I WANT YOU – Bons para os americanos: brasileiros! 14

iwantyou

Harvard deveria ter mais brasileiros, afirma vice-reitor

Em entrevista, Jorge Dominguez disse que alunos brasileiros estão fazendo um trabalho “extraordinário”

Nunca a Universidade de Harvard – uma das mais tradicionais do mundo – teve tantos brasileiros. São 104 alunos entre os cerca de 21 mil estudantes da instituição americana. Parece pouco, mas é um crescimento de 70% nos últimos oito anos.

Quantos brasileiros deveriam estudar em Harvard? “A resposta é simples: mais”, afirma o vice-reitor de Relações Internacionais da universidade, Jorge Dominguez, de 70 anos, em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo.

– Os alunos brasileiros têm feito um trabalho extraordinário – acrescenta o professor de política e história da América Latina.

Segundo Dominguez, a formação acadêmica fora do país é um caminho para melhorar a internacionalização do ensino superior do país e também preparar profissionais para o período pós-crise econômica.

– Temos 104 estudantes vindos do Brasil em Harvard, o maior número em toda a história. É a primeira vez que ultrapassamos o patamar de 100, o que faz com o país já esteja entre as dez nações que mais enviaram alunos a Harvard no ano. É verdade que há menos brasileiros do que chineses ou indianos, mas esses países são maiores do que o Brasil. O modo como penso isso é que há mais brasileiros em Harvard do que pessoas do Japão, um país desenvolvido, ou da França, por exemplo. O Brasil está na frente da maioria dos países europeus.

Comparando entre países emergentes, o Brasil tem menos estudantes em Harvard.

– Se perguntamos quantos brasileiros devem estudar em Harvard, a resposta é simples: mais. Estou bastante feliz com o aumento de brasileiros nos últimos anos, que foi bastante expressivo. Mas queremos ainda mais.

Para Dominguez, o interesse em aumentar o número de brasileiros estudando na universidade norte-americana é simples: “são bons”.

– Os alunos brasileiros que recebemos, em diferentes partes da universidade, têm feito um trabalho extraordinário e estudam muito. Esses estudantes contribuem com suas próprias experiências para diversas discussões em Harvard, em áreas como engenharia, saúde pública e economia – elogia.

O vice-reitor acredita que o governo brasileiro precisa entender que o “futuro do País depende de um esforço de enviar mais alunos para o exterior”. Questionado sobre como o governo brasileiro pode desenvolver essa internacionalização, ele cita o Ciência sem Fronteiras e o CNPq.

– O Ciência sem Fronteiras é um bom programa. Uma questão nos próximos anos para o governo brasileiro e todos os partidos políticos é: quando vamos criar outros programas desse tipo para mandar para o exterior pessoas de outras áreas, como da economia, ciências sociais ou da mídia? Certamente é caro, mas é necessário começar a pensar no futuro, quando o país tiver saído da crise. É necessário pensar em objetivos ainda mais amplos. Outro esforço, que tem sido feito pelo Brasil por meio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), é incrementar o número de pesquisadores e instituições do país que trabalham com pesquisadores e universidades do exterior para objetivos comuns. Já houve um bom avanço, mas é um processo difícil – diz.


Universidades brasileiras

Sobre os graves problemas orçamentários sofridos algumas das universidades públicas brasileiras, Dominguez, afirma que após uma crise severa, algumas instituições públicas de ensino superior nos EUA perceberam que não poderiam depender apenas de dinheiro público.

– Harvard é uma universidade particular. Parte dos recursos, principalmente para pesquisa científica, vem da agência federal americana. Isso é ofertado em concorrência ampla, em que nossos cientistas fazem propostas e ganham a verba. Mas o financiamento das universidades vem de recursos privados. Quando algumas universidades públicas da Califórnia, como Berkeley, Los Angeles e San Diego, tiveram uma severa crise, perceberam que não poderiam depender apenas de dinheiro público. Com isso, o processo de transição começou.

E completa afirmando que, as universidades públicas, em todo o mundo, estarão melhor servidas se “diversificarem suas possibilidades de financiamento”.

– Isso significa negociar com o setor privado. Mas também não é possível apenas depender da cobrança de matrículas e mensalidades. É uma das opções, mas apostar nisso significa excluir pessoas de famílias pobres e de classe média. É necessário melhorar o recebimento de recursos da iniciativa privada. Essa é uma das medidas que a maioria das universidades públicas, na maior parte dos países, ainda não fez.

fonte: ESTADÃO

Um Comentário

  1. Boa noite!

    Senhoras e Senhores.

    Nosso País não dá crédito para seus filhos.

    Mas ao invés disto alguns estrangeiros começam a ver horizontes para alguns destes bons filhos.

    Filhos da terra e não filhos da daquela que tem muitos lá você sabe onde.

    É triste não receber louros pelos nossos méritos e o mais triste é não ser respeitado por àqueles que não fazem questão de nos enxergarem.

    Caronte.

    Curtir

  2. O Flit Paralisante está, deliberadamente, podando e censurando as informações sobre o projeto de lei que está sendo feito nas escondidas pelo Governo cortando a possibilidade de requerer 30 dias em pecúnia. Não sei que acordo o Dr Guerra fez, mas isso virou um bastião do PSDB e só há criticas a PM e ao PT. Por favor acessem o site da Associação dos Funcionários do Judiciário Paulista, eles sabem do projeto e estão se mobilizando. E parece que o saco de maldades é maior que só os 30 em pecúnia, acessem o site e vejam por si só:

    http://www.apatej.org.br/index.php?pg=noticias_interna&id=3322

    Curtir

    • Investigador ,

      Se Vossa Senhoria tivesse um pouco mais de cultura saberia que não há proposta de projeto de lei complementar “nas escondidas” . O governo até pode querer cortar todos os benefícios do funcionalismo, mas para tal primeiramente deverá publicar o encaminhamento do projeto no Diário Oficial. Minuta ( não assinada ) qualquer idiota elabora e publica como se fosse projeto secreto do governo. Qualquer idiota elabora, mas só mesmo os muito idiotas acreditam.

      Curtir

  3. Dr Guerra tá censurando as noticias sobre o corte dos 30 dias de licença em pecúnia. Qual foi o acordo Dr? reintegração no final e aposentadoria?

    Curtir

  4. Para quem não acreditou no fim da Licença Prêmio Governador Alkimin no segredo encaminha o projeto de sua extinção

    Governador encaminha projeto para extinguir a licença prêmio de servidores Civis e Militares.

    Associação Paulista dos Técnicos Judiciários – APATEJ – http://www.apatej.org.br/?pg=noticias_interna&id=3322
    Nesta quinta-feira, 30/7, a Apatej teve conhecimento do Projeto de Lei do governador Geraldo Alckmin que retira o direito dos servidores do estado de São Paulo à licença-prêmio.
    “Mais uma vez, o governador tucano traz prejuízos ao servidor. Este projeto é um ataque direto a um importante direito trabalhista conquistado, após muitas lutas da categoria”, ressalta o presidente da Apatej, Marinho.
    A partir desta notícia, a Apatej junto com outros segmentos do Funcionalismo Público vai promover reuniões e atos diversos em protesto contra o projeto.
    Conheça o projeto na íntegra abaixo:

    Comissão de Entidades se reúne na Alesp para discutir PL e decretos do Governo que prejudicam interesses dos servidores

    No dia 17/8, a Apatej e demais entidades representativas do Judiciário paulista se reunirão na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a partir das 14 horas, para discutirem Projeto de Lei do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que suspende minutas da licença-prêmio, e outros decretos que deverão ser enviados à Casa de Lei que interferem em bonificações e premiações diversas, estabelecidas por lei, dos servidores públicos do Estado de São Paulo.

    Curtir

  5. Harvard é outro planeta. Aqui em São Paulo muitos não conseguem investir num curso na PUC ou Mackenzie, imagine Harvard com um custo médio anual de 60000 dólares para estudantes internacionais. Já as nossas públicas, a corrupção comeu! Garanto que a maioria desses 104 são filhos de políticos.

    Curtir

  6. Realmente, com recursos é tudo muito mais fácil, mas isso também não retira o mérito desses estudantes, estão de parabéns.

    Curtir

  7. O MAIS ENGRAÇADO É QUE O RICO ESTUDA EM COLÉGIO CARÍSSIMOS (DANTE ALEGHIERI, COLÉGIO SUÍÇO- BRASILEIRO ETC.), SAINDO SUPER PREPARADO PARA INGRESSAR NA USP(GRATUITA). JÁ O POBRE É A VELHA HISTORIA DA FALTA DE CONTEÚDO,GREVES,MATERIAL DEFASADO, PROFESSOR VAGABUNDO QUE DETESTA O QUE FAZ, MAS NÃO MUDA DE PROFISSÃO. RESUMINDO: O POBRE TEM QUE PAGAR PRA TER CURSO SUPERIOR. O BRASIL É O PAÍS DO CONTRA SENSO.

    Curtir

  8. Pra piorar a situação…as nossas universidades públicas (cursei USP) estão ganhando cada vez mais estudantes latinos e africanos nos cursos de pós-graduação. Isso é muito bom! Estamos dando diplomas de Mestrado e PhD de graça e com bolsas FAPESP para colombianos, mexicanos, angolanos e etc…Vá o camarada daqui fazer pós no Chile pra ver se é de graça. Viva o Brasil!

    Curtir

ADVERTÊNCIAS SOBRE A LIMITAÇÃO DO CONTEÚDO O conteúdo deste blog , salvo quando expressamente indicada a fonte , não possui valor acadêmico , científico , acusatório/probatório. Trata-se de obra diletante, de caráter exclusivamente informativo e opinativo, desprovido dos conhecimentos técnicos específicos. Apesar do esforço constante na busca da exatidão e do compromisso com a verdade dos fatos, este material está sujeito a equívocos inerentes à limitação de meios, dados públicos e interpretação de fontes s disponíveis. Não há, em nenhuma hipótese, intenção de alimentar ódio específico ou institucional. Busca-se apenas contribuir para o debate público e a necessidade de defesa da sociedade. Incentiva-se a análise crítica, o respeito a todas às pessoas e instituições do Estado de Direito e o acolhimento de eventual retificação/retratação caso se faça necessário. Solicita-se a compreensão de possíveis limitações linguísticas nos textos publicados neste espaço decorrentes de opinião subjetiva e da diversidade de assuntos tratados. Ressalta-se que, em hipótese alguma, se pretende promover generalizações negativas ou atribuir condutas impróprias indiscriminadamente a categorias profissionais ou instituições. Por princípio , em todos os campos da atividade humana – especialmente no funcionalismo público – a maioria das pessoas e titulares de cargos é integra, desempenhando suas funções de forma digna, legal e comprometida com a construção de uma sociedade mais justa. Eventuais críticas ou análises aqui apresentadas são pontuais e opinativas, jamais configurando juízos generalizantes. Recomenda-se, especialmente, a consulta a fontes e oficiais para informação definitiva sobre os fatos. Contato: dipolflitparalisante@gmail.com