Gilvanzinho era um bom rapaz e um colega decente. Filho do saudoso Dr. Gilvan que foi meu titular e grande camarada de muita conversa e cerveja.Que os dois se encontrem na paz do Criador.Que a família encontre consolo para a irreparável perda.
Que os criminosos e seus familiares suportem dores e aflições ainda piores do que a vítima e seus entes queridos.
Cadeia não é castigo para facínoras.É passatempo!
CONTRA MONSTRUOSIDADES, TORTURA NUNCA É DEMAIS!
Rcguerra
Um taxista suspeito de envolvimento com o crime está detido e teve a prisão temporária solicitada à Justiça. O táxi dele foi apreendido
Da Reportagem
Atualizado em 17 de novembro de 2014 às 21h10
Para a Polícia Civil, a morte do delegado Gilvan Marcílio de Freitas Júnior, de 46 anos, está esclarecida. Foi um latrocínio (roubo seguido de morte), conforme divulgaram em entrevista coletiva, nesta tarde (17), os delegados Rony da Silva Oliveira, seccional de Santos, Luiz Henrique Ribeiro Artacho, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Carlos Topfer Schneider, titular do 7º Distrito Policial (Gonzaga).
O taxista Felipe Soares de Oliveira, de 28 anos, acusado de envolvimento no crime, está detido desde a madrugada de hoje e teve a prisão temporária solicitada à Justiça. A polícia busca agora os dois ladrões apontados como autores da execução do latrocínio: Danilo Rocha Ferreira, o Dan, de 22 anos, e um adolescente, de 17. Denúncias sobre o paradeiro dos foragidos podem ser transmitidas pelos telefones 181, 197 ou 190.
De folga, o delegado foi surpreendido pelos bandidos na Rua Pernambuco, no Gonzaga, em Santos, após sair de um prédio por volta das 22h30. A polícia diz que o taxista levou os comparsas ao Gonzaga e deixou o bairro com os bandidos com destino a São Vicente.

Danilo Rocha Ferreira, o Dan, de 22, anos está foragido. Segundo a polícia, Dan e um adolescente de 17 anos assaltaram e mataram o delegado (Foto: Reprodução)
Cerca de uma hora após o latrocínio, o taxista procurou a polícia para dizer que foi vítima de sequestro relâmpago, o que segundo o delegado Rony Oliveira foi uma tentativa de se criar um álibi.
“Ele tem uma conduta totalmente incompatível com taxista. Ele vai em vários locais, nesses locais os dois (comparsas) saem do carro, retornam sem efetuar pagamento. No local do crime, os dois descem e ele aguarda cerca de cinco minutos em fila dupla com o pisca-alerta ligado. Isso não é comportamento de taxista. Isso é comportamento de partícipe. Ele era na nossa convicção o piloto”, disse o delegado seccional.

Gilvan Marcílio de Freitas Júnior, de 46 anos, trabalhava na delegacia sede de Cubatão (Foto: Reprodução)
Arma
De acordo com a polícia, o próprio taxista informou a localização do imóvel, em São Vicente, onde estava a arma do delegado, que fora roubada durante o latrocínio. Uma arma usada pelos bandidos também foi recolhida no local. Na avaliação do delegado Luiz Henrique Ribeiro Artacho, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, a indicação do local onde as armas estavam é “uma prova irrefutável de que o taxista tinha participação e conhecimento do latrocínio”.

Taxi utilizado pelos bandidos no crime está apreendido. (Foto: Diário do Litoral)
Câmeras de segurança mostram que a ação foi muito rápida. Gilvan ficou encurralado pela dupla no portão de um edifício e levou o primeiro tiro no peito. Ao cair, ainda foi atingido na nuca com o chamado disparo de misericórdia.
A vítima ainda apresentava uma perfuração no ombro, que pode ser sido causada por um terceiro tiro ou por uma das balas que atingiu o peito e a cabeça. Apenas o laudo necroscópico poderá definir essa circunstância.
Pelas imagens, não é possível perceber se o delegado tentou sacar sua arma ou se os ladrões a perceberam em sua cintura e, por isso, já dispararam sem lhe possibilitar qualquer chance de defesa. A autoria dos tiros ainda é apurada, embora seja irrelevante sob o ponto de vista de responsabilização penal.
Entre os objetos furtados do delegado estavam um revólver Rossi 38 niquelado e uma corrente de ouro.
Sepultamento
O corpo de Gilvan Marcílio foi sepultado no início da noite desta segunda-feira (17), na Memorial Necrópole Ecumênica. A vítima, que ingressou na Polícia Civil em 1993, era casada e deixa dois filhos: um menino de 8 anos e uma garota, de apenas 4.
Centenas de pessoas, entre familiares, amigos e colegas, acompanharam o funeral. Entre eles estavam o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, e o delegado geral do Estado, Luiz Maurício Souza Blazeck.
“Conheci o dr. Gilvan quando fui delegado seccional em Santos, no período entre 1990 a 1992. Profissional competente e pai exemplar, que foi morto de forma covarde, sem qualquer chance de defesa, lamentavelmente, como outras vítimas de crimes contra o patrimônio”, declarou Blazeck.
“Não podemos nos acostumar com isso. Infelizmente é um colega nosso, mas há outras vítimas neste país. São os senhores da vida e da morte, que julgam as pessoas, sem que assumam, efetivamente, um posicionamento daquilo que fazem”, completou.
Diretor da Polícia Civil na região, o delegado Aldo Galiano também lamentou o episódio. “Uma pessoa que enfrentou tantos desafios, tantas situações perigosas, ser vítima de um ato desse, num momento de lazer, que estava caminhando. Ele não esboçou reação nenhuma. Uma execução e sempre um menor envolvido”.
Centenas de pessoas, entre familiares, amigos e colegas, acompanharam o funeral no Memorial, em Santos
Fontes: Diário do Litoral e A Tribuna de Santos








