
O governador Geraldo Alckmin durante a apresentação do novo secretário de segurança pública, Alexandre de Moraes. Data: 17/12/2014. Local: São Paulo/SP.
Foto: Edson Lopes Jr/A2 FOTOGRAFIA
ANÁLISE
Chacina na Grande SP é 1° grande revés para secretário de Alckmin
14/08/2015 08h15
A série de ataques com ao menos 20 mortos na Grande São Paulo é o primeiro grande revés da gestão de Alexandre de Moraes na Secretaria da Segurança Pública.
O advogado filiado ao PMDB assumiu o cargo em janeiro, no início do novo mandato de Geraldo Alckmin (PSDB). Desde então, reforçado por seu próprio discurso, acumulou uma sequência de dados positivos: interrompeu longa sequência de aumento no número de roubos, investiu na estrutura de trabalho dos policiais e, principalmente, viu os casos de homicídios atingirem no mês passado a menor taxa da série histórica no Estado: 9,38 casos por 100 mil habitantes (no acumulado dos 12 meses anteriores).
O sucesso rápido também levou o secretário a ousar voos mais altos. Bem mais altos. Nos bastidores, seu nome passou a ser cotado para a disputa da Prefeitura de São Paulo no ano que vem. Para isso, teria de trocar o PMDB pelo PSDB, do governador Geraldo Alckmin. A negociação segue intensa e o próprio secreário não descarta a ideia. “O futuro a Deus pertence”, disse, em recente entrevista à Folha.
Confiante em seu gestão, até esnobou a presença da Polícia Rodoviária Federal em território paulista. Disse que, para dar um “salto” de qualidade na segurança, gostaria de retirar os agentes federais das rodovias que cruzam o território paulista, assumindo a polícia paulista toda essa responsabilidade. Ouviu logo um “não” do Ministério da Justiça.
Sempre com os números e os holofotes ao seu lado, ainda fez um agrado político ao governador, que é pré-candidato ao Planalto em 2018. Fatiou a divulgação do balanço mensal das estatísticas de violência e organizou um evento apenas para Alckmin falar da queda do número de ocorrências de homicídios dolosos (quando há a intenção de matar).
Agora, antes de pensar no policiamento da Dutra e da Régis Bittencourt, na troca do PMDB pelo PSDB ou num agrado ao chefe, o secretário terá de explicar rapidamente o que aconteceu em Osasco e Barueri e como serão as investigações da noite mais violenta do ano na Grande São Paulo.
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Evidentemente, artigo sob encomenda para desqualificar o atual Secretário de Segurança Pública.
Quem serão os interessados ?
