O QUE NÃO PRESTA PARA AMERICANO É BOM PARA O BRASILEIRO – Taurus faz acordo nos EUA para escapar de condenação por fabricar e vender armas defeituosas 39

US$ 30 MILHÕES

Taurus faz acordo nos EUA para encerrar ação coletiva contra armas com defeito

1 de agosto de 2015, 13h48

Por João Ozorio de Melo

A Taurus, maior fabricante de armas do Brasil, aceitou fechar um acordo de US$ 30 milhões para encerrar uma ação coletiva, movida contra três empresas do grupo nos Estados Unidos. Os autores da ação acusam a empresa de vender pistolas com defeito na trava de segurança do gatilho.

Eles se queixam que a pistola pode disparar quando o gatilho é puxado involuntariamente mesmo que o dispositivo de segurança esteja ativado. E, no caso de algumas pistolas, quando caem no chão ou sofrem um impacto, a arma também pode disparar acidentalmente.

A ação foi movida contra três empresas do grupo, incluindo a matriz brasileira e duas subsidiárias estrangeiras, e levou meses de contencioso — incluindo seis sessões de mediação infrutíferas.

Segundo o acordo aprovado por um tribunal federal em Miami (Flórida), ainda pendente de homologação final, a empresas Taurus negaram “com veemência” todas as alegações de mau funcionamento das armas, de que tenham feito alguma coisa errada e que possam ser responsabilizadas civilmente.

A ação envolve nove modelos de pistolas semiautomáticas com trava de segurança, fabricadas desde 2000. Os modelos são os seguintes: PT-609, PT-640, PT-42/7, PT-111 Millennium, PT-132 Millennium, PT-138 Millennium, PT-140 Millennium, PT-145 Millennium e PT-745 Millennium(foto). A ação não envolve as pistolas do modelo G2.

A Taurus ressalta que o acordo “não implica em confissão ou admissão de culpa quanto às alegações de defeitos em certas pistolas”. Porém, a empresa decidiu aceitar o acordo para evitar um longo e custoso julgamento, que poderia se estender para tribunais superiores e comprometer recursos financeiros da empresa bem maiores que o valor estabelecido no acordo.

Nos EUA, quase a totalidade das ações coletivas contra empresas termina da mesma forma, com as mesmas justificativas indicadas no processo. Sob os termos do acordo, as empresas Taurus terão de pagar aos demandantes os seguintes valores:

— Se menos de 10.000 pistolas forem retornadas, o pagamento a cada proprietário será de US$ 200.
— Se 10.001 a 20.000 pistolas forem retornadas, o pagamento a cada proprietário será de US$ 175.
— Se 20.001 a 200.000 pistolas forem retornadas, o pagamento a cada proprietário será de US$ 150.
— Se mais de 200.000 pistolas forem retornadas, o pagamento a cada proprietário será de US$ 150 e deve ser igual ao limite agregado de US$ 30 milhões, divididos pelo número de pistolas retornadas.

Assim, cada demandante só saberá quanto poderá receber pelo retorno da arma depois de esgotado o prazo de devolução, ainda a ser marcado pelo administrador do acordo nomeado pelo juiz. Em comunicado ao mercado, a Taurus afirma que poderá desistir do acordo caso uma parcela significativa de proprietários de pistolas optem por não aderir aos termos.

A empresa também se comprometeu a oferecer aos proprietários de suas armas uma inspeção do equipamento, sem custos para o comprador, garantia vitalícia e um treinamento sobre segurança na manipulação da arma.

O juiz irá determinar o valor dos honorários, taxas e despesas dos advogados dos demandantes na ação coletiva, movida em 22 de setembro de 2014. O valor será no máximo de US$ 9 milhões e deverão ser pagos pela Taurus em três parcelas anuais, a contar do primeiro ano após o fechamento do acordo.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 1 de agosto de 2015, 13h48

Ministro da defesa critica Polícia Civil de São Paulo; de terrorismo ele entende! 21

Wagner chama ataque a Instituto Lula de ‘terrorismo’ e critica Polícia Civil

01/08/15 às 17:31 Folhapress
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – O ministro Jaques Wagner (Defesa) criticou neste sábado (1º) a avaliação inicial da Polícia Civil de São Paulo sobre o ataque à sede do Instituto Lula com uma bomba de fabricação caseira e classificou a ação de “terrorismo”. Rebatendo a suspeita dos agentes de que se tratava de um ato de “baderneiros” e não de um crime político, Wagner afirmou que os responsáveis pela ação mexeram em valores “intocáveis” da democracia. “Eu acho que [o ataque] é grave e acho que foi pobre a afirmação da Polícia Civil de São Paulo porque não se trata de ter sido alguém organizado ou não”, afirmou o ministro em Salvador, antes de reunião do diretório do PT da Bahia, Estado que governou entre 2007 e 2014. “Está se criando um clima no país em que alguém se acha no direito, seja ele quem for, pode ser um cidadão comum, de chutar as costas do prefeito de Maricá (RJ) ou de botar uma bomba explicitamente no local de trabalho de um [ex-presidente]”, acrescentou. “Isso é inadmissível para qualquer um, porque o terrorismo é a pior forma de se trabalhar as diferenças.” Segundo ele, “não se trata de ser um baderneiro”. “O baderneiro não jogou a bomba para o alto, jogou no Instituto Lula”, disse. Sem citar nomes, Wagner se referiu aos grupos que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff como responsáveis por incentivar ações similares. “A tentativa de quebra da regra da naturalidade da democracia é que eventualmente embala loucos como esse que jogou a bomba. Porque outros, sem serem loucos iguais [ao que arremessou o artefato], [o] embalam.” O ministro está na Bahia acompanhado do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que também criticou a avaliação da Polícia Civil e chamou o episódio de “ato de violência contra a maior liderança que o país já produziu”. Veja vídeo BOMBA O artefato com material inflamável e pregos foi arremessado por ocupantes de um carro sedã escuro às 22h18 de quinta-feira (30), na sede do Instituto Lula, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. A bomba provocou danos no portão da garagem. Os estragos foram percebidos pelos primeiros funcionários a chegar ao trabalho no instituto, às 8h de sexta-feira (31). Nas redes sociais, a presidente Dilma Rousseff creditou o ato à intolerância. O Instituto Lula foi criado em 2011, com o término do segundo mandado do ex-presidente Lula, em substituição ao Instituto da Cidadania, onde o petista debatia propostas políticas antes de ser eleito, e cuida do acervo histórico do ex-presidente. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo determinou a abertura de uma investigação e a realização de uma perícia pela Polícia Civil.

Policiais Militares do Estado de São Paulo possuem direito ao Abono de Permanência 25

O Abono de Permanência é um direito assegurado aos servidores públicos que já preencheram os requisitos para a aposentadoria integral, mas optaram por permanecer em atividade.

No caso dos Policiais Militares do Estado de São Paulo, o único requisito para aposentadoria integral é possuir 30 anos de efetivo serviço na carreira policial.

Isto posto, o policial militar que já tem mais de 30 anos de efetivo exercício e continua em atividade, tem direito a receber o abono de permanência.

A implementação do benefício deveria ser realizada automaticamente pela Administração Pública assim que cumpridos os requisitos, independentemente de requerimento do servidor. Todavia, não é isto que acontece no Estado de São Paulo.

Por este motivo, o Policial Militar do Estado de São Paulo que trabalhou mais de trinta anos e se aposentou nos últimos cinco anos sem jamais ter recebido o Abono de Permanência, deverá ingressar com ação judicial pleiteando o recebimento das parcelas atrasadas não prescritas.

Da mesma forma, caberá ação judicial para o Policial Militar ainda em atividade, que, mesmo já tendo cumprido o requisito para a aposentadoria voluntária, não esteja recebendo o benefício.

Diego Leite Lima Jesuino
OAB/SP nº 331.777

http://www.sandovalfilho.com.br/blogs/blog-dos-advogados/item/1263-policiais-militares-do-estado-de-s%C3%A3o-paulo-possuem-direito-ao-abono-de-perman%C3%AAncia