Luiz Flávio Gomes – Ninguém pode ser perdoado sem que se restitua o “roubado” 5

Publicado por Luiz Flávio Gomes

Uma das provas de que nossas instituições estão anquilosadas reside no fato de que o Brasil repatriou, até aqui, pouco mais de 1% do dinheiro dos cleptocratas “corruptos” que aqui conseguiram fazer fortuna, se apropriando do alheio, levando (ou lavando) seus recursos para bancos no exterior (bancos esses que fazem parte de toda a engrenagem da corrupção mundial, na medida em que coloca no mercado financeiro legalizado, dando aparência de licitude, aquilo que tem origem suja, criminosa). Os dados são do delegado Ricardo Andrade Saadi, o diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça, que coloca em dúvida a capacidade de o Brasil recuperar o dinheiro desviado e identificado na Operação Lava Jato no curto ou médio prazo (Estadão).

A “salvação [espiritual, como escreveu Padre Antonio Vieira; da nação, dir-se-ia em termos profanos e político-sociais] não será possível sem se perdoar o pecado e o pecado não pode ser perdoado sem que se restitua o roubado”. Que bom princípio seria (diante do escândalo da Petrobras), se começássemos por fazer com que tudo que foi roubado do patrimônio público fosse restituído pelos ladrões. Quem se enriquece indevidamente (se apropriando de bens alheios) deve ser privado do próprio. Concordo plenamente com o Papa Francisco quando disse que não basta “aos políticos, empresários e religiosos corruptos pedir perdão; eles devem ‘devolver’ à comunidade o que roubaram; os políticos corruptos, os empresários corruptos, os sacerdotes corruptos prejudicam os mais pobres; são os pobres que pagam as festas dos corruptos; são eles que pagam a conta”. E como pagam essa conta? Pagam, diz o papa, quando o dinheiro da corrupção faz com que falte aos pobres, por exemplo, hospitais e escolas dignas. Poderia ser mais claro (indaga o jornalista Juan Arias, doEl País)?

Ningum pode ser perdoado sem que se restitua o roubado

Com base nos viciados costumes sociais, políticos e mercantilistas tradicionais na nossa história, a sensação nítida que brilha como o sol do meio dia é a de que alguns donos do poder (plutocratas) concederam a si mesmos a liberdade impudica e despudorada para roubar impunemente (para praticar a cleptocracia). Por roubar, em sentido amplo, devemos compreender o corromper (e ser corrompido), o furtar, o extorquir, o parasitar, o se enriquecer ilicitamente etc. Em lugar da moral, prudência, moderação, trabalho, estudo, aplicação, dedicação e afinco (qualidades que constroem as boas e saudáveis sociedades), toda nossa história está paradigmaticamente marcada pela corrupção, temeridade, intemperança, ociosidade, ignorância, parasitismo, dissipação, ladroagem e degeneração.

Costumamos atribuir esses deploráveis vícios somente à política e aos políticos, porém, verdade seja dita, da arena política essas máculas saltaram também para as relações sociais (para a sociedade civil) e empresariais. Na verdade, há aqui um canal de dupla via, porque muitas vezes o desencadeador do malfeito é o particular ou a empresa, que acaba contagiando o mundo político (formando com ele uma simbiose maligna). De qualquer modo, não há como não reconhecer a singularidade cleptocrata do mundo político (feitas as ressalvas devidas), posto que autor privilegiado do extravasamento exuberante de todos os vícios citados, porque (ao longo da história) habituados à falsificação de atas e de urnas, à fraude da lei, às artificiosidades das chicanas judiciais, à traição dos amigos, à renegação dos princípios, ao rebaixamento dos níveis mínimos das posturas éticas, ao aviltamento dos costumes, resumindo toda a moral no triunfo e no bom êxito eleitoral, que se transformou de meio em fim (veja Jornal de Timon, de João Francisco Lisboa, p. 309-10).

Saiba mais

A cleptocracia indecorosa e degradante que assinala, tal como marca de ferro na testa, a vida política brasileira, irrigada pela infindável falta de escrúpulos de alguns mancomunados agentes econômicos e financeiros, conta com fronteiras cinzentas, surpreendendo a cada dia no avanço dos seus horizontes: os vícios e os crimes têm se multiplicado de uma forma espantosa e abominável, eliminando-se todo tipo de discernimento entre o lícito e o ilícito, entre o justo e o injusto, entre o moral e o imoral, tudo como fruto de um embotamento ético assaz preocupante. De vez em quando, particularmente quando o desvio do dinheiro público ganha dimensão estratosférica, quando se torna ostensivo ou abusivamente excessivo, o esquema adredemente planejado (de imunidade dos donos do poder) foge do controle. É nesse momento que as instituições brasileiras apresentam algum seletivo êxito (que acaba perdendo sua força inibitória quando visto no contexto geral da história).

Quando o malfeito é descoberto, toda a cumplicidade criminosa entre os partidos, os políticos, os altos executivos das empresas e o mundo empresarial-financeiro é posta em xeque. A moda do momento é romper o silêncio conivente por meio da delaçãopremiada que, de sobra, está sendo utilizada pelo poder punitivo para a restituição do dinheiro desviado (ou parte dele). Todos os seus resultados práticos são relevantes (quando produzidos dentro do Estado de Direito), mas especial atenção deve merecer a restituição do “roubado”. Quem se apropria do alheio deve ser privado do próprio (já dizia Beccaria, em 1764 – veja nosso livro Beccaria 250 anos, Saraiva -, que sinaliza e benfazeja a pena de empobrecimento como adequada para essas situações).

Quem desse tema também cuidou com acuidade invejável, no entanto, foi o Padre Antônio Vieira (1608-1697), autor de uma vastíssima obra moral-religiosa, de notável e distinguido cunho crítico. No seu festejado Sermão do Bom Ladrão, o autor nos deixou como legado um veemente discurso a respeito da ladroagem que grassava no Brasil do seu tempo (e que não se arrefeceu com o passar dos tempos). Para ele o ladrão que tem bens com que restituir o que roubou (como é o caso de todos aqueles que possuem contas bancárias na Suíça, por exemplo), toda a sua fé e toda a sua penitência não bastam para o salvar (espiritualmente), se não restituir. Recorda P. Antônio Vieira (segundo sua lógica moralista-religiosa) que nem mesmo Cristo, na cruz, prometeria o Paraíso ao ladrão sem que restituísse (podendo) o que surrupiou. Cristo, para Dimas, disse: Hoje serás comigo no Paraíso. Para Zaqueu afirmou: Hoje entrou a salvação nesta tua casa. A salvação do ladrão Dimas foi instantânea; a do larápio Zaqueu foi adiada. Qual a diferença?

P. Antônio Vieira explica: “Dimas era ladrão pobre e não tinha com que restituir o que roubara; Zaqueu era ladrão rico, e tinha muito com que restituir; Dimas era ladrão condenado, e se ele fora rico, claro está que não havia de chegar à forca; porém Zaqueu era ladrão tolerado, e a sua mesma riqueza era a imunidade que tinha para roubar sem castigo, e ainda sem culpa” (Sermão do Bom Ladrão, p. 27). Zaqueu somente foi perdoado quando prometeu restituir o roubado em quádruplo. Moral da história: “A salvação [do ladrão rico] não pode entrar [não pode acontecer] sem se perdoar o pecado, e o pecado não se pode perdoar sem se restituir o roubado”.

Como bem ponderou o Papa Francisco, já não é suficiente (aos católicos/crentes) pedir o perdão. É indispensável devolver o que foi “roubado”. Eu iria mais longe: além disso, ainda deveríamos tirar algo mais do corrupto, mais do que a devolução do “roubado”: temos que instituir a pena de empobrecimento que vai além da restituição (proporcional aos danos sociais causados para a comunidade). Por que a Justiça humana (civil) não faz isso? Por que não luta pelo empobrecimento do corrupto (incluindo muitos políticos) e dos corruptores (em geral agentes econômicos e financeiros)? Porque continuamos apegados a uma ideologia equivocada que acredita que a pena de prisão seja a solução para o problema de toda a criminalidade. Na verdade, acreditamos que cada crime merece um tipo de pena. No caso da corrupção, jamais a cadeia é a medida mais adequada (ressalvados casos de necessidade cautelar), sim, o empobrecimento (do corrupto e do corruptor).

O que está ocorrendo hoje? O corrupto e, eventualmente, o corruptor vão para a cadeia, cumpre um período de pena e saem ricos (com todas as suas contas na Suíça, que é o maior paraíso da lavagem de dinheiro no planeta). Juan Arias (no El País) escreveu: “o que os pobres [e os que não fazem parte da cleptocracia] mais criticam, é os condenados por corrupção nunca devolverem o que roubaram; os brasileiros são muito sensíveis a essa questão. Têm uma noção clara não só da forte impunidade vigente num país em que os corruptos são quase sempre absolvidos, mas também que aqueles que se apossaram ilicitamente do dinheiro público nunca serão destituídos de seus bens”. A quantidade de políticos presos nos últimos meses por corrupção ou desvio do dinheiro público para a compra de políticos venais é enorme (o prefeito de Veneza e outros 30 políticos, Berlusconi na Itália, vários políticos do PT no Brasil etc.). Mas isso não se traduz na quebra da crença generalizada de que os corruptos nunca (ou quase nunca) restituem o roubado.

Juan Arias (El País) completou: “O mundo de hoje necessita com urgência de vozes que falem sem diplomacia e com autoridade moral, como a do papa Francisco, capazes de interpretar não só a angústia daqueles que habitam o mundo da pobreza, que são metade da Humanidade, mas também os seus anseios por justiça, uma justiça que não discrimine, que se despoje de seu pecado de impunidade para os poderosos corruptos e que obrigue os que se enriqueceram ilegalmente a devolver o que não lhes pertence se quiserem ser absolvidos pela sociedade, que é o verdadeiro coração da política”.

P. S. Participe do nosso movimento fim da reeleição (veja fimdopoliticoprofissional. Com. Br). Baixe o formulário e colete assinaturas. Avante!

Luiz Flávio Gomes

Luiz Flávio Gomes

Professor

Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]

DG, DHPP e CORREGEDORIA não mudam! 23

DG, DHPP e CORREGEDORIA não mudam!

A princípio só definido que muda DECAP, DEIC e DEMACRO. Interior e outros cabides como DPPC, DAP, DIRD, etc, ainda não definidos.

Alexandre de Moraes já chega mostrando bom senso em não necessariamente ter que mudar o que está funcionando ou que pelo menos é o menos pior dos últimos 20 anos.

BOMBA – Youssef delatou delegados e oficiais da PM – O futuro Delegado Geral poderá estar na lista da Lava Jato 18

Boa parte da cúpula da Polícia Civil e da Polícia Militar de São Paulo está tensa com a mudança do comando da Secretaria de Segurança Pública.

Já uma outra parte está mais tensa ainda com o que pode vir da delação premiada de Alberto Youssef.

Diante da apreensão de toda a contabilidade de suas operações ilícitas, ele entregou os nomes dos delegados e comandantes que lavavam dinheiro com ele.

A lista deve aparecer em breve, pois já foi encaminhada para o Poder Judiciário e MP do estado, no máximo até março quando o Ministro Teori Zavaski der andamento ao processo.

Quando isso acontecer, pode ser que delegados e comandantes recém nomeados se vejam no alvo da operação Lava Jato. Não terão nem tempo de esquentar a cadeira.

Até lá muita gente não dormirá tranquila , nem festejará Natal e Ano Novo.

Todos correndo aos paraísos fiscais tentando esconder os milhões de dólares  arrecadados em propinas e superfaturamento de licitações.

Quem viver verá!

Alckmin anuncia Alexandre de Moraes na Segurança Pública 31

Novo secretário de segurança de SP promete foco em redução de roubos

GUSTAVO URIBE
DE SÃO PAULO
PAULO GAMA
DO PAINEL

17/12/2014 09h50

O novo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, afirmou nesta quarta-feira (17) que os focos principais de sua gestão à frente da pasta serão a redução dos atuais índices de roubos e o combate ao crime organizado.

Em anúncio como novo titular da pasta, informação antecipada pela Folha, ele afirmou que pretende aumentar a interlocução da administração estadual com os governos federal e municipais na segurança pública e investir na área de inteligência policial.

“A maior interlocução das Polícias Militar e Civil com o Ministério Público e com o Poder Judiciário é importante para um combate efetivo ao crime organizado”, afirmou.

O novo secretário defendeu ainda que São Paulo tenha uma legislação própria na Segurança Pública. Segundo ele, a STF, em julgamento recente, abriu o precedente das Assembleias Legislativas legislaram sobre medidas relacionadas à área.

“Nós vamos apresentar ao governador [sugestão] para ele explorar essa possibilidade junto à Assembleia Legislativa de São Paulo para trazer um conjunto de mecanismos de combate à criminalidade, nos moldes do que foi feito na Europa”, disse.

Moraes também disse ser favorável ao veto pelo governador de projeto de lei, aprovado na Assembleia Legislativa, que proíbe o uso de bala de borracha pela Polícia Militar em manifestações populares.

Ele afirmou que o que deve ser coibido é o mau uso da bala de borracha e defendeu punição ao agente de segurança que utilizá-la de maneira equivocada.

” O tema em si é absolutamente legal. O que deve ser coibida é a má utilização da bala de borracha, assim como a má utilização da arma letal”, disse. “[A bala de borracha] é um instrumento de segurança pública que deve ser bem utilizado”, acrescentou.

Moraes foi secretário de Justiça de Alckmin no mandato anterior, indicado pelo então PFL. Também foi secretário municipal de São Paulo de Transportes e Serviços, na gestão de Gilberto Kassab, mas rompeu com o prefeito e deixou o DEM (partido que substituiu o PFL).

Juca Varella – 11.nov.2013/Folhapress
O novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes
O novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes

Ele faz parte de cota pessoal de Geraldo Alckmin. No caso do cartel do Metrô e da CPTM, defendeu o deputado Rodrigo Garcia (DEM), então secretário do Desenvolvimento Econômico.

Segundo interlocutores, Moraes estava inicialmente resistente a integrar o secretariado por causa das atividades com o escritório de advocacia.

De acordo com pessoas próximas ao governador, a boa relação de Alckmin e Moraes construída no período anterior se manteve mesmo com o ex-secretário fora do governo. O tucano costumava consultá-lo informalmente para assuntos jurídicos e relativos à segurança.

Na avaliação de interlocutores do governador, Alckmin tenta colocar na pasta alguém “mais dinâmico” que Grella.

A mudança teria como objetivo reduzir o número de roubos na cidade de São Paulo, que cresce há 17 meses na comparação com o ano passado.

Editoria de Arte/Folhapress

O atual titular do cargo, Fernando Grella, confirmou que foi convidado para assumir a Secretaria da Justiça, mas disse que recusou a proposta. “Eu fui convidado, agradeci, mas vou retornar ao Ministério Público”, alegou Grella. Ele ainda disse garantir que os índices de roubos cairão a partir do mês que vem.

NOVO MANDATO

Essa é a sexta substituição anunciada por Alckmin para o secretariado de seu novo mandato.

Na semana passada, o governador definiu novos nomes para as pastas de Recursos Hídricos e Fazenda.

Na segunda (15), o tucano anunciou a recriação da Secretaria de Governo e a extinção da pasta de Gestão. Definiu também o retorno de Edson Aparecido, que trabalhou na campanha eleitoral, para a Casa Civil.

Seu vice-governador, Márcio França (PSB), foi anunciado secretário de Desenvolvimento nesta terça (16).

DANÇA DAS CADEIRAS EM SÃO PAULO

RECURSOS HÍDRICOS

  • SAI: Mauro Arce
  • ENTRA: Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial das Águas e professor da USP

FAZENDA

  • SAI: Andrea Calabi
  • ENTRA: Renato Villela, ex-secretário da Fazenda do Rio de Janeiro na gestão Sérgio Cabral (PMDB)

GOVERNO (nova)

  • ENTRA: Saulo de Castro, que ocupava a Casa Civil

CASA CIVIL

  • SAI: Saulo de Castro
  • ENTRA: Edson Aparecido, deputado federal do PSDB que ocupava a pasta antes das eleições

DESENVOLVIMENTO

  • SAI: Nelson Baeta
  • ENTRA: Márcio França (PSB), vice-governador a partir de 2015

SEGURANÇA PÚBLICA

  • SAI: Fernando Grella
  • ENTRA: Antonio de Moraes, ex-secretário municipal de Transportes na gestão Kassab (PSD)

Câmara aprova aposentadoria integral por invalidez a servidor 13

DE BRASÍLIA

16/12/2014 19h02

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16) uma proposta de mudança na Constituição para estabelecer que servidores públicos aposentados por invalidez terão direito ao benefício integral, independentemente do motivo.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) foi aprovada por unanimidade, com apoio de 398 deputado, e segue para análise do Senado.

Se for transformada em lei, a medida valerá para os servidores civis da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Para evitar uma derrota e impacto financeiro, o Palácio do Planalto mobilizou a base aliada para alterar o texto, evitando a interpretação da possibilidade de pagamento retroativo.

Atualmente, a Constituição prevê proporcionalidade ao tempo de contribuição na aposentadoria por invalidez em todos os casos, exceto no acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável prevista em lei, como hanseníase, paralisia irreversível e mal de Parkinson.

Pela proposta de autoria da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), a invalidez gerada por acidentes domésticos, por exemplo, permitirá ao servidor se aposentar com proventos integrais, calculados na forma da lei, em vez de proporcionalmente ao tempo de contribuição.

Assim, um servidor recém-ingresso que se aposentar por invalidez terá como base a remuneração atual, em vez da proporção das contribuições feitas à Previdência Social, seja o INSS ou o regime próprio.

A PEC estabelece que todo servidor público empossado antes de 31 de dezembro de 2003 receba seu salário integral caso se aposente por invalidez.

Os servidores que ingressaram a partir de 2004 no serviço público terão direito a proventos resultantes da média aritmética de 80% dos salários recebidos desde julho de 1994 – ainda que este período inclua trabalho no setor privado.

Estamos muito bem: Policiais civis roubam os cofres, policiais militares os caixas; os políticos todo o tesouro da nação 51

PMs são presos suspeitos de envolvimento com explosão de caixas

DE SÃO PAULO

16/12/2014 05h47

Dois policiais militares e um homem foram presos sob suspeita de envolvimento com uma quadrilha que explodia e roubava caixas eletrônicos, em São Paulo, na noite de segunda-feira (15).

A investigação, que envolveu a Corregedoria da Polícia Militar e o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), começou em abril deste ano.

Segundo o Deic, os policiais presos monitoravam a comunicação do rádio da PM durante as ações da quadrilha e avisava os comparsas para que fugissem antes da chegada da polícia. A quadrilha também roubava casas.

Os dois policiais presos serão transferidos ao Presídio Romão Gomes. O terceiro suspeito preso será levado ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros.

A polícia investiga se outros policiais militares tem envolvimento com a quadrilha.

Policiais civis e militares participaram do maior assalto do país: Luivo, Fabinho, Cleiton e Dr. Suely 36

Policiais teriam participado de maior assalto do país

Há três anos, pelo menos meio bilhão de reais foi roubado de agência do banco Itaú na Avenida Paulista, em São Paulo

Da Redação com Jornal da Band noticias@band.com.br

sandroband

O Ministério Público investiga a participação de policiais no roubo milionário aos cofres de uma agência do banco Itaú na Avenida Paulista, ocorrida há três anos em São Paulo. A denúncia foi feita por um suspeito, interessado na delação premiada.

Foi o maior assalto do país: pelo menos meio bilhão de reais levados em dinheiro, barras de ouro e joias de cento e setenta cofres particulares da agência, no dia 28 de agosto de 2011. Doze assaltantes teriam participado diretamente da ação, mas até o momento, apenas dois funcionários terceirizados do banco foram condenados.

Uma semana antes do assalto, os ladrões fizeram um teste para evitar o disparo do alarme, cortando cabos de energia da região, mas o gerador do banco garantiu a eletricidade. Eles tiveram então que desconectar os cabos de fibra ótica, enterrados no subsolo da avenida, para invadir o banco.

Uma pessoa que se diz policial civil, e quer fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público, escreveu uma carta em que dá o primeiro nome de outros quatro policiais civis e um policial militar que teriam participado do roubo, protegendo os assaltantes. O informante diz que esses policiais ficaram com R$ 10 milhões cada um.

Dois investigadores teriam investido em imóveis em Miami, nos EUA, e análise dos bens de um dos suspeitos mostra que o denunciante sabe do que está falando. Três meses e meio após o roubo, o investigador passou um imóvel na zona leste de São Paulo para uma empresa dele e de uma parente no Brasil. A sócia abriu então uma companhia nos EUA, em um endereço que fica em um luxuoso condomínio em Miami, o Trump Hollywood, onde o apartamento mais barato custa mais de R$ 7 milhões.

O MP investiga as transações, que equivalem a mais de um século de salário do investigador suspeito, que está sendo denunciado pelo policial que afirma ter recebido apenas uma “merreca” e agora se diz arrependido.

André Caramante quer briga de bêbado contabilizada como letalidade da polícia 38

Impedido de tragar narguilé em bar, PM mata cabeleireiro

Soldado usou arma da Polícia Militar para promover terror em bar da zona leste de SP

André Caramante, Do R7

Bar onde o soldado da PM de SP Samuel Pine Garcia Rosa matou cabeleireiro, após não conseguir tragar narguilé
Google Street View/Reprodução

O soldado da Polícia Militar de SP Samuel Pine Garcia Rosa, 30 anos, e seu irmão, o professor Daniel Pine Garcia Rosa, 29, foram presos em flagrante no começo da madrugada deste domingo (14), após o PM assassinar com um tiro o cabeleireiro José Raimundo Ribeiro dos Santos, 40, te também disparar contra um comerciante e dar coronhadas em um pedreiro.

Os crimes aconteceram em um bar do Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo e, segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar, foram motivados porque o soldado Samuel e seu irmão foram impedidos de tragar um narguilé (cachimbo de vidro usado para fumar tabaco aromatizado).

Apesar de cometido com uma pistola .40 da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em poder de um soldado treinado pelo Estado para integrar as suas forças de segurança, o assassinato do cabeleireiro José dos Santos não entrará para a estatística oficial sobre letalidade policial.

Quando a Secretaria da Segurança Pública apresentar as estatísticas criminais em seu site, a morte do cabeleireiro José dos Santos será classificada como um homicídio doloso praticado por qualquer cidadão comum. A pasta estadual explicita apenas “mortes em decorrência de intervenção policial”, antes chamadas de “resistência [à prisão] seguida de morte”.

A não classificação de assassinatos cometidos por PMs fora do horário de trabalho como parte da letalidade policial, como no caso da morte do cabeleireiro José dos Santos, representa uma omissão de 18,5% do total de mortos por PMs no Estado de São Paulo. Essa constatação só é possível a partir da análise dos dados do Centro de Inteligência da Polícia Militar.

Entre mortes cometidas durante o trabalho e durante a folga, PMs mataram 10.379 pessoas em São Paulo, no período de julho de 1995 a julho deste ano. Foram 8.453 mortos por PMs em “mortes decorrentes de intervenção policial”, os supostos confrontos e mais 1.926 mortes como a do cabeleireiro José dos Santos, em situações como brigas de trânsito, por motivos passionais, vingança e etc.

Os números históricos da guerra entre PMs e população civil Arte R7 e André Caramante

PMs de SP matam 5 pessoas a cada 2 dias

PMs dão ‘mata-leão’ e motoboy morre na frente da mãe

Conflito entre PMs e população mata 50 por mês em SP

Governo de SP diz que mortes em confrontos com PMs ‘praticamente’ não aumentaram em 2014

Tragada no narguilé

Na versão do crime apresentada à Polícia Civil por três testemunhas, por volta das das 4h50 de domingo (14), o soldado da PM Samuel, armado com uma pistola .40 pertencente à Polícia Militar de SP e e vestido com roupas comuns, foi com seu irmão ao bar para beber.

Depois de alguns goles na parte interna do bar, o PM Samuel e seu irmão resolveram pegaram algumas cervejas para tomá-las do lado de fora do lugar.

Quando chegaram à calçada do bar, o PM Samuel e seu irmão caminharam na direção de um grupo de jovens que fumavam narguilé e pediram para dar umas tragadas também.

Ao ouvir como resposta que esperassem os jovens que estavam ali fumar primeiro, o PM Samuel se revoltou e chutou o cachimbo de vidro, que foi destruído em vários pedaços.

Logo após destruir o narguilé, o PM Samuel agarrou um dos adolescentes pelo pescoço e o ameaçou de morte. Enquanto o policial apertava a garganta do jovem, o dono do bar, Nivaldo Gonçalves de Sousa, 49 anos, partiu em defesa do rapaz e tentou puxar o policial militar.

Ao mesmo tempo em que Nivaldo afastava o PM Samuel do jovem, o irmão do soldado, Daniel, puxou pegou Gláucia Molina de Sousa, 37 anos, pelos cabelos e acertou um tapa em seu rosto. Gláucia é mulher de Nivaldo e o ajudava no atendimento aos clientes. Após a agressão, ela fugiu correndo do bar para chamar a polícia.

Impedido por Nivaldo de continuar a tentar esganar o jovem, o PM Samuel tirou sua arma da cintura e atirou, uma vez contra o rapaz e outra contra o comerciante Nivaldo de Sousa, mas não acertou nenhum dos dois, que correram.

Impôs pânico 

Ainda segundo as testemunhas, fora de controle, o PM Samuel passou a apontar sua arma contra os outros frequentadores do bar e também deu uma coronhada na testa do pedreiro Paulo Ferreira da Silva, 41 anos, tio do jovem que foi pego pelo pescoço pelo policial militar.

Quando se virou na direção do cabeleireiro José Raimundo Ribeiro dos Santos, 40, o PM Samuel o acertou com um tiro. Antes de fugir do bar, o policial militar e seu irmão ainda continuaram a agredir as outras pessoas que lá estavam.

Levado para o Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, pelo comerciante Nivaldo, o cabeleireiro José dos Santos já chegou morto ao pronto-socorro.

O PM Samuel e seu irmão Daniel foram localizados por policiais militares a cerca de cem metros do bar onde aconteceram o homicídio contra o cabeleireiro José, a tentativa de homicídio contra o comerciante Nilvaldo e a lesão corporal contra o pedreiro Paulo.

PM fica calado e irmão nega briga por narguilé

Questionado pelo delegado Marcelo Marques de Oliveira, do 50 DP (Itaim Paulista), o PM Samuel não quis apresentar sua versão sobre o crime. Até a conclusão desta reportagem, ele não havia constituído advogado de defesa.

Na tentativa de justificar a morte do cabeleireiro José dos Santos, o professor Daniel, irmão do PM que o matou, disse ao delegado que a confusão no bar começou quando a vítima os provocou ao perguntar por qual motivo os irmãos ficaram à porta do banheiro do bar, um esperando o outro utilizá-lo.

Segundo a versão do professor Daniel, ele e o cabeleireiro José discutiram enquanto o PM Samuel estava no banheiro. Daniel afirmou ter levado uma gravata de José e, caído no chão, foi agredido por ele com um chute no rosto. Foi no momento da agressão que, de acordo com o professor, o PM Samuel deixava o banheiro e partiu em sua defesa, identificando-se como policial militar.

O professor Daniel disse ao delegado que o cabeleireiro José também tentou aplicar uma gravata no PM Samuel e ainda quis pegar a arma do policial que, somente nesse momento, o acertou com um tiro.

O professor Daniel disse ao delegado que o cabeleireiro José também tentou aplicar uma gravata no PM Samuel e também pegar sua arma e, somente nesse momento, o policial o acertou com um tiro.

Daniel negou em seu depoimento que os crimes no bar foram motivados pela discussão após os jovens terem impedido ele o PM Samuel de fumar narguilé. Daniel também não tinha constituído advogado de defesa até a conclusão desta reportagem.

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A PM não mata muito, a PM mata pouco e,  por vezes,  erroneamente . 

Tanto que os líderes do PCC estão por aí bem vivos.

A maioria dos policiais militares da reserva trabalharam 30 anos sem disparar única vez contra uma pessoa. 

A PM, no mínimo, em São Paulo deveria ter eliminado uns 100.000 criminosos durante esse período. 

De qualquer forma, bandido não tem medo de bala. 

Criminoso, principalmente jovem, pensa que com ele nunca irá acontecer.

Bandido tinha medo de ser “detido para averiguações” , ou seja, para ser torturado por dias, semanas e meses…

Depois, conforme o caso, enterrado sem deixar vestígios .

Estamos no Brasil; aqui criminoso é parido em ninhada.

Todo ladrão, de regra,  é filho de uma vadia com um vagabundo qualquer; o tipo de gente que a Polícia pode ( deveria ) matar e arrebentar a  vontade sem perder o direito de ir para o céu.

Direitos absolutos apenas para pessoas honestas e benfeitoras.  

Jovens de favelas são treinados para gravar vídeos contra ações policiais 58

Em São Paulo

  • Print do vídeo que mostra tenente e soldados matando o servente Paulo Batista do Nascimento. Levados a júri popular pelo crime, cometido em 2012 no bairro de Campo Limpo, zona sul de São Paulo, os PMs foram absolvidos

    Print do vídeo que mostra tenente e soldados matando o servente Paulo Batista do Nascimento. Levados a júri popular pelo crime, cometido em 2012 no bairro de Campo Limpo, zona sul de São Paulo, os PMs foram absolvidos

Do encontro com o prefeito Fernando Haddad (PT) às batidas policiais quase diárias, nada deixa de ser gravado, editado e documentado por adolescentes e jovens da favela do Moinho, no centro de São Paulo. A iniciativa será disseminada por bairros da periferia, como Heliópolis, Paraisópolis, Brasilândia e Jardim Pantanal, com o objetivo de filmar com celular ou pequenas câmeras abusos policiais, encontros com autoridades e reintegrações de posse. Logo em seguida, tudo é compartilhado nas redes sociais.

Com R$ 80 mil recebidos de um programa da Secretaria Municipal de Cultura, lideranças da favela do Moinho compraram três câmeras, tripé, projetor de luz e ilha de edição. Trinta jovens receberam neste ano treinamento para realizar filmagens semiprofissionais com a orientação de líderes comunitários, advogados de ONGs e defensores públicos.

Quando um carro da Polícia Militar entra na ocupação localizada ao lado dos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e embaixo do viaduto Rudge logo atrás aparecem jovens munidos de câmeras profissionais equipadas com microfones e projetores de luz. São adolescentes como Alessandra de Jesus, de 15 anos, Paulo Ivaldo, de 13, e André Ferreira, de 16, que fizeram parte do projeto de capacitação audiovisual Moinhos de Imagem.

“O problema é que a PM ainda não entende que filmar é um ato legal. O próprio André foi levado outro dia pelos policiais só porque estava filmando uma fiscalização da Subprefeitura da Sé nos bares daqui”, diz o ativista e fotógrafo Caio Castor, de 31 anos, um dos coordenadores da ONG Moinho Vive. “Depois que acabou a fiscalização pegaram o menino e queriam ver o que tinha na câmera dele”, conta Castor.

“O vídeo serve, no Poder Judiciário, quase sempre como prova irrefutável de abusos que não deixam marcas, como um tapa na cara ou uma tortura verbal. E isso é corriqueiro nos bairros mais distantes da capital”, afirma o defensor público Raul de Carvalho Nin, de 32 anos, do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado.

Vice-presidente da União dos Moradores de Paraisópolis, na zona sul, Joildo dos Santos, de 29 anos, também incentiva os jovens a filmar as ações da PM. “Quando você compartilha um vídeo de violência policial na internet, a sociedade inteira passa a fazer a cobrança por uma postura melhor da polícia. Surte bem mais efeito do que antigamente, quando você tinha de ir reclamar para um político amigo ou para uma ONG”, afirma.

Treinamento

Castor, da favela do Moinho, e Santos, de Paraisópolis, foram convidados para participar de um treinamento da ONG americana Witness (Testemunhas), nesta terça-feira, das 9 às 19 horas, na Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo (Apesp). Fundada em 2001, a entidade passou a ter destaque internacional a partir de 2012, quando começou a incentivar jovens do Bronx, região pobre de Nova York, a filmar policiais que faziam revistas em moradores da área. À época, ainda estava em vigor a política stop and frisk, do prefeito Michael Bloomberg, que consistia em revistar qualquer pedestre ou cidadão em atitude suspeita.

Levantamento da ONG mostrou, em 2013, que 87% dos jovens revistados eram negros e pobres. Em uma campanha batizada de Watching the Cops, a Witness conseguiu massificar o uso dos celulares na gravação de vídeos de ações policiais na mais populosa cidade americana. O mesmo trabalho, em parceria com a Conectas Direitos Humanos, será feito agora com 120 lideranças de São Paulo.

Punição. Para o especialista em segurança pública Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP), para se criar uma cultura de uso de vídeos entre os jovens é preciso haver, antes de tudo, punição para os culpados.

“Não adianta incentivar o jovem a filmar a ação policial se nem ele vai ter segurança alguma depois, já que os acusados muitas vezes permanecem soltos”, diz o pesquisador. “É preciso haver a mesma punição que a Justiça americana criou como consenso nos casos de vídeos que mostram claramente a violência da polícia”, afirma Paes Manso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Manual de sobrevivência do cidadão – PM recomenda que paulistano só use celular “em lugar seguro” 24

 Coluna: CIDADONA

por chico felitti

PM recomenda que paulistano só use celular “em lugar seguro”

DE SÃO PAULO

14/12/2014 02h00

“Os telefones celulares mais sofisticados são muito visados pelos bandidos. Procure atende-los ou usá-los apenas em local seguro.” A recomendação vem da Polícia Militar de São Paulo, que no fim de novembro fez um pôster educativo com esse texto e o desenho de uma mulher olhando para seu telefone portátil.

A mensagem foi veiculada também pelas redes sociais da PM. Recebeu apoio virtual na maioria dos mais de 200 comentários, mas houve quem contestasse a recomendação.

“Como pode a PM pedir que eu não use celular na rua? Não são eles que têm de garantir minha segurança para eu justamente poder atender meu celular na rua?”, escreveu a aposentada Ana Lima, 63.

A polícia não respondeu aos questionamentos de Lima na rede social nem quis dar entrevista à Folha. sobre o texto.

Reprodução
Cartaz da Polícia Militar de SP recomenda a só se usar o celular em
Cartaz da Polícia Militar de SP recomenda a só se usar o celular em “lugar seguro”

“É uma frase ambivalente, que pode ser considerada um atestado de fraqueza institucional. Ou, como se diz na linguagem popular, ‘tirar o corpo fora'”, afirma o especialista em segurança pública Marcos Lori, pesquisador da Sorbonne.

“Existe uma orientação já usada muito tempo atrás para tomar cuidado com os objetos em aglomeração. Não dá para atender o telefone numa [rua] 25 de Março lotada”, diz Coronel Álvaro Camilo, ex-comandante da PM de SP.

“Nada substitui o dever do Estado de manter a segurança. Mas a colaboração do cidadão é importante. Não vi o cartaz, mas talvez pudesse estar escrito de outra forma.” Para o coronel Camilo, todos devem tomar cuidado, “mas sem paranoia”.

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

 

celular-no-elevador

-Quando não for no banheiro, recomendamos o elevador.

Resolução SSP nº191, de 11-12-2014, revoga a Resolução Resolução SSP- 180 – Dispõe sobre o procedimento a ser adotado nas ocorrências policiais que envolvam a apreensão de máquinas de jogo de azar ou similares 48

Bom dia, doutor!

Essa chegou e já foi revogada, com a edição da Resolução SSP 191/2014. Aproveito para pedir seus comentários sobre as diferenças entre as duas, editadas em tão pouco tempo pelo mesmo motivo.

 

 

Resolução SSP nº191, de 11-12-2014

Dispõe sobre o procedimento a ser adotado nas ocorrências policiais que envolvam a apreensão de
máquinas de jogo de azar ou similares

O SECRETÁRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA, no uso de suas atribuições
Considerando a grande quantidade de apreensões de máquinas de jogo de azar no Estado de São Paulo pelas Polícias Civil e Militar;

Considerando a notória dificuldade logística desde o momento da apreensão das referidas máquinas, respectiva remoção e depósito, e riscos ao meio ambiente;

Considerando a necessidade de adequar o procedimento policial de modo a resguardar a instrução probatória, mas ao mesmo tempo evitar o dispêndio de recursos públicos e prevenir danos ao meio ambiente,

RESOLVE:

Artigo 1º – Nas ocorrências policiais relativas a máquinas de jogo de azar o local será preservado pelo policial militar ou agente da Polícia Civil.

§ 1º – A autoridade policial ou seu agente e o perito criminal comparecerão ao local, e com a presença de ambos será realizado o exame pericial, bem como extraídos da máquina e apreendidos o dispositivo de memória e o “noteiro”. Uma vez concluído o exame pericial será inutilizado o “noteiro”, o que também constará do laudo pericial.

§ 2º – No tocante aos demais componentes que não interessam à prova da contravenção penal, o delegado de polícia determinará a apreensão e depósito em nome do proprietário, possuidor ou responsável pelo estabelecimento, consignando o número do lacre, o qual se responsabilizará por sua custódia, salvo se não houver responsável no local, hipótese em que a autoridade providenciaria a remoção dos objetos apreendidos.

§ 3º – Ao concluir o procedimento de polícia judiciária, o delegado de polícia representará à autoridade judiciária competente pela destruição dos objetos apreendidos e/ou depositados.

Artigo 2º – Desde que precedida de autorização judicial, a Secretaria da Segurança Pública poderá, na hipótese do parágrafo primeiro do artigo anterior, celebrar convênios com organizações não governamentais visando o reaproveitamento dos componentes que não interessam à investigação criminal.

Artigo 3º – Na hipótese da ocorrência policial ter sido iniciada por ação de policiais militares, a chegada ao local de agentes da autoridade policial e do perito criminal fará com que eles fiquem liberados, salvo se as circunstâncias exigirem a manutenção do policiamento ostensivo.
Artigo 4º – Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação, revogando-se a Resolução SSP-180, de 03 de dezembro de 2014.

DOE, Seç I, pág. 17, de 13-12-2014.

 

__________________________________________

 

Superficialmente, verifico várias diferenças, eis as principais:

A autoridade policial não fica obrigada a comparecer ao local.

( Corretamente, em determinadas regiões não há delegados nem sequer para locais de homicídios ).

O delegado poderá encarregar policial para a efetivação do levantamento do local juntamente com o perito.

Pela portaria o perito não poderá “fazer o local” sem a presença do delegado ou um agente da autoridade ( investigador , escrivão ou agente policial ).

A destruição do noteiro poderá ser efetuada somente pela autoridade policial , ainda no local, na presença do perito; consignando-se do laudo.

A chegada ao local de agentes da autoridade e peritos fará com que os PMs sejam liberados ( ou seja, “poderão ser” ) , em vez de: serão liberados tão logo o delegado de polícia e o perito criminal se façam presentes. 

Resolução SSP-180, de 03/12/14 Prot. GS- 12.890/14 – Dispõe sobre o procedimento a ser adotado nas ocorrências policiais que envolvam a apreensão de máquinas de jogo de azar ou similares 18

Revogada pela Resolução SSP nº 191, de 13/12/2014

O Secretário da Segurança Pública,
Considerando a grande quantidade de apreensões de
máquinas de jogo de azar no Estado de São Paulo pelas Polícias
Civil e Militar;
Considerando a notória dificuldade logística desde o
momento da apreensão das referidas máquinas, respectiva
remoção e depósito;
Considerando os graves riscos ao meio ambiente gerados
pela ausência de conservação adequada das referidas máquinas;
Considerando a necessidade de adequar o procedimento
policial de modo a resguardar a instrução probatória, mas ao
mesmo tempo evitar o dispêndio de recursos públicos e prevenir
danos ao meio ambiente;
Considerando que é de interesse público a constatação da
contravenção penal de jogo de azar, e que a placa de memória
existente nas máquinas de caça-níquel e similares armazena os
dados e outros registros, bastando a sua apreensão para o fim
de resguardar a observância do direito à prova e a eficácia da
investigação criminal, resolve:
Artigo 1º. Nas ocorrências policiais que acarretarem a localização
e apreensão de máquinas de jogo de azar, a autoridade de
polícia judiciária e o perito criminal deverão se dirigir ao respectivo
local imediatamente para, no âmbito das suas atribuições,
adotar as seguintes providências:
I- O perito criminal, sempre que possível, deverá proceder ao
exame pericial por meio de teste do funcionamento do equipamento
com o fim de identificar os percentuais de retenção “perdas”
e devolução “ganhos” da máquina, no local da ocorrência;
II- A autoridade policial, uma vez encerrado o exame pericial,
deverá, em conjunto com o perito criminal, providenciar a
apreensão da respectiva placa de memória e do identificador
de células denominado “noteiro”, ressalvado o disposto no
Parágrafo 2º deste Artigo.
Parágrafo 1º: No tocante aos demais componentes que não
interessam à prova da infração penal, o delegado de polícia
lacrará tais objetos e lavrará auto de depósito em nome do
proprietário, possuidor ou responsável, contendo o número do
lacre, o qual se responsabilizará por sua custódia.
Parágrafo 2º: No que se refere ao identificador de cédulas
denominado “noteiro” de que trata o inciso II deste Artigo, a
autoridade policial poderá destruí-lo imediatamente, no próprio
local da ocorrência, toda vez que constatar a ausência de interesse
para a investigação criminal.

Parágrafo 3º: Na hipótese de arquivamento dos autos de
inquérito policial ou ajuizamento da ação penal, o delegado
de polícia representará à autoridade judiciária competente pela
destruição do objeto de que trata o inciso II.
Artigo 2º. Para os fins do parágrafo primeiro do artigo
anterior, a Secretaria da Segurança Pública poderá celebrar
convênios com organizações não governamentais visando o
reaproveitamento dos componentes que não interessam à
investigação criminal.
Artigo 3º. Na hipótese da ocorrência policial ter-se iniciado
por ação de policiais militares, estes serão liberados tão logo o
delegado de polícia e o perito criminal se façam presentes no
local da apreensão, salvo se as circunstâncias exigirem a manutenção
do policiamento ostensivo.
Artigo 4º. Esta Resolução entra em vigor na data da sua
publicação.

Fernando Grella desburocratiza requisição de exames de locais de crimes na Capital…( No resto deste mundão sempre foi primeiro o local depois o papel ) 35

Com nova regra para acionar o IC e o IML, São Paulo busca agilizar perícias

REYNALDO TUROLLO JR.
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

13/12/2014 02h00

Com o objetivo de tornar mais rápida a chegada dos peritos à cena de um crime e agilizar a liberação do local, a Secretaria da Segurança de São Paulo publicou nesta sexta (12) uma resolução que muda a forma de acionamento do IC (Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico-Legal) na capital.

A medida foi uma das primeiras promessas do secretário Fernando Grella, que assumiu o cargo há dois anos.

A ideia é evitar que voltem a ocorrer, por exemplo, o travamento das marginais por até sete horas após acidentes, devido ao atraso da perícia, ou a remoção de corpos de pessoas assassinadas após até 18 horas de espera.

Era o delegado do distrito da área que fazia a requisição de perícia para casos de homicídio, lesão corporal e morte suspeita, inclusive decorrentes de acidente de trânsito.

A partir de agora, porém, a requisição será feita via rádio por uma central única, o Cepol (Centro de Operações da Polícia Civil), onde haverá um delegado de plantão 24 horas para cuidar desses casos.

Antes da mudança, quando um acidente ou crime acontecia, a Polícia Militar ia até o local para preservá-lo, depois ia à delegacia registrar o boletim de ocorrência e só um delegado daquele distrito podia requisitar, por mensagem, o envio de peritos.

Pela nova determinação, o PM, ainda na cena do crime, comunicará a ocorrência via rádio à central da Polícia Militar (Copom), que imediatamente avisará o Cepol, da Polícia Civil, que acionará os peritos também pelo rádio.

Os peritos poderão trabalhar na cena do crime antes de receberem qualquer ofício –a formalização será mais tarde. O delegado da área, que também terá sido avisado pelo Cepol, deverá ir ao local do crime antes do registro da ocorrência e, ali chegando, poderá fazer aos peritos os pedidos adicionais que quiser.

Segundo Grella, foi detectado que a demora não estava nos peritos, mas no acionamento deles. Delegados ouvidos pela Folha disseram que a mudança, indiretamente, responsabiliza a Polícia Civil pelos atrasos. Grella nega.

Segundo peritos consultados, o IML leva em média 55 minutos para chegar ao local de uma ocorrência. Já o acionamento pela polícia demorava até quatro horas.

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No meu tempo não era assim, o IC e IML sempre demoravam por empenho em várias ocorrências praticamente simultâneas. 

Polícias formam 73 delegados e oficiais em curso de doutorado 40

As polícias Civil e Militar formaram, na manhã desta sexta-feira (12), 73 policiais no Curso Superior de Polícia Integrado (CSPI), reconhecido como doutorado. A cerimônia de formatura foi realizada no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul da Capital.

No total, 30 delegados de 1ª classe da Polícia Civil e 43 oficiais da Polícia Militar – sendo 10 de outros Estados – se tornaram aptos a exercer funções estratégicas e de planejamento em suas instituições.

A formação no Curso Superior de Polícia possibilita também que os alunos alcancem o posto mais alto de suas respectivas carreiras, classe especial aos delegados, e patente de coronel aos oficiais da PM.

O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, fez a entrega de certificados e medalhas aos primeiros colocados, acompanhado dos chefes das polícias Civil e Militar, o delegado-geral Luiz Mauricio Souza Blazeck e o comandante-geral da PM, coronel Benedito Roberto Meira.

“Quando o Curso Superior de Polícia foi criado, o que se quis foi transformar a sabedoria que os policiais trazem das ruas, de suas atividades diárias e de suas vivências de anos de trabalho, em ciência aplicada”, explicou o secretário. “O que se espera é que a experiência refinada de cada um dos formandos seja usada no combate e prevenção da criminalidade”, completou.

Ao integrar delegados e PMs, a formação estimula ações conjuntas entre as polícias – 160 horas de atividades são feitas de forma integrada entre os alunos das duas instituições. O curso capacita os formandos para funções no alto escalão das corporações, como comando, direção e assessoria.

“Nós cremos que somente uma abordagem científica do fenômeno criminológico aliado à integração das forças policiais dará respostas concretas às demandas da sociedade e rebaixamento dos índices criminais, principalmente dos roubos”, comentou Grella.

Ao longo de quase nove meses de curso, também foram promovidas linhas de pesquisa com produção de artigos científicos e teses, que permitem propostas práticas para a área de segurança pública.

“Sonhem com uma polícia cada vez melhor, uma instituição cada vez mais coesa, uma sociedade cada vez mais justa e tenham sempre esperança de conquistarem esse sonho”, disse o delegado-geral e patrono das turmas. “Coloquem todo esse conhecimento e aptidão a serviço da população, a quem servimos, e a nossa sociedade será melhor”.

Para ingressar no CSPI, os delegados precisam ser de 1ª classe e os policiais militares estarem há pelo menos seis meses no posto de major. Entre os PMs, 10 são dos estados do Amapá, Roraima, Amazonas, Paraíba e Espírito Santo.

Desde 2007, foram formados no curso 506 policiais – 326 oficiais da PM e 180 delegados da Polícia Civil.

csp

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública