Tarcísio de Freitas e a Insensatez na Segurança Pública 32

 

A “política”  de segurança pública do governador Tarcísio de Freitas tem se mostrado um verdadeiro espetáculo de insensatez e desumanidade

Depois do menino  Ryan baleado por policiais militares no Morro São Bento, na cidade de Santos , agora o homicídio brutal do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta.

O que deveria ser uma abordagem policial cautelosa e respeitosa transformou-se em um ato de violência desmedida, revelando não apenas a falência da “doutrina” adotada pela PM , mas também a insensibilidade de um governo que parece mais preocupado em manter uma fachada de ordem e honestidade  do que em proteger os cidadãos.

É só fachada !

Marco Aurélio, um jovem de 22 anos, foi assassinado à queima-roupa por policiais militares que ignoraram os protocolos mais básicos de abordagem.

As imagens são muito claras: dois agentes armados, um deles chutando o estudante desarmado, culminando em um disparo fatal.

Essa cena grotesca não é apenas uma tragédia pessoal; é consequência  de uma cultura policial que Tarcísio e seu secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, alimentam , desde o início do governo , com discursos belicosos e uma ideologia que valoriza a força bruta sobre o respeito à vida.

O governador Tarcísio com suas declarações sempre elogiosas ao secretário Derrite — conhecido por sua postura indigna do oficialato – que afirma que “PM deve matar pelo menos cinco para não ser considerado vagabundo” — são um claro indicativo do tipo de liderança que ele exerce.

Um fraco!

Submisso ao seu Secretário simpatizante do Golpista-mor !

É inaceitável que, em vez de promover uma reforma na polícia, Tarcísio valide e celebre uma abordagem que resulta em mortes desnecessárias. A covardia e a crueldade de muitos policiais militares é por demais conhecida; fruto de uma cultura autoritária e desvalor pela dignidade humana.

E quando não se trata de assassinatos covardes , no mínimo é total falta de autocontrole de quem por qualquer razão atira e depois assassina, com mentiras , a honra da sua vítima.

No caso do rapaz não foi possível intrujar uma arma ou drogas , mas  mentiram deslavadamente!

Como sempre , após a morte do estudante, Tarcísio se apressou a afirmar que “abusos nunca serão tolerados” e que os responsáveis seriam “severamente punidos”.

No entanto, essa retórica soa vazia diante da realidade: as promessas de punição são frequentemente seguidas pela impunidade.

A história recente mostra que casos semelhantes resultaram em investigações morosas e punições brandas, quando não em absolvições completas.

O ciclo vicioso de violência policial continua sem interrupções significativas.

A Polícia Civil , digo, delegados , se borram de medo da PM ; useira e vezeira em fabricar dossiês difamatórios contra aqueles que consideram inimigos.

E quem toma dinheiro para aliviar PCCs não tem moral para nada, especialmente para investigar mortes envolvendo policiais militares. Se cobra de um tem que fazer de graça para o outro!

Verdadeiramente,  não há punições reais; nem mesmo quando se chega ao Tribunal do Juri .

O comportamento covarde e assassino da PM, sob a orientação politiqueira do atual governo,  permanecerá inalterado.

O discurso dessa gente não se traduz em ações concretas para proteger os cidadãos; pelo contrário, apenas legitima uma cultura de violência onde a vida humana é desconsiderada. O caso do estudante é apenas mais um entre muitos, na semana que vem tem mais.

O governador deveria  exigir maior responsabilidade e mudanças!

A população não pode se calar diante da corrupção e violência institucionalizadas.

E a corrupção e violência andam sempre de mãos dadas!

A PM puxou o gatilho que matou Marco Aurélio, mas somos nós quem devemos puxar o freio nessa máquina assassina.

Cada vida ceifada por policiais é uma mancha na história deste já muito manchado estado.

 

Policiais civis de Pernambuco convergem para a unificação dos cargos : “um sonho antigo nosso” … Por que tanta resistência em São Paulo ? 14

SINPOL-PE realiza debate sobre a Modernização da Polícia Civil e das Investigações (Lei Orgânica Nacional e a unificação dos cargos em Pernambuco)

   SINPOLPE

Na última terça-feira (19), o SINPOL-PE promoveu um importante debate sobre a Modernização da Polícia Civil (implementação da Lei Orgânica Nacional dos Policiais Civis e a unificação dos cargos em Pernambuco). O evento ocorreu no auditório do SINPOL, reunindo lideranças e representações sindicais de diversos estados, fortalecendo a troca de experiências e o alinhamento de estratégias para o avanço da categoria.

Os participantes puderam compartilhar informações sobre o andamento da Lei Orgânica em seus estados, promovendo uma discussão sobre os desafios e os avanços conquistados. O debate contou com a presença de representantes de sindicatos da Polícia Civil de outros estados, que trouxeram contribuições relevantes para o diálogo.

A mesa dos debates foi composta por:

– Narcelio Nascimento, Secretário do Sinpol/CE, Diretor Financeiro da Feipol-NE e Diretor da Cobrapol;
– ⁠Humberto Mileip, Oficial Investigador de Polícia e Diretor Financeiro da Cobrapol;
– ⁠Clóvis Guioto, Oficial Investigador de Polícia e Vice-presidente do SINDIPOL/ES;
– ⁠Suana Melo, Presidente da ASPOL-PB;
– ⁠Jean Rezende, Presidente do SINPOL/SE;
– ⁠Tony Brito, presidente do SINPOL/CEARÁ e da (Federação Nordestina dos Policiais Civis do Nordeste – FEIPOL/NE)
– ⁠Nilton Arruda, Presidente do SINPOL-RN.

O Presidente do SINPOL-PE, Áureo Cisneiros, destacou que foi um dos debates mais importantes da Polícia Civil. “Essa modernização é um sonho antigo nosso. Embora a Lei Orgânica Nacional não tenha sido aprovada exatamente como desejávamos, estamos cada vez mais próximos do nosso ideal: a carreira única. É fundamental modernizar as ações da Polícia Civil em busca de uma Segurança Pública melhor para o povo e ao mesmo tempo, garantir a valorização que tanto buscamos”, afirmou.

Além de abordar os aspectos técnicos e políticos da implementação da Lei Orgânica, o debate trouxe à tona a importância da unificação dos cargos como um passo essencial para a valorização dos Policiais Civis e o fortalecimento da segurança pública em Pernambuco e no Brasil. A troca de experiências entre os estados reforçou a necessidade de união e articulação nacional para alcançar os objetivos da categoria.

O evento foi marcado pela ampla participação da categoria, tanto presencialmente, quanto por meio da transmissão ao vivo pelo canal oficial do SINPOL no YouTube. A gravação está disponível na íntegra para que mais Policiais Civis acompanhem as discussões e fortaleçam o engajamento coletivo em prol das pautas discutidas.

Até o final de 2026 a Polícia Civil perderá cerca de 4 mil policiais , afirma a presidente do SINDPESP 8

Contratação de novos delegados alivia, mas não estanca evasão na Polícia Civil de SP, alerta Sindicato

Dos 353 delegados aprovados em concurso e nomeados pelo Governo do Estado, 305 concluíram a formação; outros seguiram outros caminhos ou desistiram da carreira

A contratação de 305 novos delegados de Polícia alivia, mas ainda não é o suficiente para recompor o déficit da instituição.
Apesar das recentes admissões, no mês de setembro deste ano, 767 vagas para delegado estavam em aberto no estado, segundo dados do Sindpesp – Crédito: Assessoria de Imprensa Fiamini

Por: Redação Perfil Brasil

22/11/2024 19:45

A contratação, nesta semana, de 305 novos delegados de Polícia por parte do governo paulista, para o trabalho em diversas regiões do estado, alivia, mas ainda não é o suficiente para recompor o déficit da instituição e, principalmente, “estagnar” a perda de profissionais que deixam a função em razão dos baixos salários e da falta de plano de progressão atrativo para a carreira. O alerta é do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp).

Apesar das recentes admissões, no mês de setembro deste ano, 767 vagas para delegado estavam em aberto no estado, segundo dados do Sindpesp. A presidente do Sindicato, delegada Jacqueline Valadares, teme que as desistências, nas mais diversas funções da Polícia Civil, ao longo dos próximos meses, se acentuem.

As contratações, em número expressivo, são mais do que bem-vindas para a Polícia Civil. Dos 353 novos delegados nomeados, 305 concluíram o curso e foram designados para Delegacias de todo o estado, que, aliás, há tempos estavam desfalcadas. Outros, embora nomeados, desistiram da formação para seguir diferentes caminhos, carreiras ou, até mesmo, atuar em estados que oferecem melhores condições de trabalho e remuneração”, destaca Jacqueline.

Diversos são os fatores que concorrem para esta situação, de acordo com Jacqueline. Por exemplo: não de hoje, São Paulo, campeão de arrecadação de tributos, estado mais rico do País e, também, com o maior custo de vida, é o 22º no ranking dos subsídios pagos aos seus delegados.

Pesa, ainda, para a evasão constante do quadro de Recursos Humanos da Polícia Civil, o péssimo plano de progressão na carreira. A maioria dos delegados se aposenta sem conseguir chegar à classe especial, ou seja, ao topo, após uma vida inteira dedicada à Segurança Pública”, aponta a delegada.

Para a presidente do Sindpesp, chegou a hora de o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), apresentar um plano de reestruturação salarial e de progressão na carreira, a fim de estimular a admissão de novos delegados e a permanência dos efetivos. “Sem isso, novas nomeações, como as dos 305 novos delegados, que ocorreram há poucos dias, serão apenas paliativas”, alerta.

Jacqueline lembra, ainda, que a perda constante de profissionais impacta diretamente na eficiência das investigações e incentiva a sensação de impunidade. “A valorização dos profissionais da Polícia Civil é fundamental para atrair mais talentos, reduzir a sobrecarga dos agentes em atividade e garantir uma resposta rápida e eficaz à sociedade”, frisa a delegada.

Defasômetro

Dos 41.912 cargos em funções diversas da Polícia Civil bandeirante, apenas 27.323 estavam ocupados em setembro deste ano, resultando em 14.589 vagas em aberto. Os números são do Defasômetro, do Sindpesp.

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Mesmo com a nomeação de 4.017 novos agentes em maio de 2024, a instituição segue enfrentando constante debandada de profissionais. Dois meses atrás, 132 policiais pediram baixa, o que, para a presidente do Sindicato é preocupante.

Se as saídas continuarem neste ritmo, até o final de 2026 poderemos ter quase 4 mil policiais civis a menos, anulando, assim, a eficiência dos recentes concursos, treinamentos e nomeações”, enfatiza Jacqueline