Justiça do RJ condena 8 PMs bandidos por tortura, morte e sumiço de Amarildo; policiais honestos testemunharam contra os conspurcardores da lei e da Instituição 39

Justiça do RJ condena 8 PMs por tortura, morte e sumiço de Amarildo

Do UOL, em São Paulo

31/01/201622h41 > Atualizada 01/02/201610h50

  • Daniel Marenco/Folhapress

    Major Edson Santos recebeu a maior pena entre os PMs condenados: 13 anos e 7 meses

    Major Edson Santos recebeu a maior pena entre os PMs condenados: 13 anos e 7 meses

A juíza da 35ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Daniela Alvarez Prado, condenou, pelo menos, oito policiais militares pela tortura seguida de morte e ocultação de cadáver do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, informou na noite deste domingo (31) o programa Fantástico, da “TV Globo”.

Amarildo desapareceu no dia 14 de julho de 2013, após ser levado por PMs para a sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), localizada no Alto da Rocinha, comunidade da zona sul do Rio de Janeiro. Os PMs suspeitavam que o ajudante de pedreiro sabia onde os traficantes locais escondiam armas e drogas.

As investigações da Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que Amarido foi torturado até a morte, atrás dos contêineres onde funciona a UPP. Ao menos 25 PMs foram denunciados à Justiça por participação nos crimes.

Zulmair Rocha/UOL

Família ainda espera encontrar o corpo de Amarildo

O chamado “Caso Amarildo” teve ampla repercussão e motivou várias manifestações contra a violência em todo o país. A juíza Daniela Alvares Prado escreve em sua sentença que Amarildo era foi “vítima de uma cadeia de enganos, era vulnerável à ação policial, além de ser ‘negro e pobre, dentro de uma comunidade à margem da sociedade’ “.

O comandante da UPP, major da Polícia Militar Edson Santos, recebeu a maior pena “por ser um superior que deveria dar exemplo aos subordinados”, de acordo com a sentença da juíza: 13 anos e sete meses em regime fechado pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual. Em depoimento, ele chegou a afirmar que Amarildo havia sido ouvido na UPP por alguns minutos “e deixou o local a pé e sozinho”. O major acusou traficantes de terem matado o ajudante de pedreiro.

Ao UOL, o advogado de Santos, Saulo Salles, afirmou ainda não ter sido notificado a respeito da decisão da juíza. “Vou no fórum ainda hoje para ver se isso procede ou não. A defesa não tem ciência porque não houve qualquer notificação. O último movimento do processo era de outubro do ano passado”, disse ele. Como a sentença é de primeira instância, cabe recurso. “De qualquer forma, vamos recorrer.”

A reportagem do Fantástico informa também que o subcomandante da unidade, tenente da PM Luiz Felipe de Medeiros, foi condenado a dez anos e sete meses de prisão. De acordo com a sentença, “ele orquestrou o crime junto com o major Edison”.

O soldado Douglas Roberto Vital Machado foi condenado a 11 anos e seis meses em regime fechado, “por ter atuado desde a captura de Amarildo até a morte dele”.

Os soldados da PM Marlon dos Campos Reis, Jorge Luís Gonçalves Coelho, Jairo da Conceição Ribas, Wellington Tavares da Silva e Fábio Brasil da Rocha da Graça foram condenados a dez anos e quatro meses.

Todos os condenados deverão ser expulsos da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A reportagem não informa a respeito do veredicto dos outros 17 denunciados. Ainda cabe recurso à decisão em primeira instância.

Covardia

Na sentença, a juíza critica a atuação da Polícia Militar do Rio de Janeiro: “nos deparamos com a covardia, ilegalidade, o desvio de finalidade e o abuso de poder exercido pelos réus”.

A investigação revela que policiais militares, que não participaram da ação criminosa, foram obrigados a ficar dentro dos contêineres, com expressa proibição de saírem do local. Um deles contou, em depoimento, que ouviu as seguintes palavras proferidas por Amarildo: “Não, não, me mata, mas não faz isso comigo!”.

Depois da tortura, o major Edison Santos mandou os policiais que estavam nos contêineres fossem embora: “Vai todo mundo embora, não quero ninguém aqui!”.

A investigação sobre o destino do corpo de Amarildo prossegue. Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) são suspeitos de retirarem o cadáver da vítima em uma viatura.

Entrevista – Alexandre de Moraes: ‘É possível prevenir homicídios em SP’, diz secretário de segurança 68

Entrevista. Alexandre de Moraes

Secretário da Segurança diz que nº de mortes caiu após ação direta em bares e locais onde há violência doméstica

‘É possível prevenir homicídios em SP’, diz secretário de segurança

Alexandre Hisayasu, Ana Carolina Sacoman – O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2016 | 05h 00 – Atualizado:30 Janeiro 2016 | 23h 54

Há pouco mais de um ano à frente da Segurança, a gestão do secretário Alexandre de Moraes alcançou uma marca histórica, com a menor taxa de homicídios, 8,73 casos por 100 mil habitantes, do País. Mesmo com as estatísticas criminais favoráveis, ele nega ter interesse em disputar as eleições para a Prefeitura neste ano ou para o governo estadual, em 2018. Em entrevista ao Estado, disse que o Movimento Passe Livre (MPL) é antidemocrático e que deu total liberdade para a Polícia Civil investigar a fraude na distribuição da merenda escolar, na qual os suspeitos citam nomes do Executivo e do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), como supostos envolvidos no esquema.

No passado, o senhor fez relação entre crimes patrimoniais e o “boom” econômico. Até onde a crise interfere nas estatísticas?

Continuo achando a mesma coisa. Não é algo só do Brasil, mas a questão da crise, muito desemprego, acaba gerando impacto. Se a gente pegar os três últimos meses (de 2015), quando a crise afetou mais, principalmente o roubo e o furto aumentaram um pouco. Existe uma relação, não só no Brasil, mas no mundo, que uma crise econômica maior, com as pessoas mais necessitadas de dinheiro, acaba gerando principalmente um aumento no roubo de carga, na carga de comida. Depois de seis meses de queda de roubo a carga, nós tivemos em outubro, novembro e dezembro um ligeiro aumento. Não significa dizer que tem relação entre ficar desempregado e virar criminoso, mas a criminalidade acaba tendo um incremento.

Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, durante entrevista ao Estado 
Alexandre de Moraes, secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, durante entrevista ao Estado

Além de roubo e furto, houve aumento de latrocínios no quarto trimestre de 2015.

O latrocínio teve uma pequena variação, são quatro a mais (de 89 para 93 casos no Estado, em comparação com o quarto trimestre de 2014). É crime que se combate de uma forma reflexa: a pessoa não sai para praticar latrocínio, ela sai para praticar um roubo. Costumo dizer que é um roubo que não deu certo até para a própria pessoa que saiu para praticar, e geralmente está muito ligado à droga. É um crime que você combate pelo roubo. Antes, nós tínhamos 42% dos latrocínios ligados ao roubo de veículo: põe a arma, a pessoa assusta, o carro dá aquele tranco e o outro atira. Caiu o roubo de veículo, caiu o latrocínio. Ou seja, é crime reflexo.

Qual o motivo da queda constante nos índices de homicídio?

Todo crime é grave, mas homicídio é prioridade. Já vem caindo desde 1996. Desde 2001, tivemos dois aumentos. Incrementamos a fiscalização das situações que podem causar homicídio. Terminamos o ano de 2014, no Estado, com 10,14 (casos por 100 mil habitantes). Baixou de 10, baixou de 9 e chegou a 8,73. E, se continuar nesse ritmo, vai baixar mais ainda. Tradicionalmente, todo georreferenciamento (estratégia policial) de viaturas, rotas de viaturas, tudo é mais ligado ao crime de patrimônio, que é um volume maior. Eu aumentei um ingrediente que é o homicídio, que é possível prevenir.

Existe circunstância mais favorável para um homicídio?

Bar, sábado, chegando mais para a noite, é o dia maior com homicídio. Nós fortalecemos o policiamento, diferentemente dos demais dias. Agora, sábado à noite é o dia com menor índice de roubo de carga, de roubo, de crimes contra o patrimônio. Nós mudamos o policiamento privilegiando o combate ao homicídio. Estou agora esperando o Ministério Público dar provimento aos cargos da Promotoria de Violência Doméstica para verificar mais detalhadamente os locais onde há violência doméstica, para tentar combater previamente (as mortes dentro de casa). Briga de bar você previne pedindo para as prefeituras verificarem horário, verificarem o bar, fecharem se está irregular.

Especialistas em segurança criticam a forma de divulgação das estatísticas de maneira “fatiada”, privilegiando os melhores índices. O senhor vai continuar “fatiando”?

Fatiar é uma expressão da imprensa. Eu vou continuar divulgando em dias diferentes até o dia 25 de cada mês, porque eu acho que é muito mais interessante para a sociedade do que você colocar todos os índices no mesmo dia. Vocês não vão pegar nenhuma divulgação minha só de índice bom, sempre tem um critério. Nenhum dado deixou de ser divulgado.

É difícil fazer as Polícias Militar e Civil trabalharem juntas sem que haja brigas entre as corporações, como ocorreu nas investigações da chacina dos 19 mortos?

É até natural que isso ocorra, mas quando extrapola, aí a secretaria tem de entrar. A primeira reunião com o comandante-geral e o delegado-geral, até por ter a experiência de ter filhos gêmeos, eu disse que saberia conviver muito bem com isso (rivalidade), porque eu sei que não se pode dar uma coisa para um e não dar para o outro, não pode favorecer um e desfavorecer o outro, porque nenhum secretário da Segurança consegue andar numa perna só. A nossa estrutura de segurança pública tem duas pernas. Instituições não precisam se gostar, elas precisam se respeitar. Se dá faísca embaixo, a gente resolve em cima.

O que o senhor espera das próximas manifestações do Movimento Passe Livre (o grupo anunciou pouco depois que só voltaria às ruas em fevereiro)?

A estratégia não muda. Tem de ter comunicação prévia. Não sou eu quem pede, é a Constituição que exige. Em todos os países democráticos, se exige a comunicação prévia, informar quem são os responsáveis, etc. O Passe Livre é o único que em todas as manifestações não só não comunica (trajeto) como tem depredação.

Foi noticiado que o senhor teria feito uma provocação ao deputado Fernando Capez no Facebook pelo fato de o nome dele ser citado como investigado e ele ser um eventual rival numa disputa para o governo do Estado em 2018.

Até ontem disseram que eu era candidato a prefeito. Agora falaram que vou ser candidato a governador e que foi uma provocação (postagem no Facebook). Todas as grandes operações da polícia eu coloco no meu Facebook. Não sei onde inventaram isso.

Sobre os boatos sobre suas candidaturas. Se filiar ao PSDB, em dezembro, fez com que aumentassem…

Eu voltei à vida pública em janeiro de 2015. Em março, já falavam que eu seria candidato (a prefeito de São Paulo). Boato é boato. Nunca ninguém viu eu dar motivo para esses boatos. Eu fui no Roda Viva (TV Cultura), em março, e eu perguntei de onde tiraram isso. E responderam que eu viajava muito com o governador Geraldo Alckmin para o interior.

Com os índices em queda, seu nome seria o dos sonhos do governador, não?

Eu não vou reclamar que vocês imaginem isso. Para mim, é uma honra ser o nome dos sonhos… Mas, antes de ser tucano, PSDB, eu sou “alckmista”, independentemente do partido em que eu estava. Mudei de partido (do PMDB para o PSDB) porque sou secretário da Segurança Pública do governador Geraldo Alckmin. Talvez, se eu tivesse falado que seria candidato, em março, esse assunto estaria encerrado. O PSDB nem definiu os pré-candidatos à Prefeitura e já dizem que sou pré-candidato a governador. Isso não existe. Eu tenho compromisso com o governador de ficar até o fim do mandato dele. E tenho histórico de nunca ter sido candidato a nada.

Transcrito de O Estado de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

IMUNDÍCIE – Quadrilha de PMs comandada por oficiala especializada em achacar, traficar e matar…Cadeia e rua para esses sujismundos da lei e da Polícia 53

Corregedoria investiga 11 PMs por achaque e revenda de drogas

Alexandre Hisayasu – O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2016 | 05h 00 – Atualizado: 01 Fevereiro 2016 | 07h 40

Policiais do 2º Batalhão, foram indiciados também por cobrar mensalidade de casa de bingo, forjar flagrantes e até matar

SÃO PAULO – A Corregedoria da Polícia Militar investiga policiais do 2.º Batalhão, na zona leste de São Paulo, por suspeita de formação de quadrilha. Onze PMs foram indiciados por achacar traficantes, roubar drogas de pontos de tráfico para revender depois, forjar flagrantes em troca de propina, cobrar mensalidade de casas de bingo e até matar. Na maioria dos crimes, eles estavam em serviço.

O inquérito policial militar da Corregedoria, ao qual o Estado teve acesso com exclusividade, mostra que os crimes foram descobertos, ao longo de nove meses, por meio de escutas autorizadas pela Justiça. Os acusados negam os crimes.

Policiais militares são acusados de formar uma quadrilha para praticar uma série de crimes na zona leste
Policiais militares são acusados de formar uma quadrilha para praticar uma série de crimes na zona leste

Em dezembro, foram decretadas as prisões da tenente Beatriz Marandola da Silva; dos cabos Bruno Marandola da Silva (seu irmão), Ricardo de Nofre, Raphael Mendes Sparapani Oliva, Erick da Silva Andrade, Pedro Henrique Santos da Silva; dos soldados Aquiles da Silva Duarte, Rafael Lima de Albuquerque, Marcio Henrique de Campos, Anderson Teixeira Lopes; e do sargento Reinaldo Luiz José de Lima. Erick e Pedro pertencem ao 29.º BPM.

A apuração começou em abril do ano passado, depois que os promotores do Grupo Externo de Controle da Atividade Policial (Gecep) acionaram a Corregedoria quando descobriram que PMs estavam agindo com um informante que se passava por investigador do Departamento de Investigações Criminais (Deic) para cobrar propina de criminosos. Segundo o grupo, o falso policial apurava nomes e endereços de bandidos, principalmente traficantes, para que os PMs exigissem dinheiro. Em seguida, faziam a partilha.

Escutas revelaram que um criminoso, relutante em dar dinheiro para os PMs, pode ter sido assassinado.

A apuração concluiu que eles descobriram que o informante era um falso policial e passaram a extorqui-lo. Ele, em depoimento aos promotores, revelou que pagou R$ 35 mil para não ser preso ou denunciado.

Sequência de crimes. De abril a dezembro do ano passado, os suspeitos praticaram pelo menos dez crimes, segundo as investigações da Corregedoria.

Em agosto, segundo o órgão, a tenente Beatriz e os demais PMs de sua equipe tentaram forjar flagrante de tráfico de drogas contra dois jovens que foram pegos com R$ 28.780,00 em uma sacola e uma pequena porção de maconha.

As escutas mostram que o cabo Bruno se prontificou a buscar um quilo de maconha na casa do soldado Albuquerque para imputar mais crimes aos jovens. “Se for precisar mesmo, eu te ligo”, disse a tenente em conversa por celular com seu irmão. Ela desistiu da ideia.

No mês seguinte, os cabos Bruno, Nofre e o soldado Albuquerque abordaram dois suspeitos em um ponto de tráfico em Ermelino Matarazzo, na zona leste, mas apenas um foi preso.

Eles disseram no 24.º DP que o rapaz foi surpreendido com 20 trouxas de maconha, R$ 65 e 135 pinos de cocaína. As escutas, porém, revelaram uma história diferente. O rapaz, na verdade, foi pego depois de comprar duas pequenas porções de um traficante conhecido como “Tô”. Os dois foram achacados pelos PMs, que exigiram mais drogas, armas e dinheiro para liberá-los. O traficante pagou a exigência e foi solto. O rapaz ficou preso. Se fosse levado ao DP com duas porções de maconha, seria considerado usuário.

Negociação. Os corregedores também flagraram o cabo Raphael negociando porções de cocaína. Em outubro, ele telefona para um amigo e diz que pegou 20 pinos da droga prontas para venda. Em outra ligação, ele revela que conseguiu a cocaína depois de um acordo com traficantes. Para a Corregedoria, o PM roubou a droga.

Ainda em outubro, os soldados Campos e Lopes localizaram um casa de bingo, na Ponte Rasa, zona leste. Segundo a Corregedoria, os PMs junto com o sargento Lima pediram propina ao proprietário para não levar o caso até o DP. Por telefone, Lopes diz para Campos “arrebentar” e pedir “cincão” (R$ 5 mil) por mês. Funcionários do local confirmaram aos corregedores que, no dia da blitz, os policiais conversaram com o proprietário em um local reservado e foram embora em seguida. Os depoimentos aconteceram apenas em janeiro, quando o endereço do bingo foi descoberto. A Corregedoria apreendeu máquinas caça-níqueis.

Na semana passada, a Justiça Militar mandou soltar a tenente Beatriz e os cabos Pedro e Erick. Eles respondem em liberdade. Os demais continuam no Presídio Militar Romão Gomes.

Transcrito de O Estado de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Fica sussa, Lula ! – O GAECO do Ministério Público de São Paulo só ganha ações contra contraventores , tiras e delegados pés-rapados sem parentes e padrinhos do PSDB…( Não há ocultação ou lavagem sem prova do crime antecedente, conforme o TJ-SP ) 74

Ministério Público de SP intima Lula e Marisa para deporem sobre triplex

fachada-mansao-da-praia-santosSuspeita é de que proprietários de apartamentos do condomínio usaram o nome de terceiros para ocultar patrimônio

DA ESTADÃO CONTEÚDO
29/01/2016 – 15:09 – Atualizado em 29/01/2016 – 15:09

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) intimou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a esposa dele, Marisa Letícia, para prestar depoimento, como investigados, no dia 17 de fevereiro sobre um imóvel triplex, no Condomínio Solaris, no Guarujá.

Também serão ouvidos o empreiteiro José Adelmário Pinheiro e o engenheiro Igor Pontes, ligados à construtora OAS, responsável pelo empreendimento. O imóvel, localizado no Guarujá, no litoral paulista, é alvo de investigações da 22ª fase da Lava Jato, a Operação Triplo X, deflagrada no dia 27.

A suspeita do Ministério Público Federal (MPF) é que proprietários de apartamentos do condomínio usaram o nome de terceiros para ocultar patrimônio. Os investigadores chegaram a essa conclusão após receberem as matrículas dos imóveis registradas no cartório da cidade. De acordo com o MP-SP, o promotor de Justiça Cássio Conserino diz ter indícios de que houve tentativa de ocultar a identidade do dono do triplex que seria do ex-presidente, o que pode caracterizar crime de lavagem de dinheiro.

O Condomínio Solaris começou a ser construído pela Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), presidida entre 2005 e 2010 pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso em abril do ano passado. O empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS em 2009, em função de uma crise financeira da cooperativa. Para os investigadores, há indícios de que as aquisições dos imóveis ocorreram por meio de repasse de propina entre os envolvidos nos desvios de recursos da Petrobras, entre eles a OAS.

Procurada pela Agência Brasil, a construtora OAS informou que ainda não tem um posicionamento oficial sobre o tema. A reportagem procurou também o Instituto Lula, que não atendeu as ligações.

AI QUE BURRO – Tenente-coronel da PM anonimamente liga para o 190, indicando a localização da arma empregada para matar Delegado 66

Tenente-coronel da PM recebe denúncia sobre crime e liga para o ‘190’

28 / 01 / 2016 | 10h07
DA ESTADÃO CONTEÚDO

chavesO DHPP identificou os suspeitos, que estão sendo procurados

A Corregedoria da Polícia Militar investiga a conduta do tenente-coronel Julio de Freitas Parruca por um fato inusitado: o oficial, ao receber informações sobre onde estaria escondia a arma usada para matar o delegado José Antônio do Nascimento, em 14 de janeiro, durante uma tentativa de assalto, não tomou providências como comandante do 46º Batalhão. Ele teria ido com o denunciante até um orelhão e feito uma ligação anônima para o “190” – número da PM – dando localização da arma.

O 46º Batalhão cuida do patrulhamento de bairros da zona sul da capital, como a região do Sacomã, onde o delegado foi assassinado.

O caso foi descoberto, porque os policiais acionados pelo “190” localizaram a arma e contaram em depoimento ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) que receberam uma denúncia anônima. A gravação da ligação foi entregue aos investigadores e despertou a suspeita dos corregedores por ser praticamente idêntica ao do tenente-coronel. Ele nega que a voz seja dele.

A Corregedoria pediu que Parruca fizesse o teste comparativo de voz, mas ele se recusou. A testemunha foi localizada e confirmou que foi procurada pelos supostos assassinos do delegado que lhe pediram para guardar a arma do crime. Ela, então, teria procurado o tenente-coronel e pedido orientações. É investigado se a testemunha e o oficial são amigos e qual o motivo que levou Parruca a não tomar providências, como mandar que seus subordinados apreendessem a arma.

O delegado Nascimento foi morto quando parou o carro em um semáforo da Estrada das Lágrimas. Dois bandidos se aproximaram e anunciaram o assalto, mas Nascimento sacou a sua arma da Polícia Civil, que teria falhado. Os bandidos atiraram e fugiram correndo. Eles deixaram a moto que usavam no local. O DHPP identificou os suspeitos, que estão sendo procurados.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o tenente-coronel Parruca foi afastado das funções. A pasta disse que a conduta de Parruca é investigada e, de acordo com a investigação preliminar, “ele teria sido procurado por um conhecido que recebeu a arma do crime com o pedido de guardá-la e solicitou orientação ao oficial”.

“O PM teria orientado o homem a deixar a arma em um local ermo e avisar à polícia de forma anônima via ‘190’. O DHPP confirmou essa informação em oitiva realizada na semana passada. O tenente-coronel cumpre expediente administrativo na Corregedoria até que sejam esclarecidos os fatos.”

Promotor do GAECO critica divulgação dos nomes de deputados ( Excelência, nome dos deputados ou de seu colega Fernando Capez ? ) 32

O promotor Leonardo Romanelli, do Gaeco de Ribeirão Preto, que atua na região de Bebedouro, criticou a divulgação dos nomes de deputados citados por investigados e disse que essa parte da apuração começará na próxima semana na Procuradoria-Geral de Justiça, em São Paulo.

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Não sei o porquê da crítica ao vazamento dos nomes dos deputados, já que os GAECOs rotineiramente destroem a reputação de tantos inocentes; de policiais civis, especialmente !

Só falta, daqui a pouco , o MP culpar o Delegado por vazar as informações.  

LARANJADA ORGÂNICA SUPERFATURADA – Secretário Alexandre de Moraes é censurado por elogiar a Polícia Civil no Facebook 28

Secretário de Alckmin exalta apuração de esquema e irrita aliados de Capez

Reprodução/Facebook/Alexandre de Moraes
Post no Facebook do secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, sobre a Operação Alba Branca
Post no Facebook do secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, sobre a Alba Branca

THAIS ARBEX
DE SÃO PAULO

A mensagem publicada na noite de domingo (24) pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, em seu perfil no Facebook, parabenizando a Polícia Civil pela Operação Alba Branca irritou o entorno do presidente da Assembleia paulista, Fernando Capez (PSDB). Investigados ligam o deputado estadual ao suposto esquema de corrupção na compra de produtos agrícolas destinados à merenda escolar da rede paulista de ensino.

“Amigos, dizem que a corrupção é um crime sem rosto, entretanto, o trabalho da Polícia Civil durante a operação ‘Alba Branca’ vem revelando alguns destes corruptos”, escreveu Alexandre de Moraes.

O post, que estava no ar até a noite desta terça-feira (26), foi apagado da linha do tempo do secretário.

Embora o secretário de Segurança rechace, a quem insinua, o ingrediente político, a avaliação no Palácio dos Bandeirantes é que a publicação da mensagem foi desnecessária e abriu espaço para que a especulação de fogo amigo ganhasse corpo dentro e fora do PSDB.

Pessoas próximas a Fernando Capez já haviam dito que o envolvimento do nome do deputado na Alba Branca teria aspecto político e a mensagem na rede social deu ainda mais força a esta especulação. O presidente da Assembleia paulista e o secretário de Segurança Pública de São Paulo são potenciais candidatos em 2018 à sucessão de Geraldo Alckmin no governo paulista.

Capez, que chegou a ser apontado como possível pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, teria aberto mão de entrar na disputa municipal com vistas a 2018 –quando o partido, segundo disse a interlocutores, estaria menos rachado.

A recém-filiação de Moraes ao PSDB, no entanto, mudou o cenário. Com a simpatia do governador, o secretário de Segurança Pública passou a ser uma ameaça ao planos de Capez para o Executivo paulista.

A avaliação no Bandeirantes é que foi um erro o presidente do partido em São Paulo, deputado Pedro Tobias, e o líder tucano na Assembleia, Carlão Pignarati, divulgarem uma nota rechaçando as acusações contra o presidente do Legislativo paulista. O entendimento é que, com a nota, a operação ganhou caráter político e jogou as acusações no colo de Capez.

ATUAÇÃO NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Alexandre de Moraes e Fernando Capez atuaram juntos no Ministério Público de São Paulo. Capez ganhou notoriedade no embate com as torcidas organizadas. Ele foi o responsável por pedir a extinção da Mancha Verde e da Independente, organizadas do Palmeiras e do São Paulo, em 1995.

Após a partida em que os dois times disputaram a final da Supercopa São Paulo de Juniores, no Pacaembu, um confronto entre as torcidas acabou com a morte de um torcedor.

Na gestão de Gilberto Kassab na Prefeitura de São Paulo, Alexandre de Moraes ganhou o status de “supersecretário”, quando acumulava o cargo de secretário de Transportes e Serviços, além da presidência do Serviço Funerário Municipal, da SPTrans e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Transcrito da Folha de São Paulo ; nos termos do artigo 46 da Lei nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998.‏

Profissão de grande risco: em 2015 , 16 policiais foram mortos em serviço, sendo 13 policiais militares e três civis…Elevada mortalidade considerando o quadro ativo operacional de menos de 100.000 policiais 32

Policiais de São Paulo mataram 2,2 pessoas por dia em 2015

Fabiana Maranhão e Wellington Ramalhoso
Do UOL, em São Paulo

27/01/201618h02 > Atualizada 27/01/201620h45

  • Edu Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo

Policiais civis e militares, em serviço ou de folga, mataram 798 pessoas no Estado de São Paulo ao longo de 2015, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública). Foi uma média de 2,2 mortes por dia.

A maior parte das pessoas foi morta pela PM, sendo 580 por policiais militares em serviço e 170 por PMs de folga. No ano passado, outras 48 pessoas foram mortas por policiais civis (em serviço ou de folga).

Em comparação com o número de homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) registrados no Estado em 2015 (3.757) e divulgados na terça-feira (26), os mortos pelas polícias paulistas equivalem a cerca de 20%.

No mesmo período, 16 policiais foram mortos em serviço, sendo 13 policiais militares e três civis.

Fique por dentro: Reestruturação da Polícia Civil 289

Foi publicado no Diário Oficial do Estado a resolução que oficializa a formação de um Grupo de Trabalho para propor e debater a reestruturação da Polícia Civil. A novidade é que, pela primeira vez, uma entidade de classe participará ativamente do processo. Segundo a resolução, a Presidente da ADPESP, Marilda Pansonato Pinheiro, poderá indicar um dos membros da comissão.

MANDADO SEGURANÇA CONTRA ESCALA ABUSIVA – Por que delegados titulares continuam praticando tais abusos contra os subordinados ? 26

MANDADO SEGURANÇA CONTRA ESCALA ABUSIVA

Sincopol verificou violação de direito dos Policiais Civis por ocasião da emissão de Portaria da Autoridade  Distrital, regulamentando horário de trabalho dos policiais em relação ao cumprimento de escalas extras no Plantão Policia da Delsecpol Marilia, leia  PORTARIA 01.2014 5º DP/MARILIA  , presente instrumento viola por completo o artigo 5º da legislação aplicável, em vigor em todo o Estado de São Paulo   Decreto 52.054.2007 jornada de trabalho   que determina jornada de plantões de 12 (doze) horas com imediato descanso continuo de 36(trinta e seis) horas continuas e ininterruptas de descanso.

DECRETO Nº 52.054, DE 14 DE AGOSTO DE 2007

Artigo 5º – A jornada de trabalho nos locais onde os serviços são prestados vinte e quatro horas diárias, todos os dias da semana, poderá ser cumprida sob regime de plantão, a critério da Administração, com a prestação diária de doze horas contínuas de trabalho, respeitado o intervalo mínimo de uma hora para descanso e alimentação, e trinta e seis horas contínuas de descanso.

Parágrafo único – Aplica-se o disposto no “caput” deste artigo aos servidores pertencentes às atividades-fim das áreas de saúde, segurança pública e administração penitenciária.”

Razão pela qual o Sincopol impetrou Mandado de Segurança para preservar os direitos dos seus filiados que foi concedido a liminar e confirmado em sentença o direito ao descanso legal após jornada de plantão policial. leia a decisão DECISÃO MANDADO SEGURANÇA

NOVO DETRAN – Auto escolas em São Vicente – pagando propina para funcionários da CIRETRAN – roubam atribuições privativas dos Despachantes Policiais 11

detran
O que ocorre na delegacia de trânsito de São Vicente é uma VERGONHA.
Nomes?
São muitos.
As auto escolas tomaram os lugares dos despachantes documentalistas  que estão falindo, tudo com apoio de funcionários do próprio órgão.
Embora exista o novo padrão, a fiscalização não é feita, eles aproveitam o horário de almoço para buscar a documentação NAS AUTOESCOLAS, isto pode ser verificado , basta solicitar serviços de transferência, renovação, de cnh e transferências , licenciamentos de veículos.
Dúvida?
Procure as auto escolas.
Solicito sigilo quanto a minha identidade.

 

Carlos Alberto Marchi de Queiroz – SERVIDÃO HUMANA 77

SEGURANÇA PÚBLICA

SERVIDÃO HUMANA

Carlos Alberto Marchi de Queiroz

O Correio Popular de 14/1, A 12, noticiou que o governador oficializou o “bico” para policiais civis, permitindo que autoridades policiais e agentes possam, querendo, trabalhar durante as folgas, com direito a remuneração adicional. Alckmin, todavia, não revelou aos distraídos que não levarão esse penduricalho por ocasião da aposentadoria, e, muito menos, que sofrerão descontos previdenciários e do Leão.

Alckmin sancionou lei complementar instituindo Diária Especial por Jornada de Trabalho Policial Civil (Dejec), permitindo que delegados e agentes ganhem adicionais brutos de R$ 226,08 e R$ 188,40, calculados com base na Ufpesp, nos termos de Portaria do Delegado-Geral .

Os vencimentos e vantagens dos policiais civis estão na Lei Orgânica da Polícia, de 5 de janeiro de 1979, que determina que, além desses, farão jus ao Regime Especial de Trabalho Policial , cujo artigo 44 esclarece que o RETP caracteriza-se pela prestação de serviço em jornada de, no mínimo, 40 horas semanais, com cumprimento de horário irregular, sujeito a plantões noturnos e chamadas a qualquer hora, proibido o exercício de outras atividades, os “bicos”, exceto as de ensino e de difusão cultural.

As polícias civis e militares são historicamente mal pagas desde sua criação, após a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, em 1808, quando o príncipe Dom João instituiu a PMERJ e a Intendência Geral de Polícia, hoje PCERJ.

Após a profissionalização da Polícia Civil paulista, em 23 de dezembro de 1905, pelo presidente do Estado Jorge Tibiriçá Piratininga, autoridades policiais e agentes passaram a receber vencimentos e vantagens idênticas aos magistrados, promotores, médicos, professores, e, na mesma proporção, seus subalternos. Em Campinas, professores do Culto à Ciência e da Escola Normal ganhavam igual a eles. Durante os governos militares (1964-1969) esses índices salariais foram mantidos.

Com a redemocratização, os governadores do PMDB, Montoro, Quércia e Fleury Filho, seguiram, incrivelmente, a política salarial de Maluf. O último deles terminou seu governo recompensando salarialmente os quadros da PM e da PCESP.

A partir de Mario Covas, sucedido por Alckmin, Serra e, novamente, Alckmin, os integrantes das duas polícias sofreram retaliação salarial por parte do primeiro e do terceiro, sabidamente perseguidos pelo DOPS, com apoio da então Força Pública, atual PM, submetidas aos governos-fantoches de Laudo Natel, Paulo Egidio e Maluf.

Alckmin, apesar dos gramsciasnos releases de sua assessoria de imprensa, continuou o arrocho contra a PM e a Polícia Civil, cujos atuais integrantes eram crianças e adolescentes nos Anos de Chumbo, portanto inocentes dos excessos praticados pelos órgãos repressivos de então..

No que concerne ao atual status salarial da Polícia Civil, o governo, tentando minimizar baixos vencimentos, e falta de pessoal,extinguiu as 5ª e 4ª classes de todas as carreiras, promovendo, artificialmente, servidores para a 3ª. Com o aumento da base da pirâmide, classes subalternas aproximaram-se, perigosamente, do topo, com sérios reflexos sobre a hierarquia e a disciplina. A diferença de remuneração provocou o achatamento do topo, que ainda sofre mais descontos, já que não pode ganhar acima do teto do governador, olimpicamente despreocupado em ter aumento …

Artifícios contábeis ajudaram Alckmin a implantar fracassada política de bônus por produtividade, à semelhança do abono de permanência, extorno previdenciário que mantém em serviço interessados até a idade-limite para aposentadoria compulsória, hoje de 75 anos, conhecido como “abono-mata-o-velho”, penduricalhos não computados na aposentadoria..

Há pouco, José Serra conseguiu que policiais civis se aposentem aos 75 anos, criando uma polícia de macróbios. No Hemisfério Norte, ao contrário,policiais aposentam-se, compulsoriamente, após 20 ou 25 anos, com paridade e integralidade. Na verdade, é preciso dar mais vencimentos e folgas aos policiais, contratando mais recursos humanos para uma força de 40.000 cargos que, atualmente, trabalha no volume morto, beirando o útil, com falta de 1/3 de pessoal.

Ao invés de revalorizar o RETP, dando mais descanso aos homens da lei, uma vez que o serviço policial é atividade insalubre, Alckmin compra folgas, higiênicas, de seres estressadíssimos, nervosos, que trabalham no limite e em péssimas condições ambientais. Esquece-se dos crescentes pedidos de exoneração, licenças para tratamento de saúde, inclusive alcoolismo e drogadicção, licenças-prêmio, suicídios, mortes em serviço e fora dele, além de maciças demissões por corrupção, da qual nem mesmo a Corregedoria Geral da Polícia Civil escapou, recentemente.

Sugiro ao governador, médico anestesista, que, cumprindo a Constituição Federal, também faça um curso rápido de higiene e segurança do trabalho, revogando os Dejem e Dejec, revalorizando, por lei complementar, o RETP como parcela única, não tributável.

Carlos Alberto Marchi de Queiroz é professor de direito e membro da Academia Campinense

Advogados de Lula estudam medidas contra promotor que o investiga por tríplex 88

24/01/201616h00

  • Moacyr Lopes Junior/Folhapress

    O apartamento no Guarujá reservado ao ex-presidente Lula

    O apartamento no Guarujá reservado ao ex-presidente Lula

Três dias depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer em entrevista a blogueiros que “daqui para a frente” iria “processar todo mundo”, seus advogados examinam medidas judiciais contra o promotor Cassio Conserino.

O promotor, que alega estar apenas dando transparência a um caso de interesse público, investiga o apartamento tríplex reservado ao ex-presidente na praia de Astúrias, no Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. Ele afirma que já tem indícios suficientes para apresentar denúncia por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio contra Lula.

Em nota intitulada “violência contra Lula: promotor anuncia denúncia sem ouvir defesa”, o Instituto Lula nega que o ex-presidente e sua família tenham cometido os crimes e acusa Conserino de violar a lei e o estado democrático de direito ao anunciar, via imprensa, que pretende denunciar o petista antes mesmo de ouvir a defesa. A intenção do promotor foi divulgada em entrevista à revista Veja.

Conserino, também por meio de nota, negou ter antecipado a decisão. Segundo ele, as evidências abrem a “possibilidade” da denúncia.

Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o promotor defendeu o direito dos promotores de darem transparência a inquéritos de alto interesse público.

“Informar a sociedade sobre uma investigação de evidente interesse público, por meio de uma imprensa livre não me parece violar a lei, especialmente porque o sigilo da investigação foi baixado. Além disso somos promotores de Justiça e trabalhamos em prol e para a sociedade, que merece tomar ciência de investigações dessa envergadura”, disse ele.

A nota do Instituto Lula também faz menção à revista Veja, que, na sua avaliação, “utilizou a entrevista do promotor para mais uma vez ofender e difamar o ex-presidente Lula e será objeto de nova ação judicial por seus repetidos crimes”.

Quem é o promotor da Veja que vai indiciar Lula? 16

conserini

A Veja publica que o promotor de Justiça Cássio Conserino, mesmo sem ter sequer ouvido Lula, diz ter elementos para abrir inquérito contra o ex-presidente Lula pela “compra” de um apartamento que, afinal, jamis foi dele ou da família.

A Folha, como bom couro de tambor da revista dos Civita, reproduz em sua manchete do site.

Diz que  Lula seria indiciado por “lavagem de dinheiro” e “ocultação de patrimônio”.

Que “lavagem de dinheiro” seria essa, parece que não vem ao caso. Como a “ocultação de patrimônio” adviria dela e se dá em relação a um bem do qual Lula, na pior das hipóteses, não teve a propriedade ou a posse, menos ainda.

Mas ninguém do jornalismo investigativo foi ao Google olhar quem é o promotor Cássio Conserino, em quem a Veja deposita tantas esperanças de, finalmente, “pegar o homem”.

Um discreto e eficaz fiscal da lei?

Conserino foi parar nas páginas por vários expedientes típicos de quem quer virar notícia.

Em 2014, a própria Folha publicou reportagem sobre uma de suas peripécias:

“Cássio recebeu por Sedex maconha sintética e pentedrona, duas drogas novas encomendadas pela internet. Comprou, pagou e recebeu no endereço combinado: o Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, maior complexo judiciário da América Latina.”

Maconha sintética seria a “AKB48” uma substância controlada a partir de 2013 na Alemanha e EUA e ainda em processo de restrição no Brasil e a pentedrona só foi  colocada na lista de entorpecentes em 2015.

Mas Cássio, avant la lettre, fez uma “engenharia jurídica”  para enquadrar os comercializadores e, evidentemente, gastou tempo e dinheiro público em uma “operação” em que a Justiça  negou todos os seus pedidos. Certamente não teria o mesmo desfecho se, em lugar de um espetáculo, tivesse procurado uma maneira de conduzir com discrição e pegar estes cidadãos de uma forma dentro da lei.

Antes, porém, fez outras. Numa operação também espetacular prendeu policiais  e um advogado que, supostamente, estariam envolvidos com jogos de azar. Sem provas – dá um certo trabalho obtê-las, diferentemente de manchetes – todos foram soltos. Pior, Cássio foi condenado pelo juiz  Joel Birello Mandelli, da 6ª Vara Cível de Santos a indenizar o advogado por tê-lo exposto à execração pública.

Já nas prisões, outro juiz, Reynaldo da Silva Ayrosa Neto, da 2ª Vara Criminal de São Vicente , escreveu que Cássio “a um só tempo conspurcou e desrespeitou seu próprio trabalho” e  causou “verdadeiro sensacionalismo midiático, intranquilidade e comoção nos meios jurídicos e policiais locais”.

O doutor promete….

Corrupção no MP – Promotor – delatado pela própria esposa – acaba denunciado por corrupção, motivos : NÃO SABER FAZER E PEDIR POUCO 43

Promotor paulista é denunciado por corrupção

Alexandre Hisayasu – O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2016 | 03h 00

Roberto Senise Lisboa teria tomado decisões favoráveis à rede varejista em troca de propina; ação atinge ainda advogado e ex-diretor da empresa

Promotor é acusado de receber R$ 428 mil para tomar decisões favoráveis às Casas Bahia
Promotor é acusado de receber R$ 428 mil para tomar decisões favoráveis às Casas Bahia

SÃO PAULO – O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, ofereceu denúncia à Justiça contra o promotor Roberto Senise Lisboa por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber R$ 428 mil para tomar decisões favoráveis às Casas Bahia durante investigações sobre supostos crimes contra o consumidor. O então diretor-jurídico da empresa Alexandre Machado Guarita e o advogado Vladmir Oliveira da Silveira também foram denunciados.

Na peça, Elias Rosa diz que a quebra de sigilo bancário mostra que o dinheiro saiu das contas da empresa, passou pelo advogado e chegou até as mãos do promotor. Segundo as investigações, em 2009, Senise – então promotor do Consumidor – recebeu inquérito civil do Conselho Superior do Ministério Público contra as Casas Bahia com proposta de arquivamento, porque a empresa havia se comprometido a pagar R$ 511.116,00 por danos causados aos consumidores por práticas abusivas realizadas na loja do Shopping Interlagos, na zona sul da capital. Entre as irregularidades estava a cobrança de um seguro obrigatório.

O chefe do Ministério Público Estadual (MPE) afirma que Senise passou a pedir que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) fosse estendido às demais lojas da rede, pois acreditava que a prática era comum. A investigação ficou com Senise durante um ano e meio sem que nada efetivamente fosse feito. Mas, em julho de 2011, ele juntou outra investigação contra as Casas Bahia que tramitava em outra promotoria e marcou uma audiência com a empresa para propor novo TAC.

Foi nessa época, segundo Elias Rosa, que o então diretor do Departamento Jurídico das Casas Bahia contratou Silveira, que é seu amigo e do promotor. De acordo com a denúncia, os dois ofereceram propina para Senise, que a aceitou.

O promotor elaborou um novo TAC que atendia apenas aos interesses da empresa em prejuízo dos consumidores lesados. Nesse acordo, chamou a atenção da investigação o fato de Senise propor uma multa única de R$ 1 milhão, caso a empresa descumprisse algumas das cláusulas, não importando o número de vezes. E, com relação a indenização de R$ 511 mil referente a uma loja, não houve a multiplicação do valor em proporção ao número de lojas da rede.

Senise ainda atrasou o prazo para encaminhamento do novo TAC, juntamente com o pedido de arquivamento, para análise do Conselho Superior do Ministério Público. Isso, segundo Elias Rosa, permitiu que o promotor garantisse o recebimento da propina.

Parcelado. Em janeiro de 2012, Senise recebeu R$ 428 mil em dinheiro, divididos em três parcelas. Foram dois pagamentos de R$ 150 mil, nos dias 13 e 19, e o último de R$ 128 mil ocorreu no dia 30. As investigações descobriram que Silveira fazia os saques na agência do Bradesco, que fica na Rua Riachuelo, no centro, perto do prédio do MPE, acompanhado pelo promotor que, após receber o pagamento, ia até a agência do Banco Brasil, no edifício da promotoria, e o depositava na sua conta. Ele não declarou esses valores no Imposto de Renda.

Segundo a denúncia, o advogado Silveira emprestou sua conta bancária para receber o dinheiro das Casas Bahia como pagamentos de honorários advocatícios, a fim de esconder o verdadeiro motivo da ação. A partir daí, segundo Elias Rosa, o promotor tentou mudar o último TAC feito por ele e buscou mostrar uma postura mais dura contra a empresa. Ele propôs uma ação civil pública contra as Casas Bahia e pagamento de multa de mais de R$ 170 milhões, mas não adotou medidas que garantissem o pagamento.

Por meio de nota, as Casas Bahia informou que não vai comentar o caso porque não está envolvida nas investigações e Guarita não trabalha mais na empresa.

O ex-diretor da empresa informou que vai esperar ser notificado para se pronunciar sobre a denúncia. Silveira não retornou os recados deixados com a secretária de seu escritório de advocacia. A assessoria de imprensa do MPE informou que Senise não foi localizado para falar sobre o caso.