no DECAP, o Dr. ROBERT LEON CARREL – RG 9.403.054,
Delegado de Polícia de Classe Especial, padrão VI, lotado na
Delegacia Geral de Polícia, anteriormente classificado no
DETRAN.(DGP 3782/P)
22/7/2004 1:10, Redação com agências de notícias
A delegacia de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, ficou com as portas fechadas na última quarta-feira, só o plantão funcionou. O delegado Mauro Reinaldo e outros três policiais foram afastados pela Secretaria de Segurança Pública. O Ministério Público estadual investiga se há ligação dos policiais com quadrilhas de desmanche de carros.
O escrivão Sirilo Bueno também não apareceu para trabalhar na delegacia de Ferraz de Vasconcelos. O carro que o policial aparece dirigindo nas imagens divulgadas pelo ‘Jornal Nacional’ foi comprado há um ano, por um homem que não quer ser identificado. Os documentos já estavam prontos para a transferência, mas os ladrões foram mais rápidos. No dia 12 de outubro de 2003, foi registrado o boletim de ocorrência.
– Quatro meses depois vieram avisar que tinham encontrado o carro no dia seguinte ao roubo – conta a vítima, que não quis se identificar.
O carro estava no pátio de Itaquaquecetuba. Sem dinheiro para pagar multas e despesas do depósito, o homem ficou a pé.
– Quando eu voltei lá de novo, eles falaram que o carro já tinha sido leiloado e o carro já tinha, como se diz, já tinham desmanchado o carro, tinham vendido como sucata – lembra.
Mesmo estando com um escrivão, a corregedoria ainda não localizou o carro da vítima. O responsável pela investigação disse que, se as denúncias forem comprovadas, os policiais podem ser presos.
– Não podemos esquecer que os policiais são homens e estão sujeitos à desonestidade. Isso acontece – afirma o corregedor da Polícia Civil, Pedro Herbella.
Segundo o Ministério Público, o que aconteceu em Itaquaquecetuba não é um caso isolado. Em uma delegacia da zona sul da capital, os promotores descobriram que o carro da mulher de um dos delegados estava com as placas trocadas.
Sete policiais de outras delegacias estão sendo investigados. Os promotores acreditam que estão apenas começando a desvendar um grande esquema de falsificação de boletins de ocorrência para desvio de carros.
Em uma agenda que o Ministério Público Estadual apreendeu com o dono de um desmanche de carros aparecem as seguintes anotações: “delegacia de Itaquá, R$ 2 mil” e “polícia de Ferraz de Vasconcelos, R$ 6 mil”.
Para os promotores e a Corregedoria da Polícia Civil, pode ser uma prova do envolvimento de policiais com uma quadrilha que desmancha carros roubados na Grande São Paulo.
http://correiodobrasil.com.br/acusados-de-desviar-carros-roubados-policiais-sao-afastados/61003/

19/07/2008 –
Planalto avalia que errou ao entrar em choque com Protógenes Queiroz
KENNEDY ALENCAR
da Folha de S.Paulo
O Palácio do Planalto avalia que errou ao “comprar uma briga” com o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz.
Ontem, um ministro próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse à Folha que “foi um erro brigar com o delegado, que é o herói da história”.
Agora, o governo discute estratégia para conter danos. Com Lula e o ministro Tarso Genro (Justiça) em viagem ao exterior, não se sabia até ontem se o Planalto recuaria publicamente ou se daria o assunto por encerrado, considerando-o exclusivo da PF.
O chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, se reuniu com Tarso antes de sua viagem e ambos constataram que repercutiu mal a fita com trechos da conversa entre Queiroz e os superiores. O objetivo da divulgação da fita, editada, era provar que o delegado havia pedido para sair da investigação –reforçando a versão da cúpula da PF, que foi endossada por Lula.
O presidente criticou o delegado, exigiu a sua volta e chegou a dizer que a versão de que Queiroz fora pressionado a deixar o posto era mentirosa. Em entrevista no Palácio do Planalto, negou que o afastamento de Queiroz do caso se tratava de uma operação-abafa –já que a investigação chegou à sua ante-sala, com grampos de conversas entre o petista Luiz Eduardo Greenhalgh e Carvalho. Mas a gravação contradiz a versão da PF.
Auxiliares do presidente avaliaram que o governo errou no tratamento que deu ao caso. Na segunda-feira (14), o presidente se reuniu com seus principais ministros e o destaque foram as revelações de que Lula considerava que a PF cometera excessos na operação. O afastamento de Queiroz veio logo depois.
Se dizendo satisfeito com a Operação Satiagraha, Lula afirmou que não viu nada desabonador para Gilberto Carvalho e que Dantas nunca obteve favores dele.
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Parece haver gente inteligente no Governo Federal.
Devem ser os últimos a quem buscam orientações.
É assim em todo governo.
Os mais capazes são lembrados e ouvidos só depois dos estragos.
Primeiramente consultam a Veja, a Globo, a Folha , o Estado, entre outros…