“Porque escrevo assim: a ferida venezuelana e a honra de ser latino-americano” – La Cumparsita por Julio Sosa Resposta

Não fique nervoso Dr. , mas o Maduro já apodreceu : Maduro, que chegou ao poder após a morte de Hugo Chávez, demonstrou ser um líder autoritário, incapaz de reconhecer a vontade do povo venezuelano. Ele reprimiu as vozes dissidentes, prendeu opositores e violou sistematicamente os direitos fundamentais de cada um de nós. A liberdade de expressão foi seu maior inimigo, e a liberdade política, seu maior medo.

Este governo implementou políticas que destruíram nossa economia, deixaram nossa moeda sem valor e empobreceram a maioria da população. Enquanto isso, os membros de seu círculo próximo se enriquecem, mostrando sua verdadeira natureza: uma elite corrupta que não tem interesse algum em melhorar a vida do povo, mas sim em se manter no poder para continuar saqueando nossos recursos.

Maduro e seu regime tomaram controle de todas as instituições do Estado, distorcendo a democracia, manipulando os processos eleitorais e usando a força militar para se manter no poder. Sua estratégia é clara:o medo, a repressão e a mentira. Mas não devemos acreditar que o povo venezuelano está derrotado. A cada dia, mais pessoas se levantam, se organizam e gritam em uma só voz: 

Chega de ditadura!

Não estamos sozinhos. O mundo inteiro tem testemunhado as atrocidades cometidas por este regime. Organizações internacionais denunciaram a violação dos direitos humanos na Venezuela e a comunidade internacional exige uma mudança, uma transição para a democracia.

Hoje, mais do que nunca, devemos nos unir na luta pela nossa liberdade. Não podemos permitir que um regime corrupto e repressivo continue nos despojando de nossa dignidade. A Venezuela merece mais do que viver sob o jugo de um ditador. Merecemos ter o direito de escolher nossos líderes sem medo de represálias, viver em um país onde a justiça e a igualdade sejam os pilares da nossa convivência.A todos que sofrem em silêncio, a todos que perderam um ente querido, a todos que foram forçados a deixar sua terra natal em busca de um futuro melhor: a sua dor é nossa dor. Mas também é nossa motivação. Não descansaremos até que a Venezuela seja livre.

La lucha es difícil, pero no está perdida. Juntos, con valentía, determinación y esperanza, lograremos derrotar la dictadura y devolverle al pueblo venezolano la democracia que le ha sido arrebatada.

Viva Venezuela libre. ¡Viva la democracia!

A luta é difícil, mas não está perdida. Juntos, com coragem, determinação e esperança, conseguiremos derrotar a ditadura e devolver ao povo venezuelano a democracia que lhe foi roubada.

Viva a Venezuela livre! Viva a democracia!

Sei que o Sr. Dr. é descendente de Argentinos e por ser da América Espanhola sabe das dificuldades do povo. Argentina também é um país de coragem e resistência. Enfrentou tempestades políticas, crises econômicas e momentos de grande sofrimento, mas seu povo nunca se entregou. A luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela justiça social é um exemplo para todos nós. O povo argentino é resiliente, determinado e orgulhoso de suas raízes.

Neste momento, queremos lembrar a força de sua identidade e a beleza de sua cultura, que não é apenas geográfica, mas também histórica, emocional e humana. Hoje, celebramos não só a Argentina como nação, mas como um povo que nunca deixa de lutar por seus valores, por seus sonhos e por sua liberdade.

Queremos expressar nossa admiração, nosso respeito e nosso carinho por todos os argentinos. Que este país continue a brilhar, não só em seu futebol, mas também em sua arte, sua literatura, sua música, sua política e, acima de tudo, em seu povo

Autor : Santiago Lòpez

Titulo e Música por Flit .

Júlio Sosa : Gerardo H Matos Rodriguez, Enrique Pedro Maroni Composer: Pascual Contursi Music Publisher: Universal Mgb Internacional

Santa Catarina precisa ser investigada de fora para dentro …Melhor o pé no capim do que o pé na cova …Nóis vai descer …vais descer…vai descer : prá vala no finalzinho de ano! 21

Florianópolis, janeiro de 2026. A “ilha da magia” cavou mais um buraco na terra e enfiou dentro quatro rapazes que vieram de Minas e São Paulo em busca de trabalho e um gole de futuro barato.

Foi recebê-los com execução e inumação em  vala clandestina e um recado muito claro: aqui quem manda é a facção;  e quem finge mandar veste farda, terno ou toga e diz que está “apurando os fatos”.

O roteiro é velho, mas em Santa Catarina ganha uma estética própria: o estado que se acha Europa tropical, loiro de catálogo, com bandeira hasteada no poste e olhar torto para quem vem de fora : nordestino, mineiro, paulista preto, pobres em geral ou apenas inconveniente.

A elite branca de condomínio e a malandragem uniformizada, engravatada e togada compartilham o mesmo incômodo: esse Brasil mestiço, barulhento e inconveniente que insiste em atravessar a ponte e pisar na areia que eles imaginam privada.

Os quatro meninos desapareceram numa quinta-feira qualquer, depois de um bar qualquer, porque o Brasil é isso: a linha que separa “sair para beber” de “sumir do mapa” é o primeiro beco sem câmera e o primeiro camburão que resolve olhar para o lado errado.

Em Florianópolis, o lado errado costuma ter CEP de periferia e sotaque de fora; em Minas eles eram filhos, amigos, trabalhadores de promessa miúda; aqui viraram “elementos”, “suspeitos”, “possíveis envolvidos com facção”, aquele carimbo mágico que autoriza a indiferença.

A versão oficial, por enquanto, é a mais cômoda: facção local, PGC, cemitério do crime, revanchismo com facção rival.

É a narrativa perfeita importada do governo Paulista : atribui tudo ao “crime organizado”, esse espantalho conveniente que esconde a promiscuidade estrutural entre Estado, polícia e mercado ilegal ;  como se cemitério clandestino brotasse sem vista grossa, sem controle territorial frouxo, sem conivência de quem diz “não sabia” enquanto passa de viatura a menos de uma quadra. 

E quem garante que não seja o cemitério clandestino da PM catarina?

Muito mais grave, quando um estado inteiro se acha “diferente do Brasil”, o passo seguinte é tratar brasileiro  mestiço de fora – salvo o Neymar – como invasor.

Racismo aqui não é só cor da pele, é também CPF de origem, sotaque  e a  roupa fora do padrão da tribo local.

A polícia catarinense já produziu seu desfile de casos de racismo explícito, a ponto de MP e Judiciário terem de impor medidas cautelares contra PM da reserva por vomitar ódio racial em vídeo , mas o discurso dominante segue o mesmo: “casos isolados”, “não representa a instituição”, “exagero da mídia”.

Enquanto isso, quatro corpos amarrados, mutilados, enterrados em Biguaçu, esperam identificação completa e laudo, enquanto as famílias em Minas e São Paulo sobem o calvário burocrático de reconhecer cabeça, fragmento, dente, qualquer coisa que prove que o filho agora é mais uma na estatística.

A morte em série, no Brasil, é processada em cartório, em planilha, em nota oficial de três linhas; o sofrimento é artesanal, feito à mão, de mãe em mãe, de pai em pai.

E aí entra o ponto que ninguém gosta de encarar: num caso desses, não basta “deixar a polícia trabalhar”.

Quando a polícia faz parte do problema – por ação, omissão ou promiscuidade – “deixar trabalhar” pode significar exatamente isso: garantir que não se chegue nos verdadeiros mandantes, nem nos elos incômodos da cadeia de comando, públicos e privados.

A mesma estrutura que finge se horrorizar com a vala é aquela que, na prática, negocia território, horários, favores e silêncio.

Ora…ora , onde não há drogas e putas a rodo não há turismo lucrativo!  

A Polícia Federal, quando não está capturada por ministro oportunista e diretor carimbador de despacho, já mostrou que sabe mexer em colmeia sem pedir benção a coronel local nem a cacique estadual.

É justamente por isso que incomoda: porque, em tese, tem fôlego e estrutura para chegar aonde a polícia “da casa” tropeça, desvia o olhar ou recebe uma “orientação” de cima: “deixa quieto” , coloca na conta do PCC.  

Num caso em que vítimas são migrantes internos, há suspeita de motivação discriminatória difusa, atuação de facção interestadual e histórico de racismo institucional, pedir federalização não é exagero; é instinto de sobrevivência democrática.

Santa Catarina precisa ser investigada de fora para dentro.

Não só o buraco na terra em Biguaçu, mas o buraco moral que transforma parte da população em hóspede indesejado no próprio país.

O separatismo não é só fantasia de rede social com bandeira confederada de fundo; está nas abordagens, nos xingamentos, nos “aqui não é lugar para vocês”, nas decisões administrativas que punem quem denuncia racismo e protegem quem pratica.

Os quatro rapazes mortos são o Brasil colidindo com o sonho europeu catarinense: um conflito que termina, claro, com os de sempre enterrados e os de sempre dando entrevista em frente a painel personalizado com brasão do Estado e do órgão policial.

Vão prometer “rigor”, “investigação imparcial”, “integração das forças”, enquanto nos bastidores combinam a narrativa aceitável, ajustam termos técnicos e distribuem culpas que não respingam em gente importante.

Neste palco, o mínimo aceitável é tirar o inquérito da mão da confraria local e jogar no colo de quem, ao menos em tese, não depende do churrasco de domingo com político da região nem da indicação para cargo em comissão no governo estadual. Federalizar não é panaceia; é só uma forma de dizer aos donos do pedaço que, desta vez, talvez não dê para empurrar tudo para o PCC de praxe e o PGC da vez, lavando a honra das instituições na água suja da vala comum.

Florianópolis gosta de vender a imagem de ilha da magia. A magia está aí: transformar quatro garotos em inimigos invisíveis, em alvos legítimos, em corpos descartáveis ;  sem que ninguém de farda ou caneta se sinta realmente responsável.

Enquanto não vier alguém de fora abrir essas covas simbólicas e institucionais, a única magia garantida será essa: fazer desaparecer, junto com os rapazes, qualquer esperança de que a vida de quem vem de longe valha alguma coisa na república branca da praia gelada.