SUJEIRA PARA BAIXO DO TAPETE – MPF/SP pede que investigação de acidente em Santos seja mantida apenas na jurisdição federal 19

 Fonte: MPF/SP

Apuração de crimes em acidentes aéreos é competência de autoridades federais, prevê Constituição

O Ministério Público Federal em Santos (MPF/SP) requisitou à Justiça Federal que a investigação da polícia paulista sobre o acidente aéreo ocorrido no dia 13 de agosto no município seja remetida para a jurisdição federal. A queda do jato Cessna 560XL prefixo PR-AFA causou a morte de sete pessoas, entre elas o ex-governador de Pernambuco e então candidato à presidência da República Eduardo Campos. O fato é objeto de um inquérito instaurado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo que apura a possível ocorrência dos crimes de homicídio e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

A Constituição Federal estabelece que a navegação aérea é um serviço público federal, explorado pela União diretamente ou mediante permissões e concessões. A Carta Magna prevê também que cabe aos juízes federais o julgamento de crimes praticados em detrimento de bens, serviços ou interesses da União ou cometidos a bordo de aeronaves. Portanto, a apuração sobre eventuais delitos que teriam levado à queda do jato em Santos é competência apenas de autoridades federais (Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal).

O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, autor do procedimento que solicita a remessa, afirma ainda que, havendo ou não crime, quedas de aeronaves sempre ofendem serviço e interesse da União. “Trata-se de atividade que é integralmente regulada, fiscalizada e controlada por um sistema de órgãos federais, os quais devem adotar providências de prevenção e apuração de acidentes aéreos, inclusive para estabelecer, no exercício da competência regulatória, a revisão de atos normativos e técnicos que disciplinam os vários aspectos dessa atividade complexa”, escreveu.

Documentos sobre avião de Campos podem ter sido destruídos no acidente, diz PSB 8

Por Vitor Sorano – iG São Paulo | 25/08/2014 19:39

‘Se estava no avião não existe mais’, disse tesoureiro do partido. Mais cedo, Marina prometeu respostas sobre compra do jato

O novo tesoureiro da campanha presidencial do PSB, Márcio França, tentou distanciar de Marina Silva a polêmica sobre o uso do avião que caiu em Santos matando o então cabeça da chapa, o ex-governador Eduardo Campos. “Responder ela tem que responder, (mas) no limite da responsabilidade dela.”

Entenda: Marina promete respostas sobre compra do jato que matou Campos

França disse acreditar que Marina não tenha conhecimento sobre como foi feita a negociação que colocou o avião, de propriedade da AF Andrade Empreendimentos, à disposição de campanha de Campos.

Vitor Solano/iG São Paulo

Tesoureiro Márcio França durante entrevista nesta segunda-feira, em São Paulo

 

Não está claro, até agora, se o avião foi emprestado ou alugado para a campanha, e os dados não foram foram apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). França sugeriu que os documentos do contrato poderiam, inclusive, estar no avião, o que dificultaria ainda mais o esclarecimento do caso.

“Documento de avião você carrega no avião. Se estava no avião, já não existem mais”, disse França, pouco antes do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, promovido pela TV SBT, jornal Folha de São Paulo, portal UOL e rádio Jovem Pan. O tesoureiro também alegou desconhecer a forma do contrato, e que dados relativos do avião não entrarão nas contas da candidatura de Marina, que possui uma conta bancária nova, separada da de Campos.

França também sugeriu que esses recursos podem não entrar na conta do comitê financeiro da campanha presidencial do PSB – o partido pode abrir uma nova conta de campanha, segundo o TSE. “Eu não tenho certeza, mas aquele contrato pode estar vinculado ao comitê financeiro do Eduardo ou ao comitê financeiro da campanha Eduardo.”

Depois de tentar fugir da questão por três vezes, a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, quebrou o silêncio e prometeu para “hoje (segunda) ou amanhã (terça)” respostas sobre o suposto uso de caixa 2 para comprar o jato.

Marina foi questionada a esse respeito depois de quase uma hora andando pelo corredor principal da Bienal do Livro, que acontece na zona norte de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (25). Como havia ocorrido no último domingo (24) e na sexta-feira (22), o candidato a vice, Beto Albuquerque, deputado federal pelo Rio Grande do Sul, tentou dar respostas no lugar da candidata, que, pressionada, decidiu falar.

Com a insistência da imprensa para que Marina se manifestasse, ela disse que está preocupada não apenas quanto à “questão legal”, mas quer respostas sobre as causas do acidente. “O partido está juntando informações e, entre hoje e amanhã, estará dando as explicações para a sociedade.”

Pesquisa mostrará números “avassaladores”

França afirmou que números a que a campanha de Marina teve acesso mostrarão uma melhora “avassaladora” da posição da candidata nas pesquisas de intenção de voto. O Datafolha apontou que, nos dias seguintes à morte de Campos, a candidata tinha 21% das intenções de voto, ante 20% de Aécio Neves (PSDB) e 36% de Dilma Rousseff (PT). “Para quem na última eleição era uma zebra, eu acho que hoje Marina é favorita”, afirmou França.

Aposentadoria integral para futuros delegados 43

Mudando de assunto e voltado ao mesmo, será que o delegados de pelúcia da polícia servil vão seguir o exemplo, ou os neo carreiras jurídicas vão se deixar intimidar por pareceres da PGE.

Aposentadoria integral para futuros delegados

Do portal da ADPF
A 20ª Vara da Justiça Federal no DF concedeu antecipação de tutela na ação judicial proposta pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), através do escritório de advocacia Torreão Brás, para garantir o direito à aposentadoria paritária e integral, com base na Lei nº 4.878/65 e na LC nº 51/85, para os futuros Delegados Federais aprovados no concurso de 2013.
De acordo com a decisão, os associados da ADPF não se submetem às regras de aposentadoria previstas na Constituição Federal para os demais servidores, por expressa exceção constitucional, tampouco podem ser enquadrados no regime de previdência complementar fixado pela Lei nº 12.618/12 e pela Portaria nº 44/2013, ainda que tenham ingressado no serviço público depois da vigência destes atos normativos.
Assim, os novos filiados da ADPF a partir da data de 04/02/2013 não estão inseridos no Funpresp, de forma que a contribuição previdenciária devida por elas voltou a ser incidida sobre a remuneração total recebida.
A Justiça Federal reconheceu o ponto de vista da ADPF, ao entender que, por exercerem atividades de risco, os Delegados Federais têm sim direito à aposentadoria especial. “O perigo da demora também resta comprovado, na medida em que os filiados da autora já estão submetidos ao regime de previdência complementar, mais gravoso, que lhes impõe a inativação com proventos de aposentadoria limitados ao teto do regime geral de previdência e a contribuição sobre valor bastante inferior ao estabelecido no regime anterior”, decidiu o juiz.
Funpresp
O novo regime previdenciário, que entrou em vigor em 04 de fevereiro de 2013, acabou com a aposentadoria integral para os funcionários públicos. Pelo texto, aqueles que ganharem acima do teto da Previdência (R$ 4.159) estarão submetidos ao regime da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp). Isso quer dizer que para os novos servidores, a integralidade dos salários só será possível para quem contribuir com o fundo. A ação movida e vencida pela ADPF provou que o novo regime previdenciário equivocou-se ao enquadrar os Delegados de Polícia Federal empossados após a publicação da Portaria nº 44/2013. As informações são do portal da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).

Aécio Neves vai reduzir em 30% a taxa de homicídios no Nordeste 48

Aécio Neves vai reduzir em 30% a taxa de homicídios no Nordeste

Essa meta é uma das questões centrais do Plano Nordeste Forte para a segurança pública, que também prevê a ampliação dos recursos federais, acima da média per capita nacional, para a área nos estados nordestinos

O programa Nordeste Forte, lançado neste sábado (23/08), em Salvador (BA), pelo candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil busca encontrar soluções de desenvolvimento econômico sustentável, reduzir as desigualdades e promover uma integração regional destes Estados para o crescimento do Brasil. A segurança pública é uma das questões centrais do Plano Nordeste Forte. O conjunto de ações prevê a redução em 30% das taxas de homicídio na região nos próximos quatro anos.

Para isso, será implementada uma Política Regional de Segurança Pública no Nordeste, resultante da Política Nacional que integrará os sistemas e operações estaduais e federais. O objetivo é propiciar ações conjuntas e unificar todos os estados nordestinos.

O plano também prevê a ampliação dos recursos federais para segurança pública no Nordeste acima da média per capita nacional. “A partir do primeiro ano do meu governo não haverá contingenciamento dos recursos de segurança pública, e o foco será no Nordeste”, afirmou Aécio Neves. O sistema prisional também foi contemplado no plano e receberá forte aporte de recursos da União para que, em quatro anos, o déficit seja zerado.

Será criado ainda um Centro Regional de Inteligência, que abrigará um banco de dados, para integrar registros mais relevantes nos âmbitos estadual e federal. O Nordeste também ganhará uma base permanente da Força Nacional de Segurança Pública, que vai atuar em conjunto com as polícias civil e militar no combate ao crime, especialmente o tráfico de drogas nas regiões de fronteira.

O Nordeste Forte é uma carta de compromissos para a região com 45 ações estratégicas divididas em sete eixos básicos: Infraestrutura e Competitividade; Semiárido; Combate à Pobreza; Qualidade de Vida; Segurança Pública; Educação, Ciência e Tecnologia; e Juventude.

Você gostaria também de receber releases sobre a campanha de Aécio Neves em alguma dessas áreas: Meio Ambiente, Empreendedorismo, Periferia, Segurança, Terceira Idade, Saúde, Mobilidade, Educação, Economia, Ativismo e Agronegócios?

Avise-nos se quais são suas principais áreas de interesse, ficaremos felizes em lhe manter informado.

aecioplanonordeste

 

Dilma e o seu ( nosso ) avião de campanha 11

COLUNA ESPLANADA – OPINIÃO E NOTÍCIA

timthumbDilma e o seu avião

A FAB é precavida: só pilotam o avião presidencial os mais experientes comandantes, chamados ‘Caçadores’, e o AeroDilma é vistoriado todos os dias

por Leandro Mazzini

24 de agosto, 2014

Passados o choque, comoção e incredulidade com o acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos e equipe, a presidente Dilma Rousseff ganhou mais atenção dos assessores próximos com a notória mania de questionar seus pilotos sobre condições de tempo e de aeronave desde que assumiu o cargo. Reservada e meticulosa, a FAB é precavida: só pilotam o avião presidencial os mais experientes comandantes, chamados ‘Caçadores’; o AeroDilma é vistoriado todos os dias; e as peças da aeronave são trocadas bem antes do prazo estabelecido em manual.

Precaução excessiva

Dilma tem pavor de turbulência. Houve casos de mudar rota do avião em voo por causa de nuvens, conferir carta aérea com pilotos, e traçar plano de voo com comandantes.

Saibam o que a chapa Marina Silva respondeu às vítimas do avião utilizado pela legenda: “não é problema do PSB” 26

No Recife, vice de Marina diz que dono do avião que matou Eduardo não é problema do PSB

PUBLICADO EM 23/08/2014 ÀS 13:31 POR EM ELEIÇÕES, NOTÍCIAS

Foto: BlogImagem

Foto: BlogImagem

Por Paulo Veras, repórter do Blog.

“Isso não é problema nosso”, afirmou o deputado federal Beto Albuquerque (PSB), vice na chapa presidencial da ex-senadora Marina Silva, ao ser questionado pelo Blog de Jamildo, no início da tarde deste sábado (23), sobre quem seria o dono da aeronave que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) usava para se deslocar durante a campanha pela Presidência da República e que caiu no último dia 13 matando Eduardo e outras seis pessoas.

A pergunta era direcionada a Marina, que fez sua primeira caminhada como candidata ao Planalto no bairro de Casa Amarela, no Recife, na manhã deste sábado. Mas Beto tomou a fala como vem fazendo todas as vezes em que a acriana é questionada sobre o assunto.

AÉCIO NEVES – Plano para combater a pobreza no Nordeste 56

Plano para combater a pobreza no Nordeste
24 Ago 2014

Aécio lança programa com foco na infraestrutura, educação, segurança e assistência na região
Leonardo Augusto – Correio Braziliense

Durante lançamento de programa para o Nordeste, o candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, afirmou ontem, em Salvador, que “ninguém tem um time mais qualificado para transformar o Brasil” do que ele. Tratado como vitrine de Aécio Neves na região, que tem 38 milhões de moradores aptos a votar e é o segundo colégio eleitoral regional do país, atrás apenas do Sudeste, o Programa Nordeste Forte tem foco na infraestrutura, investimento em educação, segurança e novas políticas de assistência social. O plano promete acelerar grandes obras, como a Transnordestina e a Ferrovia Oeste-Leste e asfaltar 100% dos acessos às cidades da região. Também pretende dobrar os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em quatro anos, promovendo a equidade com as demais regiões do país, e reduzir os índices de violência em 30%, além de combater a pobreza, especialmente no semiárido. Entre as ações nesse sentido, o tucano promete garantir uma renda mínima per capita de US$ 1,25 por dia para as famílias nordestinas, de acordo com as Metas do Milênio.

Dividido em sete eixos (veja quadro) e 45 ações, o programa prevê medidas para 100 microrregiões nordestinas — com até 20 cidades cada uma —, propondo projetos específicos. O texto do Nordeste Forte garante ainda a manutenção de benefícios já existentes, com a perspectiva de dar um passo adiante. Entre eles está o Bolsa Família, que o candidato promete “evoluir”, transformando-o em uma “política de Estado”. Com a proposta, o tucano enfatiza a continuidade de programas de transferência de renda. Uma das preocupações da campanha tem sido neutralizar o que o PSDB chama de “tática do medo”, que consiste nos rumores de que uma vitória da legenda levaria ao fim desses instrumentos.

O projeto de Aécio promete também levar o programa Saúde da Família para toda a população nordestina. O candidato tucano disse também que em seu governo terminará a transposição e a revitalização do Rio São Francisco. O Nordeste Forte ainda prevê implantar um programa de desenvolvimento decenal, articulado com todos os estados da região e com orçamentos aprovados pelo Congresso para recuperar a foz do Rio São Francisco e viabilizar projetos como o Baixio de Irecê, na Bahia, e a ligação entre as bacias do Parnaíba e do São Francisco. Aécio anunciou ainda que pretende implantar no Nordeste o programa “Poupança Jovem Brasil”, que deposita R$ 1 mil a cada ano no ensino médio por estudante.

Lideranças

A Bahia, quarto maior colégio eleitoral brasileiro, onde o programa foi lançado, foi um reduto da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas eleições. Para dar peso ao evento de ontem, Aécio convocou os principais líderes políticos tucanos nordestinos. Estiveram em Salvador Teotônio Vilela, governador de Alagoas; Cássio Cunha Lima, candidato ao Senado pela Paraíba; e Sílvio Mendes, candidato a vice-governador do Piauí. Depois do lançamento do programa, Aécio participou de um almoço com todos os coordenadores políticos de sua campanha no Nordeste.

Fazendo um contraponto a Marina Silva (PSB), que foi criticada por aliados do tucano como uma candidata “sem densidade e preparo”, Aécio se colocou como a opção segura de mudança no comando do Palácio do Planalto. “Ninguém tem o time qualificado que nós temos. Temos um conjunto de projetos que são os melhores. É possível transformar o sonho em realidade”, disse, numa referência à pouca experiência administrativa da concorrente.

Ao ser questionado sobre a candidata pessebista, ele disse que tem “um respeito enorme por Marina”, mas afirmou estar convencido de que suas propostas “são melhores”. “Estaremos no segundo turno”, afirmou.

PF vai investigar se avião foi comprado com uso de caixa dois 9

MARIANA BARBOSA
MARIO CESAR CARVALHO
DE DE SÃO PAULO

24/08/2014 02h00

Depois de se deparar com uma empresa de fachada e empresários sem condições econômica para comprar um avião de R$ 18,5 milhões, a Polícia Federal vai apurar se a aeronave que caiu com o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) foi comprada com dinheiro de caixa dois de companhias ou do próprio partido.

O avião pertence ao grupo A. F. Andrade, dono de usinas de açúcar que está em recuperação judicial, com dívidas de R$ 341 milhões.

No dia 15 de maio deste ano, um empresário de Pernambuco e amigo de Campos, João Carlos Lyra de Melo Filho, assinou um compromisso de compra da aeronave e posteriormente indicou as empresas BR Par e a Bandeirantes Pneus para a assumir dívidas de US$ 7 milhões (R$ 16 milhões) junto à Cesnna.

Edson Silva – 29.mai.2014/Folhapress
Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13
Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13

A BR Par não existe no endereço que aparece no seu registro na Junta Comercial, na avenida Faria Lima, em São Paulo. Já a Bandeirantes foi recusada pela Cessna por falta de capacidade econômica.

MAIS SUSPEITAS

Além do limbo jurídico sobre quem é o dono do avião, há também suspeitas de crime eleitoral. Para justificar o uso do jatinho perante o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a campanha do PSB precisaria apresentar em sua prestação de contas documentos que não existem.

Para poder transportar o candidato até que a documentação fosse transferida para aliados de Campos, o avião precisaria ter sido doado para a campanha do PSB.

A lei eleitoral permite a doação dos chamados bens permanentes –avião ou carro. “Mas a doação precisa constar de um contrato, com a emissão de recibo eleitoral pela campanha”, diz Katia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral. “Esse contrato precisa ser feito antes da doação.”

Segundo Ricardo Tepedino, advogado do grupo AF Andrade, não houve doação.

Pela lei, a campanha precisará explicar como bancou todas as despesas com voos, estimadas em R$ 1,2 milhão.

Na primeira parcial de prestação de contas, não há nenhuma despesa relacionada ao avião. A campanha, porém, poderá prestar contas até 25 de novembro, se houver segundo turno.

O custo da operação do jato foi calculado pela reportagem com base em uma análise dos planos de voo, aos quais a Folha teve acesso.

Em quase três meses, o Citation pousou em 34 aeroportos distintos, contabilizando 118 horas de voo.

Foram analisados os voos realizados desde o dia 15 de maio, quando o avião passou a ser usado exclusivamente pela campanha, até 13 de agosto, dia do acidente.

Se tivesse contratado empresa de táxi aéreo, a campanha teria gasto R$ 1,7 milhão. O custo é maior por incluir a margem de lucro.

A hora de voo do Citation XL custa em média R$ 14.500. Para um operador privado, o custo operacional é de cerca de R$ 10.000.

Para não configurar crime eleitoral, todas as despesas de combustível, salário de piloto e manutenção precisam ser pagas com notas emitidas em nome da campanha.

Reportagem do jornal “O Globo” revelou que no aeroporto Santos Dumont as despesas de apoio em solo foram pagas pela Lopes e Galvão, empresa com sede em uma escola infantil de Campinas.

“Se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico”, diz Kufa. Para ela, Marina pode ter a candidatura cassada e se tornar inelegível se as contas forem rejeitadas.

OUTRO LADO

Em entrevista coletiva após evento de campanha no Recife (PE), Marina Silva e seu vice, Beto Albuquerque, foram questionados sobre a propriedade do jatinho. Albuquerque disse que as informações necessárias estão sendo apuradas e que ele também quer “justiça”. “Queremos saber, e ainda não foi explicado, como esse avião caiu e matou o nosso líder”, afirmou o deputado. Marina não comentou.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

  • Quem é o dono do avião? O avião está registrado na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em nome do grupo A. F. Andrade, que tem sede na cidade de Ribeirão Preto (SP)
  • A aeronave foi vendida? Em 15 de maio, um empresário de Recife, João Carlos Lyra de Melo Filho, assinou um compromisso de compra da aeronave, mas as empresas que ele indicou para assumir uma dívida de US$ 7 milhões junto à Cessna não foram aprovadas. O grupo A. F. Andrade afirma que recebeu cerca de R$ 2,5 milhões e que conseguiu transferir a dívida que tinha junto à Cessna
  • Quem pagou? O grupo A. F. Andrade não revela de quem recebeu os R$ 2,5 milhões
  • O pagamento foi feito em dinheiro? Segundo o grupo A.F. Andrade, foi feita transferência bancária
  • O PSB podia usar o avião? O partido pode receber como doação o uso do avião desde que arque com as despesas, de acordo com a lei eleitoral. O candidato a vice de Marina Silva, Beto Albuquerque, diz estar certo de que houve uma doação para a campanha
  • Alguém doou o avião à campanha? O grupo A. F. Andrade diz que não doou nada para a campanha de Campos. Na prestação de contas da campanha também não consta nenhuma doação de aeronave
  • Quanto custa o jatinho? Cerca de R$ 18,5 milhões
Davilym Dourado/valor
O advogado Ricardo Tepedino, que nega ter havido doação
O advogado Ricardo Tepedino, que nega ter havido doação

 

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.

Filhos assistiram diretor do CDP ser metralhado em Praia Grande 21

Crime ocorreu na quinta

A TRIBUNA DE SANTOS

Bruno Lima
N/A

Vítima foi executada com mais de 60 tiros

O fuzilamento do diretor de disciplina do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande, Charles Demitre Teixeira, de 30 anos, no Jardim Real, foi assistido pelos filhos da vítima.

Ao chegar na Rua Norberto Florêncio dos Anjos, onde morava, o diretor de disciplina deu seta para entrar na garagem de casa, que já estava com o portão aberto, pois a sua mulher conhecia seus horários, mas teve o carro fechado por um veículo prata.

Sem tempo para tirar o cinto de segurança, Charles viu a aproximação de dois marginais armados com um fuzil e uma pistola .40, Foram 46 tiros de fuzil e 15 de pistola. Tudo na frente de dois dos quatro filhos da vítima e outras crianças que brincavam na tranquila rua do bairro.

Devido ao cargo que ocupava e às ameaças que recebia, Charles tinha a seu dispor escolta policial e a utilizava com frequência. Porém, poucas horas antes de sair do CDP avisou que não precisaria do acompanhamento. “Vamos apurar isso também junto a secretaria do CDP”.

Terceiro atentado

Este foi o terceiro atentado contra agentes penitenciários da mesma unidade em menos de uma semana. O diretor foi executado na noite de quinta-feira, na porta de casa, com mais de 60 tiros e na frente de dois filhos, um menino de 11 e uma menina de 9 anos.

Antes, na madrugada do dia 15, um agente penitenciário de 45 anos, lotado no CDP de Praia Grande, mas morador em Mongaguá, foi baleado pelo companheiro de profissão Paulo Alexandre Ribeiro Rosa, de 44 anos, por motivos ainda não esclarecidos.

Na manhã do mesmo dia, enquanto a vítima permanecia internada em estado grave, Paulo Alexandre foi encontrado morto, próximo ao CDP, com as mãos amarradas e o rosto coberto por um pano. Ele foi assassinado a pedradas.

Tal onda de violência provocou uma sensação de insegurança nos demais agentes penitenciários da unidade, que não sabem se há relação entre os fatos ou se os crimes estariam sendo orquestrados por alguma facção criminosa.

O receio é tanto que na sexta-feira, após o assassinato de Charles, os agentes penitenciários que haviam encerrado o expediente às 7 horas só deixaram o CDP após três horas.

Segundo o delegado titular da Delegacia Sede do Município, Aloízio Pires de Araújo, todas as suspeitas serão devidamente investigadas. Inclusive a suposta participação de facção criminosa. Contudo, ele ainda não enxerga relação entre os crimes.

“Não acredito em ligação. Principalmente pela forma com que o Paulo Alexandre foi assassinado (a pedradas). Isso vai na contramão dos bandidos de facções. Já em relação ao Charles, ele vinha recebendo ameaças, mas isso é normal na função que exercia”, disse.

“Vamos ver quais foram os presos que ingressaram e saíram do CDP recentemente e se houve problemas internos em relação a disciplina que possa ter gerado o desejo de vingança. As informações são de que ele era um funcionário rigoroso nas suas funções e esse comportamento pode ter lhe trazido alguns inimigos”, acrescentou Aloízio.

Caio França e a defesa das vítimas do Cessna PR-AFA 45

Caio-FrancaDigna de louvor a atuação e participação do candidato a deputado estadual Caio França ( 40640 )  – filho de Márcio França , deputado federal , presidente estadual do PSB e vice de Alckmin – que se mobilizou em favor dos empresários e moradores de imóveis das ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano , em Santos.

Vítimas patrimoniais e morais da queda do avião que ceifou inexoravelmente  Eduardo Campos e seu estafe de campanha; os dois pilotos da aeronave , inclusive.

Respeitada a verdadeira comoção nacional pela morte do líder político; neste momento a prioridade é curar as dores dos prejudicados:  humildes moradores , pequenos empresários e educadores.

Pelo menos quatro microempresas diretamente voltadas às crianças foram gravemente afetadas.

Uma academia dedicada a infantes e idosos foi totalmente destruída.

Alguns imóveis deverão ser demolidos; várias famílias continuam desabrigadas desde o dia da tragédia.

Caio França, ontem ( 21/08/2014 ) , presente  à missa campal promovida pela Diocese de Santos em homenagem às vítimas do acidente aéreo no Boqueirão , na qualidade de representante do PSB , comprometeu-se pela defesa política dos cidadãos santistas.

Pontos para ele!

Até ontem ninguém do PSB – ou de qualquer outro partido – tinha se manifestado sobre a questão.

Aliás, uma infelicidade também para o diretório estadual do PSB; que nada tem com os eventuais problemas relacionados ao avião que era empregado pela direção nacional.

Caio França , tem as qualidades do genitor e mais algumas.

Além da aguda visão política do pai,  é dotado da pureza e comprometimento social da mãe ( educadora de profissão ) .

Muito inteligente e dedicado, acima de tudo é genuinamente humilde; o que lhe garante respeito e  livre transito em todas as camadas…

Do futebol na praia do Itararé à Assembleia Legislativa deste estado…

Sem demora, dos Bandeirantes ao Planalto!

Dr. Caio, a região conta com o seu trabalho.

São Vicente, transitoriamente , amarga a perda daquele que seria o seu mais jovem – e melhor – prefeito…

( Que amargor ! )

Quem sabe, da derrota calunga , o estado, a região , o Brasil  tenha ganhado o seu maior guerreiro.]

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Santistas lesados pela queda do avião de Campos não podem ser ainda mais prejudicados pela omissão de Marina Silva e eventuais falcatruas envolvendo a doação do Cessna ao PSB 8

Desavergonhadamente, a morte de Campos foi capitalizada eleitoralmente.

Especialmente pela carpideira mor: Marina Silva.

Ungida viúva e herdeira universal do patrimônio político do “de cujus”.

Com efeito, como em toda sucessão, disputam-se apenas as vantagens.

As dívidas ninguém quer!

Mas não há bônus sem ônus…

Quem quer a recompensa há de arcar com os encargos.

Marina e o PSB não podem deixar as vítimas do desastre a ver aviões.

Urge o pagamento das devidas indenizações!

Os cidadãos de Santos atingidos pelo infausto acidente não podem ser ainda mais prejudicados pelas eventuais falcatruas envolvendo a negociação da aeronave.

A verdade está mais do que na cara, o avião era doação de campanha – dissimulada e por interpostas pessoas – ao PSB.

Portanto, o partido deve arcar com as consequências civis do evento; sob pena de nas eleições colher as consequências políticas do calote.

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LAVAGEM DE DINHEIRO – Guerreiro do povo brasileiro fazia campanha voando num cabrito… Em Santos , cinquenta famílias ficarão a ver aviões ! 4

PF e Polícia Civil apuram suspeita de fraude em venda de avião de Campos

MARIO CESAR CARVALHO
MARIANA BARBOSA
RICARDO GALLO
DE SÃO PAULO

21/08/2014 13h17 – Atualizado às 22h15

A Polícia Federal e a Polícia Civil apuram a suspeita de possível fraude na venda do avião Cessna que caiu em Santos (SP) no último dia 13 com o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB).

O avião pertencia ao grupo A. F. Andrade, dono de usinas de açúcar, que está em recuperação judicial, e só poderia ser vendido com autorização da Justiça, o que não ocorreu, segundo os policiais.

O grupo, de Ribeirão Preto (SP), deve R$ 341 milhões.

  Edson Silva – 29.mai.2014/Folhapress  
Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13
Eduardo Campos desembarca em Franca em maio após viajar no avião Cessna que caiu no último dia 13

O avião foi vendido a João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e seria registrado em nome da BR Par Participações e Bandeirantes Pneus, segundo documento do grupo A. F. Andrade enviado à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e obtido pela Folha.

Mello Filho é usineiro e já recebeu multas do governo por não comunicar suspeitas de lavagem de dinheiro quando tinha uma financeira. O dono da Bandeirantes Pneus, Apolo Santana Vieira, é réu em ação penal por importação fraudulenta de pneus.

O comprador assumiu uma dívida de US$ 7 milhões (R$ 15,9 milhões) junto à Cessna, dona da aeronave. Uma das suspeitas é de que as empresas não teriam capacidade para pagar esse valor. Até o dia do acidente, quase três meses após a compra, a Cessna não havia aprovado o cadastro da Bandeirantes.

A compra foi intermediada por Aldo Guedes, presidente da empresa de gás do governo pernambucano e sócio do ex-governador Eduardo Campos em uma fazenda. Foi Guedes quem contratou os pilotos que morreram.

A DÚVIDA

Os policiais querem saber por que o comprador não passou a aeronave para o seu nome, como manda a lei. Nos registros da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Cessna continua em nome do grupo A. F. Andrade.

Uma das hipóteses dos policiais é que isso foi feito para burlar credores. Segundo essa hipótese, o grupo não fez a transferência para não repassar aos credores o que recebeu. A lei de recuperação judicial determina que todo valor arrecadado seja usado para pagar as dívidas.

A queda do avião sem a transferência para os atuais donos pode trazer problemas com o seguro. A apólice da Bradesco Seguros está em nome do grupo A. F. Andrade. O fato de o antigo dono ter omitido a venda do avião pode ser uma razão para o não pagamento do seguro.

Celso Vilardi, advogado do grupo A. F. Andrade, diz que não há fraude. Segundo ele, o grupo recebeu do comprador oito parcelas do “leasing” feito na Cessna, cujo valor ele não revela (“leasing” é um financiamento em que o cliente paga parcelas mensais e ao final fica com o avião). A quantia foi repassada à Cessna para saldar dívidas, de acordo com Vilardi.

O valor foi pago em 8 de maio. O grupo comprou o avião por US$ 8,5 milhões, a serem pagos em até dez anos.

OUTRO LADO

Advogados do grupo A. F. Andrade refutam com veemência a suspeita de fraude. Segundo o criminalista Celso Vilardi, o avião representava despesas, e não uma receita.

“A venda do avião é uma dívida a menos. O grupo não ficou com um tostão do avião, repassou tudo para a Cessna porque havia dívidas”, diz.

Ricardo Tepedino, que defende o grupo na esfera cível, afirma que não há fraude porque a venda foi feita antes do pedido de recuperação.

O avião não estava em nome do novo dono, segundo o documento enviado à Anac, porque a Cessna analisava a capacidade financeira das empresas BR Par Participações e Bandeirantes Pneus.

A Bandeirantes disse em nota que tinha interesse no avião, mas a Cessna não aprovou o cadastro da empresa até o dia do acidente.

A Folha não conseguiu localizar a BR Par Participações. A reportagem também não encontrou Aldo Guedes e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho.

ACIDENTE

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Henrique Accioly Campos, 49, morreu no dia 13 de agosto em acidente aéreo em Santos, litoral paulista, onde cumpriria agenda de campanha. O jato Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, partira do Rio e caiu em área residencial. A Aeronáutica investiga a queda.

Dois pilotos e quatro assessores também morreram, e sete pessoas em solo ficaram feridas. Os restos mortais removidos do local do acidente foram para a unidade do IML (Instituto Médico Legal) em São Paulo. Na noite de sábado (16), o corpo de Campos chegou ao Recife. Os filhos dele carregaram o caixão usando camisetas com a frase “Não vamos desistir do Brasil”, dita pelo candidato na TV.

Cerca de 130 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, acompanharam no domingo (17) o cortejo com o corpo de Eduardo Campos no Recife, após o velório no Palácio do Campos das Princesas. O ex-governador foi enterrado sob gritos de “Eduardo, guerreiro do povo brasileiro”, aplausos e fogos de artifício. No velório, Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula receberam vaias da multidão, depois abafadas por aplausos. O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) também participou da cerimônia.

Marina Silva ficou ao lado de Renata Campos, viúva do candidato, durante o velório e o enterro. No cemitério, a ex-senadora foi seguida por pessoas que gritavam seu nome e tentavam tocá-la. Os corpos das outras vítimas do acidente foram enterrados em Recife, Aracaju, Maringá (PR) e Governador Valadares (MG).

Governador de Pernambuco por dois mandatos, ministro na gestão Lula, presidente do PSB e ex-deputado federal, Campos estava em terceiro lugar na corrida ao Planalto, com 8% no Datafolha. Conciliador, era considerado um expoente da nova geração da política.

Campos morreu num 13 de agosto, mesmo dia da morte do avô, o também ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). Campos deixa mulher, Renata Campos, e cinco filhos, o mais novo nascido em janeiro. “Não estava no script”, disse Renata.

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Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Cabrito – coisa fraudulenta, contrafeita , adulterada , objeto de crime , etc. 

HERDEIRA DOS BÔNUS – Marina Silva não comparece à missa campal pela vida das pessoas que moram ao redor do local da queda do avião de Eduardo Campos…Até agora ninguém se habilitou herdeiro das dívidas com indenizações 13

 
Cerimônia
 

Missa em homenagem às vítimas de acidente áereo reúne 3 mil pessoas

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Dom Jacyr celebrou missa em palanque

Cerca de 3 mil pessoas compareceram à missa campal promovida pela Diocese de Santos em homenagem às vítimas do acidente aéreo no Boqueirão, no último dia 13.

A cerimônia foi realizada na Rua Vahia de Abreu, próximo ao local onde caiu a aeronave transportando o presidenciável  Eduardo Campos (PSB), quatro assessores e dois tripulantes.

A missa foi presidida pelo bispo diocesano, dom Jacyr Francisco Braido e contou com a participação do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, do candidato a deputado estadual Caio França (PSB) e de vereadores. Entre a multidão, pessoas segurando terços, cantando, e muito emocionadas.

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Multidão acompanha missa atrás de alambrado montado na Rua Vahia de Abreu

Em entrevista concedida a jornalistas, dom Jacyr pediu mais prudência aos condutores de todos os tipos de veículo. ”Agradeço a Deus por todas as pessoas que estão vivas”, afirmou.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que permaneceu ao lado do bispo, no palanque, leu a oração dos fiéis e citou os nomes de todas as vítimas do acidente.

”Hoje, nós viemos agradecer a Deus pela vida das pessoas que moram aqui ao redor do local do acidente, mas, principalmente, rezar pelos que se foram nessa tragédia, que deixou a todos nós muito tristes”.

Interdição

A Rua Vahia de Abreu permanecerá bloqueada até as 18 horas desta sexta-feira para desmontagem do palco onde a missa foi celebrada.

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Prefeito de Santos acompanhou cerimônia e leu a oração dos fiéis

O acidente

A tragédia que matou as sete pessoas ocorreu às 9h50 do último dia 13, quando a aeronave, vinda do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino à Base Aérea, em Guarujá, precisou arremeter após o piloto não conseguir enxergar a pista de pouso.

Na arremetida, o avião acabou caindo em uma área de residências, no Boqueirão. No momento da queda, uma forte explosão foi sentida. Treze imóveis foram atingidos, sendo que 10 precisaram ser interditados. Desses, dois permanecem fechados e precisarão de reformas.

No sábado, dia 15 de agosto, os restos mortais de todas as vítimas foram liberados do Instituto Médico Legal de São Paulo. No domingo, as vítimas foram sepultadas em suas respectivas cidades.

No acidente, morreram, além de Eduardo Campos, o fotógrafo Alexandre Severo Gomes e Silva, o assessor Carlos Augusto Ramos Leal Filho, o piloto Marcos Martins, o copiloto, Geraldo Magela Barbosa da Cunha, o cinegrafista Marcelo de Oliveira Lyra e o assessor de campanha e ex-deputado federal Pedro Almeida Valadares Neto.

Veja abaixo um trecho da missa campal celebrada no Boqueirão:

 

 

 

Transcrito de A TRIBUNA DE SANTOS ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Tribunal do Júri absolve PMs que foram filmados matando servente de pedreiro 61

Quatro PMs da Força Tática do 37º Batalhão (zona sul) deram cinco tiros (dois no tórax, dois no braço direito e o outro no braço esquerdo) no servente Paulo Batista do Nascimento, 25 anos.

Ele é o homem que apareceu no vídeo acima , exibido  pela TV Globo, sendo retirado de uma casa no Campo Limpo (zona sul).

Na imagem, ele é agredido e conduzido até um carro da corporação.

No vídeo, filmado por um cinegrafista amador, aparecem cinco PMs. Ouve-se um tiro, o que sugere que Nascimento foi executado. Para a Corregedoria da PM , ao menos sete PMs participaram direta ou indiretamente da ação. Quatro deles (um tenente e três praças) foram presos e denunciados; três destes aparecem no vídeo.

Agora, depois de dois dias, terminou na noite desta quinta-feira (21) o julgamento dos quatro policiais militares acusados pela morte de Paulo Barbosa do Nascimento.

Os PMs Marcelo de Oliveira Silva, Jailson Pimentel de Almeida,  tenente Halston Kay Tin Chen e Francisco Anderson Henrique foram absolvidos pelos jurados.

A sentença foi lida pouco antes das 20h30 pelo juiz Roberto Zanichelli Cintra, do 1º Tribunal do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda.

O Ministério Público informou que recorrerá contra a absolvição.