
Como explicar a trajetória meteórica de certos delegados na Polícia Civil de São Paulo?
Como justificar que um delegado desde estagiário à classe especial tenha galgado os degraus mais altos da hierarquia policial com tamanha facilidade e rapidez, sempre assumindo postos estratégicos justamente em departamentos conhecidos muito mais pelos escândalos de corrupção do que pelo compromisso com a sociedade?
Plantão em DP de periferia nunca fez!
Alberto Pereira Matheus Junior é o exemplo perfeito dessa inquietante contradição legislativa: promoção a classe especial pelo critério de merecimento.
No popular : QI – de quem indicou ou QI – do quanto investiu!
Delegado classe especial, chegou ao topo da carreira policial paulista com uma velocidade impressionante, acumulando passagens por unidades como o DEIC e o DENARC—departamentos que, historicamente, aparecem nas manchetes não apenas por operações contra o crime organizado, mas também por frequentes denúncias envolvendo extorsões e práticas ilícitas.
Como foi possível que alguém cuja trajetória agora se revela tão sombria tenha sido aprovado num concurso público rigoroso?
Como explicar que tenha galgado posições tão relevantes sem despertar suspeitas internas ou externas antes das operações da Polícia Federal ?
Ou será que tais suspeitas sempre existiram, porém foram convenientemente ignorada$ ou abafada$?
Mais grave ainda é constatar que Alberto não agia sozinho.
A sublime investigação da Polícia Federal revela um esquema estruturado de corrupção e extorsão envolvendo pagamentos periódicos feitos por subordinados diretamente nas contas bancárias de seus familiares próximos — esposa e filho.
Uma verdadeira “mesada” ilícita mensal, paga como se fosse pedágio pelo cargo ocupado.
Meus caros , além de ladrão burro é filho da puta !
O delegado não apenas maculou a própria carreira: envolveu sua família diretamente na lama da corrupção policial.
Receber dinheiro ilícito nas contas bancárias da esposa e do filho é a prova cabal do sentimento de impunidade – e falta de inteligência – que domina certos setores da Polícia Civil paulista.
E quando as autoridades finalmente bateram à sua porta para esclarecer os fatos, Alberto Pereira Matheus Junior perdeu misteriosamente seu celular na véspera da operação policial — uma coincidência tão conveniente quanto improvável.
Ele usa SIGMA…E não é para namorar!
A pergunta de alta indagação , afinal, quem protegeu Alberto Pereira Matheus Junior durante todo esse tempo ( mais de 30 anos ) ?
Quem foram seus padrinhos políticos e institucionais?
Como alguém tão burro pôde alcançar rapidamente postos-chave no Deic, Denarc e na Seccional de São José dos Campos — departamentos tradicionalmente marcados por escândalos recorrentes?
Essas perguntas precisam ser respondidas urgentemente pelas autoridades responsáveis pela fiscalização interna das polícias.
Não apenas para punir exemplarmente os culpados, mas sobretudo para resgatar a confiança da população em instituições essenciais ao Estado Democrático de Direito.
Enquanto isso não ocorre, cada dia em que Alberto Pereira Matheus Junior permanece livre, recebendo dos cofres públicos sem trabalhar e usufruindo do que “poupou e escondeu ” é mais um dia em que a justiça falha com as vítimas do crime organizado.
E falha , também, com os milhares de policiais honestos que sofrem diuturnamente por todas as formas de privações!
Falarei por mim: “quantos dias, quantas noites , quantos meses , quantos anos me senti um afogado”!
Também, é mais um dia em que a sociedade assiste perplexa à fragilidade moral daqueles que deveriam protegê-la.
As evidências atuais colhidas pela Polícia Federal sustentam abertura de ação penal por corrupção e organização criminosa, mas a eventual condenação dependerá de reforço ( com muito esforço ) probatório.
A relação entre as promoções de Alberto e o esquema é o elo mais frágil, exigindo apuração de esquemas políticos externos e internos na polícia.
É mais um caso para investigar infiltração criminosa em carreiras de Estado, com impacto na credibilidade da Polícia Civil.
Flit Paralisante – Quando o Corporativismo Mafioso Vence a/o Guerra
Há uma guerra silenciosa sendo travada nas delegacias, corredores palacianos e salas de fofocas.
Não é a guerra das armas, das drogas ou das quadrilhas.
É a guerra contra um inimigo visível, não letal e infinitamente criativo: o Flit paralisante.
Não se trata de um inseticida, mas de um inimigo de gente sem termômetro de dignidade que corrói a Instituição, desestimulando e engessando até os mais corajosos.
