CANETA PESADA – Bicheiro recebe pena maior do que traficantes, latrocidas , homicidas e políticos ratoneiros 15

Carlinhos Virtuoso é condenado a 17 anos e 10 meses de reclusão

Ele respondeu pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa

EDUARDO VELOZO FUCCIA – A TRIBUNA 
Virtuoso foi condenado a 17 anos e 10 meses

O empresário e  bicheiro Carlos Eduardo Virtuoso foi condenado a 17 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na mesma sentença, o juiz Walter Luiz Esteves de Azevedo, da 5ª Vara Criminal de Santos, aplicou ao réu a pena de 10 meses de prisão, em regime semiaberto, pela contravenção penal de jogo do bicho.

Carlinhos Virtuoso, como o acusado é conhecido, não poderá apelar em liberdade e permanece preso na Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba. “Como (o réu) fugiu do distrito da culpa ao lhe ser decretada a preventiva, é de se prever que o faça novamente, agora que é fixada pela pena bastante rigorosa”, justificou o magistrado, ao negar ao empresário a possibilidade de recorrer solto.

Perda de bens e valores

Além da pena privativa de liberdade, como consequência do crime de lavagem de dinheiro, o juiz Walter de Azevedo impôs a Carlinhos Virtuoso a perda, em favor do Estado de São Paulo, de bens, direitos e valores até o limite de R$ 9.917,426,44.

Tais valores, direitos e bens, entre os quais veículos, teriam sido obtidos ilicitamente e lavados no período entre julho de 2012 e maio de 2013, conforme documentos juntados pelo Gaeco ao processo.

Aviso aos policiais do DECAP 53

Aviso aos policiais do DECAP, a corregedoria está realizando rondas durante o período noturno nos distritos policiais da capital. Para que ninguém seja pego despreparado, fica o aviso. Como sabemos devem averiguar coisas importantíssimas como distintivos, os caguetas da equipe de serviço, se o talão da viatura dos vigias noturnos, digo, policiais de plantão está aberta. Enfim essas coisas essenciais ao trabalho policial. Agora duvido muito que vão olhar aquela escala com 4 equipes, contrariando o que especifica a portaria Decap 3/2013. Afinal de contas a balança da justiça policial pende apenas para o lado em que o mais fraco é prejudicado. Enquanto isso, os corruptos da polícia continuam enchendo o rabo de dinheiro.

Delegados em exercício na Baixada Santista promovidos à classe especial 22

Américo Sidnei Rissato, RG 09572151; Arlindo José Negrão Vaz, RG 09414565; Carlos Antonio Mendonça Casati, RG 07778425; Edison Remigio de Santi, RG 05049678; Edson Jorge Aidar, RG 06160809; Frederico Vesentini, RG 09726291; Joel Antonio dos Santos, RG 09868918; Leolar Emília de Souza, RG 13011000; Luís Fernando Camargo da Cunha Lima, RG 13998108; Luiz Carlos Branco Júnior, RG 16768196; Manoel Gatto Neto, RG 12949909; Marcus Camargo de Lacerda, RG 09146446; Mitiaki Yamamoto, RG 10693315; Osmar Guimarães Júnior, RG 13657670; Paulo Jesus de Souza Filho, RG 08876501; Pedro Tonelli Neto, RG 18107948; Sebastião de Paiva Neto, RG 09161411; Sérgio Paulo Mendes, RG 10363425;

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Parabéns a todos!

CPI do Sistema Carcerário visita presídios de São Paulo 19

A Comissão Parlamentar de Investigação destinada a investigar o Sistema Carcerário  visita nos dias 02 e 03 de julho o Centro de Detenção de Pinheiros, penitenciária de Vencesleu II e ao Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes, em São Paulo.  A comissão, integrada por sete parlamentares, irá verificar as condições dos presídios e apurar denuncias de regalias a detentos que integram facções criminosas.

O deputado federal Alberto Fraga (DEM) contou que durante as visitas os parlamentares deverão conversar com os diretores, agentes penitenciários e alguns internos. Também serão analisadas as condições das penitenciárias.  Fraga lembrou que um dos principais problemas dos presídios brasileiros é a superlotação. Ele disse ainda que é necessário enxugar o sistema carcerário de pessoas que poderiam cumprir penas alternativas ou estar em regime semi-aberto.

Na  quinta-feira (02), às 14h,  será realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa para tratar das condições do sistema carcerário paulistano. Entre os convidados da audiência estão o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre Moraes; diretor do DEIC de São Paulo, Emidio  Machado; secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes; juiz coordenador do Departamento Estadual de Execuções Crimanais, Luiz Augusto Teotônio, entre outros convidados.

A primeira da visita da CPI foi o Conjunto Penal de Feira de Santana, na Bahia, onde ocorreu uma rebelião que deixou nove detentos mortos, sendo dois decapitados, no fim de maio. Semana passada os parlamentares conhecram o complexo de Pedrinhas, na capital São Luís, onde aconteceram mais de 170 mortes desde 2007, segundo a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos.

A comissão é composta pelos deputados  Alberto Fraga  (DEM  – DF),  Rocha (PSDB  – AC), Sérgio Brito (PSB – BA), Fausto Pinato ( PRB – SP),  Major Olímpio  (PDT – SP) e  Roberto Alves ( PRB – SP). A CPI do Sistema Carcerário foi instalada no final de março e tem como tarefa propor  soluções que possam mudar o rumo atual do sistema prisional brasileiro.

Cronograma de atividades

Dia 02 de julho (quinta-feira):
Manhã
– Visita ao Governador Geraldo Alckmin
– Visita ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros.

Tarde:
Audiência Pública com debates e a manifestação dos seguintes convidados:

– Alexandre de Moraes – Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo
– Lincoln Gakiya – Integrante do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO)
– Emidio Machado  – Diretor do DEIC do Estado de São Paulo
– Lourival Gomes – Secretário de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo
– Luiz Augusto Freire Teotônio  – Juiz Coordenador do Deecrim da 6ª RAJ (Departamento Estadual de Execuções Criminais)
– Percival de Souza – Escritor e Jornalista Investigativo Brasileiro
– Fátima de Souza – Repórter do Núcleo Investigativo da Record
– João Rinaldo Machado – Presidente do Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo)
– Daniel Grandolfo – Presidente do SINDASP ( Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo)
– Gilson Pimentel Barreto  – Presidente do SINDCOP (Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista)
–  Antonio Pereira Ramos – Presidente do SINDESPE (Sindicato dos Agentes de Escolta e Vigilância Penitenciária do Estado de São Paulo)

Dia 03 de julho (sexta-feira):
Manhã:
– Visita à Penitenciária Presidente Venceslau II.
– Ouvir Roberto Medina – Coordenador de Unidades Prisionais da Região Oeste do Estado (Croeste)
– Ouvir Funcionários da Penitenciária
– Ouvir Liderança do PCC: Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola)

Tarde:
– Visita ao Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes onde possui Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

Elaine Gomes

Assessora de Imprensa Major Olimpio

Livro: Fomos Todos Enganados?, do escrivão aposentado Carlos Alberto Granito 69

fomostodosenganados

O livro destina-se aos céticos, adeptos da ufologia, curiosos e aos religiosos.
O autor sugere uma nova perspectiva para à análise da Bíblia, iniciando pelo pentateuco, passando pelo livro de Josué, seguindo pelo quatro evangelhos, e chegando na Epístola aos Romanos.
Segue uma sequência lógica sobre à criação.
Afirma que Moisés não veio a ser inspirado por Deus, quando escreveu o livro de Gênesis.
Faz alusão sobre o Jardim do Éden, Adão e Eva, como o primeiro ser humano que teve sua formação geneticamente alterada. E que Adão era contemporâneo de outros seres humanos.
Demonstra e descreve à existências de objetos voadores.
Indica crimes de genocídio ordenados por Moisés e Josué em nome de Deus.
Quanto o personagem de Jesus, demonstra que ele não foi concebido pelo poder do Espírito Santo, sugere contradições em seus ensinamentos, do medo de Pilatos e, sobre o sumiço de seu corpo. Do interesse dos apóstolos, e a não conversão de Paulo de Tarso ao cristianismo, e muito mais.
Boa Leitura!

Livraria Saraiva

Votação da redução da maioridade penal ainda não acabou, diz Alckmin 46

geraldo

FOLHA DE SÃO PAULO

01/07/2015 12h07

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a defender a mudança no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), mesmo depois da redução da maioridade penal ter sido rejeitada no Congresso. “É necessário mudar a lei para crimes hediondos. Defendo isso há dez anos”, disse o governador tucano hoje cedo durante cerimônia de entrega de carros e armas para as polícias militar e civil no Vale do Anhangabaú, zona central de São Paulo.

Sobre a votação, Alckmin fez questão de lembrar que o processo no Plenário ainda não acabou. “Na semana que vem ou daqui a duas semanas deverá ser votado o texto original”. O que na prática pode fazer com que a redução da maioridade penal seja aprovada.

“Não pode ficar do jeito que está. Tem que haver punição separada, em área isolada. O que não estabelece limite deseduca”. De acordo com o governador tucano, a proposta que ele defende, encaminhada ao Congresso no passado, aumenta de 3 para 8 anos a reclusão de menores infratores que cometerem crime hediondo, como homicídio qualificado e latrocínio (roubo seguido de morte). “Acima dos 18 anos, deve ocorrer a separação [dos demais presos]”.

Nas contas do governador, o Estado de São Paulo tem hoje 10 mil adolescentes. Desse total, 2 mil tem menos de 16 anos. E outros 2 mil, na verdade, são adultos. Os demais 8 mil estão na faixa entre 14 e 16 anos.

Perguntado se existe espaço para separar os adolescentes em áreas isoladas, próprias, Alckmin respondeu: “Sempre tem. Estamos trabalhando para fazer isso rapidamente”.

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Líder do PCC em Praia Grande é executado com 20 tiros 24

Conhecido como TH, homem tem extensa ficha criminal e é suspeito de ter mandado matar policial

DE A TRIBUNA ON-LINE

Thiago Anjos Santos, de 28 anos, conhecido como TH, um dos líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em Praia Grande, foi executado com 20 tiros na tarde desta terça-feira (30) no bairro Anhanguera, em Praia Grande.

Ele havia saído da prisão em 16 de abril, tem extensa ficha criminal e é suspeito de ter mandado matar um policial civil de Praia Grande no ano passado.

Quando chegaram ao local do crime, policiais militares foram informados de que TH já havia sido socorrido por populares e levado ao Pronto-Socorro Quietude, onde chegou morto.

Por enquanto, não há suspeita de autoria do crime, de acordo com a Polícia Civil. No local da ocorrência, testemunhas não quiseram conversar com os policiais militares.

TH tinha muitos inimigos e era sobrinho de Rinaldo Bispo dos Santos, o Talibã, morto há pouco mais de um ano com tiros de fuzil e pistola na Vila Mirim, também em Praia Grande.

O caso foi registrado na Delegacia do Município. As investigações já estão em andamento para tentar identificar os responsáveis pelo crime.

Operação da Polícia Civil prende 139 pessoas na Baixada Santista 5

Foram apreendidas cinco armas de fogo, R$ 40 mil em dinheiro e quase 6 quilos de drogas

GABRIEL OLIVEIRA – A TRIBUNA DE SANTOS 
30/06/2015 – 21:35 – Atualizado em 30/06/2015 – 22:18

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (30) em seis cidades da Baixada Santista resultou na prisão de 139 pessoas e na apreensão de mais de R$ 40 mil, entorpecentes e armas.

Dos 139 capturados na chamada Operação Inverno, 79 tinham mandados de prisão expedidos pela Justiça, principalmente por roubo, furto e tráfico de drogas.

Outras 39 pessoas foram conduzidas à delegacia e assinaram termos circunstanciados (quando o crime é de menor potencial ofensivo). Nove adolescentes acabaram detidos por atos infracionais.

Durante a operação, que ocorreu em Bertioga, Guarujá, Santos, Cubatão, São Vicente e Praia Grande, 12 homens foram presos em flagrante por tráfico. Os policiais apreenderam 5,7kg de entorpecentes, sendo 3,360kg de maconha, 2,183kg de cocaína e 164g de crack, e mais R$ 40.514,90.

“Estamos fazendo costumeiramente essas operações. Funciona assim: a investigação vai mapeando a criminalidade, vamos pedindo autorizações para entrar nas casas e mandados de prisão pra pegar pessoas envolvidas em crimes contra o patrimônio, que é um dos nossos focos. Nós juntamos todo esse material e marcamos a operação”, explica o delegado Seccional de Santos, Manoel Gatto Neto.

Foram apreendidos dinheiro, drogas e cinco armas na operação, que envolveu 156 policiais civis e 66 viaturas

A operação, que contou com 156 policiais civis e 66 viaturas, recuperou dois veículos roubados e apreendeu cinco armas de fogo, entre elas uma submetralhadora em Cubatão e uma pistola 765 com silenciador em Santos. Foram apreendidos ainda 13.976 objetos, a maior parte de DVDs, CDs e cigarros falsificados, e 84 máquinas caça-níqueis.

“Essa operação é importante porque ataca o crime de maneira geral, transmite à população a sensação de segurança e mostra que a Polícia está atuante. Os números por si só falam isso”, afirma o delegado.

No início do mês passado, outra operação da Polícia Civil prendeu 92 pessoas na região, sendo nove em flagrante.

Em operação, policiais retiraram 5,7 quilos de entorpecentes das ruas da Baixada Santista

‘Prisão não soluciona violência, mas faz justiça’, diz senador Aloysio Nunes 34

Mariana Schreiber
Da BBC Brasil em Brasília

30/06/201509h07

  • Alan Marques 13.mai.2013/Folhapress

    O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que irá contra o acordo entre seu partido e o PMDB para votar alteração na maioridade penalO senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que irá contra o acordo entre seu partido e o PMDB para votar alteração na maioridade penal

Defensor da redução da maioridade penal para crimes considerados mais graves, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) reconhece que prisão não é solução para a violência, mas argumenta que punir é questão de justiça.

“Não, não é (solução), mas é um castigo para quem comete um crime. Quem comete um crime tem que receber punição”, disse em entrevista à BBC Brasil.

Sua proposta de redução serviu de base para o acordo costurado entre deputados do PMDB e PSDB, que tentam aprovar a medida nesta terça-feira, no primeiro turno de votação na Câmara. Por ser uma tentativa de mudar a Constituição, é necessário o apoio de 60% dos parlamentares, em duas votações na Câmara e no Senado.

Originalmente, a proposta defendida pelo presidente da casa, Eduardo Cunha, diminuía a idade mínima para julgamento penal de 18 para 16 anos em todos os crimes.

O acordo costurado pelos dois partidos, a contragosto do PT, prevê a redução da maioridade em casos considerados mais graves, como homicídio, roubos cometidos em conjunto por duas pessoas ou mais e crimes hediondos (estupro, tráfico de drogas, extorsão mediante sequestro, entre outros).

Nunes, porém, não gostou do texto combinado entre os dois partidos e disse que não apoiará essa proposta no Senado, caso ela seja aprovada na Câmara.

O acordo entre tucanos de peemedebistas deixou de fora um ponto da proposta do Senador que ele considera fundamental. Seu projeto prevê que a redução não seria automática, mesmo para crimes graves. Em cada caso, o Ministério Público e o juiz decidiriam se o jovem deveria ou não ser julgado como adulto.

Seu posicionamento revela que não há consenso dentro do partido. A proposta de redução da maioridade é polêmica e tem enfrentado resistência de grupos de direitos e organismos internacionais, como a ONU.

“Quando o adolescente comete um crime grave, ele tem sim que ser punido mais gravemente, desde que tenha capacidade intelectual, seja capaz de entender, de assumir responsabilidade. Não se trata de clamor popular não, mas de sentimento de justiça”, afirmou Nunes, que foi ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso.

A entrevista foi concedida na sexta-feira, antes de o senador ser citado pelo empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, como um dos políticos beneficiados por doações de suas empresas. Segundo a revista “Veja”, que teve acesso ao conteúdo da delação de Pessoa à Operação Lava Jato, o tucano teria recebido em 2010 R$ 200 mil para sua campanha ao Senado.

No ano passado, Nunes concorreu a vice-presidente na chapa de Aécio Neves, que também recebeu recursos da UTC, assim como a campanha da presidente Dilma Rousseff.

Em nota, Nunes confirmou que recebeu R$ 200 mil da empreiteira, mas disse que a doação foi legal e que ele não teria nenhuma condição de exercer influência política na Petrobras. Afirmou ainda que os recursos foram solicitados a seu amigo João Santana, diretor presidente da Constran, empresa que se associou à UTC.

Confira os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil – O projeto que será votado nesta terça-feira é fruto de um acordo entre PSDB e PMDB que incorpora parte da sua proposta de redução da maioridade penal.

Aloysio Nunes – Incorpora um pouco. Não gosto do acordo que foi aprovado lá, não.

BBC Brasil – Por quê?

Nunes – Não gostei porque a minha proposta de redução da maioridade penal era mais cautelosa. Eu procurei manter a regra geral (de maioridade penal) dos 18 anos, mas a possibilidade de já a partir de 16 anos se aplicar o Código Penal nos casos em que o adolescente tivesse cometido um crime hediondo, ou fosse uma pessoa que tivesse muitas vezes reincidido em crimes violentos.

Mas essa aplicação, mesmo nesses casos, não seria automática, passaria por um exame criterioso do Ministério Público e do Judiciário para saber se aquele adolescente tem condições de assumir a responsabilidade, portanto, ser julgado de acordo com o Código Penal.

A proposta encaminhada na Câmara suprime esse filtro de cautela que é a observância do Ministério Público e do Judiciário. Eu vou insistir aqui no Senado na minha proposta original.

BBC Brasil – Qual a importância desse filtro?

Nunes – A importância é que você tem a possibilidade de examinar concretamente se aquele adolescente tem o desenvolvimento mental que o habilite a assumir a responsabilidade pelos seus atos – qual é o grau da sua periculosidade, verificar as circunstâncias do delito que ele cometeu, suas motivações.

É uma decisão customizada sobre se aquele caso merece realmente uma aplicação mais rigorosa. Na proposta da Câmara, a partir de 16 anos, simplesmente, cometendo esses crimes (hediondos ou violentos), já é julgado pelo Código Penal.

BBC Brasil – Esse texto então é um acordo entre PSDB e PMDB da Câmara?

Nunes – Sim, eles fizeram lá um entendimento.

BBC Brasil – O PSDB do Senado não seguirá o acordo?

Nunes – Vou manter meu ponto de vista. Essas questões são muito delicadas e nem sempre comportam alinhamento de bancada. Eu tenho meu ponto de vista e não vou me afastar dele.

BBC Brasil – Sua proposta prevê a construção de unidades de detenção específicas para jovens entre 16 e 18 anos, para evitar que eles sejam mantidos nas prisões onde a reincidência (volta ao crime) é muito alta. Isso foi incorporado pela Câmara.

Nunes – A ideia é separar esses adolescentes que cometeram essas ações mais violentas e mais graves, separá-los dos demais adolescentes que estão lá por razões menos relevantes e também separá-los dos adultos

BBC Brasil – Não está claro no texto que saiu da Câmara como será essa transição, pois num primeiro momento essas unidades não estarão construídas.

Nunes – A minha proposta é a seguinte, enquanto essas unidades não estiverem construídas, (a redução) não se aplica.

BBC Brasil – E o senhor teria ideia de qual seria o impacto fiscal dessa medida?

Nunes – Não, não há de ser grande coisa porque não é um número grande de casos. Mas são casos emblemáticos, casos que merecem efetivamente uma punição mais grave, um isolamento maior do convívio social de pessoas que revelaram por suas ações um potencial ofensivo grande. Mas não é regra, não.

BBC Brasil – A população carcerária cresceu fortemente no país nas ultimas duas décadas, mas a criminalidade permanece como um problema grave. Prisão é solução para a violência?

Nunes – Não, não é, mas é um castigo para quem comete um crime. Quem comete um crime tem que receber punição. Isso é algo absolutamente pacífico aqui no Brasil, nos Estados Unidos, no mundo todo. Essa punição tem, no direito penal moderno, sobretudo a função de ressocializar, de recuperar a pessoa que delinquiu, mas ela não deixa de ser uma punição. Agora, a prisão é uma delas, mas não é a única punição possível. Você tem as chamadas penas alternativas à pena privativa de liberdade que são aplicadas e que precisariam até ser mais aplicadas do que são hoje.

Em segundo lugar, a superlotação carcerária se deve muito ao número absurdo de presos temporários, pessoas que estão presas sem condenação. Isso representa 40% da população carcerária de hoje, e isso se deve à morosidade da Justiça, a inquéritos mal feitos, que acabam agravando a superlotação.

Por outro lado é preciso construir mais presídios. Se a polícia prende, a sociedade quer que a pessoa presa cumpra sua pena, pena de prisão. Para isso precisa ter presídio. Infelizmente, a construção de presídios é a última das prioridades dos governos no Brasil.

BBC Brasil – Sobre essa questão da superlotação, outro tema importante é a prisão do tráfico. Alguns estudiosos do assunto dizem que há muitas pessoas sendo presas com pequenos portes de droga, sem terem cometido crimes violentos, que poderiam estar sendo punidas de outras formas, com penas alternativas. O senhor concorda?

Nunes – Estou totalmente de acordo. Inclusive esse filtro que a minha proposta de redução de maioridade penal insiste em manter, de uma análise de cada caso pelo Ministério Público e pela Justiça, é exatamente motivada por uma preocupação com os menores infratores que estão presos por tráfico de entorpecentes. Em São Paulo, isso representa 22% dos menores que estão detidos na chamada Fundação Casa.

E tráfico de entorpecente pela legislação brasileira é considerado crime hediondo. Então, se você não tiver esse filtro para verificar se realmente aquele adolescente que foi apanhando traficando droga, ele fez isso apenas para sustentar sua própria dependência, se ele está fazendo isso porque não teve outra oportunidade na vida, se ele está fazendo isso coagido, obrigado por um criminoso, que se utiliza dele. Se a gente não tiver condições de examinar exatamente as circunstâncias em que esse adolescente atuou no tráfico de drogas, nós vamos ter um crescimento absurdo em condenação com base em tráfico de drogas.

BBC Brasil – Os críticos da redução dizem que o resultado para conter a violência seria pequeno, pois os jovens respondem por uma pequena parte dos homicídios e outros crimes violentos.

Nunes – Você sabe qual é a taxa média de elucidação de crimes de homicídio no Brasil? 8%. Então, essas estatísticas, é tudo muito chutado. Não tem dado para isso. Não adianta argumentar com base em estatística porque essas estatísticas são furadas, são falhas, não existem e, quando existem, apontam um grau baixíssimo de elucidação. Então, quando você diz que é um número muito pequeno, você diz isso com base em nada.

Agora, quando o adolescente comete um crime grave, que demonstra crueldade, capacidade enorme de prejudicar os outros, ele tem sim que ser punido mais gravemente, desde que tenha capacidade intelectual, desenvolvimento cognitivo, seja capaz de entender, de assumir responsabilidade. Disso eu não tenho nenhuma dúvida. Não se trata de clamor popular, não, mas de sentimento de justiça.

BBC Brasil – Os críticos da redução também argumentam que a medida atingiria a parcela mais marginalizada da população, jovens pobres, negros, e que o melhor caminho seria investir na educação dessas pessoas.

Nunes – Isso é óbvio. É claro que precisa investir em educação, em saúde, em lazer. Agora, o argumento de que vai punir mais as pessoas pobres, esse argumento também servira para dizer: “Olha, se for pobre, põe na rua, não prende. Adulto ou adolescente, a mesma regra, impunidade”.

BBC Brasil – O PT primeiro tentou atrair o PSDB para um acordo contra a redução da maioridade, mas o PSDB acabou fazendo acordo com PMDB. Tem gente criticando o PSDB por às vezes estar se afastando de ideais do partido e assumindo posturas mais reacionárias para atingir o PT.

Nunes – Isso não é contra ideais do partido coisa nenhuma. Na campanha eleitoral nossa, que o Aécio (Neves, candidato derrotado à presidência) teve 51 milhões de votos, ele defendeu a tese que eu defendo. Muito frequentemente os partidos fazem entendimentos em votações de projetos de lei, de matérias legislativas.

Esse tipo de entendimento parlamentar é muito comum, principalmente em matérias cujo quórum necessário para aprovação é muito alto.

Por exemplo, agora mesmo o PT está fazendo um acordo com o PSDB no Senado para aprovar um projeto de lei de autoria do senador José Serra (PSDB-SP) que prevê o aumento do tempo de internação da criança e do adolescente (o projeto prevê ampliação do tempo máximo de internação de menores infratores de 3 anos para 8 anos). O autor é o Serra e o relator é o líder do governo (no Congresso), o senador José Pimentel (PT-CE). Então, isso é muito comum.

BBC Brasil – Qual seu sentimento em relação à votação no Senado? O senhor acha que a maioria vai apoiar seu projeto ou pode ser que passe esse texto da Câmara?

Nunes – Não saberia dizer. Meu projeto inicialmente foi rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, por uma margem muito pequena de dois votos, mas depois eu consegui um recurso para levá-lo ao plenário, com 35 assinaturas. Então, eu não teria como prever.

Acho que provavelmente o que o Senado vai fazer na próxima semana (nesta semana) é aprovar esse projeto de lei do Serra, que prevê a ampliação do tempo mínimo de internação, em casos graves. No Estatuto da Criança e do Adolescente, hoje é de três anos, ele está propondo aumentar para oito anos. O relator é do PT, o Pimentel, líder do governo no Congresso. Eu acho que tem chances de aprovar, sim.

BBC Brasil – O senhor então vai tentar levar à votação sua proposta, independentemente do acordo do PSDB na Câmara?

Nunes – Exatamente. Eu acho prudente ter esse filtro para não ficar aplicando de forma tão automática a lei penal em casos que merecem um exame individual, cauteloso, da personalidade do adolescente.

Governador Geraldo Alckmin deu posse a 188 agentes civis e 107 escrivães 74

Mais 295 policiais civis para o Estado de São Paulo

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Foto: A2img / Ciete Silvério

O Estado de São Paulo passa a contar com 295 novos policiais civis remanescentes do concurso prestado em 2012, empossados nesta segunda-feira, 29, no Palácio dos Bandeirantes. Os novos agentes agora seguem para o curso de formação da Academia de Polícia Civil (Acadepol) e lá permanecem durante três meses e meio.

Neste período serão realizados estudos sobre direitos humanos, criminalística, técnicas de abordagem, entre outros temas. Ao final do curso, os policiais farão estágio supervisionado durante 15 dias e então esatrão aptos para reforçar o efetivo da Polícia Civil.

“Nós estamos muito felizes com a nomeação de vocês, novos escrivães e novos agentes policiais. Homens e mulheres que vão reforçar esse time do bem, da lei e da proteção da pessoa”, disse o governador Geraldo Alckmin durante a solenidade.

Reforço

Ainda durante o evento, Alckmin assinou promoção de 178 delegados, que subirão de classe por merecimento e antiguidade. As promoções atingirão todos os níveis de classe – de 3ª para 2ª, de 2ª para 1ª e de 1ª para especial.

Além dos policiais empossados, estão em andamento outros concursos para a Polícia Civil em São Paulo, totalizando 2.301 novos postos policiais. Serão 129 delegados, 788 escrivães e 1.384 investigadores.

Para reforçar a Polícia Militar existem processos seletivos que preencherão 4 mil vagas de soldado 2ª classe e 240 para alunos oficiais da Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB). O governador autorizou, ainda, mais 1.741 cargos para soldados, que serão abertos em breve. Além disso, 6.362 futuros PMs já estão em formação nas academias da Polícia Militar.

Para a Polícia Técnico-Científica existem concursos em andamento para selecionar 996 policiais. Deste número sairão 89 atendentes de necrotério, 447 peritos, 140 médicos legistas, 120 fotógrafos técnico-periciais, 55 desenhistas técnico-periciais e 145 auxiliares de necropsia.

Do Portal do Governo do Estado

Rio: tráfico mata PM e faz zombaria em favela ‘pacificada’ 18

Bandidos comemoram e se exibem com armas no Facebook após matarem sargento com tiro no peito no Morro do Zinco, no Estácio, bairro com UPP há quatro anos

Por: Leslie Leitão, do Rio de Janeiro

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Os confrontos diários nas favelas classificadas pelo governo fluminense como pacificadas não param, e os criminosos, a cada dia, parecem se sentir mais à vontade. Na manhã desta quinta-feira, o sargento Tarsis Doria Noia, de 40 anos, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do São Carlos, foi emboscado e baleado no peito quando chegava a uma padaria para tomar café da manhã, no Morro do Zinco, que integra o complexo de favelas do Estácio, no centro da cidade. Levado para o Hospital Central da Polícia Militar, ele não resistiu. Sua morte gerou uma enxurrada de comentários e até comemorações de bandidos nas redes sociais.

Na página Morro do São Carlos Tudo A, no Facebook, o recado desafiador foi direto: “UPP não ronca aqui não. Vem FDP (sic). Agora vai morrer mais um. Nossa tropa tá na pista, a gente tá cheio de ódio”. Somente neste mês de junho, este foi o quarto policial atingido por tiros em ataques de traficantes da região. Nesta quarta, durante intenso tiroteio no vizinho Morro da Mineira, o soldado Luiz Felipe Marçano foi ferido no braço e outros dois moradores atingidos por balas perdidas. Um outro internauta, se identificado como Dayvidson Mauricio, postou a foto do policial morto, xingou e desafiou a polícia: “Não tenho nenhum medo de polícia. Qualquer coisa rastreia meu facebook e vem atrás de mim. Vem, neném. A bala come firme”.

Na página usada pelos traficantes, eles posam para fotos andando tranquilamente pelo Complexo de São Carlos com pistolas, granadas, metralhadoras. Numa das legendas, um criminoso, de costas, levanta a mão com o sinal do L (símbolo da facção Amigos dos Amigos) e ironiza: “Paz no visual”. Em outra imagem, um traficante esconde o rosto com o boné e exibe seu armamento. Há imagens mostrando ainda carregamento de maconha ainda prensada e pacotes de dinheiro obtido com a venda de drogas.

O sargento Noia foi o sexto policial assassinado dentro de uma UPP somente este ano e o 22º desde que o projeto foi implantado, em dezembro de 2008. No total, 203 policiais foram baleados nas áreas consideradas pacificadas pela secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro – 62 dos casos ocorreram em 2015.

Brasil já é o maior do mundo , segundo ONU 40

Consumo de cocaína no Brasil é 4 vezes superior à média mundial

Jamil Chade – Correspondente de O Estado de S. Paulo

26 Junho 2015 | 06h 54

Prevalência de usuários supera a dos Estados Unidos; segundo ONU, País se tornou o maior centro de distribuição da droga

GENEBRA – O Brasil se transforma em um dos maiores mercados para a cocaína, com uma prevalência que supera a dos Estados Unidos e atinge mais de quatro vezes a média mundial. Os dados foram publicados nesta sexta-feira, 26, pelo Escritório de Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês), que também revela que o Brasil passou a ser o maior centro de distribuição de cocaína no mundo da última década, citado em 56 países como o local de trânsito da droga.

Segundo a ONU, produção de coca no mundo parece ter atingido seu ponto mais baixo desde 1990. O informe também aponta para uma contração nos mercados dos Estados Unidos e da Europa.

Cocaína apreendida pela PF no Aerporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo; 30% da droga confiscada no País tem o mercado externo como objetivo
Cocaína apreendida pela PF no Aerporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo; 30% da droga confiscada no País tem o mercado externo como objetivo

Mas é o consumo na cocaína na América do Sul que mais preocupa e o Brasil segue uma tendência inversa. A taxa de prevalência da droga na região passou de 0,7% da população em 2010 – com 1,8 milhões de usuários – para 1,2% em 2012, um total de 3,3 milhões de pessoas. As taxas sul-americanos são hoje três meses a média mundial e parte do aumento teria ocorrido por causa do aumento do mercado no Chile e na Costa Rica.

“Mas o aumento do uso de cocaína na região é liderada pelo aumento do uso no Brasil, que é o maior mercado de cocaína na América do Sul”, alertou a ONU. “Apesar de não haver uma pesquisa recente no Brasil, extrapolando dados a partir de pesquisas com estudantes universitários, a UNODC estima que a prevalência do uso da cocaína seja de 1,75% da população adulta do País”, indicou.

O dado se contrasta com a estimativa da ONU de que a cocaína seja consumida por 0,4% da população adulta mundial. Se ela continua elevada na América do Norte e na Europa, o informe revela também que existe uma “tendência geral de queda” nesses mercados.

Nos Estados Unidos, a estimativa é de que a prevalência da cocaína chegue a 1,6% da população a partir dos 12 anos de idade. No total, o mundo contaria com um total de 17 milhões a 20 milhões de usuários da droga.

Neste ano, o informe aponta para uma queda do cultivo da coca, chegando a seus menores níveis desde 1990. Na Colômbia, a capacidade de produção seria a menor desde 1996. Mesmo com um cultivo mundial equivalente a 170 mil campos de futebol, a destruição de áreas levou a uma redução da plantação em 10% entre 2012 e 2013.

Para a ONU, a queda do cultivo pode ter tido um impacto também na queda do consumo, com menor acesso ao produto nos Estados Unidos e no Canadá. Ações coordenadas entre vários países e uma guerra entre grupos criminosos também ajudaram na redução do consumo.

Trânsito. O Brasil ainda foi mencionado 1,7 mil vezes como país de trânsito entre 2005 e 2014. Em termos de citações, é superado pela Argentina, mencionada em cerca de 2,1 mil casos em dez anos. Mas o número de países que indicaram o Brasil é o maior do mundo, revelando que o território nacional seria a maior base de exportação da droga.

Quarenta e cinco países de destino da cocaína mencionaram a Argentina como ponto de trânsito, contra 31 para a Colomba. Incluindo todas as demais drogas, apenas o Paquistão supera o Brasil, com 178 países do mundo o citando local de trânsito da heroína.

“Por conta de sua posição geográfica, o Brasil tem um papel estratégico no tráfico de cocaína, e os confiscos dobraram no País em 2013 para mais de 40 toneladas”, indicou a ONU.

“A cocaína entra no Brasil por avião, por terra (carros, caminhões e ônibus), por rio (barcos que cruzam o Amazonas), antes de ser enviada para o exterior, principalmente para a Europa, tanto de forma direta como via África”, declarou a ONU – 30% da droga confiscada no Brasil tem o mercado externo como objetivo.

Somando todas as drogas ilícitas, a ONU estima que existam 246 milhões de usuários no mundo, pouco mais de 5% da população entre 15 e 64 anos de idade – 27 milhões de pessoas seriam dependentes, dos quais metade por drogas injetáveis.

Perseguição policial divide opiniões 50

Publicado em 28 de jun de 2015
As principais notícias do Brasil e do Mundo você acompanha de segunda a sábado, as 19h20, no Jornal da Band. Este vídeo também pode ser visto no portal band.uol.com.br .
Reportagem de Sandro Barboza

A coerência de opiniões entre o atual secretário de segurança pública e o antigo ocupante da pasta do governo de Geraldo Alckmin.

DEATUR, nova fonte de arrecadação: BINGOS DA CAPITAL PAULISTA 50

deatur

DELEGACIA DE DEFESA DO TURISTA APOSTADOR 

Estranho método de “trabalho” está  sendo empregado  pela  DEATUR, Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista, do DECADE.

Escapando totalmente as suas atribuições legais a referida especializada investe contra clubes de Poker e salas de bingo da capital paulista.

Para moralizar a polícia e combater a contravenção ?

Não!

Apenas para arrecadar propina.

Observem a sofisticação:

Além de manterem um depósito na Penha especialmente para apreensões de equipamentos e máquinas de jogos, policiais daquele departamento, principalmente os Srs. K., D., E e Sra. N., desenvolvem suas empreitadas criminosas munidos de “O.S. ” ( ordem de serviço ) fria.

Assim, a pretexto de cumprirem ordens superiores , decorrentes de inquéritos iniciados em razão de reclamações de turistas vítimas , estouram as casas fazendo verdadeiro “arregaço” ; destruindo o patrimônio e apreendendo  material que é desviado para o referido deposito na Penha.

Muitas vezes nem B.O. e auto de apreensão, descrevendo pequena parte da apreensão , são lavrados.

E depois?

Depois é o seguinte: Olha se quiser reabrir e reaver o material apreendido terá que pagar mensalmente R$ 10.000,00!

Em cerca de seis meses desse novo método de trabalho, já acumulam uma elevada fonte de renda ilícita.
A Corregedoria Geral deveria apurar tais fatos antes que o GAECO o faça.

É muita cara de pau e ousadia desses policiais.

O investigador chefe  F.  será que sabe?

E o delegado Diretor?

Muito estranho,  não é de responsabilidade deles verificar a atuação dos subordinados ?

Enfim, aparentemente , a DEATUR não quer viver apenas de superfaturamento de ternos e venda de serviços de segurança VIP…