Arquivo mensal: janeiro 2017
CABEÇAS DE PAPEL – Tenente e praças da PM que afrontaram ordem de Delegado foram denunciados por falso testemunho e desobediência; correm o risco de prisão e perda dos cargos 126
Campinas
No dia 22 de setembro de 2015, nas dependências do plantão policial da 2ª Delegacia Seccional de Campinas , foi apresentada ocorrência de ato infracional pertinente a tráfico de entorpecentes cometido pelo adolescente V.A.S, delatado pelos próprios genitores em virtude dele guardar em sua residência substancias entorpecentes destinadas à traficância.
Acionada a Policia Militar acorreram ao local os soldados LUIS AFONSO PIMENTA CORREA , MARLON MEDEIROS DO NASCIMENTO e o sargento ANTONIO APARECIDO DA SILVA, os quais – com o consentimento do casal – ingressaram no domicílio efetivando o encontro dos entorpecentes e a apreensão do adolescente; contando com o posterior apoio de outra guarnição, inclusive.
Ao apresentarem a ocorrência para o delegado Dr. ALEXANDRE ORTIZ DAS NEVES, os soldados LUIZ AFONSO e MARLON – agindo sob orientação do sargento ANTONIO APARECIDO DA SILVA – se negaram a prestar depoimentos e figurar como testemunhas do flagrante ato infracional.
Por mais absurdo que possa parecer: sob a alegação de que apenas estariam apresentando a ocorrência, ou seja, apenas transportando o adolescente, não lhes incumbindo, portanto, o dever de prestar depoimento como condutor e testemunha.
O Delegado , diante da flagrante tentativa de omissão aos deveres funcionais , entendendo pela necessidade dos depoimentos, determinou verbalmente a formalização da colheita da prova testemunhal; sendo mais uma vez confrontado pelos PMs.
Diante do impasse o Dr. Alexandre acionou a viatura “força comando” ; mais uma vez – absurdamente – o tenente CAIO VINICIUS MONTEIRO BATISTELLA desafiou a ordem legal emanada pela autoridade policial reafirmando que “seus homens” não prestariam nenhum depoimento.
Ato continuo – de forma covarde – se evadiram da delegacia; nem sequer deixando seus dados funcionais.
O Delegado lavrou o auto infracional consignando formalmente a recusa dos policiais militares e descrevendo a conduta indigna e covarde do oficial, inclusive.
A ordem do Delegado foi indubitavelmente legal, com fulcro no art. 3º, § 3º, da Resolução SSP 57/15; além de outras normas legais; especialmente o ECA e o Código de Processo Penal.
Assim, diante do manifesto deboche à lei e a autoridade constituída , foi instaurado inquérito policial civil e , também, militar ; este por requisição do Ministério Público.
Culminando, findo o recesso do Poder Judiciário , no recebimento da denúncia em desfavor do tenente, do sargento e dos dois soldados por infração aos artigos 330 e 342, ambos do Código Penal; de se conferir :
Art. 330 – Desobedecer a ordem legal de funcionário público:
Pena – detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
Pena – reclusão, de um a três anos, e multa. (Vide Lei nº 12.850, de 2.013) (Vigência)
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013) (Vigência)
§ 1º – Se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
Com efeito, a acusação deveria ter incluso o crime de prevaricação, pois – à evidencia – os policiais militares se conduziram de forma caprichosa e emulativa , com a finalidade de afrontar a autoridade policial.
De qualquer modo, ainda que a justiça castrense seja omissa e corporativa , a estupidez dos policiais militares poderá custar as carreiras dos quatro denunciados, pois houve grave omissão ao cumprimento dos deveres funcionais.
Que sirva de exemplo para que outros fatos lamentáveis como esse não se repitam.
Rcguerra
Caminho do inferno 2017 – Todo aquele que prezar a vida deve evitar descer a serra a caminho do mar: PODERÁ MORRER NA PRAIA! 57
Criminoso morre após confronto com a Polícia Rodoviária em Cubatão
Mais tarde, por retaliação, um ônibus foi incendiado na Vila Esperança
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| Ônibus foi incendiado após morte de criminoso na rodovia (Foto: Eneas Gomes Couto/Via WhatsApp) |
Bandidos e policiais militares rodoviários trocaram tiros na noite deste domingo (8), na Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP-55), em Cubatão. Os criminosos tentaram roubar motoristas e foram surpreendidos pelos soldados. Um acusado morreu. Mais tarde, um ônibus foi queimado na Vila Esperança como retaliação pelo ocorrido.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), por volta das 21 horas, três criminosos tentavam roubar condutores na altura do Km 272. Uma equipe, que passava pelo local, flagrou o ocorrido e tentou abordagem ao trio. Houve troca de tiros e, pelo menos, um dos suspeitos foi baleado na perna durante o confronto.
O criminoso teve a arma apreendida e foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cubatão, mas não resistiu à hemorragia. O fato motivou populares a fazerem uma manifestação entre os bairros Vila Esperança e Vila Natal, nas proximidades. Enquanto um grupo tentou fechar a rodovia, outro incendiou um ônibus coletivo municipal.
Equipes do Batalhão de Ações Especiais (Baep) foram acionadas e a Polícia Rodoviária interditou a rodovia por cerca de 1h30. Para conter a situação, houve disparos de tiros de borracha e lançamento de gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes. De acordo com a PM, ninguém foi preso em razão dos protestos.
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| Armamento do criminoso foi apreendido pela Polícia Rodoviária (Fotos:Polícia Rodoviária/Divulgação) |
Tráfico vira “trabalho” preferido dos bandidos, diz delegado da SIG/Dise de Carapicuíba…( Pudera, difícil de investigar é o mais fácil de fazer acertos! ) 26
Tráfico vira “trabalho” preferido dos bandidos
Osasco 09/01/2017 – 00:00

(policia@webdiario.com.br)
Especializada no combate ao tráfico de drogas, a SIG/Dise, pertencente à Delegacia Seccional de Carapicuíba, fez um balanço das prisões e apreensões realizadas em 2016. Segundo o delegado titular da unidade, Marcelo José do Prado, foram parar atrás das grades 310 pessoas presas. Deste total, 99 traficantes em flagrante e outras 115 prisões requeridas por suposta ligação ao tráfico de drogas, ou seja, 214 prisões. O que representa 69% das 310 prisões.
De acordo com o delegado, os criminosos estão deixando outras práticas para atuarem no tráfico de drogas. “Hoje, o bandido do roubo de carga ou maquineiros de caça-níquel, por exemplo, está migrando para o tráfico de drogas. Se ele ficar na posição do traficante que não coloca a mão na massa, ele só vai gerenciar o crime comprando e vendendo a droga sem colocar a mão nela. Ele cria essa logística, vira um traficante, uma posição altamente lucrativa e de menos risco porque sair para roubar é muito arriscado, é um flagrante. Se ele traficar e não for o cara que vende a droga ele não sofre flagrante. Só é possível chegar até ele com investigações mais profundas. Nestes casos, usamos outras ferramentas da inteligência para conseguir comprovar a participação daquela pessoa. Eu digo que o tráfico de drogas é um dos crimes que devemos voltar toda nossa atenção porque também é, por meio dele, que acontecem outros crimes como, por exemplo, o que precisa roubar para alimentar seu vício”, explicou.
Quando o assunto é quantidade de drogas retiradas das ruas, os números comprovam a migração do crime. “No ano passado, apenas por esta delegacia foram apreendidos 292 quilos e 900 gramas entre maconha, cocaína e crack. Foram quase 25 quilos de apreensões de drogas por mês e quase um quilo por dia”, apontou o delegado. Das oito cidades que recebem a cobertura da Sig/Dise, Carapicuíba e Itapevi foram as duas com mais ocorrências em 2016. “Nitidamente posso dizer que é onde tivemos o maior enfrentamento contra o tráfico”. De acordo com ele, os dois municípios apresentam um perfil muito parecido, pois são cidades que contam com muitas comunidades. “Elas são um campo fértil e acabamos concentrando um combate mais efetivo nessas duas cidades”, explicou.
“No ano passado, apenas por esta delegacia foram apreendidos 292 quilos e 900 gramas entre maconha, cocaína e crack. Foram quase 25 quilos de apreensões de drogas por mês e quase um quilo por dia”.
CAP LEGAL – O maior instrumento para lavagem de dinheiro jamais maquinado pelo homem leva o nome da APAE ; sob os auspícios do Ministério Público 23
São os títulos de capitalização vendidos nas esquinas Brasil afora!
Ninguém sabe quem vende, ninguém sabe quem compra e ninguém sabe quem opera tal jogatina disfarçada de benemerência.
Para lavar dinheiro do narcotráfico não há igual!
Tudo em nome de uma boa causa!
Por que não ?
Ora, nos pagando bem, que mal tem !
BINGO LEGAL : Expatriados do bingo aguardam volta do jogo para retornar ao país 13
Expatriados do bingo aguardam volta do jogo para retornar ao país
| Antonio Gauderio/Folhapress | ||
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| Jogadores em bingo na av. Sumaré (SP), em 2004; jogo foi banido do país em 2007 |
01/01/2017 02h00
A possibilidade de liberação dos jogos de azar no Brasil, que tramita no Congresso, reacendeu o desejo de retorno dos bingueiros expatriados pela proibição da atividade na década passada.
Alguns dos que agora fazem coro em defesa dos dois projetos de lei em andamento na Câmara e no Senado são brasileiros que, após deixarem o país, fundaram empresas que se tornaram referência no mercado mundial de equipamentos para salas de bingo e cassinos.
Forte defensora da liberação, a família Ortiz saiu do Brasil na esteira da decisão do STF que tornou ilegais todos os bingos em 2007.
Alejandro Ortiz e seu irmão Johnny fundaram duas companhias separadas no exterior: a Ortiz e a Zitro, que estão hoje entre as líderes do setor.
Com sede em Luxemburgo, a Zitro tem 25 mil máquinas em 19 países, como México, Argentina, EUA e Espanha.
“Hoje, todos os empresários do setor, brasileiros ou estrangeiros, acompanham a evolução da legislação”, diz Johnny Ortiz, a despeito do trauma que relata ter sofrido.
“Foi um choque, eu dormi empresário e acordei bandido. É difícil imaginar a quantidade de problemas. Tínhamos feito investimentos em um mercado que foi proibido. Passamos a ter de lidar com polícia, Receita, fiscalização.”
Johnny Ortiz e seu irmão Alejandro Ortiz foram convocados pela CPI dos Bingos em 2005, com suspeita de ligações com a máfia italiana, o que a família sempre negou.
| Bruno Miranda/Folhapress | ||
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| Em 2007, máquinas caça-níqueis foram apreendidas em bingo na av. Francisco Matarazzo (zona oeste) |
DNA BRASILEIRO
Outras famílias levaram os negócios para fora, em uma espécie de diáspora do jogo de azar, que dispersou empresários do ramo no mundo.
No período em que atuaram no Brasil, eles adaptaram as máquinas de bingo com o toque de músicas para jogadas especiais e a bola extra, que permite ao apostador comprar mais bolas com seus créditos, segundo Magno José de Sousa, presidente do Instituto Jogo Legal, que defende a causa.
“Eles perceberam que a máquina importada da época não era tão atrativa. Então adicionaram características e criaram um novo conceito. Esse modelo foi levado e hoje é sucesso no mundo”, diz.
A lei que está em elaboração deverá impedir de atuar no país aqueles que tiverem condenação por crimes.
“Serão exigidos atestados de ausência de antecedentes criminais, certidões negativas de débitos tributários e outros requisitos de idoneidade”, diz o especialista no tema Luiz Felipe Maia, sócio do FYMSA Advogados.
No entanto, mesmo que alguns dos antigos empresários do bingo que pretendem regressar sejam impedidos pelas condenações previstas nos projetos de lei, nada impede que suas operações brasileiras sejam tocadas em nome de outros representantes.
Fabio Kujawski, sócio do escritório Mattos Filho que está acompanhando o assunto, considera que é importante ter critérios para atrair pessoas de reputação ilibada, eliminando a percepção de que a exploração de jogos de azar tem associação criminosa.
“Em países como os EUA, onde as maiores empresas do setor têm capital aberto, não há essa percepção”, diz.
O REGRESSO
Arlindo Figueiredo, que dirige a Ajes, rede que reúne 200 interessados em abrir estabelecimentos para o jogo, diz ser comum o perfil dos que foram empreender no exterior.
Um dos membros, a 7Games, que faz software para bingos e slot machines, tem sede na Flórida. Moacir Filho, presidente da 7Games, diz que está preparando a tradução do software para o português, à espera da legalização.
“Vou fazer o caminho inverso do que fiz em 2001, quando vim para os EUA.”
| Bruno Poletti/Folhapress | ||
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| Em 2014, PM fechou bingo que funcionava em um prédio na rua Pamplona, no Jardim Paulista (zona oeste de SP) |
“SEMPRE ACREDITEI EM VOLTAR”
Em 1994, logo depois que a Lei Zico liberou os bingos no Brasil, os parentes de José Carlos Baungartner resolveram fabricar máquinas de jogos para competir com os modelos chegados da Espanha na época.
Com a ajuda de um tio que era programador e outro que era estatístico, a família montou seu software e, em pouco tempo, as máquinas estavam instaladas no salão de um bingo.
A Vegas Way, que depois se transformou em RCT, chegou a ter 12 mil máquinas no mercado brasileiro.
Mas, quando os bingos foram banidos, em 2007, os Baungartner investiram em uma operação no Peru.
De lá se expandiram para mais de dez países, como México, Guatemala, El Salvador e Costa Rica, e estão em fase de homologação para comercializar nos Estados Unidos.
A RCT tem hoje cerca de 8.000 máquinas instaladas. O patamar é bastante inferior ao que alcançara no Brasil, um mercado de maior potencial.
“O desejo de voltar a trabalhar no Brasil é profissional, por ser um mercado muito grande, mas também temos familiares que ficaram aí e sempre acreditamos que um dia poderemos voltar”, diz Hugo Baungartner, diretor da empresa e filho de José Carlos.
Outra família que abriu empresa na Espanha, ao ver as portas se fecharem para os bingos no Brasil, foi a Escorza, cujo patriarca, Antonio Escorza Antoñanzas, foi alvo da Operação Cartada Final da PF, em 2008. Ele foi investigado por contrabando de itens usados em caça-níqueis.
No mês passado, o filho, Diego Escorza, visitou um congresso do setor em São Paulo. Ele não escondia o interesse em começar a atuar no mercado brasileiro, distribuindo cartões de visita com a marca de uma empresa chamada Brasbingo em um endereço de Joinville (SC). Questionado, Escorza não quis entrar em detalhes sobre seu plano.







