Policiais civis e militares participaram do maior assalto do país: Luivo, Fabinho, Cleiton e Dr. Suely 36

Policiais teriam participado de maior assalto do país

Há três anos, pelo menos meio bilhão de reais foi roubado de agência do banco Itaú na Avenida Paulista, em São Paulo

Da Redação com Jornal da Band noticias@band.com.br

sandroband

O Ministério Público investiga a participação de policiais no roubo milionário aos cofres de uma agência do banco Itaú na Avenida Paulista, ocorrida há três anos em São Paulo. A denúncia foi feita por um suspeito, interessado na delação premiada.

Foi o maior assalto do país: pelo menos meio bilhão de reais levados em dinheiro, barras de ouro e joias de cento e setenta cofres particulares da agência, no dia 28 de agosto de 2011. Doze assaltantes teriam participado diretamente da ação, mas até o momento, apenas dois funcionários terceirizados do banco foram condenados.

Uma semana antes do assalto, os ladrões fizeram um teste para evitar o disparo do alarme, cortando cabos de energia da região, mas o gerador do banco garantiu a eletricidade. Eles tiveram então que desconectar os cabos de fibra ótica, enterrados no subsolo da avenida, para invadir o banco.

Uma pessoa que se diz policial civil, e quer fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público, escreveu uma carta em que dá o primeiro nome de outros quatro policiais civis e um policial militar que teriam participado do roubo, protegendo os assaltantes. O informante diz que esses policiais ficaram com R$ 10 milhões cada um.

Dois investigadores teriam investido em imóveis em Miami, nos EUA, e análise dos bens de um dos suspeitos mostra que o denunciante sabe do que está falando. Três meses e meio após o roubo, o investigador passou um imóvel na zona leste de São Paulo para uma empresa dele e de uma parente no Brasil. A sócia abriu então uma companhia nos EUA, em um endereço que fica em um luxuoso condomínio em Miami, o Trump Hollywood, onde o apartamento mais barato custa mais de R$ 7 milhões.

O MP investiga as transações, que equivalem a mais de um século de salário do investigador suspeito, que está sendo denunciado pelo policial que afirma ter recebido apenas uma “merreca” e agora se diz arrependido.

André Caramante quer briga de bêbado contabilizada como letalidade da polícia 38

Impedido de tragar narguilé em bar, PM mata cabeleireiro

Soldado usou arma da Polícia Militar para promover terror em bar da zona leste de SP

André Caramante, Do R7

Bar onde o soldado da PM de SP Samuel Pine Garcia Rosa matou cabeleireiro, após não conseguir tragar narguilé
Google Street View/Reprodução

O soldado da Polícia Militar de SP Samuel Pine Garcia Rosa, 30 anos, e seu irmão, o professor Daniel Pine Garcia Rosa, 29, foram presos em flagrante no começo da madrugada deste domingo (14), após o PM assassinar com um tiro o cabeleireiro José Raimundo Ribeiro dos Santos, 40, te também disparar contra um comerciante e dar coronhadas em um pedreiro.

Os crimes aconteceram em um bar do Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo e, segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar, foram motivados porque o soldado Samuel e seu irmão foram impedidos de tragar um narguilé (cachimbo de vidro usado para fumar tabaco aromatizado).

Apesar de cometido com uma pistola .40 da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em poder de um soldado treinado pelo Estado para integrar as suas forças de segurança, o assassinato do cabeleireiro José dos Santos não entrará para a estatística oficial sobre letalidade policial.

Quando a Secretaria da Segurança Pública apresentar as estatísticas criminais em seu site, a morte do cabeleireiro José dos Santos será classificada como um homicídio doloso praticado por qualquer cidadão comum. A pasta estadual explicita apenas “mortes em decorrência de intervenção policial”, antes chamadas de “resistência [à prisão] seguida de morte”.

A não classificação de assassinatos cometidos por PMs fora do horário de trabalho como parte da letalidade policial, como no caso da morte do cabeleireiro José dos Santos, representa uma omissão de 18,5% do total de mortos por PMs no Estado de São Paulo. Essa constatação só é possível a partir da análise dos dados do Centro de Inteligência da Polícia Militar.

Entre mortes cometidas durante o trabalho e durante a folga, PMs mataram 10.379 pessoas em São Paulo, no período de julho de 1995 a julho deste ano. Foram 8.453 mortos por PMs em “mortes decorrentes de intervenção policial”, os supostos confrontos e mais 1.926 mortes como a do cabeleireiro José dos Santos, em situações como brigas de trânsito, por motivos passionais, vingança e etc.

Os números históricos da guerra entre PMs e população civil Arte R7 e André Caramante

PMs de SP matam 5 pessoas a cada 2 dias

PMs dão ‘mata-leão’ e motoboy morre na frente da mãe

Conflito entre PMs e população mata 50 por mês em SP

Governo de SP diz que mortes em confrontos com PMs ‘praticamente’ não aumentaram em 2014

Tragada no narguilé

Na versão do crime apresentada à Polícia Civil por três testemunhas, por volta das das 4h50 de domingo (14), o soldado da PM Samuel, armado com uma pistola .40 pertencente à Polícia Militar de SP e e vestido com roupas comuns, foi com seu irmão ao bar para beber.

Depois de alguns goles na parte interna do bar, o PM Samuel e seu irmão resolveram pegaram algumas cervejas para tomá-las do lado de fora do lugar.

Quando chegaram à calçada do bar, o PM Samuel e seu irmão caminharam na direção de um grupo de jovens que fumavam narguilé e pediram para dar umas tragadas também.

Ao ouvir como resposta que esperassem os jovens que estavam ali fumar primeiro, o PM Samuel se revoltou e chutou o cachimbo de vidro, que foi destruído em vários pedaços.

Logo após destruir o narguilé, o PM Samuel agarrou um dos adolescentes pelo pescoço e o ameaçou de morte. Enquanto o policial apertava a garganta do jovem, o dono do bar, Nivaldo Gonçalves de Sousa, 49 anos, partiu em defesa do rapaz e tentou puxar o policial militar.

Ao mesmo tempo em que Nivaldo afastava o PM Samuel do jovem, o irmão do soldado, Daniel, puxou pegou Gláucia Molina de Sousa, 37 anos, pelos cabelos e acertou um tapa em seu rosto. Gláucia é mulher de Nivaldo e o ajudava no atendimento aos clientes. Após a agressão, ela fugiu correndo do bar para chamar a polícia.

Impedido por Nivaldo de continuar a tentar esganar o jovem, o PM Samuel tirou sua arma da cintura e atirou, uma vez contra o rapaz e outra contra o comerciante Nivaldo de Sousa, mas não acertou nenhum dos dois, que correram.

Impôs pânico 

Ainda segundo as testemunhas, fora de controle, o PM Samuel passou a apontar sua arma contra os outros frequentadores do bar e também deu uma coronhada na testa do pedreiro Paulo Ferreira da Silva, 41 anos, tio do jovem que foi pego pelo pescoço pelo policial militar.

Quando se virou na direção do cabeleireiro José Raimundo Ribeiro dos Santos, 40, o PM Samuel o acertou com um tiro. Antes de fugir do bar, o policial militar e seu irmão ainda continuaram a agredir as outras pessoas que lá estavam.

Levado para o Hospital Santa Marcelina, em Itaquera, pelo comerciante Nivaldo, o cabeleireiro José dos Santos já chegou morto ao pronto-socorro.

O PM Samuel e seu irmão Daniel foram localizados por policiais militares a cerca de cem metros do bar onde aconteceram o homicídio contra o cabeleireiro José, a tentativa de homicídio contra o comerciante Nilvaldo e a lesão corporal contra o pedreiro Paulo.

PM fica calado e irmão nega briga por narguilé

Questionado pelo delegado Marcelo Marques de Oliveira, do 50 DP (Itaim Paulista), o PM Samuel não quis apresentar sua versão sobre o crime. Até a conclusão desta reportagem, ele não havia constituído advogado de defesa.

Na tentativa de justificar a morte do cabeleireiro José dos Santos, o professor Daniel, irmão do PM que o matou, disse ao delegado que a confusão no bar começou quando a vítima os provocou ao perguntar por qual motivo os irmãos ficaram à porta do banheiro do bar, um esperando o outro utilizá-lo.

Segundo a versão do professor Daniel, ele e o cabeleireiro José discutiram enquanto o PM Samuel estava no banheiro. Daniel afirmou ter levado uma gravata de José e, caído no chão, foi agredido por ele com um chute no rosto. Foi no momento da agressão que, de acordo com o professor, o PM Samuel deixava o banheiro e partiu em sua defesa, identificando-se como policial militar.

O professor Daniel disse ao delegado que o cabeleireiro José também tentou aplicar uma gravata no PM Samuel e ainda quis pegar a arma do policial que, somente nesse momento, o acertou com um tiro.

O professor Daniel disse ao delegado que o cabeleireiro José também tentou aplicar uma gravata no PM Samuel e também pegar sua arma e, somente nesse momento, o policial o acertou com um tiro.

Daniel negou em seu depoimento que os crimes no bar foram motivados pela discussão após os jovens terem impedido ele o PM Samuel de fumar narguilé. Daniel também não tinha constituído advogado de defesa até a conclusão desta reportagem.

—————————————————————————-

A PM não mata muito, a PM mata pouco e,  por vezes,  erroneamente . 

Tanto que os líderes do PCC estão por aí bem vivos.

A maioria dos policiais militares da reserva trabalharam 30 anos sem disparar única vez contra uma pessoa. 

A PM, no mínimo, em São Paulo deveria ter eliminado uns 100.000 criminosos durante esse período. 

De qualquer forma, bandido não tem medo de bala. 

Criminoso, principalmente jovem, pensa que com ele nunca irá acontecer.

Bandido tinha medo de ser “detido para averiguações” , ou seja, para ser torturado por dias, semanas e meses…

Depois, conforme o caso, enterrado sem deixar vestígios .

Estamos no Brasil; aqui criminoso é parido em ninhada.

Todo ladrão, de regra,  é filho de uma vadia com um vagabundo qualquer; o tipo de gente que a Polícia pode ( deveria ) matar e arrebentar a  vontade sem perder o direito de ir para o céu.

Direitos absolutos apenas para pessoas honestas e benfeitoras.