30 de Dezembro – dia da canalhice de grupelhos de delegados de polícia aposentados Resposta

Ah, meu caro leitor, que ano foi esse de 2024!

Um verdadeiro carrossel de emoções na segurança pública brasileira, girando e girando, mas sempre voltando ao mesmo lugar.

Como diria o saudoso Nelson Rodrigues, “o óbvio ululante” se faz presente mais uma vez.

Começamos o ano com uma fuga digna de filme hollywoodiano em Mossoró.

Presos federais dando adeus às grades como se fossem turistas saindo para um passeio dominical.

E terminamos com cenas que fariam até o Quentin Tarantino corar: policiais paulistas matando e roubando sem parar, digo, fazendo justiça salarial e social com as próprias mãos e bolsos, num espetáculo macabro de barbárie tropical.

Mexicanamos de vez!

No meio disso tudo, o Rio de Janeiro manteve sua tradição secular: tiros para cá, tiros para lá, e balas perdidas encontrando alvos inocentes.

Um autêntico faroeste carioca, onde o banho de mar vem acompanhado de uma roleta-russa involuntária.

Mas não pensem que estamos sem motivos para comemorar!

Os homicídios diminuíram, vejam só.

Graças a quem? 

Às nossas eficientes políticas públicas?

Ora, não sejamos ingênuos! Devemos agradecer às facções criminosas, que em sua infinda bondade, decidiram estabelecer uma governança criminal mais pacífica.

Que alívio, não?

E o que dizer do nosso querido Ministério da Justiça?

Trocou-se o ministro como quem troca de roupa para uma festa.

Saiu o Dino, entrou o Lewandowski.

Um mais silencioso que o outro, numa competição acirrada para ver quem consegue fazer menos barulho enquanto o circo pega fogo.

Ah, mas temos uma luz no fim do túnel!

As câmeras corporais nos policiais!

Finalmente poderemos assistir em HD às cenas de violência policial.

Quem sabe não ganhamos um Oscar de melhor documentário de ação?

E para o grand finale de 2025, o que nos aguarda?

A operacionalização do SUSP!

Uma sigla tão inspiradora quanto um prato de brócolis sem sal.

Mas não percamos as esperanças, quem sabe dessa vez o Estado consiga se organizar para enfrentar o crime organizado.

Afinal, em terra de cego, quem tem um olho é rei.

Ou seria melhor dizer, em terra de desorganizados, quem tem um mínimo de organização é imperador?

Enfim, meus caros, preparem-se para mais um ano na montanha-russa da segurança pública brasileira.

Apertem os cintos e não esqueçam de sorrir para as câmeras corporais.

Quem sabe não saímos no próximo viral?

Ah, hoje o extinto DOPS completaria 100 anos…

E o que tem de velhaco comemorando não está escrito…

Especialmente os DOUTORES APOSENTADOS…

Alguns se manifestando: TUDO O QUE SEI APRENDI LÁ!

Ser canalha total e drogado, né?

 

ADVERTÊNCIAS SOBRE A LIMITAÇÃO DO CONTEÚDO O conteúdo deste blog , salvo quando expressamente indicada a fonte , não possui valor acadêmico , científico , acusatório/probatório. Trata-se de obra diletante, de caráter exclusivamente informativo e opinativo, desprovido dos conhecimentos técnicos específicos. Apesar do esforço constante na busca da exatidão e do compromisso com a verdade dos fatos, este material está sujeito a equívocos inerentes à limitação de meios, dados públicos e interpretação de fontes s disponíveis. Não há, em nenhuma hipótese, intenção de alimentar ódio específico ou institucional. Busca-se apenas contribuir para o debate público e a necessidade de defesa da sociedade. Incentiva-se a análise crítica, o respeito a todas às pessoas e instituições do Estado de Direito e o acolhimento de eventual retificação/retratação caso se faça necessário. Solicita-se a compreensão de possíveis limitações linguísticas nos textos publicados neste espaço decorrentes de opinião subjetiva e da diversidade de assuntos tratados. Ressalta-se que, em hipótese alguma, se pretende promover generalizações negativas ou atribuir condutas impróprias indiscriminadamente a categorias profissionais ou instituições. Por princípio , em todos os campos da atividade humana – especialmente no funcionalismo público – a maioria das pessoas e titulares de cargos é integra, desempenhando suas funções de forma digna, legal e comprometida com a construção de uma sociedade mais justa. Eventuais críticas ou análises aqui apresentadas são pontuais e opinativas, jamais configurando juízos generalizantes. Recomenda-se, especialmente, a consulta a fontes e oficiais para informação definitiva sobre os fatos. Contato: dipolflitparalisante@gmail.com