Autor: Flit Paralisante
O GOVERNO COLOCA TODO POLICIAL COMO INIMIGO DAQUELE QUE MAIS SE PARECE COM ELE: O POBRE
Máfia dos caça-níqueis tenta assassinar parente de Alckmin 4
Máfia dos caça-níqueis tenta assassinar parente de Alckmin
João Alckmin é primo-irmão do ex-governador de São Paulo. Há pouco mais de quatro meses outro atentado quase mata um advogado, polícia foi alertada e não prendeu criminosos, que atacaram novamente ontem. Polícia Federal pode entrar no caso que deverá ser acompanhado de perto pela OAB e entidades ligadas à proteção de jornalistas.
O radialista João Alckmin, que move dura campanha contra as máquinas caça-níqueis, levou dois tiros em novo atentado contra a sua vida, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, Interior de São Paulo. Um dos tiros, disparado por trás, atingiu-lhe o pescoço; outro tiro, quando se virava, atravessou-lhe o braço e a barriga, saindo do outro lado. Nenhuma das balas atingiu órgãos vitais. No momento do atentado (18h30 de ontem, 22, quinta-feira), Alckmin passeava com seu cachorro na movimentada rua Humaitá, no centro da cidade. O cachorro avançou no criminoso, provavelmente evitando um terceiro tiro. O atirador fugiu a pé, mas foi visto por muitas testemunhas, e pode ser reconhecido. João Alckmin, 55 anos, primo-irmão do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, está internado na Santa Casa e se recupera bem. O caso está registrado no 1º Distrito Policial de São José dos Campos, com investigações agora a comando do delegado Paulo Pereira, do Departamento de Investigações Gerais, DIG. O Serviço Reservado da Polícia Militar já foi acionado. E a Polícia Federal, sob o comando do delegado Reinaldo Ragazzo Boarin, também deve entrar na investigação. Por tratar-se diretamente do caso Máfia Caça-Níqueis, investigado pela PF, o caso também passa pela alçada federal. João Alckmin está sob forte proteção policial no hospital onde está internado, assim como sua família. Atentado anterior foi ignorado Este é o segundo atentado em cinco meses contra João Alckmin. Em 5 de julho, o advogado Rodrigo Duenhas, confundido com ele, foi gravemente alvejado no pescoço, e até hoje se encontra em recuperação. A Polícia preferiu ignorar as evidências de atentado promovido pela máfia dos caça-níqueis e optou por investigar outros aspectos da vida da vítima. A investigação não chegou a qualquer resultado (abaixo, leia a nota divulgada na ocasião do primeiro atentado). Banda podre da Polícia Alckmin é alvo não apenas da máfia dos caça-níqueis, que lhe faz constantes ameaças e já metralhou o escritório de sua esposa, a advogada criminalista Tania Lis Tizzoni Nogueira, mas também de maus policiais – a chamada banda podre da Polícia. Já obteve, em campanha anterior, o fechamento dos desmanches clandestinos em São José dos Campos, porto seguro dos ladrões de automóveis. Em seu programa, o Showtime, na Rádio Piratininga, AM 750 kH, comandando uma rede de 50 emissoras, mantém um repórter que circula pelas cidades do Vale do Paraíba perguntando onde pode jogar nos caça-níqueis – e, embora as máquinas sejam proibidas por lei, até hoje sempre teve resposta positiva, mesmo quando a indagação é feita a policiais e guardas-civis.
A AUTORIDADE JOGOU NO LIXO O SEU EXEMPLAR DO MANUAL OPERACIONAL DO POLICIAL CIVIL
PARECE QUE TAMBÉM JOGOU NO LIXO OUTROS LIVROS…o CP, o CPP, a CF e o BUARQUE DE HOLANDA.
ACERTARAM!
O TIO DO “CHICO “.
Assim todos pensam, mas não é verdade; o Chico é filho do Sérgio Buarque de Holanda, um dos maiores historiadores deste país. Entretanto o Aurélio nunca foi seu tio…ainda que todo mundo(ou quase) acredite nesse parentesco.
POR CAUSA DO DESCASO: DOIS POLICIAIS MORRERAM E UM FOI GRAVEMENTE FERIDO
Secretaria admite falha em escolta de presos em Cubatão
Plantão | Publicada em 22/11/2007 às 19h57m
SÃO PAULO – A secretaria estadual de Segurança Pública admitiu que houve falha no transporte de presos no litoral paulista. Por causa do erro, dois policiais morreram e um ficou ferido durante uma emboscada para resgate de presos na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em Cubatão . Os presos eram levados do Fórum do Guarujá para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, na Baixada Santista, na noite desta quarta-feira.
Cinco presos foram resgatados na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, sob o viaduto da Rodovia dos Imigrantes, em Cubatão. A quadrilha cercou a viatura Blazer que fazia o transporte dos presos e disparou tiros de fuzis nos pneus, no radiador e no motor. Apenas dois homens faziam a escolta e o transporte dos detentos e foram baleados ao descer do veículo.
Um deles, Nílson Santos Oliveira, 32 anos, morreu na hora. O agente Marcelo dos Santos Valença, 61 anos, foi baleado e está internado no Hospital Modelo de Cubatão. Ele foi transferido da UTI para o quarto durante a tarde. Os dois trabalhavam na Delegacia do Guarujá. Oliveira era carcereiro e Valença agente policial. Ao chegar ao local para socorrer os colegas, Cícero Roberto de Oliveira, do Grupo de Operações Especiais (GOE), de 39 anos, sofreu um infarto fulminante e também morreu.
O diretor do Deinter 6, Waldomiro Bueno Filho, afirmou em entrevista ao ‘Jornal da Tribuna’ que a polícia só foi informada na manhã desta quinta-feira sobre a alta periculosidade de um dos detentos transportados. Com isso, usou uma escolta que era considerada adequada para presos comuns.
O secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, também admitiu o erro.
– O ideal é que escolta fosse feita no chamado “bondão”, pela secretaria de Administração Penitenciária e pela Polícia Militar. Mas isso é o ideal. Estamos fazendo o que é possível – disse Marzagão.
Um dos cinco presos resgatados durante a ação, Ivanildo Pereira da Silva, morreu em tiroteio com a polícia numa favela de Cubatão. Continuam foragidos Henrique Santos Rocha, vulgo ‘Perninha’, Valmir Ferreira Torres, Ricardo Ferreira Santos e Luis Eduardo Marcondes de Barros. Segundo a Delegacia Seccional de Santos, o objetivo do bando era resgatar ‘Perninha’, que apresenta alta periculosidade.
Comentários:
O MUNICÍPIO DO GUARUJÁ NÃO POSSUI TITULAR DESDE ABRIL; POR VONTADE E DECISÃO DOS SENHORES DELEGADOS DIRETOR DO DEINTER-6 E EX-SECCIONAL.
E O RESPONSÁVEL PELO EXPEDIENTE NÃO PODE ESTAR EM DOIS LOCAIS AO MESMO TEMPO: SANTOS E GUARUJÁ. ASSIM, NÃO HÁ ZELO PELA SEGURANÇA DOS OPERACIONAIS.
E SEGUNDO O EX-SECCIONAL A VACÂNCIA SE DEVE A FALTA DE DELEGADOS COM O PERFIL NECESSÁRIO: competente, disciplinado e hierarquizado.
ARGUMENTOS DO SENHOR ELPÍDIO REFERENDADOS PELO ATUAL DIRETOR DO DEINTER-6 E PELO EX- DELEGADO GERAL, o quais nunca estiveram nem aqui nem aí para o fato de um grande município não dispor de um Titular.
TAMBÉM, CONFORME A NOSSA VISÃO, ESTÃO EM FALTA OS SEGUINTES REQUISITOS:
INTELIGÊNCIA, HONESTIDADE , FRANQUEZA, HUMILDADE E HUMANIDADE(acabei esquecendo: CORAGEM).
TANTO QUE DIRÃO: a vacância não possui qualquer relação com o fato.
Aos Senhores , policiais operacionais , caberá o julgamento.
OS SENHORES DO GOE MERECEM TODAS AS HONRAS…ARRISCAM SUAS VIDAS PELA POLÍCIA E PELO POVO…
DIRETOR AFIRMA SER CORRETO DOIS POLICIAIS ESCOLTANDO QUATRO PRESOS…POIS AGORA TEM PRESO CONVENCIONAL E DE ALTA PERICULOSIDADE!
Polícia realiza mega-operação na Vila Esperança
De A Tribuna On-line
A polícia realiza uma mega-operação na Vila Esperança, em Cubatão, na tarde desta quinta-feira. A informação foi divulgada pelo diretor do Deinter 6, Waldomiro Bueno Filho, em entrevista ao Jornal da Tribuna 1ª edição. O objetivo é localizar os criminosos resgatados por uma quadrilha na noite de quarta-feira.Na manhã desta quinta-feira, um dos cinco presos resgatados morreu durante uma troca de tiros com a polícia na Vila Esperança. O ataque dos criminosos ocorreu na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, sob um viaduto da Rodovia dos Imigrantes, em Cubatão. Na ocasião, o carcereiro Nílson Santos Oliveira morreu e o agente Marcelo Valença foi gravemente ferido. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Modelo de Cubatão. Durante a entrevista, Bueno Filho negou um erro na escolta. Ele afirmou que a polícia só foi informada na manhã desta quinta-feira sobre a alta periculosidade de um dos detentos transportados. Com isso, utilizou uma escolta adequada para presos convencionais. Agora, a polícia investigará as causas que provocaram o erro de informação. Quadrilha:A ação criminosa contou com a participação de aproximadamente 10 homens armados. Os policiais foram atacados quando transportavam detentos do Fórum do Guarujá para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. Três veículos supostamente usados na emboscada foram encontrados abandonados. Enfarto Ao chegar ao local para socorrer os colegas, o carcereiro Cícero Roberto de Oliveira, do Grupo de Operações Especiais (GOE), sofreu um enfarto fulminante e também morreu. A vítima fatal e o agente Marcelo Valença são da Delegacia de Guarujá.
POLICIAIS DO GOE DE SANTOS SÃO MORTOS…QUEM DA ADMINISTRAÇÃO ASSUMIRÁ A RESPONSABILIDADE PELA AMADORA ESTRUTURA DO GRUPO? 7
22/11 – 07:15 – Agência Estado
Um resgate de presos, por volta das 19h30 de ontem, em Cubatão, litoral paulista, terminou com um saldo de três pessoas, entre elas dois policiais, mortas. Três detentos, incluindo o que motivou a ação dos resgatadores, continuam foragidos.O primeiro tiroteio ocorreu na altura do km 274 da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega.
Quatro presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente, cidade vizinha, retornavam do fórum de Vicente de Carvalho, bairro de Guarujá, onde ocorrera uma audiência, quando o veículo da Polícia Civil que era usado no transporte dos detentos foi interceptado por pelo menos 12 bandidos em vários carros.
Segundo o delegado Seccional, Valdomiro Coelho Filho, fortemente armados, inclusive com fuzis, os criminosos tinham como objetivo resgatar Henrique Santos Rocha, conhecido como “Perninha”, que foi libertado pela quadrilha durante a ação. Os demais criminosos, aproveitando a situação, também fugiram e escaparam por um manguezal.
O investigador Marcelo dos Santos Valença, de 50 anos, atingido com 4 tiros, e o carcereiro Nilson Silva de Oliveira, de 35 anos, do Grupo de Operações Especiais (GOE), também baleado, foram encaminhados ao Hospital Modelo, em Cubatão, onde Nilson morreu e Marcelo segue internado em estado grave.
Já no final da noite, durante buscas aos fugitivos pela região, policiais militares localizaram um dos detentos na Favela de Vila Esperança, em Cubatão. Portando um revólver calibre 38, o bandido, cujo nome ainda não foi divulgado, trocou tiros com os policiais. Baleado, acabou morrendo. Três veículos foram abandonados pelos criminosos no local do resgate.
O carcereiro Cícero Roberto de Oliveira, de 39 anos, também do GOE e muito amigo de Nilson – que não se envolveu na ação -, ao saber da morte do colega, sofreu um enfarte e foi encaminhado ao mesmo hospital, mas não resistiu e também morreu.
Mesmo com todo o respeito, neste trágico momento, pelas dores dos familiares, dos amigos e dos companheiros de trabalho dos policiais civis do GOE de Santos…
Pensamos ser correto que se faça a indagação acima: quem da Administração será responsabilizado por submeter policiais ao cumprimento de tarefas de elevadíssimo risco policial; sem o devido preparo e sem o necessário suporte material e humano.
Com efeito, um GRUPO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS não se cria de improviso como fez o Sr. Dr. Everardo Tanganelli Junior.
OS NOVOS BARÕES…E TUBARÕES DA REPÚBLICA
Sem controle, mordomia se alastra nos três poderes
Uma elite de 74 mil servidores desfruta de mordomias como auxílio-moradia de R$ 3 mil, carro de luxo, TV de LCD, celular com gasto ilimitado, apartamentos com banheira de hidromassagem e enxoval renovado a cada dois anos. Hoje, a elite do funcionalismo ganha 24,5 vezes a renda média do brasileiro e é mais bem paga que a cúpula burocrática dos EUA.
http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?idnoticia=9572
Sem controle, mordomia se alastra nos três poderesFotos: José Casado – O Globo O carro de uma senadora de Sergipedeixa a serviçal na porta do supermercado
Uma elite de 74 mil servidores federais desfruta de mordomias como:
– auxílio-moradia de R$ 3 mil,
– carro de luxo,
– TV de LCD,
– celular com gasto ilimitado,
– apartamentos com banheira de hidromassagem e
– enxoval renovado a cada dois anos.
Hoje, a elite do funcionalismo ganha 24,5 vezes a renda média do brasileiro e é mais bem paga que a cúpula burocrática dos Estados Unidos.
A matéria foi publicada ontem (18) com destaque pelo jornal O Globo, do Rio.
– ilustrada por fotos de momentos mordômicos: carros oficiais levando madames às compras; Sienas pretos desembarcando uma serviçal à porta de um supermercado; e outro veículo oficial conduzindo o neto de uma senadora à aula de violão.
Três anos atrás, o presidente Lula, por exemplo, começou a desfilar a bordo de um Chevrolet Ômega e, desde então, o carro fabricado na Austrália virou símbolo de poder na capital da República. O STJ, por exemplo, gastou R$ 5,4 milhões na compra de 37 deles – 33 para seus ministros e mais quatro para integrantes da direção geral.
O Senado, a Câmara e alguns ministérios adotaram o estilo. Cada sedã importado custa US$ 81 mil (R$ 146 mil). O modelo só consome gasolina – e muita, à média de um litro para cada seis quilômetros.
Sua inclusão na frota pública é paradoxal, sobretudo num governo que faz propaganda dos biocombustíveis como alternativa para um mundo ameaçado pelo efeito estufa. Mas esse é apenas um detalhe: a conta de luz das repartições federais já soma R$ 3,9 milhões por dia útil. Gasta-se R$ 954 milhões por ano para iluminar os prédios públicos – 200 vezes mais que o investimento governamental realizado no programa Luz para Todos.
O dinheiro dos tributos paga tudo, dos desperdícios aos privilégios de um grupo de 74 mil pessoas que detém os altos cargos do governo, do Legislativo e do Judiciário. É a elite civil do contingente de 2,2 milhões de servidores públicos (17,5% do total de assalariados), entre os quais 1,1 milhão ativos.
Conselheira do TCDF: “normal” ir a lojas com veículo oficial
Numa quarta-feira, um Vectra do Tribunal de Contas do Distrito Federal, placa 0007, foi flagrado quando participava de uma missão nada secreta na capital: transportar a conselheira Anilcéia Machado, ex-deputada distrital, e uma amiga numa manhã de compras. A “parada” foi numa loja na quadra comercial 105 Sul. De lá, seguiram para a quadra comercial 305 Sul, mais conhecida como a Rua das Butiques. Durante cerca de uma hora, entraram e saíram de lojas de sapatos. O resultado das compras podia ser visto em algumas sacolas.
Consultada, Anilcéia identificou a colega de passeio como sua chefe de gabinete e disse ter usado o veículo para almoçar num restaurante e, no caminho de volta ao tribunal, consertar um relógio e trocar um sapato. A conselheira disse considerar “perfeitamente normal” o uso do veículo oficial para essas atividades em horário de serviço. Ao ser lembrada de que segurava mais de uma sacola, justificou-se:
– Quando vou trocar um sapato, compro dois. Mulher quando vai a uma loja não sai sem um pacote…
A caminho de casa
Na quarta-feira passada (14), à noite – véspera de feriado nacional – o sargento da Brigada Militar do RS Roberto Almeida foi baleado no bairro Ipanema, zona sul de Porto Alegre, durante tentativa de assalto. Ele é motorista do vice-presidente do TJ gaúcho, desembargador Danúbio Edon Franco.
Depois de deixar o desembargador em sua residência, no bairro Menino Deus, o motorista seguiu com o carro oficial para o Belém Novo, onde mora. Foi abordado por cinco homens na Rua Conselheiro Xavier da Costa, no bairro Ipanema. Eles queriam o Corolla do TJ. Houve troca de tiros, e Almeida foi atingido no pé e no braço. Os criminosos fugiram sem levar o carro.
Lei de 1950 em vigor
Desde 1950, a legislação brasileira condena o uso particular de veículos oficiais. Uma lei federal sancionada pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra já determinava que “os automóveis oficiais destinam-se, exclusivamente, ao serviço público” e dizia que é “rigorosamente proibido” o uso dos carros para o “transporte de família do servidor” ou de “pessoa estranha ao serviço público”.
A prisão do policial foi de interesse da Justiça e do próprio acusado para comprovar sua inocência…Fundamento kafkiano
Quatorze anos depois da chacina de Vigário Geral, o policial militar Fernando Gomes de Araújo, preso indevidamente por mais de dois anos por suposta participação no crime ocorrido em agosto de 1993, será indenizado pelo Estado do Rio de Janeiro em R$ 100 mil – corrigidos monetariamente – a título de danos morais.O policial, que ficou preso preventivamente e sem o devido processo legal por 741 dias, foi absolvido por insuficiência de indícios de sua participação no crime sem sequer ser pronunciado em juízo. A 1ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) divergiu do relator, ministro Francisco Falcão, para reconhecer a responsabilidade objetiva do Estado e restabelecer a indenização fixada em sentença proferida pela Justiça fluminense e posteriormente reformada em recurso interposto pelo Ministério Público estadual. Ao julgar o recurso do MP pela improcedência do pedido de indenização, o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) entendeu que o Estado não responde pelo chamado erro judiciário, exceto em casos expressamente declarados em lei e que a prisão do policial foi de interesse da Justiça e do próprio acusado para comprovar sua inocência. O ministro Luiz Fux sustentou, em seu voto-vista, que a prisão cautelar com expressivo excesso de prazo e a inexistência de indícios de autoria do crime revelam a ilegalidade da prisão e o inequívoco direito à percepção do dano moral. Segundo o ministro, uma prisão ilegal por tempo tão excessivo viola a Constituição e afronta o princípio fundamental da dignidade humana. Em seu voto, o magistrado destacou que, no caso julgado, a responsabilidade estatal é inequívoca diante do sofrimento e da humilhação experimentados pelo réu, exculpado após ter cumprido prisão ilegal. A Turma acompanhou o voto-vista do ministro Luiz Fux. O casoDe acordo com os autos, Fernando Gomes de Araújo não foi pronunciado porque não havia indícios suficientes da sua participação na chacina. Ele provou que não estava no local no momento do crime, quando 21 pessoas foram assassinadas e outras quatro sofreram lesão grave. O policial militar ficou preso do dia 30 de junho de 1995 até o dia 1º de julho de 1997, data em que foi expedido o alvará de soltura. Posteriormente, também ficou detido na carceragem do quartel da PM de 7 a 17 de julho de 1997 por conta de corretivo aplicado pelo Comando da Polícia Militar, totalizando 741 dias de prisão.
PARA IRMÃO QUE VOCÊ GOSTA: Nunes Júnior aparece nos grampos conversando com Rodriguez. Promete cópias do inquérito e o informa sobre os depoimentos. Cortez é citado nas escutas telefônicas, que dão sua colaboração como certa
16/11/2003 – 07h20
Acusados na Operação Anaconda agiram para abafar inquérito
GILMAR PENTEADO
da Folha de S. Paulo
FAUSTO SIQUEIRA
da Agência Folha, em Santos
Três homens armados provocam confusão em uma feira de malhas no litoral paulista. Teriam ofendido e ameaçado duas mulheres e agredido uma criança de nove anos com um tapa. Na saída da feira, são perseguidos e cercados por 12 policiais militares. Todos vão parar na delegacia.
Mais de um ano depois, o desfecho do episódio ocorrido na praia de Itararé, em São Vicente, surpreende: os três homens não foram responsabilizados e, por pouco, o tenente que comandou a ação da PM não é punido.
As identidades dos envolvidos também surpreende. Os três homens que teriam provocado a confusão eram, na verdade, o delegado da Polícia Federal José Augusto Bellini, o agente federal César Herman Rodriguez e o advogado Sérgio Chiamarelli Júnior.
Eles estão presos na sede da PF de São Paulo desde o último dia 30. São acusados de pertencer a um esquema que beneficiaria criminosos com a venda de sentenças judiciais, proteção policial, entre outros crimes.
O episódio em São Vicente, ocorrido em agosto de 2002, mostraria que o tráfico de influências exercido pela suposta quadrilha também era usado em benefício próprio, para evitar investigações indesejadas e punir desagravos.
Segundo relatórios de escutas do setor de inteligência da Polícia Federal, Bellini e os seus companheiros usaram seus contados na Polícia Civil paulista para impedir a investigação e forçar o arquivamento do inquérito. Nem um procedimento administrativo para apurar abuso de autoridade foi aberto pela Corregedoria da PF.
Cheque suspeito
Era sexta-feira, por volta das 18h, quando Bellini, Rodriguez e Chiamarelli Júnior, que estavam de folga, pararam em um estande de artigos de couro onde Geruísa da Silva Ferreira trabalhava.
A confusão teria começado, segundo a PF, quando houve a desconfiança que um cheque dado pelo grupo não tivesse fundos. Segundo queixa feita por Geruísa Ferreira, ela e outra mulher, que também trabalhava no estande, foram ofendidas e ameaçadas. O filho de Ferreira teria levado um tapa na cabeça.
O grupo teria mostrado as armas para intimidar, o que fez que um segurança da feira chamasse a PM. Eles foram cercados a poucas quadras dali. Os policiais federais se recusaram a ser revistados. No distrito, no entanto, todos foram “dispensados sem que fosse registrada qualquer ocorrência”, segundo relatório da PF.
Geruísa Ferreira se queixou contra os três, o inquérito teve de ser aberto pela Polícia Civil e o caso chegou à Corregedoria da PF. O mais assustado com o resultado negativo era Bellini, de acordo com os grampos. Ele teria usado sua rede de contatos na Polícia Civil para tentar influenciar a investigação. Queria não só ser inocentado como também teria iniciado uma campanha pelo indiciamento, por abuso de autoridade, do tenente da PM Samuel Robes Loureiro, que comandou a ação.
“É, mas o combinado era o indiciamento [do PM], né meu irmão”, disse Bellini, a um homem não-identificado, segundo a PF, ao saber que o inquérito não iria indiciar o tenente.
Bellini teria sido favorecido por pelo menos quatro delegados da Polícia Civil paulista. Entre eles, segundo relatório da PF, o delegado seccional de Santos, João Jorge Guerra Cortez, e o delegado de São Vicente, Niêmer Nunes Júnior. Os dois negam.
Nunes Júnior aparece nos grampos conversando com Rodriguez. Promete cópias do inquérito e o informa sobre os depoimentos. Cortez é citado nas escutas telefônicas, que dão sua colaboração como certa.
No final, os investigados comemoram o relatório do inquérito. Nos grampos, Chiamarelli Júnior diz a Rodriguez que o inquérito é “aquele que você faz para seu irmão, irmão que você gosta. Está legal mesmo, bem bonito”. Bellini comenta que, se a Corregedoria da PF vir o relatório, “não poderá abrir sindicância, quanto mais PD (processo disciplinar)”, o que realmente aconteceu.
____________________
O melhor do caso: em vez de apuração, promoção por merecimento.
UM CERTO CAPITÃO UBIRAJARA E OUTROS TORTURADORES QUE DÃO LIÇÕES DE MORAL E PROBIDADE ADMINISTRATIVA
Paulo Sérgio Leite Fernandes
Tenho fixação, desde os tempos em que freqüentava o cinema, em alguns filmes desencontrados. Destaquem-se “Dona Flor e seus dois maridos”, “Casanova” e “Klute, o passado condena”. Dona Flor, extraído da obra magistral de Jorge Amado (gosto deste e de Capitães de Areia), trata de uma viúva jovem, deixada por “Vadinho” e casada, depois, com o farmacêutico tocador de oboé (facultativamente às quintas, obrigatoriamente aos sábados e domingos). Casanova (Dirigido ou produzido por Fellini?) conta a epopéia do lendário sexômano cujo objetivo final era o de seduzir a mulher gigante, aquela que constituía a atração maior do circo, morando numa tenda escura e enorme. Klute (personificada por Jane Fonda) é a história de mulher bem posta na vida, mas perseguida por personagem misteriosa embolada nos suspeitos antecedentes da grande dama.
“Dona Flor”, pelo contexto psicológico, é minha preferida. Guarda remotíssima ligação com a “Blimunda” de Saramago (as qualidades de ambas, justapostas, fariam a mulher perfeita). Entretanto, a sedutora Flor e a perturbadora vidente não constituem a razão das reflexões deste Domingo de Páscoa. Cuide-se de assunto mais triste ligado ao denominado”Capitão Ubirajara”, codinome pertencente, segundo denúncias repetidas, a ilustre delegado que ocupa, hoje, posto destacado na policia de São Paulo. Realmente, aquela autoridade foi diretamente acusada por duas mulheres de praticar torturas, nos idos do golpe de 1964, dentro das infectas dependências do “DOI-CODI¨ (Rua Tutóia e quejandos). As denunciantes o apontam sem dúvida qualquer. Genoíno, pronunciando-se lá do Planalto, critica também, acerbamente, a nomeação do dito torturador para alto cargo na instituição. Ele nega, juntando os pés: o esbirro da ditadura seria um homônimo. As denunciantes, antigas terroristas, não mereceriam credibilidade. O governador Geraldo Alckimim (aquele da polícia duríssima, pretendendo fazer disso campanha eleitoral) afirma, em outras palavras, não ter ligação qualquer com a nomeação do “Capitão”. Tratar-se-ia de delegado de carreira, seguindo trajeto previsto nos regulamentos. Além disso, passado é passado. A Lei de Anistia, em plena vigência, passou a borracha em tudo, de um lado e do outro. O “Capitão”, se do próprio se tratasse, estava lá e pronto. Referindo-me a “Ubirajara”: a mulher torturada diz que o delegado é o próprio. Restará, no mínimo, séria dúvida sobre os bons antecedentes do policial. Fui buscar na “internet” a data do nascimento do governador Geraldo. Tinha dez anos no golpe de 1964. Depois, crescendo, foi vereador, deputado muito bem votado, prefeito e vice de Mário Covas, chegando aonde chegou sem grandes entreveros com o regime. De acordo com a biografia oficial, foi um dos fundadores do PSDB. Vale isso, no fim das contas, a dizer que não sofreu nas carnes o beliscão dos alicates empunhados pelos esbirros da ditadura. Já grandinho naquela época, tive participação discreta na resistência. Meus méritos: defendi uns meninos acusados de lançamento de bombas caseiras na cavalaria (conseguimos convencer a Auditoria de Guerra que aquilo não explodia – saímos do recinto no intervalo, com medo de que fizessem teste) e apresentei um fugitivo à 36.ª delegacia, um dia depois do assassinato de Herzog (Fui tratado com melão e presunto. Filmaram o almoço). Tive parceiro num dos episódios. Ele tinha dez mil dólares no bolso e o passaporte, tudo pronto para uma emergência. Pedi-lhe algum emprestado, de brincadeira. Se precisasse fugir, não chegaria além de Osasco…
Arredondando a tragicomédia de “Um certo Capitão Ubirajara”, retorne-se ao ilustre delegado de polícia e ao governador. Há hoje homens que usavam calças curtas na ditadura. Não acompanharam os dramas daquele tempo infernal. Outros teriam, ou não, um passado condenável, à moda de “Klute”. A tortura é execrável, governador. Tirei um preso da Cadeia, naquele tempo, vivo sim, mas vinte quilos mais magro, isso dezesseis dias depois da prisão. Nunca se recuperou. Uma advogada foi posta em liberdade depois de ensurdecida com os “telefones” (mãos em conchas) nos ouvidos. Isso é o que se pode contar sem levar o leitor a desespero. Daí,é preciso que o governador, ex-vice de Mário Covas, examine durissimamente o assunto. Tocante ao “Capitão”, ou ele é o próprio ou não é. Se não for, as torturadas dizem que é. Se for, arrependeu-se ou não, mas não pode ficar onde está. Lembro-me de um antigo esbirro que confessou suas faltas ao entrar na velhice. Era exceção. A maioria tem ausência completa de autocrítica. Sonha com anjos. Alguns guardam, inclusive, os instrumentos de tortura sob a cama, a título de recordação. Dizem, aliás, que o bom torturador não tem partido político nem ideologia. Serve a qualquer governo. A história política dos povos passa. Os carrascos costumam solidificar-se, a exemplo daqueles fetos gerados fora da cavidade uterina dos seres monstruosos. Disfarçam-se. Sempre encontram quem se entusiasme pelo mimetismo. Candidatam-se. Bem votados, dão lições de moral e severidade no trato da coisa pública. O único recurso de quem mantém nas carnes as cicatrizes do ferro em brasa é reivindicar justiça. Ficam no espaço os gritos de horror ricocheteando pelas paredes do palácio vermelho, prédio lá perto da estação de trens. Pretende-se transformá-lo em museu. Já é alguma coisa. As torturadas de antanho podem ocupar o palco na inauguração, enquanto repetem os urros de dor, acompanhando os acordes do hino nacional. É como o roteiro de Klute. As más ações condenam sempre.
QUEM É QUEM NA POLÍCIA CIVIL
E pude responder negativamente.
Entretanto fiz a ressalva de que as rançosas posições por mim defendidas, em relação às chefias, resultam da minha observação da atual estrutura funcional da Polícia Civil.
Neste nosso órgão trabalham duramente: os Escrivães, os Agentes e os Carcereiros.
Os Delegados comuns são gerentes.
Os Delegados de Polícia que foram Investigadores administram a Polícia Civil…
São os membros da Diretoria.
A maioria pelo menos.
E qual a posição dos Investigadores? ( nota: digo dos “chefes”)
Acham-se donos do órgão.
Há exceções é claro!
SEGREDO DE JUSTIÇA E CIRCUNSPECÇÃO SÓ PARA CORRUPTOS DE NOMEADA – AOS DE NONADA " ESCULACHO"
da Folha Online
Os delegados Irani Guedes Barros e Pedro Pórrio, suspeitos de extorquir o megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, preso na Grande São Paulo, são ouvidos na tarde desta quinta-feira pela Corregedoria da Polícia Civil. Ao mesmo tempo, um delegado da corregedoria acompanha o depoimento do traficante na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.
As denúncias contra os delegados foram publicadas nesta quarta-feira pela Folha. Abadía foi extorquido ao menos quatro vezes por policiais do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos), do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e da delegacia fazendária.
O corregedor-geral da Polícia Civil, Francisco de Souza Campos, disse que já havia instaurado um processo para investigar as extorsões em 14 de agosto, depois que outra reportagem da Folha acusava policiais também do Denarc de extorquir R$ 800 mil do colombiano.
Exceto a data em que o inquérito foi instaurado, Campos não revelou nenhum detalhe sobre a investigação, alegando que ela ocorre em segredo de Justiça. “Não posso comentar”, disse o corregedor ao ser questionado sobre quantos policiais estão sendo investigados. “Não posso adiantar absolutamente nada”, disse ao ser perguntado sobre o teor dos depoimentos de Abadía e seus comparsas enviados à Polícia Civil pela Justiça Federal, nos quais são feitas as acusações de extorsão contra os policiais.
Campos foi veemente ao classificar as acusações: “Elas são graves, e se for comprovada a participação de policiais, todos serão punidos exemplarmente”, disse o corregedor. Mesmo assim, nenhum dos envolvidos foi afastado e continuam exercendo normalmente suas funções na polícia. Pórrio –que já foi lotado no Denarc- trabalha hoje na 5ª Seccional de São Paulo, responsável por parte da zona leste da capital.
Seqüestros
Entre as extorsões contra Abadía que são investigadas, duas envolvem seqüestros. De acordo com a reportagem publicada pela Folha nesta terça, R$ 2,5 milhões teriam sido dados pela quadrilha aos policiais.
Em um dos casos, o colombiano Henry Edval Lagos, conhecido como Pancho, foi capturado por policiais e solto depois do pagamento do resgate. O delegado Barros teria ficado com US$ 280 mil (R$ 588 mil). No seqüestro, a vítima foi Ana Maria Stein, mulher do empresário Daniel Maróstica, que ajudava Abadía a lavar dinheiro.
E, LOGO DEPOIS, LEVADOS AO CÁRCERE SOB AS LUZES DA IMPRENSA.
TAMBÉM, HÁ CASOS DE POLICIAIS QUE APÓS ALGEMADOS ACABAM ESBOFETEADOS.
