disseram coisas como “bala nele”, “você ainda será vítima de um sequestro relâmpago”, “quando apontarem uma arma para você…” e, ironizando, “espero que nada de mau te aconteça”. Esta onda teve grande força por mais de um mês, e seguiu forte até outubro.

O coronel me chamou publicamente, no Facebook, de “notório defensor de bandidos” e pediu uma mobilização contra mim. Houve incitação de pessoas para que denegrissem meu trabalho e deflagrou-se uma onda de intimidações e de incitação à violência contra mim e contra o jornal.

As ameaças e intimidações na internet estão ligadas, em sua maioria, a alguns policiais, por meio de declarações próprias, e simpatizantes. Em relação aos atos fora da internet, até o momento, não é possível apontar um autor.

BBC Brasil – A defesa do coronel diz que ele nunca falou com você…

Caramante – Esse mesmo coronel da PM reformado, eleito vereador, é alguém que durante seu trabalho na Polícia Militar assume ter matado 36 pessoas – todas “dentro da lei”, segundo afirma. Na tentativa de desmoralizar meu trabalho na Folha de S. Paulo, ele disse nunca ter falado comigo. Não é fato. Já fiz reportagens sobre a Rota quando era comandada por ele.

Conversamos para que ele pudesse oferecer sua versão sobre uma suspeita de que seus subordinados haviam feito uma emboscada na qual seis suspeitos de tentar roubar caixas eletrônicos em um supermercado foram mortos. Existe a suspeita de que a operação policial teve a oportunidade de prender os suspeitos, mas eles foram mortos. Isso aconteceu em agosto de 2011. BBC Brasil – Qual foi o impacto de tudo isso para você e para a sua família? Estão no exterior? Caramante – Sim, atualmente estamos no exterior. Ao contrário do que tentaram dizer, não considero que eu e minha família passamos a viver escondidos e sim que mudamos temporariamente nossa localização. Isso por causa das ameaças de morte e fatos que consideramos suspeitos, relacionados por exemplo a chamadas telefônicas, à presença de motocicletas durante percursos em trajetos iguais aos meus e ao levantamento de informações de parentes meus por policiais. BBC Brasil – Como foram as mudanças na sua vida pessoal? Está pensando em voltar logo? Caramante – Toda mudança de rotina, ainda mais esta, brusca e imposta, traz transtornos e desafios. Meus filhos tiveram seu processo de aprendizado regular interrompido. Minha companheira mudou completamente sua rotina. Hoje, parte de nossa vida é transportada em malas de viagem. A comunicação com amigos e parentes é bem restrita. Continuo trabalhando à distância, mas sinto a angústia de não poder exercer plenamente minha profissão. Repórter tem mais é que sujar os sapatos atrás da notícia, tem de estar nas ruas, estar em contato direto com as fontes de informação. A avaliação sobre o meu retorno, juntamente com minha família, será feita em conjunto com a direção da Folha de S.Paulo. Desde o início desse período de maior pressão, tudo tem sido decidido em conjunto com o jornal, afinal, o que aconteceu também foi uma tentativa de atentar contra o direito de informar. BBC Brasil – Como se sente nesta situação? Caramante – Essa tentativa de intimidação contra a liberdade de imprensa não é nova e não se restringe apenas a mim. No México, por exemplo, as pressões contra a imprensa livre são exercidas pelo narcotráfico. No Brasil, mesmo após o fim da ditadura militar, há quase 30 anos, as indicações são de que setores das forças de segurança tentam impedir a divulgação de informações. Posso citar dois exemplos, cada um com seu grau de intensidade, mas ainda assim semelhantes por terem PMs como alvo de denúncia: o do jornalista Caco Barcellos, autor do livro-reportagem Rota 66 – A História da Polícia que Mata, ameaçado de morte e obrigado a deixar o país nos anos 1990 por mostrar a política de extermínio da tropa especial da PM de São Paulo. E também o do jornalista Renato Santana que, em 2011, após denunciar grupos de extermínio na região do litoral paulista, passou a ser ameaçado e teve de pedir demissão do jornal para o qual trabalhava e se mudar. BBC Brasil – O governo estadual poderia ter feito alguma coisa para evitar essa situação, ou pode tomar alguma atitude agora? Caramante – Depois de a notícia sobre minha mudança temporária de localização ter sido tornada pública, o governador Geraldo Alckmin propôs me colocar, ao lado de minha família, no programa estadual de proteção a vítimas e testemunhas. Mas isso não atendeu a minha expectativa, porque faria com que eu tivesse de abrir mão de minha atividade profissional, do direito de informar. (O programa) faz com que um jornalista tenha de deixar de exercer seu trabalho, rompa laços de amizade, mude de casa ou até mesmo de nome, mas não diz nada sobre como responder à ameaça contra a liberdade de imprensa que a minha situação expôs. No fim de julho, o secretário da Segurança Pública do governador Alckmin já havia afirmado que iria determinar uma investigação na Corregedoria da PM contra o coronel reformado sobre as atitudes dele contra mim no Facebook. Até hoje não fui informado sobre o resultado dessa investigação. Somente dois meses depois dessa afirmação, a Corregedoria da PM, sabendo que eu já estava fora do país, enviou um ofício ao jornal para me ouvir. Fica muito difícil acreditar em resultados. Afinal, havia uma investigação em curso no fim de julho? BBC Brasil – Qual é a sua opinião sobre o posicionamento do governo Alckmin? Caramante – Se tivéssemos uma política de segurança pública transparente em São Paulo, o governo manteria de forma explícita, por exemplo, uma lista completa com todos os dados das vítimas dessa onda de violência em andamento. Em São Paulo, jornalistas não têm acesso a documentos públicos sobre esses crimes. A desculpa é a de que a revelação sobre quem morreu “atrapalharia as investigações”. BBC Brasil – Como vê essa atitude do governo do Estado de trocar cúpula e aceitar ajuda federal? Caramante – Diante da atual onda de violência enfrentada pela população de São Paulo, a mudança no comando da Segurança Pública e o recebimento de ajuda do governo federal eram medidas cujo adiamento seria muito difícil justificar. O novo comando chega com a necessidade de apresentar resultados urgentes à população, que espera voltar a confiar plenamente nas instituições governamentais, nas leis. A população não pode temer suas polícias e nem viver sob a pressão de criminosos. Essa mesma população quer afastar o fantasma do estado de exceção que assombra as periferias, onde se atropelam direitos fundamentais. BBC Brasil – Você recebeu apoio de alguma instituição? Caramante – Recebi a solidariedade de familiares, amigos, de entidades de classe, estudantes, colegas de profissão e de organizações que defendem os Direitos Humanos e a Liberdade de Imprensa, como Repórteres Sem Fronteiras, SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Instituto Vladimir Herzog, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, S.O.S. Racismo (Assembleia Legislativa de SP), Condepe (Conselho de Defesa da Pessoa Humana de SP), Comitê Paulista Pela Memória, Verdade e Justiça, e também das ONGs Justiça Global, Conectas, Instituto Sou da Paz. Membros do hip hop e da cena cultural da periferia de São Paulo, como a Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), estenderam as mãos e isso tem muito valor, assim como o incentivo que sempre me foi dado pelo grupo independente Mães de Maio, composto por familiares de jovens mortos durante o primeiro grande enfrentamento entre o crime organizado e as forças de segurança, em maio de 2006.

Outro lado

O advogado de defesa do coronel Paulo Telhada, Israel Alexandre de Souza, afirma que o perfil do Facebook analisado pela reportagem de André Caramante e pelo Ministério Público era falso. De acordo com Souza, a página em questão era uma homenagem a Telhada e não seria de autoria dele. “Eu consigo provar que não foi ele quem postou”, afirmou o advogado. “O coronel tem uma página com 100 mil seguidores no Facebook em que ele publica as posições dele. E a posição dele é de combate ao crime, mas ele não publica incitação à violência.” O caso levou o Ministério Público a pedir à Justiça Eleitoral a cassação do registro de candidatura de Telhada por usar indevidamente meios de comunicação social. O processo foi extinto em primeira instância, mas os promotores recorreram. Em relação à alegação de que Telhada teria chamado Caramante de “notório defensor de bandidos”, Souza afirma: “O coronel ‘postou’ na página dele dizendo que esse cara perseguia ele. Pode ter dito isso, não tenho certeza. O que ele pediu para os seguidores dele foi que mandassem e-mails de desagravo ao jornal o defendendo.” O advogado diz que a ação do coronel foi “uma atitude cívica de liberdade de expressão”, mas afirmou acreditar que se Telhada soubesse com antecedência da repercussão do caso não teria publicado a mensagem. Souza acrescentou que os seguidores do vereador “podem ter exagerado no desagravo”. “Não acredito nem que sejam ameaças reais, mas não deixam de ser crime e deveriam ser apuradas pela polícia”, afirma. Além do processo na Justiça Eleitoral, o caso é investigado pelo Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GECEP) do Ministério Público do Estado de São Paulo. A Secretaria de Segurança Pública afirma que não há falta de transparência na pasta, “fato comprovado pelo fato de São Paulo ser o único Estado do País que divulga as estatísticas criminais mensalmente, e com regularidade”. “Quanto aos boletins de ocorrência, eles não são divulgados integralmente para preservar as partes e não atrapalhar as apurações”, acrescenta a secretaria. “Quanto aos crimes, todos estão sendo investigados e todas as hipóteses, inclusive o suposto envolvimento de policiais, são consideradas nas apurações.” “O Governo do Estado de São Paulo e o novo secretário de Segurança, Fernando Grella Vieira, são os maiores interessados em elucidar os casos.” A Polícia Militar afirmou que uma investigação sobre as ameaças ao jornalista “está em andamento”. “Estamos na fase de processamento de autoria dessas supostas ameaças, como o objetivo de individualizar a suposta conduta, descobrindo os supostos motivos da ameaça, atribuir uma penalidade administrativa militar e abrir um procedimento para avaliarmos sua conduta na esfera penal (Inquérito Policial Militar)”, disse a entidade em nota.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2012/12/12/fora-do-brasil-reporter-ameacado-por-policiais-relata-mudanca-brusca-de-vida.htm

Em defesa de Alckmin 29

Chovem críticas contra o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, por ter ido com a esposa ao  Aeroporto de Guarulhos, no helicóptero do Estado, para buscar o   filho, a nora e dois netos.

O helicóptero pousou no Pátio Vip, onde  Sua Excelência reencontrou Suas Excelencinhas, que assim puderam  chegar com mais rapidez e conforto a seu destino em São Paulo.

Não pode haver críticas a um senhor tão extremoso. Vovô Geraldo nem pensava no conforto de seus parentes, mas na segurança deles.

Afinal, como governador, ele sabe direitinho o risco de voltar por terra do aeroporto para casa, numa cidade dominada por    bandidos e onde os celulares que melhor funcionam estão instalados nos presídios. Onde nem a Polícia tem segurança, que segurança haverá para a população? O Governador Geraldo Alckmin negou até  cansar a existência do crime organizado, mas o Vovô Geraldo sabe que ele existe. É melhor proteger-se – usando, claro, dinheiro público.

Quem pode criticá-lo?

As razões que a razão desconhece, Coluna Carlos Brickmann

PMs participam de campanha de Natal e apadrinham crianças 19

Terça-feira, 11/12/12 – 19:59

Além dos policiais, várias empresas e entidades também apadrinharam os pequenos, que têm entre 9 e 10 anos, no evento “Amigo Presente no Natal 2012”. Cada criança recebeu um kit contendo uma caixa de bombons, um livro e um brinquedo.

O evento beneficente foi organizado pelo Fundo Social de Solidariedade (FSS) de Rio Preto e a festa coordenada pela diretora e vice-diretora da escola e pela representante do FSS. A PM promoveu a campanha de doação de brinquedos “Natal Solidário”, arrecadando presentes de forma voluntária em suas unidades.

Alguns padrinhos comentaram sobre o símbolo do Natal. Com muita diversão e alegria, as crianças receberam os presentes e a visita do Papai Noel acompanhado dos PMs do 4º Batalhão.

Beatrice Caparbo, com informações da Polícia Militar

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Diretoria do Sindpesp se Reúne com Delegado Geral de Polícia. 201

Enviado em 12/12/2012 as 11:17 – LUCIO

Delegado Geral de Polícia, Dr. Luiz Maurício de Souza Blazeck, recebeu, ontem (10/12/2012)) em seu gabinete, no Palácio da Polícia, os diretores do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – Sindpesp, George Melão (presidente) e Luiz Carlos de Almeida (secretário-geral).

Dentre vários temas tratados de interesse da Polícia Civil, e, em especial dos Delegados de Polícia, destacamos os seguintes:

– Campanha de valorização do cargo de Delegado de Polícia – Foi entregue ao Delegado Geral um exemplar do trabalho realizado pelos professores de Administração da Universidade de São Paulo, “Avaliação Comparativa entre o cargo de Delegado de Polícia e os demais Cargos que integram a Carreira Jurídica do Estado de São Paulo”;

– A enorme falta de policiais civis, uma vez que o Governo do Estado não cria cargos desde 1.994, sendo que Dr. Maurício Blazeck informou que terá como prioridade a contratação de Escrivães de Polícia, e que pleiteará ao Governo a criação de 6.000 (seis mil) cargos para atender a demanda;

– Sobre a necessidade de melhorar a distribuição de policiais entre os departamentos da Polícia Civil, comprometeu-se a realizar um estudo e equacionar o problema da melhor maneira possível;

– Campanha Salarial – O Delegado Geral destacou que o Governo pretende conceder reajustes a todas as carreiras policiais indistintamente, com possibilidade de ser anunciado, ainda este ano, o primeiro percentual a ser aplicado;

– Decap e Central de Flagrantes – O Sindpesp apresentou ao Delegado Geral inúmeras reclamações sobre o sistema adotado e imposto aos Delegados de Polícia, aos policiais civis e a toda sociedade, principalmente as pressões por parte da administração superior para tentar “salvar” o atual sistema, oportunidade em que o Delegado Geral afirmou ter ciência da situação e que haverá um estudo para melhorar as condições de trabalho e de atendimento nos Distritos Policiais da capital, mas, esclareceu que a maior dificuldade hoje em dia é a grande falta de policiais, principalmente escrivães de polícia;

– Reestruturação – Dr. Maurício Blazeck informou que pretende retomar o estudo da reestruturação das carreiras policiais civil;

Governador assina decreto para instalação da 2ª Delegacia Seccional de Campinas 26

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Governo SP – Sala de Imprensa <imprensa@comunicacao.sp.gov.br>
Data: 11 de dezembro de 2012 23:29
Assunto: Governador assina decreto para instalação da 2ª Delegacia Seccional de Campinas
Para: dipol@flitparalisante.com

 
Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012

Governador assina decreto para instalação da 2ª Delegacia Seccional de Campinas

Imóvel tem 20 mil m² e fica à margem da Avenida Perimetral I

O governador Geraldo Alckmin assinou nesta terça-feira, 11 de dezembro, o decreto para instalação da 2ª Delegacia Seccional de Campinas. O ato prevê a desapropriação de um imóvel de 20 mil m² localizado à margem da Avenida Perimetral I em favor da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. O decreto será publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, 12.

Com a nova unidade, também serão criadas delegacias especializadas. Campinas passará a ter a 2ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais), a 2ª Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) e a 2ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Além disso, o local centralizará as 6ª, 8ª, 9ª e 11ª DP e terá um plantão policial com funcionamento 24h.

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Secretaria da Segurança Pública

(11) 3291-6685

www.saopaulo.sp.gov.br

Governo do Estado de São Paulo

Corregedoria investiga 350 PMs por execuções 42

11/12/2012 11:20

Relatório fornece 1º número consolidado sobre a apuração do envolvimento de PMs em assassinatos

Thaís Nunes thais.nunes@diariosp.com.br

Reprodução PM é suspeito de atear fogo em um jovem na Zona Sul de São Paulo PM é suspeito de atear fogo em um jovem na Zona Sul de São Paulo

A Corregedoria da Polícia Militar investiga o envolvimento de 350 integrantes da corporação em assassinatos ocorridos em 2012. A informação consta em um relatório de produtividade do órgão corregedor obtido pelo DIÁRIO.

Esse é o primeiro número consolidado sobre a apuração da participação de policiais militares nas execuções registradas especialmente nas regiões periféricas do estado.

O documento da Corregedoria da PM revela ainda que, apenas em 2012, 322 PMs foram expulsos ou demitidos da corporação. Do total, entretanto, apenas 2,5% dos policiais punidos cometeram assassinatos (foram nove casos).

Na contramão de seu antecessor, amplamente criticado em sua gestão pela truculência policial, o atual titular da Secretaria da Segurança Pública, Fernando Grella, parece não querer fazer vista grossa para os crimes da polícia. O secretário já chegou a declarar que “o combate ao crime e os direitos humanos não são excludentes”.

Neste final de semana, dois  episódios terminaram na prisão de policiais militares. O PM Maurício Penny Ribeiro ateou fogo em Washington Ramalho da Silva, de 19 anos, e acabou preso. Também foram para a cadeia os seis policiais militares que, segundo a investigação, executaram um adolescente na Zona Norte.

Para a defensora pública Daniela  Skromov de Oliveira, responsável por investigar casos em que exista suspeita da participação de policiais, as prisões recentes são um bom sinal, mas ainda é prematuro afirmar que a coibição imediata à violência vai acontecer sempre. “Esse é um recado da igualdade, de que não existe ninguém acima da lei. Nesse sentido, a punição é importante”, diz a defensora.

O porta-voz da Corregedoria da PM, major Marcelino Fernandes da Silva, garante que a intenção do governo é punir os maus policiais. O oficial argumenta que a investigação social da corporação é rígida – a cada 100 candidatos, apenas sete são aprovados. “A honestidade só é descoberta quando colocada à prova”, diz.

NAVALHA NA CARNE

322 policiais militares expulsos ou demitidos da corporação neste ano

2,5% dos homens excluídos da PM cometeram assassinatos

6 policiais militares foram presos em flagrante por homicídio

Eles foram executados pela polícia

15 DE MAIO DE 2006 Santos O gari Edson Rogério Silva dos Santos, 29 anos, foi executado  durante os ataques do PCC. A sua mãe Débora fundou o movimento Mães de Maio e foi indenizada.

8 de outubro de 2008 Jardim Ângela Antonio Carlos Alves, o Carlinhos, 31 anos, foi sequestrado e levado em uma viatura até Itapecerica da Serra, onde teve a cabeça cortada. Ele tinha deficiência mental.

8 de maio de 2010 Cidade Ademar Após desobedecer uma ordem de parada, o motoboy  Alexandre Menezes dos Santos, de 25 anos, foi espancado por policiais na frente de sua mãe até a morte.

12 de março de 2011 Ferraz de Vasconcelos Dileone Lacerda Aquino, 27 anos, foi morto a tiros em um cemitério quando estava rendido. Uma testemunha ligou para o 190 e relatou o crime em tempo real.

18 de março de 2012 Cantinho do Céu Dois PMs executaram Henrique Barbosa da Silva, 18 anos, a sangue frio e simularam um tiroteio para enganar a investigação. O rapaz trabalhava no Mc Donald’s.

19 de abril de 2012 São Vicente O cantor de funk Jadielson da Silva Almeida, conhecido como MC Primo, foi assassinado com cinco tiros. A Corregedoria prendeu três PMs meses depois.

1 DE JULHO DE 2012 Vila Dalva Quatro PMs foram presos por forjar  uma troca de tiros para disfarçar a execução dos amigos Cesar Dias de Oliveira (foto) e Ricardo Tavares da Silva, de 20 anos.

18 DE JULHO DE 2012 Alto de Pinheiros O publicitário Ricardo Prudente de Aquino, 39 anos, foi morto durante uma abordagem com dois tiros na cabeça. Ele teria ultrapassado uma blitz.

10 de novembro de 2012 Campo Limpo O servente Paulo Batista do Nascimento, de 25 anos, foi levado de dentro de casa por PMs e apareceu morto depois. Imagens filmaram a abordagem da PM.

9 de dezembro de 2012 Parque Edu Chaves Na madrugada, a PM diz que Maycon atirou contra a viatura. Testemunhas garantem que o adolescente não reagiu à abordagem e foi executado pelos policiais.

Presos por morte de rapaz são investigados em outros casos

Os seis policiais militares presos pelo assassinato do adolescente Maycon Rodrigues Moraes, de 17 anos, no Parque Edu Chaves, Zona Norte, são investigados em pelo menos outras quatro mortes na Vila Maria e Jaçanã. Segundo a Polícia Civil e Corregedoria da PM, há indícios de que eles também tenham agido de forma irregular nesses casos.

Os PMs Adriano de Jesus Xavier, 30 anos, Ricardo Freitas de Aquino, de 34, Alexandre Nobre da Silva, de 31, Walterley Maques da Silva Junior, de 31, Alisson Guimarães Pereira de Souza, de 33, Mario Luiz Pires Guarnieri, de 33, e Humberto de Almeida Batista, de 31, foram levados para o Presídio Romão Gomes, também na Zona Norte, na noite de anteontem. O advogado deles, Celso Vendramini, garante que Maycon atirou contra os PMs. Diversas testemunhas, entretanto, afirmam que o adolescente entrou na viatura com as mãos para o alto e apareceu morto no hospital com seis tiros. O irmão do jovem também foi baleado.

Em represália à morte do adolescente, moradores incendiaram dois ônibus na Vila Medeiros. Duas pessoas, até ontem não identificadas, morreram carbonizadas. Sete foram presos pela ação.

http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/39737/Corregedoria+investiga+350+PMs+por+execucoes