Quem é o Bicheiro Nanoel Rodrigues , vulgo “Nequinho” , da Baixada Santista Resposta

Manoel Rodrigues Filho, também conhecido como “Maneco”, é um proeminente bicheiro da Baixada Santista, região do litoral de São Paulo. Baseado nas informações fornecidas, podemos destacar os seguintes pontos sobre ele:

Atividades Criminosas

Maneco é apontado como o responsável por uma organização criminosa herdada do Pai ( NECO ) que:

  • Mantinha 130 pontos de jogo do bicho em cidades da Baixada Santista[3]
  • Estava envolvida em lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos[3]
  • Operava um esquema milionário de jogo do bicho na região[3][4]

Operação Policial

Em 2021, uma operação denominada “Game Over” foi deflagrada contra a organização de Maneco:

  • Realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Corregedoria da Polícia Militar[3]
  • Resultou na apreensão de mais de R$ 1 milhão em dinheiro, além de armas e munições[3]
  • 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Santos, São Vicente e Indaiatuba[3]

Propriedades e Bens

  • Maneco residia em um apartamento de cobertura na Rua Liberdade, no bairro Aparecida, em Santos[3]
  • Mantinha um “mini-zoológico” ilegal em sua cobertura, com cerca de 20 animais silvestres sem documentação[3]
  • É sócio da Construtora e Incorporadora 3Z, junto com suas três irmãs[4]
  • Também é sócio da MR Eventos, no Valongo[4]

Situação Atual

No momento da operação policial, Maneco estava fora do país, segundo informações da polícia[3]. A ação penal tramita sob segredo de justiça não sendo encontrados maiores dados, todavia, segundo consta, em fase de sentença.

Família e Associados

  • Sua esposa, Tatiane Oliveira Gomes da Silva, foi denunciada junto com ele[4]
  • Suas três irmãs – Zilmara, Zilma e Zicely de Souza Rodrigues – também foram denunciadas e são sócias em seus negócios[4]
  • Fábio Carvalho Necchi é apontado como homem de confiança de Maneco[4]

A organização criminosa liderada por Manoel Rodrigues Filho era complexa e envolvia diversos setores, incluindo um núcleo gerencial, operacional e de segurança, este último contando com a participação de policiais[4].

Citations:
[1] https://www.conjur.com.br/2007-nov-30/reu_soube_pedido_prisao_antes_juiza/
[2] https://memoria.bn.gov.br/pdf/030015/per030015_1965_00024.pdf
[3] https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/dono-de-esquema-milionario-de-jogo-do-bicho-mantinha-mini-zoologico-em-sp.ghtml
[4] https://santaportal.com.br/policia/gaeco-estoura-jogo-do-bicho-em-santos
[5] https://revistas.usp.br/alterjor/article/download/88287/91165
[6] https://globoplay.globo.com/v/6022026/

Como a Teoria da Associação Diferencial se aplica à corrupção e violência nas Polícias Civil e Militar 2

A Teoria da Associação Diferencial de Edwin Sutherland pode ser aplicada para entender a corrupção e a violência nas polícias ao analisar como esses comportamentos são aprendidos e perpetuados dentro das instituições policiais.

Aplicação na Corrupção Policial

  1. Aprendizado em Grupos Intímos: A teoria sugere que comportamentos criminosos, como a corrupção, são aprendidos através da interação com colegas que já participam dessas práticas. Nas forças policiais, isso pode ocorrer através de um “espírito de corpo” ou subcultura que normaliza ou até incentiva a corrupção como um meio de sobrevivência ou enriquecimento pessoal[1].
  2. Influência de Subculturas: Dentro das polícias, podem existir subculturas que favorecem comportamentos corruptos.
  3. Interação com Colegas Corruptos: Policiais mais novos podem aprender comportamentos corruptos através da observação e interação com colegas mais experientes que já participam dessas práticas. Essa aprendizagem ocorre em grupos íntimos, onde as interações são mais frequentes e intensas, facilitando a transmissão de técnicas e justificativas para a corrupção, ou seja, policiais que entram em contato com colegas que justificam ou praticam a corrupção podem aprender a ver essas ações como aceitáveis ou necessárias, especialmente se essas práticas são vistas como comuns ou não punidas[1][3].
  4. Racionalização e Justificação: A teoria também destaca que além das técnicas para cometer crimes, os indivíduos aprendem justificativas para suas ações. Policiais podem aprender a racionalizar a corrupção como uma resposta a baixos salários ou como uma norma dentro da organização[5].

Aplicação na Violência Policial

  1. Exposição a Modelos de Comportamento Violento: A violência pode ser aprendida de maneira similar à corrupção, através da exposição a colegas que usam a força excessiva como uma ferramenta regular de controle ou repressão. Se a violência é vista como um método eficaz ou necessário para realizar o trabalho, novos policiais podem adotar essas práticas[2][3].
  2. Pressão de Grupo e Conformidade: A pressão para se conformar às normas do grupo pode levar policiais a adotar comportamentos violentos, mesmo que inicialmente não concordem com eles. A lealdade ao grupo e o medo de ser ostracizado podem reforçar a adesão a essas práticas[1].
  3. Justificação da Violência: A violência pode ser justificada internamente como uma necessidade para manter a ordem ou proteger a própria vida, especialmente em ambientes onde a criminalidade é alta e o apoio institucional é percebido como insuficiente[5].

Em resumo, a Teoria da Associação Diferencial explica que tanto a corrupção quanto a violência nas polícias são comportamentos aprendidos através da interação social e da influência de subculturas dentro das instituições policiais. Esses comportamentos são reforçados por normas de grupo, pressões sociais e a racionalização das ações como necessárias ou inevitáveis.

Citations:
[1] https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/download/28297/22401/72671
[2] https://www.scielo.br/j/rap/a/gt8jhYSbyXSfX9YHmydQDQk/?format=pdf&lang=pt
[3] https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-penal/teoria-da-associacao-diferencial-criminal/
[4] https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/5847410.pdf
[5] https://www.jusbrasil.com.br/artigos/no-que-consiste-a-teoria-da-associacao-diferencial/607705493
[6] https://editora.pucrs.br/edipucrs/acessolivre/anais/congresso-internacional-de-ciencias-criminais/assets/edicoes/2018/arquivos/53.pdf
[7] https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_associa%C3%A7%C3%A3o_diferencial

Como a Teoria da Associação Diferencial de Sutherland se aplica ao caso de Carlinhos Virtuoso e outras máfias familiares Resposta



A Teoria da Associação Diferencial de Edwin Sutherland pode ser aplicada ao caso de Carlinhos Virtuoso de várias maneiras:

 Aprendizagem do Comportamento Criminoso

Segundo a teoria de Sutherland, o comportamento criminoso é aprendido através da interação com outras pessoas, especialmente em grupos íntimos[1]. No caso de Carlinhos Virtuoso, é provável que ele tenha aprendido as práticas do jogo do bicho e outras atividades criminosas através de associações com outros criminosos experientes no ramo.

 Organização Diferencial

Sutherland argumenta que o crime não procede da desorganização social, mas sim da organização diferencial e da aprendizagem[4].

O esquema criminoso liderado por Virtuoso demonstra uma organização sofisticada, com mais de 200 pontos de apostas e um sistema elaborado de lavagem de dinheiro[5].

 Transmissão de Conhecimentos Criminosos

A teoria enfatiza que a experiência dos criminosos é transmitida em forma de conhecimento e prática aos mais jovens[1].

No caso de Virtuoso, há evidências de que ele não apenas aprendeu com o pai Damasco Virtuoso, mas também transmitiu conhecimentos criminosos, já que membros de sua família foram posteriormente condenados por contravenção[5].

Crime de Colarinho Branco

Sutherland foi pioneiro no estudo dos crimes de colarinho branco, praticados por pessoas de alto nível social no curso de suas ocupações[4].

Embora o jogo do bicho seja tradicionalmente associado a classes mais baixas, o caso de Virtuoso, um empresário que movimentou milhões, apresenta características de crime de colarinho branco.

 Continuidade do Comportamento Criminoso

A teoria sugere que o comportamento criminoso é reforçado pela associação contínua com grupos criminosos[2].

Mesmo após sua prisão, investigações apontaram que Carlinhos Virtuoso continuava comandando as operações ilegais de dentro da cadeia.(5)

 

 Ele supostamente:

  • Transmitia ordens através de visitas e correspondências
  • Utilizava familiares, especialmente seu filho Eduardo, como porta-vozes para os negócios ilícitos
     

 Justificação do Comportamento

Sutherland argumenta que os criminosos aprendem não apenas as técnicas, mas também as justificativas para seu comportamento[4]. No caso de Virtuoso, a persistência em suas atividades criminosas, mesmo após condenações, sugere uma forte internalização dessas justificativas.

Em suma, o caso de Carlinhos Virtuoso ilustra vários aspectos da Teoria da Associação Diferencial, demonstrando como o comportamento criminoso pode ser aprendido, organizado e perpetuado através de associações e interações sociais específicas.

Citations:
[1] Teoria da associação diferencial criminal – Âmbito Jurídico https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-penal/teoria-da-associacao-diferencial-criminal/
[2] [PDF] Uma introdução à teoria da associação diferencial: origens … – Dialnet https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/5847410.pdf
[3] a teoria da associação diferencial e o crime de colarinho branco https://bdjur.stj.jus.br/jspui/handle/2011/28347
[4] No que consiste a teoria da associação diferencial? – Jusbrasil https://www.jusbrasil.com.br/artigos/no-que-consiste-a-teoria-da-associacao-diferencial/607705493
[5] Bicheiro Carlinhos Virtuoso volta a praticar crimes e é condenado a mais 16 anos https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2018/07/26/bicheiro-carlinhos-virtuoso-volta-a-praticar-crimes-e-e-condenado-a-mais-16-anos.ghtml
[6] Empresário Carlinhos Virtuoso, preso há 10 anos, tem pedido de liberdade negado pela Justiça https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2024/09/05/bicheiro-carlinhos-virtuoso-ha-10-anos-preso-tem-pedido-de-liberdade-negado-pela-justica.ghtml

Bicheiro Carlinhos Virtuoso sofre mais um revés: JUSTIÇA NEGA LIBERDADE DIANTE DO RISCO DE REINCIDÊNCIA Resposta

Carlinhos Virtuoso –  BICHEIRO OSTENTAÇÃO 
g1.globo.com
Carlinhos Virtuoso, cujo nome completo é Carlos Eduardo Virtuoso, é um empresário brasileiro conhecido por seu envolvimento com o jogo do bicho e outras atividades criminosas[2][3].

 Histórico Criminal

Virtuoso foi preso preventivamente em 2013 após ser localizado em uma casa de luxo no interior de São Paulo[2]. Desde então, ele tem enfrentado diversas acusações e condenações:

1. Em 2015, foi condenado inicialmente a 17 anos de prisão por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e organização criminosa[2].

2. Em 2018, recebeu uma nova condenação de 16 anos por envolvimento com o jogo do bicho, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa[2].

3. Atualmente, Virtuoso cumpre uma pena total de 33 anos e dez meses de reclusão em regime fechado[4].

 Atividades Criminosas

Carlinhos Virtuoso é acusado de comandar uma organização criminosa que explorava o jogo do bicho desde dezembro de 2007[2]. O grupo supostamente operava mais de 200 pontos de apostas no litoral paulista e movimentou mais de R$ 80 milhões em atividades ilegais[3].



Mesmo após sua prisão inicial, Virtuoso foi acusado de continuar suas atividades criminosas. O juiz Walter Luiz Esteves de Azevedo, da 5ª Vara Criminal de Santos, afirmou que “mesmo preso, ele continuou a explorar o jogo e a praticar crimes”[2].

 Envolvimento Familiar

As investigações também implicaram familiares de Virtuoso. Em 2021, membros de sua família foram condenados por contravenção, indicando que ele coordenava o esquema criminoso da prisão com a ajuda de parentes e associados[4].

 Situação Atual – Liberdade condicional negada 

Em setembro de 2024, após 10 anos de prisão, Carlinhos Virtuoso teve um pedido de liberdade negado pela Justiça[3][6].

Isso demonstra que, apesar do tempo decorrido, as autoridades ainda consideram sua detenção necessária, possivelmente devido à gravidade dos crimes cometidos e ao risco de reincidência.

Citations:
[1] [PDF] Criminologia e política criminal: – Repositório Científico da UMAIA https://repositorio.umaia.pt/bitstream/10400.24/569/1/2017Pimentel_DuarteCL.pdf
[2] Bicheiro Carlinhos Virtuoso volta a praticar crimes e é condenado a … https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2018/07/26/bicheiro-carlinhos-virtuoso-volta-a-praticar-crimes-e-e-condenado-a-mais-16-anos.ghtml
[3] Empresário Carlinhos Virtuoso, preso há 10 anos, tem pedido de … https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2024/09/05/bicheiro-carlinhos-virtuoso-ha-10-anos-preso-tem-pedido-de-liberdade-negado-pela-justica.ghtml
[4] Santos: família do bicheiro Carlinhos Virtuoso é condenada por … https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/05/07/santos-familia-do-bicheiro-carlinhos-virtuoso-e-condenada-por-contravencao.htm
[5] MP obtém condenação de “bicheiro” de Santos a 18 anos de prisão https://www.mpsp.mp.br/w/mp-obt%C3%A9m-condena%C3%A7%C3%A3o-de-bicheiro-de-santos-a-18-anos-de-pris%C3%A3o
[6] Bicheiro Carlinhos Virtuoso, há 10 anos preso, tem pedido de … https://www.radiomagnus.com.br/news-bicheiro-carlinhos-virtuoso-ha-10-anos-preso-tem-pedido-de-liberdade-negado-pela-justica