Autor: Flit Paralisante
É tempo de cooperar e pactuar melhorias : Alckmin – traído pela PM – não pode abrir mão do comprometimento da Polícia Civil com o seu governo 27
Skaf pode chegar ao segundo turno com Alckmin
Para especialistas, campanha do candidato deve mirar os indecisos e aqueles que votam em branco
Paulo Skaf registrou um crescimento de nove pontos / Divulgação
Por: Fernando Granato
fernando.granato@diariosp.com.br
Depois da injeção de ânimo provocada pela última pesquisa Ibope, que registrou um crescimento de nove pontos enquanto os demais candidatos não se moveram, a campanha de Paulo Skaf (PMDB) pretende agora intensificar a exposição do peemedebista para que ele fique mais conhecido entre aqueles que ainda não sabem em quem votar.
Segundo o coordenador do programa de governo do PMDB, André Rebelo, a ideia é atingir ao mesmo tempo os indecisos e aqueles que pretendem votar no candidato do PSDB, o governador Geraldo Alckmin, mas ainda não estão bem certos da sua escolha.
“Vamos mostrar que a realidade do estado não é exatamente aquela que aparece na propaganda do governador”, disse Rebelo. “Acreditamos que esse eleitor pode vir para o nosso lado quando conhecer melhor a realidade.”
Além disso, de acordo com o coordenador, a campanha do PMDB mira os indecisos que ainda não conhecem Skaf. “Em pouco tempo de exposição conseguimos esses nove pontos, então acreditamos que esse quadro vai melhor ainda mais na medida em que ele for sendo mais conhecido”, afirmou Rebelo.
Já o cientista político Milton Lahuerta, da Unesp, considera que além dos indeciso Skaf depende dos votos do candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, para chegar ao segundo turno. “Por isso Skaf está centrando seus ataques somente na gestão de Geraldo Alckmin”, afirmou. Lahuerta acredita ainda que Skaf não deve mirar nem os votos mais de esquerda, que devem estar com Padilha, nem os de centro, que estão com Alckmin. “Ele deve buscar o eleitor indeciso essencialmente conservador, que está orfão de uma opção eleitoral desde a saída de Paulo Maluf (PP) das eleições majoritárias”, disse.
Em sabatina promovida na quarta-feira (27) pelo jornal O Globo, o candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, centrou uma vez mais seus ataques no governador Geraldo Alckmin (PSDB) e disse que metade da população de São Paulo ainda não o conhece. “Nossa candidatura é diferente e as pessoas precisam saber disso”, afirmou. “ Diria que metade da população de São Paulo ainda não me conhece. Então, a campanha ainda está começando.” Com relação a Alckmin, Sakaf repetiu mais uma vez a polêmica crítica que fez no início da semana. “Não tenho nada contra ele pessoalmente, mas a minha sensação é que falta mesmo tesão”, afirmou. “ Você tem a guerra da água, da segurança, da qualidade de ensino, da saúde. Precisa ter firmeza, coragem e determinação e acima de tudo tesão para resolver tudo isso.
Delegada Seccional de Diadema abaixa calcinha para a PM atentando contra a independência jurídica dos delegados plantonistas 44
O título indecoroso é do Flit, mas fatos muito mais indecorosos chegaram ao nosso conhecimento; atentem ao que vem ocorrendo nos plantões daquela circunscrição policial:
A estimada delegada seccional de Diadema – Drª Martha Rocha de Castro – fez um acordo de cavalheiras com a coronel daquele comando de área dando prioridade ao atendimento de ocorrências da PM.
Até aí, ainda vá lá!
Eficiência é um dever.
Ressaltando-se que quem determina a prioridade no atendimento ao cidadão é a lei: crianças, idosos, vítimas, etc.
De resto, em plantão policial o atendimento se dá por ordem de chegada.
Mas pelo acordo das duas cavalheiras , ainda, caso o atendimento da ocorrência leve mais de 3 horas, horário imposto e controlado pela PM, automaticamente, é baixado expediente para os delegados do plantão explicarem a suposta demora.
Tal expediente é composto de e-mail da coronel do CPA, com planilha constando as ocorrências que supostamente demoraram mais de 3 horas.
Não bastasse essa aviltante burocracia, é obvio que tais horários estão quase sempre incorretos!
Os policiais militares após deixarem as dependências do DP quando do termino da ocorrência , nunca dão baixa, imediatamente , em seus respectivos talões.
A titulo de exemplo, há ocorrências iniciadas às 22h00, concluídas às 24:00 horas, informações do próprio sistema RDO, mas que na planilha da PM teria se estendido até às 02:00 da madrugada.
Verdadeiramente, em sua defesa , os delegados foram transformados em babás e caguetas de PMs.
Embora duvidemos que alguma providência seja tomada contra os policiais militares.
Com efeito, o expediente visa exclusivamente o aviltamento das autoridades policiais plantonistas.
Para confirmar, após ser detectada essa situação inúmeras vezes, ou seja, as inconsistências nos horários das planilhas do batalhão, a ‘administração’ se superou e criou uma ficha a ser obrigatoriamente preenchida constando horários de chegada dos PMs: início , termino do atendimento e campo para observações da autoridade.
Devendo ser assinada pelos policiais militares que apresentam a ocorrência e pelo delegado.
Absurdo!
Cadê a ADPESP em defesa das prerrogativas dos delegados de polícia ?
Ora, essa ficha não passa de um controle de ponto das atividades do delegado !
Que carreira jurídica é essa que se deixa submeter assim por interesses da PM e flacidez de uma Seccional ?
Se não bastasse, ontem, os policiais civis de Diadema ao consultarem seus holerite foram surpreendidos com a redução do auxilio alimentação.
Antes recebiam a miséria integralmente, e agora foi reduzido para R$ 120,00.
Todavia os plantões permanecem com horário de 12 horas inalterado, de forma que é absurdo o enquadramento no paragrafo 1.° , do artigo 2.°, da Lei Complementar 660/91, pois plantões daquela circunscrição policial não são inferiores a 12 horas para resultar no recebimento de meia diária, como fixado no diapositivo.
Mais: em todas as reuniões com seus colaboradores a digna Seccional , em tom de preleção, só fala em ‘hierarquia e disciplina’, como um mantra.
Aparentemente, a Drª Martha tem o pé na caserna.
Assim, quem precisa de inimigos externos.
Por fim, a delegada deveria saber que quem muito se abaixa – além de mostrar a calcinha – pede para ser abolinado…
Os policiais civis de Diadema não consentirão no estupro!
Márcio França – PSB admite ressarcir vítimas de acidente: “Nem a hipótese de fugir desse compromisso “ 9
MAGISTRADOS MELHOR REMUNERADOS DO MUNDO – Ministros do STF querem elevar salário para R$ 35,9 mil 36
Ministros do STF querem elevar salário para R$ 35,9 mil
28/08/2014 18h45 – Atualizado às 20h38
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovaram na tarde desta quinta-feira (28) uma proposta de aumento dos próprios salários. O subsídio passará dos atuais R$ 29,4 mil para R$ 35,9 mil – o que representa um incremento de 22%.
O aumento será enviado ao Congresso na forma de um projeto de lei, que terá de ser votado pelos deputados e senadores. Uma mensagem também será encaminhada à presidente Dilma Rousseff para que ela adicione o novo valor à proposta orçamentária de 2015.
Se o projeto for aprovado pelo Congresso e sancionado pela presidente Dilma, os ministros passarão a receber o novo salário a partir janeiro do ano que vem.
O aumento produzirá um efeito cascata no Judiciário, uma vez que o salário dos ministros do Supremo é base para o subsídios de ministros de outros tribunais superiores, juízes e desembargadores, além de membros de tribunais de contas.
De acordo com o STF, o impacto no âmbito do poder Judiciário será de R$ 646 milhões ao ano. O valor, no entanto, deve ser maior, uma vez que o cálculo usado levou em conta não a diferença entre o salário de R$ 29,4 mil para o de R$ 35,9 mil, mas sim um de R$ 30,9 mil – que já estava previsto para 2014 – para o de R$ 35,9 mil.
Além disso, há também uma série de servidores, em todos os poderes da República, que receberiam valores acima do teto constitucional devido ao acumulo de benefícios ou gratificações. Mas, na prática, um dispositivo conhecido como “abate teto” impede que isso aconteça.
Com um novo valor, servidores nestas condições, mesmo sendo do Executivo ou do Legislativo, também verão seu salário ser aumentado, o que ampliará o impacto que o novo subsídio trará aos cofres públicos.
A decisão do STF de aumentar os próprios salários foi tomada numa sessão administrativa que ocorreu logo após a sessão ordinária. Normalmente, este tipo de sessão não é televisionada.
No último dia 7, entretanto, uma sessão deste tipo, por ter acontecido no plenário, acabou sendo transmitida pela TV Justiça. A desta quinta, que também foi realizada no pleno, não foi televisionada.
De acordo com o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, o incremento não representa um aumento real nos salários dos ministros. Significa, somente, a reposição de perdas inflacionárias de 2009 até 2014.
Em 2012, os ministros tinham um salário de R$ 26,7 mil. Naquele ano, um projeto de lei foi aprovado pelo Congresso , fixando os salários que seriam pagos até 2015.
Devido a este projeto, os ministros receberam R$ 28 mil em 2013, passaram para um salário de R$ 29,4 mil em 2014 e, em 2015, receberiam R$ 30,9 mil.
De acordo com a assessoria de imprensa do Supremo, foi preciso se enviar um novo projeto de lei ao Congresso uma vez que as projeções inflacionárias da lei de 2012 ficaram abaixo da efetivamente registrada nos últimos anos.
PEC DA MAGISTRATURA
Lewandowski também faz a defesa da PEC 63/2013 –conhecida como PEC da Magistratura–, que tramita no Senado Federal e preocupa o governo. A proposta tem o potencial de implodir o teto constitucional de remuneração do serviço público.
A medida dá a juízes e integrantes do Ministério Público uma gratificação mensal por tempo de serviço que não está sujeita à limitação do teto constitucional. A gratificação poderia ainda ser incorporada na aposentadoria e estendida a pensionistas.
O Planalto teme que, caso aprovada, a PEC abra caminho para que outras carreiras passem a lutar pelo mesmo benefício.
| Pedro Ladeira/Folhapress | ||
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| O ministro Ricardo Lewandowski, novo presidente do STF |
Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.
Governo volta a deferir em favor de policiais civis pedidos de sobrestamento de PADs 37
Conforme publicações no Diário Oficial desta quinta ( 28 de agosto ) , o Governador atendendo a representação do Exmº Secretário de Segurança deferiu o sobrestamento de processos administrativos disciplinares a policiais acusados de infrações disciplinares conexas a processos-crimes ainda em julgamento.
Anteriormente a prática na Pasta , implantada pelo ex-secretário de segurança Ferreira Pinto – que agora se bandeou para o lado do Skaf – era demitir os policiais civis pelo simples fato de terem sido denunciados pelo Ministério Público, servindo o recebimento da denúncia como prova da materialidade do ilícito administrativo.
Posteriormente o policial acabava sendo inocentado, cumprindo-lhe o ônus de desconstituir o ato demissório suportando os gravames de longo e custoso processo judicial.
Os casos abaixo – todos instaurados naquela famigerada gestão – dizem respeito a suposta fraude em processos licitatórios , fraude processual em laudos sobre caça-niqueis e até acumulo de cargos de investigador e vereador.
Haddad cria órgão paralelo para controlar policiais civis e militares e impedir atuação contra os interesses ilícitos do PT 44
Gestão Haddad quer criar grupo que receberá denúncia contra policiais
28/08/2014 02h00
A gestão Fernando Haddad (PT) quer criar uma ouvidoria que, entre outras atribuições, receberá denúncias de abusos praticados por policiais militares e civis. O projeto está sendo finalizado e será enviado à Câmara Municipal neste semestre.
Para a Secretaria de Direitos Humanos, que desenvolveu a proposta, a população têm medo de denunciar abusos policiais por causa da “proximidade” entre os órgãos que recebem as denúncia e as próprias corporações.
“Existe um medo das pessoas em acionar a corregedoria da polícia, de ter seu nome revelado, há receio por ser da polícia”, diz Giordano Magri, autor do projeto e chefe de gabinete da Secretaria Municipal dos Direitos Humanos.
Hoje, a prefeitura não recebe esse tipo de denúncia. Os canais disponíveis são as próprias corregedorias das polícias e a Ouvidoria de Polícia -ambas pertencentes ao governo do Estado-, além do Ministério Público.
A Ouvidoria Municipal de Direitos Humanos já estava prevista de forma genérica no plano de metas de Haddad.
Seus detalhes, e a intenção de ser um canal de denúncia de violência policial, surgem a pouco mais de um mês da eleição estadual.
A segurança é tema central na disputa casos de violência policial rendem críticas de entidades de defesa de direitos humanos ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição.
Se o projeto da ouvidoria for aprovado, o órgão terá uma base no centro e um número gratuito de três dígitos para receber as denúncias, nos moldes no 190.
A prefeitura não pode investigar policiais. Caso receba alguma informação terá de repassá-la à própria corregedoria de polícia ou ao Ministério Público. Fará isso sem divulgar o autor da denúncia, segundo Magri.
Outra tarefa será elaborar levantamentos a partir das denúncias de violência policial e cobrar investigações.”Se a polícia te bater numa manifestação, liga na ouvidoria, que vai encaminhar a denúncia para a corregedoria. Vamos cobrar resposta”, diz ele.
Outros tipos de denúncias, como agressão a idosos e a mulheres, também serão recebidas, inclusive contra funcionários da prefeitura, como guardas municipais.
Em nota, a Secretaria Estadual da Segurança Pública evitou polemizar.
Disse considerar a iniciativa válida, mas afirmou que a pasta tem seus próprios canais de denúncia e que tem sido “dura” com desvios de conduta. Segundo a nota, foram expulsos 1.628 policiais investigados desde 2011.
Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.
Eleições 2014 – Fernando Capez 45700 44
Roubos em série: A PM não faz prevenção , a Civil não investiga e o governo premia com cadeia e demissão os policiais mais combativos 64
Editorial: Roubos em série
27/08/2014 02h00
Enquanto a segurança pública aparecia como tema principal do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, na segunda-feira, a secretaria responsável pela área divulgava dados desconcertantes sobre a ocorrência de roubos no Estado e na capital.
Paulistas e paulistanos ficaram sabendo que, em julho, a incidência desse crime patrimonial cometido com violência cresceu pela 14ª vez consecutiva. Trata-se da maior sequência de aumentos dessa modalidade delituosa desde o início da série estatística, em 2001.
Até julho deste ano, houve 186.588 roubos no Estado. De 2004 a 2008, esse número era registrado apenas em novembro.
Não surpreende, portanto, que, no encontro promovido por Folha, UOL, SBT e Jovem Pan, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tenha sido alvo preferencial de perguntas e críticas sobre suas políticas para o setor. Mesmo sem informações atualizadas, os adversários do tucano já dispunham de farta munição para questioná-lo.
Como de costume, Alckmin usou a seu favor a redução histórica da taxa de homicídios em São Paulo, que tem se mantido na faixa de 10 a 11 casos por 100 mil habitantes –a média nacional é de 29, segundo o “Mapa da Violência”.
Embora louvável, tal conquista –consolidada na década passada e para a qual contribuíram diversos fatores, como os demográficos– em nada melhora os resultados pífios da atual gestão no enfrentamento dos roubos.
Basta dizer que, nesse campo, o governo teve o desplante de comemorar ligeira redução no ritmo de crescimento, como se os paulistas fossem se contentar com uma criminalidade que aumenta devagar.
Na comparação com julho de 2013, os roubos subiram 12,6% no Estado e 20,3% na capital; em junho, os avanços haviam sido de 14,7% e 21%, respectivamente; nos 12 meses anteriores, a elevação média fora de 22,3% e 29,3%.
Mantido o padrão de desaceleração, seriam necessários seis meses para cessar a escalada no Estado, e mais de dois anos na capital.
O governo diz que as notificações pela internet, iniciadas em dezembro passado, contribuíram para ampliar os registros; argumenta ainda que o fenômeno é nacional.
Tais explicações não convencem. As estatísticas mostram que a tendência começou antes de dezembro, e São Paulo, o Estado mais rico do país, deveria dar o exemplo na segurança pública. A administração Alckmin, todavia, tarda em adotar iniciativas satisfatórias.
É saudável que essa área seja objeto de discussão na campanha eleitoral. Pena que o tema se repita a cada pleito, servindo antes para alimentar a retórica beligerante das candidaturas do que para estimular estratégias eficazes.
Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998
Carcereiro do 63º DP é executado na Zona Leste 51
Mais um colega foi vitima de emboscada na noite de anteontem na zona leste,o carcereiro Samuel Rosa dos Anjos lotado no 63ºDP,Vila Jacui foi emboscado quando chegava em sua residencia e abatido covardemente com varios disparos!Ao se ler o B.O lavrado proprio DP onde o colega era funcionario podemos nitidamente observar o verdadeiro mascaramento do B.O conforme determinação da SSP/SP pois para justificar a não emboscada,alegam que foi roubo,inclusive da arma do colega.Fontes dizem que os 4 executores estavam em um bar proximo a residencia do colega e parece que aguardavam sua chegada.Meus sentimentos a familia do colega morto covardemente,mais uma vitima do PCC com certeza!!
DESEMPREGO À VISTA – Pavor da derrota ( perda da boquinha ) assombra militantes do PT, pesquisa aponta vitória de Marina 38
Após pesquisas, PT fala pela primeira vez em risco de derrota
27/08/2014 02h00
O resultado da pesquisa Ibope e de levantamentos informais, que mostraram queda nas intenções de voto de Dilma Rousseff (PT) e uma possível derrota no segundo turno para Marina Silva (PSB), acenderam o sinal amarelo na cúpula da campanha dilmista.
Pela primeira vez, o governo fala em risco de derrota na eleição presidencial deste ano, o que até a entrada de Marina na disputa era visto como improvável.
Segundo um interlocutor da presidente Dilma, a campanha está alerta porque a expectativa inicial era que apenas Aécio Neves (PSDB) caísse, mas os levantamentos indicaram que a petista também perdeu votos.
Dilma oscilou no Ibope de 38% para 34%. Aécio, de 23% para 19%. Marina teve 29%.
Agora, petistas avaliam a melhor estratégia para desconstruir a imagem de Marina, visando principalmente a disputa de um segundo turno com a candidata do PSB. No Ibope, Marina vence a petista na reta final, com 45% contra 36%.
Integrantes da cúpula petista, ministros e secretários executivos foram convocados para uma reunião nesta terça-feira (26) à noite no comitê petista para discutir os rumos da campanha.
A queda das intenções de voto de Dilma e a subida de Marina levaram lulistas a defender, nos últimos dias, mais uma vez, a troca de candidatura no PT, hipótese rechaçada pelo ex-presidente Lula.
Defensores do movimento “volta, Lula” dizem que a opção pelo ex-presidente teria sido mais “segura”, diante do novo cenário eleitoral. Admitem, porém, que a esta altura dificilmente o petista toparia o desafio.
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) minimizou o crescimento de Marina.
“Qualquer pesquisa nesse momento tem que ser tomada como uma coisa muito provisória. Não é por causa desses números, mas eu já tenho dito há alguns dias que lá pelos dias 7 a 10 de setembro nós teremos uma fotografia mais aproximada do embate eleitoral. Porque nós estamos sob a influência, o lançamento da novidade e da exposição enorme que a Marina teve”, disse.
EUFORIA
A campanha de Marina esperava um cenário semelhante ao que foi apontado pelo Ibope. Pessebistas dizem que a ordem agora é não deixar a euforia tomar conta do entorno da candidata. “O clima de já ganhou’ nunca é favorável, mas estamos animados, é claro”, avalia um aliado.
Assessores de Aécio afirmaram que a pesquisa não surpreendeu a campanha, que já aguardava um crescimento de Marina.
Para os aliados do tucano, esta era “a semana” da ex-senadora. Alguns chegaram a manifestar alívio pelo fato de Aécio ter se mantido no patamar de 20% das intenções de voto. Algumas pesquisas internas apontavam um índice menor para o candidato.
INDENIZAÇÕES – PSB assume a responsabilidade civil pelos danos decorrentes da queda do avião recebido em comodato; cujos pilotos foram contratados por colaboradores de Eduardo Campos 20
O Partido Socialista Brasileiro esclarece:
A aeronave de prefixo PR-AFA, em cujo acidente faleceu seu presidente, Eduardo Henrique Aciolly Campos, nosso candidato à presidência da República, teve seu uso – de conhecimento público– autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira.
Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final.
A tragédia, com o falecimento, inclusive, de assessores, impôs conhecidas alterações tanto na direção partidária quanto na estrutura e comando da campanha, donde as dificuldades enfrentadas no levantamento de todas as informações que são devidas aos nossos militantes e à sociedade brasileira.
Brasília, 26 de agosto de 2014
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Nos termos do atual Código Civil Brasileiro não há responsabilidade objetiva do proprietário do bem por ato de terceiro, especialmente tratando-se , como no caso , comodato , ou seja, empréstimo gratuito de bem durável ( coisas não fungíveis ) , para pessoa jurídica – no caso PSB – com capacidade jurídica e financeira para responder por eventuais danos causados a outrem.
Os moradores de Santos – sem demora – podem ingressar com ações contra o PSB, com pedido cautelar – tutela antecipada – para bloqueio de fundos em poder da agremiação política.
Observando-se que – de tudo denota-se – a queda do avião decorreu de imprudência e imperícia dos pilotos da aeronave; recrutados e remunerados por pessoas ligadas ao partido.
“Sabemos que Marina não é do PSB, mas ajudará o País” 18
Márcio França
Morte de Campos ainda dói, segundo Marcio França
Em questão de meses, o deputado federal e ex-prefeito de São Vicente Márcio França (PSB) se tornou figura carimbada na mídia nacional. Um dos principais parceiros de Eduardo Campos, candidato à Presidência morto em um acidente de avião em Santos, há 13 dias, ele foi um dos símbolos de uma tragédia que comoveu o País. Agora, tal qual o seu partido, França busca forças para enfrentar uma eleição histórica, ao mesmo passo que concorre ao cargo de vice-governador de São Paulo na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB). Após inúmeros debates públicos com Marina Silva, ele ironicamente assume a postura de conciliador entre os membros da legenda socialista e da Rede Sustentabilidade, além de presidir o comitê financeiro da candidatura nacional. “Eu queria fugir, mas estou no olho do furacão”, disse antes de sua entrevista exclusiva a A Tribuna.
O PSB se preparou pelo menos dois anos para a candidatura de Eduardo Campos e teve que mudar tudo em 10 dias. Como o partido lida com essa mistura de sentimentos?
Ainda com muita insatisfação, com uma imensa tristeza. O Eduardo não era apenas o nosso candidato, era o nosso grande líder. Foi uma candidatura que começou a ser trabalhada há quase 15 anos, mas que ganhou força recentemente. Toda a sua trajetória apontava para isso. Ele fez um excelente governo em Pernambuco e, ao mesmo tempo, sabia lidar com seus opositores. Era um grande gestor e um ótimo político. Mas ele mesmo nos ensinou que não devemos desistir do Brasil. Então, precisamos superar o trauma e ir adiante.
Mas, desde o material até troca da composição da chapa, é preciso construir repentinamente uma nova candidatura…
Claro que tivemos grandes prejuízos em termos de material de campanha. Já estava tudo confeccionado e, mesmo com a Marina nas fotos, o candidato era o Eduardo. O Beto (Albuquerque, candidato a vice-presidente) não aparece. Poderíamos pensar que essa candidatura sai atrás das demais. Mas não podemos deixar de destacar que essa parte material está sendo muito compensada pela mídia espontânea. A Marina está em todos os jornais, canais de tevê, portais de internet. Os números das pesquisas já vêm mostrando essas vantagens.
Em termos de estratégia de campanha, há mudanças na forma de lidar com os nomes de Marina e Eduardo?
O nosso compromisso maior, evidentemente, era com o Eduardo. A estratégia estava muito clara. Preparar as bases e fazer com que o Eduardo fosse conhecido em âmbito nacional, o que iria começar a acontecer agora, com os programas de tevê. A Marina somaria com a sua imagem, que já era bem conhecida. Ela acabaria transferindo um pouco da sua confiabilidade. Pelo nosso planejamento, a partir do momento que isso começasse a acontecer, haveria uma transferência automática, principalmente do eleitorado da classe C, que busca uma terceira via na política nacional. É o que começa a ocorrer agora, com a Marina. Está acontecendo quase tudo como nossa equipe, juntamente com o Eduardo, planejou. Mas infelizmente precisou que ele viesse a falecer para que as pessoas o conhecessem.
Então, para vocês, o nome de Eduardo Campos cresceria nestes dois meses, à medida que a sua imagem fosse conhecida?
O que eu sinto hoje é uma comoção nacional, uma espécie de arrependimento. As pessoas lamentam a oportunidade que jamais terão de votar no Eduardo. As declarações que ouço são no sentido de que o eleitor gostaria de ter tido a chance de eleger o Eduardo. Ainda mais depois da exposição da sua família, do seu estilo, do jeito de fazer política sem remeter ao político convencional, com a imagem tão desgastada.
Qual a marca deixada por Eduardo Campos?
A Marina Silva sempre cita três pontos. O primeiro, de mobilizar o País, como um todo. Ao contrário de outros nomes, a exposição da sua imagem trouxe uma discussão de que é preciso renovar, de que a política pode ir além. O segundo legado é uma demonstração da política séria, que vai contra aquela marca que as pessoas têm de que policial não presta. O clima que as pessoas estavam no velório mostra isso, que ainda hoje, é possível que um político seja querido e reconhecido pelo seu povo. Em terceiro, ele se apresentava como a nova política, como alguém que acreditava no que falava e tinha tudo para ser diferente. No dia do enterro, estavam lá o Alckmin, o Fernando Henrique e o Lula. Mas não estavam as pessoas que o Eduardo combatia, as raposas, aquela imagem contestada da velha política.
A superexposição de Marina e o próprio desempenho crescente da sua candidatura reacenderam as divergências entre o PSB e a Rede. É possível conciliar em um mesmo grupo duas correntes tão fortes?
Para mim, toda opinião sincera deve ser respeitada. A Marina não é do PSB e nós sabemos bem disso. Aceitamos a filiação dela a pedido do Eduardo e eu fui um dos que cooptaram por sua vinda, por entender que ela tinha trânsito em muitas áreas e por saber que ela concordava com muitos pensamentos nossos. Mas há também muitos pensamentos dela que não são nossos. Não dá para dizer agora que ela tem que incorporar tudo o que nós pensamos, cobrar que ela mude radicalmente. A Rede, por exemplo, tem uma linha que vai contra a lógica partidária, que é muito rejeitada pela população. Tanto que eles nem usam o termo “partido”. A nossa opção foi por uma posição de lealdade. A Marina foi muito gentil e leal ao aceitar ser vice do Eduardo, mesmo tendo um nome mais conhecido e uma popularidade maior. Ao mesmo tempo, nós sabemos que não tínhamos neste momento um nome tão forte quanto o dela dentro do PSB. O Beto é um grande nome, e por isso o escolhemos como vice. É o que dava para fazer no momento e foi a melhor opção.
Mas a aceitação interna a nome dela não parece ter sido tão tranquila assim…
Veja, nós tínhamos grandes companheiros nossos de PSB que estavam engajados de corpo e alma na campanha do Eduardo, e não na da Marina. Portanto, é natural que alguns reajam dessa forma, por tudo estar ainda muito recente, muito forte. Mas o que precisamos agora é transformar esses pontos de discórdia em convicção. Pois o que parece é que essa candidatura é exatamente o que a população brasileira quer. Eu fico me perguntando o que o Eduardo quis me dizer com esse acidente, justamente em Santos? Sinto que ele queria que eu, pela proximidade que tinha com ele, ajudasse a conduzir o partido para os interesses do povo brasileiro. E eu sei que, mesmo a Marina não sendo do PSB, ela vai ajudar muito o partido e o País. O partido porque, mesmo não sendo uma candidatura nossa, a imagem dela vai ajudar a fazer deputados e fortalecer os desempenhos nos estados. Ao mesmo tempo, tendo uma candidatura à Presidência, mesmo que nesses moldes, nós ficamos mais competitivos no cenário nacional. Hoje, o grande político puxador de votos do Brasil não está vivo, chama-se Eduardo Campos. Por isso, tenho certeza de que o crédito dessa candidatura ficará com o PSB. Por ser uma pessoa correta, tenho certeza de que a Marina acolherá o PSB da mesma forma que nós a acolhemos.
Ao que parece, o senhor, que teve divergências públicas com Marina, é quem se coloca como mediador entre o PSB e a Rede, é isso?
Não sei se eu poderia dizer isso, mas com certeza serei um dos mediadores. Afinal, o partido me indicou para a coordenação financeira da campanha nacional. A equipe financeira é o coração de qualquer campanha. É um gesto do partido para mostrar que quer essa integração. Se não fosse assim, a Marina não deixaria nas nossas mãos um item tão importante da campanha. Pela nova lei, ao fim da campanha as despesas não morrem mais após a eleição. Atualmente, todos os números da campanha ficam com o partido. Isso significa que, ao final de outubro, os débitos e créditos dessa candidatura ficarão com o PSB. Nada mais natural do que ela nos dê esse controle, já que emprestamos o partido politicamente para que ela pudesse participar das eleições. E eu fui o escolhido pelo partido.
Após a primeira pesquisa eleitoral que mostrou Marina em segundo lugar, surgiu uma avalanche de críticas à candidatura. Para o senhor, é um sinal de que os rivais sentiram o golpe?
Todo mundo que ganha destaque fica mais vulnerável às críticas. Enquanto o Eduardo estava na faixa dos 8 a 10 pontos, era bom tê-lo em campo. Quando a Marina cresce, e isso iria acontecer também com o Eduardo, as coisas mudam de figura. Com o episódio do acidente, isso aumenta. Mas a Marina tem um ponto positivo, e olha que ninguém dentro do PSB teve mais debates internos com ela do que eu. É impossível não reconhecer seus méritos, sua história de vida, a forma como ela lida com as questões ambientais, o seu sentimento espiritual muito forte. Sua imagem sempre esteve distante de grandes escândalos. Ela própria diz que não tem muito o perfil de gestora. Fernando Henrique e Lula não eram bem administradores. A gerente era a Dilma, que não foi bem. Então, a forma de governar o país não depende somente desse perfil gestor, mas tem a ver com uma série de coisas. A Marina tem uma convicção ambiental e uma figura respeitada internacionalmente que pode representar ao Brasil um diferencial. Esses aspectos são mais fortes do que as críticas. O que atrai os votos à Marina é que as pessoas não a imaginam envolvida em escândalos. Isso vai contra à visão de que Brasília é formada por políticos tramando contra o Brasil. Tudo isso se reflete na corrida eleitoral.
Como é a relação do senhor com Marina hoje? Ela continua reticente em relação ao apoio ao PSDB em São Paulo?
Ainda é o que mais polemiza em nossa relação. Eu não discordo da tese dela, porque eu admiro pessoas que têm coerência. Ela pensa que se nós acreditamos em uma candidatura de mudança, nós temos que romper com as velhas tendências que existem. Acontece que eu sou muito leal, tenho conceitos muito enraizados e não sei descumprir compromissos assumidos. Nós estamo há quase quatro anos trabalhando ao lado do governador Geraldo Alckmin, um homem extremamente sério e responsável com as coisas públicas. Quando a Marina entrou no partido, em outubro do ano passado, nós tínhamos 2 anos e 10 meses nessa relação. Eu não considerava certo voltar atrás de uma palavra dada, mesmo que houvesse uma novidade interna acontecendo. A Marina, embora não tenha aceitado essa história publicamente, avalizou com a presença dela. Ela não rompeu com o Eduardo por conta disso. Ou seja, ela não achou que esse acordo precisava ser rasgado, embora não concordasse com ele. Isso demonstra que ela continua com a posição dela, e nós com a nossa. O próprio fato de eu estar em sua coordenação financeira, é uma prova de que há uma confiança na nossa relação.
Como o senhor vai conciliar o cargo de presidente do comitê financeiro de Marina com a campanha de vice-governador?
Aqui o meu papel é importante, mas as situações cotidianas e administrativas recaem sobre o Geraldo Alckmin. Então, eu consigo conciliar os dois lados. Estou presente quando necessário, mas sei que o governador faz questão de fazer as coisas pessoalmente. Como a Marina pode ser a presidente, acho muito importante que a relação entre ela e o Governo de São Paulo sejam estreitas, pois um vai precisar do outro. Com o Eduardo seria assim, mas perdemos esse interlocutor. Com isso, o meu papel no Estado tem um outro viés de importância.
Até pela proximidade que o senhor tinha e pelo choque do acidente, o senhor fala no nome de Eduardo Campos com muita frequência. Em menos de duas semanas tão intensas, já deu tempo da ficha cair?
É complicado. Mas acho que a ficha caiu no segundo seguinte à confirmação de que era a aeronave que o Eduardo estava. Isso foi quase duas horas depois. Nesse período, deu tempo de pensar em tudo, mas sempre com aquela esperança de que não fosse verdade. Quando veio a confirmação, o meu mundo caiu. Há dois anos, quando perdemos a eleição em São Vicente, dei uma entrevista a você dizendo que minha mente funciona como um GPS, que altera a rota conforme as circunstâncias. Aquele foi um momento de recalcular a rota. Veja só que interessante: se o Caio (França) tivesse vencido a eleição aquele ano, eu teria me dedicado de corpo e alma para ajudá-lo a fazer um bom governo. Ao fazer isso, eu teria que depender muito do Governo Federal. O meu foco estaria em ajudar o meu filho a governar. Eu poderia ser contrário ao rompimento com a Dilma. Se eu não tivesse rompido com a Dilma, o Eduardo não teria se candidatado. Se ele não tivesse se candidatado, não haveria a candidatura de Marina. E assim vai, as coisas se sucedem. Hoje, possivelmente, eu seria candidato a deputado federal mais uma vez. Por isso, na política, essa história de sorte ou azar, só o tempo irá dizer. O que eu lamento mesmo é a perda do amigo, do ser humano. Esse episódio do Eduardo demonstra que a vida não está no nosso controle. Na política, é uma questão de pensar em alternativas. As derrotas são importantes para nos fazerem melhorar. Eu, melhor do que ninguém, aprendi isso. Agora, a morte de uma pessoa como o Eduardo, deixa esse pensamento. A vida passa e nós precisamos ter muito discernimento e sabedoria com as decisões e escolhas que faremos. Ninguém esperava que o avião fosse cair. Ninguém espera pelo pior. Mas as coisas são assim. A ficha caiu, mas ainda dói muito.
SUJEIRA PARA BAIXO DO TAPETE – MPF/SP pede que investigação de acidente em Santos seja mantida apenas na jurisdição federal 19
Fonte: MPF/SP
Apuração de crimes em acidentes aéreos é competência de autoridades federais, prevê Constituição
O Ministério Público Federal em Santos (MPF/SP) requisitou à Justiça Federal que a investigação da polícia paulista sobre o acidente aéreo ocorrido no dia 13 de agosto no município seja remetida para a jurisdição federal. A queda do jato Cessna 560XL prefixo PR-AFA causou a morte de sete pessoas, entre elas o ex-governador de Pernambuco e então candidato à presidência da República Eduardo Campos. O fato é objeto de um inquérito instaurado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo que apura a possível ocorrência dos crimes de homicídio e atentado contra a segurança de transporte aéreo.
A Constituição Federal estabelece que a navegação aérea é um serviço público federal, explorado pela União diretamente ou mediante permissões e concessões. A Carta Magna prevê também que cabe aos juízes federais o julgamento de crimes praticados em detrimento de bens, serviços ou interesses da União ou cometidos a bordo de aeronaves. Portanto, a apuração sobre eventuais delitos que teriam levado à queda do jato em Santos é competência apenas de autoridades federais (Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal).
O procurador da República Thiago Lacerda Nobre, autor do procedimento que solicita a remessa, afirma ainda que, havendo ou não crime, quedas de aeronaves sempre ofendem serviço e interesse da União. “Trata-se de atividade que é integralmente regulada, fiscalizada e controlada por um sistema de órgãos federais, os quais devem adotar providências de prevenção e apuração de acidentes aéreos, inclusive para estabelecer, no exercício da competência regulatória, a revisão de atos normativos e técnicos que disciplinam os vários aspectos dessa atividade complexa”, escreveu.
Documentos sobre avião de Campos podem ter sido destruídos no acidente, diz PSB 8
Por – iG São Paulo | 25/08/2014 19:39
‘Se estava no avião não existe mais’, disse tesoureiro do partido. Mais cedo, Marina prometeu respostas sobre compra do jato
O novo tesoureiro da campanha presidencial do PSB, Márcio França, tentou distanciar de Marina Silva a polêmica sobre o uso do avião que caiu em Santos matando o então cabeça da chapa, o ex-governador Eduardo Campos. “Responder ela tem que responder, (mas) no limite da responsabilidade dela.”
Entenda: Marina promete respostas sobre compra do jato que matou Campos
França disse acreditar que Marina não tenha conhecimento sobre como foi feita a negociação que colocou o avião, de propriedade da AF Andrade Empreendimentos, à disposição de campanha de Campos.

Não está claro, até agora, se o avião foi emprestado ou alugado para a campanha, e os dados não foram foram apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). França sugeriu que os documentos do contrato poderiam, inclusive, estar no avião, o que dificultaria ainda mais o esclarecimento do caso.
“Documento de avião você carrega no avião. Se estava no avião, já não existem mais”, disse França, pouco antes do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, promovido pela TV SBT, jornal Folha de São Paulo, portal UOL e rádio Jovem Pan. O tesoureiro também alegou desconhecer a forma do contrato, e que dados relativos do avião não entrarão nas contas da candidatura de Marina, que possui uma conta bancária nova, separada da de Campos.
França também sugeriu que esses recursos podem não entrar na conta do comitê financeiro da campanha presidencial do PSB – o partido pode abrir uma nova conta de campanha, segundo o TSE. “Eu não tenho certeza, mas aquele contrato pode estar vinculado ao comitê financeiro do Eduardo ou ao comitê financeiro da campanha Eduardo.”
Depois de tentar fugir da questão por três vezes, a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, quebrou o silêncio e prometeu para “hoje (segunda) ou amanhã (terça)” respostas sobre o suposto uso de caixa 2 para comprar o jato.
Marina foi questionada a esse respeito depois de quase uma hora andando pelo corredor principal da Bienal do Livro, que acontece na zona norte de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (25). Como havia ocorrido no último domingo (24) e na sexta-feira (22), o candidato a vice, Beto Albuquerque, deputado federal pelo Rio Grande do Sul, tentou dar respostas no lugar da candidata, que, pressionada, decidiu falar.
Com a insistência da imprensa para que Marina se manifestasse, ela disse que está preocupada não apenas quanto à “questão legal”, mas quer respostas sobre as causas do acidente. “O partido está juntando informações e, entre hoje e amanhã, estará dando as explicações para a sociedade.”
Pesquisa mostrará números “avassaladores”
França afirmou que números a que a campanha de Marina teve acesso mostrarão uma melhora “avassaladora” da posição da candidata nas pesquisas de intenção de voto. O Datafolha apontou que, nos dias seguintes à morte de Campos, a candidata tinha 21% das intenções de voto, ante 20% de Aécio Neves (PSDB) e 36% de Dilma Rousseff (PT). “Para quem na última eleição era uma zebra, eu acho que hoje Marina é favorita”, afirmou França.





