14/05/2013 12h00– Atualizado em 14/05/2013 16h02
Grupo invade prédio da Secretaria da Segurança de SP, diz assessoria
Manifestantes permaneceram no edifício por dez minutos. Comissão irá se reunir com representantes da secretaria.
Do G1 São Paulo
Manifestantes ficaram pouco tempo dentro da sede da SSP (Foto: Alice Vergueiro/ Futura Press/ Estadão Conteúdo)Um grupo de manifestantes ligados a movimentos sociais invadiu o hall de entrada da sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, no Centro da capital paulista, na manhã desta terça-feira (14). De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, o grupo ocupou o local às 10h30, gritando palavras de ordem.
Os manifestantes deixaram o local poucos minutos depois ao serem informados de que a SSP receberia uma comissão para uma reunião que deve ocorrer às 16h, com a participação do secretário Fernando Grella Vieira. A manifestação foi pacífica e não houve dano ao patrimônio, segundo a pasta.
- De acordo com a Polícia Militar, a manifestação reuniu cem pessoas e cerca de 30 entraram no prédio. A corporação informou que não houve invasão. O grupo pedia maior segurança na periferia, policiamento de qualidade e redução dos homicídios, ainda segundo a PM. A CET não tem informações sobre bloqueio de vias.
Segundo Gilson Garcia, que faz parte do movimento Periferia Ativa, uma das organizações presentes na manifestação, o protesto pede a conclusão das investigações de crimes com a possível participação de policiais na periferia e que famílias de vítimas da violência recebam a indenização de R$ 200 mil que é o valor pago a famílias de policiais mortos em conflito.
Garcia informou ainda que a ocupação foi pacífica, apesar de funcionários da secretaria tentarem fechar as portas. Ele disse ainda que cerca de mil pessoas participaram do protesto e 120 entidades estão representadas.
A secretaria informou que “não tolera crimes cometidos por policiais” e que, na maior parte dos casos, eles acabaram presos em ações feitas em conjunto pela Corregedoria e a pasta. De acordo com dados da secretaria, 40 policiais foram presos este ano suspeitos de envolvimento em homicídios no estado.