Poder Judiciário ressalta competência exclusiva da Polícia Civil para requerer mandados 26

Corregedoria ressalta competência exclusiva da Polícia Civil para requerer mandados

Representantes da Adepol foram recebidos pelo Corregedor em exercício para tratar sobre o tema

adepol

Decisão da Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas (CGJ-AL) acerca do pedido de providências da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol) referente ao oferecimento de representações de busca e apreensão por parte da Polícia Militar, direcionadas a juízes de Direito, ressalta a competência exclusiva da Polícia Civil para tal, de acordo com o Art. 144 da Constituição Federal.

Segundo a decisão, em diversas circunstâncias as autoridades judiciais estariam deferindo os pedidos formulados e determinando o cumprimento das medidas cautelares, o que usurparia a função dos delegados de Polícia, inclusive tendo um desses atos resultado no óbito de um morador da residência onde foi efetuada a diligência, após suposta reação.

Diante do entendimento da CGJ-AL foi expedido ofício circular a todas as unidades de 1ª, 2ª e 3ª entrância para que essas, observem o disposto constitucional.

Reunião

Na quarta-feira (10) o corregedor em exercício, desembargador Otávio Praxedes recebeu o presidente da Adepol, Antônio Carlos Lessa e os delegados Egivaldo Lopes, Rubem Natário e Valter Gama para debater o assunto e informou que estaria à disposição para sanar eventuais questionamentos acerca da solicitação e cumprimento de mandados.

Fonte: CGJ

RESERVA IMORAL DO ESTADO – Oficiais do Comando-Geral da PM roubaram R$ 10 milhões em dois anos; o deputado Coronel Camilo não sabia de nada 49

De clipe a peça de carro, fraudes em compras da PM atingem R$ 10 mi

ROGÉRIO PAGNAN
ENVIADO ESPECIAL A ITU (SP)
REYNALDO TUROLLO JR.
DE SÃO PAULO

18/06/2015 02h00

Compra de papel higiênico, bolacha, açúcar, clipe, pen drive, peças de veículos, programas para computador, ternos, reparos elétricos e hidráulicos, pinturas e, até, reforma de um lago de carpas.

Esses e outros itens foram alvo de um esquema de fraudes em licitações instalado no Comando-Geral da Polícia Militar de São Paulo que envolveu ao menos R$ 10 milhões em dois anos, segundo uma sindicância da própria PM.

As suspeitas, por ora, recaem sobre um oficial, o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, que confirmou parte do esquema e disse ter agido por ordem ou conhecimento de seus superiores.

Editoria de Arte/Folhapress

“Assumo tudo o que fiz. Tudo foi feito somente para o bem e jamais para o mal”, disse à Folha o tenente-coronel, em sua casa em um condomínio em Itu (101 km de SP).

Desde 2012 na reserva, Adriano Filho corre risco de cassação de sua patente, segundo a Secretaria da Segurança Pública, que diz ter avisado os órgãos responsáveis.

Ele, que atuava no departamento desde 2000, afirmou que os desvios eram para bancar outras despesas da corporação -e não para enriquecimento próprio.

As fraudes ocorreram ao menos entre 2009 e 2010, período em que foram comandantes-gerais da PM os coronéis Roberto Diniz e Álvaro Camilo, nas gestões José Serra e Alberto Goldman (PSDB).

Parte do esquema incluía usar dinheiro da PM para pagar por produtos que não eram entregues, por exemplo.

A investigação começou em fevereiro de 2012, após denúncia anônima, e terminou em agosto de 2014, com pedido de punição ao operador da fraude. O resultado foi enviado à Promotoria e ao Tribunal de Contas do Estado.

Pelo relatório, assinado pelo coronel Levi Anastácio Félix, atual corregedor-geral da PM, a auditoria detectou irregularidades em todas as 458 licitações analisadas -as compras eram fracionadas para escapar da fiscalização externa e feitas de empresas que perderam os certames.

PEÇAS E DINHEIRO VIVO

Algumas compras chamam a atenção pelo volume, pois, em tese, seriam destinadas só ao Comando-Geral: 9.700 quilos de açúcar em três meses, 23.300 pacotes de biscoito em cinco meses e R$ 72.570 em gastos com clipes para papel. Não houve comprovação de entrega de todos os produtos.

Um dos casos mais graves ocorreu na aquisição de peças para manutenção da frota do comando -pelo preço de R$ 1,7 milhão. Nenhuma peça paga foi entregue.

Reynaldo Turollo Jr/Folhapress
Frente da empresa Rogep, que foi paga pela PM sem ter comprovado a entrega de peças
Frente da empresa Rogep, que foi paga pela PM sem ter comprovado a entrega de peças

O tenente-coronel Adriano Filho confirmou à sindicância e à Folha ter simulado as compras. Mas disse ter feito isso para saldar a dívida informal de algumas unidades da PM que teriam comprado fiado.

Com isso, a Rogep Comércio de Auto Peças e Serviços recebeu a quantia, mas não entregou as peças -com a justificativa de que já tinha fornecido extraoficialmente antes. Não há na sindicância, porém, nenhuma prova da existência da dívida alegada.

O oficial apontado como operador do esquema disse ainda ter atuado como uma espécie de banco. Mantinha dinheiro em espécie para abastecer outros setores da PM e pagar despesas “corriqueiras” –e estimadas em R$ 1 milhão em dois anos.

Segundo Adriano Filho, o dinheiro era repassado ao Comando-Geral por ao menos duas empresas, a Sistécnica e a Rafink, que, depois, eram ressarcidas por meio de licitações direcionadas a elas.

OUTRO LADO

O tenente-coronel José Afonso Adriano Filho, suspeito de operar o esquema de fraudes em licitações no Comando-Geral da PM, confirma parte das irregularidades, mas nega ter feito tudo sozinho ou para proveito próprio.

“Não fiz nada sem ordem. Todas as melhorias executadas, não só no Quartel do Comando-Geral como em outras unidades, tinham ciência e autorização dos superiores. De todos os superiores”, diz ele, que não quis citar nomes.

Sobre as irregularidades nas compras, ele diz que parte era para pagamento de despesas da própria PM, como no caso das peças para veículos.

“É ilegal, mas não é imoral. Tudo o que foi feito no período foi unicamente com vistas à adequação de todo o complexo do QCG [Quartel do Comando-Geral]. Tudo foi feito somente para o bem [da PM] e jamais para o mal.”

O oficial diz que, embora não haja comprovação, a maior parte dos produtos comprados era entregue.

Procurado, o atual comando da PM não respondeu se vai abrir nova investigação para apurar eventual participação de outros oficiais.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a sindicância concluiu pela “necessidade de responsabilização” do oficial “pela prática de, em tese, atos de improbidade administrativa e infrações penais”.

Por isso, enviou relatório a outros órgãos, como o Ministério Público, a Secretaria da Fazenda e o Tribunal de Contas do Estado.

“[A Secretaria da Segurança] determinou a instauração de Conselho de Justificação, com a finalidade de analisar a viabilidade de cassação do posto e da patente do tenente-coronel”, diz a nota.

O coronel Álvaro Batista Camilo, que comandou a PM entre 2009 e 2012 e hoje é deputado estadual pelo PSD, negou ter conhecimento de fraudes em sua gestão.

“Não sabia que ele estava envolvido nisso. Isso é um absurdo. Ninguém da polícia dá uma ordem para alguém cometer alguma coisa errada”, disse.

“O próprio regulamento diz: ordem absurda não se cumpre. Tenho certeza absoluta de que ninguém deu ordem para que fizesse algo errado, principalmente com essa questão financeira.”

O ex-comandante Roberto Diniz não foi localizado.

Dono da Rogep Auto Peças, Rogério Torres disse que sua empresa atua no ramo há 30 anos, fornece peças a vários órgãos da PM e não tem nada a acrescentar ao já declarado por Adriano Filho.

As empresas Rafink e Sistécnica, citadas na sindicância como tendo adiantado dinheiro ao Comando-Geral em troca de vencerem licitações, não foram localizadas.

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Polícia Civil apreende 14 toneladas de maconha 12

A Polícia Civil apreendeu 14,1 toneladas de maconha no bairro do Jaraguá, na zona norte de São Paulo, que estava dentro de um caminhão que transportava soja.

Ao todo, oito pessoas foram presas em um estacionamento na rua Antônio Moniz Barreiros na noite desta terça-feira (16) no momento em que descarregavam a droga. No local, havia mais dois caminhões e um carro.

A polícia informou que foram dois meses de investigação até chegar ao local onde os criminosos faziam a troca. A droga, segundo a polícia, veio do Paraguai e era comercializada na região metropolitana de São Paulo.

Os criminosos foram presos em flagrante e conduzidos para o Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico). A droga foi apreendida e seguiu para perícia e pesagem no IC (Instituto de Criminalística).

Divulgação/Polícia Civil
Polícia apreende droga que estava escondida em meio a uma carga de soja
Polícia apreende droga que estava escondida em meio a uma carga de soja

Efetivo da PM encolhe no ano em que SP bate recorde de assaltos 24

ANDRÉ MONTEIRO
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

15/06/2015 

O efetivo da Polícia Militar de São Paulo encolheu e perdeu 1.513 homens no ano em que os casos de roubo bateram recorde no Estado.

O balanço do funcionalismo, publicado pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), também revela que a redução do contingente ficou concentrada em soldados, cabos e sargentos –cargos com presença mais constante no patrulhamento nas ruas.

Enquanto isso, a quantidade de oficiais da PM teve um leve salto (de 40 homens), assim como as equipes das policias Civil e Técnico-Científica (com 154 homens a mais).

O reforço do efetivo da PM é considerado por especialistas como uma das medidas que poderiam ajudar a conter os roubos. A diminuição do número de policiais militares já havia ocorrido no ano anterior –simultaneamente à disparada dos assaltos.

A queda de 87.667 agentes em atividade, em 2013, para 86.154, no fim do ano passado, foi a mais acentuada em pelo menos cinco anos.

Ao mesmo tempo, São Paulo registrava em 2014 a maior quantidade de roubos dos últimos 14 anos –desde que a série histórica do governo adota os mesmos critérios.

No ano passado, os assaltos cresceram 21% em relação a 2013, no maior aumento anual já registrado, e ainda atingiram outro recorde: uma sequência de 19 altas mensais consecutivas desse tipo de crime, que só foi interrompida em janeiro deste ano.

“Existe uma relação entre efetivo, sentimento de medo e prevalência de crime. E isso está diretamente ligado não só à quantidade, mas à forma com esse efetivo está distribuído”, diz Renato Sérgio de Lima, especialista em segurança e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

“Principalmente na prevenção, é preciso de gente. Quanto menos se tem polícia, mais lugares estarão descobertos”, afirma Guaracy Mingardi, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ressalvando, porém, a necessidade de valorização salarial.

“Ganhando mal, quem quer ficar?”, questiona. O salário inicial de um soldado em São Paulo é de R$ 2.929.

Editoria de Arte/Folhapress

CONTRATAÇÕES

Parte da explicação do encolhimento do efetivo da PM pode estar na dificuldade para fazer contratações que consigam suprir os policiais que se desligam por aposentadoria, expulsão ou morte. O número de cargos vagos na corporação subiu de 6.320, em 2013, para 7.646, em 2014 –maior número desde 2001.

Nas polícias Civil e Técnico-Científica, responsáveis pela investigação dos delitos, apesar do aumento de 154 homens no efetivo, os cargos vagos cresceram e estão no maior patamar em 20 anos.

O balanço apontou 13.216 posições em aberto, aumento de 25% em um ano. Caso todos os cargos estivessem preenchidos, as duas polícias teriam alta de 38% no efetivo.

Na última quinta, Alckmin nomeou 392 novos policiais civis –que, antes de atuar, precisarão passar por formação de três meses. Eles fizeram concurso em 2012, mas só foram nomeados agora. Sindicatos de delegados culpam a falta de pessoal pelo baixo índice de esclarecimento de roubos no Estado (2%).

OUTRO LADO

A Secretaria da Segurança Pública da gestão Alckmin informou que o efetivo da PM cresceu e que, atualmente, há 89.719 agentes. A secretaria informou ainda que já está andamento concursos para o preenchimento de 10.211 vagas para as três polícias.

Sobre a redução do efetivo, a secretaria informou que a “corporação teve uma redução de 21,5% no número de cargos vagos na comparação entre 2014 (7.315) e 2013 (9.326)”, mas que “as contratações cresceram 298% no mesmo período, de 435 novos policiais civis em 2013 para 1.731, em 2014”

Além disso, a secretaria destacou que houve queda de 11,6% no número de policiais civis que saíram da corporação em 2014, em comparação com o ano anterior.

Em relação ao número de aumento de casos de roubo no Estado com o encolhimento do efetivo da PM, a SSP disse que os “roubos em geral já acumulam queda de 3,52% em 2015, considerando os quatro primeiros meses do ano, e os crimes contra o patrimônio em geral caíram 9,03% no mesmo período”.

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Decisão judicial – DANO EXISTENCIAL – Policial Civil – Plantão a Distância – Jornadas extenuantes 17

Segue em anexo decisão judicial de nosso interesse, com a seguinte ementa:

Processo nº: 0010798-17.2014.8.26.0297

Classe – Assunto Procedimento Ordinário – Jornada de Trabalho

Requerente: Jair Alves

Requerido: Fazenda Pública do Estado de São Paulo

DANO EXISTENCIAL Policial Civil Jornadas extenuantes Vários meses, entre 2009 e 2014, em que o Policial ficou à disposição, 24 horas, do Estado Escala de Plantão Ininterrupta Decretos estaduais e Lei Complementar Estadual 207/79 Regime Especial de Trabalho Policial Argumento do Estado de São Paulo de que os Policiais Civis estão sempre à disposição, quando houver necessidade da Administração Maltrato a normas e princípios constitucionais Dignidade do trabalhador, seja da iniciativa privada ou do que presta serviços ao Poder Público. – O dano existencial significa negar ao trabalhador a realização de projetos de vida (lazer, estudos, atividades culturais e religiosas, convívio familiar), por submetê-lo a jornadas excessivas. Consequência: mal-estar psíquico, a conduzir o desfalque à felicidade.

decisão judicial – policial civil -plantao a distancia – jornada ininterrupta – dano existencial

Policial é torturado e morto na zona leste de SP 61

Carcereiro foi sequestrado junto com um amigo e estava desaparecido havia dois dias

Da Agência Record

Um policial civil de 40 anos foi encontrado morto, por volta das 16h deste domingo (14), na comunidade do Chaparral, situada na Penha, bairro da zona leste da capital. O policiamento chegou até o local após receber uma denúncia anônima.

Em um casebre de madeira, foi encontrado o corpo do policial, que trabalhava na carceragem do 18º Distrito Policial de São Paulo, na Mooca. Ele estava acompanhado de um amigo, que apresentava diversos hematomas e escoriações e estava com as mãos amarradas. Os dois foram sequestrados juntos. O carcereiro estava desaparecido havia dois dias.

O amigo do policial relatou que eles estavam em um bar, na Penha, quando decidiram caminhar até outro estabelecimento da comunidade. No local, a vítima teria sido reconhecida por bandidos. No momento do sequestro, o carcereiro não estava armado. Os dois foram torturados por horas até o policial ser morto a facadas.

Os criminosos chegaram a roubar cartões de créditos da vítima para realizar saques. A polícia investiga o motivo da ida do policial e seu amigo, que não teve o nome divulgado, à comunidade. O caso foi apresentado no DHPP.

2018, “Geraldo presidente” 50

Convenção do PSDB paulista vira ato de lançamento de Alckmin para 2018

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

14/06/2015 15h47 

A cerimônia de escolha do novo comando do PSDB paulista, neste domingo (14), se transformou em um ato pelo lançamento da candidatura do governador Geraldo Alckmin à Presidência da República em 2018.

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB-SP), que comandará a sigla pelos próximos dois anos no Estado, disse que o Brasil está “doente” e precisa de “um médico para salvá-lo”. Alckmin é médico anestesista. “O governador como médico gosta de gente. Esse é o nosso governador que cuida de São Paulo”, iniciou Tobias.

“O país precisa de um médico, porque está doente, corrompido”, concluiu. Ele disse ainda que em 2018 quer “Geraldo presidente”.

O governador participou da convenção e fez um discurso de defesa de suas bandeiras e ações no Estado. Ele ainda fez ataques ao PT, numa fala com críticas aos escândalos de corrupção e à condução da economia.

“A política é uma atividade que se exerce essencialmente com ética. O PT pode ser tudo, menos um partido político, porque um partido político se faz com ética”, disse o governador. Alckmin afirmou ainda que é “triste” ver a atual situação econômica do país.

“Não é possível pagar com o futuro do Brasil as contas dos malfeitos da última década”, concluiu. A fala foi uma das mais duras já pronunciadas pelo governador contra o PT e suas administrações à frente do Planalto.

Aliados veem na mudança de tom mais uma sinalização clara de que Alckmin está disposto a fazer o enfrentamento político para ficar com a vaga de presidenciável tucano em 2018. Hoje, o governador desponta para o posto ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que concorreu no ano passado contra a presidente Dilma Rousseff e perdeu por uma margem apertada de votos.

CHAPA

A configuração da cúpula do PSDB paulista foi fechada num acordo costurado pelo Palácio dos Bandeirantes, que quis evitar que a disputa que se deu no diretório da capital se repetisse no Estado.

Pedro Tobias ficará com a presidência. O deputado federal Bruno Covas (PSDB-SP) será eleito secretário-geral da sigla e a tesouraria ficará nas mãos de Marcos Monteiro, atual secretário de Planejamento do governador.

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Polícia Civil prende quadrilha que falsificava uísque na zona oeste 6

Da Redação – SP NOTÍCIAS

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O galpão armazenava 1.800 garrafas vazias de uísque e vodca (foto:Polícia Civil)

Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) descobriram um novo desdobramento nas atividades do crime organizado: investir dinheiro do tráfico de drogas no comércio de bebidas falsificadas. Três pessoas foram presas na tarde de quinta-feira (11/6) desenvolvendo o esquema. A ação permitiu estourar dois depósitos e aprender 2.800 garrafas uísque e vodca. Os imóveis estão localizados na região de Pirituba, na zona oeste da Capital.

Segundo o delegado Carlos Alberto da Cunha, da 4ª Patrimônio (Delegacia de Investigações sobre Roubo a Condomínio), responsável pelo flagrante, as apurações apontavam uma diversificação de negócios no crime organizado. “Detectamos que parte do dinheiro obtido no tráfico de drogas estava sendo utilizado na compra de bebidas falsificadas de importantes marcas”, disse o delegado. A mercadoria abastecia restaurantes e casas noturnas da cidade de São Paulo.

As apurações permitiram identificar um possível ponto de distribuição. As equipes realizaram uma ação em um galpão na Rua Tatsuo Okachi, no Jardim Felicidade. O local armazenava 1.800 garrafas vazias de uísque e vodca. Os agentes também encontraram todo o aparato de falsificação: os líquidos para encher os vasilhames, rótulos, selos, tampas e até mesmo as embalagens de papelão com as marcas das bebidas.

A equipe da 4ª Patrimônio prendeu os vendedores J.D.C., de 59 anos, E.L.C., de 35, e H.L.C., o Nenzinho. Eles forneceram a localização de um novo deposito na Rua Constância da Conceição, na Vila Jaguari, na mesma região.

Os três presos foram autuados por falsificação e por associação criminosa. O material passará por perícia. O prosseguimento das investigações procura descobrir quais os estabelecimentos comerciais compravam as mercadorias falsificadas. Um exemplo é que uma garrafa de determinada marca de uísque 18 anos produzida pelos detidos pode custar aproximadamente R$ 650.

Com informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado de SP

Polícia Civil apreende 1,1 tonelada de maconha em São José dos Campos (SP) 4

José Maria Tomazela

Uma ação da Polícia Civil apreendeu 1,1 tonelada de maconha, nesta quinta-feira, 11, em São José dos Campos, interior de São Paulo. A maior parte da droga – 795 quilos – era transportada em um caminhão abordado pelos policiais na rodovia Presidente Dutra. Cinco homens foram presos, entre eles o motorista do caminhão.

O grupo fazia o transbordo da droga para outros veículos, quando foi surpreendido por policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de São José. Durante as investigações, a polícia descobriu que os traficantes mantinham um depósito na estrada de acesso a Jacareí. No local foram apreendidos outros 302 quilos de maconha.

Um dos suspeitos mantinha ainda drogas em sua casa, cerca de 23 quilos. Com o grupo foram apreendidos um revólver e uma espingarda, ambos com numeração raspada. Os detidos responderão por tráfico de drogas, formação de quadrilha e porte ilegal de arma. Eles foram levados para o Centro de Detenção Provisória de São José dos Campos.

Polícia Civil detém 126 pessoas em 10 dias 8

tukumantelA Delegacia Seccional de Limeira, responsável pela Polícia Civil de Limeira, Iracemápolis, Cordeirópolis e outras cinco cidades da região, fez duas operações recentes e, em dez dias, deteve 126 pessoas. O volume é referente às ações nos oito municípios.
Nas duas operações, que ocorreram entre o final de maio e início deste mês, foram presas 35
pessoas em consequência de 25 autos de prisão em flagrante, outras 13 detidas por Termo Circunstanciados de Ocorrência (TCOs), 4 recapturados; 20 presos por mandado de prisão administrativa, 44 por mandado de prisão criminal, 5 adolescentes apreendidos em flagrante e outros 5 por mandado de prisão.
Conforme o delegado seccional, Antonio Luis Tuckumantel, durante reunião que ocorreu ontem em Piracicaba, onde fica o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-9), o delegado geral de Polícia, Youssef Abou Chahin, elogiou o desempenho da Seccional de Limeira nas duas últimas operações, que também resultaram em 83 mandados de busca e apreensão cumpridos, 4 armas de fogo apreendidas; 7 veículos apreendidos, 5 veículos recuperados, 10.640 CDs e DVDs pirateados retirados de circulação, 4 máquinas caça-níqueis apreendidas e 16,5 quilos de substâncias de entorpecentes apreendidos.
Fonte – GAZETA DE LIMEIRA

Delegado geral da polícia recebe título de Cidadão Parnaibano 6

Título entregue ao Doutor Youssef Abou Chahin é a maior comenda de Santana de Parnaíba

Youssef Abou Chahin recebeu o título na noite de quinta-feira (11)Foto: Sávio Barletta

Aconteceu na noite de quinta (11), no auditório Antonio Branco, da Câmara Municipal de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, a cerimônia de entrega do Título Cidadão Parnaibano ao Delegado Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo ,Youssef Abou Chahin.

A solenidade contou com mais de 300 pessoas originárias de várias regiões paulista, entre diretores, conselheiros, delegados, autoridades da polícia civil e outros representantes da segurança pública e foi dirigida pelo presidente da Casa de Leis, Ronaldo Santos.

Chahin, além do Diploma de Cidadão, recebeu como lembrança da cidade uma obra de arte feita pelo artista parnaibano S. Maia. O título de Cidadão Parnaibano é reconhecido como a mais importante honraria dentre as previstas na Legislação de Santana de Parnaíba e se destina a demonstrar a gratidão do povo desta cidade às pessoas que comprovadamente tenham prestado relevantes serviços ao município.

Justiça manda PM-ES aceitar candidata barrada por tatuagem na perna 3

Do UOL, no Rio

O TJ-ES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo) determinou que uma mulher que foi impedida de participar de um concurso da Polícia Militar por conta de uma tatuagem na perna seja recolocada no certame. A decisão do juiz da Vara da Fazenda Pública Estadual de Vila Velha, Aldary Nunes Júnior, foi publicada nesta quinta-feira (11).

O magistrado determinou que o Estado deve permitir que a candidata participe normalmente do curso de formação de soldado combatente. Caso ela seja aprovada, deverá ser nomeada ao cargo imediatamente, independente de qualquer ato administrativo que estabeleça restrições a pessoas tatuadas.

O juiz também discordou da tese, defendida pela PM, de que a tatuagem colocaria em risco a identidade do policial.

“Alegar que a presença de tatuagem supostamente gera facilidade de identificação do agente público não é razoável e/ou proporcional, porque o agente público militar, notadamente no Estado do Espírito Santo, exerce seu ofício sem qualquer material cobrindo sua face e possui em sua farda identificação de seu nome de família”, escreveu Nunes Júnior.

A PM do Espírito Santo foi procurada pela reportagem e afirmou, na tarde desta sexta (12), que enviaria uma resposta “em breve”. Até o momento, isto não aconteceu.

Promotoria investiga viagens de PMs de São Paulo a convite de empresas 13

REYNALDO TUROLLO JR.
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

Um grupo de oficiais ligados à cúpula da Polícia Militar de São Paulo é investigado pelo Ministério Público por ter feito viagens internacionais patrocinadas por empresas de segurança, potenciais fornecedoras da polícia.

Segundo a reportagem apurou, as investigações apontam que excursões de grupos de oficiais para o exterior pagas por empresas, sob a justificativa de conhecer novas tecnologias, são uma prática consolidada e recorrente na PM.

Como a Folha revelou em novembro passado, uma das viagens foi a do coronel Benedito Roberto Meira, então comandante-geral da PM, a Orlando, na Flórida (EUA).

Meira viajou com outros três oficiais, no início de novembro, para participar de uma feira sobre segurança —o coronel passou para a reserva em janeiro deste ano.

As despesas foram bancadas pela Motorola, uma das principais fornecedoras de equipamentos de comunicação da polícia, que havia vencido uma licitação de R$ 9,9 milhões uma semana antes.

À época, Meira afirmou que viagens bancadas por empresas eram comuns. “O que nós fizemos foi visando o interesse público e o interesse da PM de buscar novas tecnologias”, disse.

O inquérito que apura suposta improbidade administrativa nessa e em ao menos outras cinco viagens, realizadas em 2013 e 2014, foi instaurado pelo promotor Marcelo Milani, da Promotoria do Patrimônio Público e Social, após denúncia anônima.

Silva Junior/Folhapress
Benedito Meira, ex-comandante da Polícia Militar
Benedito Meira, ex-comandante da Polícia Militar

As supostas irregularidades desse tipo de viagem enquadram-se no artigo da Lei de Improbidade Administrativa que trata do recebimento, por parte de agente público, de vantagens de quem tenha algum interesse na ação do servidor agraciado. As punições previstas vão de multa a perda do cargo público.

Além de Meira, já foram ouvidos pelo Ministério Público o coronel da reserva Cesar Augusto Luciano Franco Morelli e o coronel Francisco Alberto Aires Mesquita, atual subcomandante-geral da PM.

Mesquita disse à Promotoria ter passado oito dias no Estado de New Hampshire (EUA), em dezembro de 2013, patrocinado pela fábrica de armas Sig Sauer, cuja sede teria ido visitar. Na viagem, ele teria sido acompanhado por outros cinco policiais, quatro oficiais e um soldado.

Pela legislação atual, as polícias brasileiras só podem adquirir armamento da indústria nacional, salvo mediante autorização do Exército.

Já Morelli mencionou ter viajado a Israel, custeado por três empresas de veículos militares, à França, patrocinado por uma empresa de segurança, e à África do Sul, bancado por uma fábrica de veículos blindados.

No último destino, ele teria sido acompanhado de mais cinco oficiais.

Outros oficiais da PM, suspeitos de terem participado de caravanas custeadas por empresas de segurança, devem ser ouvidos pela Promotoria nos próximos dias.

OUTRO LADO

A Secretaria da Segurança Pública afirmou, em nota, que os oficiais “viajaram a serviço, sempre com autorizações da Casa Civil, que foram publicadas no ‘Diário Oficial'”.

Segundo declaração do governador Geraldo Alckmin (PSDB), porém, viagens de agentes públicos devem ser pagas pelo Estado. A declaração do tucano veio após a revelação, em novembro passado, de que o ex-comandante-geral, coronel Benedito Meira, havia ido a Orlando patrocinado pela Motorola.

“Sempre que alguém for fazer viagem de trabalho, estudo, que agregue conhecimento, sempre o governo deve arcar com os custos disso”, afirmou Alckmin na ocasião.

Novamente questionada, a secretaria informou que, a partir dessa determinação, todas as viagens têm de ser custeadas pelo poder público.

A Motorola Solutions afirmou que “a empresa convida oficiais de segurança para conferências da indústria, a fim de conhecer produtos e tecnologias inovadoras […], em conformidade com a legislação local e internacional”.

A Folha não localizou a fabricante de armas Sig Sauer.

*

ENTENDA O CASO

Investigação

Após denúncia anônima, Promotoria do Patrimônio Público e Social instaurou inquérito para apurar suposta improbidade administrativa de oficiais da PM que tiveram despesas de viagens internacionais pagas por empresas de segurança

Destinos

Foram identificadas ao menos cinco viagens para Flórida (EUA), New Hampshire (EUA), França, África do Sul e Israel. Três oficiais já ouvidos pelo Ministério Público disseram ter viajado com outros dez policiais

O que pode ocorrer

Se forem processados e condenados, os PMs poderão sofrer as sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e pagamento de multa.

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏